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UMA NOVA LEI DO INQUILINATO: VEJA O QUE MUDOU www.condominioetc.com.br OUT NOV DEZ 2011 ANO 14 TODO SÍNDICO LÊ! Assim como o corpo humano, prédios necessitam de avaliação periódica para manter a “saúde” em dia 51 QUAIS SãO OS PLANOS PARA O SEU CONDOMíNIO EM 2012? Edifício vivo
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Revista Condomínio

Mar 19, 2016

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Revista Condomínio etc
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  • Uma nova Lei do inqUiLinato: veja o qUe mUdoU

    www.condominioetc.com.br

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    DEZ

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    ANO 14

    Todo sndico l!

    Assim como o corpo humano,

    prdios necessitam de avaliao

    peridica para manter a sade em dia

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    Quais so os planos para o seu condomnio em 2012?

    Edifcio vivo

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    NEWTON MENDONAPresidente da CIPA

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    ENTREVISTA

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    diRetoRia

    presidente neWton mendona

    Vice-presidente mRio mendona

    diretora de condomnio, administrao e Finanas deBoRaH odena mendona

    diretora de locao, seguros e novos negcios

    maRia teReSa mendona diaS

    Uma publicao:

    2011 - 57 anos

    Rua Mxico, 41 - 2o andarCEP 20031-905Centro - Rio de JaneiroTel.: [21] 2196-5000Fax: [21] 2533-2449

    06 [cApA] Assim com o corpo humAno, prdios necessitAm de AvAliAo peridicA pArA mAnter A sAde em diA

    Cuidar da sade, ao longo da vida, pode assegurar uma velhice mais tranquila. Mas no basta solucionar os problemas apenas no momento em que eles aparecem, fundamental zelar pelo bem-estar mesmo quando no h sinal aparente de doena. isto vale tambm para o seu condomnio! leia o texto e entenda mais sobre o assunto.

    Neste final de 2011, temos acompa-nhado uma espcie de limpeza poltica do atual governo. Ministros e outros cargos importantes vm sendo substitudos gra-as velha conhecida corrupo. Parece que nossa presidente no est disposta a aceitar certos exageros.

    Temos certeza de que realmente a hora de fazer essa limpeza, que acontece logo no primeiro ano do governo dilma e mostra que ela est disposta a trabalhar seriamente e a se dedicar totalmente ao contnuo desenvolvimento do Brasil.

    e 2012 pode ser um bom momento para livrar o pas dos perigos da inflao, da falta de atitude poltica quanto sade e quanto educao. hora de diminuir os gastos p-blicos e as barreiras para o desenvolvimento social, econmico e estrutural do pas.

    uma nova crise econmica ronda o mundo e faz algumas vtimas. hora de todos fazermos o dever de casa e sermos sustentveis. e podemos agir dessa forma em todos os aspectos.

    No trabalho, em casa e at no condo-mnio. Rever atitudes que so danosas para a sustentabilidade essencial para sobre-vivermos nesse mundo de incertezas. No trabalho, procure sempre agir de maneira positiva e busque a inovao. em casa, cul-tive o bom relacionamento, pois a famlia uma ddiva que no deve ser perdida. No condomnio, busque a boa convivncia, a reduo de custos e a otimizao dos re-cursos. Pea a ajuda de sua administrado-ra para resolver as questes do dia a dia condominial, afinal, trabalhamos para seu bem-estar.

    um 2012 de perspectiVas positiVas

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    Pau

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    redao e ediovivien BeZeRRa de meLLo (mtb: 18731)

    revisoandRea BivaR

    FotografiaaRieL SUBiR

    marketing e publicidadeSamY GRUBman (marketing@cipa.com.br)

    colaboraram neste nmeromiLton de mendona teiXeiRaPaULo FeRReiRaRaqUeL PinHeiRo LoUReiRoRenata FeRnandeSSteLLa maRiS C. mendona

    Conceitos e opinies em artigos assinados so de inteira responsabilidade dos autores. A reproduo parcial ou total de qualquer parte desta publicao permitida desde que seja citada a fonte e previamente autorizada, por escrito, pela editora. A empresa reserva-se ao direito de no aceitar publicidade sem fundamentar motivao de recusa.

    esta publicao est em conformidade com o acordo ortogrfico da lngua Portuguesa, aprovado pelo decreto legislativo n 54, de 18 de abril de 1995, e em vigor desde 1 de janeiro de 2009.

    para anunciar liGue

    2196-5176www.condominioetc.com.brrevista@condominioetc.com.br

    18 mil exemplares

    a segurana dos moradores est sempre entre as maiores preocupaes dos sndicos. Por isso, treinamento dos funcionrios de portaria e aquisio de equipamentos modernos so imprescindveis. Mesmo assim crescente o nmero de gestores que tm buscado apoio na segurana terceirizada. leia mais sobre este assunto.

    78 [seGurAnA] pAz terceirizAdA

    Consideradas apenas um lugar de passagem, as garagens normalmente no recebem investimentos. No entanto, investir na manuteno e organizao deste espao valoriza o condomnio e ajuda na segurana, pois iluminao e sinalizao contribuem para evitar prejuzos nos veculos, como pequenas batidas e amassos oriundos da movimentao da garagem.

    24 [mAnuteno] A GArAGem dos sonhos

    entre outros cargos, Joo Fernandes presidente da Cofix, empresa que oferece solues em estruturas de concreto para grandes construtoras do Rio de Janeiro e inova nas reas tecnolgica, de servios, de gesto e de pessoas. Nesta entrevista revista Condomnio etc., Joo Fernandes nos ajuda a compreender o porqu dos percalos na hora de empreender num pas com tantas possibilidades e contradies.

    70 [entrevistA] Aprendendo A empreender com Joo FernAndes

    Profissionais movidos pelo af de dar uma vida melhor para a famlia, muitas pessoas desembarcam no Rio de Janeiro cheias de sonhos. alguns se realizam, outros, no. leia o texto e entenda o que acontece com alguns dos milhares de nordestinos que chegam cidade maravilhosa.

    40 [comportAmento] histriAs de portAriA

    azulejos que se soltam, moradores que no tomam uma ducha antes de se banharem, gente que joga de canetinhas a pedra de gelo de seus apartamentos, infiltraes e vazamentos que se espalham para outras partes do condomnio. a vida do sndico de um edifcio com piscina s vsperas do vero no fcil. se voc se identificou com alguma coisa aqui, no deixe de ler esta matria!

    28 [convivnciA] piscinA: horA de se prepArAr pArA o vero

    ser sndico de um grande condomnio, enfrentar dificuldades, responsabilidades e tarefas pode parecer impossvel. Pois saiba que h sndicos experientes que tiram essas questes de letra e que criaram estratgias para tornar fcil o que, primeira vista, parece quase impossvel.

    54 [condomnio] os bAstidores de um GrAnde condomnio

    QuAis so os plAnos pArA o seu condomnio em 2012?Garanta um ano novo tranquilo para o seu condomnio.38

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    Assim com o corpo humAno, prdios necessitAm de AvAliAo peridicA pArA mAnter A sAde em diA

    Cuidar da sade, ao longo da vida, pode assegurar uma velhice mais tranquila. Mas no basta solucionar os problemas ape-nas no momento em que eles aparecem, fundamental zelar pelo bem-estar mesmo quando no h sinal aparente de doena. O que isso tem a ver com seu condomnio? Tudo! Um edifcio como um corpo huma-no: necessita de cuidado e manuteno constantes. Osso, pele, articulao, sistema circulatrio... Pilar, fachada, viga, sistema hidrulico... Depois de ler esta matria, voc nunca mais vai enxergar seu prdio como um amontoado de concreto e ferragem.

    sndicos e gestores prediais tm uma responsabilidade tripla: alm da prpria sade, devem estar atentos sade do prdio e, consequentemente, dos mo-radores. os pontos primordiais da manu-teno de qualquer edificao so aqueles que expem a integridade fsica dos usu-rios. o scio-gerente da QCa Consultoria, elimar de souza Pereira, aponta: H que se atentar, principalmente, para a parte es-trutural, as instalaes eltricas e os siste-mas de combate a incndio. a observao e a correo de condies inseguras devem ser realizadas com frequncia.

    sndica do condomnio Bandeirante Capito domingos Rodrigues, na Rua do-mingos Freire, Mier, Maria auxiliadora Ca-valcante Patrcio no descuida da sade dos dois blocos, cada um deles com 15 andares, num total de 144 apartamentos. inaugura-do h 30 anos, o Bandeirante, que admi-nistrado pela CiPa, j deu sinais de cansao. Para os parmetros humanos, pode parecer pouco tempo de vida, mas no que diz res-peito engenharia, o prdio est entrando na terceira idade. Quando assumi a funo, em 2009, coloquei como metas a reviso do para-raios, a troca das bombas hidrulicas e

    Edifcio vivoEdifcio vivo

    CAPA

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    a sndica do Mier no a nica que se preocupa com o bolso. Contudo, diferente de muitos gestores, ela no deixou para resolver os problemas em cima da hora. Quando se fala em manu-teno predial, uma postura preventiva tudo. at porque o gasto com grandes consertos emergenciais pode ser muito mais caro do que os pequenos reparos ao longo do tempo. Mas que itens de-vem ser priorizados? Para que pontos os sndicos e empregados de condomnios devem dar mais importncia?

    segundo o engenheiro civil orlando sodr, facilitador do curso Manuten-

    o Predial do sindicato da Habitao do Rio (secovi Rio), o cuidado com os elementos estruturais, que do susten-tao ao prdio, devem vir em primeiro lugar. Pilares (estruturas verticais), vigas (horizontais) e lajes so como nossos ossos e articulaes: permitem ao corpo se manter de p. uma perna quebrada di muito, no mesmo? acredite: um elemento estrutural deteriorado na edi-ficao ainda mais grave, porque pe em risco todos os moradores.

    depois das estruturas, sodr reco-menda prestar ateno na alvenaria. Na escala de prioridades, as instalaes el-

    a instalao de medidores individuais de gua, afirma a gestora.

    Para ela, manuteno predial coisa sria. alm de antigo, o prdio bas-tante alto, ento o para-raios sempre esteve mais exposto ao do tempo. Por isso era uma das prioridades. Com relao s bombas, fizemos a substi-tuio das trs por duas de um modelo mais moderno, o que gerou grande re-duo do consumo de energia eltrica, revela. Mas os problemas do edifcio no estavam 100% resolvidos. as con-tas de gua, cada vez mais elevadas, ligaram o sinal de alerta. No vero de 2010, a fatura da Cedae veio em R$ 35 mil. alm do desperdcio, o sistema hi-drulico antigo gerava infiltraes em vrios apartamentos. Verificamos todas

    as unidades para encontrar os focos e fizemos pequenos consertos. Conse-guimos reduzir um pouco a conta, mas o problema persistiu, conta a sndica, que, com argumentos mais do que sli-dos, conseguiu convencer os moradores de que a adaptao da edificao para receber os hidrmetros individuais era a nica sada.

    desde o trmino das obras, que durou um ano, o valor gasto com a gua vem caindo ms a ms. No foi apenas uma ao de manuteno, mas tambm um cuidado com relao preservao desse recurso natural to importante e, claro, com o bolso de todos os moradores, re-fora Maria auxiliadora.

    TRATAMEnTos PRioRiTRios

    A snDICA MArIA AUxIlIADOrA, DO MIer, se PreOCUPA, sObreTUDO, COM O sIsTeMA hIDrUlICO nO COnDOMnIO, COM DOIs blOCOs e 144 APArTAMenTOs

    leOnArDO lOUreIrO, DA CeG, OrIenTA: nAs reAs COMUns, O AbrIGO DOs MeDIDOres Deve esTAr seMPre lIMPO e DesObsTrUDO

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    tricas e os para-raios, seguidos das instala-es hidrulica e de gs e do equipamento de combate a incndio, vm logo aps. de-pois disso, importante cuidar dos seguintes itens: elevadores, revestimento, cobertura, reas impermeabilizveis, ar-condicionado e, por fim, bombas e outras mquinas.

    Pereira, da QCa Consultoria, comple-menta: em um segundo momento, impor-tante considerar os pontos que podem expor o condomnio a sanes legais, no s sob o aspecto da estrutura fsica e suas instalaes, mas tambm no que tange documentao legal (Ria Relatrio de inspeo anual de elevadores, certificado de potabilidade, Car-to CNPJ etc.).

    Quando se fala em manuteno pre-ventiva, uma postura ecolgica tambm bem-vinda. sendo assim, no deixe de fora a inspeo dos itens que possam ser foco de desperdcio e agresso ambiental. No fim da lista ficam as intervenes relacio-nadas ao conforto e esttica. a mesma lgica que deveramos utilizar para nosso corpo, no mesmo? Primeiro a sade, de-pois a maquiagem, o penteado, o botox, a cirurgia plstica...

    ossos, TEndEs E ARTiCUlAEs

    os elementos que do sustentao ao corpo podem ser comparados a vigas, lajes, pilares e fundaes. Fiquem atentos, sndi-cos! orlando sodr explica que as principais anomalias observadas nos sistemas estru-turais de uma edificao so as fissuras, trincas, rachaduras e fendas. elas variam pelo tipo de abertura, que podem ser pe-quenas fissuras, de forma capilar, ou fendas

    (maior abertura), com larguras superiores a 1,5 milmetro, esclarece o especialista.

    at parece osteoporose. assim como a falta de clcio, para os humanos, nos pr-dios, essas anomalias podem ter diversas causas. sodr cita algumas delas: acomo-dao da estrutura; ausncia de vergas e contravergas (elementos estruturais para os vos de portas e janelas); esmagamento de itens construtivos por diversas causas, incluindo sobrecarga; rotao de elemen-tos; escorregamento de solo; eroso e des-calamento de fundaes (recalque); fadi-ga, efeitos trmicos, presena de vibraes.

    Tudo isso parece muito complexo. e . Mas o sndico no precisa comear a es-tudar engenharia s para lidar com esses problemas. o ideal contratar, de tempos em tempos, empresas especializadas para fazer uma anlise criteriosa. Primeiro, a contratada deve verificar se o elemento es-trutural que est apresentando o problema est submetido a algum agente externo, como gua, umidade excessiva, cloretos, sulfatos etc., ou se est sofrendo um pro-cesso de deteriorao progressiva.

    Fundamental tambm observar se h estabilidade ou progresso do problema. No menos importante identificar a magnitude da abertura das fissuras ou trin-cas. Recomenda-se que em qualquer caso em que sejam encontradas aberturas mais largas do que a espessura de uma unha (0,5 mm), recorra-se a um profissional tcnico habilitado e qualificado, alerta sodr.

    Voc no vai querer procurar um mdi-co s quando seus ossos estiverem fracos, correto? da mesma forma, o sndico deve ficar atento preveno. Para edificaes novas (menos de 20 anos), recomenda-se efetuar a primeira inspeo antes de se completarem os primeiros cinco anos de

    construo e, depois, uma a cada cinco anos. os prdios com tempo de vida entre 20 e 50 anos devem ser inspecionados a cada trs anos. Para as edificaes antigas (mais de 50 anos), o ideal que a periodici-dade das avaliaes seja anual.

    CREbRo E ClUlAs nERvosAs

    um mundo de impulsos eltricos, o c-rebro humano o responsvel pelo funcio-namento de todo o corpo. essa qualidade pode ser atribuda ao sistema eltrico do condomnio, sem o qual nada funciona: as bombas de gua da cisterna e da piscina, os elevadores, a portaria e o porto da ga-ragem, as lmpadas das partes comuns e dos corredores, a sinaleira, os eletrodoms-ticos presentes em cada apartamento.

    Nesse tema, uma das principais ques-tes, na opinio do engenheiro eltrico Marco antnio da Rocha Torres, da senge-par, a sobrecarga nos apartamentos. Na maioria dos condomnios, o sndico perde o controle por no saber o que acontece em

    OrlAnDO sODr, DO seCOvI rIO: Os snDICOs DeveM PresTAr ATenO, PrInCIPAlMenTe, eM qUATrO POnTOs: esTrUTUrA, AlvenArIA, InsTAlAO elTrICA e sIsTeMA hIDrUlICO

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    cada residncia. a concessionria, por sua vez, tambm no tem como moni-torar. Nos prdios antigos, no dimen-sionados para a grande quantidade de eletrodomsticos existente atualmente, o problema mais latente, afirma Tor-res, que sugere campanhas de esclareci-mento com cartazes em quadros de avi-so, elevadores e outras reas comuns.

    as pessoas precisam entender que a sobrecarga pode gerar curtos-circui-tos e incndios, colocando em risco os moradores, completa. Para esses casos, ele recomenda que o condmino ou inquilino solicite aumento de carga concessionria (saC 0800-282-0120). orlando sodr ratifica que os problemas mais comuns identificados nos sistemas eltricos so: falta de aterramento; au-sncia ou inadequao da proteo de circuitos; surtos de tenso e corrente nas redes de distribuio de energia.

    ele cita ainda as descargas eltricas provocadas por raios e o ataque de pra-gas e cupins aos quadros eltricos. Mo-dificaes indevidas das instalaes el-tricas, que provocam acrscimo de carga e potncia que sobrecarrega o sistema, bem como o uso de condutores eltricos aparentes sem eletrodutos (condutes), em pequenas extenses e com muitas emendas, tambm podem ser perigosos, diz o engenheiro do secovi Rio.

    Para manter tudo em ordem, sugere-se aterrar todas as instalaes eltricas nas reas comuns e nos apartamentos (tomada, ar-condicionado, micro-ondas, mquina de lavar, chuveiro eltrico etc.), o que pode ser estimulado com campa-nhas de conscientizao. o sndico deve contratar prestadores de servio qualifi-cados a fim de verificar a condutividade dos fios e se o isolamento est sendo feito dentro dos conformes. importan-te checar o aterramento junto ao PC e

    no utilizar disjuntores com capacidade maior que a do condutor do circuito, orienta Torres, da sengepar, lembrando que a vistoria no sistema eltrico precisa ser feita a cada dois anos.

    a sndica Josephine Baroudi Verly no dorme no ponto. frente do con-domnio Bandeirante Pedro lobo, na Rua santa alexandrina, Rio Comprido, mantm a postos uma equipe de ma-nuteno composta por funcionrios e profissionais autnomos que verificam mensalmente todos os equipamentos e instalaes do edifcio de 13 andares e 130 apartamentos administrado pela CiPa. H quatro anos consecutivos no cargo, Josephine atua diretamente na gesto do condomnio desde o ano 2000, quando exercia a funo de conselheira.

    Com 30 anos de vida, o prdio j passou por muitos percalos. Por isso, considero fundamental acompanhar tudo de perto, ratifica a sndica, que, diante do recente aumento da conta de gua, resolveu contratar um enge-nheiro para inspecionar as unidades em busca de vazamentos. Fizemos todos os consertos necessrios, e o gasto mensal mdio caiu de R$ 18 mil para R$ 11 mil, mas ainda no o ideal. Por isso preten-do aprovar a instalao de medidores individuais, afirma.

    uma das obras mais importantes sob sua gesto foi a substituio, em 2007, de todo o encanamento de fer-ro pelo de PVC, obra que consumiu vultosos R$ 280 mil. No havia outra alternativa, estvamos numa situao realmente complicada, garante a ges-tora, que conseguiu reverter o dficit oramentrio e ainda criou um fundo de reserva para emergncias.

    No ano passado, o conserto das caixas de gordura do Condomnio Ban-deirante custou mais R$ 32 mil. atual-

    JOsePhIne, snDICA nO rIO COMPrIDO, COnTA COM O TrAbAlhO De UMA eqUIPe De MAnUTenO qUe fIsCAlIzA MensAlMenTe TODO O COnDOMnIO

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    sobE E dEsCE ConsTAnTE

    se o prdio o corpo humano, os apartamentos so os r-gos. e se os apartamentos so alimentados diariamente pelos elevadores, ento, por analogia, esses equipamentos poderiam ser considerados o sistema digestivo da edificao. Fbio aranha, dire-tor da infolev, empresa da rea de tecnologia para elevadores, com sede em so Paulo, ratifica que os aparelhos so imprescindveis para a locomoo das pessoas, especialmente das que possuem alguma limitao fsica.

    da a importncia de mant-los atualizados tecnologicamente. Por se tratar de transporte coletivo, obrigatrio o contrato de manuteno com uma empresa cre-denciada pela prefeitura do Rio. essa firma no precisa ser a fabricante, mas deve estar credenciada gerncia de engenharia Mecnica (geM), da Rioluz. No caso de equipamento com mais de 20 anos de uso, deve-se pensar na atualizao tecnolgica ou em uma possvel modernizao, sem necessidade de troca por um elevador novo, esclarece aranha.

    as inspees preventivas tm que ser realizadas, no mnimo, a cada 30 dias, con-forme a lei municipal n 2.743/1999. Quanto atualizao dos elevadores antigos, as recomendaes so determinadas pela norma NBR 15.597, de 2008, da aBNT, completa. e para quem pensa que o contrato de manuteno basta, ateno. a menos que seja avisado, o tcnico responsvel pelo servio raramente faz uma verificao completa nos botes que iluminam, nos gongos que tocam e no nivelamento em cada piso. Cabe ao administrador fazer sua parte, anotando e avisando sobre as pos-sveis discrepncias a serem corrigidas na prxima visita da equipe de manuteno.

    mente, a sndica est modernizando todo o sistema eltrico das partes comuns. ufa! Cansa s de ler. Mas se voc pensa que pa-rou por a, est enganado. Para 2012, Jose-phine pretende renovar a fachada de pasti-lha cermica. a ltima interveno foi em 1996, s no mexemos de novo porque a firma de manuteno confirmou que est tudo em ordem.

    sisTEMA sAngUnEo, CoRAo E PUlMEs

    as veias e artrias que nos abastecem de sangue e outros fluidos imprescindveis para a sobrevivncia bem que poderiam ser com-paradas ao sistema hidrulico do edifcio, no ? as tubulaes levam a todos os morado-res aquilo que um dos itens fundamentais: a gua. o sndico deve olhar com bastante ateno para isso. orlando sodr alerta que h muitos pontos a serem observados.

    as ocorrncias mais comuns so a cor-roso de tubulaes de ferro galvanizado e vazamentos e rupturas em razo de de-formaes excessivas em tubulaes de PVC. a recomendao simples: substituir as tubulaes antigas de ferro por novas, de material mais resistente corroso. o dinheiro est curto? Pense bem se no vale a pena fazer um esforo porque, no fim das contas, remendos frequentes podem representar um custo ainda maior.

    Responsvel por transferir a gua da cisterna para as caixas superiores, as bom-bas hidrulicas so o corao do prdio. Para Henrique Marin, da iguatemi equipa-mentos e servios, essa mquina um das mais importantes da edificao. a inspe-o mensal fundamental para evitar pre-juzos financeiros maiores, mas, mais que

    isso, para evitar o custo humano, que as famlias ficarem sem gua. imagine cuidar de um idoso ou de uma pessoa doente sem poder dispor do produto?, enfatiza.

    uma bomba hidrulica, se bem cuidada, pode durar de cinco a dez anos. em 80% dos casos, ela para de funcionar graas a proble-mas nos perifricos, principalmente na parte eltrica esclarece Marin, acrescentando que o custo mensal da manuteno depende da quantidade de bombas instaladas em um edifcio, mas fica na mdia de R$ 80 por equipamento. agora se o equipamento es-tragar, o custo pode ser mais salgado: um produto novo chega a custar R$ 2 mil.

    se a gua o sangue que corre pelas veias do edifcio, o que dizer do gs? Bem

    que pode ser comparado com o oxignio que respiramos, certo? Por isso o sistema de gs, pulmo da edificao, de extrema im-portncia. o chefe do servio de assistncia Tcnica da Ceg, leonardo loureiro, orienta: Nas reas comuns, o abrigo dos medidores deve estar sempre limpo e desobstrudo. Para verificar se existem vazamentos, uma dica simples: colocar sabo nas conexes e obser-var a formao de bolhas. No utilize o Pi de gs (central e medidores) ou a central de glP como depsito de material.

    No Pi, cada um dos medidores dos apar-tamentos possui uma vlvula de segurana. as mais antigas podem emperrar, perdendo, portanto, a funo. preciso ficar ligado e entrar em contato com a Ceg, se for o caso.

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    o diretor da Raio Brasil, Francis-co Coelho Cotta, afirma que a nor-ma tcnica n 5.419/2005, da aBnt, deve nortear a instalao dos para-raios. eis o primeiro ponto que o sndico deve considerar: um projeto em conformidade com a norma ga-rante a reduo dos efeitos nocivos dos raios, protegendo de forma mais eficaz as pessoas e as edificaes. Recomendamos que a reviso do sistema seja feita anualmente nos prdios prximos ao mar. Fora isso, pode ser feita a cada trs anos, en-sina o empresrio que, h uma dca-da, atua no segmento.

    o uso do equipamento obriga-trio para prdios com mais de 30 metros de altura no estado do Rio, conforme o Cdigo de Segurana contra incndios e Pnico (decreto estadual n 897/1976). nas revises, o sndico recebe um laudo assinado

    pelo responsvel tcnico da prestadora de servio. fundamental arquivar com cuidado a anotao de Responsabilida-de tcnica (aRt), para apresent-la s autoridades caso necessrio. o gestor da Raio Brasil lembra que importante fazer a inspeo da ponteira e do mas-tro, verificar se o cabo de descida (que liga a ponteira ao solo, passando pela lateral do prdio) e seus isoladores es-to em perfeito estado, bem como fa-zer a medio hmica e inspecionar o aterramento.

    o valor mdio dessa avaliao, para um prdio de at dez andares, de R$ 500. acima dessa altura, cobram-se mais 10% a cada dois andares. Certas reas da cidade, como Pavuna, Recreio e pontos prximos avenida Presiden-te dutra, tm maior incidncia de raios, conforme informao do instituto na-cional de Pesquisas espaciais (inpe), complementa o diretor da Raio Brasil.

    PRoTEo ConTRA RAiosa companhia realiza a troca das vlvulas nessas condies, sem custo. em muitos edifcios, o duto de exausto dos aparelhos a gs coletivo. Mas pode acontecer de algum morador tamp-lo, o que gera acidentes. fundamental que o sndico observe esse duto regularmente, mantendo-o completamente desobstrudo, indica loureiro.

    os cuidados no param por a. Quando o assunto gs, toda precauo bem-vin-da. Nos apartamentos, os moradores tm que solicitar a uma firma credenciada lim-peza e regulao do equipamento a cada dois anos. sugerimos ao sndico comunicar aos moradores, sempre que possvel, que os ambientes com aparelhos a gs devem ter ventilao permanente. o basculante do banheiro, por exemplo, precisa ter um parafuso que impea seu fechamento. a chamin tambm deve seguir todas as nor-mas, que podem ser consultadas em nosso portal, orienta o gestor da Ceg.

    Fachada todo mundo v. Quanto mais bem conservada ela estiver, melhor a im-presso causada nas pessoas. Como nossa pele, essa parte da edificao requer cuida-dos constantes. expostas ao sol, poluio e s intempries, as fachadas devem passar, no mximo a cada trs anos, pelo teste de percusso, que determina se o revestimento da parede est solto ou deteriorado. Tam-bm importante no esquecer o ar-condi-cionado: os efeitos da maresia podem pro-vocar ferrugem nos suportes dos aparelhos.

    a defesa Civil alerta: os prdios necessi-tam de vistoria anual e a manuteno precisa

    ser feita a cada cinco por empresa habilita-da pelo Conselho Regional de engenharia, arquitetura e agronomia (Crea-RJ). Michel Fiad Jnior, diretor da altenge alternativa engenharia, orienta: preciso prestar aten-o nos sinais. Para as fachadas revestidas de pedra, como granito ou mrmore, trincas ou rachaduras sinalizam que o ferro da estrutu-ra expandiu e est empurrando a pedra. ele lembra que bastante comum haver infiltra-o dentro dos apartamentos causada por m conservao de fachada. Normalmente, esse tipo de ocorrncia indica a existncia de fissu-ras na alvenaria ou deficincia nos rejuntes (se

    o revestimento for de pedra ou pastilha). des-sa forma, fundamental que o sndico fique atento a possveis reclamaes dos moradores. importante lembrar que as construes situa-das em cidades litorneas, principalmente na orla, esto mais vulnerveis.

    os principais problemas relacionados maresia so as manchas de umidade, bolor, fissuras, corroso de armaduras, destaca-mento de revestimento cermico, tanto na fachada quanto nos ambientes internos. a notcia boa que j existem recursos tc-nicos capazes de coibir a degradao das estruturas construdas nesse ambiente.

    A PElE do CondoMnio

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    PARA os MAis vElhos, CUidAdo REdobRAdo

    AnAlisAndo As EMERgnCiAsse para o profissional tcnico da rea de manuteno predial j difcil analisar

    a criticidade ou a prioridade das providncias a serem tomadas quanto s anomalias e incorrees construtivas em uma edificao, imagine para o sndico. Para dar uma mozinha, o engenheiro orlando sodr, do secovi Rio, criou um quadro que conside-ra trs parmetros para essa anlise: a gravidade, a urgncia e a tendncia, cada um deles com um grau e uma nota de classificao. Veja.

    Grau nota GraVidade urGncia tendncia

    mXimo 10Risco vida dos usurios,colapso da edificao,dano ambiental grave

    evoluo imediata

    em ocorrncia

    alto 8

    Risco de ferimentos aos usurios, avaria no recupervel na edificao, contaminao localizada

    evoluo em curto prazo

    a ocorrer

    mdio 6insalubridade dos usurios, deteriorao elevada da edificao,desperdcio dos recursos naturais

    evoluo em mdio prazo

    Prognstico para breve

    BaiXo 3incmodo aos usurios,degradao da edificao, uso no racional dos recursos naturais

    evoluo em longo prazo

    Prognstico para adiante

    mnimo 1 depreciao imobiliria sem evoluo imprevisto

    Servio

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    QuAis so os plAnos pArA o seu condomnio em 2012?Garanta um ano novo tranquilo para o seu condomnio.38

    depois de certa idade, o corpo d sinais de can-sao. o mesmo serve para os edifcios. elimar de souza Pereira, da QCa Consultoria, afirma que as edificaes com, pelo menos, trs dcadas de vida podem apresentar cabeamento dos sistemas dete-riorado, tubulaes hidrulicas de ferro e quadros de distribuio de luz e fora obsoletos. os qua-dros devem sem ampliados para atender s novas demandas, mas importante que os servios se-jam sempre realizados por empresa habilitada pelo Crea-RJ. Todos esses defeitos geram maior grau de exposio tanto sob a tica da segurana quanto sob a tica da continuidade de fornecimento de gua, gs e energia eltrica, orienta.

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    PAisAgisMo

    Jardim dos sonhos

    um bom proJeto pAisAGstico cAbe em QuAlQuer bolso ou espAo

    seu prdio est bem. ele, no entanto, pede algo mais, clama por um charme extra que pode ganhar com algumas plantas ou, quem sabe, um jardim, que pode ocupar aquele espao do edifcio que anda meio sem funo. e se voc tem alguma rea verde, mas ela hoje est parecendo um matagal e a beleza de outrora deu lugar a um monte de mato cheio de pragas e ervas daninhas? Mas e se seu prdio no tem espao, ainda cabe pensar em algum projeto verde? e se o oramento do condomnio no permite um projeto paisagstico de primeira?

    algumas empresas especializadas em jardinagem e paisagismo mostram que possvel criar reas verdes ou re-cuperar aquele cho de terra batida que um dia j abrigou um reluzente grama-do de forma criativa e, mais importante, que se adapte a qualquer oramento. alm de embelezar o condomnio, pro-jetos verdes valorizam os imveis. um bom motivo para sndicos e moradores pensarem no assunto.

    Foi o caso de angelina Tender gui-mares, sndica do Condomnio edifcio Tirreno, em laranjeiras. o edifcio, com 40 anos de existncia, tinha amplas re-as comuns que precisavam ser tratadas e revalorizadas, assim como os cinco canteiros grandes e o playground. H cerca de trs meses, ela e os moradores decidiram revitalizar e conservar esses locais, mas o desafio era o oramento. Para o projeto no ficar muito caro, em conversa com a empresa contratada, resolveu-se optar pelo uso de compo-sies com galhos, troncos e bambus. o efeito ficou muito bonito. e o melhor que no cobramos cota extra dos mora-dores, pois tambm tivemos a opo de parcelar o pagamento, explica angelina.

    outra que investiu no embeleza-

    mento das reas verdes do prdio foi a sndica ana lcia andrade, do Con-domnio edifcio Chartez, tambm em laranjeiras ningum cuidava dessas reas h 20 anos. ela aproveitou que o prdio tinha reserva financeira e decidiu recuperar esses locais. Para economi-zar, no fez todos os jardins ao mesmo tempo. ainda parcelamos o pagamen-to. Recomendo aos condomnios que tiverem alguma reserva em caixa para investir nesses projetos, pois eles valori-zam o imvel. Tambm decidimos fazer a manuteno dos jardins com a mes-ma firma que contratamos, recomenda ana lcia, que aproveitou, ainda, para modernizar a fachada do prdio.

    J o Condomnio atlantis, na Barra da Tijuca, uniu o til ao agradvel em uma s pessoa: antnio Nabor Fernandes Neto , alm de sndico do prdio, jardi-neiro profissional. os moradores saram ganhando. a reforma saiu barata, sem cota extra para os condminos. alm do paisagismo, cuidei do revestimento do prdio. No d para fazer um projeto paisagstico sem mexer na conservao do local. Por isso, aproveitamos para pin-tar o prdio todo e trocar as pastilhas do totem em frente ao prdio por granito. a fachada do edifcio no pode estar feia. Para plantas e arranjos aparecerem, eles tm que ter um fundo bonito para se destacarem, d a dica.

    outro que colocou a mo na massa foi o sndico alexandre Martins Men-des, do Condomnio Vivenda do gabinal. autodidata, resolveu pesquisar e criar sozinho um projeto de jardinagem para o local onde mora. Conseguiu, com pes-quisa de preo, criar uma pracinha e um jardim na frente do prdio, alm de fa-zer a limpeza do excesso de grama dos fundos, que ganharam um caminho feito

  • OUT_NOV_DEZ 2011 15

    de pedras. possvel embelezar e valorizar o prdio sem gastar muito, com certeza, atesta alexandre, que viveu anos em stio e trabalha com artesanato.

    as empresas especializadas concordam. e apesar de alexandre ter criado o prprio jardim sem contratao de terceiros, ele poderia ter recorrido tranquilamente a algumas empresas de paisagismo e jardi-nagem que atestam: fazer a manuteno de reas verdes ou mesmo criar um projeto paisagstico do zero no algo inalcan-vel; pode caber em praticamente qualquer oramento e prdio, mesmo aqueles sem muitas reas para trabalhar com esse tema. outra vantagem de recorrer a essas empre-sas a garantia de trabalho feito por pro-fissionais especializados, como agrnomos, bilogos e paisagistas.

    a paisagista Nanci santos, da Raphia Jardins, diz que faz um trabalho de cons-cientizao e orientao com potenciais clientes de que paisagismo no algo caro, segundo ela, um lugar-comum que inibe a contratao do servio por muitos con-domnios. Nossa funo nos adequar ao lema dos sndicos bom, bonito e acessvel financeiramente, brinca Nanci. o clien-te tem que sentir que possvel realizar um projeto paisagstico sem gastar tanto

    assim. Quando me contatam, fao uma primeira visita ao prdio acompanhada do sndico. ali mesmo, j vou dando algumas sugestes, mas sempre atenta ao o que os condminos desejam, at porque a maioria no tem muita ideia do que quer, explica.

    Nanci faz uma varredura completa no edifcio. olha plantas, para ver se precisam de podas, e o estado dos vasos, caso o pr-dio no tenha tanta rea externa. se hou-ver gramado, ela verifica se h necessidade de retirar capins e matinhos. a partir da, ela pode elaborar um projeto paisagstico ou sugerir jardinagem, com a manuteno do que j existe. a Raphia Jardins faz pro-jetos para fachadas, muros, grades, cercas, paredes, entradas sociais, caminhos em que usa elementos como pedras, bolachas de madeira e seixos rolados e recorre a va-sos de diversos formatos e tamanhos para embelezar espaos internos e externos. a manuteno, por exemplo, no cara e acessvel a todos os tipos de jardim. ela pode ser feita mensalmente ou de 15 em 15 dias. estou presente em todas as etapas da manuteno, acompanhada por uma equipe de jardineiros experientes, ao con-trrio de porteiros e outros funcionrios do condomnio, que podem no ter o conhe-cimento adequado, diz Nanci, cuja em-

    presa faz a manuteno por meio de poda, limpeza, adubagem, extermnio de pragas, correo do nvel do solo e reposio de espcies. a valorizao de um edifcio comea na apresentao do condomnio. Cuidar da jardinagem e do paisagismo convidar as pessoas a entrar no prdio, pois ele se torna mais atraente, conclui.

    Quem tambm leva beleza para os pr-dios da cidade a unio ativista defensora do Meio ambiente (uadema), oNg que se preocupa com a preservao do meio am-biente e promove a sade e a educao. Fundada em 2000 por um grupo de pro-fessores e estudantes de biologia, uma associao sem fins lucrativos certificada pelo Ministrio da Justia como organiza-o da sociedade Civil de interesse Pblico (osCiP). Por meio de convnios e parcerias, ela atua em projetos de cunho socioam-biental preocupados com o desenvolvi-mento sustentvel. Nossos servios de jardinagem tm um perfil voltado para a questo ambiental, que trabalhamos sem-pre em conjunto com o sndico, explica leandro Borges, presidente da oNg. a im-plantao de um projeto paisagstico co-mea pelo solo. H determinadas reas em que ele precisa ser corrigido. Parece algo custoso, mas no . Com um solo pobre,

    AnA lCIA AnDrADe refOrMOU As reAs verDes DO PrDIO qUe esTAvAM

    seM CUIDADO hAvIA 20 AnOs. e AGOrA vAI InvesTIr nA MAnUTenO

    PerIDICA Desses lOCAIs

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    nada tem durabilidade. orientamos sempre o sndico para o que seus olhos desconhecem. No adianta comprar uma bromlia linda em um quiosque de flores porque, se for plantada em um lugar que no a favorea, ela vai morrer e o sndico ter feito um mau negcio, explica.

    a uadema realiza manuteno, poda de rvore e arbusto, corte de grama, apara de borda de canteiro, remoo de ervas daninha (monda), adubao orgnica, limpeza dos jar-dins, correo de pH do solo e replan-tio de plantas danificadas sempre que for necessrio. seus servios utilizam adubos, inseticidas e produtos qui-micamente biodegradveis. sempre agendamos visitas com a ida de um agrnomo para conhecer o local. depois, enviamos para o sndico um oramento detalhado, e ele pode op-tar pelo que precisar no momento. adaptamos suas necessidades para a realidade financeira do condomnio. Ressaltamos que importante tra-balhar a parte paisagstica do prdio, que contribui para a valorizao do condomnio, inclusive daqueles que

    a paisagista Nanci santos d o passo a passo para quem deseja implantar um servio de paisagismo no condomnio. Primeiro passo: inicialmente, importante que

    os sndicos deixem de ver o paisagismo como uma questo inacessvel aos cofres do condomnio e que passem a enxerg-lo como um recurso que pode, sim, com base em um projeto bom, bonito e acessvel financeiramente, ajud-los a promover qualidade de vida no ambiente em que vivem.

    Segundo passo: estar convencido e convencer o grupo da necessidade de um trabalho dessa natu-reza no condomnio.

    terceiro passo: contatar profissionais da rea ca-pazes de desenvolver projetos que no s atendam ao desejo de ter um espao verde no condomnio, mas que garantam a funcionalidade da implanta-o e esclaream a periodicidade da manuteno.

    quarto passo: analisar custos do projeto, formas de pagamento, execuo do servio, garantias etc.

    quinto passo: investir, sem medo, no projeto es-colhido.

    diCAs PARA iMPlAnTAR UM PRoJETo PAisAgsTiCo EM sEU PRdio

    no tm tanta rea livre assim. uma opo, nesses casos, trabalhar com jardins de inverno internos usando va-sos. Tudo possvel, explica leandro.

    Como a uadema uma organiza-o sem fins lucrativos, o dinheiro ob-tido com o trabalho de jardinagem e paisagismo revertido para fomentar os projetos de cunho social da oNg, como o Pasto apcola, que consiste na qualificao tcnica de apiculto-res para que suas prticas colaborem para a preservao do meio ambien-te, orientando-os para que produzam mais e em melhor qualidade, com vistas ao aumento da renda fami-liar. Tambm h as oficinas de PeT, em que se criam vassouras e mveis, entre outros objetos e acessrios, com cer-das de garrafa PeT. alm de embelezar e valorizar seu prdio, que tal aprovei-tar para auxiliar uma boa causa?

    servio: Raphia Jardins Tel.: 4102-6027 www.raphiajardins.com.brUadema defensores Ambientais Tel.: 3181-7900 | www.uadema.org.br

  • OUT_NOV_DEZ 2011 17

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    Preveno em altas doses no espere pArA trAtAr de insetos e prAGAs QuAndo eles ApArecerem

    Baratas, ratos, cupins, formigas. os ani-mais citados, apesar de fazerem parte da natureza, deixam qualquer um de cabelo em p ao aparecer em nossa frente. Mas no toa que, instintivamente, entramos em pnico. Conhecidos como pragas ou insetos, alm do aspecto repulsivo, podem transmitir doenas (da tambm serem chamados de vetores), j que costumam viver em esgotos, lixeiras e reas insalu-bres. No entanto, muita gente acaba cola-borando para sua proliferao por falta de cuidado com a higiene.

    MAnUTEno

    em prdios e condomnios, a sujeira atrai e causa o surgimento de pragas que podem se espalhar chegar aos aparta-mentos. Confuso armada, a alternativa contratar uma firma especializada. No entanto, especialistas e sndicos so un-nimes em recomendar que, em vez de es-perar que o caos se instale no prdio, essencial que se faam, alm da limpeza das reas comuns, dedetizao e desrati-zao peridicas.

    o que fazemos controlar a praga, pois ela jamais pode ser exterminada. Ba-

    ratas, por exemplo, podem vir transpor-tadas em embalagens de supermercado. as maiores podem entrar nas residncias voando ou pelo ralo, oriundas do esgoto. e o veneno no mata os ovos do inseto, razo pela qual, s vezes, necessria uma segunda aplicao, j contemplada na ga-rantia do servio, explica Kleber luiz Mi-randa Tavares, da inset Net. Por isso mes-mo, preciso fazer o controle peridico. Para baratas, de seis em seis meses; para ratos e formigas, de trs em trs; j para o cupim, depende do tipo: de madeira, de

    PoR PAUlo FERREiRA

    A snDICA MrCIA frAnCez De OlIveIrA, DO COnDOMnIO IGUAPe, MAnTM As reAs COMUns DO PrDIO seMPre lIMPAs: PrevenO AO sUrGIMenTO De InseTOs e rATOs

  • OUT_NOV_DEZ 2011 19

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    a periodicidade uma preocupao dos administradores do condomnio Costa del sol, na Barra da Tijuca. o gerente Jai-me alves dos santos diz que o combate a insetos e outras pragas uma preocupa-o permanente. H dois anos, fazemos o combate mensal de baratas. e garantimos que hoje no h reclamaes sobre insetos nos apartamentos, uma vez que impedi-mos que elas cheguem s unidades ao de-detizar com frequncia as reas comuns do condomnio, diz.

    Tavares ressalta que a regularidade no combate a vetores e pragas no pode ser apenas atrelada simples vontade dos condminos. existem legislaes munici-pais, estaduais e federais que determinam a realizao de combate a pragas urbanas por estabelecimentos comerciais e residen-ciais. e elas devem ser respeitadas.

    seguimos recomendaes do instituto estadual do ambiente (inea) e da Vigilncia sanitria, diz. inclumos tambm em nos-sos servios a limpeza e a desinfeco dos reservatrios de gua potvel, recomenda-das por essas instituies.

    a sndica Mrcia Francez de oliveira, do Condomnio iguape, em Copacabana, uma que faz questo de seguir a lei. dire-tora da associao de Moradores da Rua s Ferreira e adjacncia, ela conta que sempre que faz dedetizao e desratizao no prdio articula tambm a dedetizao do entorno com o servio de Controle de Vetores da prefeitura do Rio. assim, con-

    trolamos tambm o dimetro da atuao dos animais, uma vez que baratas grandes e ratos vivem nos esgotos e podem entrar no prdio mesmo com a dedetizao e a desratizao no local.

    Mas no basta cuidar do combate peri-dico s pragas. Tambm necessrio que o prdio esteja sempre limpo, com pouco espao para insetos e ratos se prolifera-rem. Mrcia, por exemplo, mantm todas as reas comuns do condomnio livres de qualquer lixo ou acmulo que possa ser convidativo para pragas. evito acmulos, como sobras de material de construo. sabe aquela reforma da qual sobram ma-deiras e tijolos? Ratos e baratas adoram porque podem fazer ninhos nesses locais. o que fazemos doar essas sobras para quem precisa. alm disso, mantemos sem-pre lavadas a garagem e a lixeira, ensina.

    Mesmo com todos esses cuidados, ain-da assim, impossvel exterminar comple-tamente qualquer praga. Por isso, muito importante tentar entender a natureza de cada uma delas e escolher a melhor forma e poca para combat-la.

    Baratas esto em todo lugar o ano in-teiro. e como elas so pecilotrmicas, ou seja, seu organismo funciona de acordo com a temperatura externa, quanto maior o calor, maior a quantidade. ento, cuida-do com a chegada do vero. J os ratos frequentam os condomnios principalmen-te se a circunvizinhana ruim, com muita sujeira, explica Marcos Pires, da imuniser-vice. os cupins so um transtorno maior por conta do prejuzo que causam em m-veis e na prpria estrutura do imvel. ne-cessrio ficar de olho no perodo de agosto a outubro, poca da revoada do inseto, que

    A snDICA MrCIA frAnCez seMPre qUe fAz DeDeTIzAO e DesrATIzAO nO PrDIO ArTICUlA TAMbM A De-DeTIzAO DO enTOrnO COM O servIO De COnTrOle De veTOres DA PrefeITUrA DO rIO. AssIM, COnTrOlAMOs TAMbM O DIMeTrO DA ATUAO DOs AnIMAIs, UMA vez qUe bArATAs GrAnDes e rATOs vIveM nOs esGOTOs e

    PODeM enTrAr nO PrDIO MesMO COM A DeDeTIzAO e A DesrATIzAO nO lOCAl.

  • 20 www.condominioetc.com.br

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  • OUT_NOV_DEZ 2011 21

    aproveita para se alojar nas residncias. e quais recursos as empresas usam

    para combater esses vetores? No faz muito tempo, era preciso praticamente mudar de apartamento durante uma dedetizao. Hoje esse tipo de movi-mento no mais necessrio. antiga-mente, havia produtos que eram dilu-dos em querosene, recorda Pires. Hoje no. os produtos so biodegradveis e muito mais seguros.

    as baratas e as formigas, por exem-plo, so combatidas com gel e p sem cheiro. J para mosquitos, a fumaa uti-lizada no costuma agredir os humanos. e no necessrio desarrumar armrios e despensas. insetos alados, como mos-quitos e pernilongos, so repelidos com a utilizao de mquinas termonebu-lizadoras, que geram uma nvoa que permanece em suspenso por alguns minutos, eliminando-os do local. e um p larvicida evita a formao de larva de mosquito. Para eliminar pulgas tra-zidas da rua na roupa das pessoas ou no pelo dos animais , usa-se lquido em todo o ambiente com distncia de meio metro da parede e uma segunda aplica-o 20 dias depois. e ratos so combati-dos com mtodos variados de iscagens e armadilhas: caixas porta-iscas, com chave, evitam que animais e crianas tenham contato com o veneno. Nos ratos, o veneno faz efeito posterior-mente, pois, como eles so canibais, de-voram o rato envenenado quando este

    retorna para o ninho, contaminando todo o grupo, explica Tavares. mais ou menos o raciocnio utilizado para as formigas, que passam o alimento enve-nenado de boca em boca.

    J combater cupins mais traba-lhoso. ainda h dvidas sobre a melhor tcnica de exterminar essa praga. Cos-tuma-se fazer um tratamento estrutu-ral, que contempla todas as unidades do condomnio, em um contrato de 24 me-ses. as reas crticas so tratadas para diminuir a quantidade de alimento e eli-minar os pontos de entrada dos insetos.

    Na hora de contratar uma empre-sa de dedetizao, certifique-se de que ela registrada e segue a legislao ambiental. as boas empresas do ramo tm uma equipe que inclui bilogos ou entomologistas, que so os especialistas em inseto. informe-se sobre as tcnicas utilizadas no combate a cada praga, para que sejam usados produtos corre-tos e de baixa toxicidade. depois, s ir luta para manter seu condomnio livre de pragas de qualquer tipo, que tiram a paz e, principalmente, a sade dos moradores.

    nO bAsTA CUIDAr DO COMbATe PerIDICO s PrAGAs. TAMbM neCessrIO qUe O PrDIO esTeJA seMPre lIMPO, COM POUCO esPAO PArA InseTOs e rATOs se PrOlIferAreM

  • 22 www.condominioetc.com.br

    bArAtAs de esGoto: os adultos so ala-dos, de colorao marrom avermelhada com manchas amarelas no pronoto (placa dorsal do inseto). o ciclo mdio de vida (do ovo fase adulta, em dias) de 165 a 800, com mdia de 600, sendo a temperatura o prin-cipal fator de variao: a 29 C, uma fmea vive cerca de 225 dias e um macho, 200 (va-riando ambos de 90 a 700 dias). Costumam ser encontrados em tubulaes subterrne-as, como fiao eltrica e telefnica, esgoto, aterramento, painis e pores. geralmente habitam locais midos e escuros.

    bArAtAs de cozinhA: os adultos so de colorao marrom amarelada, com desta-que para duas manchas longitudinais escu-ras, finas e paralelas no pronoto (nas fme-as elas so mais escuras). No voam. o ciclo mdio de vida (do ovo fase adulta, em dias): 54 a 215, com mdia de 103. longe-

    vidade dos adultos (dias): 150. geralmente desenvolvem de trs a quatro geraes por ano. so encontradas em canaletas de fia-o eltrica suspensas, motores, painis el-tricos, revestimento de fornos, equipamento e paredes, forros falsos, frestas, fendas, pon-tos com vapor. Prefere locais quentes e que apresentem disponibilidade de gua.

    cupins: esses animais vivem em colnias, que podem estar situadas no solo, em ma-deiras ou suspensas em rvores. Na colnia podem existir indivduos com e sem asas, e os alados surgem em determinadas po-cas e recebem o nome popular de siriris ou aleluias. estes saem da colnia para formar novos cupinzeiros. Cupins alados podem ser facilmente diferenciados de formigas ala-das, pois aqueles tm os dois pares de asas iguais e as formigas apresentam o segundo par claramente menor. Todos os cupins se alimentam de celulose, que encontrada, principalmente, em madeiras, mas tambm em papel, papelo etc. os reprodutores tm uma revoada por ano, normalmente entre agosto e outubro, quando inicia a prima-vera e aumenta a umidade. entre as mais de 2 mil espcies existentes, trs so mais comuns: cupim de madeira seca, cupim de subterrneo e cupim de montculo.

    FormiGA-doceirA: as operrias variam de 1,5 a 2 mm de comprimento. originria das regies tropicais do continente africano,

    essa formiga foi levada acidentalmente para os outros pases pelo comrcio e, atualmen-te, se encontra largamente disseminada. as colnias podem ser grandes e com vrias rainhas. alimenta-se de substncias adoci-cadas, mas atrada por alimentos gorduro-sos. os insetos tambm fazem parte de sua dieta. Pode ser encontrada dentro e fora das construes. Habitam frestas de paredes e caladas, atrs de pias e tanques de lavar roupas, sob rodaps e pisos. seus ninhos podem ser encontrados em aparelhos ele-trnicos. so muito comuns em hospitais, principalmente nos pases de clima tem-perado. Podem carregar vrias espcies de bactrias em seu corpo. Ninhos dessa esp-cie j foram encontrados dentro de lenis dobrados recm-esterilizados em hospitais.

    Conhea alguns dos principais tipos de praga

    alguns animais se adaptaram bem ma-lha urbana e vivem entre os humanos, nos esgotos, nas lixeiras e, claro, nas re-sidncias e em lugares onde podem obter alimento. H uma incrvel diversidade de seres: carrapatos, lacraias, aranhas e at escorpio esto no elenco daqueles que, vez em quando, tiram a paz dos moradores das cidades. Mas imbatveis mesmo so as baratas, as formigas, os ratos e os cupins. a seguir, obtenha mais informaes sobre eles e a forma de combat-los.

    fonte: Imuniservice

  • OUT_NOV_DEZ 2011 23

    rAtos: os roedores so mamferos da ordem Rodentia, da famlia Muridae. Tem como caracterstica principal a presena de dentes incisivos fortes, com crescimento contnuo, usados para roer. entre os tipos urbanos mais conhecidos esto o camun-dongo, o rato de telhado e a ratazana. Por se tratarem de animais de hbito noturno, os ratos tm viso pouco especializada, com alta sensibilidade luz. distinguem formas e movimentos em luz fraca at dez metros de distncia. No veem em cor e a maioria das cores apresenta tonalidades de cinza. No entanto, esses animais tm paladar apurado, de modo que no con-somem alimentos estragados e so capa-zes de detectar pequenas quantidades de substncias desagradveis na comida. essa caracterstica responsvel pela no acei-tao de algumas iscas raticidas. entre as principais doenas transmitidas ao homem pelos ratos esto o tifo murino, a salmone-lose, a leptospirose, a peste bubnica e o hantavrus, transmitido atravs da urina e das fezes do roedor misturadas poeira.

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    QuAis so os plAnos pArA o seu condomnio em 2012?Garanta um ano novo tranquilo para o seu condomnio.38

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    MAnUTEno

    A garagem dos sonhos

    como deixAr o pAtinho Feio do prdio mAis seGuro e bonito

    Na hora de uma reforma, sndicos e condminos sempre pensam em valorizar as reas comuns que mais frequentam, como o playground, o jardim, a quadra de esportes ou o entorno da piscina. Mas em algum lugar obscuro do prdio, resta ga-ragem a desateno dos moradores. Con-sideradas apenas um lugar de passagem e guarda de carros e, afinal, como ningum curte no local, as garagens permanecem, muitas vezes, desprezadas. No h a me-nor preocupao na manuteno do espa-o, sequer mo de tinta. No entanto, o que muita gente no sabe que investir na ma-nuteno e organizao da garagem no

    apenas uma maneira de valorizar o condom-nio, mas tambm uma questo de segurana, pois um espao bem iluminado e sinalizado contribui para evitar prejuzos nos veculos, como pequenas batidas e amassos oriundos da movimentao da garagem.

    Foi pensando nisso que o condomnio edifcio Novecentos, em so Conrado, in-vestiu num upgrade da garagem. a refor-ma deu trabalho e durou cerca de cinco anos envolveu pintura, colocao de piso com revestimento de epxi (produto fcil de lavar e que aumenta a durabilidade e a resistncia a impactos), curvas antiderra-pantes, sinalizao e demarcao de vagas

    e iluminao fria. o resultado: a garagem tornou-se motivo de orgulho dos mora-dores. e mais: a garagem agora nosso carto de visitas! antes da reforma, ela estava literalmente esfarelando, com piso e paredes desgastados, explica a supervi-sora do condomnio Carlota Costa. Hoje, ela est linda, bem mais clara. e o melhor: quando algum proprietrio quer vender o apartamento aqui, comea a visita pelo prdio mostrando a garagem logo de cara para o interessado.

    Como mostraram os moradores do edi-fcio Novecentos, tratar a garagem como qualquer outra rea comum do prdio,

    PoR PAUlo FERREiRA

    A garagem dos sonhos

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    ou seja, valoriz-la, pode trazer muitas vantagens para o condomnio. Marcelo leite, diretor da Kle, empresa especiali-zada em acessrios e equipamento para grandes empreendimentos e para sinali-zao de trnsito, diz que, alm da valori-zao em si, uma ateno especial a essa rea do prdio essencial para garantir a segurana dos moradores e a integridade dos veculos. muito importante atentar para a reforma de alvenaria, pisos, pare-des e tetos, tornando-a mais clara para facilitar a circulao. as tintas ajudam, pois o aproveitamento da luminosidade maior com as paredes brancas. Tambm se pode optar pelo piso cinza em vez do preto e as marcaes em amarelo. Bar-ras laterais nas cores cinza e amarelo, na parte inferior, e branca, na parte de cima, ajudam muito, explica leite, dando solu-es simples para aumentar a claridade e a sensao de segurana.

    em termos de acessrios, leite in-dica alguns dos mais utilizados atual-mente, que evitam dor de cabea na hora de manobrar o carro na garagem, o que, muitas vezes, acaba resultando em amassados e arranhes no autom-vel: Tm sido usadas cantoneiras de eVa, um material emborrachado pare-cido com o usado nas sandlias Havaia-nas. elas evitam choque e pancadas na lataria, funcionando como amortecedor ao serem instaladas nas colunas. Muitos

    prdios j esto sendo construdos com cantoneiras. alm disso, eles tambm vm com amortecedores de estaciona-mento e manta asfltica feita de mate-rial impermeabilizante para ser aplicada na entrada de garagens e na subida de rampa, enumera. o que tem aconte-cido que as garagens esto cada vez menores e os carros, bem maiores, au-mentando a possibilidade de acidente. a ideia suprir essa deficincia de es-pao com uma garagem mais segura.

    Como se v, o piso pode ser con-siderado um dos mais importantes elementos da garagem. o engenheiro Ricardo Barbosa, responsvel pela rea tcnica e comercial da Piso Plano, em-presa que atende condomnios e gran-des empreendimentos comerciais, reco-menda que em uma rea com grande circulao de veculos seja usado piso especial: o substrato de cimento do piso permevel e permite que fluidos e leos penetrem em sua porosidade, deixando-o esteticamente feio. ao se usar um revestimento resinado, o piso fica impermevel, o que impede o vaza-mento de lquidos para o cimento. esse revestimento tambm evita a formao de poeira, que acaba entrando nos car-ros, o que uma vantagem para os pro-prietrios, pois, com o tempo, esse ac-mulo de p acaba causando prejuzo ao veculo e despesa para o dono.

    CArlOTA COsTA, sUPervIsOrA DO eDIfCIO nOvenCenTOs: DePOIs DA refOrMA, A GArAGeM se TOrnOU CArTO De vIsITAs DO COnDOMnIO

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    ainda no quesito economia, Barbosa chama a ateno para outra vantagem do revestimento resinado. Como o piso se torna impermevel, fica muito mais fcil e rpido limpar a superfcie. assim, o condomnio gasta menos com produtos de limpeza, ensina o profissional da Piso Plano que tem know-how no atendimento de grandes empreendimentos, como sho-pping centers. Por sinal, procurar empresas que atendem locais com intensa movimen-tao de veculos uma dica importante para os condminos que querem ter em seu prdio uma garagem profissional, com to-das as caractersticas de um bom estaciona-mento de grandes estabelecimentos.

    especialistas tambm chamam a aten-o para a boa organizao da garagem. Boa disposio gera beleza, e uma sinali-zao eficiente um excelente indicativo de ordem. bom marcar a rua numa cor e as vagas em outra, pois facilita a viso do usurio. o uso de faixas e outros recursos de sinalizao tambm ajuda a otimizar a ocupao dos espaos, aconselha Bar-bosa. Podem ser utilizados vrios itens para sinalizao. um deles o elastmero,

    outros acessrios que podem tornar a ga-ragem motivo de orgulho para o morador e trazer um pouco mais de charme para o lo-cal so os bicicletrios verticais, que tam-bm ajudam a otimizar o espao, e trava para carrinhos de compras, que, soltos pela garagem, oferecem um risco extra para o motorista. Bicicletas espalhadas no ficam bem na garagem. elas podem ser acomodadas nos bicicletrios. No caso do carrinho de compras, utiliza-se um sistema de carto personalizado, com o nome do condomnio e o nmero do apartamento e bloco. o carto introduzido na trava s ser liberado quando o carrinho for devolvido a seu lugar. assim, fica-se sabendo, inclusive, qual morador est usando o carrinho naque-le momento, explica leite. e defende: To-mando essas medidas, que no so to caras quanto se pensa, sua garagem ficar muito mais organizada, segura e bonita.

    um polmero que apresenta propriedades elsticas e serve para demarcar vagas, pois possui microesferas de vidro em sua com-posio, que geram um efeito reflexivo. ele funciona bem no lugar da tinta e delimi-ta, por exemplo, o permetro e o nmero da vaga. Tambm pode ser aplicado em paredes, explica leite. Para vagas de ca-deirantes, pode-se lanar mo do elast-mero com desenho em azul. alm disso, h centenas de tipos de placa, e costumamos fornecer algumas gratuitamente para in-centivar seu uso nos condomnios.

    outro quesito a iluminao. alm das lmpadas frias, utilizar sensores de presen-a e luz vigia tima opo para economi-zar energia. os moradores do condomnio Chatau dannet, no leblon, que o digam: No se pode gastar luz toa em garagens, uma vez que o movimento durante o dia muito fraco. o entra e sai maior sem-pre pela manh e no final do dia, depois das cinco horas, quando as pessoas voltam para casa, conta a sndica leda alencar. Tambm fazemos manuteno peridica, com pintura, pois a combusto dos esca-pamentos dos carros suja as paredes.

    Servio

    Kle 2622-2769Piso Plano 2441-1055

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    GaraGem mais seGura e BonitaConhea alguns acessrios que proporcionam segurana e beleza para garagens

    sensor de presena: ideal para a economia de energia. espeto antipombos: evita que esses pssaros entrem na garagem e

    atrapalhem o motorista. Balizador luminoso: indicado para todo tipo de acesso. protetor de parede e coluna cilndrica: evita arranhes e amassados

    na lataria dos veculos. limitador de vaga: orienta o usurio na hora de estabelecer os limites

    da vaga. tacha para quebra-molas: auxilia no controle de velocidade. amortecedor de estacionamento: evita choque de veculos. cones: auxilia na orientao interna e externa da garagem.

    QuAis so os plAnos pArA o seu condomnio em 2012?Garanta um ano novo tranquilo para o seu condomnio.38

    comportamento em garagensa meia luz de muitas garagens o ambiente perfeito para que muitos

    vizinhos se atritem e revelem seu lado B. se no estamos falando das va-gas sorteadas, certamente estamos falando daqueles que circulam em alta velocidade ou daqueles que buzinam desnecessariamente. ou quem sabe daqueles que ouvem seu som s alturas enquanto limpam seu carro? No poderamos deixar tambm de mencionar aqueles que param seus carros fora da vaga impedindo que algum use a vaga ao lado.

    enfim, poderamos relacionar uma srie de eventos muito comuns e pou-co dignos que acontecem rotineiramente em diversos condomnios cariocas.

    agora fica a pergunta que no quer calar: onde se esconde aquela sim-patia e educao que uma grande maioria diz ter num momento desses? Para melhorar a vida condominial, h que se abrir mo de alguns hbitos que podem incomodar os vizinhos.

    o bom senso sempre o melhor conselheiro.

    OpinioPoR viviEn bEzERRA dE MEllo

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    ConvivnCiAPoR RAqUEl PinhEiRo loUREiRo

    hora de se preparar para o veroreFormA, limpezA e orGAnizAo deixAm A disputAdA reA de lAzer prontA pArA os meses mAis Quentes do Ano

    azulejos que se soltam. Moradores que insistem em no tomar uma ducha antes de se banharem. gente que joga de canetinhas a pedra de gelo de seus apartamentos, mirando com preciso guas at ento lim-pas. infiltraes e vazamentos que se espalham para outras partes do condomnio. Mveis que precisam de reparo. a vida do sndico de um edifcio com piscina s vsperas do vero no fcil. alm de ter de cui-dar para que a parte fsica esteja em ordem para a chegada dos dias mais quentes, eles ainda tm de administrar a convivncia entre os moradores nessa rea de lazer to disputada. Mas se preciso fazer mudanas, que elas ocorram antes que os problemas se agravem.

    Piscinast

    ock.

    XCH

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    sndica do edifcio Masaccio, que faz parte do Condomnio Novo leblon, um dos maiores da amrica latina, Maria luza Rohrer no teve dvidas: em dezembro de 2010, comeou a obra de impermeabiliza-o do playground, uma rea com mais de 4 mil metros quadrados que abrange o par-que aqutico, com duas piscinas, o play-ground propriamente dito, churrasqueira e salo de festas. a rea do play foi inte-gralmente modernizada, com impermea-bilizao, troca do revestimento de pedra portuguesa por porcelanato, tratamento das juntas de dilatao, substituio de toda a parte hidrulica e eltrica. No caso das piscinas, a estrutura delas apresentava problemas, como o revestimento imper-meabilizante deteriorado, o que ocasiona-va azulejos soltos e quebrados, queda de rejunte e substancial perda diria de gua. Todo o encanamento estava obsoleto e solto em muitos lugares, e o tnel lateral que d acesso ao complexo hidrulico teve que ser reaberto. at o muro que circunda a rea teve que ser reforado e cintas de sustentao foram construdas.

    Reformas podem ser uma boa oportu-nidade de modernizar o visual da piscina, investir em equipamentos melhores e fazer as mudanas necessrias para atender legislao. No Masaccio, a piscina ganhou azulejos modernos e apropriados ao local, a antiga escada foi substituda por uma de concreto e granito, com corrimo, segundo as normas da aBNT, e o gradil de ferro que separa a rea da piscina do play foi troca-do por um de alumnio. alm disso, foram feitos investimentos em maquinrio melhor e que atenda s normas de segurana vi-gentes. obra sempre assusta os moradores

    MArIA lUzA rOhrer, DO eDIfCIO MAsACCIO: PIsCInA feChADA POr Meses PArA refOrMA

    Piscina

    por causa das cotas extras, mas as pessoas acabam entendendo que, alm de evitar complicaes mais graves, a reforma va-loriza o patrimnio, diz a sndica de 160 apartamentos distribudos em dois blocos, lembrando que, em razo do vazamento da piscina, ocorria uma perda de dois a trs dedos de altura de gua por dia. Trata-se de um servio caro e desgastante, mas, em nosso caso, tnhamos problemas que preci-savam de conserto. as administraes ante-riores j tinham feito estudos de mudanas nas reas de lazer. Foram realizados vrios reparos ao longo dos anos, mas era preciso uma reforma mais ampla, j que o prdio dos anos 1970, explica Maria luza.

    Fundador e diretor da Piscinas Jo, Clvis Rgo Monteiro Filho lembra que a vistoria constante, feita por empresas es-pecializadas, pode evitar despesas extras para os moradores. um filtro que funciona direito, uma bomba em ordem, o profissio-nal treinado para medir o PH da gua so fundamentais para evitar custos inespera-

    dos. Pequenos problemas podem ser iden-tificados facilmente, evitando-se que vi-rem grandes transtornos, diz Clvis. Com a bagagem de quem est h mais de 40 anos no mercado, ele aconselha sndicos a estocarem azulejos e pastilhas usadas na reforma de suas piscinas. isso porque, com o tempo, os modelos saem de circulao e pode ser necessrio recorrer a cemitrios de azulejos para encontrar itens iguais aos originais. uma pea ou duas so fceis de achar, mas, s vezes, precisamos de 300 para trocar os azulejos que esto soltos, exemplifica Clvis, lembrando que mesmo quando se trata dos tradicionais azulejos brancos, h diferenas entre os antigos e os novos. antigamente, eles eram mesmo 15 por 15 centmetros exatos. Hoje, so 15,2 ou 15,3. essa variao atrapalha o que poderia ser um servio simples, j que azu-lejos soltos, mesmo no fundo da piscina, podem ser trocados por mergulhadores, sem que haja necessidade de esvaziar o local, diz.

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    convivnciAZonas sul, Norte, oeste: em todos os

    cantos da cidade, a briga mais antiga en-tre moradores e sndicos quanto ao uso do filtro solar. o produto, que hoje usado ainda com mais frequncia graas rela-o entre cncer de pele e sol, gorduroso e acaba grudando na borda da piscina, for-mando uma espcie de nata, que tambm pode ir para os filtros. a recomendao uma boa ducha antes de entrar na piscina, o que tambm nem sempre cumprido. Nesse caso, uma plaquinha na entrada da piscina e uma circular para reforar a ne-cessidade da chuveirada podem ajudar.

    outro probleminha que os sndicos cos-tumam enfrentar a questo dos visitan-tes e convidados. Muitas vezes, o nmero de pessoas de fora que pode frequentar

    e AGorA, sr. sndico?Canetinhas, pedras de gelo, brinque-

    dos. No h limites para o que condminos irresponsveis jogam do alto de seus apar-tamentos nas piscinas dos edifcios. Na melhor das hipteses, o resultado sujeira, a interdio do local at que seja limpo e, dependendo do produto arremessado, a necessidade de at trocar a gua. Mas o pior cenrio inclui pessoas machucadas e a possibilidade de o condomnio ser respon-sabilizado por leso corporal. o que fazer quando est difcil controlar a situao?

    segundo Marcus Malta, assessor de condomnio da CiPa, registrar o ocorrido no livro de reclamaes do edifcio o pri-meiro passo. Muitas vezes, as pessoas no querem se envolver com medo de criar um clima chato com outros moradores, mas aqueles que conseguem identificar de qual unidade foi jogado o objeto na piscina ou at mesmo quem foi o responsvel pelo ato devem comunicar isso, diz Malta. Com essa informao, o sndico pode conver-sar e tentar resolver o problema, sempre levando em conta o que o regulamento

    A leGislAoPara que a administrao dessa rea

    to disputada ocorra da forma mais tran-quila possvel, o sndico deve estar ciente da legislao que regula o uso das piscinas. o decreto estadual 4.447/1981 e a lei es-tadual 3.728/2001 regulam a presena do guardio de piscina (que deve ser habili-tado pelo grupamento Martimo do Corpo de Bombeiros e obrigatrio em piscinas com mais de 36 metros quadrados) e o controle das condies da gua e manu-teno do equipamento. J a lei estadual 5.837/2010, que entrou em vigor em no-vembro ltimo, determinou a colocao de dispositivos para interromper o processo de suco em piscinas, alm de estipular que as piscinas novas devero ter, alm do dis-positivo proposto, bombas de suco que interrompam o processo automaticamente sempre que o ralo se encontrar obstrudo. Vale lembrar que o no cumprimento das

    normas passvel de sanes, j que elas so obrigatrias e fiscalizadas.

    a piscina determinado nos estatutos do condomnio, em conveno, mas o bom senso tambm um guia quando se trata de convivncia. No Masaccio, familiares e convidados eventuais dos condminos fazem uso da piscina, desde que estejam em pequeno nmero. J os convidados de um churrasco ou festa no tm o acesso permitido. Foi uma deciso tomada em as-sembleia, diz Maria luza Rohrer.

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    do condomnio determina. o guardio da piscina e os demais funcionrios tambm devem ficar atentos, e o sndico pode, e deve, fazer uma circular na qual solicite que os condminos fiquem alertas e de-nunciem irregularidades. uma conversa na assembleia de condomnio tambm ajuda a conscientizar todos dos perigos a que ficam sujeitos em razo de atos de vanda-lismo praticado por alguns.

    importante lembrar que, por exem-plo, se uma pedra de gelo acerta uma pes-soa que estava tomando sol na piscina, isso leso corporal. a vtima pode fazer um exame de corpo de delito e processar o con-domnio, que quem vai arcar com a res-ponsabilidade, em um primeiro momento, at o agressor ser identificado, diz Marcus, ressaltando que uma ideia simples instalar uma cmera voltada para a face do prdio de onde os objetos so jogados. Por uma questo de privacidade dos que esto to-mando sol em trajes de banho, melhor no colocar o circuito interno de TV direcionado para a rea da piscina, alerta.

    Por uma questo de privacidade dos que esto tomando sol em trajes de banho, melhor no colocar o circuito interno de TV direcionado para a rea da piscina.

    Marcus MaltaAssessor de Condomnios Cipa

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    CJ -

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    ImveisVendas

    ESPECIALISTAS EM NEGCIOS IMOBILIRIOS

    O bom corretor garante um negcio tranquilo

    o mercado imobilirio do Rio de Janei-ro cresceu bastante nos ltimos tempos. Tudo bem, isso no chega a ser novidade. a questo que, como consequncia, houve um grande aumento no nmero de corre-tores de imveis no mercado. s que nem sempre eles esto munidos de tica e de vontade real de satisfazer o cliente plena-mente. alis, essa postura no exclusivi-dade desse setor, em muitos segmentos do mercado h bons e maus profissionais.

    Todo mundo quer fazer um bom negcio e, de preferncia, ser bem assessorado por um corretor competente, tambm chamado de assessor imobilirio. Por essas e outras sempre bom procurar empresas e/ou profis-sionais srios e que tenham registro no Creci.

    ao escolher um bom assessor, decidi-mos tambm como queremos que o ne-gcio seja conduzido. importante haver entrosamento entre cliente e assessor para que o profissional consiga ajudar a contento. o bom assessor imobilirio tem compromisso total com a satisfao do cliente, e no apenas com sua remunera-

    o. Responda a algumas perguntas ela-boradas pela CiPa para identificar se voc est sendo bem atendido:

    Voc informou seu corretor sobre suas preferncias e ele lhe oferece imveis de acordo com o que voc deseja?

    seu corretor lhe informa sempre sobre o valor de condomnio, iPTu e taxas ex-tras dos imveis visitados?

    seu corretor lhe contata apenas quan-do tem algo que realmente interessa a voc e de forma educada?

    seu corretor o pressiona a fechar o ne-gcio rapidamente?

    seu corretor demonstra pleno conheci-mento do condomnio em questo?

    seu corretor demonstra conhecer to-dos os trmites legais para a aquisio de um imvel?

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    CiPA inFoRMA

    CIPA oferece descontos em site de vendasVaNTagENs EspEciais para cliENTEs cipa

    a CiPa, sempre em busca de solues eficientes para seus clientes, firmou uma parceria com o portal de vendas on-line comprafacil.com, pertencente ao grupo Hermes, que tem mais de 65 anos de tra-dio, experincia e sucesso em canais de vendas a distncia.

    o resultado dessa parceria que agora os clientes da CiPa, alm de poderem fazer compras sem sair de casa usufruindo as vantagens do e-commerce, tambm obtm descontos especiais, que podem ser conferi-dos na pgina do compra Fcil.

    o grupo Hermes iniciou as vendas pela internet em 2003 e, desde ento, o Comprafacil.com vem se superando anual-mente em relao s taxas de crescimento

    do mercado, o que demonstra sua conso-lidao como um dos principais sites de e-commerce brasileiro.

    Por meio do site os consumidores tm acesso a uma variedade de mais de 60 mil produtos diferentes e que tm em comum a boa qualidade, atestada pelos clientes.

    as vendas atendem ao Brasil todo gra-as a uma sofisticada estrutura logstica. so processados diariamente mais de 70 mil pedidos, o que contabiliza uma mdia de venda diria de 500 mil peas.

    e voc, o que est esperando para usu-fruir mais essa facilidade que a CiPa ofe-rece? entre no site www.comprafacil.com/revistacipa, no deixe de conferir as ofertas do dia e boas compras!

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    ConsERvAoPoR RAqUEl PinhEiRo loUREiRo

    Quem cuida temManuteno e restaurao de pedras auMentaM sua vida til e valorizaM reas coMuns de edifcios

    Mrmore, granito, pedra so tom, ardsia. No h sndico que no tenha de lidar com, pelo menos, um desses itens ou ainda uma das dezenas de outras pedras comumente usadas em pisos e revesti-mentos, tanto de reas externas quanto internas. da fachada ao local de lazer, elas embelezam e valorizam edifcios, mas, para que tenham uma vida til longa, a manu-teno fundamental. Feita corretamente, a conservao de pedras fcil e poupa fu-turos problemas e despesas para os condo-

    mnios, j que uma limpeza malfeita pode comprometer o material.

    a primeira regra da manuteno de pedras seguir a orientao do fabri-cante e da firma que instalou o mate-rial, observando a garantia que cada um oferece. a recomendao, para a grande maioria de pedras, usar apenas gua e sabo neutro na hora de limpar. Qualquer outro produto pode corroer a pedra, au-mentando sua porosidade, o que acaba aumentando a absoro de sujeira e at

    mesmo manchando-a. ou seja, nada de alvejante, sabo do tipo saplio ou cidos. cido muritico no a oitava maravilha do mundo, afirma, enftico, Rafael Viei-ra, diretor comercial da Perfoxx, empresa de manuteno predial, sobre o produ-to adorado por muita gente. Na hora, parece que uma beleza, deixa a pedra portuguesa branquinha, tira as manchas. Mas, na verdade, o cido muritico est estragando a pedra, o granito, o mrmore, retirando sua proteo natural, explica.

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    de posse dessa informao, alguns sndicos j baniram o uso de produtos pesados em seus prdios. luiz eduardo Coimbra Marques de oliveira, do condo-mnio do edifcio Romero estellita, na la-goa, faz questo de cuidar do patrimnio comum aos 36 apartamentos. a portaria da construo de 12 andares, a primeira desse porte na lagoa, passou por uma reforma e ganhou granito, e a fachada de porcelanato. o hall social de cada andar tem mrmore, enquanto o de ser-vio de pastilhas brancas oitavadas e as escadas, de marmorite. Pano mido lim-po, com algumas gotas de essncia para criar um ambiente mais agradvel, resol-ve quase todos os problemas de limpeza. Temos uma mquina de gua de alta presso para as escadas, em que as bor-das de cada degrau tm uma faixa de lixa para evitar acidentes. H uma preocupa-o muito grande em utilizar os produtos certos para preservar as pedras, assim, s usamos cera e outros produtos se forem indicados por especialistas, explica luiz eduardo, acrescentando que a maior dor de cabea em termos de limpeza so os rejuntes das pastilhas dos halls de servi-o. as pastilhas ficam branquinhas, mas os rejuntes no ficam limpos de jeito nenhum. estamos pensando em subs-tituir por algo mais prtico, conta ele, que acredita no treinamento dos funcio-

    nrios. preciso orientar para que no tenhamos problemas no futuro, diz.

    No edifcio Rio grande, no Flamen-go, o mrmore do piso e do batente de algumas portas das duas portarias tratado com carinho. Por muitos anos, um grosso carpete, fruto do modismo dos anos 1960 e 1970, cobriu a pedra bege. o mrmore estava muito sujo e foi preciso chamar uma empresa para limpar e polir. Fomos orientados a no usar produtos abrasivos, justamen-te para o mrmore no ficar rugoso, e tomamos muito cuidado com as reco-mendaes. o mrmore um material que valoriza o condomnio, explica o subsndico giduvaldo de souto lima. Mas no prdio de 42 apartamentos, as escadas de granito so limpas com gua e um pouco de saplio, e o trecho en-tre a garagem e o primeiro andar, que de mrmore, ganha um pouquinho de cloro. uma rea com trfego pesado

    O snDICO lUIz eDUArDO COIMbrA MArqUes De OlIveIrA ACreDITA qUe O TreInAMenTO DOs fUn-CIOnrIOs fUnDAMenTAl PArA A PreservAO

    DAs PeDrAs: PreCIsO OrIenT-lOs PArA qUe nO TenhAMOs PrObleMAs nO fUTUrO

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    como cuidar

    Com as precaues necessrias, as pe-dras usadas em revestimentos e pisos po-dem ter uma vida bem longa. o primeiro passo seguir as instrues da empresa que vendeu ou instalou o material, atentando para a garantia e as recomendaes feitas na hora da transao. o segundo evitar produtos remotamente abrasivos que, aos poucos, vo aumentando a porosidade do material, o que acumula cada vez mais sujeira, em um ciclo de desgaste da pedra utilizada. gua e sabo neutro, no mximo, formam a melhor dupla para a limpeza no dia a dia, e alguns itens, como mrmore e nix, pedem apenas um pano mido. Para retirar manchas e aquela sujeira que entra-nhou na pedra, nada de solues caseiras: so as empresas especializadas que tm condies de fazer o servio e ainda polir e selar, se for o caso.

    ardsia nas cores verde, preta e cinza, uma pedra muito utilizada pelo preo mais em conta. alm de esquentar muito, a ar-dsia muito lisa e bastante escorregadia quando molhada, razo pela qual deve ser evitada em reas externas, sujeitas chu-va, e usada em detalhes decorativos. Trata-

    de pessoas, todos passam por ali para sair da garagem e pegar o elevador. ento fica muito sujo, conta giduvaldo.

    Mas o cloro tambm no indicado pelas mesmas razes pelas quais outros produtos pesados so vetados. impor-tante lembrar que cada pedra, cada super-fcie, reage de uma maneira ao sol, chu-va, poluio. o certo , aps a instalao, chamar uma empresa para saber se ne-cessrio uma selagem ou um polimento, explica Rafael Vieira, lembrando que servi-os como jateamento so feitos, hoje, com gua, e no com areia, o que est proibido por lei. s o profissional pode indicar de que tipo de tratamento a pedra precisa. um granito apicuado, mais natural, mais poroso que um polido, logo, tem outras demandas, diz o profissional.

    outro problema que inferniza a vida de sndicos em toda a cidade so as picha-es. smbolo de falta de educao, elas arrunam at mesmo a fachada mais impe-cvel, que fica suja com rabiscos, desenhos e, s vezes, at mesmo expresses ofensi-vas. Mas at para isso, que costumava ser uma dor de cabea, j h soluo. a em-presa Roma Qumica, por exemplo, oferece

    tinta e verniz antipichao, que protegem todo tipo de superfcie contra a sanha des-truidora dos vndalos. o produto pode ser aplicado em mrmore, pedra-sabo, mira-cema e outros tipos de pedra, removendo completamente o grafite.

    o processo feito em trs etapas, explica diego aleixo, da Roma Qumica. Primeiro, aplicamos o produto, que um removedor prprio desenvolvido pela em-presa, sobre a parte grafitada. depois, com um jato de gua de alta presso, a tinta removida. Por fim, aplicado um verniz que proteger o material, acrescenta. uma vez feita a limpeza, a manuteno fcil, j que com gua, sabo e uma escovinha pos-svel retirar futuras pichaes da superfcie j tratada. o tratamento dado ao material sobrevive a 2.500 ciclos de limpeza, afirma diego, lembrando que comum os picha-dores desistirem de atacar o mesmo local quando descobrem que ele vai ser limpo com facilidade. o preo depende da loca-lizao da pichao, como se est em local que precisar de andaime para a limpeza e proteo, mas o metro quadrado pode ficar entre R$ 60 e R$ 70 para o servio de remo-o do grafite e proteo. H ainda outra vantagem: depois que o local da primeira pichao limpo e protegido, no existe prazo para o sndico remover uma nova pi-chao. Tudo sem sacrificar o material a ser trabalhado, que, depois de tratado, ganha maior longevidade, pois evita o desgaste das tentativas de limpeza com produtos que podem prejudicar a pedra.

    Para quem quiser contratar uma firma especializada na manuteno de superf-cies de pedra, vale a antiga recomenda-

    o de pedir referncias sobre os servios realizados pela empresa. ou, pelo CNPJ, possvel consultar certides negativas e o recolhimento do FgTs e do iNss, lembran-do que sade fiscal, em geral, um bom sinal sobre a empresa e sua capacidade de honrar compromissos no futuro.

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    servio: Roma qumica 2005-6433Perfoxx 2284-6915

    Granito verstil e de grande durabili-dade, o granito pode ser usado tanto em reas externas quanto internas, inclusive naquelas com grande trnsito de pessoas. Bruto ou polido e encontrado nas mais diversas cores, do cinza ao azul, o granito deve ser limpo da mesma forma que as outras pedras, com gua e sabo neutro.

    mrmore com dezenas de tonalidades e desenhos, durvel e resistente a im-pacto, desde que conservado da maneira correta. o mrmore pode manchar com facilidade e jamais pode ser limpo com gua sanitria, cloro e produtos corrosi-vos, como cidos. o mrmore claro e isso vale tambm para o granito em tons suaves sensvel a produtos cidos, como urina e sumo de laranja e limo. Por isso, nada de limpar mrmore com Coca--Cola, o que um verdadeiro crime contra a pedra. outra dica: se o mrmore parece sem brilho, o primeiro passo procurar uma firma para saber o que pode ser fei-to, j que alguns tipos so, naturalmente, mais foscos. em hiptese alguma deve-se tentar limpar mais profundamente, selar ou polir o mrmore por conta prpria. J a limpeza do dia a dia feita apenas com um pano mido.

    pedra portuguesa amado e odiado em igual medida as mulheres geral-mente no so fs das pedrinhas, em razo das irregularidades que acabam com os saltos mais fininhos , o piso de pedra portuguesa oferece uma grande vantagem sobre o cimento ou o as-falto: permite a absoro da gua de chuva. a dupla gua e sabo neutro a melhor forma de limpar as pedras, mas, com o tempo, elas ten