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SLIDE-Paradigma Da Complexidade

Dec 23, 2016

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  • O Paradigma da Complexidade

  • Descreveremos aqui o paradigma da simplicidade e, por conseguinte, o mtodo de Descartes; as relaes ordem/desordem; a auto-organizao, autonomia; as diferenas entre complexidade e completude e entre razo, racionalidade e racionalizao. .

    Por fim, descreveremos as diretrizes metodolgicas elaboradas por Morin para uma abordagem da complexidade, resumidas em trs princpios ou macroconceitos: dialgico, recurso organizacional e hologrfico. Terminamos com a reflexo de Morin sobre a emergncia ou no desse paradigma.

  • A complexidade ausente do cotidiano.

    Foi compreendida e descrita no sculo XIX e XX nos romances de Dickens e Balzac, onde a vida cotidiana dos personagens eram apresentadas atravs de papis sociais, nas relaes domsticas, trabalho, interaes sociais, analisando a multiplicidade de identidades e personalidade.

  • Nunca aceitar como verdadeira nenhuma coisa que no se conhecesse evidentemente como tal, ou seja, duvidar sempre;Dividir cada uma das dificuldades em tantas parcelas quantas forem possveis".Concluir por ordem seus pensamentos, comeando pelos objetos mais simples e mais fceis de conhecer para, aos poucos, ascender, como que por meio de degraus, aos mais complexos;Fazer sempre enumeraes to completas, e revises to gerais, que estivesse seguro de nada omitir.

  • O PARADIGMA DA SIMPLICIDADE

    O Paradigma da simplicidade adotada pela Cincia quer separar o que esta ligado - disjuno - e unifica o que est disperso - reduo.Segundo Morin, neste paradigma a cincia v o Uno e o Mltiplo, mas no v que o Uno pode ser Mltiplo.

  • Exemplo:O homem um ser biolgico e ao mesmo tempo um ser cultural, meta biolgico. O paradigma da simplificao separa as duas realidades reduzindo a mais complexa menos complexa .

    Cada cincia estuda o homem em partes, esquecendo que um o outro, simultaneamente.

  • ORDEM E DESORDEM NO UNIVERSONo sculo XX, os cientistas se deparam diante de um paradoxo referente ao universo, onde percebia-se a entropia geral, ou seja, desordem maximal e por outro lado o universo em desenvolvimento, organizado e complexo. Ento, chegou-se ao entendimento, atravs da Fsica, que a ordem e a desordem cooperam na organizao do universo.

  • A origem do universo, na viso dos astrofsicos, surgiu de uma exploso, o BIG-BANG.

  • Ento a idia de que o universo comeou fruto de uma desintegrao e que a partir da se organizou.

    A agitao e o encontro com o acaso so necessrios para organizao do universo.

    A complexidade de relao ordem-desordem-organizao surge quando se verifica, empiricamente, que fenmenos desordenadas so necessrios em certos casos e condies para produo de fenmenos organizados que vo contribuir para o aumento da ordem.

  • AUTO-ORGANIZAONa viso tradicional da cincia tudo determinismo, no existe sujeito, conscincia, nem autonomia

    Porm numa perspectiva onde concebemos um universo que se cria no apenas no acaso e na desordem mas nos processo auto-organizadores, onde cada sistema cria as suas prprias determinaes e as suas prprias finalidades, o sujeito apresenta-se como um ser autnomo, mesmo sendo dependente em alguns aspectos.

  • AUTONOMIAPara discorrermos sobre a autonomia precisaremos entender sua complexidade pois ela depende de uma leitura das condies culturais e sociais.

    A autonomia estabelece-se na relao de dependncia de estarmos vinculados a uma cultura, a uma linguagem, uma sociedade e aos nossos genes, uma vez que somos produto de um programa gentico.

  • Quantos de ns frequentemente temos a impresso de sermos livres, sem realmente sermos.

    Mas, ao menos capazes de ter liberdade, examinar hipteses de condutas, de fazer escolhas, tomar decises.

  • COMPLEXIDADE E COMPLETUDEO que complexo apresenta aspectos do mundo emprico,que est na incerteza,na incapacidade de estar seguro de tudo e formular leis, de conceber uma ordem absolutaEm contrapartida, apresenta, tambm, algo de lgico, da incapacidade de evitar as contradies.

  • Numa viso clssica, quando nos deparamos com uma contradio num raciocnio, sinal que erramos ento necessrio retomar o percurso do raciocnio, para corrigirmos o erro.

    Contudo, na viso complexa a contradio no vista como um erro e sim como o ...atingir de uma camada profunda da realidade que, justamente porque profunda, no pode ser traduzida para nossa lgica

  • Convm colocarmos que a Complexidade diferente de Completude, uma vez que no sentido de complexidade est implcito o sentido de solidariedade e o sentido do carter multidimensional de qualquer realidade, que nos conduz a idia de que a viso unidimensional, viso especializada pobre.

    E o fato da necessidade de estar ligado a outras dimenses, leva-nos a identificar a complexidade com a completude.

  • Contudo, a conscincia da complexidade faz-nos compreender que no poderemos nunca escapar incerteza e que no poderemos nunca ter um saber total. A totalidade a no verdade.

    O autor enfatiza, tambm, a necessidade de no confundirmos a complexidade com complicao, uma vez que esta um dos aspectos da complexidade

  • RAZO, RACIONALIDADE, RACIONALIZAORAZO - corresponde a uma vontade de ter uma viso coerente dos fenmenos, das coisas e do universo. Apresenta um carter incontestavelmente lgico.RACIONALIDADE - compreende o dilogo incessante entre o nosso esprito, que cria estruturas lgicas e as aplica sobre o mundo atravs do dilogo com o mundo real.

  • RACIONALIZAO - consiste em pretender encerrar a realidade num sistema coerente, e quando algo contradiz este sistema coerente, ignorado, posto de lado por se tratar de iluso ou aparncia.

  • QUANTOS ROSTOS VOC PERCEBE?QUANTAS PESSOAS VOC V NA IMAGEM?

  • MACROCONCEITOSPara ajudar a pensar a complexidade do real o autor discorre sobre a necessidade de utilizarmos os macro conceitos, no intuito de no definirmos as coisas importantes por fronteiras, pois fronteiras so sempre vagas.

  • TRS PRINCPIOSPRINCPIO DILOGICO oportuniza manter a dualidade no seio da unidade, associando dois termos ao mesmo tempo complementares e antagnicos.

    RECURSO ORGANIZACIONAL - num processo recursivo os produtos e os efeitos so ao mesmo tempo causa e produtores daquilo que os produziu.

  • PRINCPIO HOLOGRAMTICO - neste princpio no apenas a parte est no todo, como o todo est no parte. Para exemplificar temos o mundo sociolgico e o biolgico

  • O TODO EST NA PARTE QUE EST NO TODOA relao antropossocial complexa, porque o todo est na parte que est no todo.Desde o nosso nascimento estamos impregnados do carter social, coletivo, mesmo dentro de nossa individualidade.O cientista social, enquanto indivduo integrante desta sociedade, tende a ter uma idia deformada sendo necessrio confrontar seu ponto de vista com outros indivduos, conhecer sociedades diferentes.

  • PARA A COMPLEXIDADEA partir do paradigma formulado por Descartes, a civilizao ocidental vivenciou o princpio da disjuno e da reduo. Separou-se a Cincia da Filosofia, separou a cultura que se entende por humanista, a literatura, as artes, a poesia da cultura cientfica.

    O paradigma da simplificao ainda domina nossa cultura atualmente, mas em sua prpria dinmica, est passando por questionamentos.

  • O paradigma da complexidade surgir do conjunto de novas concepes, de novas vises, de novas descobertas, novas reflexes.