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ENTENDA A OBESIDADE - irp-cdn. · PDF fileOBESIDADE GRAU II (moderada) OBESIDADE GRAU III (severa) ... técnica cirúrgica minimamente invasiva também ... e Cirurgia de...

Jan 02, 2019

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OBESIDADEENTENDA A

Por Glauco A. MorgensternCRM/PR 17071

A obesidade

A Organizao Mundial de Sade aponta a obesidade como um dos maiores

problemas de sade pblica no mundo. A projeo que, em 2025, cerca de 2,3

bilhes de adultos estejam com sobrepe-so; e mais de 700 milhes, obesos.

No Brasil, o problema vem tomando propores cada vez maiores. Estima-se que pelo levantamento do Ministrio da

Sade (Vigitel 2016), que 53,8% da populao esteja acima do peso e 18,9%

tenha obesidade.

Mas o que obesidade? O peso e a distribuio da gordura no corpo so regulados por uma srie de mecanismos, tanto neurolgicos, quanto metablicos e hormonais. Graas a eles h um equilbrio entre o que ingerimos e o que gastamos. No entanto, quando a pessoa come mais e no promove o gasto energtico, essa sobra de energia (gordura) gera o aumento de peso. O acmulo, se pequeno, considerado sobrepeso. J quando atinge grandes propores passa a ser chamado de obesidade.

Para se saber, se est ou no com obesidade, deve-se calcular o ndice de massa corprea (IMC). O IMC obtido ao se dividir o peso (em quilos) pela altura (em metros) elevada ao quadrado (IMC = P/A2). Veja a classificao da obesidade baseada no IMC.

25-3030-3535-40

>40

SOBREPESO

OBESIDADE GRAU I (leve)

OBESIDADE GRAU II (moderada)OBESIDADE GRAU III (severa)

IMC (P/A2) kg/m2

Riscos relacionados obesidade

A obesidade est associada a vrias doenas (comorbidades). Os obesos apresentam maior risco de hipertenso arterial, diabetes, doenas cardiovasculares e respiratrias, dislipidemia (alterao do colesterol e triglicerdeos), trombose venosa profunda (TVP), tromboembolismo pulmonar (TEP), refluxo gastroesofgico, doenas articulares (artroses), apnia do sono, doenas hepticas (esteatose) e tantas outras. Pessoas acima do peso apresentam maior risco de cncer de intestino, esfago, fgado, vescula, pncreas, mama, ovrios, tero e rins. Mulheres obesas em idade frtil geralmente apresentam dificuldade para engravidar, podendo ter at infertilidade.

Para se saber, se est ou no com obesidade, deve-se calcular o ndice de massa corprea (IMC). O IMC obtido ao se dividir o peso (em quilos) pela altura (em metros) elevada ao quadrado (IMC = P/A2). Veja a classificao da obesidade baseada no IMC.

A obesidade est associada a vrias doenas (comorbidades). Os obesos apresentam maior risco de hipertenso arterial, diabetes, doenas cardiovasculares e respiratrias, dislipidemia (alterao do colesterol e triglicerdeos), trombose venosa profunda (TVP), tromboembolismo pulmonar (TEP), refluxo gastroesofgico, doenas articulares (artroses), apnia do sono, doenas hepticas (esteatose) e tantas outras. Pessoas acima do peso apresentam maior risco de cncer de intestino, esfago, fgado, vescula, pncreas, mama, ovrios, tero e rins. Mulheres obesas em idade frtil geralmente apresentam dificuldade para engravidar, podendo ter at infertilidade.

Outro fator importante autoestima. A sociedade geralmente discrimina obesos e muitos acabam tendo depresso. Obesos apresentam dificuldade desde amarrar um calado at comprar roupas. Os obesos graves tm 12 vezes mais chances de morrer dentro de sete anos, se comparados com os indivduos com peso normal. Existem dois tipos de obesidade. A perifrica onde o acmulo de gordura ocorre no quadril (pera) e a central que se concentra no abdmen (maa). A obesidade central mais grave, pois geralmente est associada a hipertenso arterial, dislipidemia e diabetes.

FIGURA 1: Tipos de Obesidade

TRATAMENTO DA OBESIDADE Existem vrias alternativas teraputicas que podem proporcionar boas perdas de peso. Exemplosso as dietas com poucas calorias, a terapia comportamental, o exerccio fsico e alguns medicamentos. Contudo, quando estas medidas so fugazes e ineficientes, surge como opo a cirurgia baritrica (cirurgia para perder peso). Os pacientes portadores de obesidade devem ser encarados como portadores de uma doena sria, que reduz a qualidade de vida e autoestima.

Quem podefazer a cirurgia?

O consenso brasileiro de cirurgia baritrica, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Baritrica e Metablica (SBCBM), acrescenta indicao de cirurgia em pacientes com IMC entre 30 e 35 na presena de alguma doena associada considerada grave, como por exemplo diabetes.

Existem vrias alternativas teraputicas que podem proporcionar boas perdas de peso. Exemplosso as dietas com poucas calorias, a terapia comportamental, o exerccio fsico e alguns medicamentos. Contudo, quando estas medidas so fugazes e ineficientes, surge como opo a cirurgia baritrica (cirurgia para perder peso). Os pacientes portadores de obesidade devem ser encarados como portadores de uma doena sria, que reduz a qualidade de vida e autoestima.

So candidatos cirurgia os pacientes com IMC maior que 40 kg/m2 ou com IMC superior a 35 kg/m2 associado a uma co-morbidade como hipertenso arterial, au-mento de colesterol e triglicerdeos, prob-lemas ortopdicos decorrentes do peso como artrose e alteraes na coluna, apneia do sono e diabetes.

Como a cirurgia da obesidade?

O princpio da cirurgia baritrica consiste em induzir a perda de peso por meios cirrgicos. A grande maioria das cirurgias baritricas feita por videolaparoscopia, tcnica cirrgica minimamente invasiva tambm conhecida como "cirurgia sem corte ou cirurgia dos furinhos. As cirurgias abertas, feitas pelo mtodo tradicional, praticamente se restringem aos pacientes do sistema nico de sade (SUS). A videolaparoscpica tem a vantagem de menor dor e menor incidncia de complicaes. Alm disso, d ao paciente a possibilidade de retorno precoce ao trabalho e s atividades fsicas. Hoje existe a opo de realizar a cirurgia por via robtica tambm.

O consenso brasileiro de cirurgia baritrica, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Baritrica e Metablica (SBCBM), acrescenta indicao de cirurgia em pacientes com IMC entre 30 e 35 na presena de alguma doena associada considerada grave, como por exemplo diabetes.

O princpio da cirurgia baritrica consiste em induzir a perda de peso por meios cirrgicos. A grande maioria das cirurgias baritricas feita por videolaparoscopia, tcnica cirrgica minimamente invasiva tambm conhecida como "cirurgia sem corte ou cirurgia dos furinhos. As cirurgias abertas, feitas pelo mtodo tradicional, praticamente se restringem aos pacientes do sistema nico de sade (SUS). A videolaparoscpica tem a vantagem de menor dor e menor incidncia de complicaes. Alm disso, d ao paciente a possibilidade de retorno precoce ao trabalho e s atividades fsicas. Hoje existe a opo de realizar a cirurgia por via robtica tambm.

Nestes ltimos anos surgiram muitas tcnicas de cirurgia baritrica, como a Banda Gstrica (anel ajustvel no estmago), Cirurgia de Scopinaro (cirurgia disabsortiva) e Cirurgia de Duodenal Switch (cirurgia disabsortiva), porm estas tcnicas no so mais utilizadas, somente em casos excepcionais. As tcnicas mais utilizadas no Brasil e no mundo o Bypass Gstrico (Capella) e o Sleeve (Gastrectomia Vertical), portanto iremos nos aprofundar nestas duas tcnicas. No existe uma cirurgia absolutamente perfeita. Cada tcnica tem vantagens e desvantagens. Para saber qual se encaixa com cada tipo de paciente, observa-se caractersticas pessoais, como idade, sexo, hbitos alimentares, etc.

TCNICAS DE CIRURGIA BARITRICA

Bypass Gstrico ou Cirurgia de Capella

O Bypass Gstrico, que representa 60% das cirurgias baritricas no Brasil, um procedimento misto com predominncia restritiva, caracterizada pela diminuio da ingesta e absoro dos alimentos. No bypass realizado o grampeamento do estmago, criando um reservatrio de aproximadamente 50-70 ml, e o desvio de cerca de 1,5 a 2 metros do intestino delgado. Neste procedimento ocorre a restrio da quantidade de alimento que o paciente pode ingerir e o retardo da mistura desse alimento com os sucos digestivos, o que evita a absoro calrica completa. Essa cirurgia o procedimento de escolha padro. A perda de peso em torno de 35 a 40% do peso total.

VANTAGENS

- Perda de peso adequada e duradoura na maioria dos pacientes;- Melhora de cerca de 96% das doenas associadas obesidade, como hipertenso arterial, diabetes tipo II (84%), apnia do sono (ronco), dor nas costas e pernas (artropatias), dislipidemia (colesterol e triglicerdeos) e da depresso.

DESVANTAGENS

- Necessita uso de vitaminas por longo perodo;- Possibilidade de Sndrome de Dumping(intolerncia a doces).

FIGURA 2:Bypass Gstrico

Sleeve ou Gastrectomia Vertical

O sleeve um procedimento cada vez mais realizado, representando 50% das cirurgias baritricas nos Estados Unidos. Puramente restritiva, consiste na remoo da grande curvatura do estmago, deixando o reservatrio novo com formato tubular e alongado de volume entre 150 e 200 ml. O paciente perde peso por ingerir menor quantidade de alimentos. uma tcnica recomendada para pacientes com IMC no elevados (at 40), comedores de volume e com ingesta pequena de doces; pacientes que no aceitam usar suplementos vitamnicos no ps-operatrio e aqueles que tm necessidade de monitorizao gstrica no ps-operatrio. O sleeve tem a possibilidade de ser transformado em outra tcnica, como por exemplo o Bypass gstrico, caso o paciente tenha perda insuficiente de peso ou reganho. Esta tcnica permite uma segunda chance.

VANTAGENS- Procedimento rpido e sem disabsoro intestinal;- No necessrio tomar suplementos