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  • 8/6/2019 Apresentao do trabalho cientfico

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    Qualquer indivduo, com algum treinamento, pode expor suas idias, apresentar um trabalhoou fazer uma apresentao, sem maiores dificuldades, desde que conhea o assunto sobre oqual dever falar, prepare adequadamente a sua apresentao e siga algumas regras bsicas,aconselhadas pela grande maioria dos apresentadores.

    Lembramos perfeitamente quanta "adrenalina" corria em nossas veias, em nossas primeiras

    apresentaes, no incio das nossas vidas profissionais. Hoje, aps acumular uma experinciade mais de 500 apresentaes em congressos e simpsios e aps vrios anos de atividadesdidticas, podemos afirmar que conseguimos dissimular perfeitamente a apreenso queacompanha os primeiros minutos de qualquer apresentao e que, logo em seguida,transforma-se em uma agradvel sensao de bem estar, ao percebermos que a platiaacompanha atentamente nossa exposio.

    O conhecimento do assunto a ser discutido, uma cuidadosa preparao e o exaustivo ensaio daapresentao, asseguram o sucesso de qualquer orador, por mais temeroso que esteja, partirdo agendamento da palestra. Seja criterioso, prepare sua apresentao com dedicao,organize suas idias, faa um roteiro, prepare audiovisuais de apoio, use linguagem corrente,seja educado e atencioso e respeite o tempo previsto para o seu trabalho. Sua apresentao,sem qualquer dvida, ser um sucesso.

    Este trabalho foi preparado para ajudar os indivduos que, como ns, precisam fazerapresentaes pblicas, como parte importante da vida profissional. Destina-se a mostrarcomo preparar a sua apresentao e como vencer os receios e inbies que podem afetar oseu desempenho. Leia cada uma das partes com ateno e, quando pertinente, pratique,ensaie, experimente. E, mais importante, programe sua apresentao para o prximocongresso ou o prximo simpsio do seu hospital. Falar em pblico , sobretudo, uma questode vontade, perseverana e treinamento e no um "dom inato", impossvel de ser adquiridopela experincia.

    Maria Helena L. SouzaDecio O. Elias

    http://perfline.com/tutorial/apres/introd.html

    A COMUNICAO VERBAL

    Em qualquer atividade do mundo moderno, em permanente evoluo, as melhoresoportunidades so aproveitadas pelos indivduos que possuem mais informao. Falar em "erada informao", nos dias atuais, chega a ser redundncia. O adequado gerenciamento dasinformaes um fator decisivo no desenvolvimento pessoal e no crescimento profissional. AInternet, sem qualquer dvida, facilitou o acesso informao e acelerou substancialmente oseu intercmbio.

    O uso mais disseminado das informaes, de qualquer natureza, consolidou uma novarealidade: os indivduos com habilidade e coragem de apresentar idias e informaes, tem opoder de persuadir e motivar as pessoas.

    H, sem dvida, diversas maneiras de intercambiar informao, inclusive a informaocientfica, que a que nos interessa mais particularmente, no momento. Uma forma das maiseficazes a comunicao verbal, que ocorre quando um grupo de indivduos com interessescomuns ou correlatos se reune. Em nossa rea de trabalho, estamos frequentementeexercitando essa forma de intercambiar informaes nos cursos, simpsios, jornadas econgressos.

    Nos congressos e tipos assemelhados de reunies, as informaes so trocadas atravs da

    comunicao oral, a mais importante para a transmisso das idias. Existe a oportunidade deaprofundar os detalhes de maior interesse relacionados informao oferecida, bem como apossibilidade de se obter a repetio ou o detalhamento de uma informao nocompletamente entendida. Podem tambm ser apresentadas observaes ou pontos de vista

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    capazes de enriquecer a informao inicial, tornado-a mais clara, concisa e completa. Istosempre ocorre nos congressos, ainda que no se perceba; ocorre no apenas nas sessesformais, mas tambm nas conversas de corredor e nos intervalos entre as sesses.

    A leitura, por mais atenta que possa ser, no tem o poder de transmisso da informao que acomunicao verbal tem. Na leitura, o autor desconhecido ou distante; a sua idia nemsempre claramente entendida e, mais importante, no existe a possibilidade do dilogo. A

    transmisso da informao passiva. A comunicao verbal, ao contrrio mais poderosa everstil.

    As pessoas tem, cada vez mais, a necessidade de desempenhar melhor as suas atividades.Entretanto, conversar sobre a mesma (comunicao verbal) em pequenos ou grandes grupos,registrar ou descrever suas experincias, idias ou observaes, armazenadas ao longo dotempo, pode ser um exerccio penoso, se no houver uma preparao adequada.

    A experincia tem demonstrado que durante a apresentao e discusso dos trabalhos de umareunio cientfica, a quantidade de informaes intercambiadas muito grande, bem como grande o seu aproveitamento. Essa experincia, de um modo geral, tambm contribui paramotivar o estudo individual ou em grupo e a participao em atividades semelhantes. Essa arazo essencial pela qual as sociedades profissionais e cientficas privilegiam os congressos, ao

    invs das demais modalidades de intercmbio de informaes.

    O desembarao na conversa informal do dia a dia, tem pouco a ver com o desempenho nacomunicao verbal, como forma de intercambiar informaes. difcil para a maioria dosprofissionais de qualquer rea, utilizar adequadamente essa potente modalidade decomunicao. Isto consequncia do simples fato de que a formao e o treinamento daspessoas so incompletos. Ns no somos ensinados a organizar e registrar o nosso trabalhodirio, analis-lo criticamente, tirar concluses e discut-las de forma ordenada.

    Quando os indivduos so treinados para serem mdicos, perfusionistas,psiclogos,fisioterapeutas ou enfermeiros, na realidade, no se pretende que sejam tambmexmios oradores ou escritores. Entretanto, fundamental que as pessoas sejam habilitadas aouso adequado da comunicao nas suas diferentes formas, especialmente a comunicao

    verbal, como instrumento de aperfeioamento e progresso profissional. Isto se consegue comalguma disposio e um mnimo de treino.

    De um modo geral, as pessoas evitam falar em pblico, por uma srie de razes, como"vergonha" (inibio), medo de "enfrentar" a audincia, medo de no saber responder alguma pergunta, receio de "parecer ridculo" ou de dizer "besteiras", etc. Essas "razes",contudo, no tem o menor fundamento; elas apenas servem para esconder a nica e realrazo: a falta de treino ou de familiaridade com a comunicao verbal !. perfeitamentenormal que algumas pessoas "paream" mais naturais ou vontade do que outras, ao falar emgrupo. A diferena, contudo, reside apenas no quanto uns conseguem "desligar" dos falsos einfundados receios e concentrar-se na comunicao. Na realidade, mais importante "sernatural" do que "parecer natural". O treinamento e a perseverana permitem alcanar aqueleobjetivo.

    A propstito de falar em pblico, o humorista Jerry Seinfeld conta a seguinte histria: ..."Deacordo com a maioria dos estudos, o temor nmero 1 das pessoas falar em pblico; o nmero2 a morte. Se isso estiver correto, a maioria das pessoas que tem que ir a um funeral, prefereestar no caixo a fazer o discurso de despedida !"

    Boas idias e muita preparao constituem fatores essenciais para o sucesso da comunicaoverbal. A habilidade para expressar as boas idias, contudo, tambm um elementofundamental. A expresso (comunicao) verbal pessoa a pessoa ou entre pequenos grupos deamigos, pode servir de importante preparao para falar em pblico, em ambientes maisformais ou diante de grandes audincias, como por exemplo, em um congresso ou reuniocientfica.

    Se a idia de falar em pblico o deixa nervoso, no pense que isso ocorre somente com voc.Inibio, nervosismo, ansiedade, tenso, apreenso, medo, pavor, em maior ou menor gru,ocorrem com qualquer pessoa ao falar em pblico. Associados s demais manifestaes da

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    descarga de adrenalina, como extremidades frias, sudorese da fronte e das mos, palpitaes,"sensao de vazio" no estmago e vontade de urinar, constituem um quadro muito conhecidoe frequente que, entretanto, pode ser perfeitamente controlado ou at mesmo abolido,mediante uma cuidadosa preparao. Um indivduo que, apesar de toda a preparao,mantm-se absolutamente incapaz de falar em pblico, excepcional. Os principais requisitoscontinuam sendo a vontade e a determinao. Podemos afirmar que, de um modo geral, quemquer falar em pblico, pode e consegue falar em pblico.

    O "pnico do pdio" uma experincia muito comum. A platia, de um modo geral, entende edesculpa o nervosismo do orador, quando ele percebido. A maioria das pessoas, contudo,manifesta apenas uma discreta alterao da voz, que tende a desaparecer medida que aapresentao progride. A ansiedade e a tenso surgem no incio da apresentao e persistempelos primeiros dois a trs minutos. Depois costumam ceder e, ao final da apresentao amaior parte dos apresentadores est plenamente confortvel.

    O conhecimento do assunto a ser discutido, a cuidadosa preparao e o "ensaio" daapresentao, costumam fazer a diferena. Um bom orador ou apresentador pode,simplesmente, ser produto de muita disposio e treinamento. Na grande maioria das vzes am apresentao deve-se pouca familiaridade com o tema ou ao preparo inadequado daapresentao.

    http://perfline.com/tutorial/apres/parte1.html

    O TRABALHO CIENTFICO

    Podemos definir um trabalho cientfico como a apresentao (oral ou escrita) de umaobservao cientfica, ou ainda, a apresentao de uma idia ou conjunto de idias, respeitode uma observao cientfica. A observao pode ser relativamente simples ou pode sercomplexa mas, deve sempre ser relatada de forma clara, organizada e concisa, para facilitar asua compreenso.

    A Enfermagem, pela multiplicidade de dados, parmetros, procedimentos, aes, reaes,materiais, aparelhos e tcnicas envolvidas constitui um campo extraordinariamente vasto, paraa observao e a experimentao e, em consequncia, para a produo de trabalhoscientficos.

    As diversas modalidades de comunicao cientfica podem ser divididas em comunicao orale comunicao escrita. As principais formas de comunicao cientfica oral so:

    * Aulas* Palestras* Seminrios* Conferncias* Apresentaes em Congressos:

    o Temas Livreso Mesa Redonda ou Painelo Simpsio

    As principais formas de comunicao cientfica escrita so:

    * Relatrio* Poster em Congresso* Monografia ou Tese* Artigos (Jornais ou Revistas)

    Um trabalho escrito ou uma publicao cientfica escrita, podem ser de vrios tipos que, de um

    modo geral, dependem da extenso que se deseja dar ao relato da observao cientfica. Osprincipais tipos de publicaes cientficas so:

    * Carta ao Editor

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    * Resumo* Artigo* Captulo de livro* Tese* Livro

    As publicaes cientficas dos diversos tipos acima enumerados, podem assumir um dos

    seguintes formatos:* Relato de caso(s)* Trabalho de reviso* Trabalho de atualizao* Pesquisa bsica* Pesquisa clnica* Relato de trabalho experimental

    O relato de caso (casos) o tipo de trabalho mais simples. Um ou alguns casos interessantes,(seja pela sua raridade, pela evoluo inusitada, pela necessidade de tcnicas especiais, etc...)so estudados; as observaes mais importantes no seu transcurso so relatadas edetalhadamente discutidas. A literatura est repleta de excepcionais exemplos de

    apresentaes de casos de grande importncia cientfica e de elevado padro de qualidade. Aapresentao de um caso bem estudado e igualmente bem documentado, pode transmitirinformaes de grande utilidade.

    Nos trabalhos de reviso, um determinado assunto estudado em profundidade. O contedodo trabalho a reviso das informaes importantes, referentes ao assunto a que o trabalho serefere. Uma reviso bibliogrfica pode servir de base para a elaborao de trabalhos dessanatureza.

    O trabalho de atualizao coleta as novas informaes disponveis respeito de umdeterminado assunto. Este tipo de trabalho pode conter uma pequena reviso do assunto,seguida da descrio dos novos conhecimentos.

    Os trabalhos de pesquisa bsica so os mais complexos, porque envolvem pesquisa pura, semaplicao imediata. Em geral exploram fenmenos ainda no completamente conhecidos ouestudados.

    A pesquisa clnica muito utilizada para a elaborao de trabalhos cientficos. Estuda-se umdeterminado fenmeno, evento ou comportamento, em um grupo de casos e o trabalhodescreve os resultados encontrados. A anlise pode ser feita em casos passados, pela revisodos registros (anlise ou pesquisa retrospectiva) ou, a pesquisa planejada para que os dadossejam coletados medida em que os eventos em estudo sejam observados (pesquisaprospectiva).

    O trabalho experimental corresponde ao relato de uma pesquisa bsica em que h um objetivoou aplicao imediata, como por exemplo, testar uma hiptese, aprimorar tcnicas em usoclnico, etc.

    A comunicao cientfica do tipo verbal mais comumente usada a apresentao de TEMASLIVRES. Como o prprio nome indica, o seu autor ou autores tem total liberdade para escolhero tema e o tipo do trabalho. Assim, um tema livre pode corresponder um relato de caso,trabalho de reviso, de atualizao, etc... Os temas livres so as apresentaes maisimportantes de um congresso. Geralmente, so os trabalhos que trazem novidades eestimulam o progresso e o desenvolvimento. As informaes podem ter aplicao direta naprtica diria. Alm disso, o autor tem a oportunidade de mostrar a informao que escolheu,de uma forma sistemtica e bem organizada, ao invs de atender uma programao pr-estabelecida, como a mesa-redonda ou os painis.

    A preparao do trabalho cientfico deve incluir uma organizao clara e simples, independenteda forma de comunicao selecionada para a sua apresentao, se escrita ou oral.

    http://perfline.com/tutorial/apres/parte2.html

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    PREPARO DO TRABALHO CIENTFICO

    Apresentao O principal objetivo de um trabalho cientfico comunicar uma observao ouuma idia a um grupo de indivduos potencialmente interessados. Esses indivduos podemento fazer uso da observao, ou fazer avanar a idia mediante as suas prpriasobservaes.

    O trabalho cientfico consiste de informao cientfica organizada segundo padres especficos,com o objetivo de facilitar a sua compreenso. Podemos comparar um trabalho cientfico umfilme ou uma histria, em que devem coexistir 3 partes harmnicas, princpio, meio e fim. Deveexistir tambm, uma ntida ligao entre essas trs partes, como o "enredo" do filme.

    As revistas cientficas, na sua totalidade, tem um conjunto de normas de redao, destinadas aorientar os autores no preparo dos trabalhos para publicao. Embora cada revista tenha assuas prprias normas, em geral, elas seguem determinados padres universalmente aceitos.Segundo os critrios mais habituais, o trabalho cientfico deve ser constituido das seguintespartes:

    Ttulo - O ttulo do trabalho deve ser o mais claro possvel e deve permitir identificar o

    conteudo do trabalho ou o tipo de informao que o(s) autor(es) pretende(m) discutir.Exemplos:

    * Estudo da Elevao do Potssio durante a Infuso Venosa Lenta.* Anlise do Comportamento Humano diante da Doena.* Papel da Enfermagem na Organizao da Terapia Intensiva.

    Identificao do(s) Autor(es) - O ttulo seguido do nome completo dos autores, suaqualificao profissional, a vinculao institucional ou a meno da instituio em que otrabalho foi realizado. O endereo do autor principal completa a identificao dos autores dotrabalho. Exemplo:Aurora Boreal, Enf.** Enfermeira, Departamento de Enfermagem do Hospital das Clnicas de Hanover

    Endereo para correspondncia: R. da Praa, 111. Peritentpolis, RJ - CEP 1234-567 - Brasil.

    Resumo - A parte que antecede o "corpo" do trabalho, consiste de um resumo do mesmo. Oresumo deve conter os principais dados e as concluses do trabalho. A maioria das publicaeslimita o resumo a um mximo de 250 palavras. Sua finalidade permitir aos leitores conhecero teor do trabalho sem precisar recorrer sua leitura integral. O resumo serve tambm paraclassificar o trabalho e disponibilizar o seu conteudo pelas diversas publicaes e mecanismosindexadores. Para favorecer a mais ampla divulgao do conteudo do trabalho, muitaspublicaes solicitam que o resumo (Abstract) tambm seja apresentado em Ingls.

    Introduo - A primeira parte do trabalho propriamente dito a introduo. Esta deve serclara e suscinta e deve descrever os objetivos do trabalho. Pode indicar os motivos quelevaram o autor a escrever o trabalho e pode descrever algumas das informaes j existentessobre o mesmo assunto. Por exemplo:"O advento das solues contendo potssio, para a hidratao venosa, modificousubstancialmente a sistemtica de cuidados com a administrao de lquidos. O presentetrabalho visa deteminar a segurana da velocidade das infuses e a elevao concomitante dopotssio..."

    Material e Mtodos - Nesta parte do trabalho, que segue a introduo, os autores descrevemo tipo e a quantidade das observaes feitas, bem como os mtodos empregados para a suacoleta, registro e avaliao. Exemplo:Material e Mtodos: "Foram estudados prospectivamente 50 pacientes submetidos alimentao parenteral. Em vinte e cinco casos o sistema venoso central foi alcanadomediante a puno da veia subclvia. Nos 25 casos restantes, utilizou-se a puno da veia

    jugular interna. Os curativos do acesso venoso foram substituidos diariamente. Ascomplicaes relacionadas ao acesso venoso foram tabuladas em relao ao tempo decorridodesde o momento da puno venosa..."Mediante a descrio minuciosa dos mtodos usados, o autor informa os leitores sobre os

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    detalhes da obteno dos dados em que se baseia o trabalho. Os detalhes devem restringir-seao que relevante ao trabalho. Por exemplo, se o trabalho se refere concentrao dopotssio, o material do recipiente em que o sangue coletado no tem importncia crtica.Entretanto, em um trabalho que quantifica a coagulao do sangue, a citao dascaractersticas do recipiente fundamental. Assim diramos: ..."as amostras de sangue arterialforam coletadas em tubos de vidro siliconizados, para a determinao da atividade dos fatoresda coagulao...."

    Resultados - Os resultados encontrados so relatados de uma forma organizada esistematizada. Quando se estuda um grupo de casos ou de observaes, os percentuais daocorrncia de cada observao tambm so relatados. A importncia e o significado de certosresultados podem ser melhor avaliados pela anlise estatstica. Nessas circunstncias ametologia da anlise estatstica tambm descrita na seo de material e mtodos.

    Discusso - Neste segmento do trabalho as observaes de outros autores referentes ao temado trabalho podem ser descritas, para comparao. Os resultados encontrados sodetalhadamente discutidos e o seu significado apontado. A discusso pode ser mais oumenos ampla, conforme o tema estudado.

    Concluses - A anlise dos resultados encontrados e o seu significado no contexto em que

    foram estudados levam s concluses do trabalho. Esta seo deve ser bastante clara econcisa. Quando os resultados no forem inteiramente conclusivos, isto deve ser apontado.

    Referncias Bibliogrficas - A ltima parte do trabalho a coleo de refernciasbibliogrficas efetivamente consultadas para o preparo e a elaborao do trabalho. Esta podeser apresentada pela ordem de citao no texto ou pela ordem alfabtica dos nomes doprimeiro autor de cada referncia.

    Embora possa parecer "complicado" primeira vista, quando lemos um trabalho conseguimosidentificar com facilidade, cada uma das suas partes ou "sees" e entender o seu contedo.Novamente comparando um filme, a introduo o material e os mtodos, corresponderiam ao"incio" do filme. Os resultados e a discusso, corresponderiam ao "miolo" ou ao "enredo"propriamente dito, enquanto que as concluses corresponderiam ao "final" do filme.

    A melhor maneira de preparar um trabalho, sem dvida, colocar "mos obra". O trabalhocooperativo flui melhor, de um modo geral, em grupos de poucos participantes (3 ou 4 nomximo). A ajuda dos mais experientes, pode contribuir para acelerar o processo de revisofinal do trabalho.

    SUGESTES

    * Escreva um texto claro e conciso. No alongue excessivamente o texto;* Evite o emprego de grias e jarges; use linguagem corrente;* Siga o formato habitual do trabalho cientfico;* Use a primeira pessoa quando for o nico autor do trabalho;* Mantenha o mesmo tempo verbal em cada seo do trabalho;* evite opinies pessoais, no avalisadas pelos resultados do trabalho;* Defina as abreviaturas na primeira entrada do texto;* Use sub-ttulos para separar os componentes do trabalho.

    Preparo cuidadosoO trabalho preparado para a apresentao oral, no difere substancialmente do trabalhopreparado para apresentao escrita (publicao), exceto talvez pela existncia do resumo edas referncias bibliogrficas, dispensados na apresentao oral (mas no no contexto dotrabalho). Um Tema Livre pode ter a sequncia semelhante de sees:

    * Introduo,* Material e Mtodos,

    * Resultados,* Discusso e,* Concluses

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    A criteriosa preparao de um trabalho para apresentao oral o fator mais importante parauma apresentao "politicamente correta". Mesmo quando o autor (apresentador) tem muitaexperincia com o tema do trabalho.

    Para efeitos de exemplo e ilustrao, transcrevemos abaixo as normas de publicao daRevista Latinoamericana de Tecnologia Extracorprea.

    NORMAS PARA PUBLICAO

    Tecnologia Extracorprea - Revista Latinoamericana publicada sob a orientao doConselho Editorial e se destina a divulgar trabalhos relativos Tecnologia Extracorprea eassuntos correlatos de interesse.

    Os trabalhos devem ser acompanhados de carta assinada pelos autores, autorizando a suapublicao em Tecnologia Extracorprea - Revista Latinoamericana.

    Todos os trabalhos apresentados para publicao sero revistos por uma comisso doConselho Editorial composta por um mnimo de dois membros. O Conselho Editorial se reservao direito de no aceitar trabalhos que estejam em desacordo com as finalidades da Revista

    bem como de sugerir modificaes que no alterem o seu conteudo cientfico.

    O trabalho deve ser datilografado em papel branco, tamanho A4, em face nica e espaoduplo, com margens esquerda e direita de 2 cm. Alternativamente, o trabalho pode serpreparado em processador de textos, com as mesmas caractersticas.

    A primeira pgina deve conter o Ttulo do trabalho, nome e sobrenome dos autores, nomeda instituio onde o trabalho foi realizado bem como o nome e endereo do responsvel pelacorrespondncia relativa ao trabalho.

    A segunda pgina deve conter um resumo do trabalho, com no mximo 200 palavras. Oresumo no poder incluir dados ou informaes no relacionadas no texto do trabalho.

    O texto do trabalho dever seguir a seguinte ordem:

    Introduo - Deve ser curta e descritiva da natureza do trabalho e suas relaes com outrostrabalhos publicados, quando houver.

    Material e Mtodos - Deve descrever o material analisado no trabalho, os mtodos do seuestudo e os mtodos utilizados na pesquisa ou coleta das informaes, bem como para aanlise estatstica, quando pertinente.

    Resultados - Os resultados obtidos devem ser claramente apresentados, ressaltando-seaqueles que reforam as concluses dos autores.

    Discusso - Dever analisar o trabalho apresentado e sesu resultados. Poder ainda serutilizada para comparar os resultados do trabalho com as informaes da literatura relativas aoassunto.

    O final da discusso deve obrigatoriamente incluir as conscluses dos autores.

    Bibliografia - Numerada por ordem de entrada ou citao no texto. A citao no texto se farpela colocao do nmero da referncia, entre parnteses e supra-escrito.

    Para a citao na bibliografia, siga as seguintes normas:

    Artigos: Sobrenome e inicial do autor ou autores, ttulo do trabalho, abreviatura internacionalda revista, volume, pgina e ano da publicao.

    Livros: Sobrenome e inicial do autor ou autores, ttulo do livro, editor, pgina, cidade e anode publicao.

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    Relacionar apenas as referncias citadas no trabalho.

    Tabelas, Ilustraes, Desenhos e Fotografias - Cada tabela, desenho, grfico ou fotografia,deve ser enviada em folha separada. Nesse material deve ser usada tinta preta. Cada folhadeve conter o nmero referente ao local de entrada referido no texto e o ttulo informativo. Asfotografias devem ser em preto e branco, em papel brilhante e tamanho 10 x 13 cm e no versodeve constar o nome do autor e o nmero de ordem no texto.

    Em folha parte, com o mesmo nmero de ordem e ttulo informativo da tabela, ilustraoou fotografia, colocar a legenda explicativa, o mais concisa possvel.

    Os trabalhos escritos com o auxlio de processadores de texto devem ser acompanhados deum diskette contendo o trabalho, a meno do programa utilizado e a sua verso.

    http://perfline.com/tutorial/apres/parte3.html

    APRESENTANDO UM TRABALHO CIENTFICO

    Apresentao No h seres humanos iguais. Somos todos diferentes, inclusive nas emoes. Aperspectiva de falar em pblico, sistematicamente desperta sensaes diferentes em cadaindivduo mas, simplesmente ningum fica indiferente. A sensao experimentada pelaspessoas varia desde uma leve apreenso at estados prximos do pnico. Seja qual for a suareao, ela absolutamente normal. "No seja presunoso", no pense que as reaes deansiedade, medo ou pavor, ocorrem apenas com voc. As sensaes desagradveis, sejamquais forem, quase sempre cessam logo aps o incio da apresentao e costumam ser o maiorobstculo que as pessoas se disponham a falar nas reunies e congressos.O melhor conselho para quem vai apresentar um trabalho em uma reunio tambm o maissimples: Seja natural, seja voc mesmo. Jamais procure parecer uma pessoa que voc imaginaque a platia espera ou pensa que voc . Na verdade, a platia quer voc mesmo,exatamente do modo como voc costuma ser. Assim, voc elimina metade das suas

    preocupaes e pode concentrar os seus esforos em fazer uma apresentao correta, semprecisar "representar um personagem".

    Prepare e estude bem o seu trabalho; conhea os seus pontos importantes. Use recursos audio-visuais (diapositivos ou slides) para ilustar a sua apresentao. Prepare os "diapositivos" depoisque o trabalho estiver organizado em suas principais idias e observaes. Os diapositivosdevem funcionar como um "roteiro" do seu trabalho e devem auxiliar a platia a captar asinformaes que voc pretende passar. Um diapositivo bem elaborado pode transmitirqualquer informao, por mais complicada que possa parecer. No coloque muito texto em umnico diapositivo. No leia simplesmente o texto do diapositivo, mas procure transmitir a idia,com palavras semelhantes ou uma explicao mais detalhada.

    Um roteiro escrito pode ser um grande auxiliar para que voc mantenha uma sequncia pr-estabelecida para a sua apresentao. Ainda que a apresentao seja oral, escreva o seutrabalho, da forma como vai ser apresentado.

    A leitura de um trabalho bem elaborado um meio excepcionalmente adequado paracomunicar uma idia ou uma observao cientfica. A leitura ajuda a eliminar muito daansiedade e das preocupaes do apresentador. Embora a leitura seja uma prtica poucousada em nosso meio, nos congressos internacionais a quase totalidade das apresentaesorais corresponde leitura dos trabalhos previamente preparados. Em nosso meio,infelizmente, a leitura dos trabalhos no muito usada, provavelmente muito mais em funodo hbito ou "vcio cultural" do que em funo da maior ou menor habilidade dosapresentadores. A leitura de um trabalho adequadamente preparado ilustra o respeito doapresentador para com a platia, os organizadores do congresso e com os demais

    apresentadores, ao assegurar que o tempo destinado ao trabalho ser respeitado.Respeite o Tempo Prepare a sua apresentao rigorosamente dentro do tempo destinado mesma. Nada pode ser mais irritante para uma platia do que um orador prolixo e dispersivo,

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    que ultrapassa o tempo destinado sua apresentao. As piores apresentaes doscongressos, em geral, so as longas, que ultrapassam o tempo previsto. A quantidade deinformaes ou o seu detalhamento devem respeitar o tempo disponvel. Seja claro e objetivo. lamentvel que os coordenadores das sesses dos nossos congressos, por pura ingenuidadeou despreparo, deixam de cumprir a sua funo mais importante que a de fazer respeitar otempo destinado a cada apresentao. Essa falha, to comum, prolonga desnecessariamenteas sesses, atrasa o andamento do evento, prejudica os apresentadores das ltimas sesses e

    os participantes interessados em ouv-los. O saudoso Prof. Zerbini, ao coordenar qualquersesso cientfica, jamais permitia a um apresentador, por mais ilustre, prolongar-se alm dotempo previamente estipulado.

    Iniciar e terminar uma apresentao no tempo estipulado pelos organizadores de um evento uma prova de boa educao e de respeito, que a plateia frequentemente retribui com oaplauso mais generoso e de respeito recproco.

    Evite perda de tempo com citaes ou elocubraes desnecessrias. Seja direto. Um grandenmero de apresentadores acha que deve contar a histria, antes de iniciar a apresentaopropriamente dita. Alguns oradores exageram tanto nesse aspecto que, ao final dos 10 minutosdestinados ao tema livre, ainda esto na introduo do tema. Certos apresentadores socontumazes nesse exagero e j so "antigos conhecidos" das plateias dos congressos.

    Evite os repetitivos jarges dos apresentadores, como por exemplo: ..."infelizmente o tempo insuficiente para demonstrar os principais aspectos relacionados ao tema que nos propomosdiscutir nessa sesso"... Alm de no significar muita coisa estas frases desperdiam umaparte do tempo que o apresentador considera to precioso.

    Enquanto estiver falando, retribua a ateno que a plateia dispensa ao apresentador. Olhe parao seu pblico; no fixe o olhar apenas em algum conhecido sentado na primeira fila ou nosslides que ilustram a sua apresentao.

    Falar em pblico e preparar trabalhos cientficos so produto de fora de vontade e detreinamento, mais do que qualquer outra coisa. O adequado preparo e a correta apresentaode trabalhos (escritos ou verbais) distingue e diferencia um profissional dentre seus pares.

    O seguintes conselhos so teis para uma apresentao de boa qualidade:

    * Escolha um assunto importante* Escolha um tpico interessante* Estabelea seus objetivos para a apresentao* Organize suas idias* Use recursos audio-visuais para ilustrao* Capte a ateno da platia* Use linguagem clara, objetiva e correta

    http://perfline.com/tutorial/apres/parte4.html

    ELEMENTOS PARA UMA BOA APRESENTAO

    Adaptado de Lenny LarkowskiAutor dos Livros:"Apresentao sem Esforo" e "O Caminho Fcil para a Apresentao de Sucesso".

    ..."Metade do mundo constituido por indivduos que tem alguma coisa a dizer mas nopodem faz-lo; a outra metada no tem nada para dizer e insiste em faz-lo"... (L. Laskowski).

    Qualquer um pode falar em pblico. Nem todos, contudo, podem falar efetivamente empblico. Para isso, h 6 elementos que devem ser considerados:

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    Esteja Preparado

    Estar preparado , sem dvida nenhuma, o elemento mais importante para uma apresentaocorreta e eficiente. Como regra geral voc deve dispender cerca de 30 horas entre preparo eensaios, para cada hora da sua apresentao. Desse modo, para um tema livre de 10 minutos,devemos gastar aproximadamente 5 horas entre o preparo e o treinamento para aapresentao.

    Experincia Pessoal

    Sempre que possvel use exemplos e casos da sua experincia pessoal. Intercale pequenoscasos que podem enfatizar o seu ponto de vista. Compartilhe a sua experincia com a platia.

    Mantenha a Calma

    Para manter a calma voc deve estar preparado para a apresentao. Focalize sua ateno naapresentao e no na platia. Use gestos e movimente-se. Pratique a abertura da suaapresentao; planeje exatamente como ela deve ser e como voc vai faz-la. A platia, emgeral, julga voc nos primeiros 30 segundos da sua apresentao.

    Use Humor Natural

    No tente transformar sua apresentao numa comdia. Sob determinadas circunstncias,contudo, uma ligeira "pitada" de humor pode ser benfica sua apresentao. Use um humornatural; faa um leve gracejo com alguma coisa que voc disse ou mostrou. Mas lembre-senunca faa piadas com algum da sua platia, ainda que seja seu amigo. Em geral as pessoasapreciam um leve toque de humor na apresentao, quando este apropriado e de bom gosto.De outra forma o humor pode ter efeito negativo na apresentao. Na dvida, ou se voc notem experincia com a apresentao oral, talvez seja melhor evitar este quesito.

    Planeje seus Gestos e Posio das mos

    Durante o ensaio da sua apresentao observe momentos em que um determinado gesto pode

    acentuar a importncia da sua mensagem. Estabelea cerca de trs posies em que vocdeve ficar a maior parte do tempo e pratique como mover-se entre elas e em que momento daapresentao isso deve ser feito. Evite ficar parado no mesmo ponto com as mos para trz ouno bolso, durante todo o tempo da apresentao. Fale preferencialmente de p, a menos que aorganizao da mesa requeira o contrrio. Sempre que se mover, mantenha contato visual coma platia.

    Ateno aos detalhes

    Preste muita ateno a todos os detalhes. Certifique-se de saber a data, local, sala e a horaexatos da sua apresentao. Procure saber como chegar ao local com antecedncia. Informe-sesobre a audincia prevista, tipo, nmero aproximado de participantes, especialmente se vocpretende distribuir um resumo escrito da sua apresentao. Chegue ao local com algumaantecedncia, para uma checagem final das condies gerais e ainda a tempo de promovereventuais ajustes, se necessrio.

    Lembre-se que a falta de planejamento a maneira mais fcil de fazer uma apresentao semsucesso.

    OUTRAS "DICAS" SOBRE A PREPARAO DA APRESENTAO

    A melhor maneira de "dar a impresso" de que voc conhece o assunto de que est falando realmente conhecer o assunto sobre o qual versa a sua apresentao. Isto significa que vocdeve conhecer bem o assunto e estar capacitado a responder algumas perguntas relacionadasao mesmo. Por outro lado, impossvel para qualquer apresentador estar preparado para

    responder toda e qualquer pergunta sobre o assunto. Assim, no nenhuma vergonharesponder no sei, quando a resposta no lhe ocorre imediatamente. Esta resposta prefervel uma resposta incorreta, incompleta ou uma divagao inconclusiva sobre o tema dapergunta. Evite o "tiro no escuro". A plateia aceita melhor e compreende perfeitamente. At

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    porque nem todas as respostas so conhecidas, em relao muitos assuntos.

    As apresentaes cientficas invariavelmente usam recursos visuais, habitualmente slides outransparncias. O tempo de durao da sua apresentao tambm vai determinar o nmero deslides adequado. Ao ensaiar a sua apresentao voc poder adequ-la exatamente ao tempodisponvel. Uma boa regra de "algibeira" para determinar o nmero ideal de slides consideraradequado, no mximo, um slide simples para cada minuto de apresentao. Alguns oradores

    usam uma relao um pouco menor. Isto tambm vai depender da complexidade dos slides. Aapresentao de um tema livre com a durao de 10 minutos deve ser feita com um nmerode slides entre 6 e 8. Um apresentador experiente, usando slides bastante simples, podeatingir o mximo de 10 slides (1 por minuto). Um nmero maior de slides, indiscutivelmenteassegura que ou o tempo da apresentao ser ultrapassado ou os ltimos slides no seromostrados. Nos dois casos, a plateia percebe e lamenta que a apresentao no tenha sidoadequadamente preparada.

    Ao ensaiar a sua apresentao faa-o para um pequeno grupo de amigos ou sozinho, diante deum espelho. Voc pode gravar em fita ou em vdeo e vai ter uma ideia completa de como aapresentao pode ser melhorada ou modificada, at estar rigorosamente dentro do que vocplanejou.

    Grupo de Estudo recomendvel formar um grupo de estudos, preparar trabalhos e ensaiar asua apresentao, dentro do grupo, com a finalidade de adquirir uma experincia que ser deextrema valia nos congressos. Para os ensaios podem ser usados alguns trabalhos publicadosna literatura e permitem adquirir experincia com o preparo e a apresentao.

    Em concluso, a vontade de realizar o grande propulsor de cada apresentador. Existindo avontade, todos os obstculos, por maiores que possam parecer, so facilmente transpostos.

    http://perfline.com/tutorial/apres/parte5.html

    APRESENTAO DE TEMAS LIVRES

    Receitas, "dicas" & sugestes (*)Prof. Dario Birolini

    Dario Birolini Prof. Titular de Cirurgia do Trauma.Hospital das Clnicas da U.S.P.

    Reproduzido com permisso do autor.

    Introduo

    Estas linhas so dedicadas aos meus jovens colegas que se iniciam na carreira acadmica eque se vem na contingncia de apresentar algum "tema livre". Fundamentam-se em longavivncia de jornadas e congressos e pretendem alertar sobre uma srie de curiosidades quecercam tais apresentaes orais e que, no raramente, dificultam a comunicao entre quemfala e quem ouve. Embora destinadas especificamente quelas que pretendem apresentarbreves comunicaes orais, os chamados "temas livres", ainda assim algumas recomendaespodero ter um "espectro" mais amplo. No interprete estas palavras como iniciativa dealgum que se acha imune s falhas que sero assinaladas. Pelo contrrio, vai, nestasconsideraes, uma grande dose de autocrtica. Tenho a mais absoluta convico de terpercorrido toda a longa seqncia de erros e cacoetes assinalados a seguir. No me leve a mal,portanto. Seja como for, se ao ler as primeiras linhas, se sentir magoado por elas, nada maisfcil do que jogar tudo no cesto de papis e esquecer o assunto. Se isto acontecer, ainda assimsugiro que, no futuro, passe a observar com esprito crtico o desempenho de outrosapresentadores e conferencistas e, o que mais importa, seu prprio desempenho.

    O Convite

    Ser convidado a participar de um evento cientfico , em princpio, motivo de satisfao. Na

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    prtica, entretanto, estabeleceu-se uma escala arbitrria (e, pelo menos em parte,injustificada) de valores, de acordo com a qual tipos diferentes de apresentaes recebem"escores" diferentes. Uma conferncia magistral de 60 minutos vale, digamos, 100 pontos. Juma "mini-conferncia" de 20 ou 30 minutos alcana nota 70 ou 80. Um tema livre no passade 50 e um "mural", quando muito, avaliado em 20 pontos. No vou entrar no mrito daquesto. Quero deixar claro, porm, que estou convencido que 15 minutos so temposuficiente para discorrer com propriedade (ou pelo menos, para fazer uma anlise clara e

    objetiva) sobre qualquer assunto. Depende, nica e exclusivamente, de como se planeja eexecuta a apresentao. Por isso, ao ser convidado para um evento, se a ComissoOrganizadora lhe conceder "apenas" 15 minutos, no se sinta menosprezado. Empenhe-se, istosim, para fazer com que estes 15 minutos sejam os melhores do evento. Planeje suaparticipao com entusiasmo e objetividade, e apresente sua contribuio como se fosse amais importante de sua vida.

    Lembre-se, entretanto, que o requisito essencial para que sua atuao seja destacada quevoc conhea bem o assunto. No aceite um convite simplesmente porque se sente lisonjeadopela oportunidade de se apresentar em pblico ou porque deseja enriquecer seu currculo.

    ApresentaoFinalmente, no se esquea de sua responsabilidade, ao apresentar suasconsideraes: Dever haver muitas pessoas inexperientes na platia e que estaro propensas

    a aceitar suas afirmativas sem restries e sem crtica e a aplicar o que tiverem ouvido. Vidas esade de pacientes podem depender do que voc transmite. Portanto, cuidado. No sejacategrico demais. Tenha a humildade de aceitar que voc pode estar errado ou que suasconcluses podem no ser definitivas.

    O Planejamento

    Como para qualquer outra iniciativa, o planejamento de uma apresentao to importantequanto a exposio em si. Por isso dedique-lhe tempo e ateno. No deixe para a ltima hora.No improvise uma apresentao, montando uma srie desbaratada de diapositivos (dandograas a Deus pelo atraso do vo!).

    Minhas sugestes so as seguintes:

    I - A elaborao do plano de trabalho

    Uma apresentao de tema livre nada mais , na realidade, do que a sntese verbal de umtrabalho cientfico. Por isso, deve constar, em linhas gerais, dos mesmos componentes de umtrabalho escrito:

    * Uma introduo, na qual se expem e se justificam claramente os objetivos pretendidos.* Apresentao da casustica e/ou dos materiais e mtodos utilizados

    * Discusso, na qual se comparam os resultados alcanados com os da literatura e seinterpretam os resultados.

    * Um captulo de concluses que sintetiza as principais mensagens do trabalho, baseadasnos resultados apresentados, e que permite concluir se os objetivos pretendidos foramalcanados.

    O componente mais importante , seguramente, a apresentao de seus resultados. Paratanto, fundamental que haja resultados e que sejam seus. Em outras palavras, que suaapresentao se fundamente em dados concretos e no "nos seus 20 anos de experincia", noseu "achmetro", na sua "bola de cristal". Voc somente chegar a ser respeitadocientificamente se sua comunicao se der atravs de dados e no de impresses. Atravs de"casusticas" e no de "casos". A sua vivncia "com aquele caso", a sua opinio a respeito doque deveria ou poderia ter sido feito so comentrios interessantes, mas que devem ficar paraa rodada de chope programada para a noite, com seus amigos e admiradores.

    II - Preparao dos Diapositivos

    O material utilizado para ilustrao pode representar o ponto alto de sua apresentao ousignificar a catstrofe total. Gostaria, por isso, de oferecer-lhe algumas sugestes bsicas, queme parecem importantes.

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    Apresentao

    1. Em primeiro lugar, transmita platia a impresso (pelo menos a impresso, ainda queno seja verdadeira) de que os diapositivos foram elaborados especialmente para aquelaapresentao. No h pior atitude que misturar diapositivos "catados", alguns coloridos, outrosem branco e preto, uns velhos, decorados aqui e ali, com fungos variados, outros recm-sados

    do "forno". Procure preparar o material visual para "aquela" apresentao. Alis, procureconfeccionar de modo geral, "todos" os seus diapositivos dentro de um mesmo padro demodo que, ainda que pertenam a diferentes palestras que voc j ministrou, obedeam a um"visual" uniforme.

    2. Um segundo aspecto, da maior importncia, a utilizao das cores. Os clssicosdiapositivos em branco e preto continuam sendo instrumentos excelentes de ilustrao. Difcil,no entanto, resistir tentao de utilizar diapositivos em cores. Eles so bonitos, permitemque o leitor possa discernir melhor alguns dados, ajudam a dar maior destaque a informaesque voc julga mais relevantes, ilustram com maior clareza os pormenores anatmicos depeas cirrgicas, etc. Lembre-se, porm, que eles no passam de instrumentos auxiliares e nopodem transformar-se em espetculo pirotcnico em tecnicolor que, mais do que auxiliar suaapresentao, distraem a assistncia. Estes comentrios valem particularmente para os

    diapositivos nos quais se utiliza, como "fundo", uma figura. No raro que a figura de fundocapte a ateno do ouvinte e o distraia, na tentativa de entend-la ou de justific-la. O materialvisual deve ajudar a tornar mais clara sua apresentao, e no mais confusa!

    3. Outro erro comum colocar longos textos nos diapositivos. Existem apresentaes detemas livres nas quais a mensagem verbal (ou seja, a apresentao em si) acaba sendototalmente suprflua. Basta ler os diapositivos. Evite, na medida do possvel, a "cola" visual.

    4. Nada mais desanimador que um diapositivo que possui uma avalanche de informaes(particularmente quando se trata de tabelas). Antes que a "vtima", sentada sua frente, possasituar-se no diapositivo, muitas de suas palavras sero perdidas. A ateno do ouvinte nopode ser dispersada por uma carga excessiva de dados. Limite os dados ao essencial, parailustrar suas palavras. A boa norma restringir a quatro ou cinco linhas o contedo do

    diapositivo, e utilizar corretamente o espao disponvel, com caracteres (letras e nmeros)facilmente legveis de qualquer ponto da sala.

    5. Apresentar ou adaptar tabelas, grficos ou figuras de trabalhos de outros autores pode serum excelente instrumento de ilustrao e comparao, desde que utilizado com critrio.Lembre-se, entretanto, que se algum o convida para apresentar um trabalho porque desejaconhecer seus dados e/ou saber sua opinio pessoal ou do servio que voc representa. Comocorolrio, resultam as seguintes sugestes: Utilize dados de outros servios com parcimnia;sempre que os apresentar (qualquer que seja sua natureza), cite obrigatoriamente a fonte(referncia bibliogrfica completa), para permitir que o ouvinte tenha acesso ao trabalhooriginal; nos diapositivos que refletem a experincia do seu servio, assinale o fato, para queno pairem dvidas a respeito.

    6. A apresentao de documentao de casos pode ser de inestimvel valor paraconsubstanciar sua argumentao. Cuide, porm, de limitar o nmero de casos ao essencial:Um caso ilustrativo, bem selecionado e documentado, costuma ser suficiente, na maioria dasvezes. De qualquer forma, resista tentao de demonstrar toda sua experincia de 115 casosde ferimentos de apndice ou de 232 casos de unha encravada! Ningum desconfia, "a priori",de sua honestidade. Se voc afirma que operou "n" casos, todos acreditaro em suas palavras,ainda que voc no apresente os casos um a um. Chamo a ateno, particularmente, para adocumentao imagenolgica. Depois de ver 42 filmes de ultra som de abdome, paraexemplificar os achados na ruptura de bao ou na colecistite aguda, pode estar certo de que osouvintes estaro beira do colapso!

    7. E, aproveitando a "dica", no se esquea que em 15 minutos decididamente, no cabem

    42 diapositivos. Um nmero adequado de 10 a 15 diapositivos, no mximo. Somente assimpoder transmitir uma mensagem que seja "metabolizvel". Por outro lado, evite projetar umnico diapositivo e ficar de luz apagada durante todo o tempo discorrendo sobre o tema. Quasecertamente este diapositivo dispensvel, mas agir seguramente como um soporfero

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    infalvel.

    A Apresentao

    Digamos que voc tenha planejado exemplarmente sua apresentao e que seus diapositivossejam de excelente qualidade. timo. Isto, porm, no garante seu sucesso. Existem aindaalguns aspectos importantes a serem considerados.

    1. A no ser que voc seja um superdotado, possuidor de "transmitogens" incorporados aoseu patrimnio gentico, ou que seja capaz de "dar n em fumaa", lembre-se que, se comeara improvisar, a enrolar, a pedir que volte o diapositivo prvio por ter esquecido de transmitiralguma informao importante, sua apresentao corre o perigo de ser um fracasso. Por isso, essencial que adote duas atitudes. Em primeiro lugar verifique a seqncia e a posio de seusdiapositivos no "carrossel". Em segundo lugar, treine a apresentao comseriedade.Apresentao O treinamento costuma ser a forma mais eficiente de selecionar eordenar seus diapositivos, de escolher suas palavras, de limitar-se ao tempo disponvel. Depreferncia faa sua "prvia" na presena de algum bem chato (como eu, por exemplo). Seno ficar satisfeito repita uma, duas, trs vezes a apresentao, at memorizar a seqnciados diapositivos, de modo a no ter que olhar ostensivamente para a tela durante aapresentao, para ver o que est escrito no diapositivo que est sendo projetado ou espera

    do diapositivo seguinte. Nada mais constrangedor que o silncio que precede o pedido do"prximo diapositivo", que deixa patente que voc no tem a mnima idia do que ir dizer aseguir. Lembre-se (e desculpe a insistncia) que o diapositivo deve ilustrar sua fala, e noservir como "cola". No hesite em preparar o texto de sua apresentao por escrito e em l-lo,se isto lhe der maior segurana. Esta atitude em nada diminui seu brilhantismo, e podecontribuir substancialmente para aprimorar seu desempenho (particularmente quandoacontece a catstrofe mais temida: a queima da lmpada do projetor de diapositivos). Alis,escrever o trabalho a ser apresentado deveria ser um hbito, ainda que o texto no fosseutilizado na apresentao.

    Apresentao2. Quinze minutos podem ser uma eternidade ou um instante. Depende de como voc

    distribui seu tempo. No perca tempo com formalidades desnecessrias, tais como...

    "ilustrssimo Sr. Presidente, Prof. Dr. Austragsilo Camarinha da Silva Arajo, dignssimopresidente do Congresso; meu caro Professor Jos da Silva Rodrigues da Cunha, homem ilustreprofessor de Tcnica Cirrgica da Faculdade de Medicina da Universidade de Xiririca da Serra,ao qual devo toda minha formao; mui digno Professor Euclides Cabral Sousa e Lima, ex-secretrio de educao, esportes e cultura do municpio de Santa Brbara do Norte, em cujagesto foi lanada a pedra fundamental do futuro Hospital Universitrio da zona Sul domunicpio de Caucaia do Alto que dever atender populao carente... ". Seja educado, masconciso. Seja atencioso, mas evite perder de vista o objetivo fundamental de sua presena nopdio: a apresentao de seus resultados.

    3. Um dos ingredientes de seu desempenho, que pode ser dos mais saborosos, a maneirapela qual as informaes so transmitidas. Faa o possvel para utilizar todos os predicadosque possui (bem... quase todos!) a fim de manter a ateno da platia. Evite a monotonia emsua entonao, fale de modo audvel, pronuncie claramente as palavras, olhe para aassistncia como se estivesse dialogando com ela, solte-se e mexa o corpo naturalmente (masno demais: digamos que se trata de uma valsa e no de uma lambada!). Movimente-se, se oambiente o permitir, mas evitando interceptar o feixe de luz emitido pelo projetor.ApresentaoNo deixe de encarar seus interlocutores: dar aula "de costas" no ,decididamente, uma postura recomendvel! A comunicao visual (olhos nos olhos!) essencial. Evite ficar com as mos no bolso, limpar seus orifcios naturais (refiro-me aosvestbulos das fossas nasais e aos ouvidos), se coar, etc. Ao usar o microfone, procure mant-lo distncia adequada da boca e no "passeie" com ele por a, ao redor de sua cabea. Umdos erros mais comuns observados a "queda" do microfone que, progressivamente, passa atransmitir os batimentos cardacos do apresentador e, a seguir, seus rudos hidro-areos, emprejuzo de suas palavras. Ou, ento, sua utilizao como ponteiro.

    4. Desde que devidamente preparados, os diapositivos costumam ser auto-explicativos.Entretanto, de hbito oferecer aos apresentadores um ponteiro. A utilizao deste recurso,aparentemente simples, deve ser feita parcimoniosamente em obedincia a alguns princpios.

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    Assim, o manuseio do ponteiro como se fora a vareta de um maestro no costuma sereficiente. ApresentaoCarreg-lo nas costas, moda de uma vara de pescar ou de umatrouxa, tambm no recomendvel. Entretanto, o erro mais freqente consiste, sem dvida,no total esquecimento por parte do apresentador de que o ponteiro serve para chamar aateno da platia, para um ou outro ponto que merea ser ressaltado. comum que oapresentador utilize o ponteiro para si, ou seja, aponte a imagem desejada sob sua prpriaperspectiva, esquecendo que o ngulo de viso dos que assistem totalmente diferente.

    Nestas circunstncias, torna-se necessria uma imensa ginstica mental e uma grande dose deconhecimentos de geometria espacial para traar a linha imaginria que, prolongando o eixodo ponteiro, une sua extremidade imagem projetada na tela. Geralmente quando o ouvinteconsegue a faanha, j est sendo projetado o diapositivo seguinte. Recentemente est sendoutilizado, com freqncia crescente, o ponteiro "laser". um instrumento excelente, masperigoso quando mal utilizado, pois pode causar torcicolo e crises de labirintite e de cinetoseem quem senta no auditrio. De fato, a manchinha vermelha projetada pelo aparelho produzum efeito hipntico na platia. Os olhos no conseguem desprender-se dela e a acompanhamdentro e fora da tela, quando circula alucinadamente pela imagem projetada, quando passa avelocidade supersnica pelo assoalho e pelo teto ou quando dana loucamente pelas paredes.Por isso, utilize o ponteiro laser atravs de impulsos curtos e firmes, e somente para enfatizar oque lhe interessa demonstrar. No intervalo, no se esquea de tirar o dedo do "gatilho".

    Apresentao5. A linguagem utilizada outro instrumento fundamental, seguramente o mais importante,para estabelecer a comunicao e garantir a transferncia das informaes contidas notrabalho. Creio que falar bem em pblico no se aprende do dia para a noite e depende, emgrande parte, do perfil cultural e psicolgico do apresentador. No se esquea porm que o quese espera de voc no uma brilhante demonstrao de oratria. Deseja-se, to somente, quea apresentao seja clara. Por isso, insisto, treine sua apresentao. Procure estabelecer umencadeamento simples, linear, nas suas frases. Faa-as curtas, sem esbanjar adjetivos eadvrbios. Utilize palavras cujo uso e sentido conhece e domina. Quando ouo algum afirmarque "... houveram cinco bitos" garanto-lhe que tenho ganas de aument-los para seis,estrangulando o apresentador. No d voltas, no repita, no quebre a seqncia, no deixeque os diapositivos interrompam seu raciocnio. E, pelo amor de Deus, tente evitar palavras ouexpresses de gria. No diga "a gente"; "Ns" ainda serve. "Bacana" pode ser "bom". "Legal"

    pode ser "correto". "Chato" pode ser "desinteressante". "Baita" pode ser "grande"."Superimportante" costuma ser apenas "importante". Tome cuidado, quando possvel, para nose exceder em neologismos, anglicismos, galicismos, etc., etc., embora seja obrigado a admitirque, no raramente, representam a opo mais conveniente para expressar uma idia oudescrever um aparelho. Piadinha e comentrios engraados podem constituir-se em recursosinteressantes para manter a platia atenta. Entretanto, ter a sensibilidade para saber quando ecomo deles lanar mo com espontaneidade, algo inato. Se tal caracterstica no faz parte deseu patrimnio gentico, no se arrisque pois poder cair no ridculo e transformar-se emmotivo de piada...Apresentao Uma palavra final a respeito dos cacoetes. "N", "t", "certo","quer dizer" e muitos outros poluem as apresentaes, s vezes de forma to ostensiva, que oouvinte tentado a cont-los, quando no a fazer apostas com os vizinhos: quem conseguiracertar o nmero de "ns" ganha o "bolo". H quem inclua um "extremamente" a cada trspalavras, talvez para tentar convencer a platia da importncia de suas idias (particularmentequando elas no so to importantes assim !). Tente ouvir-se. Preste ateno em sualinguagem. Registre, se puder, suas apresentaes e oua-as com calma.

    6. A quase que obrigatoriedade de lanar mo de diapositivos para conseguir tirar o mximoproveito do tempo disponvel implica em ter que reduzir a luminosidade do ambiente. Evite aescurido total, a no ser que seus diapositivos o exijam. Prefira a "meia luz" de modo a nointerromper totalmente a comunicao bidirecional entre voc e seus ouvintes, que deve serdefendida a unhas e dentes. Lembre-se: olhos nos olhos! E, se possvel, mantenha a luztotalmente acesa. Alis, esta uma das vantagens dos diapositivos em branco e preto (ou empreto e branco), que no costumam exigir o escurecimento do ambiente para se tornaremlegveis. Se houver a possibilidade, no se acanhe de pedir "luz" durante sua apresentao,quando por exemplo, estiver dando vazo a alguma elucubrao mental ou fazendo algum

    comentrio. Um banho de ftons um santo remdio contra a modorra. Ainda neste sentido,no esquea de dois meios de comunicao s vezes considerados arcaicos, mas que podemser extremamente eficientes se devidamente utilizados e desde que as condies o permitam:a lousa e o retroprojetor. Ambos (a lousa mais que o retroprojetor) permitem que voc

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    mantenha um dilogo bastante dinmico e interativo com seus interlocutores.

    Os Sinais de Alerta

    Por melhor que seja seu preparo e seu material, sua apresentao pode no estar satisfazendoou motivando os ouvintes. Alis praticamente impossvel que voc consiga despertar ointeresse de todos. Como em qualquer outra atividade, h dias em que o nosso desempenho

    brilhante e outros em que o , mas no tanto. No fique triste, portanto, se verificar que afreqncia no alcana as 1.000 pessoas que voc esperava ou se, ao acender as luzes,perceber que meia dzia de "indisciplinados" se esgueiraram, aproveitando a escurido. So osossos do ofcio! H, entretanto, alguns sinais de alerta, claras evidncias de progressivodesinteresse, que voc deve aprender a reconhecer e valorizar para, quem sabe, mudar o tomde sua apresentao, soltar alguma piada, pedir luz, derrubar o microfone ou, em ltimainstncia, chegar mais depressa s concluses.

    ApresentaoOs sinais de alerta renem-se em dois grandes grupos: os que surgem quando aplatia, por quaisquer motivos, impedida de retirar-se, e os que acontecem quando a platiasente-se livre para abandonar o recinto.

    Entre os primeiros, que caracterizam a platia "cativa", podem ser reconhecidos vrios

    subgrupos que dependem da hora, do local, de fatores climticos (sol/chuva, frio/calor etc.), donvel etrio e cultural dos ouvintes e de outros vrios fatores.

    1. Um subgrupo conhecido por "desligamento neuronal progressivo" (DNP). Comea comum bocejo isolado, prossegue por salvas de bocejos, irritantemente contagiosos alis, continuacom o "afundamento" na poltrona seguido por rpidos cochilos durante os quais a cabea fica"pescando", perigosamente instvel em cima do pescoo, e termina em sono declarado, svezes acompanhado por sonoros roncos que costumam ter o efeito benfico de interromper aseqncia. Uma variante desta sndrome a catatonia transitria que geralmente aparece naspessoas que se sentam na primeira fila.

    2. Outro subgrupo caracterizado pela "sndrome da agitao crescente" (SAC). Voccomea a perceber que os ouvintes mudam de posio a toda hora, ouve o chiar das poltronas

    ou o arrastar das cadeiras, o arranhar das gargantas, o estalar dos dedos e outros sinais dognero que se avolumam em um crescendo incontrolvel, at abafar totalmente a sua voz. Aconsulta compulsiva ao relgio a intervalos de no mais de 15 segundos e o tocar dos alarmesneles embutidos fazem parte, tambm, desta sndrome, embora possam ser reconhecidos nasdemais. Apresentao

    3. O ltimo subgrupo o do "desinteresse total e nefasto" (DTN). Vizinhos de poltrona, queno se conheciam previamente, apresentam-se e comeam uma animada conversa sobre acotao do dlar. Namorados aproveitam a oportunidade para trocar beijos e carcias. Osouvintes mais agressivos abrem ostensivamente um jornal para ler as notcias policiais, ligam oradinho de pilha para ouvir o jogo do Corinthians ou deitam-se, atravessados, em cadeirasprximas, para dormir.

    Entre o segundo grupo, o da retirada facultativa, h trs sndromes que refletem umprognstico progressivamente mais sombrio para seu desempenho: A da "retirada ocasional"de prognstico ainda favorvel, a da "retirada em cadeia" de prognstico reservado e a da"retirada em massa", que decreta o fim de suas esperanas.

    Realmente no sei lhe sugerir o que poder fazer para interromper a debandada. Uma atitudeaceitvel (pelo menos para seu ego), interpret-la como devida ignorncia prpria daplatia, que no consegue alcanar a profundidade de suas palavras, e continuar impassvelat que o seu tempo se acabe (ou que a platia se esvazie). Outra, j sugerida acima, tentaralcanar rapidamente as concluses e, ao chegar em casa, fazer uma anlise honesta daapresentao procura de eventuais falhas. Alis, as duas atitudes no so reciprocamenteexcludentes.

    Concluso

    Concluo como comecei: Se voc nada aprendeu de novo, jogue fora este folheto no cesto de

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    papis ou passe-o adiante para algum nefito, de preferncia seu inimigo, e ostensivamente,de modo que ele perceba claramente o que voc pensa a respeito de suas (dele)apresentaes.

    ApresentaoCaso tenha achado interessante este "papo", utilize as sugestes nele contidasem sua prxima apresentao. Quase certamente voc continuar cometendo alguns"pecados". Todos ns o fazemos: Forados pelo cansao ou por algum compromisso de ltima

    hora, obrigados a participar, por "dever de ofcio" ou amizade, no lugar de algum, trados pelocomputador que "pifou" no meio do caminho ou pelo fotgrafo que esqueceu o compromissoassumido, semicomatosos pelo planto da noite passada ou pelo ltimo copo de vinho tomadono almoo, etc., etc., etc.

    No desanime e continue se esforando.

    Sucesso o que lhe desejo !!!

    http://perfline.com/tutorial/apres/parte6.html

    RECURSOS AUDIOVISUAIS

    Os principais aspectos do planejamento, do preparo e da apresentao oral de um trabalhocientfico j foram discutidos com detalhes, nas partes 1-6 deste tutorial. Entretanto, algumadicas e pequenos truques, em circunstncias especiais, podem constituir-se em auxiliares deinestimvel valor.

    Apresentao indiscutvel a importncia dos recursos audiovisuais para ilustrar asapresentaes de qualquer natureza. Uma apresentao que utiliza recursos audiovisuais temtodas as chances de assegurar a compreenso e a memorizao dos principais pontos do temadiscutido, por uma platia atenta.

    H uma variedade de recursos audiovisuais que podem ser usados para ilustar umaapresentao. Alguns so bastante simples de preparar e de usar, enquanto outros revestem-se de maior sofisticao e complexidade. Alguns recursos prestam-se melhor determinadassituaes, como por exemplo, a projeo de transparncias ou a projeo de slides na tela deum computador, para pequenos grupos de pessoas. Uma apresentao destinada a um nmeroreduzido de participantes, pode ser ilustrada por grficos, tabelas ou pranchas, projetadas natela de um computador.

    Grupos pouco maiores podem visualizar com facilidade o material de ilustrao preparado emcartazes ("flip charts").

    A projeo de transparncias um mtodo adequado para ilustrar uma apresentao paragrupos pequenos e mdios de pessoas, alm de ser de preparo fcil, rpido e de baixo custo.

    As apresentaes para platias com mais de 25 ou 30 pessoas, por exemplo, podem sermelhor ilustradas com o emprego da projeo de slides (diapositivos). Este mtodo o maisusado e, com um preparo adequado dos slides, o mtodo mais eficiente para ilustrar umaidia ou uma observao. Cabe, nesse ponto, repetir o antigo chavo de que uma boa imagempode valer mais do que mil palavras. O segredo do slide est, essencialmente, na escolha e nopreparo da "boa imagem" que por s s, realmente, possa explicar ou ilustar a idia.

    Apresentao O preparo e a confeco dos slides, nos dias atuais, so quase queexclusivamente feitos com os programas de computador, especficamente destinados quelafinalidade. Dentre estes, o mais usado o PowerPoint (Microsoft), preferido por mais de 90%dos apresentadores. Os outros programas usados com aquela finalidade so o Freelance Plus e

    o Corel Presentations.Uma vez preparada a apresentao, esta pode ser levada at um "bureau" ou servio defotografia, que dever fotografar o material, mediante o emprego de equipamento especial,

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    que reproduz o slide partir do material digitalizado. O maior incoveniente desse mtodo que o material uma vez pronto (slides) no pode ser modificado, corrigido ou atualizado, sem arepetio de todo o processo. Apresentaes repetidas, podem necessitar a confeco devrios conjuntos de slides, de acordo com a platia ou com a evoluo dos conhecimentossobre o tema da apresentao.

    Os principais inconvenientes dos slides, na atualidade, foram eliminados pela utilizao de

    projetores especiais, acoplveis aos computadores (desktop, laptop ou notebook). Estesaparelhos (data show) so capazes de projetar na tela do auditrio a mesma imagem que oprograma projeta na tela do computador. Desse modo, a apresentao pode ser preparadainteiramente no computador, projetada e armazenada para posterior uso. As correes,modificaes ou atualizaes do material ilustrativo da apresentao, podem ser feitas aqualquer momento e o novo slide simplesmente gravado no lugar do anterior. A grandevantagem do uso dessa modalidade de recurso audiovisual a rapidez do preparo, pelaeliminao da etapa da fotografia. Os principais congressos e eventos dos dias atuais,disponibilizam aqueles projetores acoplados um computador. O orador pode levar suaapresentao em um diskette, CD ou se preferir, no seu prprio computador porttil (laptop ounotebook).

    A mistura bem dosada de elementos de texto, grficos e imagens (desenhos ou fotografias)

    pode assegurar todo o suporte necessrio para uma apresentao memorvel. Entretanto,tenha cuidado ao elaborar os seus slides. No aconselhvel que um nico slide contenhamais de 5 ou 6 linhas de texto. Caso seu slide tenha mais linhas que o recomendado, melhordividir o texto entre dois ou mais slides. Um nico slide cheio de texto ou diagramas de altacomplexidade um convite distrao da platia. Poucas pessoas animam-se a ler o contedode um slide repleto de texto. As cores usadas nos slides devem ser cuidadosamente escolhidaspara acentuar o contraste entre os elementos da ilustrao e os elementos de fundo do slide.Uma boa regra o fundo escuro (azul marinho bastante elegante) com o texto em branco eamarelo - linhas e traos podem ser vermelhos; outros conjuntos podem ser experimentados,de acordo com a preferncia do apresentador. O PowerPoint oferece um nmero de pranchas(templates) "pr-fabricadas" de boa qualidade e que facilitam sobremodo a produo dosslides. H tambm conjuntos de cores pr-definidas cuja aplicao sistematicamente oferecebons resultados.

    Aps finalizar a ordenao dos seus slides de boa prtica numer-los, na sequncia em quesero apresentados. Isto pode evitar verdadeiras catstrofes que, infelizmente, no so raras,e podem arruinar a sua apresentao. Imagine apenas que o carrossel contendo os seus slidespode cair, no trajeto entre o "slide desk" e o projetor; os seus slides espalham-se todos pelocho. Se estiverem adequadamente preparados, uma marca indica a posio correta do slideno projetor e, ao mesmo tempo, um nmero indica a ordem correta em que deve ser projetado.E, "voil" !!! - sua apresentao est salva.

    Vdeos podem tambm ser usados em projeo, para ilustrar temas mais complexos, detalhesde tcnicas especficas, etc.. Slides e vdeo podem ser complementares nas funes deilustrao. Os inconvenientes dessa associao referem-se, principalmente, aos custos maiselevados e maior complexidade dos equipamentos de projeo.

    E, como um ltimo conselho, devemos lembrar que, em todas as circunstncias, oapresentador deve estar familiarizado com os recursos audiovisuais escolhidos para ilustrar oucomplementar a sua apresentao. Ao ensaiar a apresentao, use o material de apoio e estejacerto de que na hora e local previstos para a apresentao, aqueles recursos estaro suadisposio.

    http://perfline.com/tutorial/apres/parte7.html

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    OS PRIMEIROS PASSOS

    Voc foi convidado e aceitou apresentar um tema na prxima reunio do Departamento em seuhospital. Voc j estudou o assunto e agora vai preparar a apresentao. Embora muitaspessoas consigam falar diante de um pblico formado por amigos ou pessoas conhecidas,como os membros do departamento em que voc trabalha, por exemplo, a apresentao deum tema ou de uma informao cientfica requer uma preparao mais elaborada, para

    cumprir, efetivamente, a sua finalidade.Roteiro da Apreentao Uma apresentao bem focalizada e compreensvel deve sercuidadosamente organizada. Planeje com antecedncia o contedo e as ilustraes da suaapresentao. Seu material audiovisual deve maximizar o impacto visual e dar fora e aclareza s suas idias.

    As principais fases a serem observadas no preparo de uma apresentao podem ser assimrelacionadas:

    * Faa o roteiro da sua apresentao - Identifique os principais conceitos e os pontosimportantes a serem ressaltados;

    * Identifique quais conceitos ou pontos importantes podero ser melhor enfatizados com

    material visual;* Faa um esboo de cada um dos visuais (slides) acima identificados;* Organize seu roteiro de acordo com a lgica da apresentao;* Inicie sua organizao por uma introduo ao tema escolhido;* Em seguida descreva o tema e as suas idias respeito;* Em seguida descreva as vantagens ou benefcios (pontos positivos);* Em seguida descreva as desvantagens, quando houver (pontos negativos);* Em seguida faa uma discusso do tema e confronte as vantagens com as desvantagens;* Em seguida tire suas concluses;* Finalize ressaltando os principais pontos que devem ser gravados pela platia.

    Uma vez preparado o roteiro da sua apresentao, elabore os materiais visuais. Escreva suaapresentao, seguindo a sequncia estabelecida no roteiro. Elabore os slides de acordo com o

    roteiro e o contedo estabelecido para cada um deles.

    Reveja todo o contedo da apresentao, antes de fotografar os slides. Confira se a suamensagem est suficientemente clara e se os slides contm todos os pontos importantes, quedevem ser mencionados. Verifique se as concluses esto claras e se correspondemexatamente ao contedo do material a ser apresentado.

    Lembre-se de que o nmero dos slides depende diretamente do tempo disponvel para aapresentao. Um apresentador experiente pode usar a mdia de 1 slide por cada minuto deapresentao. Quando os slides requerem muitos comentrios ou explicaes ou quando oapresentador tem pouca experincia, seu nmero deve ser menor. Uma boa regra queseguimos no presente texto utilizar 6 a 8 slides ilustrativos para cada 10 minutos deapresentao.

    Alguns conselhos teis em relao s apresentaes:

    1. Oportunidade. Um aspecto essencial para desenvolver a confiana como orador falar empblico. Aproveite todas as oportunidades possveis, para falar em pblico. Participe dosdebates de outras apresentaes. Se algum o convidar a "dizer algumas palavras" faa-o semhesitar; seja educado, delicado, breve, claro e conciso. Os convites para falar sero cada vezmais frequentes.

    2. Use o princpio do "se". Se voc quer ser um apresentador persuasivo, comporte-se comotal. Vista-se com elegncia mas sem exageros, observe seus gestos e sua fala. Estude comfrequncia os assuntos de sua preferncia; seja um "especialista" em alguns temas ou em

    alguns assuntos.3. Considere-se um "especialista". Se algum o convida a fazer uma apresentao sobre umdeterminado tema, existe uma razo - voc, muito provavelmente, considerado um

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    "entendido" naquele assunto e as pessoas gostariam de ouvir o que voc tem a dizer respeito. Isto ajuda a assegurar a confiana e a crena nas suas qualidades de apresentador.

    4. Prepare sua apresentao. Por mais que voc conhea o assunto sobre o qual dever falar,sua apresentao ser sempre melhor, quando seguir um roteiro pr-definido e elaborado, deacordo com as circunstncias e com a platia prevista. Quanto mais tempo gasto com aelaborao e o preparo, tanto melhor ser a apresentao.

    5. Ensaie sua apresentao. O ensaio e a cronometragem do tempo gasto na apresentao soessenciais aos ajustes finais, "sintonia fina" de qualquer apresentao. Escolha palavras-chave,gestos, posies e use apenas o tempo reservado apresentao. Evite grias, jarges oulugares-comuns. Seja original sem procurar ser "erudito"; use linguagem corrente.

    6. Conhea sua platia. Uma boa norma para amenizar a ansiedade e estimular a confiana chegar com antecedncia ao local da apresentao, conversar com algumas pessoas da platiae cumpriment-las. Seja simptico(a), amvel, educado e cordial. Isto gera uma impressofortemente positiva na platia e contibui para amenizar suas tenses e ansiedades. Suaapresentao ser, sem dvida, mais natural.

    indiscutvel que um nmero de conselhos e sugestes podem ser bastante teis para o

    preparo de uma apresentao oral. Entretanto, nada substitui a experincia. Siga os passosassinalados neste tutorial e prepare uma apresentao simplesmente como um treinamento.Faa a apresentao diante do espelho ou para um pequeno grupo de parentes ou amigos.Oua seus comentrios e opinies. Se voc fizer disso um hbito, estar preparado para o"mundo real" assim que a primeira oportunidade surgir. Lembre-se, a regra nmero 1 para serbem sucedido em qualquer atividade : estar preparado !

    http://perfline.com/tutorial/apres/parte8.html

    PROGRAMAS (SOFTWARE) PARA APRESENTAES

    Existem, como vimos, alguns programas (software) destinados ao preparo e realizao deapresentaes, como o Corel Presentations, o Freelance Plus e o Power Point. Destes, oPowerPoint (Microsoft) detm aproximadamente 90% do mercado, o que o torna o software deescolha para apresentaes em geral.

    Quando algum precisa montar uma apresentao rpida, com grficos e figuras associados aotexto, ou, mais precisamente, criar uma elegante apresentao de slides, o softwarerecomendado o PowerPoint seja na sua verso 97 ou, melhor ainda, o PowerPoint 2000, ou averso mais recente do programa (Parte do Office XP).

    A figura acima ilustra uma tela do PowerPoint com uma prancha pr-produzida para facilitar opreparo de uma apresentao.

    O PowerPoint um programa grfico de apresentaes; um software que ajuda a criar umaapresentao de slides. Esse tipo de apresentao composto por uma sequncia de slidesque podem conter grficos, figuras, listas com marcadores, texto, vdeo e clipes de som, dentreoutras coisas. O Power Point facilita sobremodo a criao e a organizao das idias e fornecetodas as ferramentas necessrias produo de um trabalho adequado e eficaz. Alm disso, oPowerPoint permite a criao de complementos da apresentao de slides, como por exemplo,folhetos para distribuir para a platia, anotaes do apresentador e transparncias.

    O PowerPoint viewer, distribuido gratuitamente, pode ser usado para visualizar a apresentaode slides, mesmo em computadores que no possuem o PowerPoint instalado. O programainclui ferramentas avanadas para o gerenciamento da exibio de slides que garantem umcontrole total sobre a apresentao.

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    O PowerPoint 2000 a verso mais recente e completa do software. Possui diversasferramentas que podem ajudar a coordenar a apresentao de slides, como uma produo demultimdia completa. As apresentaes com o PowerPoint podem conter som, imagem, vdeo,animaes e transies que podem tornar a sua apresentao um momento memorvel,quando bem utilizados.

    O programa bastante intuitivo e pode ser utilizado por indivduos com pouca experincia noseu manuseio. Algumas apresentaes podem conter slides especficos que no devem serapresentados para outras platias; o programa permite apresentar apenas os slidesselecionados.

    O PowerPoint permite cronometrar as apresentaes, alm de permitir a gravao de narrao,msica de fundo, etc... O uso destes recursos, contudo, deve ser extremamente criterioso. Emgeral, as apresentaes de trabalhos cientficos no devem ser acompanhadas de msica,trilha sonora, etc...

    Ao terminar o preparo de uma apresentao com o PowerPoint, voc poder:

    * Fazer uma apresentao ao vivo em uma sala ou auditrio.

    * Mostrar sua apresentao em um computador que no tenha o PowerPoint instalado.* Transmitir sua apresentao em uma intranet ou na Internet.* Fazer uma reunio com uma platia remota na Internet em "tempo real".* Participar de uma discusso na web sobre sua apresentao.

    Quando a apresentao ao vivo, voc pode usar o PowerPoint para projetar os slides em umprojetor acoplado ao computador. Desse modo, voc pode usar as ferramentas de navegaopelos slides, as transies, etc. O material preparado com o PowerPoint pode, tambm sersalvo com o formato html caracterstico da web, para as apresentaes via Internet.

    O nico inconveniente do PowerPoint o preo, muito elevado para programas dessa natureza.Os demais programas mencionados, so de custo mais baixo. H inclusive um software deapresentaes, parte do pacote StarOffice, distribuido gratuitamente e que pode usar os

    arquivos preparados com o PowerPoint.

    Alguma familiaridade com o software escolhido para preparar as apresentaes facilita o seuuso e acelera o preparo do material. Escolha o software de sua preferncia e conhea osdetalhes do seu uso, antes de iniciar o preparo da sua prxima apresentao.

    http://perfline.com/tutorial/apres/parte9.html


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