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Crônica das famílias Longhi e · PDF file 2019-08-02 · 2 Crônica das famílias Longhi e Frantz e sua parentela em Caxias do Sul, Brasil: Estórias e...

Jul 09, 2020

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    Crônica das famílias Longhi e Frantz

    e sua parentela em Caxias do Sul, Brasil:

    Estórias e História

    Ricardo André Longhi Frantz

    Volume III

    A história dos troncos ancestrais na Europa

    Parte 6

    2019

    Capa: Igreja de São Romédio em dia de festa. Coleção Gilmar Pedron Lorenzi. A igreja teve a família Rossi entre seus fundadores.

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    Volume III

    Parte 6

    Devido ao crescimento do material de pesquisa, para facilitar a leitura e o carregamento da página online, o volume III foi dividido em seis partes. Na Parte 1 são apresentados um prefácio, onde são feitas considerações sobre o âmbito e limitações desta pesquisa, seções sobre a história europeia das famílias que emigraram para o Brasil e uma árvore genealógica completa, incluindo os troncos que permaneceram na Europa. Nas outras partes, descrevem- se as famílias que permaneceram na Europa. Esta Parte 6 é dedicada a famílias ancestrais dos Rossi. A principal incerteza sobre elas é a respeito da pertença dos nossos Rossi aos Rossi de Piano, mas como já foi discutido na Parte 1, o parentesco só carece de um testemunho direto, pois as evidências indiretas são muito fortes. Como o fundador do grupo trentino saiu de Parma entre os séculos XV e XVI, uma genealogia pode ser reconstruída com bastante segurança pelo menos até Guglielmo, incluindo as famílias Fieschi-Lavagna, Grillo, De Carrara e Candiano (com seus ramos Maltraversi, De Baone e De Carturo), mas devido ao desconhecimento da identidade do fundador do grupo trentino a incerteza da genealogia depois Guglielmo é considerável, afetando a família Ruggeri. Há indícios que permitem supor que o fundador descenda de Bertrando Rossi, o Jovem, um dos bisnetos de Guglielmo, pois na sua descendência surgem vários homens que têm o nome feminino Maria como segundo nome, inclusive pelo menos dois Giovannis, e um primo (de grau desconhecido) de Giovanni Battista de Fassa vivia em Parma e se chamava Giovanni Maria nesta época. Basear-se apenas na onomástica é bastante arriscado, embora seja uma característica singular que pode ser a verdadeira chave do parentesco para essas últimas gerações. Fieschi (De Lavagna – Obertenghi)................................................................................. 5 Grillo............................................................................................................................. 9 De Carrara..................................................................................................................... 11 De Baone (Maltraversi – Candiano)................................................................................ 14 Ruggeri.......................................................................................................................... 20

    As outras Partes poderão ser encontradas neste link: http://tetraktys.wikidot.com/cronica- longhi-e-frantz-o-passado-na-europa Na Parte 1 serão descritas as seguintes famílias: Artico (De Articho), Brodt, Cecchini, Dal Piaz, Sartori (Mozzi?), De Nadai (Nadal), Formolo, Frantz, Gassen, Günsch, Longhi (Long), Müller, Panigas, Paternoster (De Gurlano), Pezzi (De Pectis), Rizzi, Rossi, Tomasoni (Tomasi), Vollrath, Weber e Zancaner.

    http://tetraktys.wikidot.com/cronica-longhi-e-frantz-o-passado-na-europa http://tetraktys.wikidot.com/cronica-longhi-e-frantz-o-passado-na-europa

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    Na Parte 2 serão descritas as seguintes famílias: Agilolfing, Ahalolfing, Antigos Babenberg, Antigos Welf, Berthels, Betz, Biltz, Botzum, Burgúndios, Canters, Carolíngios, Cerdicing (De Wessex), Cornelissen, Cotta, De Boulogne (De Flandres), De Bruyn, De Eibiswald, De Ferrette, De Hamaland, De Hochstaden, De Laon, De Luxemburgo, De Spoleto, De Thurgau, De Uden (De Cuijk), Dey, Eberharding, Eticônidas, Gerardidas, Gerharding, Geroldônios, Goderts, Herincx, Hermens, Icling, Immeding, Kielmann, Kuntzmann, Lething, Lips, Liudolfing, Merovíngios, Mucel, Muliers, Müller, Nicolai, Nouts (Van den Vlaspoel), Novos Billung, Peeters, Pipínidas, Reigentanz, Reiniers, Rhön, Ros, Rossnagel, Schalbe, Schneider, Spreitzer, Suevos, Toetsteen, Trageser, Van der Beke, Van der Hoelt, Van der Poel, Van Geffen, Van Hal, Van Houbraken, Van Luik, Van Roetven, Van Weesp (Lodewijcx), Vlemincx, Waltriche, Weinmann, Wigeriche e Wiltens. Na Parte 3 serão descritas as seguintes famílias: Baerincx, Bertoluzza, Bluijssens, Busetti (De Rallo), Caret, Chilovi, Conzin de Casez (Thun), De Amervoert, De Boender, De Bont, De Gandis de Porta Oriola, De Greifenstein (De Morit), De Leeuw, De Malgolo (Desiderati – De Pergine), De Pero, De Sanzenone (De Tuenno), De Teylingen, Eelkens (Van Oerle?), Frasnelli, Friedrich, Geenen, Gislondi (Gislont), Goetstouwen, Gosser, Heilmann, Hisse, Hoosmans, Huijberts, Mazui de Cazzuffo (De Tuenno), Michiels, Negri de San Pietro, Omizzolo, Panizza, Pedroni, Persyn, Reboli, Roelofs, Schoenmakers, Schroevers, Spapen, Thijs (Mathijssen), Toffolon, Van Besouw (Wijnsouwen), Van Broechoven (Bac), Van Cranenburgh (De Wassenaer), Van de Sande, Van Dommelen (Van den Berge), Van Steen, Van Valkenburgh, Van Welhuÿsen, Verschueren (Van der Schueren), Weger, Wendel e Wise. Na Parte 4 serão descritas as seguintes famílias: Angeli, Avancini, Cainelli (Aliprandini?), Canestrini, Dal Sasso, De Marchi, Franch (De Cloz), Fugà (De Fugantis), Gembrin, Goris (Gregoris), Jaunici, Manfroni (Dalle Caneve), Mosconi (Fogaroli), Ongher (Unger), Poletti, Poli, Prandel, Puecher, Rauz, Rudelli, Sacchetti, Sartori 2 (De Sartoribus), Scriz (?), Tirindelli (?) Viezzer e Zanon. Na Parte 5 serão descritas as seguintes famílias: Ahalolfing 2, Antigos Welf 2, Aribonen, Beber, Carolíngios 2, Colét, Dalpass, Dal Vit (Rolandini), De Cles, De Delsburg, De Ebersberg (Sighardinger), De Eppenstein, De Flandres 2, De Friesach, De Hamaland 2, De Heunburg (Geronen), De Sonnenburg, De Vornbach, Del Aus, Do Friuli, Engelberting, Esikonen, Eticônidas 2, Ezzonen, Hunfriding, Hupaldiner, Immeding 2, Liudolfing 2, Luitpolding, Macedônios, Maleinos, Marcolla, Novos Billung 2, Phokas, Robertianos, Ruchelli, Skleros e Zanini.

    Esta parte foi atualizada em 2 de agosto de 2019

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    Agradecimentos

    Deixo aqui registrada minha gratidão pelo valioso auxílio pessoal recebido dos pesquisadores Allen Rizzi, Barbara Smith, Fabio Bianchetti, Josef IV Frank (Joe), Leonardo Sartorio Rigo, Luciano Borelli, Paolo Basilici, Paolo Inama, Paolo Odorizzi, Ralf-Roland Schmidt-Cotta e Wolfhard Vahl.

    Este trabalho também não teria sido possível sem a documentação online disponibilizada pelo Município de Schwäbisch Hall, o portal Trentino Cultura, o Arquivo de Estado de Trento, o Arquivo de Estado de Vicenza, o Ministério para os Bens e Atividades Culturais da Itália, a Comissão para a História de Bassano, o Arquivo Municipal de Breda, a Bossche Encyclopedie, o Centro de Informação Histórica do Brabante, o Arquivo do Castelo Thun, o Arquivo Regional de Tilburg, o Arquivo de Estado da Áustria, o Arquivo de Estado de Veneza, o Arquivo de Estado de Hesse-Darmstadt, o Arquivo de Estado de Marburg, o Arquivo de Estado de Stuttgart e o Arquivo de Estado de Baden-Württemberg, instituições às quais também deixo meu reconhecimento.

    Ricardo André Longhi Frantz, 2015-2019

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    Fieschi (De Lavagna – Obertenghi) Linha: [Oberto I > ... > Ansaldo de Lavagna > Tedisio > filho > Rubaldo > Alberto > Ruffino > Ugo Fieschi > Maddalena > Giacomo (Rossi) > Guglielmo > Rolando > Giacomo > Bertrando o Jovem] > ... > Giuseppe > Ermenegildo > Giovanni Battista Ermenegildo > Catharina > Victorio (Longhi) > Alcides > Elisabeth Geralmente se considera a família dos condes de Lavagna, depois Fieschi, como descendentes dos Obertenghi.1 A linha começa com Oberto I, cujas origens são obscuras e controversas. Aparece em 945 como conde de Luni e Parma, em 951 foi nomeado marquês e em 953 conde palatino, desempenhado nesta função importantes missões para os reis lombardos. Em 960 integrou uma delegação que pediu ao rei da Germânia Oto I para que tomasse para si o Reino da Lombardia a fim de conter os excessos do rei Berengário II, o que veio a ocorrer, e Oberto foi recompensado com extensas terras em Bobbio. Como titular da Marca Obertenga governava um vasto território que incluía vários condados e cidades importantes, como Genova, Luni, Tortona e Milão.2 Sua esposa é mal documentada, alguns historiadores apontam Willa de Spoleto, descendente dos duques de Spoleto e do Friuli e de Carlos Magno. Oberto faleceu entre 972 e 975, sendo o ancestral de muitas dinastias de grande nobreza, como os Malaspina, os Este e os Pallavicini.3 4 5 Seu descendente Ansaldo de Lavagna, morto antes de 1031, tinha terras e feudos na região de Varese como vassalo dos Obertenghi. Foi pai de Tedisio (Theodixe), atestado a partir de 1031 já como conde de Lavagna e cavaleiro, quando recebeu diversos bens do bispo Landolfo.6 Casado com uma filha dos senhores de Vezzano, seus filhos iniciaram o processo de afirmação do poder feudal da família nesta região, tornando-se a mais importante da parte oriental da Ligúria, apoiando a Igreja, controlando rotas de comércio e adquirindo outros feudos e privilégios em várias comunas nas redondezas.7 8

    1 Gu

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