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A Cabala Do Dinheiro - Nilton Bonder

Dec 29, 2015

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  • SUMRIO

    I - PARNASS - A CABALA DO SUSTENTO...............................................................................9 Pr-Requisitos do Guesheft (negcios).............................................................................................14 Dinheiro Real (Nefesh Chai)...........................................................................................................17 Voto de Riqueza (Ishuv Olarri).........................................................................................................21

    II - OS LIMITES DA RIQUEZA......................................................................................................25 Limites do Tempo - A Cigarra Tinha Razo (B'Tul Zeman)............................................................29 Limite Ecolgico ou Espacial...........................................................................................................33 Moishe, o Cabalista, e o Sustento.....................................................................................................37

    III - ACUMULANDO RIQUEZAS NOUTROS MUNDOS...........................................................43 A Cabala e os Ciclos da Riqueza......................................................................................................44 Por Que Eu No Tenho?...................................................................................................................53

    IV - RIQUEZAS PELO QUE NO SE TEM..................................................................................57 No-Roubo.......................................................................................................................................62 Roubo de Tempo..............................................................................................................................64 Roubo de Expectativa.......................................................................................................................67 Roubo de Informao.......................................................................................................................70 Roubo de Prestgio ..........................................................................................................................74 Tsedak - Aparando Resqucios de Roubo......................................................................................76 (Tsedak como Terapia; Tsedak como "business") ......................................................................81

    V - RIQUEZAS POR TER-SE MENOS.........................................................................................89 Reconhecendo a Hospitalidade (Ecologia)......................................................................................90 Presentes e Gorjetas.........................................................................................................................95 O Bolso - A Fronteira......................................................................................................................97 Aprendendo com o Ladro (o Mau Impulso) de Cada Um de Ns...............................................102 A Arte da Propriedade...................................................................................................................106

    VI - QUESTES PRTICAS DA RIQUEZA NO MUNDO DA ASSI (MATERIAL)...........111 Por Que os Rabinos Entenderiam de Dinheiro?............................................................................112 Aprendendo a Perder - Ierid Tsorech Ali Hi..............................................................................115 O Que Pedir?..................................................................................................................................120 Loteria e Milagres no Sustento......................................................................................................125 Sociedades e Contratos..................................................................................................................128 Dvidas...........................................................................................................................................133 Emprstimos e Juros......................................................................................................................135 Negcios Reais...............................................................................................................................140 Preos e Lucros..............................................................................................................................142 Dinheiro e Preos Negativos..........................................................................................................145 Competio....................................................................................................................................152

    VII - AGENTES DA PARNASS (SUSTENTO).......................................................................155 Maz'l (Sorte)..................................................................................................................................156 Evocando a Sorte...........................................................................................................................160 Meluchim (Anjos)..........................................................................................................................162

    VIII - EMPECILHOS RIQUEZA - O OUTRO LADO............................................................167

    IX - A MORTE E A RIQUEZA - DESTE MUNDO MUITO SE LEVA....................................175

    X - DINHEIRO NO MUNDO VINDOURO............................................................................... 183

    Referncias Bibliogrficas............................................................................................................189

  • I PARNASS

    A CABALA DO SUSTENTO

    Como parte da trilogia "A CABALA DA COMIDA", "A CABALA DO DINHEIRO" e "A CABALA DA INVEJA", este segundo volume trata primordialmente da relao do indivduo com o seu mundo e o sistema de valorao do universo que o cerca. Inspirado no ditado judaico "De trs maneiras um homem conhecido: por seu COPO, por seu BOLSO e por sua IRA" (KOSS, KISS VE-KAASS), estaremos aqui abordando o BOLSO (KIS-S) e o quo reveladora nossa atitude para com ele. Em todo BOLSO surgem questes de sobrevivncia e suas fronteiras - do excedente, da posse, do poder e da insegurana. Diz esta mesma tradio: "O mais longo dos caminhos o que leva ao bolso". No h meios de chegar ao bolso sem uma reflexo sobre a vida e seu sentido. Nossa relao com o bolso reveladora de quem somos e onde estamos neste imenso Mercado de valores que a realidade. Nesse sentido, novamente, a tradio judaica tem muito a contribuir. Famosos de forma caricata por seu amor ao dinheiro, os judeus viram seus patriarcas (Abrao, Isaac e Jac) tornarem-se protagonistas de piadas de avareza e voracidade; tiveram a ttulo de zombaria seu smbolo mximo de impureza, o porco, elevado categoria de companheiro maior atravs do cofre em forma de porquinho; e ganharam longos narizes para farejar e orient-los nos esgotos do subsolo dos sistemas financeiros. Sem querer entrar em consideraes apologticas, que levariam, com certeza, exposio da parcialidade do autor, gostaria de convidar o leitor instrudo nos caminhos deste mundo a compartilhar de uma reflexo mais objetiva e menos julgadora. Falo ao leitor que reconhece que muito alm das classificaes de bem ou mal a experincia humana marcada pela constante correo de nossas intenes na medida em que estas se concretizam em contato com a realidade. Nossa capacidade de transformar esta experincia em cultura e tradio e exp-la de tal forma a permitir uma crtica intergeraes, formadora que da moral e da tica, possibilita aos seres humanos o autoconhecimento de sua humanidade. Neste sentido os judeus so imprescindveis na memria e experincia do Ocidente. Sobre eles projetaram muitas das fantasias coletivas deste Ocidente. Muitas das vivncias sublimadas e contidas pelo indivduo civilizado tomaram forma neste "outro". Outro que pareceu exorcizvel e que talvez s no tenha sido a partir da conscincia de que o fim do problema-judeu era tambm o fim da soluo-judeu. Adianto a idia de que os judeus talvez no tenham sido um problema do Ocidente, mas soluo deslocada. No me cabe, porm, estender estes pensamentos j elaborados por trabalhos de grande consistncia. A mim interessa ressaltar que "os traos negativos" dos judeus em muitas situaes so reveladores de um esforo cultural exatamente no sentido oposto. Tal qual fantasiamos sobre o rabino que nos bastidores do templo come porco, ou o padre que tem encontros secretos no confessionrio, ou o lder poltico que tem suas transaes fraudulentas em pores sob a tribuna onde defende o povo, grande a cobrana aos que se propem assumir uma postura que, ao menos nominalmente, desafia nossos instintos e reaes animais. Ou seja, a cultura (que faz exatamente isto) gera em ns um desejo por sua falncia, pelo desmascarar do anti-humano de suas proposies tericas acerca do certo e errado, do construtivo e destrutivo. Os judeus, com sua tradio fundamentada na tica, instauradora de uma tica ocidental, trazem vrios exemplos desta inverso: 1) inventaram a lei fundadora "no matars", mas a eles atribudo o grande "assassinato" da Histria. Os judeus que atravessaram a Idade

  • Mdia, caracterizada por uma urbanizao sem cuidados higinicos e sanitrios e cujos costumes tradicionais, porm, se destacavam exatamente por seu contedo higinico, so retratados, nesse mesmo perodo, como imundos que se rejubilam em sua imundice. Os judeus possuidores de prescries alimentares severas so os mesmos acusados de antropofagias rituais com crianas crists. Por fim, aos judeus atr