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TÂNIA PRETO A AUTOESTIMA DE ALUNOS DE UMA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL DE LONDRINA Londrina 2014
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TÂNIA PRETO - UEL Portal - Universidade Estadual de … PRETO A autoesti… · TÂNIA PRETO A AUTOESTIMA DE ALUNOS DE UMA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL DE LONDRINA Trabalho de Conclusão

Oct 07, 2018

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  • TNIA PRETO

    A AUTOESTIMA DE ALUNOS DE UMA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL DE LONDRINA

    Londrina 2014

  • TNIA PRETO

    A AUTOESTIMA DE ALUNOS DE UMA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL DE LONDRINA

    Trabalho de Concluso de Curso apresentado ao Curso de Graduao em Pedagogia, da Universidade Estadual de Londrina, como requisito para concluso do curso. Orientadora: Prof. Dr. Andreza Schiavoni

    Londrina 2014

  • TNIA PRETO

    A AUTOESTIMA DE ALUNOS DE UMA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL DE LONDRINA

    Trabalho de Concluso de Curso apresentado ao Curso de Graduao em Pedagogia, da Universidade Estadual de Londrina, como requisito para concluso do curso.

    BANCA EXAMINADORA

    ____________________________________ Prof. Dr. Andreza Schiavoni

    Orientadora Universidade Estadual de Londrina - UEL

    ____________________________________ Prof. Dr. Francismara Neves Oliveira

    Universidade Estadual de Londrina - UEL

    ____________________________________ Prof. Dr. Nadia Mara Eidt Pinheiro

    Universidade Estadual de Londrina - UEL

    Londrina, _____de ___________de _____.

  • .

    Exclusivamente a Deus, por estar ao meu lado capacitando-me na

    realizao deste trabalho.

  • AGRADECIMENTOS

    A Deus pela orientao, capacitao e amor incondicional que me possibilitou

    vencer todas as dificuldades e obstculos que surgiram.

    Aos meus pais, in memorian.

    A minha orientadora, Prof. Dr. Andreza Schiavoni, pela competncia e carinho pelo

    qual me dedicou durante todo o decorrer deste processo de construo deste

    trabalho.

    A Escola Municipal Nomia Alaver Garcia Malanga, por abrir as portas e facilitar todo

    o trabalho de pesquisa de campo.

    Secretaria Municipal de Educao que aceitou a realizao desta pesquisa na

    escola na qual sou servidora.

    E a todos que me incentivaram para a realizao e concretizao deste trabalho.

  • Em virtude de ter nascido para a humanidade, cada ser humano tem o direito de se desenvolver e de atingir a plenitude de suas potencialidades como ser humano.

    Ashley Montagu

  • PRETO, Tnia. A autoestima de alunos de uma escola de ensino fundamental de Londrina. 2014. 34 f. Trabalho de Concluso de Curso (Graduao em Pedagogia) Universidade Estadual de Londrina, Londrina.

    RESUMO

    O presente trabalho teve como objetivo avaliar a autoestima de estudantes do ensino fundamental. Participaram deste estudo 75 estudantesde 3 ao 5 ano do ensino fundamental deuma escola municipal da periferia de Londrina, com e sem problemas de aprendizagem. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi uma escala de autoestima validada. Os resultados indicaram que grande parte dos estudantes apresentou baixa autoestima e que esses foram os alunos indicados pelos professores como portadores de problemas de aprendizagem.Esta investigao aponta para a influncia que a autoestima exerce sobre a aprendizagem dos alunos, propondo uma reflexo sobre a importncia do professor na trajetria acadmica e na construo da autoestima desses estudantes.

    Palavras-chave: Autoestima. Aprendizagem. Dificuldades de aprendizagem.

  • SUMRIO INTRODUO .................................................................................................. 8

    CAPTULO 1 - AUTOESTIMA E DESEMPENHO ESCOLAR.......................... 10

    1.1 A CONSTRUO DA AUTOESTIMA NA ESCOLA ........................................................ 10

    1.2 AUTOESTIMA, DESEMPENHO ESCOLAR E DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM ............ 14

    CAPTULO 2 METODOLOGIA ...................................................................... 19

    2.1 PARTICIPANTES ................................................................................................... 19

    2.2 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS ................................................................... 19

    2.3 PROCEDIMENTO DE COLETA DE DADOS ................................................................. 21

    3. 4 PROCEDIMENTO PARA ANLISE DOS DADOS .......................................................... 21

    CAPTULO 3 - RESULTADOS E DISCUSSO ............................................... 22

    CAPTULO 4 - CONSIDERAES FINAIS ..................................................... 25

    REFERNCIAS ................................................................................................ 28

    APNDICES ..................................................................................................... 31

    APNDICE A - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ......................... 32

    ANEXO ............................................................................................................. 34

    ANEXO A - Escala de Autoestima de Rosemberg ............................................ 35

  • 8

    INTRODUO

    A autoestima no um construto natural, mas social, ou seja, ele

    construdo durante a trajetria do ser humano, que apreende percepes positivas

    ou negativas que lhe so atribudas de acordo com o desempenho que adquire nas

    atividades dirias, quer pessoais, quer cognitivas.

    Vrios estudos foram realizados no decorrer dos anos acerca da

    autoestima e sua influncia sobre o comportamento dos seres humanos. Autores

    como Coopersmith (1967) e Mruck (1998), dentre outros, realizaram diversas

    pesquisas que comprovam como a autoestima interfere no desenvolvimento humano

    (apud GOBITTA; GUZZO, 2002).

    Posteriormente, comeou-se a estabelecer relaes entre a

    autoestima e o desempenho escolar. A maneira como este construto pode favorecer

    ou desfavorecer a aprendizagem dos alunos que apresentam, por exemplo,

    problemas de aprendizagem e, consequentemente, promover o fracasso ou sucesso

    escolar no decorrer dos anos.

    Tendo em vista todas estas relaes, justifica-se a reflexo realizada

    nesta pesquisa, mostrando que uma autoestima alta ou baixa pode acarretar

    sucesso ou fracasso na aprendizagem, dependendo da maneira como professores

    interagem com seus alunos e os auxiliam a prosseguir na sua carreira acadmica.

    Verifica-se o quanto importante para o professor ter conhecimento

    de como est a autoestima de seu aluno, para poder dar um suporte maior ou mais

    adequado para o progresso dele. E que, ao contrrio disso, pode acarretar mais

    frustrao e sentimento de impotncia a este mesmo aluno, ou seja, a postura do

    professor vai ser determinante em relao ao sucesso ou fracasso de alunos que

    apresentam uma baixa autoestima.

    Por acreditar na ideia de que o professor tem papel preponderante

    na promoo da aprendizagem e que para isso acontecer se faz necessrio que

    este profissional tenha acesso ao maior nmero de informaes acerca de seu

    aluno, inclusive seus sentimentos em relao aprendizagem, que se justifica o

    tema escolhido para esta pesquisa.

    Embora este tema no seja recente, a maioria das pesquisas que versam

    sobre ele so estrangeiras. Trata-se de um assunto fascinante e importante para ser

    refletido e analisado por profissionais da educao que se deparam diariamente com

  • 9

    crianas que precisam aprender e permanecer na escola, mas encontram srios

    obstculos para isso.

    Levando em considerao a importncia do conhecimento deste

    construto para o desempenho escolar, sabendo-se da correlao que h entre a

    autoestima e problemas de aprendizagem e sua influncia sobre o fracasso escolar,

    este trabalho teve como objetivo avaliar a autoestima de estudantes do ensino

    fundamental de uma escola municipal de Londrina.

    Portanto, o presente estudo pretende propor uma discusso a

    respeito da importncia de o professor conhecer o papel que a autoestima exerce

    sobre a aprendizagem dos alunos, conceituando autoestima, apontando tericos que

    tm mostrado a correlao entre autoestima e desempenho escolar/dificuldades de

    aprendizagem, e indicando a influncia que professores e o ambiente escolar

    exercem sobre a autoestima de alunos com e sem problemas de aprendizagem.

    Nesse sentido, sua inteno contribuir para a reflexo sobre esse aspecto do

    processo ensino-aprendizagem, que, aliada a outras tambm importantes

    discusses, pode levar a mudar os quadros do fracasso escolar em nosso pas e

    auxiliar muitos estudantes a progredir em seus estudos, tirando-lhes o foco do

    fracasso.

    O presente trabalho composto por quatro captulos. No primeiro,

    apresenta-se a definio e a construo social da autoestima; no segundo captulo,

    aborda-se a relao entre a autoestima e o desempenho escolar/dificuldades de

    aprendizagem; o terceiro captulo descreve a metodologia utilizada neste estudo

    (participantes, instrumento de coleta de dados, procedimentos e anlise dos dados)

    e, finalmente, no quarto captulo, descreve-se os resultados, faz-se a discusso dos

    mesmos e, por fim, tece-se algumas consideraes finais.

  • 10

    CAPTULO 1

    AUTOESTIMA E DESEMPENHO ESCOLAR

    1.1 A CONSTRUO DA AUTOESTIMA NA ESCOLA

    Coopersmith (apud GOBITTA; GUZZO, 2002) estudou as condies

    e experincias concretas que fortalecem ou debilitam a autoestima, empregando

    tradicionais mtodos psicolgicos de observao controlada. Apontou que o que lhe

    chamou a ateno em seu estudo foram as indicaes de que dominao de

    crianas, rejeio e punio severa resultavam em autoestima rebaixada. Nessas

    condies, as crianas experimentam menos o amor e sucesso e tendem a ficar

    geralmente submissas e passivas, mudando de comportamento, ocasionalmente,

    para o oposto extremo de agresso e dominao.

    Crianas criadas sob tais circunstncias, segundo este autor, tm

    menor probabilidade de serem realistas e seguras no seu dia-a-dia, e tm maiores

    possibilidades de manifestar padres de comportamento anticonvencionais. Este

    autor exemplifica tais influncias na seguinte declarao:

    [...] crianas no nascem preocupadas em serem boas ou ms, espertas ou estpidas, amveis ou no. Elas desenvolvem estas idias. Elas formam auto-imagens... baseadas fortemente na forma como so tratadas por pessoas significantes, os pais, professores e amigos (COOPERSMITH apud GOBITTA; GUZZO, 2002, p. 144).

    Nesse sentido, Coopersmith define a autoestima como sendo:

    [...] a avaliao que o indivduo faz, e que habitualmente mantm, em relao a si mesmo. Expressa uma atitude de aprovao ou desaprovao e indica o grau em que o indivduo se considera capaz, importante e valioso. Em suma, a auto-estima um juzo de valor que se expressa mediante as atitudes que o indivduo mantm em face de si mesmo. uma experincia subjetiva que o indivduo expe aos outros por relatos verbais e expresses pblicas de comportamentos (apud GOBITTA; GUZZO, 2002, p. 144).

    A autoestima vista como o valor que o sujeito atribui a si mesmo,

    construda por meio das relaes que mantm com o mundo, considerando que,

    desde que nasce, o homem encontra-se cercado por atribuies de valores positivos

    e negativos. Dessa forma, a autoestima no natural, dada ou inata ao homem. Ela

  • 11

    surge de diferentes formas pelas quais significamos as situaes em que vivemos

    ao longo de nossa trajetria de vida (FRANCO, 2009).

    Os estudos realizados por Coopersmith (apud GOBITTA; GUZZO,

    2002, p. 145) indicaram como significativo para a formao do "eu", o

    relacionamento entre a criana e os adultos importantes de sua vida. O autor

    encontrou cinco condies que contribuem para melhorar a autoestima da criana:

    a) experimentar uma total aceitao de seus pensamentos, sentimentos e valores pessoais; b) estar inserida num contexto com limites claramente definidos, desde que sejam justos e no opressores; c) os pais no usarem de autoritarismo e violncia para controlar e manipular a criana, bem como no humilhar, nem a ridicularizar; d) os pais devem manter altos padres e altas expectativas em termos de comportamentos e desempenhos da criana; e, e) os pais devem apresentar um alto nvel de auto-estima, pois eles so exemplos vivos do que a criana precisa aprender (COOPERSMITH apud GOBITTA; GUZZO, 2002, p. 145).

    Segundo Moyses (2001a), o sentimento de valor que acompanha a

    percepo que temos de ns mesmos que constitui nossa autoestima. Mais ainda,

    a resposta afetiva de um processo que se origina no plano cognitivo. Para a

    autora, a criana aprende com base nas atitudes e nos rtulos recebidos no decorrer

    de sua experincia de troca com os adultos. Assim, vai internalizando aquilo que

    ouve do adulto a seu respeito, que ora elogia e refora seu comportamento

    agradvel e correto, ora lhe repreende e imputa castigos de acordo com suas

    reaes pouco sociveis e reprovadas pelos padres do mundo adulto. Neste

    exerccio, internaliza o sucesso ou o fracasso de suas atitudes e aes.

    Segundo Harter:

    A autoestima baseia-se em processos afectivos como, por exemplo, os sentimentos positivos e negativos que um indivduo tem sobre si prprio. A autora refere-se auto-estima como a viso global que a pessoa tem de si prpria. [...], pode-se afirmar que autoconceito e auto-estima so duas entidades psicolgicas distintas. O autoconceito um constructo multidimensional que se vai diferenciando cada vez mais com a idade. Por seu turno a auto-estima unidimensional e s a partir dos oito anos que as crianas conseguem fazer estes julgamentos globais enquanto pessoas (apud MONTEIRO, 2012, p. 148).

  • 12

    De acordo com Oliveira (1994) e Santos (2003), a autoestima um

    fenmeno social e sua construo e transformao parecem estar diretamente

    vinculadas qualidade das relaes estabelecidas pelo sujeito ao longo da vida. Por

    isso, ao discutir sobre a autoestima deve-se considerar a rede de relaes em que o

    sujeito se constitui, para melhor compreender suas atitudes positivas ou negativas

    travadas ao longo de sua trajetria decorrente dessas relaes.

    A popularizao do tema autoestima por livros de autoajuda

    desvinculou um pouco o assunto da importncia cientfica que tem. Nesse sentido, o

    estudo cientfico sobre essa temtica se justifica por algumas razes, como aponta

    Mruck:

    1) um construto muito mais complexo do que pode parecer, pois est fortemente associado com outros aspectos da personalidade; 2) est relacionada sade mental ou bem estar psicolgico; 3) a sua carncia se relaciona com certos fenmenos mentais negativos como depresso e suicdio. Para Coopersmith (1967), as pessoas que solicitam ajuda psicolgica expressam com freqncia sentimentos de inadequao, pouco valor e ansiedade associada baixa auto-estima; 4) um conceito relevante s cincias sociais. Wells e Marwell (1976, p. 250) constatam que "a auto-estima est surgindo como um dos indicadores sociais chave na atual anlise de crescimento e progresso social"; 5) elevada relevncia social obtida atualmente. Como opina Mruck (1998, p. 15), "pesquisadores, especialmente aquelescom uma perspectiva sociolgica, centram-se agora na compreensodo papel que desempenha a auto-estima no desenvolvimento social" (apud GOBITTA; GUZZO, 2002, p.143).

    Alm dessas razes, as autoras Gobitta e Guzzo, (2002) tambm

    apontam a relao entre problemas sociais contemporneos como abuso de drogas,

    gravidez precoce, fracasso escolar e delinquncia, frequentemente associados a

    este construto.

    Na escola, assim como em outros contextos, importante se

    considerar as mais variadas influncias em relao autoestima. Alguns estudos

    (OLIVEIRA, 1994; SANTOS, 2003) caminharam nessa direo e passaram a discutir

    questes que envolvem o papel do outro na constituio do sujeito.

    Segundo Tavares (2002), a expresso autoestima, alm de trazer

    implcito o sentido de sucesso e de ser capaz, tambm traz em seu bojo a viso de

    um indivduo que se ajusta s constantes mudanas da realidade. Criticamente,

    essa autora afirma que o senso comum considera que a autoestima:

  • 13

    [...] definida, assim, como viso positiva incontestvel de si mesmo, [de modo que] acreditar nas possibilidades pessoais parte das condies do sucesso escolar, sem considerar o contexto e outras dificuldades que possibilitam e dificultam o rendimento escolar (TAVARES, 2002, p. 4).

    Para Poli (2003), discutir a questo da autoestima passa

    necessariamente pela proposta de um projeto poltico pedaggico que permita a

    promoo de princpios de solidariedade e identidade de classe. No possvel

    transformar a autoestima fora de sua trama social. A escola um locus importante

    de humanizao, ou seja, de construo da conscincia, tanto em seus aspectos

    cognitivos (apropriao crtica de contedos e operaes) como afetivos e ticos.

    Sabemos que a autoestima no pode ser produzida, fabricada ou mudada como

    apregoam certas pedagogias idealistas. Ela depende, em sua maior parte, das

    condies de vida dos sujeitos e, nesse sentido, de uma escola de qualidade.

    Dentre as discusses e anlises que tm sido feitas sobre a relao

    entre autoestima e aprendizagem, at o presente momento, destacam-se: a) as

    estritamente psicolgicas; b) as que pautam a discusso, quase que

    exclusivamente, no plano sociolgico; c) as atuais, que discutem o fato de a

    produo do fracasso produzir, tambm, baixa autoestima que, por sua vez, mantm

    o fracasso escolar. Pensa-se, portanto, que se a autoestima influencia a

    aprendizagem escolar, esta tambm incide sobre a autoestima e ambas so

    construdas na relao com o outro.

    Muitas so as pesquisas (MACHADO, 1997; MOYSS, 2001b;

    PATTO, 1996) que apontam para o grande nmero de sujeitos que passaram por

    experincias negativas, por prticas escolares mal sucedidas. Acredita-se que essas

    experincias, na maioria das vezes, deixam marcas profundas, dificultando a

    ressignificao da histria de vida do sujeito mesmo quando ele tem novas

    oportunidades.

    E ao longo do ensino fundamental que a criana vai adquirindo

    experincia escolar para garantir o sucesso ou o insucesso de seu desempenho na

    escola. neste perodo de transio de seu desenvolvimento que as crianas

    constroem um conjunto de crenas sobre a sua capacidade intelectual e psicossocial

    para o desafio do sucesso escolar (MEDEIROS et al., 2000). Vrios autores tm

    apontado a importncia da autoestima para o desempenho escolar, discusso que

    ser apresentada a seguir.

  • 14

    1.2 AUTOESTIMA, DESEMPENHO ESCOLAR E DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

    Mantovanini (apud OSTI; BRENELLI, 2009) considera muito

    importante a questo da segurana e da autoestima em alunos com e sem

    problemas de aprendizagem. Afirma que crianas com dificuldades acabam

    desmotivadas a reivindicar mais explicaes, aceitando sua condio menos

    favorecida na aprendizagem, sem maiores argumentaes. Outro fato relevante

    que a maioria desses alunos com dificuldades repetente, e se o professor

    interiorizar que esses no so capazes, isso pode influenciar o seu comportamento,

    dificultando ainda mais seu desempenho.

    As chamadas dificuldades de aprendizagem, devido maneira em

    que se apresentam em sala de aula, ora em um evento espordico na vida escolar

    de um aluno, ora em uma matria que no lhe familiar, foram e so identificadas

    por diferentes critrios, o que resulta tambm em diferentes concepes do que

    realmente poderia ser considerado como dificuldades de aprendizagem. Se

    analisarmos o conceito no decorrer da histria, percebemos que as crianas esto

    no centro das atenes, pois geralmente esto defasadas em relao s demais,

    por serem mais lentas, ou pela idade ou por apresentarem um comportamento

    inadequado (SISTO, 2007).

    Estudos indicam a frequncia das dificuldades de aprendizagem no

    decorrer da histria:

    A Inglaterra possui dados que sugerem que uma em cada seis crianas tem probabilidade de necessitar de algum tipo de ajuda educativa especial em algum momento (Kellmer.Pringle e outros, 1966; webb, 1967; Warnock, 1978), seja por causa de alguma dificuldade temporal de aprendizagem, seja por dificuldades de aprendizagem duradouras. Ainda na Inglaterra, Chazan e outros (1980) informam que 21% de sua amostra tinham necessidades especiais de natureza leve, moderada ou grave, principalmente nas reas de desenvolvimento da fala e da lngua, alm de alguma inadequao de conduta (SISTO, 2007, p. 20).

    Ainda segundo Sisto (2007), estudos realizados nos Estados Unidos

    indicaram que aproximadamente 12% das pessoas com idade entre 3 e 21 anos

    receberam servios de educao especial. No Brasil no h dados precisos, mas

    estima-se em 60% o nmero de crianas que no se alfabetizam nem na primeira,

    nem na segunda srie, sendo que o ciclo bsico no faz avaliao de desempenho

  • 15

    acadmico expresso em nota at a quarta srie do Ensino Fundamental, o que

    retardou a estatstica do problema.

    H um nmero significativo de crianas que apresentam dificuldades

    de aprendizagem permanentes ou temporrias, porm, no h consenso sobre a

    maneira como foram detectados. Segundo Sisto (2007, p. 21) apesar dos esforos

    realizados, no h uma definio aceita universalmente do que seria considerado

    dificuldade de aprendizagem, pois coexiste um grupo heterogneo de sintomas e,

    por isso, difcil a demarcao de fronteiras.

    Para compreender melhor as questes que envolvem as dificuldades

    de aprendizagem, necessrio refletirrmos sobre o ato de aprender e como

    acontece essa aprendizagem, como ela se desenvolve. Pela falta de consenso em

    relao aos termos e definies, crianas so primeiramente avaliadas pelo

    professor e posteriormente encaminhadas para os profissionais competentes, que

    devero respaldar-se nessas pistas dadas pelo professor, muitas vezes sem

    formao especfica para faz-lo (CIASCA; RIBEIRO, 1996).

    De acordo com Ciasca e Ribeiro (1996, p. 46),

    Grande parte da dificuldade em definir, conceituar e portanto, avaliar os problemas de aprendizagem surge basicamente da necessidade de diferenar aquilo que considerado como distrbio de aprendizagem que aparece na literatura especializada como sinnimo de dificuldade escolar - de dificuldade de aprendizagem, confuso decorrente da traduo, a nosso ver errnea, da expresso learning desabilities (grifo do autor).

    justamente nesses conceitos que esto implcitos os grandes

    equvocos dos diagnsticos das crianas, pois se faz necessrio compreend-los,

    saber suas caractersticas para focar o olhar e desenvolver estratgias que

    contribuiro para o desencadeamento do processo da aprendizagem.

    Segundo Ciasca e Ribeiro (1996), pode-se definir a dificuldade

    escolar (DE) como mais ampla, abrangendo todo tipo de problema que possa

    aparecer durante o processo de aprendizagem, decorrendo de fatores que vo

    desde causas endgenas (nutricionais, metablicas, peditricas) e exgenas, at

    problemas diretamente ligados ao ensino, como a falta de adaptao da criana ao

    mtodo de ensino oferecido a ela. O distrbio de aprendizagem (DA), define-se de

  • 16

    forma mais restrita, pois envolve uma disfuno, geralmente de ordem neurolgica,

    relacionada a todo o processamento da informao ou a uma parte dele.

    Os alunos que apresentam problemas para aprender, independente

    da ordem, acabam sendo aqueles que aumentam as estatsticas do fracasso

    escolar. Diversos autores (AQUINO, 1997; DORNELES apud ZANLORENZI, 2004;

    PERES, 1997; PERRENOUD apud ZANLORENZI, 2004) tm chamado a ateno

    para os fatores mltiplos que compem as razes do no-aprender. Por este

    motivo, indicam que no se deve mais sobrecarregar os no-aprendentes como

    nicos responsveis por seu fracasso.

    Dentre esses mltiplos fatores, podemos perceber que a autoestima

    das crianas em fase de aprendizagem escolar deve ser levada em considerao,

    pois pode influenciar, positiva ou negativamente, o seu desempenho escolar.

    Quando as crianas que apresentam alguma dificuldade so sujeitas a condies

    desfavorveis aquisio de uma elevada autoestima, acabam por justificar as

    culpas que lhe so imputadas.

    Segundo Carneiro, Martinelli e Sisto (2003), quando a criana entra

    na escola ela amplia suas relaes e traz consigo as experincias anteriores que

    possibilitaram a construo que tem sobre si. A escola tambm contribuir para a

    formao de sua autoestima, porque ela vai encontrar-se com outras crianas, com

    quem compartilhar uma boa parte de sua existncia, sofrer influncias

    considerveis, bem como de outros adultos que no fazem parte de sua famlia e de

    suas relaes. Cubero e Moreno (apud CARNEIRO; MARTINELLI; SISTO, 2003, p.

    429) afirmam que a criana, recebe as avaliaes de seus professores, colegas e

    pais sobre suas habilidades e sucessos acadmicos e, com base nelas, constri

    uma viso de si mesma como aluno.

    Para estes autores,

    [...] o xito ou fracasso escolar serve para conformar um determinado autoconceito acadmico, que por sua vez determina, em grande parte, as prprias possibilidades que o aluno se concede, os riscos que enfrenta e os resultados que obtm. Colocam que crianas com juzos positivos sobre suas capacidades, em relao s tarefas escolares, obtm resultados melhores do que aquelas cujos julgamentos sobre suas prprias habilidades so duvidosos ou negativos. Por sua vez, so os resultados, positivos ou negativos, que iro contribuir para conformar seu autoconceito acadmico (CUBERO; MORENO apud CARNEIRO; MARTINELLI; SISTO, 2003, p. 429)

  • 17

    Ainda segundo Carneiro, Martinelli e Sisto (2003), quando se

    compara crianas com autoestima elevada com crianas com autoestima rebaixada,

    as primeiras obtm melhores desempenhos na escola, conseguem atribuir a si seus

    sucessos e fracassos, conquistam mais amigos, tm melhor relacionamento com

    seus pais, competem mais.

    Em relao s experincias negativas, Cabanach e Valle Arias

    (1998):

    [...] afirmam que experincias negativas, quando se repetem freqentemente por um longo perodo, diminuem o autoconceito escolar das crianas, suas expectativas de auto-eficcia, sua motivao e seu esforo, gerando esses sentimentos nas reas sociais, provocando um retraimento, um comportamento desadaptativo e inadequado (apud CARNEIRO; MARTINELLI; SISTO, 2003, p. 429).

    As crianas com dificuldades de aprendizagem que esto com

    problemas emocionais apresentam, concomitantemente, na opinio de Fonseca

    (1995), sinais de regresses, oposies, narcisismos e negativismos, e isto produz

    baixa autoestima. Alm disso, caractersticas como impulsividade, falta de controle,

    de avaliao crtica, de discernimento, de percepo social, de cooperao, de

    aceitao e prudncia, tambm so encontradas. De forma geral, pode-se dizer que

    instabilidade emocional e dependncia, tenso nervosa, dificuldade em manter a

    ateno, inquietude e desobedincia, reaes comportamentais bruscas e

    desconcertantes, falta de controle sobre si mesmo, dificuldade de ajustamento

    realidade, problemas de comunicao e autoconceito e autoestima baixos, com

    reduzida tolerncia frustrao, acabam por ser os problemas emocionais mais

    contundentes em relao a esse grupo de crianas (CRUZ, 1999 apud

    BARTHOLOMEU; SISTO; RUEDA, 2006).

    Roeser e Eccles (2000 apud STEVANATO et al., 2003) defendem

    que as dificuldades geram problemas comportamentais e emocionais que

    desencadeiam problemas acadmicos, que, por sua vez, refletem nos sentimentos e

    comportamentos das crianas. Segundo os autores,

    [] as crianas que apresentam pobre desempenho escolar e atribuem isso incompetncia pessoal apresentam sentimentos de vergonha, dvidas sobre si mesmas, baixa estima e distanciamento das demandas da aprendizagem, caracterizando problemas emocionais e comportamentos internalizados. Aquelas que atribuem

  • 18

    os problemas acadmicos influncia externa de pessoas hostis experimentam sentimentos de raiva, distanciamento das demandas acadmicas, expressando hostilidade em relao aos outros. Relatam ainda que os sentimentos de frustrao, inferioridade, raiva e agressividade diante do fracasso escolar podem resultar tambm em problemas comportamentais (ROESER; ECCLES, 2000 apud STEVANATO et al., 2003, p. 68).

    Autores como Hay, Ashman e Kraayenoord, (1988), Chapman,

    Turner e Prochnow (2000), Roeser e Eccles (2000) declaram que muito importante

    o estudo dessas autopercepes no processo de aprendizagem, pois vem das

    crenas das prprias crianas em suas capacidades e habilidades seus

    comportamentos e motivao diante da tarefa escolar. Para isso, se fazem

    necessrias intervenes que promovam a elevao da autoestima como

    possibilidade de aumentar os resultados e experincias positivas no desempenho

    acadmico (apud STEVANATO et al., 2003, p. 69).

    Leung, Marsh e Craven (2005), Monteiro (2003) e outros autores

    tambm concordam que para que as crianas obtenham sucesso acadmico

    necessrio que seu autoconceito seja positivo (apud MONTEIRO, 2012). Monteiro

    (2012) defende a implementao de programas tutoriais para promover o

    autoconceito. Essa autora implementou um programa tutorial em leitura que levasse

    promoo do autoconceito e autoestima das crianas que nele participassem,

    baseado em estudos de literatura que fez defendendo a possibilidade de

    desenvolver nas crianas sentimentos de autoconfiana e, inclusive, a sua utilizao

    em sala de aula para promover valores de autoconceito e autoestima mais positivos.

    De acordo com a autora, alunos que experimentaram no seu trajeto escolar o

    sentimento de fracasso, ficando com a imagem de mau aluno, podem conseguir,

    numa relao tutorial, superar esse sentimento, pois percebem a mudana em

    relao a si, conquistando respeito e admirao dos colegas. Para Monteiro (2003),

    Rumbaugh e Brown(2000),

    Essa nova forma do aluno se ver tem influncia decisiva na orientao da sua capacidade relacional socio-afetiva mas, ao mesmo tempo, ajuda a desenvolver as suas competncias de aprendizagem de nvel estritamente acadmico e resulta, na maior parte das vezes, numa elevao do seu autoconceito geral (apud MONTEIRO, 2012, p. 148).

    O prximo captulo apresentar a metodologia utilizada neste

    estudo.

  • 19

    CAPTULO 2 METODOLOGIA

    2.1 PARTICIPANTES

    Os participantes desta pesquisa foram 75 alunos do 3 ao 5 ano do

    ensino fundamental de uma escola municipal da periferia de Londrina, que atende

    aos moradores de sete bairros, funciona em perodo integral e oferece, do 1 ao 5

    ano do ensino fundamental de 9 anos, uma sala de recursos e oficinas pedaggicas.

    Dentre esses alunos, 37 frequentavam salas compostas por estudantes com

    problemas de aprendizagem e 38 eram estudantes considerados como alunos sem

    problemas de aprendizagem. O critrio para a composio dessas salas o parecer

    dos professores sobre o desempenho acadmico de cada um.

    A escola localiza-se em uma regio formada principalmente por

    assentamentos e bairros de moradores de baixa renda. A populao dos bairros

    cresceu muito desde a inaugurao da escola, em 1996. A comunidade, de baixo

    nvel socioeconmico, constituda quase que exclusivamente de trabalhadores

    braais e operrios assalariados. A escola apresenta altas taxas de evaso e

    repetncia, sendo que a evaso tem diminudo devido aos programas sociais como

    Bolsa Escola, embora no atinja a todos os que dela necessitam.

    Os parmetros definidos pela escola para a organizao das turmas

    esto de acordo com a regulamentao do Sistema Municipal de Ensino. So 30

    crianas no 1, 2 e 3 anos e 35 no 4 e no 5 anos, salas heterogneas, buscando

    o equilbrio entre a quantidade de meninas e meninos. Por se tratar de uma regio

    onde existe uma demanda maior do que a quantidade de vagas e a escola no

    comportar todos os estudantes no perodo da manh, optou-se por formar trs

    turmas de primeiros anos tarde. Neste perodo so atendidos os alunos que ficam

    na escola em tempo integral, com a realizao de oficinas variadas.

    2.2 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS

    O instrumento utilizado para a coleta de dados neste estudo foi a

    verso adaptada por Hutz (2000) e revisada por Hutz e Zanon (2011) da Escala de

    Autoestima desenvolvida por Rosenberg (1979) (Anexo A). A verso de Hutz (2000)

    e revisada em 2011 (HUTZ; ZANON, 2011) apresentou resultados que indicavam a

  • 20

    unidimensionalidade do instrumento e caractersticas psicomtricas equivalentes s

    encontradas por Rosenberg (1979), que foi conceitualizada pelo autor como um

    instrumento unidimensional capaz de classificar o nvel de autoestima em baixo,

    mdio e alto. (SBICIGO; BANDEIRA; DELLAGLIO, 2010).

    Segundo esses autores, esta classificao infere que:

    A baixa autoestima se expressa pelo sentimento de incompetncia, inadequao e incapacidade de enfrentar os desafios; a mdia caracterizada pela oscilao do indivduo entre o sentimento de aprovao e rejeio de si; e a alta consiste no autojulgamento de valor, confiana e competncia [...] (SBICIGO; BANDEIRA; DELLAGLIO, 2010, p. 395-396).

    Trata-se de uma medida unidimensional constituda por dez

    afirmaes relacionadas a um conjunto de sentimentos de autoestima e

    autoaceitao que avalia a autoestima global. Os itens so respondidos em uma

    escala tipo Likert de quatro pontos, variando entre concordo totalmente, concordo,

    discordo e discordo totalmente.

    Embora haja controvrsias sobre o conceito de autoestima, no que

    diz respeito ao carter da dimensionalidade da autoestima, uma vez que alguns

    autores (COOPERSMITH, 1989; HARTER, 1999 apud SBICIGO; BANDEIRA;

    DELLAGLIO, 2010) defendem o seu carter multidimensional. Os autores da EAR -

    Escala de Autoestima de Rosemberg, consideram que a escala tem apresentado

    bons ndices de consistncia interna. Em pesquisas internacionais, realizadas com

    amostras de adolescentes e adultos, essa consistncia tem sido apontada (ALUJA

    et al., 2007; DONNELLAN et al., 2005 apud SBICIGO; BANDEIRA; DELLAGLIO,

    2010). Em relao s pesquisas nacionais,

    [] o construto autoestima tem sido pouco investigado, especialmente em estudos realizados com amostras com grande nmero de participantes, o que dificulta o conhecimento deste aspecto em nossa populao [...]. Dentre as pesquisas nacionais encontradas, algumas apontam relaes entre autoestima e gnero na adolescncia, indicando escores ligeiramente superiores em jovens do sexo masculino [...]. Com relao estrutura fatorial da EAR, os estudos realizados no Brasil tm refletido as divergncias encontradas na literatura, j que existem evidncias corroborando tanto a unidimensionalidade da escala [...], quanto a existncia de uma estrutura bifatorial [...] (SBICIGO; BANDEIRA; DELLAGLIO, 2010, p. 396).

  • 21

    2.3 PROCEDIMENTO DE COLETA DE DADOS

    Antes da realizao da pesquisa na escola, foi solicitada e

    concedida a autorizao da Secretaria de Educao do Municpio de Londrina por

    meio de um pr-projeto. Posteriormente, foi solicitada a autorizao da direo da

    escola, que tambm se disps a colaborar. Por ltimo, foi solicitada a autorizao

    dos pais ou responsveis para a participao do(a) estudante. No Termo de

    Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (Apndice A), explicitou-se o carter

    voluntrio da participao, deixando-se claro que o TCLE deveria ser devolvido

    devidamente preenchido e assinado, e que s participariam da pesquisa mediante a

    devoluo dos mesmos.

    Os estudantes cujos pais ou responsveis autorizaram a

    participao responderam escala em uma sala de aula separada daquela onde

    estudam normalmente, porm,em horrio regular das aulas. A pesquisadora esteve

    presente intermediando a leitura das questes.O tempo para responder o

    instrumento foi relativamente curto, aproximadamente 10 minutos. Com algumas

    crianas foram necessrias algumas explicaes mais especficas, para que

    houvesse compreenso das questes.

    3. 4 PROCEDIMENTO PARA ANLISE DOS DADOS

    A escala composta por cinco questes positivas (1, 2, 4, 6 e 7) e

    cinco negativas (3, 5, 8, 9 e 10), sendo que na contagem dos pontos as questes

    negativas ficaram com seus valores invertidos. Cada participante da pesquisa gerou

    uma pontuao bruta, que significa a soma dos valores atribudos a cada item. Essa

    pontuao pode variar de 10 a 40 pontos e indica que, quanto maior o escore obtido

    na escala, maior o nvel de autoestima do indivduo.

  • 22

    CAPTULO 3

    RESULTADOS E DISCUSSO

    Os resultados obtidos esto descritos na tabela 1, que indica o

    nmero de participantes por pontuao na escala.

    Tabela 1 - Nmero de participantes por pontuao obtida na Escala de Autoestima.

    PARTICIPANTES (n) PONTUAO NA ESCALA

    1 16

    11 17

    9 18

    16 19

    3 20

    3 22

    3 23

    5 24

    3 25

    4 26

    4 27

    3 28

    1 29

    2 31

    2 32

    1 33

    2 34

    2 35

    Fonte: Autora.

    De acordo com a tabela 1, pode-se observar que as pontuaes 16,

    29 e 33 foram atingidas por um estudante (1,33%) cada uma. Dois participantes (n=

    2,66%) pontuaram 31, 32, 34 e 35, e trs (n= 4%) somaram 20, 22, 23, 25 e 28

    pontos na escala. As pontuaes 26 e 27 foram obtidas por quatro participantes (n=

    5,33%). Cinco participantes (n= 6,66%) atingiram 25 pontos. Verifica-se que o maior

    nmero de estudantes concentrou-se nas pontuaes 19 (n= 16, 21,33%); 17 (n=

    11, 14,66%); e 18 (n= 9, 12%). Se somados os participantes que obtiveram 17, 18 e

    19 pontos na escala, eles totalizam 36 de 75 estudantes, que representam 48% dos

    estudantes que participaram da pesquisa.

  • 23

    Se considerarmos a diviso dessas pontuaes em trs categorias,

    de 10 a 19 pontos; de 20 a 29 pontos; e de 30 a 40 pontos, encontramos a seguinte

    distribuio dos participantes:

    Tabela 2 - Distribuio dos participantes por intervalos de pontos

    PONTUAO NA ESCALA PARTICIPANTES (n)

    De 10 a 19 37

    De 20 a 29 29

    De 30 a 40 9

    Fonte: Autora.

    Esses dados indicam que grande parte dos participantes (49,33%,

    n=37) somaram pontuaes abaixo de 20, entre 16 e 19 pontos. Apontam tambm

    que poucos (12%, n=9) obtiveram mais que 30 pontos, sendo que a pontuao

    mxima foi 35, o que mostra que nenhum participante atingiu os 40 pontos. Vinte e

    nove estudantes (38,66%) pontuaram entre 20 e 29. Considerando que, quanto

    maior a pontuao na escala, maior a autoestima do aluno, e a classificao dessas

    categorias em trs nveis, autoestima baixa, mdia e alta, os resultados encontrados

    nesta pesquisa revelam que muitos alunos apresentam baixa autoestima.

    Interessante observar que esses alunos com menor pontuao na escala foram

    aqueles identificados por seus professores como portadores de problemas de

    aprendizagem.

    Pode-se constatar que as crianas com dificuldades de

    aprendizagem apresentaram uma autoestima mais negativa em relao s sem

    problemas de aprendizagem. Dados semelhantes foram encontrados nos estudos de

    Linhares et al. (1993), Marturano (1997), Hay, Aschaman e Kraayenoord (1998);

    Martini e Burochovitch (1999). Esses autores apontam para o impacto negativo do

    fracasso escolar sobre a autoestima das crianas com dificuldades de aprendizagem

    (apud MONTEIRO, 2012).

    Alguns autores apontam que vrios so os fatores que interferem na

    aprendizagem, sendo a autoestima um deles. Segundo Osti e Brenelli (2009), os

    trabalhos realizados por Visca (2002), Santos, Rhueda e Bartholomeu (2006),

    Macedo (1992), Martinelli e Sisto (2006) do condies de concluir que o

    desempenho escolar est relacionado a aspectos individuais, ambientais da sala de

  • 24

    aula, bem como o tipo de relacionamento desenvolvido entre professores,

    estudantes e colegas.

    Mantovanini (apud OSTI; BRENELLI, 2009) considera que o que

    mais diferencia os alunos com e sem problemas a questo da segurana e da

    autoestima. Esse autor afirma que crianas com dificuldades acabam desmotivadas

    a reivindicar mais explicaes, aceitando sua condio menos favorecida na

    aprendizagem, sem maiores argumentaes.

    Outro fator que aponta para a questo diz respeito s experincias

    escolares, com os acertos e erros. Com as afirmaes positivas e negativas de

    professores e colegas sobre o desempenho, os alunos vo internalizando que so

    capazes ou no. Dependendo da circunstncia, do sujeito e da maneira como essas

    opinies so colocadas, deixam marcas profundas que dificultam a reorganizao de

    sua trajetria.

    Acresce-se tambm a relao entre problemas de aprendizagem e

    baixa autoestima, sentimento de culpa pelos impulsos agressivos mal-elaborados,

    dificuldades na comunicao, dentre outros, sendo que estes problemas emocionais

    colaboram para os erros e baixo desempenho na aprendizagem da escrita

    (BARTHOLOMEU; SISTO; RUEDA, 2006). No presente estudo tambm se observou

    que as crianas com baixa autoestima apresentam problemas graves de leitura e

    escrita, segundo seus professores.

    Segundo Carneiro, Martinelli e Sisto (2003), a escola contribui para a

    formao da autoestima e desempenho positivo das crianas e atravs da

    interao com o outro que isso ocorrer de forma significativa. Considerando os

    dados encontrados nesta pesquisa, parece certo dizer que pode ser importante um

    maior investimento na qualidade das interaes estabelecidas com grande parte dos

    estudantes, uma vez que muitos deles no atingiram 20 pontos na escala.

    Ainda que no tenha sido utilizada, nesta pesquisa, nenhum tipo de

    entrevista alm da aplicao da escala, foi possvel observar, por meio dos relatos

    das crianas, que aquelas com dificuldades de aprendizagem verbalizaram uma

    autoestima mais negativa, relatavam sentimentos de inferioridade e de insatisfao

    consigo mesmas, mesmo antes de assinalarem as respostas relacionadas s

    questes negativas da escala. No que se refere s crianas com bom desempenho,

    por outro lado, o comportamento observado foi exatamente o contrrio, com

    verbalizaes positivas em relao a todas as questes.

  • 25

    CAPTULO 4

    CONSIDERAES FINAIS

    Ao refletir sobre o cotidiano de crianas que vivem histrias de

    fracasso, fica claro que este composto por uma multiplicidade de fatores. Nesse

    sentido, a questo da autoestima est vinculada a um contexto amplo, que precisa

    de mudanas essenciais. Enquanto as condies concretas na vida dessas crianas

    no forem alteradas, no se podem esperar grandes alteraes na conscincia e na

    forma dessas serem avaliadas. Na verdade, crianas e jovens que vivenciam

    situaes de no aprendizagem no contexto escolar precisam de condies de vida

    que permitam a formao de um pensamento mais organizado e melhor estruturado,

    em que significados e sentidos no sejam tomados de forma fragmentada. No h

    como falar em autoestima sem considerar a rede de relaes em que o sujeito se

    constitui.

    Como j mencionado nesta pesquisa, de acordo com Poli (2003), ao

    discutir sobre a autoestima se faz necessrio passar pela proposta de um projeto

    poltico pedaggico que permita promover princpios relacionados solidariedade e

    identidade de classe. Para termos condies de transformar a autoestima de um

    sujeito, precisamos necessariamente perpassar a trama social no qual ele est

    inserido. Sabemos que a escola um locus importante de humanizao, de

    construo da conscincia, em seus aspectos cognitivos, afetivos e ticos. E por

    isso, que falar em mudana de autoestima, falar em uma escola de qualidade, que

    forme cidados que almejam um futuro e possam planej-lo de uma forma possvel

    de ser alcanado. Pois, sabemos que a autoestima no produzida, fabricada ou

    mudada como algumas pedagogias anunciam, mas ela depende muito das

    condies de vida dos sujeitos e, nesse sentido, de uma escola de qualidade para

    permitir que sua trajetria acadmica possa ser de sucesso.

    inegvel que a constituio do sujeito, de sua conscincia, passa

    pela avaliao que ele faz de si mesmo. esta avaliao que vai influenci-lo na

    sua forma de agir, sentir e pensar o mundo e vice-versa. Temos aqui uma relao

    dialtica em que ao mesmo tempo em que, na interao com os outros, se avalia

    tambm se avaliado. Nesta dialtica h uma valorao e seu significado pode ser

    internalizado.

  • 26

    A construo de uma imagem positiva de si enquanto aluno no a

    nica forma de se avaliar, nem abrange todas as dimenses da imagem que se faz

    de si. Porm, segundo Martins (2004), a educao imprescindvel para o

    desenvolvimento humano. Ela no s constitui uma das condies por meio das

    quais o ser humano adquire seus atributos fundamentais ao longo do processo

    histrico-social, como possibilita o desenvolvimento das funes psicolgicas

    superiores, tipicamente humanas. Sendo assim, tudo indica que, na constituio do

    sujeito, esse um espao fundamental.

    Segundo Saviani (2004), existe uma relao dialtica entre

    educao e sociedade, ou seja, a educao determinada pelos condicionantes

    sociais, mas tem um papel fundamental de transformao da sociedade.

    justamente nessa contradio que temos a oportunidade de trabalharmos para a

    formao de sujeitos mais crticos, que se apropriam de seus determinantes para,

    desta forma, transform-los. Acreditamos que essa a mediao que a educao

    deve exercer: formar indivduos capazes de perceber o real e de superar a

    realidade.

    Pensar na construo desta escola mais justa e solidria refletir

    sobre os valores e afetos que fazem a diferena humana nas relaes escolares no

    dia-a-dia. Este estudo permitiu maior conhecimento sobre a influncia que a

    autoestima exerce no desempenho escolar dos educandos.

    Nessa perspectiva, verifiquei que autoestima e educao esto

    intrinsecamente ligadas aprendizagem. A autoestima influencia de maneira

    significativa a forma pela qual os alunos conduzem a soluo dos desafios da

    aprendizagem e resolvem seus conflitos. A organizao do pensamento prepondera

    o sentimento, e o sentir tambm configura a forma de pensar. Nesse sentido, a

    afetividade ligada alta autoestima refletida no desempenho dos educandos,

    perpassa o funcionamento psquico, assumindo papel organizativo nas aes e

    reaes dos sujeitos participantes desta pesquisa e de modo geral, podemos

    ampliar esta afirmativa para os estudantes envolvidos no processo de ensino-

    aprendizagem nas escolas.

    Apesar da conscincia e das habilidades, o aluno poder se

    lamentar sobre seu desenvolvimento se esse estiver visivelmente em desacordo

    com o de seus companheiros. E ao contrrio disso, sentir-se competente para lidar

    consigo mesmo e com o ambiente que o cerca, faz com que ele perceba que tem

  • 27

    algo para oferecer aos outros, por isso a autoestima elevada no pretenso: a

    tranquila aceitao da criana em ser quem .

    fundamental que os professores saibam que toda a criana tem o

    potencial de gostar de si mesma, e que aprende a ver a si mesma tal qual as

    pessoas importantes que a cercam a vem, pois, ela constri sua autoimagem a

    partir das palavras, da linguagem corporal, das atitudes e dos julgamentos dos

    outros.

    A promoo da autoestima um terreno em que se torna difcil

    propor sugestes j que as necessidades das crianas so diferentes. Porm,

    importante salientar que h a necessidade de que o professor acredite no potencial

    motivador que a autoestima estabelece com a aprendizagem, facilitando a trajetria

    acadmica de seus alunos.

    Nesse sentido, a escola deve ser um ambiente aberto ao debate da

    cidadania, da liberdade, da responsabilidade, da justia social, do respeito. Uma

    instituio que promova a aprendizagem e que seja capaz de aprender. O aluno

    deve apresentar um comportamento ativo e livre no processo de aprendizagem para

    desenvolver sua autonomia.

    As escolas devem tambm se preocupar com a formao do

    professor que hoje tem um perfil de mediador, de orientador no processo ensino-

    aprendizagem, buscando ou formando profissionais que incluam em sua viso

    educacional a dimenso emocional, com intuito de elevar a autoestima, como

    fundamental para o bom desempenho do aluno.

    Em suma, hoje pensamos que educar significa tambm preocupar-

    se com a construo e organizao da dimenso afetiva das pessoas, afinal a

    escola, para cumprir seu papel, deve ser um lugar de vida e, sobretudo, de sucesso

    e realizao pessoal para alunos e professores. A experincia entre professor e

    aluno promove o ser, reduz a angstia, facilita os acertos da vida, conduzindo-os a

    vencer desafios da autoestima e educao na conquista da aprendizagem

    significativa.

  • 28

    REFERNCIAS

    AQUINO, Julio Groppa (Org.). O mal-estar na escola contempornea: erro e fracasso em questo. In: ______. Erro e fracasso na escola: alternativas tericas e prticas. 5. ed. So Paulo: Summus, 1997. p. 91-110.

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  • 30

    APNDICES

  • 31

    APNDICE A

    TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 1 via

    AREA DE EDUCAO - CECA - UEL

    TTULO DA PESQUISA: A Autoestima das crianas com dificuldades de aprendizagem

    Eu,.................................................................................................................................. Responsvel Legal pelo(a) aluno(a).........................................................................., dou meu consentimento para meu filho(a) participar como voluntrio da pesquisa a ser realizada pelas Prof. Tnia Preto, que professora desta escola no perodo vespertino, e pela Prof. Dr. Andreza Schiavoni, da Universidade Estadual de Londrina. Assinando este Termo de Consentimento estou ciente de que: 1 - O objetivo da pesquisa compreender o sentimento das crianas quanto ao seu sucesso/fracasso na aprendizagem escolar no Ensino Fundamental. Isso importante porque contribui para auxiliar aos professores nas estratgias de ensino para promover o desenvolvimento dessas crianas na aprendizagem. 2- Durante o estudo ser aplicado um questionrio de avaliao da Autoestima. A aplicao ser realizada pela professora pesquisadora Tnia Preto e ter durao de aproximadamente uma hora; 3 - Obtive todas as informaes necessrias para poder decidir conscientemente sobre a participao de meu filho(a) na referida pesquisa;

    4 Meu filho(a) est livre para interromper sua participao a qualquer momento, a critrio dele ou ao meu critrio;

    5 Os nomes, sries, escola que o participante frequenta, sero mantidos em sigilo e os resultados gerais obtidos atravs da pesquisa sero utilizados apenas para alcanar os objetivos do trabalho, expostos acima, includa sua publicao na literatura cientfica especializada;

    6- Poderei entrar em contato com as responsveis pelo estudo, Prof. Tnia Preto e Prof. Dr. Andreza Schiavoni e, sempre que julgar necessrio pelo telefone 43 3371-4338.

    7 - Este Termo de Consentimento feito em duas vias, sendo que uma permanecer em meu poder e outra com o pesquisadora responsvel.

    Londrina, de de 2013. Assinatura do Voluntrio ou do Responsvel Legal: _________________________________ Nome da Pesquisadora Responsvel pelo estudo e assinatura: _________________________________ Tnia Preto

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    TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 2 via AREA DE EDUCAO - CECA - UEL

    Ttulo da Pesquisa: A Autoestima das crianas com dificuldades de aprendizagem Eu,.................................................................................................................................,Responsvel Legal pelo(a) aluno(a).........................................................................., dou meu consentimento para meu filho(a) participar como voluntrio da pesquisa a ser realizada pelas Prof. Tnia Preto, que professora desta escola no perodo vespertino, e pela Prof. Dr. Andreza Schiavoni, da Universidade Estadual de Londrina. Assinando este Termo de Consentimento estou ciente de que: 1 - O objetivo da pesquisa compreender o sentimento das crianas quanto ao seu sucesso/fracasso na aprendizagem escolar no Ensino Fundamental. Isso importante porque contribui para auxiliar aos professores nas estratgias de ensino para promover o desenvolvimento dessas crianas na aprendizagem. 2- Durante o estudo ser aplicado um questionrio de avaliao da Autoestima. A aplicao ser realizada pela professora pesquisadora Tnia Preto e ter durao de aproximadamente uma hora; 3 - Obtive todas as informaes necessrias para poder decidir conscientemente sobre a participao de meu filho(a) na referida pesquisa; 4 Meu filho(a) est livre para interromper sua participao a qualquer momento, a critrio dele ou ao meu critrio; 5 Os nomes, sries, escola que o participante frequenta, sero mantidos em sigilo e os resultados gerais obtidos atravs da pesquisa sero utilizados apenas para alcanar os objetivos do trabalho, expostos acima, includa sua publicao na literatura cientfica especializada; 6 - Poderei entrar em contato com as responsveis pelo estudo, Prof. Tnia Preto e Prof. Dr. Andreza Schiavoni e, sempre que julgar necessrio pelo telefone 43 3371-4338. 7 - Este Termo de Consentimento feito em duas vias, sendo que uma permanecer em meu poder e outra com o pesquisadora responsvel. Londrina, de de 2013. Assinatura do Voluntrio ou do Responsvel Legal: ............................................................................................................ Nome da Pesquisadora Responsvel pelo estudo e assinatura: __________________________________ Tnia Preto

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    ANEXOS

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    ANEXO A

    Escala de Autoestima de Rosemberg Leia cada frase com ateno e faa um crculo em torno da opo mais adequada: 1. Eu sinto que sou uma pessoa de valor, no mnimo, tanto quanto as outras pessoas. (1) Discordo Totalmente (2) Discordo (3) Concordo (4) Concordo Totalmente 2. Eu acho que eu tenho vrias boas qualidades. (1) Discordo Totalmente (2) Discordo (3) Concordo (4) Concordo Totalmente 3. Levando tudo em conta, eu penso que eu sou um fracasso. (1) Discordo Totalmente (2) Discordo (3) Concordo (4) Concordo Totalmente 4. Eu acho que sou capaz de fazer as coisas to bem quanto a maioria das pessoas. (1) Discordo Totalmente (2) Discordo (3) Concordo (4) Concordo Totalmente 5. Eu acho que eu no tenho muito do que me orgulhar. (1) Discordo Totalmente (2) Discordo (3) Concordo (4) Concordo Totalmente 6. Eu tenho uma atitude positiva com relao a mim mesmo. (1) Discordo Totalmente (2) Discordo (3) Concordo (4) Concordo Totalmente 7. No conjunto, eu estou satisfeito comigo. (1) Discordo Totalmente (2) Discordo (3) Concordo (4) Concordo Totalmente 8. Eu gostaria de poder ter mais respeito por mim mesmo. (1) Discordo Totalmente (2) Discordo (3) Concordo (4) Concordo Totalmente 9. s vezes eu me sinto intil. (1) Discordo Totalmente (2) Discordo (3) Concordo (4) Concordo Totalmente 10. s vezes eu acho que no presto para nada. (1) Discordo Totalmente (2) Discordo (3) Concordo (4) Concordo Totalmente Observao: Os itens 3, 5, 8, 9 e 10 devem ser invertidos para calcular a soma dos pontos.