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Roteiro Passe, Cidadão!

Mar 24, 2016

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Roteiro Pedagógico das Comemorações do Centenário da República - No âmbito de parceria com Cultideias/ Invisible Design / Fundação Mário Soares

  • ROTEIRO PEDAGGICOAPOIO INSTITUCIONAL

    APOIOS

    CONCEPO E PRODUO CO-PRODUO

    PASSE,PASSE,

  • FICHA TCNICA

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    Coordenao geral Cultideias

    Mapa das Ideias

    Contedos e superviso CientfiCa Mapa das Ideias

    proJeCto grfiCo

    Invisible Design

  • CelebrAr A rePblICAA Fundao Mrio Soares, a CultIdeias, a Mapa das Ideias e a Invisible Design, com o objectivo de evocar a Repblica e o Re-publicanismo, divulgando os seus ideais cvicos, as suas prin-cipais realizaes e os seus grandes protagonistas, promover a divulgao do conhecimento e aprofundar a investigao cientfica sobre a Histria da I Repblica e do republicanismo, e projectar para o futuro os ideais republicanos desgnios propostos pela Comisso Nacional para as Comemoraes do Centenrio da Repblica dinamizam um conjunto de activi-dades comemorativas, entre as quais se destaca a exposio Passe, Cidado!, concebida para os sete municpios envolvi-dos: Alcanena, Alcochete, Castelo Branco, Leiria, Oeiras, Ponte de Lima e Seia.

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    Vitor MarteloDirector da Cultideias e Coordenador Geral da Cultrede.

  • eXPOSIO PASSe, CIDADO!Mandou-me procurar? Passe, Cidado!. Esta foi a senha e contra-senha utilizada pelos revolucionrios no dia 5 de Ou-tubro de 1910. Um sculo depois da implantao da Repblica, tempo de recordar os factos e as circunstncias que a ela conduziram e os seus protagonistas. O republicanismo, antes de ser regime, constituiu um movi-mento cultural regenerador que almejava uma modernizao

    de todos os sectores da sociedade portuguesa. Hoje, percorri-dos 100 anos sobre o seu incio, pensar o presente e o futuro da Repblica constitui tambm um aliciante desafio.A exposio Passe, Cidado! pretende introduzir o visitante no contexto econmico, poltico, cultural e das mentalidades que se viveu durante a transio revolucionria da Monarquia para a Repblica, fornecendo informao que permita conhecer os principais factos e personalidades que marcam esta cronolo-gia. Celebrar a Repblica relembrar a sua histria, envolven-do a comunidade.Desta forma, para potenciar um maior envolvimento da comu-nidade escolar, esta exposio conta com um roteiro pedag-

    gico, destinado a docentes e alunos do 1., 2. e 3. Ciclos do E.B. e do Secundrio.Esta ferramenta educativa permite a preparao prvia dos temas que sero abordados durante a visita exposio, es-tabelecendo uma ligao com os visitantes, com os seus sis-temas de referncia, de forma a construir pontos de partida, partilhados e significativos, capazes de conferir sentido aos novos conhecimentos.

    Para alm de propostas de actividades transdisciplinares, que os docentes ou educadores podem realizar com os alunos em sala de aula e nas quais so explorados os temas propostos e relacionados fazendo uma correspondncia com os progra-mas curriculares dos respectivos nveis de ensino so ainda disponibilizados textos sobre os contedos da exposio, en-tre outros recursos pedaggicos, como cronologias, biogra-fias, fontes bibliogrficas ou websites de pesquisa.

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  • NDICeO NOVO SCULO

    A CRISE DA MONARQUIA REPUBLICANISMO. DA DEFINIO IDEOLGICA DEFINIO

    DAS VIAS PARA ALCANAR O PODER A DIFUSO DO IDERIO REPUBLICANO

    D. CARLOS O REGICDIO

    O NICO HERDEIRO DO TRONO O POVO! A MONARQUIA NOVA

    A DECISO PASSE, CIDADO!

    CUIDADOS COM PONTARIAS A VITRIA

    O GOVERNO PROVISRIO AS LEIS DA REPBLICA

    HERANA REPUBLICANA ACTIVIDADES PEDAGGICAS

    1. CICLO Pea a pea, descobre a Repblica!

    Uma bandeira nova? 2. CICLO

    Dicionrio republicano Se eu fosse

    3. CICLO A Repblica aqui ao lado

    Mquina do tempo SECUNDRIO

    (D)escrever a Repblica Eu voto!

    RECURSOS PEDAGGICOS CRONOLOGIA BIOGRAFIAS

    FONTES DE DOCUMENTAO PARA LER

    PARA PESQUISAR PARA VISITAR

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  • O inciO dO nOvO sculO inaugura uma srie de cOnquistas tecnOlgicas nO pas e nO mundO.

    O NOVO SCUlO

    Em 1895, chega a Portugal o primeiro automvel, um Panhard et Lavassor.

    Em 1900, Ea de Queirs morre em Paris, cidade que acolhe a Exposio Universal, feita de luz e de conquistas tecnolgi-cas, que vo tambm chegando ao nosso pas.

    Em 1901, comeam a circular em Lisboa os primeiros veculos elctricos de transporte de passageiros.

    Em 1902, entra em funcionamento uma nova central elctrica, a Central Tejo, que permitiu, entre outros benefcios, a intro-duo da electricidade na iluminao pblica.A Central Tejo funciona hoje como Museu.

    No mesmo ano, a inaugurao do elevador de Santa Justa, em Lisboa, foi motivo de muitas caricaturas e anedotas a sua modernidade contrastava com a origem rural da populao da cidade.

    Em 1904, oito anos aps a chegada do cinema a Portugal, abriu a primeira sala de projeco regular de filmes na Rua do Lo-reto em Lisboa.

    A Torre Eiffel ficou como um dos smbolos da inovao que marcou o incio do sculo XX.

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    Postal de abel salazar enViado de Paris

    exPosio UniVersal, eM Paris

    eleVador de santa JUsta, eM lisboa

  • a mOnarquia, rOda pelO descrditO, nO resiste crise ecOnmica, pOltica e sOcial que assOla O pas em finais dO sculO XiX.

    A CrISe DA MONArQUIA

    Em finais do sculo XIX, Portugal um pas perifrico e atrasado, profundamente dependente da sua relao comercial com a In-glaterra. As finanas pblicas encontram-se numa situao dif-cil, caracterizada pelo deficit oramental e uma galopante dvida externa.A crise econmico-financeira internacional de 1890 agravou muito a situao da economia portuguesa. A balana de pagamentos en-tra em ruptura e o Estado atinge a insolvncia financeira. A crise chega a obrigar celebrao de acordos de penhora das colnias, para pagamento da dvida externa.

    O sistema poltico do liberalismo monrquico era monopolizado por uma oligarquia, estando grande parte da populao arreda-da e alheada da poltica. O rei desempenhava neste sistema um importante papel, detendo a capacidade de nomear e destituir governos e de dissolver o Parlamento.O rotativismo, estabelecido no ltimo quartel do sculo XIX, fazia alternar na governao o Partido Regenerador e o Partido Progres-sista. Sempre que o partido do governo se esgotava politicamente o rei demitia-o, chamando um novo chefe a formar Governo.Assiste-se perda de credibilidade do Estado e crescente inca-pacidade de garantir a estabilidade num tempo em que os gover-nos se sucedem a um ritmo acelerado.

    A legitimidade deste sistema poltico e do regime que a suporta, a Monarquia, ser posta em causa pelas transformaes econmi-

    cas e sociais, que criam uma elite urbana ligada a novas activida-des e a profisses liberais. Surgem vozes contestatrias que no se sentem representadas politicamente.Aparecem novas ideologias fora do regime monrquico: assiste-se ao crescimento do republicanismo, do anarco-sindicalismo, do anarquismo e do socialismo. Em simultneo, surgem sindicatos, organizaes culturais e recreativas e associaes secretas vira-das para as classes baixas. Associadas a estas, novas formas de actividade poltica ganham corpo: comcios, manifestaes, des-files, greves e atentados.A 8 de Junho de 1880, celebra-se o tricentenrio da morte de Ca-mes. D. Lus e o ministro do reino, Jos Luciano de Castro, no participam nas comemoraes, facto que aproveitado pelos republicanos para promoverem publicamente a defesa da Rep-blica.

    O sentimento de humilhao e repdio gerado pelo Ultimatum britnico Coroa Portuguesa, em 1890, em que D. Carlos se v obrigado a aceder s exigncias inglesas que impediam a concre-tizao do mapa cor-de-rosa, desencadeou uma srie de aces patriticas e antimonrquicas levadas a cabo pelos republicanos.

    Esta onda de indignao culminaria na primeira tentativa de im-plantar a Repblica, a 31 de Janeiro de 1891, no Porto. Encabeada pela ala radical do republicanismo, esta revolta foi asfixiada pela Guarda Municipal, no tendo sequer o apoio directo dos dirigentes do partido.

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    GraVUra alUsiVa ProclaMao da rePblica no Porto, aqUando da reVolta rePUblicana de 31 de Janeiro de 1891.

  • rePUblICANISMO

    Inicialmente sem uma ideologia e programa poltico bem definidos, mas influenciado pelo positivismo, deixou-se igual-mente contaminar por outras tendncias polticas desde a sua gnese. Esta diversidade era visvel nas figuras que integram o partido, desde grandes proprietrios como Jos Relvas, a professores universitrios como Tefilo Braga e Duarte Leite.

    O Manifesto e Programa do Partido Republicano Portugus viria apenas a ser definido no Congresso de 1891, quinze anos aps a sua fundao, pouco tempo antes do fracassado golpe de 31 de Janeiro, no Porto. Elaborado por Tefilo Braga, nele se encontravam os princpios ideolgicos do partido, que se mantiveram at Proclamao da Repblica.

    Para alm da eleio do directrio, foi ainda debati da neste congresso a estratgia a adoptar no que diz respeito difu-so dos ideais republicanos, bem como as linhas de aco do partido: a via revolucio nria (que culminar na revolta de 31 de Janeiro), defendida pela ala mais radical, e a sustentada pela ala moderada, que era contra a revoluo imediata.

    A conquista do Poder atravs de eleies adivinhava-se im-possvel devido legislao eleitoral, feita medida dos inte-resses dos partidos monrquicos, mas tambm ao caciquismo que caracterizava os partidos do rotativismo, sobretudo no mundo rural deixando claro para alguns sectores do PRP que a ascenso ao poder s se daria ento pela via revolucionria.

    Entre as organizaes que se juntaram ao Partido Republicano para derrubar a Monarquia atravs da revoluo armada, desta-ca-se a Carbonria Portuguesa. Est

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