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Aplicação do Espiritismo Encontro 18 Transformações pelo serviço ao próximo
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Aplicação do Espiritismo Encontro 18 Transformações pelo serviço ao próximo.

Apr 18, 2015

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  • Aplicao do Espiritismo Encontro 18 Transformaes pelo servio ao prximo
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  • Qual o meio mais eficaz de se combater a predominncia da natureza corprea? - Praticar a abnegao (LE, perg. 912)
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  • Compreendemos que ainda vivemos predominantemente envolvidos pela nossa natureza animal. Como tal, manifestamos paixes, desejos, anseios, sentimentos possessivos. O principio das paixes natural, til, faz parte da prpria natureza humana, por isso no um mal; at uma necessidade dessa mesma natureza corprea.
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  • So elas alavancas propulsoras da nossa evoluo, desde que conduzidas e aplicadas a servio do bem. Os abusos e exageros das necessidades humanas o que torna as paixes ms, provocando consequncias desastrosas pelos prejuzos deixados, quando no so governadas adequadamente pela nossa vontade.
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  • Deparamo-nos, ento, com a imperiosa necessidade de combater os excessos dessas nossas predominncias animais, reduzindo os exageros descontrolados, isto , disciplinando os nossos desejos e inclinaes na direo de efeitos benficos que elas possam realizar.
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  • Nesse aspecto entendemos claramente que fazer o bem, praticar a caridade o meio mais eficaz e de maiores resultados nessa canalizao dos impulsos animais que regem, predominam, vivem, exigem e permanentemente se manifestam nas nossas aes.
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  • Recordemos que abnegao sacrifcio voluntrio do que h de egostico nos desejos e tendncias naturais do homem, em proveito de uma pessoa, causa ou idia. desinteresse, renuncia, desprendimento, devotamento. (Aurlio Buarque, Novo Dicionrio da Lngua Portuguesa)
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  • praticar o bem exclusivamente pelo prprio bem, sem outras intenes ocultas. Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade... (ESE Cap XV, item 3) Alm de recomendar a caridade, o Divino Mestre a coloca como nica condio nossa salvao, ou seja, libertao dos nossos condicionamentos corpreos, dos interesses pessoais que definem o ser egosta.
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  • Mas, como entender a caridade? Como caracteriz-la?
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  • A caridade paciente; branda e benfazeja; a caridade no invejosa, no temerria, nem precipitada; no se enche de orgulho; no desdenhosa; no cuida de seus interesses; no se agasta nem se irrita com coisa alguma; no suspeita mal; no folga com a injustia, mas folga com a verdade; tudo cr, tudo espera, tudo sofre. Agora, pois permanecem estas trs virtudes: a f, a esperana e a caridade; mas dentre elas a mais excelente a caridade Paulo, I-I Corintios, 13:1-7 e 13)
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  • O que nos levaria a aplicar a caridade como processo de realizao da reforma intima? Nada exprime melhor o pensamento de Jesus, nada melhor resume os deveres do homem do que esta mxima de ordem divina (Fora da caridade no h salvao)...
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  • Com esta orientao o homem jamais se transviara. Dedicai-vos, portanto, meus amigos, a compreender-lhe o sentido profundo e as conseqncias de sua aplicao, e a procurar por vs mesmos todas as maneiras de aplic- la. Submetei todas as vossas aes prova da caridade, e a vossa conscincia vos responder: No somente ela evitar que faais o mal, mas ainda vos levar a praticar o bem.
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  • Quais as mudanas em nosso ntimo que a prtica da caridade realizaria?
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  • 1o. Saindo do nosso isolamento e passando a conviver com aqueles aos quais, de alguma forma, nos propusemos colaborar, tomamos parte nas suas dificuldades e sofrimentos e no raro vemos que nem por isso reclamam eles da sorte, fazendo-nos sentir a irreverncia das nossas inconformaes e a improcedncia das nossas queixas. Passamos a valorizar as oportunidades que a vida nos oferece e a bendizer a nossa sorte. Naturalmente deixamos de nos irritar, atenuamos dios, magoas, reduzimos agresses, antipatias e afastamos enfermidades;
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  • 2o. Ocupando o nosso tempo, muitas vezes ociosamente desperdiado em futilidades, dedicando-nos, ento, a um servio ao prximo na condio de voluntrio, sentimos as grandes alegrias na nossa alma, pelo trabalho til que nos valoriza o sentimento e nos traz as recompensas pelo cumprimento do dever de caridade. Desenvolvemos a nossa capacidade de dedicao e amor ao prximo realizando transformaes profundas no nosso comportamento e na compreenso dos problemas humanos. Reagiremos com mais coragem e bom animo, renovando-se a nossa existncia pelo desaparecimento das angustias e depresses que antes nos afligiam;
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  • 3o. Movimentando nossos braos e pernas, articulando nossas mos, agilizando nossos dedos em atividades que promovem as criaturas humanas pelos exerccios do bem, canalizamos nossas energias interiores muitas vezes concentradas nos viciamentos da imaginao doentia que nos desequilibram emocionalmente e nos prendem aos condicionamentos nocivos. A caridade nos ajuda definitivamente a nos libertar dos vcios e a vencer os defeitos;
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  • 4o. Embora possamos utilizar razovel tempo em profundas auto anlises, na descoberta das recnditas origens dos nossos comportamentos conflitivos, as horas empregadas na caridade nos proporcionam os importantes treinamentos da benevolncia, da piedade, da generosidade, da afabilidade, doura, abnegao e devotamento, virtudes que s a prtica constante nos far adific-las em nosso esprito;
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  • 5o. A prtica da caridade por todos os meios igualmente um esforo de auto remodelao interior, cujos resultados agiro em ns de modo semelhante ao trabalho de um exmio escultor que retira de dentro de um bloco de rocha a imagem delicada de uma angelical madona.
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  • Podemos considerar, finalmente, que o trabalho de transformao interior s ser completado pela aplicao da caridade em todas as nossas aes. Sem ela no atingiremos nossas metas de ascenso espiritual, e apenas por sua senda veremos um dia as criaturas humanas irmanadas no bem comum, vivendo e convivendo com igualdade, solidariedade e tolerncia.
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  • A Prtica da assistncia ao prximo Dispomos de estudos frequentes, de reunies sistemticas, de preces dirias... Por que no instituir em nossas tarefas doutrinarias o culto semanal da assistncia fraterna? Procuremos, assim, os meios de, nem que seja por algumas horas de um dia na semana, prestarmos o nosso servio ao prximo como um dever cristo. Desse modo, em primeiro lugar, vamos escolher o campo de trabalho em que melhor possamos produzir. Depois de estabelecermos o local a desempenhar o servio, programaremos, ento, o dia da semana e o horrio.
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  • Os Campos de Servio ao Prximo Embora as Casas Espritas ofeream sempre muitas oportunidades de assistncia ao prximo, podemos dedicar nossa ajuda a outras instituies de carter assistencial, como indicaremos mais adiante. Dessa maneira, vejamos quais os principais campos de servio cristo que possamos escolher para o nosso voluntariado.
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  • Iniciar com um Estgio recomendvel sermos cautelosos, at mesmo com os nossos repentes de entusiasmo, quando decidirmos ardentemente nos dedicar, de todo o corao, a uma obra assistencial. Importantes so esses bons impulsos, mas a realidade poder nos constranger e certamente arrefecer a nossa possvel euforia ao entregarmo-nos a to bons propsitos.
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  • Um estgio inicial para testarmos nossa resistncia e averiguar nossos anseios de benevolncia muito necessrio, em qualquer servio assistencial que tenhamos escolhido. No contato direto com o trabalho vamos enfrentar as naturais dificuldades que as imperfeies das organizaes assistenciais e dos prprios colaboradores apresentam. So condies at comuns que nos faco confirmar os ideais de realizao.
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  • Ningum produz sem contar com o concurso de outros companheiros que conjuguem esforos no mesmo sentido e, onde est a criatura humana, estar tambm a imperfeio. Com ela vamos ainda conviver por muito tempo e precisamos aceit-la como situao normal, sem que isso nos cause quaisquer dissabores ou nos afaste da tarefa abraada.
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  • Depois de um perodo de estgio experimental de trinta, sessenta ou noventa dias, reexaminemos nosso animo, reavaliemos nossos propsitos e da sigamos com mais firmeza e segurana, ao termos sido bem sucedidos nos testes pelos quais passamos.
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  • A Caridade comea dentro de casa Est ao alcance de qualquer criatura praticar a caridade, e devemos considerar que mais valor ter quanto mais nos fizer falta o que estivermos a outrem oferecendo, isto , tirando do que nos sobra no fazemos mais do que obrigao; tirando do que nos falta, praticamos a renncia. Embora possamos prestar os nossos servios ao prximo, em locais carente, a criaturas necessitadas, longe do nosso ncleo domstico, indagaramos: Quem so os nossos prximos mais prximos?
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  • A resposta nos conduz a ateno para os familiares diretos e os secundrios. Quase sempre temos nossa volta, sem darmos muitos passos, aqueles que esto espera de nosso carinho, compreenso e tolerncia. Uma palavra, um olhar, um gesto, uma mo estendida, uma conversa reconfortante, uma visita de apoio, uma colaborao financeira silenciosa, um farnel em dias de penria, um agasalho para as noites frias, enfim, em mil oportunidades existentes com relativa frequncia, no seio de qualquer famlia.
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  • isso mesmo, olhemos primeiro nossa volta, e averiguemos se no estaramos nos omitindo em nossos deveres de caridade para com os prximos mais prximos. Vale fazer esse primeiro exame e, discretamente, sem alaridos, correspondermos com o nosso concurso fraterno, dentro de casa, e para com a parentela da qual fazemos parte.