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A SOCIEDADE EGBE ÒRUN DOS ABIKÜ, AS CRIANCAS NASCEM PARA MORRER VARIAS VEZES * Pierre Verger Universidade Federal da Bahia Se uma mulher, em país iorubá, dá a luz uma série de criancas nati- mortas ou mortas em baixa idade, a tradicão reza que não se trata da vin- da ao mundo de várias criancas diferentes, mas de diversas aparicões do mesmo ser maléfico chamado abíkú (nascer-morrer) que se julga vir ao mundo por um breve momento para voltar ao país dos mortos, òrun (o céu), várias vezes ( 1 1. Ele passa assim seu tempo a ir e voltar do céu para o mundo sem ja- mais permanecer aqui por muito tempo, para grande desespero de seus pais, desejosos de ter numerosos filhos vivos, para assegurar a continuida- de da família sobre a terra. Esta crenca se encontra entre os akan, (2) onde a mãe é chamada awomawu (ela bota os filhos no mundo para a morte). Os ibo chamam os abíkú deogbanje, os haucás de danwabi e os fanti, kossamah (3). Sua pre- - senca entre os Mossi foi estudada por M. Houis (4). Encontramos informacões a respeito dos àbikú em algumas histó- rias (itan) de Ifá, sistema de advinhacão dos iorubá, praticada pelos baba- laôs (pai-do-segredo) que transmitem de geracão em geracão um enorme "corpus" de histórias tradicionais, classificadas nos duzentos e cinqüenta e seis odu ou sinaisde Ifá (5). Oito deste itan são dados no fim destes arti- go, nos seus textos originais iorubá, com a sua traducão para o português. Estas histórias mostram que os abíkú ou eméré (112) (6) formam sociedades no céu (egbé òrun), presididas por lyajansa (a mãe-se-bate-e- corre) para os meninos (V 11 112 e 76) e olókó (chefe da reunião) para as meninas ( V I 3 e V111/77), mas é Aláwaiyé (Rei de Awayé) (V11/17) que as levou ao mundo pela primeira vez na sua cidade de Awaiyé (V11118). se encontra a floresta sagrada dos abikú (V11/44), aondé os pais de ábíkú vão fazer oferendas para que eles fiquem no mundo (VI 1/45,52,54.). Quando eles vêm do céu para a terra, os ahikú passam os limites do céu diante do guardião da porta, o aduaneiro do céu onjbodé òrun (1/5), seus companheiros vão com ele até o local onde eles se dizem até logo (I 11/9). Os que partem declaram o tempo que tencionam ficar no mundo e o que farão. Se prometem a seus companheiros que não ficarão ausen- tes, essas criancas, apesar de todos os esforcos de seus pais, retornarão, para encontrar seus amigos no céu (V/7,9).
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Abiku afroasia n14

Aug 10, 2015

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Spiritual

Ary Carvalho
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  1. 1. A SOCIEDADE EGBE RUN DOS ABIK, AS CRIANCAS NASCEM PARA MORRER VARIAS VEZES * Pierre Verger Universidade Federal da Bahia-S uma mulher, em pas iorub, d a luz uma srie de criancas natie mortas ou mortas em baixa idade, a tradico reza que no se trata da vinda ao mundo de vrias criancas diferentes, mas de diversas aparices do e mesmo ser malfico chamado abk (nascer-morrer) que s julga vir ao mundo por um breve momento para voltar ao pas dos mortos, run (o cu), vrias vezes ( 1 1. Ele passa assim seu tempo a ir e voltar do cu para o mundo sem jamais permanecer aqui por muito tempo, para grande desespero de seus pais, desejosos de ter numerosos filhos vivos, para assegurar a continuidade da famlia sobre a terra. Esta crenca s encontra entre os akan, (2) onde a me chamada e awomawu (ela bota os filhos no mundo para a morte). Os ibo chamam os abk deogbanje, os haucs de danwabi e os fanti, kossamah (3).Sua presenca entre os Mossi foi estudada por M. Houis (4). Encontramos informaces a respeito dos bik em algumas histrias (itan) de If, sistema de advinhaco dos iorub, praticada pelos babalas (pai-do-segredo)que transmitem de geraco em geraco um enorme "corpus" de histrias tradicionais, classificadas nos duzentos e cinqenta e seis odu ou sinaisde If (5). Oito deste itan so dados no fim destes artigo, nos seus textos originais iorub, com a sua traduco para o portugus. Estas histrias mostram que os abk ou emr (112) ( 6 ) formam sociedades no cu (egb run), presididas por lyajansa (a me-se-bate-ecorre) para os meninos (V 11 112 e 76) e olk (chefe da reunio) para as meninas ( V I 3 e V111/77), mas Alwaiy (Rei de Away) (V11/17) que as levou ao mundo pela primeira vez na sua cidade de Awaiy (V11118). L s encontra a floresta sagrada dos abik (V11/44), aond os pais de e bk vo fazer oferendas para que eles fiquem no mundo (VI 1/45,52,54.). Quando eles vm do cu para a terra, os ahik passam os limites do cu diante do guardio da porta, o aduaneiro do cu onjbod run (1/5), seus companheiros vo com ele at o local onde eles s dizem at logo e ( I 11/9). Os que partem declaram o tempo que tencionam ficar no mundo e o que faro. S prometem a seus companheiros que no ficaro ausene tes, essas criancas, apesar de todos os esforcos de seus pais, retornaro, para encontrar seus amigos no cu (V/7,9).
  2. 2. Os abk podem ficar no mundo por perodos mais ou menos longos. Um bk menina chamada "A-morte-os-puniu" declara diante de onbod run (116,161 que nada do que os seus pais facam ser capaz de ret-la no mundo, nem presentes em dinheiro, (117) nem roupas que Ihes oferecam, (119) nem todas as coisas que eles gostariam de fazer por ela (1111) atrairiam os seus olhares nem lhe agradariam (1112). Um bk menino, chamado Ilere, diz que recusar todo alimento (1117) e todas as coisas (11/10) que lhe queiram dar no mundo. Ele aceitar tudo isto no cu. Quando Alwaiy levou duzentos e oitenta ibk ao mundo pela primeira vez, cada um deles tinha declarado, ao passar a barreira do cu, o e tempo que iria ficar no mundo (VI I 4, 10). Um deles s propunha a voltar ao cu assim que tivesse visto sua me; (V11/10) um outro, que iria esperar at o dia em que seus pais decidissem que ele s casasse ( V I1 1 1); e 1 um outro, que retornaria ao cu, quando seus pais concebessem um novo filho ( V I 1/15), um ainda no esperaria mais do que o dia em que comecasse a andar (V11/16). Outros prometem a lyjanjas, que est chefiando a sua sociedade no cu ( V 11 1/3), respectivamente, ficar no mundo sete dias, (V 1 1 1119 ou at o momento em que comecasse a andar (VI 11/23) ou quando ele comecasse a se arrastar pelo cho (V I 1/23), ou quando comecasse a ter den1 tes (V111124) ou ficar em p (V111125). Nossas histrias de If nos dizem que oferendas feitas com conhecimento de causa so capazes de reter no mundo esses abk e de Ihes fazer esquecer suas promessas de volta, rompendo assim o ciclo de suas idas e vindas constantes entre o cu e a terra, porque, uma vez que o e tempo marcado para a volta j tenha passado, seus companheiros s arriscam a perder o poder sobre eles. E assim que nessas quatro histrias (I, I I I, I V e V) encontramos oferendas que comportam um tronco de bananeira acompanhado de diversas outras coisas. Um s dos casos narrados, o terceiro, explica a razo dessas oferendas: "Um caador que estava espreita ( 1 1 1/3), no cruzamento dos caminhos dos abl'k, escutou quais eram as promessas feitas por trs abk quanto a poca do seu retorno ao cu. "Um deles promete que deixar o mundo assim que o fogo utilizado por sua me, para preparar sua papa de legumes, se apague por falta de combustvel (II1/11). O segundo esperar que o pano que sua me utilizar, para carreg-lo nas costas s rasgue ( 1 11117). A terceia (porque uma e rrienina abk) esperar, para morrer, o dia em que seus pais lhe digam que tempo dela s casar e ir morar com seu esposo ( 1 11/22). e "O cacador vai visitar as trs mes no momento em que elas esto dando a luz seus filhos abk (111126) e aconselha primeira que no deixe s queimar inteiramente a lenha sob o pote que cozinha os legumes e e que ela prepara para seu filho ( 1 11/28); a segunda que no deixe s rasgar 139
  3. 3. o pano que ela usar para carregar seu filho nas costas, que utilize um pano de qualidade diferente (dos que s usam geralmente para este fim); e ( 1 11/32); ele recomenda, enfim, a terceira, de no especificar, quando chegar a hora, qual ser o dia em que sua filha dever ir para acasa do seu marido (1 11/33). As trs mes vo, ento, consultar a sorte, If, que Ihes recomenda que facam respectivamente as oferendas de um tronco de bananeira, de uma cabra e de um galo, impedindo, por meio deste subterfgio, que os e trs ibk possam manter seu compromisso. Porque, s a primeira instala um tronco de bananeira no fogo, destinado a cozinhar a papa do seu f i lho, antes que ele s apague ( 1 11/43), o tronco de bananeira, cheio de seie va e esponjoso, no pode queimar, e o abk, vendo uma acha de lenha no consumida pelo fogo ( 1 1 1/47), diz que o momento de sua partida ainda no chegado. A pele de cabra oferecida pela segunda serve para reforcar o pano que ela usa para levar seu filho nas costas ( 1 11/52); a crianca bk no vai achar nunca que esse pano s rasgou e no vai poder e manter sua promessa. No se sabe bem o porque do oferecimento de um galo, mas a histria conta que, quando chegou a hora de dizer filha j uma moa, que ela deveria ir para a casa de seu marido (1 11/55), os pais no lhe disseram nada e a enviaram bruscamente para casa dele. Nossos trs abk no podem mais manter a promessa que fizeram, e porque as circunstncias que devem anunciar sua partida no s realizaram tais como eles tinham previsto na sua declarao diante de onbod bruna Estes trs bjk no vo mais morrer. Eles seguiram um outro caminho (I 11175,761. Comentamos esta histria com alguns detalhes porque ilustram bem o mecanismo das oferendas e de sua funco. ~ oseu lado anedolco que nos interessa aqu, mas a tentativa de demonstrao de que, em pas iorub, a sorte pode ser modificada, numa certa medida, quando certos segredos so conhecidos. No caso, as condices nas quais os trs abk deixaram o mundo. Esta noo sobre a importncia de conhecer certos segredos tambm expressa na stima histria onde os abk combinam entre si, no momento de sua chegada a Away (V11/18), preparar, cada um, quatro vestimentas (de cor vermelha), assim como um leno de cabeca e um bon no valor de 1.400, cauris (bzios) para cada um. 0 s ab jk declaram que s algum descobrir suas quizilas, quando eles chegarem ao mundo, e e o nome das vestes que eles combinaram fazer ( V 11/22, 23), eles ficaro no mundo. E por isso que os babalas consultados (VI 1/34) prescrevem oferendas desses objetos (V11/39, 41 1, a respeito dos quais os abk fizeram uma combinaco (VI 1/42). Essas oferendas so penduradas nas rvores da floresta sagrada dos bku em Awaiy (V11/46), acompanhadas de pratos de alimentos e doces (V 11/52). 140
  4. 4. Estas cerimnias sero feitas todos os anos pelos pais (V11/55), e eles dancaro ao som dos tambores, cantando cances onde falam d u "Camwood, da cor das roupas vermelhas feitas pelos ablk, de lenos e de bons no valor de 1.400 caurs (bzios) cada um, afirmando, asssim, ter conhecimento do pacto feito pelos b& quando chegaram em Awaiy, e do seu compromisso de ficar no mundo, s os pais viessem a e saber da sua conveno. Nenhum abk, cujos pais fizeram estas cerimrinias, deixar o mundo (V11168, 69) (7). Tais oferendas so, com efeito, uma forma de expresso sem acompanhamento de palavras articuladas; o discurso substitudo pela apresentaco dos objetos testemunhas, provando que a oferenda conhece os segredos, fazendo-o assim participar do pacto dos abk. Entre as oferendasque os retm aqui, em baixo, figuram, em primeiro plano, as plantas litrgicas. Cinco dentreelas so citadas nestas histrias: Abrkolo (Crotalaria lachnophera A. Rich, Papilionacaae). Agdmagbayin (no identificada). l d (Terminalia ivorensis, A. Chev, Combretacae). lja agborh (no identificada). Lara pupa ( R icinus communis Linn, Euphorbiaceae). Citemos ainda duas plantas frequentemente utilizadas para reter os abk e que no figuram nessas histrias: Olobotuje (Jatropha curcas - LINN Euphorbiaceae). Op emr (Waltheria americana LI NN, Sterculiaceae). A oferta destas folhas constitui uma espcie de mensagem e acompanhada por encantamentos ( o f ) ;os textos de algumas delas figuram nos textos apresentados no fim deste artigo. Resumamos aqui: Ew abrkolo, insink run e phinda (Vl51, 53) Folhas d'abirkolo, coveiro do cu, voltai. Ew agidl'magbayin, Olorun ma ti 'kun, a o k m ( IV121, 23) Folha de agidmagbayin Olorum fecha a porta (do cu) para que no morramos mais. Ew id I'ori ki on run tmi o d (V1126) Folhas de idl: dizei que o caminho do cu est fechado para mim. Ew ij agbonrn, no ande pelo longo caminho que conduz ao cu. Ew lara pupa ni osn awn bk. (V1133, 34) A folha de lara vermelha pe o cnhamo dos abk. Olobotuje m j k i mi b bk omo olobotuj & 17-teiKeparir filhos bk b op emr ki p t f i k, yio ma eu ni, nwon ni, nwon b rp emr Vara de emr no os deixe morrer, isto Ihes agrada, ver a vara de emr. Notar-se-o as asociaces de som que intervm em algumas dessas f0rrnulas de encantamento tais como a ltima slaba de lj agbonrn e o verbo rlh idl' do mesmo modo associada ao verbo d , fecha ( o carni-
  5. 5. nho do cu), alm disso, esta histria faz parte do signo dmji onde s e reencontra a mesma slaba atuante; para a folha lara pupa, um jogo de palavras feito entre o nome da folha lara e l'ara, o corpo (da criana). Em pas iorub, os pais, para proteger seus filhos bk e tenta; ret-los no mundo, podem s dedicar a certas prticas, tais como fazer incie ses (cortes) nas juntas da criana (VI 1114) e a esfregar um p preto, feit o de folhas litrgicas, queimadas para esse fim, ou ainda ligar cintura da criana um 6nd (V1/20, 21 ), talism feito desse mesmo p negro, contido num saquinho de couro. A ao protetora buscada nas folhas, expressa nas frmulas de encantamento, introduzida no corpo da criana por incises e frices, e a parte do p preto, contida no saquinho do nd, representa uma mensagem no verbal, uma espcie de apoio material e permanente da mensagem dirigida pelos elementos protetores contra os elementos hosts, sendo essa forma de expresso menos efmera do que a palavra (8). No canto da oitava histria, so feitas aluses aos xaors, anis providos de guizo, usados nos tronozelos pelas crianas abik, para afastar os companheiros que tentam vir busc-los (9) no mundo e lembrar-lhes suas promessas (V I I 1/57, 64 I. De fato, seus companheiros no aceitam assim to facilmente a falt a de palavra dos abk, retidos no mundo pelas oferendas, encantamentos e talisms preparados pelos pais, de acordo com o conselho dos babalas. 0 s membros da sociedade dos bk, egb ar run, vm do cu residir nos lugares pantanosos ( 1 1/28) ou nos regatos ( 1 1/46, V/20), donde chamam as crianas que querem ficar no mundo. Vo tambm ao p dos muros (11/47), l onde vo esvaziar as sujeiras (11148). Ficam nas salas one de as pessoas s lavam (balwe) no fundo das casas (I11/63), que so lugares frescos, onde enterrado iwo, a placenta dos recm-nascidos, colocadas num vaso issun, coberto de folhas de palmeira desfiadas, chamadas e mariw e caurs (bzios). Isso s chama orisun, a arigem da criana, e esse lugar saudado com a seguinte frase: Baluwe, nl o, o t omo, at'id jegbin omc tuntun Ol, sala de banho, fonte de origem da criana, come as sujeiras da criana recm-nascida), frmula que, por um curioso resumo, associa as noes de especulaes mui respeitveis sobre a origem dos seres humanos s das funes orgnicas. Nem sempre essas precaues e oferendas so suficientes para reter as criancas abk sobre a terra. lyjanjasa muitas vezes mais forte. Ela no deixa agir o que as pessoas fazem para os reter (V I11/46, 47) e por a perder tudo o que as pessoas tiverem preparado (V111/48, 49). Contra os ab/k no h remdios. lyjanjas os atrair a forca para o cu (V111/35, 69). Os corpos dos abk que morrem assim, so frequentemente mutilados, a fim de que, dizem, eles percam seus atrativ.0~e seus companheiros no cu no queiram brincar com eles sobretudo para que o esprito do bk, maltratado deste modo, no deseje maisvir ao mundo. 142
  6. 6. Essas criancas abk recebem no seu nascimento, nomes particulares. Damos no fim deste artigo uma relaco de alguns desses nomes acompanhados de suas saudaces tradicionais. Eles podem ser classificados: quer nomes que estabelecem sua condico de abk (6, 7, 8, 18,36, 38); quer em nomes que Ihes aconselham ou Ihes suplicam que permaneam no mundo (2, 9, 11, 13, 14, 16, 17, 23,25, 26, 32, 33, 34, 30);quer em indicaces de que as condices para que o abik volte no so favorveis (20, 21, 22, 27, 28, 29, 37, 39, 42); quer em promessas de bom tratamen to, caso eles fiquem no mundo (5, 12, 15). A freqncia com que s encontra, em pas iorub, esses nomes em e adultos ou velhilhos que gozam boa sade, mostra que muitos abik ficam no mundo gracas, pensam as almas piedosas, a todas essas precaues, aco de Ornmil, e a interveno dos babalas. NOMES DADOS AOS BK Aiydun - A vida doce ( N T ) Aiydun, a vida doce, venha conhecer nossa sociedade Aiylagbe - Ns ficamos no mundo A iylagbe, no parta, no s v e A j - Co Co, no quebre a corda, perdo, no se va Ajigbe - A riqueza no est perdida Ajigbe vai chegar, a riqueza no s perder e Aklsatn - No se usaro mais farrapos Aklsatn eu no verei mais amarrar as roupas, Akstn no parta mais A k j - O que est morto, desperta Akji, faca sortes de prestidigitaco Apara O que frequenta minha casa Apara, no fique indo e voltando Aybrunb - V ao cu e volte Ayorunbo crianca que cobre o corpo de terra Bnjk - senta-se comigo Bnjk, senta-se, repousa Drddl - Espera o Senhor Drdl, teu senhor est a caminho Drjaiy Fica para gozar a vida Fica para gozar tua vida, fica ainda, Durojaiy Drdorlike - Fica, t u sers mimada (nome para uma menina bk) Fica, t u sers muito mimada neste mundo, Obrork Drsnm - Fica, para me enterrar Fica, para me enterra, no durmas em vo, Drsihmi Drsomo - Fica, para fazer filhos Fica para fazer filhos no mundo, no faa filhos no cu Drsomo 143
  7. 7. Drtoye - Fica para receber um ttulo honorfico Fica, para receber um ttulo, no v ao cu de tarde Drwj - Fica para olhar nos meus olhos Fica, para olhar nos olhos de teu pai e tua me, Drwj Ebelok - Suplica para que fique Suplica para que fique, suplicante est a criana, belok Enlolob - Algum que partiu, volta Algum que partiu, volta, algum semelhante chega Ennknonipe - O que consola est cansado de oferecer condolncias, iso o cansa Ennknonjipe lgbko yl'j - O mato recusou este aqu i, igbkoyi, o mato recuspu mesmo este aqui' I k f o r ~ / i n A morte perdoou Meu lkforoin, tua cabea no vai mais morrer Iltn - A terra acabou (no h mais terra para enterr-lo) A terra acabou, no vemos mais possibilidade de enterr-lo Jarob - Deixa-nos pedir-te Deixa-nos pedirte, se t e pedimos que nos escute, Jarob Kk - Indulgente A crianca indulgente, K i k Kjk - No consinta em morrer No consinta em morrer, ns o prendemos na terra Kkm - No morra mais Kkm, oh filho do segredo!, no morra mais, fique sobre a terra Knbr - No h mais lugar para ir (fora deste mundo) Knbre no v lugar para ir Ksl - No h terra (onde enterrar) No h terra, no vemos mais possibilidade de lhe enterrar, Kosjle Ksk - No h enxada (para cavar o tmulo) No morra, no h enxada para cavar a terra Ksk Kmpdy i i - A morte no leva este daqui Kumpyl' que bebe gua na cabea dos mortos, se ele a usa, a batalha ser hoje mesmo K t i - Ele no est totalmente morto A morte empurra para o mundo, no v para o cu, morte, empurre para o mundo Mk - No morra No morra, mulher do babala, Mk no morra Malom - No t e vs mais No t e vas mais, retorna, Mlom Mtanmi - No me decepciones Eu terei notcias tuas, no me decepciones, eu terei tuas notcias, no partas Obssan - Nascido para a vingana Obssan vem fazer a vinganca do bem para o mundo
  8. 8. 36 Okshnd - O cadver volta 37 Orkotn - O nome acabou Orkotn, seu ltimo nascido, Orukotn38 Omotnd - A crianca voltou A crianca voltou,. ela no ser mais bl'k, Ornotnde - O cu est cheio O cu est cheio, no te vs mais, Orunkn no t e vs mais, ele ficou Rtimi - suporta-me Rtimi boa vinda, bom filho, Rtimi boa vinda Tanmw - Quem sabe cuidar dele? Quem sabe cuidar dele, s no o senhor, Tanlmw? e Tijik - Envergonhado da morte Tijik no deixa a morte te matar39 Orunkn 40 4142 PRECISO CUIDAR DOS ABli