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SEGURANÇA NO TRÂNSITO - ead.bauru.sp.gov.bread.bauru.sp.gov.br/efront/www/content/lessons/81/Cartilha_seguran... · A direção defensiva consiste em um conjunto de técnicas e

Feb 14, 2019

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SEGURANA NO TRNSITO

APRESENTAO

Esta cartilha uma iniciativa da Promotoria de Justia do Parano em parceria com a Diretoria de Educa-o de Trnsito - DETRAN-DF, a fim de orientar a populao para uma ao e direo defensiva no trnsito, para maior responsabilidade dos condutores e para a preveno de acidentes.

A iniciativa por um trnsito mais seguro , antes de tudo, uma iniciativa de todo e qualquer cidado, no dia a dia, junto de seus familiares, de quem precisa andar, correr, pedalar, dirigir pelas ruas. Um trnsito mais segu-ro depende de todos, sem exceo, no s da ao de cada um, mas da conscientizao de cada um, da necessi-dade de se evitar a todo custo o sofrimento das pessoas. Um dia acontece com um desconhecido, outro dia com um conhecido, no outro pode ser com voc. Aquela ideia isso nunca vai acontecer comigo to equivocada quanto a eu no tenho nada a ver com isso, porque todos vivenciamos o trnsito diariamente.

Conscientizar no trnsito tomar a deciso individual de pensar e agir dessa forma para ser autor de uma histria com menos violncia no trnsito.

rgos da Administrao Superior do MPDFT

Procuradoria-Geral de Justia do Distrito Federal e Territrios Procuradora de Justia Eunice Pereira Amorim Carvalhido

Vice-Procuradoria-Geral de Justia Procuradora de Justia Zenaide Souto Martins

Chefia de Gabinete Promotora de Justia Thas Freire da Costa Flores

Promotor de Justia Wagner de Castro Arajo

Diretoria-Geral Promotor de Justia Libanio Alves Rodrigues

Assessoria de Polticas Institucionais Promotora de Justia Ana Luiza Lobo Leo Osorio Promotor de Justia Dermeval Farias Gomes Filho

Texto e imagens: Depertamento de Trnsito do Distrito Federal DETRAN-DF

Programao visual e diagramao: Coordenadoria de Comunicao do MPDFT

2014 Ministrio Pblico do Distrito Federal e Territrios MPDFT permitida a reproduo parcial ou total desta obra, desde que

citada a fonte.

Tiragem: 2 edio - 2014 - 1000 exemplares

Julho/2014

Esta uma publicao da 2 Promotoria de Justia Criminal e dos Delitos de Trnsito do Parano.

Quadra 4, Grandes Areas, Lote 1, Parano-DF Telefone: (61) 3369-9224 Fax: (61) 3369-2999

Promotor titular da 2 Promotoria de Justia Criminal e dos Delitos de Trnsito do Parano

Promotor de Justia Delson Luiz Bastos Ferro

SUMRIO

CONCEITO DE DIREO DEFENSIVA 7

ELEMENTOS DA DIREO DEFENSIVA 8

ConheCimento 8

Ateno 8

Previso 9

DeCiso 10

hAbiliDADe 11

CONDIES ADVERSAS 13

ConDio ADversA De luz 13

ConDio ADversA De temPo 15

ConDio ADversA De viA 18

ConDio ADversA De trnsito 18

ConDio ADversA De veCulo 19

ConDio ADversA De CArgA 23

ConDio ADversA De PAssAgeiro 23

ConDio ADversA De ConDutor 24

COMO EVITAR ACIDENTES 29

ClAssifiCAo Dos ACiDentes 29

fAtores CAusADores De ACiDentes 29

mtoDo bsiCo De Preveno De ACiDentes 30

7Segurana no trnSito

DIREO DEFENSIVA

CONCEITO DE DIREO DEFENSIVA

A direo defensiva consiste em um conjunto de tcnicas e procedimentos cuja finalidade capacitar o condutor a dirigir com o mximo de eficincia e segurana, evitando acidentes e colises, mesmo em condies adversas ou diante de aes incorretas de outros condutores ou pedestres.

O condutor defensivo aquele que adota procedimentos preventivos no trnsito, sempre com cautela e civilidade, visando a sua segurana e a dos demais usurios da via.

O ato de dirigir apresenta riscos e pode gerar graves consequncias, tanto fsicas e psicolgicas como financeiras. Por isso, dirigir exige aperfeioamento e atualizao constantes para a melhoria do desempenho e dos resultados.

O condutor dirige um veculo que exige conhecimento e habilidade, passa por lugares diversos e comple-xos, nem sempre conhecidos, nos quais tambm circulam outros veculos, pessoas e animais. Por isso, tem muita responsabilidade sobre tudo o que faz ao volante. muito importante para o condutor conhecer as regras de trnsito, a tcnica de dirigir com segurana e saber como agir em situaes de risco.

Vamos ento conhecer um pouco os fatores que influenciam o desempenho do motorista na conduo de um veculo.

SITUAES DE RISCO 30

Cinto De segurAnA 31

Assentos PrPrios PArA CriAnAs 31

regulAgem Dos retrovisores 33

PosiCionAmento Do ConDutor 33

ConDuzinDo em situAo De risCo 34

VE CULOS DE DUAS E TRS RODAS 40

ProCeDimentos gerAis 41

AborDAgem teriCA DA ConDuo De motoCiCletAs Com PAssAgeiro e ou CArgA 41

equiPAmentos De segurAnA motoCiClistA 44

CUIDADOS COM OS DEMAIS USURIOS DA VIA 45

resPeito mtuo entre ConDutores 46

CONCLUSO 46

REFERNCIAS 47

8 9Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

Condies da via Quando estiver dirigindo voc no deve:

Falar ao celular ou enviar mensagens Assistir ao DVD Player Lanchar Fumar

Previso

Na direo defensiva a previso ocorre simultaneamente com a ateno. O trnsito propicia muitas even-tualidades, e o condutor defensivo deve estar preparado para evit-las antes mesmo que elas aconteam. Preven-do o perigo com antecedncia, haver mais tempo para reagir e obter resposta do veculo.

Na exata medida em que a ateno vai mapeando o terreno, o crebro tenta prever e antecipar possveis acontecimentos de modo a agir prontamente, se necessrio, para no ser tomado de surpresa. A previso pode ser exercida sobre um raio de ao prximo (imediata) ou distante (mediata).

Previso imediata exercida pelo condutor quando em movimento (trnsito). Exemplo: reduzir a veloci-dade do veculo prximo a escolas e hospitais.

Previso mediata exercida pelo condutor quando estiver fora de circulao. Exemplo: reviso do ve-culo e abastecimento.

ELEMENTOS DA DIREO DEFENSIVA

Para que um condutor possa praticar a conduo defensiva, ele precisa de certos elementos e conheci-mentos, no s da legislao de trnsito, mas tambm de comportamentos que devem ser praticados diariamen-te no uso do veculo. Para reduzir a possibilidade de envolvimento em acidentes de trnsito, deve adotar posturas defensivas ao conduzir seu veculo. Isso requer deste condutor, em cada situao enfrentada, fazer uso de um ou mais elementos da direo defensiva: conhecimento, ateno, previso, deciso e habilidade.

ConheCimento

O condutor defensivo deve obter o mximo de informaes sobre legislao de trnsito (infraes e pe-nalidades, normas gerais de circulao, sinalizao e outras), condies da via (tipo de pavimentao, trajetos, adversidades e outras), seu veculo (as manutenes e os equipamentos) e o comportamento das pessoas (em-briagados, crianas, motociclistas e idosos).

Conhecendo essas condies de riscos, o condutor consegue fazer um planejamento e estabelecer estra-tgias para se evitar os acidentes.

Ateno

Toda ateno pouca! O condutor defensivo deve estar alerta o tempo inteiro. Precisa observar tudo que possa trazer informao ou causar um acidente.

O trnsito muito dinmico, as coisas surgem e mudam rapidamente: a criana que se aproxima do bor-do da via, condies adversas, comportamento dos demais condutores e usurios da via etc. Se o condutor no estiver atento a essas situaes, no ter tempo suficiente para evitar um possvel acidente.

Entre os elementos da direo defensiva, a ateno o que mais est presente no Cdigo de Trnsito Brasileiro - CTB, como se verifica no art. 28 em que O condutor dever, a todo o momento, ter domnio de seu veculo, conduzindo-o com ateno e cuidados indispensveis a segurana no trnsito

Pontos em que o condutor defensivo deve ter ateno especial:

Retrovisores Outros veculos Pedestres Sinalizao Painel de instrumento

10 11Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

A seguir alguns exemplos prticos da aplicao da previso:

DeCiso

Ao conduzir um veculo, todo condutor precisa ser capaz de tomar uma deciso ao se deparar com um perigo imediato sua frente. Uma boa escolha implica o reconhecimento das alternativas que se apresentam em qualquer situao de trnsito.

A seguir so ilustrados alguns exemplos de situaes no trnsito em que o motorista obrigado a tomar algum tipo de deciso:

hAbiliDADe

O condutor defensivo precisa conhecer o seu veculo e ter habilidade para realizar qualquer manobra necessria nas diversas situaes de trnsito, como curvas, ultrapassagens, controle de velocidade, estacionar, correo de derrapagem etc. Esse requisito desenvolvido com o conhecimento e a prtica.

Algumas situaes que requerem habilidade:

Estouro de pneu: se for um dos dianteiros, o veculo puxar forte para o lado do pneu estourado: se-gure firme a direo, reduza a velocidade retirando o p do acelerador. Se for um pneu traseiro, o carro derrapar na direo do pneu que estourou: tente consertar a derrapagem segurando firme e esterando o volante para o mesmo lado do pneu estourado;

Curvas fechadas: diminua a velocidade antes de entrar na curva e no freie no meio dela. Faa a curva mantendo a marcha e acelerao;

Veculo vindo em sentido contrrio (contramo): reduza a velocidade, sinalize com farol alto, ligue a seta para a direita, aproxime-se o mximo possvel da margem direita da via e, se necessrio, saia da pista;

exemPlos De situAes De Previso ConDutA DefensivA

O motorista observa que o semforo est aceso no verde h algum tempo.

Prever ento que poder ter que parar nesse cruzamento.

Ao se aproximar da poca de chuva.

Prever que ter que usar no veculo os equipamentos de proteo para condio adversa de chuva, tais como: limpadores de pra-brisa, banda de rodagem dos pneus, desembaadores.

Ao passar por um ponto de nibus, observar vrios coletivos parados.

Prever que algum pedestre poder sair da frente do nibus.

Transitando em frente a reas escolares. Prever a possibilidade de encontrar jovens e crianas com atitudes negligentes para o fluxo de veculos.

Em vias rurais Prever a possibilidade de encontrar animais na pista.

Exemplos de Deciso Conduta Defensiva

O motorista est parado em uma linha de reteno e precisa decidir o momento de entrar na via preferencial.

Aguardar, pacientemente, o momento de entrar na preferencial sem oferecer riscos para si e para os outros.

O motorista observa frente uma barreira policial.

Diminuir a velocidade e observar com ateno a sinalizao do policial.

O motorista escuta a sirene de uma viatura policial.

Deixar livre a passagem pela esquerda, indo para a direita da via e parar, se necessrio.

Em condies de visibilidade limitada, um motorista segue um caminho em um trecho com aclives e declives.

No fazer a ultrapassagem, manter a distncia de segurana e aguardar o momento adequado para a ultrapassagem.

12 13Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

O que deve ser feito ao passar por uma rea alagada:

passar com marcha forte, de preferncia 1 ou 2 marchas, devagar, mas, com o carro acelerado (a acelerao do carro evita a entrada de gua pelo escapamento);

a altura limite para passar numa rea alagada a gua estar no mximo at a metade da roda; se o carro desligar/apagar no tente relig-lo. Esse procedimento pode danific-lo ainda mais. Aban-

done-o e pea ajuda para retir-lo;

cuidado com a passagem de outros veculos ao a seu lado, mesmo que em sentido contrrio. A agita-o da gua gera ondas que podero invadir o compartimento do moto do seu veculo.

Aquaplanagem (hidroplanagem)

um fenmeno que ocorre quando os pneus perdem o contato com a pista e o veculo comea a deslizar sobre a camada de gua. Pode acontecer com qualquer tipo de veculo e em qualquer tipo de pista, lembrando

que, dependendo das caractersticas do pavimento, os efeitos da aquaplanagem, especialmente em estradas lisas e planas, podero ser potencializados. A principal causa do fenmeno a alta velocidade aliada quanti-dade de gua na pista. Alm disso, pneus muito desgastados ou com calibragem inadequada comprometem a aderncia do veculo nesta situao.

Para diminuir a possibilidade de aquaplanar, tome as seguintes precaues:

verifique sempre o desgaste dos pneus; diminua a velocidade; nunca ande com o veculo desengrenado.

Caso ocorra a aquaplanagem:

alivie, de forma gradativa, o p do acelerador e no pise o freio; segure firme o volante e no faa movimentos bruscos; no realize troca de marcha.

Cientes dos elementos que compem uma direo defensiva, vamos identificar situaes que podem influenciar a conduo segura no trnsito e o que devemos fazer para superar possveis obstculos.

CONDIES ADVERSAS

Condies adversas so situaes desfavorveis para dirigir (situaes de perigo). Por isso, o que se cos-tuma chamar de condies adversas, a Associao Brasileira de Normas Tcnicas - ABNT chama de fatores ge-radores de acidentes, que podem ser de luz, tempo, via, trnsito, veculo, carga, passageiro e condutor, entre outras. Vejamos como cada condio interfere na forma de conduzir seu veculo, lembrando que nem sempre elas ocorrem isoladamente.

ConDio ADversA De luz

Quando dirigimos imprescindvel ver e ser visto. Por isso as condies de iluminao so importantes. A falta de luz ou intensidade da luz natural (sol) ou artificial (iluminao pblica e faris) podem afetar a capacidade do condutor de enxergar os elementos do trnsito ou de ser percebido por outras pessoas.

Principais situaes:

a) Quando anoitece (Penumbra) ,siga as seguintes recomendaes:

diminua a velocidade; fique atento; verifique os faris, lanternas e luzes de freio; evite usar culos com lentes escurecidas;

14 15Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

Observao: caso a pala de sol obstrua a viso ou no oferea a proteo esperada, faa a regulagem da al-tura do assento do banco (caso seja possvel).

e) Passando dentro de tneis:

Entrando ou saindo de tneis, necessrio dar um tem-po para as pupilas se adaptarem luz. Ao entrar, reduza a velo-cidade, ligue os faris do veculo e redobre a ateno; no faa ultrapassagens e, se for o caso, retire os culos escuros. Uma boa dica antes de entrar no tnel fechar um dos olhos e, ao ingressar, inverter. Se voc entrou com o olho direito fechado, abra-o e feche o esquerdo, por exemplo. Ao sair do tnel, fique com os olhos semicerrados. Para maior segurana, aumente a distncia do veculo da frente.

ConDio ADversA De temPo

So os fenmenos meteorolgicos como frio, calor, chuva, vento, granizo e neblina. Essas condies afe-tam a capacidade visual do condutor, dificultando visualizar outros veculos, a sinalizao horizontal e vertical, as margens da via etc.

no faa guerra de faris nas vias; siga a sinalizao das vias.

b) Quando um veculo vier em sua direo com faris altos (ofuscamento), tome as seguintes providn-cias:

diminua gradativamente a velocidade retirando o p do acelerador; pisque os faris para se comunicar com o motorista que vem em sentido contrrio; no olhe diretamente para os faris do outro veculo; dirija o foco da viso para a margem direita. A viso perifrica acompanha o caminho que est sendo

percorrido;

no revide a luz alta.

c) Quando o veculo de trs estiver com faris altos:

caso seu veculo no seja equipado com retrovisores fotocrmicos, regule-os de forma a evitar o ofuscamento;

facilite a ultrapassagem, reduzindo a velocidade suavemente (aliviando o p no acelerador). Quando for o caso, desloque-se para faixa mais direita.

d) Durante o dia quando da incidncia direta da luz solar:

proteja seus olhos baixando a pala de proteo interna do veculo (pala de sol) ou use culos prote-tores a fim de evitar o ofuscamento;

redobre a ateno; mantenha o para-brisa sempre limpo.

16 17Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

Principais situaes

a) Chuva

O incio do perodo chuvoso o mais perigoso. A gua mistura-se aos resduos (poeira, leo e combust-veis) acumulados na via, formando uma fina camada deslizante.

Com chuva necessrio uma distncia maior para parar o veculo (mais que o dobro que em pista seca), isso porque diminui a aderncia dos pneus.

Vejamos algumas recomendaes:

evite o embaamento da rea envidraada do veculo; reduza a velocidade; acenda a luz de posio (faroletes e lanternas); nunca acione o pisca-alerta quando em movimento; acione o limpador de para-brisa; aumente a distncia de seguimento evite fazer ultrapassagens.

b) NeblinaOcorre quando o vapor dgua submetido ao resfriamento, formando uma nvoa parecida com uma

nuvem. Nessas situaes preciso se adaptar nova realidade, tomando alguns cuidados:

reduza a velocidade; aumente a distncia de seguimento; use o farol baixo ou de neblina (se tiver); no use farol alto, pois ele reflete a luz nas partculas de gua,

o que reduz a visibilidade;

utilize como referncia, a sinalizao da via (faixas e olhos-de--gato - catadiptrico), as lanternas dos carros que vo a sua frente e os fa-ris dos carros em sentido oposto. Se no existir sinalizao, acompanhe a linha do acostamento;

evite fazer ultrapassagens; ligue o limpador de para-brisa. Sob neblina comum o acmu-

lo de gua sobre o vidro;

caso a neblina fique muito densa, pare e aguarde em um local seguro;

evite parar na via, mesmo que seja no acostamento. S faa isso se no tiver outra opo. Neste caso, ligue o pisca-alerta e sinalize com o tringulo de segurana, colocando-o a uma distncia de acordo com a velo-cidade da via;

Se no houver acostamento, no pare. Prossiga com ateno redobrada, utilizando apenas os faris baixos ou de neblina e em velocidade reduzida at um local onde possa parar com segurana.

Apesar de no ser considerada uma condio adversa de tempo, a fumaa produzida por queimadas nos terrenos margem da via ou emitidas por outros veculos provocam dificuldades de visibilidade semelhantes aos da neblina. Alm disso, a fuligem proveniente da queimada pode reduzir a aderncia do piso.

Nos casos de queimadas, redobre sua ateno, feche os vidros e reduza a velocidade. Ligue o farol baixo e, aps entrar no trecho com fumaa, no pare o veculo na via, uma vez que a falta de visibilidade impede os outros motoristas de v-lo e h ainda o risco de intoxicao.

c) Ventos Laterais

Ventos transversais via podem prejudicar a estabilidade dos veculos que trafegam em alta velocidade, pois quanto maior a velocidade, mais leve fica o veculo (deve-se verificar que no estamos falando de veculos superesportivos projetados para andar a altssimas velocidades), isso ocorre devido ao colcho de ar que se for-ma entre o assoalho e a pista Nessa situao, o condutor pode perder o controle do veculo. Tomem os seguintes cuidados:

segure firme o volante; reduza a velocidade; deixe os vidros abertos para diminuir a ao do vento (proteja os olhos); observar as rvores e capins balanando so bons indicadores da fora do vento.

Em situaes extremas, sendo necessrio parar, deixe a via e procu-re um local adequado onde voc possa se proteger, at que as condies melhorem, sempre sinalizando suas aes.

O embaamento dos vidros ocorre devido diferena entre as tem-peraturas externa e interna do veculo. Para melhorar a visibilidade, feche todos os vidros, ligue o ar-condicionado e acione o desembaador eltrico traseiro. Nos modelos sem esses equipamentos, recomenda-se abrir um pouco os vidros e deixar o ar circular pelo veculo. Se no resolver, pare num posto de combustvel e compre um lquido desembaante.

18 19Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

nibus e caminhes tambm provocam um deslocamento de ar quando esto em alta velocidade, afetando a estabilidade dos veculos de menor porte. Se for o seu caso, tome as seguintes providncias:

segure firme o volante; se estiver ultrapassando, acelere; se estiver sendo ultrapassado, reduza a velocidade e facilite.

Nas situaes apresentadas, o motociclista deve ter uma ateno especial, pois ele o que est em maior desvantagem e risco, uma vez que a motocicleta um veculo muito leve e vulnervel, estando mais propcio a sofrer as aes dos ventos.

ConDio ADversA De viA

Esta condio diz respeito a algumas caractersticas da via que podem representar perigos de acidentes de trnsito, como:

traado das curvas; elevaes, lombadas, sonorizadores e depresses; largura e nmero de faixas de rolamento; buracos e obstculos; vegetao s margens das vias; tipo de pavimentao; acostamento; vias com sujeira (barro, leo, chorume, etc.); ausncia de pavimentao; sinalizao insuficiente, equivocada ou sua falta.

A melhor defesa procurar obter o mximo de informao a respeito das condies da via, desta forma ser possvel montar um planejamento para passar com segurana nestas adversidades.

Previna-se e evite surpresas. Lembre-se de que as placas de sinalizao apresentam os limites mximos de velocidade, o que no significa que voc no possa andar em velocidade inferior, se necessrio.

ConDio ADversA De trnsito

Trata-se das condies relacionadas a fluidez e circulao nas vias em determinados momentos, situaes e locais. Nessas circunstncias, o condutor precisa avaliar constantemente a presena de outros usurios da via e

a interao entre eles, adequando seu comportamento para evitar conflitos.

Alguns exemplos:

congestionamento; veculos pesados; veculos lentos; veculos no motorizados; comportamento imprudente dos demais usurios da via; locais com aglomeraes (eventos comemorativos, manifestaes).

No incio da manh, no fim da tarde e durante os intervalos tradicionais para almoo, o trnsito tende a ficar mais congestionado, pois as pessoas se deslocam para o trabalho ou para casa. Nos centros urbanos, os pontos de maior concentrao de pedestres e carros estacionados em desacordo com a sinalizao e com a via tambm geram problemas ao trnsito.

Nestas ocasies recomendado:

no buzinar; essa atitude alm de no melhorar o fluxo, aumenta a poluio sonora; ser educado e dar passagem para outro veculo quando solicitado; isso evita conflitos; manter a distncia de seguimento entre o seu veculo e o que segue a sua frente; sair mais cedo, evitando preocupaes com atrasos; ter sempre caminhos alternativos; em caso de acidentes na via, no ficar refm do itinerrio que

costuma fazer.

acompanhar as notcias pelo rdio, assim poder se antecipar a possveis pontos de conteno.

ConDio ADversA De veCulo

Essa adversidade diz respeito verificao dos itens obrigatrios e falta de manuteno do veculo, ou seja, quando aquele no apresenta condies de segurana para circular nas vias pblicas. Por exemplo, freios e pneus gastos, limpadores de para-brisa ressecados, faris queimados e/ou desregulados, bateria descarregada, falta de cinto de segurana, mau funcionamento das luzes piloto etc. Todos os itens do automvel devem estar em perfeito funcionamento.

Alguns cuidados que o condutor/proprietrio do veculo deve ter:

I. Pneus

Os pneus possuem, entre outras, trs funes importantes: impulsionar, frear e manter a dirigibilidade do veculo. Verifique o seu estado de conservao (bolhas, cortes e deformaes, podem causar um estouro ou uma rpida perda de presso) e calibragem, pelo menos uma vez por semana. No se esquea de verificar o estepe.

20 21Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

Com relao calibragem, siga as recomendaes do fabricante observando a condio de carga (m-nima e mxima). Pneus murchos duram menos, prejudicam a estabilidade e aumenta o consumo de combust-vel; pneus muito cheios tambm duram menos e prejudicam a estabilidade, reduzem a aderncia e danificam a suspeno. Se a presso dos pneus no estiver de acordo com o recomendado pelo fabricante, ser necessrio ajust-la. Procure realizar a aferio com os pneus ainda frios. As tampinhas das vlvulas de ar no so simples enfeites, elas impedem vazamentos e a penetrao de impurezas.

O desgaste do centro da banda de rodagem causado por excesso de presso, j o desgaste das bordas indica que a presso est abaixo da recomendada.

A profundidade dos sulcos da banda de rodagem dos pneus deve ser de, pelo menos 1,6 mm. Para facili-tar essa verificao, os pneus trazem indicadores de desgastes um tringulo ou as letras TWI (Tread Wear Indi-cator) impressos na lateral. Quando o desgaste atingir essa marca, hora de troc-los, pois sero considerados carecas, imprprios para o uso. A funo dos sulcos permitir o escoamento de gua, resfriar e garantir uma melhor aderncia via.

Faa o rodzio dos pneus de acordo com a recomendao do fabricante, isso ajuda a compensar as dife-renas de desgaste da borracha, aumentando a vida til e melhorando a estabilidade do veculo. No use pneus de modelo ou dimenses diferentes das recomendadas pelo fabricante, isso pode reduzir a estabilidade e des-gastar outros componentes da suspenso.

recomendado fazer o balanceamento das rodas sempre que realizar o rodzio ou quando trocar os pneus. Rodas desbalanceadas provocam instabilidade, trepidao no volante e desgaste da suspenso e dos pneus.

Sentir o carro puxar para um dos lados, dificuldade em virar o volante ou desgaste irregular nos pneus so sintomas de desalinhamento de rodas e direo. Para sua segurana, faa o alinhamento.

Observao: Todas estas recomendaes tambm se aplicam ao pneu sobressalente (estepe), nos veculos em que ele exigido.

II. Suspenso (Amortecedores e Molas)

A finalidade da suspenso manter a estabilidade do veculo. Caso algum componente esteja desgasta-do, pode causar a perda de controle do veculo, especialmente em curvas e frenagens. Verifique periodicamente o estado de conservao e o funcionamento deles, usando como base o manual do fabricante.

III. Direo

A direo um dos mais importantes componentes de segurana do veculo, um dos responsveis pela dirigibilidade. Folgas no sistema de direo desestabilizam o veculo, podendo levar o condutor a perder o seu controle. Ao utilizar os freios esses efeitos aumentam.

Verifique o sistema de direo de acordo com o manual do veculo ou quando perceber alguma alterao no seu funcionamento.

IV. Iluminao

O sistema de iluminao e sinalizao do veculo fundamental tanto para ver quanto para ser visto pelos outros usurios da via. A falta de iluminao ou a sinalizao incorreta aumentam consideravelmente os riscos de acidentes nas vias.

Confira e evite as principais ocorrncias:

faris queimados, em mau estado de conservao (trincado, cheio de gua etc) ou desregulado redu-zem a visibilidade panormica do condutor, que no consegue ver tudo que deveria;

lanternas de posio queimadas ou com defeito, noite ou em ambientes escurecidos (chuva, pe-numbra), comprometem o reconhecimento do seu veculo pelos demais usurios da via;

luz de freio queimada ou com mau funcionamento impede que outros condutores identifiquem de imediato a frenagem realizada, isso diminui o tempo de reao e pode ocasionar coliso traseira;

luzes indicadoras de direo queimadas ou com mau funcionamento dificultam a compreenso dos outros condutores com relao a manobra desejada;

Dessa forma necessrio que seja verificado periodicamente o estado e o funcionamento das luzes e lanternas.

V. Lubrificao do Motor

Troque o leo do motor e substitua o filtro de leo de acordo com o recomendado no manual do veculo. Registre as datas das trocas de leo e do filtro. Uma vez por semana verifique o nvel do leo do motor.

VI. Sistema de Arrefecimento (refrigerao do motor)

Confira semanalmente o nvel do lquido de arrefecimento do reservatrio ligado ao radiador e, caso seja necessrio completar, procure uma oficina. Verifique o manual do fabricante com relao troca e limpeza desse sistema, importante para o bom funcionamento do seu veculo.

22 23Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

VII. Filtros, correia dentada e mangueiras

O filtro de ar responsvel por evitar que as impurezas do ar entrem no motor.

O filtro de leo responsvel por reter partculas provenientes do atrito das engrenagens do motor.

O filtro de combustvel, outro item de grande importncia para o bom funcionamento do motor, impede que os resduos depositados no fundo do tanque de combustvel cheguem ao motor.

Todos devem ser trocados de acordo com o indicado no manual do proprietrio.

A correia dentada estabelece uma ligao fixa entre o virabrequim e o comando de vlvulas, mantendo sincronizados esses dois elementos. Em alguns carros, ela tambm aproveitada para movimentar as bombas de leo e gua. Nem todos os motores utilizam correias

dentadas. Alguns utilizam engrenagens ou correntes para o mesmo fim. A correia dentada pode estragar do mesmo modo que as outras, a diferena que, caso ela quebre, o motor para de funcionar e pode sofrer srios danos internos: empenamento de vlvulas e danos aos pistes so alguns dos problemas mais comuns causados pelo rompimento da correia dentada. Neste caso o conserto sai muito caro, no entanto, fcil evitar que isso ocorra, basta realizar a troca da correia dentada de acordo com o manual do proprietrio.

As mangueiras do combustvel e do radiador nunca devem estar ressecadas, trincadas ou folgadas, nem podem apresentar sinais de vazamento. Se notar algum desses problemas, troque a mangueira danificada ime-diatamente.

Caso no tenha segurana para examinar os itens citados, procure um mecnico de sua confiana para verific-los.

VIII. Freios

O perfeito estado de funcionamento do sistema de freio de extrema importncia para segurana do condutor e dos demais usurios da via. Esse sistema se desgasta com o uso, ficando com sua eficincia reduzida. Freios gastos exigem maiores distncias para frear com segurana, podendo causar acidentes.

Ao dirigir, evite utilizar freadas bruscas e desnecessrias, pois isto desgasta mais rapidamente os compo-nentes do sistema de freios. Basta ser defensivo, dirigindo com ateno, observando a sinalizao, a legislao e as condies do trnsito.

Em veculos com sistema de freio a tambor/lona, quando atravessam locais alagados ou com poas de gua, pode ocorrer a perda de eficincia dos freios. Dessa forma, observe as condies do trnsito no local, redu-za a velocidade e pise o pedal de freio algumas vezes para voltar normalidade. Lembre-se de que o freio a disco no altera seu funcionamento sob os efeitos da gua

IX. Limpeza

Alm das condies de higiene, manter o veculo limpo tambm importante para a segurana. Itens como para-brisa, retrovisores, faris, lanternas e placas devem estar limpos para no prejudicar a visibilidade e identificao do veculo.

Fique atento limpeza do motor, os veculos equipados com injeo eletrnica so mais sensveis gua durante as lavagens. gua sob presso pode infiltrar nos terminais e sensores do sistema de ignio e bloquear o contato eltrico, impedindo o motor de funcionar; por isso evite lavar o motor.

ConDio ADversA De CArgA

No transporte de cargas em geral, ou em qualquer situao que obrigue o condutor a dirigir transportan-do objetos (viagens ou mudanas, por exemplo), a carga transportada poder transformar-se em uma condio adversa, comprometendo a segurana.

Os motivos mais comuns so:

carga mal distribuda, mal embalada ou acondicionada inadequadamente; falha na imobilizao e amarrao dos volumes dentro do compartimento de cargas; desconhecimento do tipo de carga e das suas caractersticas; mau estado da carroceria ou do compartimento de carga.

Sempre que transportar cargas, o condutor deve observar os seguintes pontos:

volume e peso devem ser compatveis com a capacidade do veculo; no transportar passageiros nos compartimentos de carga ou vice-versa; certificar-se de que a carga est imobilizada e bem acondicionada.

ConDio ADversA De PAssAgeiro

preciso saber que, em algumas situaes, o comportamento dos passageiros pode afetar diretamente a segurana no trnsito. Nesses casos, os passageiros tornam-se condies adversas:

barulho, desordem ou brigas entre os ocupantes; passageiros machucados ou que passam mal durante a viagem; crianas pequenas desacompanhadas; excesso de passageiros; passageiros em estados psicolgicos alterados (irritados, nervosos, inseguros, alcoolizados, droga-

dos, etc.).

Os procedimentos nesses casos so os seguintes:

no permitir que as pessoas ou o comportamento delas desviem a sua ateno; quando transportar crianas, tomar todas as precaues e exigncias legais necessrias; o limite de passageiros de cada veculo deve ser respeitado.

24 25Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

Fadiga e SonoO condutor, ao iniciar a conduo do veculo, precisa estar

concentrado no trnsito. Como consequncia, dependendo do tempo que estiver frente da direo, isso poder causar cansao e sonolncia, diminuindo consideravelmente o nvel de ateno.

O condutor, por mais acostumado que esteja em dirigir, no uma mquina. Em situaes de cansao, sono ou fadiga, deve-se primar pela sua segurana e dos demais usurios da via, mesmo que isso implique gastar mais tempo para chegar ao des-tino pretendido.

Estudos recomendam que, para cada duas horas na con-duo do veculo, necessrio um descanso mnimo de quinze

minutos. No caso de motocicletas, o perodo de conduo no deve passar de uma hora, com descanso mnimo de dez minutos. Desse modo interessante que o condutor faa um planejamento dos principais pontos onde possa parar com segurana, de acordo com o percurso preestabelecido.

Condies de sade

O Cdigo de Trnsito Brasileiro prev nos artigos 147 e 150 que todo condutor necessita realizar exames de aptido fsica e mental, tanto para obter quanto para renovar a sua habilitao. Os exames so peridicos e podem variar de acordo com a idade e com a avaliao mdica. Ocorre, porm, que entre esses intervalos o condutor pode adquirir algum problema de sade temporrio ou permanente que comprometa sua condio fsica ou mental. Nesse caso, mesmo que a data dos exames no esteja vencida, o condutor, ao perceber alguma alterao em sua sade, deve imediatamente procurar um mdico e saber desse especialista se h alguma con-traindicao para dirigir.

Outro fator que merece ateno por parte do condutor diz respeito utilizao de medicamentos, princi-palmente tranquilizantes, estimulantes e antialrgicos. Alguns medicamentos podem aumentar a fadiga, a sono-lncia, comprometer os reflexos ou at causar um mal sbito, devendo ser avaliado pelo condutor suas condies antes de dirigir.

Portanto, o condutor defensivo deve sempre consultar um mdico especialista e ler a bula do medica-mento para saber os eventuais efeitos colaterais que possam influenciar na conduo do veculo.

Tenso

A tenso do motorista modifica a conduta no trnsito e sua postura durante a conduo. Sobre a postura, a tenso leva o motorista a curvar-se, sem perceber, para frente, contraindo os msculos do corpo, diminuindo a dirigibilidade do automvel e, por consequncia, aumentando os riscos na direo veicular. A postura inadequa-da provoca dores na cabea, no pescoo, nas costas e uma sensao de cansao generalizado.

Para aliviar a tenso, o condutor deve sempre, ao iniciar o trajeto, sentar corretamente, numa posio

ConDio ADversA De ConDutor

Alm de ser considerada a principal condio adversa, por ser a maior causadora de acidentes e estar diretamente relacionada s atitudes a serem tomadas frente s outras condies adversas, tambm a mais fcil de ser evitada, por se tratar do estado em que o condutor se encontra fsica e mentalmente no momento em que ir fazer uso do veculo no trnsito. Dessa forma, cabe ao condutor uma ateno especial a esses assuntos.

Estado fsico e mental do condutor

Entre os vrios usurios da via, o condutor , sem dvida, um dos principais elementos para a segurana no trnsito. Ele o responsvel pela constante interao dos veculos nas mais variadas vias. Dessa forma, seu comportamento pode tornar o trnsito perigoso. Por isso, to importante quanto anlise das vias e dos veculos, fundamental observar os fatores que possam influenciar as condies de quem dirige o veculo.

O Cdigo de Trnsito Brasileiro (CTB) diz que o condutor dever, a todo o momento, ter domnio do seu veculo, dirigindo com ateno e cuidados necessrios a segurana no trnsito. Isso quer dizer que o indivduo deve considerar o equilbrio fsico e psicolgico necessrio para satisfazer a exigncia da tarefa de dirigir e manter o controle do seu veculo.

Esse equilbrio diz respeito s modificaes nas condies fsicas e mentais.

Nas condies fsicas: alteraes de carter permanente ou transitrio no seu bem estar, ou na sua sade;

Nas condies mentais: alteraes psicolgicas do motorista.As modificaes nas condies fsicas e mentais mais comuns esto representadas no quadro:

Em todos os casos, o motorista defensivo jamais dever chegar perto da direo de um veculo.

Vejamos o que fazer em algumas situaes:

limitAes fsiCAs limitAes mentAis

FadigaPreocupao

Sono

Deficincia na viso e audioMedo

Efeito de bebida alcolica

Mal-estar fsico Ansiedade

Uso de medicamentoAgressividade

Uso de entorpecentes

26 27Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

confortvel, observando as distncias entre os ps e os pedais alm da distncia dos braos em relao ao volante. Ao dirigir, os membros, tanto superiores quanto os inferiores, no devem ficar totalmente estendidos e tampouco muito flexionados. Essa postura torna a direo mais con-fortvel e aumenta o domnio na direo veicular, logo, diminui os riscos durante o trajeto.

Caso seja necessrio, quando o condutor se deparar com uma sensao de extrema fadiga, o mais adequado a se fazer dar uma pausa na direo do veculo para promover um alongamento no corpo, em es-pecial nas pernas e nos braos; e descansar um pouco.

Um condutor defensivo prefere gastar um tempo maior na recomposio do bem-estar fsico e no des-canso a se arriscar tentando adiantar o percurso com a ateno e os reflexos comprometidos.

Ansiedade

Assim como na tenso, o motorista ansioso fica predisposto a irritar-se com mais facilidade e por qualquer motivo. No trnsito, a ansiedade faz do condutor um motorista impaciente, podendo gerar conflitos desnecess-rios como excesso de velocidade e discusses agressivas com outros usurios da via pblica, alm de fazer com que o condutor provoque manobras arriscadas com mais frequncia.

Posturas geradas pela ansiedade so extremamente arriscadas e causadoras de uma grande quantidade de acidentes e de violncia no trnsito. Infelizmente comum a mdia em geral divulgar fatos em que a ansieda-de de alguns motoristas foi responsvel por um acidente ou at mesmo por mortes ocasionadas pela discusso no trnsito.

O condutor defensivo no pode deixar a ansiedade estragar o passeio. O trnsito responsvel por uma srie de interaes entre as pessoas e comum que existam situaes de conflito, mas essas ocorrncias no podem tirar a serenidade do condutor a ponto de correr riscos desnecessrios na direo do veculo. Pare para apreciar a paisagem, descubra locais pitorescos e mantenha o bom humor, mesmo que surjam contratempos.

Estresse e Agressividade

Existem condutores que acreditam que seu veculo um smbolo de poder e status ou um instrumento de competio. Por trs do volante, muitas vezes se acham indestrut-veis e em condies de superioridade em relao aos demais usurios da via. Nesse momento que se evidencia a agressividade desse tipo de condutor, uma vez que o ser humano passa a reagir de forma irracional, levando por gua abaixo todos os princpios de civilidade e boas manei-ras e, por consequncia, princpios de direo defensiva. Agressividade no trnsito desencadeia uma srie de reaes, tornando os condutores estressados, mal-humorados e cada vez mais impacientes, em que s ve-

zes acabam se agredindo por motivos banais.

No ideal da direo defensiva, a melhor forma de diminuir as ocorrncias de estresse e de violncia no trnsito procurar evitar, ao mximo, discusses desnecessrias nas vias pblicas a ponto de no se envolver em problemas dos outros e aceitar que todos so passveis de cometer erros. Faz-se necessrio sempre ser tolerante e compreensivo ao entrar no veculo para iniciar a direo.

O condutor que se preocupa com a direo defensiva deve evitar que os seus problemas interfiram na sua conduo, tendo sempre em vista que o veculo um meio de transporte e serve para auxiliar nos deslocamentos e nas tarefas do dia a dia, e no um

instrumento capaz de transformar condutores em pessoas violentas.

Consequncias da ingesto e consumo de bebidas alcolicas e substncias psicoativas:

I - Abuso na ingesto de bebidas alcolicas

Segundo dados do Ministrio da Sade (2011), o lcool est relacionado a 21% dos acidentes de trnsito. Isso faz com que a combinao de ingesto de bebida alcolica e direo seja uma das maiores causas de acidentes de trnsito no Brasil, o que pode ser facilmente comprovado nos noticirios, em que boa parte dos acidentes fatais se d com a presena de um ou mais condutores embriagados.

Entre as principais consequncias da ingesto de bebida alcolica ao volante esto a diminuio do reflexo, o excesso de autoconfiana ao dirigir, a reduo do campo de viso do condu-tor, alterao na audio, modificao da fala, da coordenao e do equilbrio de quem dirige, alm de diminuir o senso crtico e a noo de distncia do motorista.

Esses no so os nicos problemas relacionados mistura lcool e direo. Alm dessas situaes fsicas e mentais, que geram um grande perigo no trnsito, em relao parte administrativa, dirigir alcoolizado uma das cinco infraes mais severas do Cdigo de Trnsito Brasileiro (CTB), prevista no artigo 165 e, dependendo da concentrao de lcool no sangue, torna-se crime, previsto no artigo 306, tambm do CTB.

Contudo, o principal problema de dirigir alcoolizado est ligado questo de segurana, ou seja, o fato de expor pessoas inocentes a riscos desnecessrios e danos irreparveis.

Portanto, o fato que bebida e direo simplesmente no combinam! O resultado dessa mistura quase sempre fatal. E o risco no s para quem bebe. No pegue carona em um veculo conduzido por um motorista alcoolizado. Voc passageiro pode ser vtima. E se voc for o condutor do veculo, no faa ingesto de bebida

28 29Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

alcolica. Seja prudente!

II - Uso de entorpecentes (drogas)

Alm do lcool, existem outras drogas que o condutor defensivo tambm deve ficar distante. Porm, no isso que se verifica nas vias nacionais. Infelizmente, as drogas esto presentes em todos os nveis da sociedade e o trnsito no fica fora.

As drogas so divididas basicamente em trs classes distintas: depressoras, estimulantes e perturbadoras. Todas alteram o funcionamento do sistema nervoso central, retardando, acelerando ou desgovernando. Difi-cultam a coordenao motora, mental e emocional. Os sintomas variam de acordo com vrios fatores: grau de pureza da droga, quantidade da substncia usada e indivduo, dentre outros.

Drogas Depressoras

So as drogas que baixam ou reduzem a atividade mental, diminuindo a disposio psicolgica geral, intelectual e a capacidade de vigilncia.

Drogas EstimuladorasAgem como estimulantes no sistema nervoso central, iniciando-se os efeitos por euforia, bem-estar, dis-

posio pronta, aumento de atividade e outros. Provocam tambm excitao, irritabilidade e insnia. Aps a fase estimulante, geralmente surge uma fase depressiva.

Drogas PerturbadorasEstas drogas causam alucinaes, alteraes ilusrias, isto , alteraes de ordem psicolgica do sistema

sensorial do ser humano. As pessoas veem imagens distorcidas criadas pela mente, imagens inexistentes no mundo real, alucinaes auditivas, perseguies e sensao de bichos andando sobre a pele.

Ingerir bebida alcolica ou usar drogas, alm de reduzir a concentrao, afeta a coordenao motora, altera o comportamento e diminui o desempenho, limitando a percepo de situaes de perigo e reduzindo a capacidade de ao e reao.

Agora voc j capaz de perceber quais so os fatores capazes de influenciar a segurana do trnsito e de entender qual a sua parcela de responsabilidade na construo de um trnsito livre de acidentes.

COMO EVITAR ACIDENTES

Segundo a Associao Brasileira de Normas Tcnicas ABNT (Norma 10697/89) acidente de trnsito Todo evento no premeditado de que resulte dano em veculo ou na sua carga e/ou leses em pessoas e/ou animais, em que pelo menos uma das partes est em movimento nas vias terrestres ou reas abertas ao pblico. Pode originar-se, terminar ou envolver veculo parcialmente na via pblica.

ClAssifiCAo Dos ACiDentes

Todo acidente de trnsito pode ser classificado em evitvel e inevitvel.

a) Acidente evitvel: aquele em que algum deixou de fazer algo que poderia ter feito para evit-lo. Exemplos: Acidentes causados por no se considerar a distncia de seguimento (segurana), causados pelo mau estado de conservao do veculo, por um buraco na via, por condutor alcoolizado ou que fez uso de substncia entorpecente.

b) Acidente inevitvel: aquele que acontece mesmo com todos os cuidados indispensveis para um trnsito seguro. Tem como causa os efeitos da natureza, do tipo fenmenos CATASTRFICOS. Muitas pessoas acham que por se prever tal acontecimento este tambm seria considerado evitvel, no entanto existe uma gran-de diferena entre prever e evitar que tal acontecimento ocorra. Prever no campo da suposio e evitar no campo da ao. Exemplos: Acidentes causados em funo de fenmenos da natureza (terremotos, maremotos, tsunamis, tempestades, furaces).

fAtores CAusADores De ACiDentes

Podem estar relacionados s falhas humanas e s falhas mecnicas dos veculos. O clima, as vias e o trn-sito tambm so responsveis para que ocorram acidentes de trnsito. Entre os fatores causadores de acidentes relacionados s falhas humanas, podemos destacar a negligncia, a imprudncia e a impercia.

a) Negligncia: a falta de cuidado, descaso ou desleixo do condutor, em situaes que ele deixa de fazer algo, apesar de capaz e em condies de faz-lo. Exemplo: conduzir veculo que apresente equipamento obriga-trio inoperante.

b) Imprudncia: no tomar o devido cuidado, o comportamento arriscado, de precipitao, no qual o condutor viola a legislao de trnsito e as normas de boa conduta, colocando a si e os demais usurios da via em risco. Exemplo: trafegar a uma velocidade de 100Km/h em uma via de 40Km/h, avanar o sinal vermelho, entre outras.

c) Impercia: a incapacidade, a falta de habilidade especfica na conduo de um veculo, levada pela

Classificao das drogas

Depressoras Estimuladoras Perturbadoras

Bebidas alcolicas Anfetaminas Maconha

Calmantes Anorexgenos Ecstasy Dietilamida do cido

Ansiolticos Cocana Lisrgico (LSD)

Opiceos (codena) Merla Crack Cogumelos

Barbitricos Cafena Mescalina

Inalantes NicotinaAyahuasca

Anticolinrgicos

30 31Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

inexperincia/falta de domnio em certas situaes no trnsito. Exemplo: no conseguir manter o veculo parado em um aclive (controle de embreagem), estando o trnsito congestionado.

importante entender que essas falhas, isoladas ou combinadas entre si, esto presentes na maioria dos acidentes de trnsito e, por isso, devem ser evitadas, de modo que pratiquemos atitudes que protejam a vida.

mtoDo bsiCo De Preveno De ACiDentes

To importante quanto conhecer as condies adversas e entender os fatores causadores de acidentes, aplic-los com intuito de evitar os acidentes de trnsito. Para isso, de suma importncia respeitar as leis de trnsito e fazer uso das normas de segurana, utilizando o mtodo bsico de preveno de acidentes.

Esse mtodo uma estratgia para evitar ou minimizar a gravidade dos acidentes. Vale ressaltar que as aes devem ser tomadas em um curto perodo de tempo e consistem em trs momentos distintos.

Ver, identificar o perigo: estar atento e se antecipar primordial para se evitar um acidente. Se o con-dutor no visualizar os acontecimentos no trnsito, no ter tempo hbil para tomar uma atitude.

Pensar, analisar o cenrio: verificar quais possveis alternativas para evitar o acidente. Na maioria das vezes, os acidentes resultam de um erro do motorista. O mesmo erro que produz um acidente leve pode causar um acidente fatal. A gravidade determinada por uma atitude errada ou mal pensada.

Agir, tomar uma atitude: uma vez detectado o perigo e qual atitude dever ser tomada, hora de agir. Tenha confiana e execute a ao desejada. Lembre-se de que esperar e ver no que d pode no ser uma boa ideia.

Grande parte dos acidentes ocorre porque os motoristas, mesmo percebendo o perigo, esperam que o outro envolvido na situao tome as providncias. Sendo assim, aja de forma consciente e decidida, demonstre qual atitude ir tomar.

SITUAES DE RISCO

O trnsito feito pelas pessoas e, como nas outras atividades humanas, ele nos impem cuidados espec-ficos para uma melhor convivncia social.

As atitudes necessrias para um convvio harmnico entre condutores e pedestres esto diretamente ligadas ao cumprimento e ao respeito legislao de trnsito, da qual derivam os direitos e deveres dos usurios desse sistema. Essas normatizaes tm um papel fundamental na segurana do trnsito, so elas que especi-ficam os equipamentos de segurana obrigatrios nos veculos, os componentes que devem ser utilizados em cada situao e as atitudes dos condutores.

fato que muitas atividades humanas envolvem riscos, em maior ou menor grau, seja em casa, no traba-lho ou no trnsito. No entanto, possvel reduzi-los com a adoo de atitudes e equipamentos corretos.

O condutor defensivo est sempre atento e procura utilizar, de acordo com a situao, os equipamentos

que o prprio Cdigo de Trnsito Brasileiro estipula como obrigatrios.

Cinto De segurAnA

Assim como o capacete destinado para um pedreiro, os culos para um sol-dador ou a luva para um mdico, o cinto de segurana um equipamento obrigatrio para os ocupantes de um veculo.

A funo do cinto de segurana evitar que a pessoa seja projetada contra as partes fixas do automvel ou mesmo para fora do veculo. Testes de coliso mostram que batidas a apenas 20 Km/h j podem ocasionar a morte de quem no o utiliza.

Por isso, os cintos de segurana devem ser utilizados por todos os ocupantes de um automvel, independente de seu uso ser obrigatrio por lei.

Para maior segurana, faa sempre uma inspeo dos cintos de segurana:

verifique se os cintos no tm cortes, para no se romperem numa emer-gncia;

confira se no existem dobras que impeam a perfeita elasticidade; teste o travamento para ver se est funcionando perfeitamente; verifique se os cintos dos bancos traseiros esto disponveis para serem utilizados por todos os ocu-

pantes.

Uso correto do cinto de segurana:

ajuste firmemente ao corpo, sem deixar folgas;

a faixa superior no dever ficar muito acima ou abaixo do ombro, tendo em vista que pode prejudi-car na conduo;

a faixa inferior dever ficar abaixo do abdome, sobretudo para as gestantes.

Assentos PrPrios PArA CriAnAs

As crianas devem utilizar o assento de acordo com a idade/peso/altura. Em 2008 o Conselho Nacional de Trnsito Contran estabeleceu o modo como as crianas devem ser transportadas (Vide Resoluo n 277/08 - Contran), passando a ser obrigatrio o uso dos equipamentos de segurana a partir de 1 de setembro de 2010. importante que os condutores entendam que, da mesma forma que o cinto de segurana, o assento prprio para criana um item de segurana muito eficaz, sendo imprescindvel seu uso independente da obrigatoriedade.

No basta a criana utilizar uma cadeira apropriada, esta deve ser certificada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia - Inmetro.

32 33Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

a) Beb conforto ou conversvel

As crianas com at um ano de idade devero utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de reteno denominado beb conforto ou conversvel.

Peso e Idade Desde o nascimento at 13 Kg, conforme recomendao do fabricante, ou at 1 ano de idade.

Posio Voltada para o vidro traseiro, com leve inclinao, conforme instrues do fabricante, sempre no banco de trs.

b) Cadeira de segurana

As crianas com idade superior a um ano e inferior ou igual a quatro anos devero utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de reteno denominado cadeirinha.

Peso e Idade De 9 a 18 Kg aproximadamente, de 1 a 4 anos de idade.

Posio Voltada para frente, na posio vertical, no banco de trs.

c) Assento de elevao

As crianas com idade superior a quatro anos e inferior ou igual a sete anos e meio devero utilizar o dispositivo de reteno denominado assento de elevao.

Peso e Idade - De 18 at 36 Kg aproximadamente, de 4 a 7 anos e meio de idade.

Posio - No banco traseiro com cinto de trs pontos.

(Vide Resoluo n 391/11 - Contran, quanto ao uso do BOOSTER).

d) Cinto de segurana de trs pontos

As crianas com idade superior a sete anos e meio e inferior ou igual a dez anos devero utilizar o cinto de segurana do veculo.

Peso e Idade - Acima de 36 Kg e no mnimo 1,45m de altura aproxima-damente 10 anos de idade

Posio At 10 anos de idade, no banco traseiro do carro, com cinto de trs pontos, preferencialmente.

Nos veculos dotados exclusivamente de banco dianteiro, o transporte de crianas com at dez anos de idade poder ser realizado neste banco, utilizando-se sempre o dispositivo de reteno adequado ao peso e altura da criana.

Excepcionalmente, as crianas com idade superior a quatro anos e inferior a sete anos e meio podero ser transportadas utilizando cinto de segurana de dois pontos sem o dispositivo denominado assento de elevao, nos bancos traseiros, quando o veculo for dotado originalmente destes cintos.

regulAgem Dos retrovisores

Saber ajustar corretamente os espelhos retrovisores - principalmente os la-terais - um bom comeo para evitar acidentes no trnsito, especialmente quando envolvem pedestres ou motocicletas.

No se esquea de verificar o posicionamento dos retrovisores sempre que entrar no veculo. Ao ajust-los, procure reduzir ao mximo os pontos cegos.

PosiCionAmento Do ConDutor

O posicionamento do condutor ao dirigir pode influenciar no seu des-gaste fsico e consequentemente cau-sar possveis problemas na conduo do veculo. Conhecimentos relativos postura, regulagens (assento, encosto e volante) tambm so de extrema im-portncia para o condutor defensivo. A figura abaixo ilustra a forma correta para se conduzir um veculo.

34 35Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

ConDuzinDo em situAo De risCo

Existem muitas situaes no trnsito que colocam os condutores em situaes de risco. A seguir algumas dessas circunstncias e as condutas adequadas a serem utilizadas pelo condutor, considerando-se o Mtodo B-sico de Preveno de Acidentes e a Direo Defensiva.

Ultrapassagens

Ultrapassagens mal feitas, aliadas a excesso de velocidade, ocasionam os acidentes mais graves e normal-mente com vtimas fatais. Imprudncia e falta de conhecimento/habilidade agravam ainda mais as consequn-cias.

Para ultrapassar com segurana so necessrios alguns cuidados:

ultrapasse somente em locais onde seja permitido, em plenas condies de segurana e visibilidade; ultrapasse somente pela esquerda, salvo se o condutor do veculo frente demonstrar inteno de

convergir esquerda;

antes de ultrapassar, evite ficar muito prximo do veculo frente, isso reduz a visibilidade; sinalize sua inteno; certifique-se de que h espao suficiente para executar a manobra; verifique a situao do trnsito pelos retrovisores, no esquea os pontos cegos; se outro condutor j estiver iniciando a ultrapassagem, facilite e aguarde sua vez; se todas as condies forem favorveis, realize a ultrapassagem; para retornar sua faixa de origem, confira pelo retrovisor da direita; no retorne at ter certeza que

concluiu a manobra e no se esquea de sinalizar;

jamais ultrapasse em curvas, tneis, viadutos, aclives, lombadas, cruzamentos e outros pontos que voc no veja e seja visto.

S faa uma ultrapassagem com absoluta certeza de que conseguir complet-la sem colocar em risco sua segurana e a dos demais usurios da via. Ao ser ultrapassado, no tente apostar corrida e facilite a manobra diminuindo sua velocidade at que o outro carro passe e atinja uma distncia segura.

Derrapagem

Qualquer um pode se assustar e perder o controle do veculo ao perceber que o mesmo derrapou repen-tinamente, seja por detritos jogados ao longo da via, por uma curva mal feita ou at por um pneu que esvazia ou estoura repentinamente. O que fazer nestas situaes? Primeiramente, mantenha a calma e considere as seguin-tes sugestes:

veculos com trao no eixo dianteiro costumam derrapar com a frente para fora da curva. Ao der-rapar, tire o p do acelerador e evite pisar no freio. Caso no esteja muito rpido, esta ao ser o suficiente para

retomar o controle do veculo. Respeite os limites de velocidade e ter mais chance nesses casos;

para recuperar a direo do veculo que saiu de traseira, alivie o p do acelerador e, sem frear, gire o volante para o mesmo lado que a traseira estiver indo. Se girar o volante para o lado contrrio, as chances de o carro capotar so grandes. E quando estiver recuperando o controle volte o volante posio desejada, aceleran-do gradativamente. Evite movimentos bruscos.

Com as novas tecnologias de fabricao de pneus, a ocorrncia de estouros tornou-se algo muito raro. Mesmo assim, no se deve desprezar uma boa manuteno dos pneumticos, examine-os em busca de bolhas ou rachaduras (geralmente causadas pelo impacto em buracos ou guias das caladas). Se mesmo assim ocorrer um incidente, proceda da seguinte forma:

no freie bruscamente; mantenha o veculo em linha reta (ele tender a virar para o lado do pneu afetado) e reduza a velo-

cidade;

quando tiver certeza de que tem domnio do veculo, sinalize para os outros motoristas e saia da via, para um local seguro;

no se esquea de sinalizar o local onde estiver parado.Ondulaes e buracos

Ondulaes, buracos, elevaes, inclinaes ou alteraes do tipo de piso podem desestabilizar o veculo e provocar a perda do controle. Passar por buracos, depresses ou lombadas, em alta velocidade, pode causar desequilbrio em seu veculo, danificar componentes ou ainda fa-zer voc perder a dirigibilidade. O condutor pode agravar o problema se usar incorretamente os freios ou se fizer um movimento brusco com a direo.

Ao perceber antecipadamente essas ocorrncias na via, reduza a velocidade com antecedncia. Evite frear durante a passagem pelas irre-gularidades, isso pode danificar ainda mais os componentes da suspeno e pneus, alm de aumentar o desequi-lbrio de todo o conjunto, podendo ocasionar um capotamento.

O melhor procedimento para uma direo segura em qualquer tipo de piso manter uma velocidade adequada s condies da via. Na medida do possvel, deve-se evitar dirigir noite, principalmente em rodovias em ms condies.

Cruzamentos e curvas

Em cruzamentos os acidentes podem ocorrer de vrias maneiras: nas manobras de convergir direita ou esquerda, inobservncia do semforo ou da preferncia de passagem no local, assim como na travessia de pedestres. Aguarde com calma e s realize a manobra nos locais e momentos permitidos e com segurana. Na maior parte desses acidentes, por fora do impacto, o condutor ou os ocupantes projetado para fora do veculo,

36 37Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

atravs do para-brisa ou portas do veculo. Mas isso dificilmente ocorre se eles usarem o cinto de segurana.

Em curvas preciso estar atento: velocidade, tipo de pavimento, ngulo da curva, condies do veculo e condutor podem determinar a sada do veculo de sua faixa de rolamento, fazendo com que venha a sair da via ou at chocar-se com outro veculo. Ao se aproximar de uma curva, procure reduzir a velocidade antes e no freie dentro da curva. Se frear na curva, o carro pode derrapar ou at capotar caso as rodas travem.

No faa a curva dando golpes bruscos ou soquinhos no volante, gire-o com suavidade at o ngulo desejado. Enquanto estiver contornando a curva, mantenha a acelerao, deixando para retomar a velocidade somente no final da curva, dessa forma mantem-se o controle e estabilidade do veculo.

Frenagem normal e de emergncia

Antes de iniciar a frenagem, deve ser verificado um ponto de extrema importncia, que da distncia de segurana ou de seguimento. Trata-se do espao que o condutor deve manter entre o seu veculo e o veculo da frente. bom saber que, do ponto que o condutor decide frear at o momento em que aciona o freio, decorre um tempo chamado de tempo de reao. A partir do acionamento dos freios, o veculo comea a desacelerar, percorrendo a distncia de frenagem.

O condutor defensivo deve conhecer os tipos de paradas do veculo, tempo e distncia necessrios para cada uma delas.

Distncia de seguimento/segurana: aquela que se deve manter entre o seu veculo e o que vai fren-te, de forma que voc possa parar, mesmo numa emergncia, sem colidir com a traseira do outro.

Distncia de reao: aquela que o veculo percorre, desde o momento que voc v a situao de pe-rigo, at o momento em que pisa o freio. Ou seja, desde o momento em que o condutor tira o p do acelerador at coloc-lo no freio.

Distncia de frenagem: aquela que o veculo percorre depois de voc pisar o freio at o momento da parada total. O veculo no para de imediato, lembre-se disso!

Distncia de parada: aquela que o veculo percorre desde o momento em que voc v o perigo e de-cide parar at a parada total do veculo, ficando a uma distncia segura do outro veculo, pedestre ou qualquer objeto na via.

Importante: a distncia de parada a soma da distncia de reao mais a distncia de frenagem.

Para saber se est a uma distncia de segurana dos outros veculos, preciso considerar fatores como: tempo (sol, chuva, neblina), velocidade, condies da via, pneus, o prprio veculo e sua capacidade de reagir diante do perigo. Com tantas variveis fica difcil determinar uma distncia mnima, dessa forma preciso expe-rincia e ter bastante ateno.

Existem tabelas e frmulas para se calcular essa distncia, principalmente nas rodovias, mas como elas variam muito e dependem, alm do tipo e peso do veculo, de outros fatores citados, o melhor manter-se o mais longe possvel (dentro do bom senso), para garantir a sua segurana.

Porm, para manter uma distncia segura entre os veculos nas rodovias, sem a utilizao de clculos,

frmulas ou tabelas, vamos lhe ensinar a usar o ponto de referncia fixo:

Observe a estrada e escolha um ponto fixo para referncia ( margem da rodovia) como uma rvore, pla-ca, poste, casa etc.

Quando o veculo que est frente passar por este ponto, comece a contar pausadamente: cinquenta e um, cinquenta e dois. (o que equivale mais ou menos a dois segundos).

Se o seu veculo passar pelo ponto de referncia antes que termine de contar, aumente a distncia. Se passar pelo ponto de referncia aps a contagem, significa que a distncia segura.

Esse procedimento ajuda a manter o condutor longe o suficiente dos outros veculos em trnsito, possibi-litando fazer manobras de emergncia ou paradas emergenciais, com o risco de coliso bastante reduzido.

Ateno! Essa contagem s vlida em condies normais de veculo, tempo e via. O condutor deve evi-tar frenagens com arrastamentos de pneus por que aumentam o espao de parada.

Colises

Infelizmente o condutor nem sempre consegue evitar o acidente, independente da situao enfrentada. Tipos de colises que podem ocorrer:

38 39Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

a) Coliso frontal

a pior das colises, pois, as velocidades dos veculos se somam. Considerando-se uma coliso frontal em uma via onde a velocidade regulamentada 80km/h, os ocupante dos veculos podem chegar a sofre uma fora resultante de um impacto a 160km/h. Esse tipo de coliso pode ocorrer em qualquer tipo de via, sendo mais comum em pistas de duplo sentido de circulao, principalmente, durante ultrapassagens, em curvas e onde a visibilidade ruim.

b) Coliso com o veculo da frente

aquela em que o condutor bate no veculo que est sua frente e diz: no foi possvel parar porque o veculo frente parou de repente. O condutor defensivo evitaria facilmente o acidente, utilizando-se correta-mente da distncia de segurana, que significa evitar dirigir muito prximo ao veculo da frente.

Deixar de guardar distncia de segurana lateral e frontal entre o seu veculo e os demais, bem como em relao ao bordo da pista, resulta em multa, sendo considerada infrao grave. Art. 192 - CTB.

c) Coliso com o veculo de trs

Tipo de coliso causado, principalmente, por motoristas que dirigem colados. Nem sempre se pode esca-par da coliso com o veculo de trs, principalmente numa parada emergencial. Tambm no adianta alegar que quem bate na traseira culpado. Independente de culpa, as consequncias so graves, como no caso de trauma na coluna cervical (efeito chicote) e podem at matar,

O condutor que vai frente deve facilitar a ultrapassagem de quem o segue a curta distncia, reduzindo a velocidade e/ou deslocando-se para faixa de rolamento mais a direita.

d) Coliso com objetos fixos

Ocasionado geralmente por descuido do prprio condutor, quando dirige cansado ou com sono, sob in-fluncia de lcool ou medicamentos, em excesso de velocidade, desrespeitando as leis e a sinalizao de trnsito.

Pode ser causada tambm a partir de uma fechada de um condutor desatento e at mesmo no momento que se tenta desviar de alguma irregularidade da via, apesar de, nestes casos, ser algo que foge ao seu domnio, mas, se estiver atento, poder ser possvel minimizar os danos.

e) Coliso com trens

Ocorrem, principalmente, por falta de ateno ou pressa do condutor. Tomando alguns cuidados, so facilmente evitveis. Respeite a sinalizao existente, se tiver, e esteja atento na hora de transpor a linha frrea (passagem de nvel). Lembre-se de que o trem no para da mesma forma que os veculos de passeio. Um trem percorre em mdia 1 (um) Km para conseguir parar. Sendo assim, nunca se esquea: Pare Olhe Escute.

f) Coliso com bicicletas

Muitos ciclistas desconhecem as leis de trnsito ou sentem receio em pedalar conforme as orientaes do CTB e acabam por gerar situaes de risco. Porm, para evitar que voc se envolva em um acidente, o melhor ficar atento, principalmente noite, e tomar precauo quando perceber um ciclista por perto.

Certifique-se de que o ciclista viu e entendeu sua sinalizao; mantenha distncia e cuidado ao efetuar manobras ou abrir a porta do veculo.

g) Coliso com motocicletas

Motocicletas e similares so partes integrantes do trnsito e seus condutores devem obedecer sempre sinalizao e as leis de trnsito, no entanto, isso nem sempre ocorre. A motocicleta um veculo como qualquer outro (caminho, carro, nibus), estando o motociclista sujeito a direitos e deveres da mesma forma que outro condutor.

Muitos condutores desse tipo de veculo costumam ter comportamentos que pem em risco sua segu-rana e a dos usurios da via. No importa de quem o erro, neste tipo de coliso o motociclista fica mais exposto e sujeito a sofrer leses.

Independente das atitudes dos motociclistas, os condutores dos demais veculos devem zelar por eles, at por que os veculos de porte maior devem prezar pela segurana dos menores.

h) Colises envolvendo vrios veculos

Estes acidentes, conhecidos como engavetamento, geralmente ocorrem em condies de pouca visibi-lidade, resduos acumulados, obstculos/irregularidades na via ou por imprudncia de alguns condutores e pe-destres. Diante dessas circunstncias, o condutor defensivo deve ter o cuidado de se conservar a uma distncia de segurana, manter a calma e sinalizar sempre com bastante antecedncia.

Atropelamento

a) Pedestres

Gozam do direito de livre circulao, porm devem estar atentos aos locais corretos para transitarem em segurana. Muitas vezes um comportamento imprevisvel geram acidentes e nessas situaes a melhor regra para o condutor ser cauteloso com o pedestre e dar-lhe sempre o direito de passagem, principalmente nos locais sinalizados (faixas de pedestres, rea de cruzamento, rea escolar).

Lembre-se de que o dano ocasionado ao pedestre sempre maior, ele no tem o veculo para proteg-lo. Em caso de acidente, no deixe de prestar socorro.

Importante! Prestar socorro providenciar todo atendimento possvel a vtima, isolar o local e entrar em contato com pessoas capacitadas na execuo do pronto atendimento. Evite remover a vtima do local, poder agravar as leses. Movimentar a vtima do local do acidente somente em situaes extremas, tais como incndio do veculo, queda de rede de energizada. Faa isso de forma rpida e segura.

b) Animais

Ocorrem com mais frequncia nas zonas rurais, pois os animais muitas vezes rompem as cercas e invadem a estrada. Lembre-se de que um animal dificilmente tomar a atitude correta ou

a que voc espera. Portanto, assim que perceber qualquer animal na via, reduza a marcha at que o tenha ultrapassado e evite usar a buzina, pois poder assust-lo e fazer com que se volte contra o seu veculo.

40 41Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

O farol alto nem sempre surte o efeito desejado, s vezes causa cegueira momentnea no animal e o im-pede de sair da via para que voc passe. Mantenha sempre a calma, analise a situao e procure tomar a melhor atitude.

Como nem sempre possvel evitar situaes de perigo no trnsito, algumas atitudes podem auxiliar o condutor na tomada de decises:

planeje o que fazer: no fique indeciso quanto ao percurso, entradas ou sadas que ir usar. Esque-matize antes o seu trajeto para no confundir os outros condutores com manobras bruscas; pesquise antes o percurso em mapas atualizados e as sinalizaes que ir encontrar, no seja surpreendido com vias em reformas ou em situaes precrias.

sinalize suas atitudes: informe atravs da sinalizao correta e antecipada o que voc pretende fazer; certifique-se de que todos viram sua sinalizao e a entenderam, dessa forma os outros condutores tero tempo para se planejar.

VE CULOS DE DUAS E TRS RODAS

Inicialmente os cuidados so os mesmos que se deve ter com os demais veculos, no entanto, pelas pr-prias caractersticas da motocicleta, o motociclista deve ficar atento a alguns detalhes na prtica da direo de-fensiva:

nunca dispute espaos com os carros e permita sempre a ultrapassagem; nas viagens longas o ideal usar motocicletas de no mnimo 250 cilindradas; nas rodovias melhor trafegar prximo faixa central, onde h menos perigo de a pista estar suja

de leo (veculos de duas rodas);

usar sempre os equipamentos de segurana, como capacete com viseira; evite trafegar entre os demais veculos quando estiverem em movimento; trafegue sempre com o farol aceso. Alm de ser obrigatrio auxilia na visibilidade por parte dos ou-

tros condutores;

conhea bem o equipamento que utiliza e faa sempre sua manuteno; veja e seja visto; no pegue carona/vcuo de outros veculos; indique com sinalizao adequada sua inteno de manobra; no mude constantemente de faixa de rolamento.

ProCeDimentos gerAis

O condutor de motocicletas deve conhecer as particularidades desse tipo de veculo.

a) Frenagem

Utilizar sempre os dois freios ao mesmo tempo, apesar de terem acionamentos distintos (mo direita freio dianteiro / p direito freio traseiro), devem ser utilizados em conjunto.

No momento da frenagem, o condutor deve verificar as condies adversas de tempo e de via e acionar progressivamente os freios, sempre evitando o travamento dos mesmos. Freios travados ampliam a distncia de parada alm de aumentar o risco de acidentes.

Para complementar, sempre use o freio motor, ele ajuda a manter a estabilidade da motocicleta.

b) Cruzamentos e converses

Ateno nas converses e cruzamentos. Nunca se esquea de sinalizar sua inteno e esteja sempre pre-parado para parar ou desviar em caso de emergncia. Por ser um veculo pequeno, os demais condutores podem no v-lo.

c) Curvas e obstculos

Muito cuidado quando for realizar uma curva, por mais fcil que possa parecer, durante essa manobra que ocorre boa parte dos acidentes envolvendo motocicletas. Fique atento s condies da via e do tempo, e lembre-se de fazer tudo (reduzir a marcha, frear, acelerar, ligar seta etc.) antes de iniciar a curva, pois, enquanto estiver contornando-a, sua nica preocupao deve ser manter a trajetria correta e acelerao constante. O motociclista tende a ir para onde fixa sua viso, portanto procure olhar para o ponto onde deseja passar. Isso tambm vale para os obstculos que possam aparecer a sua frente. Nesse caso procure olhar para o caminho seguro e no para o obstculo.

necessrio conhecer as leis de trnsito, dirigir em permanente estado de alerta, prevendo possveis atos irresponsveis de outros condutores, a fim de decidir a melhor alternativa e ter habilidade suficiente para evitar o acidente.

AborDAgem teriCA DA ConDuo De motoCiCletAs Com PAssAgeiro e ou CArgA

O motociclista deve estar atento para mWanter seu veculo em condies seguras, criar o hbito de fazer periodicamente a manuteno preventiva, ficar atento aos prazos e orientaes do manual do proprietrio e, sempre que necessrio, procurar profissionais habilitados. Esses cuidados ajudam a minimizar o risco de aciden-tes de trnsito alm de evitar quebras e reduzir custos com consertos da motocicleta.

Antes de iniciar a conduo da motocicleta o condutor precisa verificar a sua postura na conduo deste veculo, seguindo dicas simples possvel evitar fadiga, dores nas costas e membros e at possveis acidentes.

Ombros: Arqueados/curvados com naturalidade;

42 43Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

Olhos: Olhar sempre adiante evitando mant-lo fixo em um mesmo ponto; Cotovelos: Braos relaxados com os cotovelos flexionados; Mos: punhos abaixados em relao s mos centralizadas em relao manopla; Joelhos: Apertando, a todo o momento, o tanque de gasolina, ajuda a manter o equilbrio da moto-

cicleta;

Ps: paralelos ao solo, com salto encaixado nas pedaleiras. P direito prximo ao pedal de freio (sem aciona-lo desnecessariamente);

Quadril: junto ao tanque em posio que permita virar o guido sem esforo dos ombros.

O motociclista deve tambm lembrar-se de que nem sempre estar sozinho na motocicleta ou ainda poder estar carregando algum tipo de carga, para tanto, deve estar atento mudana de comportamento do veculo de acordo com a pessoa ou carga que esteja conduzindo. O condutor deve sempre explicar ao garupa os procedimentos de segurana a serem tomados, pois a responsabilidade dele.

Para andar na garupa de uma motocicleta necessrio ateno e sincronia com o condutor, isso muito importante para a segurana, pois um garupa desatento ou que no tenha um comportamento adequado pode causar um acidente levando ambos ao cho.

Como o condutor, o garupa deve utilizar roupas de tonalidades claras (de preferncia com dispositivos refletivos) e adequadas, como jaqueta, cala, botas e luvas, sem esquecer o capacete, que deve estar de acordo com a Resoluo n 203/06 do Contran.

Quando for subir ou descer da motocicleta, o garupa deve comunicar ao condutor e efetuar o movimento de modo a no desequilibr-lo e utilizar sempre o lado oposto ao escapamento (para evita queimaduras). Caso seja necessrio usar a pedaleira, a fora deve ser aplicada de cima para baixo e nunca lateralmente.

Nas freadas e arrancadas, o garupa deve segurar-se nas alas (e no no condutor), compensar o desequi-lbrio momentneo com leves inclinaes do corpo e pressionar os joelhos ao quadril do condutor. Nas motos com encosto, basta o garupa encostar-se ali e manter as mos apoiadas sobre os joelhos. Em motos esportivas, o garupa tambm tem a possibilidade de apoiar as mos no tanque de combustvel.

Nas curvas, o condutor deve passar segurana para o garupa e instrui-lo a no inclinar-se para o lado contrrio, pois desequilibra a moto e atrapalha o piloto. O ideal ficar relaxado e acompanhar a movimentao/inclinao do condutor. Garupas tensos tornam a conduo difcil e perigosa para ambos. Deve ainda evitar ao mximo fazer movimentos bruscos, dependendo da velocidade e do porte da motocicleta por que essas oscila-es podem ocasionar um acidente.

44 45Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

Com relao ao transporte de cargas em motocicletas, importante verificar as mudanas provocadas de acordo com o volume e peso da carga, sempre verificando a carga til que possa ser conduzida, seja na prpria

garupa ou em compartimento instalado no veculo.e

equiPAmentos De segurAnA motoCiClistA

Com o aumento do uso da motocicleta e crescente ndice de acidentes com este veculo, este tema vem sendo bastante discutido por especialistas, no entanto, apesar de ser to importante, muitos motociclistas ainda no demonstram a preocupao necessria com ele.

Existem diversas variveis em relao segurana que precisam ser identificadas pelo motociclista na conduo da motocicleta. Nesse veculo, em primeiro lugar, a preocupao deve ser com a segurana pessoal, incluindo o garupa.

O motociclista deve estar devidamente equipado, no mnimo com os equipamentos obrigatrios pela legislao de trnsito brasileira, observando suas necessidades e levando em considerao as caractersticas de cada modelo, como velocidade, posio do condutor, finalidade, dentre outras.

Equipamentos Principais:

capacete (de acordo com Resoluo n 203/06 do Contran); jaqueta (couro, cordura); cala (jeans, couro, cordura); botas (cano mdio/longo, impermevel); luvas (com protees). Equipamentos Complementares: joelheiras, caneleiras e cotoveleiras (material deslizante); protetor de coluna (de acordo com a altura); cinta abdominal (justa e confortvel); meias (impermevel).

A habilidade na conduo da motocicleta, aliada ao conhecimento do trnsito, deve ser somada aos valo-res da preveno e da conscincia social, base para um trnsito mais seguro.

CUIDADOS COM OS DEMAIS USURIOS DA VIA

O Cdigo de Trnsito Brasileiro em seu pargrafo 2 estabelece: O trnsito, em condies seguras, um direito de todos e dever dos rgos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trnsito, a estes cabendo, no mbito das respectivas competncias, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito.

O Cdigo se refere aos pedestres, carroas, motocicletas e bicicletas, caminhes, automveis e os animais. As estradas, ruas e avenidas foram abertas circulao de TODOS. Ao conduzir um veculo, tenha em mente que voc apenas um usurio daquele meio de transporte e est sujeito disciplina legal das vias pblicas. A maior regra para o bom relacionamento no trnsito o condutor se comportar como gostaria que os outros se com-portassem com ele. prefervel, muitas vezes, ceder a entrar em competio/disputa por uma preferncia, o que quase sempre resulta em situao de risco.

Dirigir um veculo na via pblica, principalmente os de grande porte e pesados, um risco que pode ser reduzido atravs da conscientizao com relao ao veculo e ao prprio ato de dirigir. No momento em que est na direo, o condutor pode fazer amigos ou inimigos, depende apenas das suas atitudes.

Dirigir com cuidado significa:

realizar cada viagem sem desrespeitar os demais usurios da via; sem abusos do veculo; sem faltar com a cortesia; sem cometer infraes de trnsito.

46 47Segurana no trnSitoSegurana no trnSito

Lembre-se: no trnsito as pessoas assumem diferentes papis, ora so motoristas, ora so pedestres, motociclistas, ciclistas, ora so passageiros. Portanto, assuma atitudes adequadas, conceda sempre o direito de passagem ao usurio em situao de desvantagem no trnsito. Zelar pela integridade dos usurios da via um dever de todos os condutores defensivos.

resPeito mtuo entre ConDutores

Ao observarmos a histria da humanidade, notamos que o ser humano um ser social e que algumas de suas necessidades s so satisfeitas quando compartilhadas com outras pessoas. o caso da necessidade de ser aceito pelo grupo e de se sentir parte dele.

Um dos meios sociais em que o homem est inserido o trnsito, local onde compartilhamos o espao com os demais atores do trnsito, mesmo sem conhec-los e sem escolher. Por isso, devemos utilizar esse espao de forma educada, segura e solidria. O condutor defensivo deve observar alguns conceitos, que tornam esse espao de convivncia mais agradvel:

dignidade da pessoa humana Princpio universal do qual derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais para o convvio social democrtico.

igualdade de direitos a possibilidade de exercer a cidadania plenamente por meio da igualdade, isto , a necessidade de considerar as diferenas das pessoas para garantir a igualdade, fundamentando a solida-riedade.

participao o princpio que fundamenta a mobilizao das pessoas para se organizarem em tor-no dos problemas do trnsito e suas consequncias para a sociedade.

corresponsabilidade pela vida social Valorizar comportamentos necessrios segurana no trnsito e efetivao do direito de mobilidade a todos os cidados. Tanto o Governo quanto a populao tm sua parce-la de contribuio para um trnsito melhor e mais seguro.

Utilizando-se desses conceitos, construiremos uma sociedade em que os valores e os princpios transfor-maro o trnsito em um espao mais humano, harmonioso, seguro e justo.

CONCLUSO

incontestvel que os acidentes de trnsito aumentaram, trazendo grandes prejuzos humanos e mate-riais. As estatsticas comprovam esse fato, que precisa urgentemente ser revertido. Para diminuir esses ndices, faz-se necessrio um conjunto integrado de aes de policiamento, engenharia de trnsito e fiscalizao, mas tambm de esforos na rea da educao e especialmente um empenho dos condutores e usurios da via pbli-ca.

Voc pode estar pensando que essa mudana no depende s de voc, mas inegvel que sua contribui-o, com atitudes adequadas, far muita diferena na mudana do atual cenrio.

Assim, no basta conhecer as condies adversas, os comportamentos da direo defensiva e ter cons-cincia do mtodo de preveno de acidentes, descritos nesse material. importante que voc esteja atento quando estiver no trnsito, que coloque em prtica os conhecimentos, dirigindo prudente e defensivamente, planejando as aes pessoais com antecedncia, pois dessa forma voc ir prevenir-se contra o mau comporta-mento de outros motoristas e as condies adversas que possam ocorrer.

Lembre-se de que dirigir defensivamente significa ter prudncia, pacincia e planejamento a fim de pro-teger no s voc, condutor, mas todos os passageiros que estejam com voc e os demais usurios da via.

REFERNCIAS

AZEREDO, Luiz Ernesto. Uso do cinto de segurana: comentrio do manual de direo defensiva do Denatran. 2008. Disponvel em: http://vias-seguras.com/comportamentos/direcao_defensiva_manual_denatran/uso_do_cinto_de_seguranca. Acesso em: 31 jul. 2013.

BRASIL. Ministrio das Cidades. Denatran. Direo defensiva: trnsito seguro um direito de todos. DENA-TRAN: [Braslia], 2005. Disponvel em: . Acesso em: 11 jul. 2013.

CONDU. Dicas de Direo Defensiva. Disponvel em: . Acesso em: 11 jul. 2013.

DETRAN/PR. Seo Trnsito Seguro. Disponvel em: . Acesso em: 31. jul. 2013.

LUCAS, Cristina Baddini. O que fazer quando o seu carro derrapa. 2009. Disponvel em: < . Acesso em: 31 jul. 2013.

SCHIMDT, Fabiane; ESPINDOLA, Carlos. lcool est relacionado a 21% dos acidentes no trnsito. 2013. Dispo-nvel em: . Acesso em: 30 jul. 2013.

SEGURADORA Lder. Brasil: um acidente a cada 30 segundos; duas indenizaes a cada minuto. 2013. Dispon-vel em: . Acesso em: 15 jul. 2013.

TUDO sobre segurana. Direo Defensiva: como evitar acidentes agindo proativamente. Portal tudo sobre segurana. Disponvel em: . Acesso em: 11 jul. 2013.

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RefernciasConclusoCUIDADOS COM OS DEMAIS USURIOS DA VIARespeito mtuo entre condutores

VE CULOS DE DUAS E TRS RODASProcedimentos GeraisAbordagem terica da conduo de motocicletas com passageiro e ou cargaEquipamentos de segurana motociclista

SITUAES DE RISCOCinto de seguranaAssentos prprios para crianasRegulagem dos retrovisoresPosicionamento do condutorConduzindo em situao de risco

COMO EVITAR ACIDENTESClassificao dos AcidentesFatores causadores de acidentesMtodo bsico de preveno de acidentes

CONDIES ADVERSASCondio Adversa de LuzCondio adversa de tempoCondio adversa de viaCondio adversa de trnsitoCondio adversa de veculoCondio adversa de cargaCondio adversa de passageiroCondio adversa de condutor

HabilidadeDecisoELEMENTOS DA DIREO DEFENSIVAConhecimentoAtenoPreviso

CONCEITO DE DIREO DEFENSIVA

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