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Obesidade e desnutrição NUT/FS/UnB – ATAN/DAB/SPS
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Obesidade desnutricao

Aug 08, 2015

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  1. 1. 1 Obesidade e desnutrio NUT/FS/UnB ATAN/DAB/SPS
  2. 2. 2 Sumrio O que define as diferenas individuais Obesidade Definio Classificao Epidemiologia Causas Conseqncias Tratamento Alimentos diet e light e adoantes Desnutrio Definio Causas Outros fatores relacionados s causas da desnutrio Mtodos de Diagnstico Epidemiologia Conseqncias Tratamento Como prevenir Concluso: Vida saudvel Atividades Glossrio 3 4 5 9 14 15 16 20 22 25 28 50
  3. 3. O que define as diferenas individuais A palavra indivduo definida como a pessoa humana, conside- rada em suas caractersticas particulares. Isso significa que, ape- sar da raa em comum, possumos, sem exceo, diferenas fsi- cas e biolgicas. Assim, o termo gmeos idnticos no pode ser considerado literalmente e o correto seria gmeos quase idnti- cos. Mas o que faz com que cada pessoa seja como ? Muitos fatores podem explicar as caractersticas individuais: s Gentica: o verdadeiro documento de identidade do ser humano. s Metabolismo: abrange o funcionamento de todos os rgos e seus componentes, desde uma nica clula ao corpo humano por inteiro. s Meio ambiente: inclui aspectos como a cultura, educao, rela- es interpessoais etc. s Estilo de vida: hbitos alimentares, atividade fsica, tabagismo, alcoolismo, entre outros. Tanto a obesidade quanto a desnutrio podem estar relacionadas com um ou vrios desses fatores. Apresentamos, a seguir, aspec- tos como definio, causas, epidemiologia, conseqncias e trata- mento dessas doenas. Obesidade Definio Obesidade uma doena crnica caracterizada pelo excesso de gordura corporal, que causa prejuzos sade do indivduo. A obesi- dade coincide com um aumento de peso, mas nem todo aumento de peso est relacionado obesidade, a exemplo de muitos atletas, que so pesados devido massa muscular e no adiposa. 3
  4. 4. 4 baixo peso menor que 18,5 normal 18,5 24,9 sobrepeso maior que 25 pr-obeso 25 29,9 obeso I 30 34,9 obeso II 35 39,9 obeso III Maior que 40 Classificao Existem diversas maneiras de classificar e diagnosticar a obesida- de. Uma das mais utilizadas atualmente baseia-se na gravidade do excesso de peso, o que se faz atravs do clculo do ndice de Mas- sa Corporal (IMC ou ndice de Quetelet), utilizando-se a seguinte frmula: IMC = Peso atual (kg) / altura2 (m2 ) O uso do IMC prtico e simples e a sua aplicao recomendada para adultos. A avaliao da massa corporal em crianas e adoles- centes feita atravs de tabelas que relacionam idade, peso e altu- ra. O IMC no indicado nessas faixas etrias porque crianas e adolescentes passam por rpidas alteraes corporais decorrentes do crescimento. A rede pblica de sade usa o carto da criana para verificar a adequao da altura e do peso at os 5 anos de idade. O acompanhamento feito nos postos de sade. Aclassificaoaseguirmostraosdiferentesgrausdeobesidadeemadultos: Classificao IMC(kg/m2) Quanto maior for o IMC de uma pessoa, maior a chance dela morrer precocemente e de desenvolver doenas do tipo diabete melito, hipertenso arterial e doenas cardiovasculares. Mas isso no sig- nifica dizer que quanto mais magro melhor, pois o ndice de mortali- dade tambm aumenta em indivduos com IMC muito baixo, espe- cialmente por causa de doenas infecciosas e dos pulmes. O ideal manter-se entre as faixas de 20 a 25kg/m2 . Sozinho, o IMC no indicador suficiente da gravidade do problema de peso em excesso, pois o tipo de distribuio dessa gordura pelo organismo tambm importante. Existem diversos tipos de obesi- dade quanto distribuio de gordura. Os mais caractersticos so o que d ao corpo o formato de uma ma (mais comum em homens) e o que torna o corpo parecido com uma pra, fino em cima e largo nos quadris e nas coxas (mais comum em mulheres). A obesidade em forma de ma est associada a doenas como o diabete no dependente de insulina e as enfermidades cardiovasculares. A obe- sidade em forma de pra est associada celulite e varizes, alm de problemas de pele e ortopdicos.
  5. 5. 5 Epidemiologia O nmero de crianas e adultos obesos cada vez maior, tanto em pases pobres ou ricos e at mesmo em pases que se caracterizam por uma populao magra, como o caso do Japo. A Organizao Mundial de Sade passou a considerar a obesidade como um pro- blema de sade pblica to preocupante quanto a desnutrio. No Brasil, estima-se que 20% das crianas sejam obesas e que cerca de 32% da populao adulta apresentem algum grau de excesso de peso, sendo 25% casos mais graves. A obesidade um problema srio em todas as regies do pas, mas a situao ainda mais crtica no Sul. De acordo com dados da Pesquisa Nacional sobre Sade e Nutrio (PNSN) de 1989, a prevalncia de obesidade em brasileiros com mais de 18 anos de idade de 28%, no caso dos homens, e de 38% no caso das mulheres. Nos Estados Unidos, a prevalncia de 34% em homens e de 55% em mulheres, com idade entre 20 e 64 anos. Apesar das diferenas econmicas, os pases, desenvolvidos ou no, vivem o mesmo problema da alta e crescente prevalncia de excesso de peso. O nmero de obesos maior nas reas urbanas e tambm est relacionado ao poder aquisitivo familiar. Quanto maior a renda, mai- or a prevalncia de obesidade, mas esta cada vez mais alta em mulheres de baixa renda e tende a se estabilizar ou at mesmo diminuir nas classes de renda mais elevada. A presena do excesso de peso na populao menos favorecida pode ser explicada pela falta de orientao alimentar adequada, ati- vidade fsica reduzida e pelo consumo de alimentos muito calricos, como cereais, leo e acar. Tais alimentos so mais baratos e fa- zem parte de hbitos alimentares tradicionalmente incorporados. O problema da obesidade cresce menos entre a populao mais privi- legiada porque ela tem maior acesso a informaes sobre os preju- zos que a doena acarreta, a melhora dos hbitos alimentares e a prtica de atividade fsica regular. Causas As pessoas engordam por quatro motivos: comem muito, tm gas- to calrico dimimudo, acumulam gorduras mais facilmente ou tm mais dificuldade de queim-las. O gasto calrico significa a queima de energia que uma pessoa apre- senta durante as 24 horas do dia e isso inclui o gasto calrico com a alimentao (energia gasta nos processos de digesto, absoro e transporte de nutrientes) e com a atividade fsica.
  6. 6. 6 A capacidade de transformar calorias em gorduras varia de indiv- duo para indivduo e isso explica porque duas pessoas com o mes- mo peso e altura, que comem os mesmos alimentos, podem fazer gordura com menor ou maior eficincia e esta ltima que tender a ser gorda. A habilidade de queimar gorduras tambm varia de pessoa para pessoa. Podemos queimar as calorias do nosso organismo a partir das gorduras do tecido adiposo, das protenas dos msculos e do glicognio do fgado, entre outros. O indivduo apresentar menor tendncia de engordar e maior capacidade de emagrecer quanto maior for a sua capacidade de queimar as gorduras. Todas essas condies ocorrem no apenas por mecanismos org- nicos, mas, em especial, por fatores genticos. Fatores genticos Crianas de pais obesos apresentam maior risco de se tornarem obesas quando comparadas s crianas cujos pais apresentam peso normal. O quadro a seguir mostra a porcentagem de risco de uma criana se tornar obesa relacionada obesidade dos pais: Pais Risco para a criana Ambos obesos 80% Pai ou me obeso (a) 40% Ambos no obesos 10% J no caso das doenas multifatoriais, isto , que apresentam diver- sas causas, difcil distinguir os efeitos dos genes dos efeitos ambientais, como hbitos alimentares e sedentarismo em indivdu- os que vivem no mesmo ambiente. Estudos feitos com gmeos univitelinos, ou seja, geneticamente idnticos, demonstraram ntida correlao de peso, mesmo quando as crianas so criadas separadamente. Do mesmo modo, verifica- se que o peso de crianas adotivas possui semelhana maior com o de seus pais verdadeiros do que com os de adoo. A influncia da gentica na obesidade j era reconhecida por volta dos anos 70. Mas foi na dcada de 90, quando se identificou o gene que expressa a leptina, que o conceito sobre essa doena comeou a mudar completamente para os cientistas, comprovando a origem gentica dessa patologia. A leptina uma protena que avisa o crebro quando o organismo est satisfeito e deve comear a quei- mar as calorias ingeridas. O estudo foi feito com camundongos e verificou-se que, sem essa substncia em ao, o camundongo no
  7. 7. 7 s desconhece a sensao de saciedade como tambm incapaz de queimar as calorias ingeridas com eficincia. Tanto o excesso de apetite quanto a pouca saciedade podem ser explicados por fatores genticos. A queima ineficiente de gordura tambm pode estar relacionada leptina ou, ainda, a outros componentes orgnicos, como hormnios, enzimas, receptores etc. A distribuio da gordura corporal em uma regio ou outra do corpo tem a ver com o sexo, mas tambm resulta de fatores genticos e ambientais. A base gentica da obesidade complexa e vrias pesquisas e teo- rias tm sido feitas a respeito. Mas o assunto ainda objeto de muitos estudos. Endocrinopatias As doenas de origem hormonal so causas raras da obesidade (inferior a 10% dos casos). Algumas delas so: sndrome hipotalmica, sndrome de cushing, hipotireoidismo, sndrome dos ovrios policsticos, pseudo-hipoparatireoidismo, hipogonadismo, deficincia de hormnios do crescimento, insulinoma e hiperinsulinismo. Baixa atividade fsica O exerccio fsico contribui com 8 a 20% do gasto dirio total de energia. Alm disso, pode modular o apetite, pois ajuda a regular os mecanismos cerebrais que controlam a ingesto de alimentos. Tam- bm proporciona um aumento da massa corporal magra (msculos) e provoca alteraes enzimticas que facilitam a queima de gordura nos tecidos, o que torna o indivduo ativo mais propenso a perder peso e a mant-lo reduzido. Pessoas sedentrias apresentam um gasto calrico reduzido e po- dem ter mais dificuldade de queimar a gordura e mais facilidade para armazen-la. Nas ltimas dcadas, o brasileiro, de um modo geral, trocou ativida- des como esportes e caminhadas pela televiso, considerada a prin- cipal opo de lazer das diferentes camadas da populao. A mo- dernizao dos processos produtivos tambm foi responsvel pela reduo da atividade fsica. A forma de trabalhar e de viver de gran- de parte dos brasileiros requer cada vez menos de energia.
  8. 8. 8 Alimentao Como j vimos, a obesidade apresenta vrias causas, mas talvez a mais simples de ser compreendida e tambm a mais divulgada (mas nem por isso a mais comum) seja um maior consumo de alimentos (calorias) em relao a um menor gasto de energia. preciso deixar claro que nem sempre os gordos apresentam excesso de peso s porque comem muito, pois existem outros motivos para o ganho de peso. No entanto, bem verdade que, em muitos casos, os exage- ros na alimentao so os responsveis pelos quilos a mais. Maus hbitos alimentares tambm ajudam a engordar, tais como: s No ter horrios fixos para comer, ou seja, beliscar a toda hora. A pessoa perde o controle da quantidade que comeu e acaba comendo muito, sem nem perceber. s Exagerar no consumo de alimentos gordurosos, como frituras, manteigas, leos, doces cremosos, chocolates etc. s Fazer dietas da moda, responsveis pelo efeito ioi, isto , o emagrece-e-engorda dos que fazem esses tipos de dieta (veja mais detalhes no item dietas da moda). s Ficar longos perodos em jejum. A fome e o apetite aumentam e a pessoa acaba comendo mais. s Fazer poucas refeies durante o dia e em grandes volumes. O volume do estmago pode aumentar e tambm a quantidade de alimentos que a pessoa consegue comer. Outros fatores relacionados obesidade A Pesquisa Nacional sobre Sade e Nutrio (PNSN), realizada em 1989, apontou dados sobre a obesidade entre adultos no Brasil que explicariam os altos ndices de obesidade no pas. So eles: s Dieta desequilibrada, onde predominam alimentos muito calricos e de fcil acesso (cereais, leo, acar) populao mais carente. s Reduo do tamanho da famlia, aumentando a disponibilidade de alimentos na casa. s Melhora da infra-estrutura bsica, elevando a expectativa de vida da populao. Com isso, o peso da populao aumenta, j que o percentual de gordura maior com a idade. s Estrutura demogrfica: as pessoas se concentram mais nas ci- dades, onde gastam menos energia, tm acesso a variados ti- pos de alimentos (principalmente industrializados) e possuem maior expectativa de vida.
  9. 9. 9 Conseqncias Diversas patologias e condies clnicas esto associadas obesi- dade. Alguns exemplos so: s Apnia do sono s Acidente vascular cerebral, conhecido popularmente como der- rame cerebral. s Fertilidade reduzida em homens e mulheres. s Hipertenso arterial ou presso alta. s Diabetes melito. s Dislipidemias. s Doenas cardiovasculares. s Clculo biliar. s Aterosclerose. s Vrios tipos de cncer, como o de mama, tero, prstata e in- testino. s Doenas pulmonares. s Problemas ortopdicos. s Gota. Os prejuzos que o excesso de peso pode causar ao indivduo so muitos e envolvem desde distrbios no fatais, embora comprome- tam seriamente a qualidade de vida, at o risco de morte prematu- ra. Os dados existentes so alarmantes: estima-se que mais de 80 mil mortes ocorridas no pas poderiam ter sido evitadas se tais pes- soas no fossem obesas. Tratamento O objetivo de tratar a obesidade hoje alcanar um peso saudvel e no mais o peso ideal. Mas o que seria o peso saudvel? O das modelos e bailarinas extremamente magras ou dos artistas de tele- viso? Com certeza, no. O peso saudvel aquele adequado para desempenhar as atividades (internas e externas) do organismo, nem para mais, nem para menos. Trata-se de um peso onde as complica- es associadas obesidade so nulas ou mnimas.
  10. 10. 10 Um corpo bonito ou magro no sinnimo de saudvel. necess- rio analisar cada caso separadamente, pois as necessidades variam de acordo com o indivduo. Por isso, no coerente querer ter o corpo igual ao de uma outra pessoa. O peso saudvel varia de pes- soa para pessoa. Um nutricionista e/ou mdico so os profissionais de sade que podem avaliar a adequao do peso dos indivduos. O tratamento da obesidade varia de acordo com a gravidade da do- ena. Em alguns caso, so necessrios medicamentos ou at mes- mo intervenes cirrgicas. No entanto, existem recomendaes gerais adequadas para a grande maioria dos obesos: educao (ou reeducao) alimentar, atividade fsica e a participao familiar e comunitria nesse processo. Vamos tratar desses temas a seguir. A educao (ou reeducao) alimentar preciso que a pessoa entenda e aprenda (ou reaprenda) o signifi- cado e a importncia de se comer bem (e no bastante!), isto , de trocar os maus hbitos por bons hbitos alimentares. Trata-se de um novo estilo de vida, de ampliar conceitos, mudar costumes... o que no nada fcil, ainda que possvel. por isso que a educao alimentar to importante. Esse aprendizado pode e deve ocorrer em qualquer lugar, mas a escola um espao privilegiado para o estudo da alimentao e da nutrio como cincia, arte, tcnica e histria. A escola deve atuar como um laboratrio em permanente atividade de busca, de inquie- tao, de interrogaes sobre o homem e as suas condies de vida. Afinal, na escola que se revelam e que podem ser soluciona- das as dificuldades que existem fora dela. Orientaes nutricionais Vrias orientaes nutricionais so importantes para a educao ali- mentar. Confira algumas: s Seja realista: faa pequenas mudanas no modo como voc se alimenta e no seu nvel de atividade fsica. No comece com grandes alteraes, v passo a passo. Aps o primeiro pequeno sucesso, estabelea um novo objetivo e prossiga. s Seja aventureiro, saia da mesmice! experimente alimentos e preparaes que voc no conhece, especialmente se forem base de frutas e verduras. Comece por aquele alimento que voc nunca experimentou. Ele pode ser gostoso e ir ajudar voc a melhorar o seu consumo de nutrientes.
  11. 11. 11 s Seja flexvel: no fique pensando se voc cumpriu ou no os seus objetivos em apenas uma refeio. O ideal ter um plano dirio, mas caso voc exagere em uma refeio, coma menos na prxima. s Seja sensvel: aprecie todos os tipos de alimentos e preparaes. s Prefira uma dieta pobre em gordura e em colesterol e rica em frutas e verduras. s Modere as quantidades de acares, sal e sdio. s Caso consuma bebida alcolica, faa-o com moderao. s Beba, no mnimo, oito copos de gua por dia entre as refeies. s Estabelea horrios fixos para se alimentar. s Divida a alimentao em cinco ou seis refeies (caf da ma- nh, lanche, almoo, lanche da tarde, jantar e ceia), reduzindo a quantidade consumida em cada uma delas. s Prepare o prato com toda a quantidade de alimentos a ser consumida, para ter o controle da quantidade que vai comer. s Siga o guia da pirmide dos alimentos, consumindo as pores para cada grupo de alimentos de acordo com a idade (veja mais detalhes no texto sobre alimentao saudvel). s Prefira ambientes agradveis para fazer as refeies e evite as- sistir televiso enquanto come. s No almoo e no jantar, coma primeiro os vegetais crus e folhosos, como o alface e a rcula, pois eles promovem uma sensao de saciedade mais rpida. Isso far com que sua fome diminua e voc coma os outros alimentos em menor quantidade. importante deixar claro que essas so apenas algumas orienta- es gerais. A obesidade, como j mostramos, uma doena e como tal deve ser orientada e tratada pelo profissional adequado, neste caso o nutricionista ou mdico. O professor deve orientar o aluno ou o responsvel por este a dirigir-se a um servio de sade para receber informaes mais especficas. Participao da escola e da famlia Toda a famlia deve participar do processo de educao alimentar. A recomendao vale, especialmente quando se trata de mudar os hbitos das crianas, pois elas se espelham nos adultos. O exem- plo dos professores e educadores tambm fundamental. Convm prestar ateno nos produtos vendidos nas lanchonetes das esco- las, pois a maioria no apresenta valor nutritivo, sendo apenas fonte de gorduras e calorias extras.
  12. 12. 12 A atividade fsica A melhor maneira de controlar o peso a combinao de dieta com exerccios fsicos e no apenas um ou outro. O ideal fazer um pouco de atividade fsica todos os dias, ou pelo menos trs vezes por semana. Voc no precisa ficar vrias horas fazendo exerccios e suando sem parar. Pegar pesado para atletas. A criana, as- sim como as pessoas em geral, devem procurar uma atividade que lhes agrade, convidar um amigo para participar... o professor de Educao Fsica a pessoa ideal para orientar sobre o assunto. Fi- car parado que no d! Benefcios da atividade fsica Aqui esto alguns benefcios da prtica regular de atividade fsica: s Contribui para o bom funcionamento dos rgos, principalmen- te o corao. s Contribui para o bom funcionamento do intestino. s Diminui a ansiedade, o estresse e a depresso. s Melhora o humor e a auto-estima. s Diminui em 40% as chances de morrer por doenas cardiovasculares e ajuda na preveno e no controle dessas e de outras doenas, como diabetes melito, hipertenso arterial, osteoporose, problemas respiratrios,etc. s Contribui para o funcionamento normal dos mecanismos cere- brais de controle de apetite, de modo a trazer um equilbrio en- tre a ingesto e o gasto de energia. s Aliada ao consumo reduzido dos alimentos, aumenta a perda de gordura e melhora a sua distribuio corporal. Tambm au- menta a massa magra corporal (msculos). s Quanto mais ativo voc se torna, mais calorias queima (aumen- ta o gasto energtico). Se no houver problemas de sade, os exerccios fsicos devem fazer parte do cotidiano de todas as pessoas. bom consultar um mdico antes de encarar esse novo estilo de vida. SEJA ATIVO! Incorpore a atividade fsica no seu dia-a-dia. Ande at a padaria, desa um ponto antes do seu trabalho, pegue as crianas na escola a p. Vale tudo!
  13. 13. 13 Perigo! Dietas da moda Nossa sociedade se preocupa demais com o corpo e os padres de beleza e no faltam dietas para o controle de peso. Mas isso no significa dizer que todas essas dietas so boas para a sade, PELO CONTRRIO! As chamadas dietas da moda so geralmente dietas restritas em um ou vrios tipos de nutrientes, ou seja, so nutricionalmente de- sequilibradas. Podem causar muitos danos sade: diminuio do rendimento fsico, sobrecarga do organismo, deficincias nutricionais, desidratao, desmaios, problemas cardacos e outras doenas. Uma dieta com alimentos nutritivos em quantidades controladas a alternativa ideal para quem deseja controlar o peso com sade. Com as dietas da moda, a pessoa consegue uma perda de peso passageira, pois acaba tendo uma alimentao to fora de seus pa- dres que, ao retornar vida normal, volta a comer os tipos e a quantidade dos alimentos que a fizeram aumentar de peso. Muitos insistem em fazer essas dietas exticas influenciadas pela propaganda, especialmente na televiso, e por artistas e pessoas com corpos esculturais. A rpida perda de peso decorrente de die- tas desequilibradas tambm incentiva o desejo de emagrecer a qual- quer preo. O problema que, nesses casos, trata-se de uma perda de gua e msculo e no propriamente de gordura. Alm disso, dietas muito restritivas e com pouqussimas calorias podem provo- car graves distrbios alimentares, como anorexia nervosa e bulimia. O melhor caminho para controlar o peso continua sendo a reeduca- o alimentar atravs de uma dieta equilibrada, elaborada e orienta- da por um profissional capacitado. Tal dieta deve ser acompanhada da prtica regular de atividade fsica. preciso ter sempre em mente que no existem poes mgicas para emagrecer, ou seja, at hoje no se provou que as dietas po- pulares ou da moda tenham alguma vantagem em relao a uma dieta bem balanceada. Nenhuma mistura mgica garante uma perda de peso mais efetiva do que uma dieta reduzida em calorias e equilibrada. Alm disso, cada pessoa tem necessidades nutricionais e calricas diferentes e cada caso deve ser analisado individualmen- te por um nutricionista. Como prevenir? Algumas estratgias para prevenir a obesidade so: s Cortar o mal pela raiz, incentivando, desde a infncia, a prti- ca regular de exerccios fsicos e a introduo de bons hbitos alimentares.O exemplo dado pelos pais ou responsveis aos seus filhos fundamental.
  14. 14. 14 s Orientar a populao a respeito da importncia de uma alimentao saudvel. s Usar a televiso e o rdio para facilitar o acesso de todas as camadas sociais s informaes sobre alimentao saudvel. s Incentivar crianas, jovens e adultos a praticarem exerccios fsicos regulares. s Garantir a participao de autoridades federais, estaduais e municipais em projetos que tenham como principal objetivo prevenir a obesidade, sem interesses polticos. Tais interesses prejudicam especialmente a continuidade dos programas sociais. Alimentos diet e light e adoantes A preocupao excessiva da sociedade com o excesso de peso e a existncia de doenas que provocam alteraes especficas na die- ta despertaram o investimento de indstrias alimentcias em pes- quisas que resultaram na criao de inmeros produtos com carac- tersticas especiais, como o caso dos alimentos diet e light. Ainda existe muita confuso a respeito do significado e das diferen- as existentes entre esses dois tipos de alimentos. A explicao muito importante para que a escolha e compra do produto certo. Produtos light so alimentos modificados em seu valor energtico ou em sua composio de gordura. Devem ter pelo menos 25% a menos de calorias que os produtos comuns. Mas ateno: isto no significa que esses produtos no contenham acar, portanto no devem ser consumidos pelos diabticos, a no ser que tenham es- crito no rtulo SEM ADIO DE ACARES. Produtos diet so aqueles produzidos para atender s necessida- des dietticas especficas dos portadores de vrias doenas. Inclu- em alimentos para dietas com restrio em algum nutriente. Esta restrio pode ser de acares, sdio, gorduras, colesterol, aminocidos ou protenas, entre outras. Por isso, quem compra pro- dutos diet deve ler com bastante ateno o rtulo da embalagem para verificar se ele atende s suas necessidades especficas. Um exemplo: os produtos que podem ser consumidos pelo diabtico so aqueles que no contm glicose, frutose ou sacarose. Com relao aos adoantes dietticos, os obesos devem preferir aqueles no calricos, como o aspartame e a estvia. Pessoas com presso alta devem escolher adoantes que no possuem sdio na sua composio e assim por diante. bom consultar um nutricionista ou mdico para maiores esclarecimentos.
  15. 15. 15 Desnutrio Definio A desnutrio pode ser definida como uma condio clnica decor- rente de uma deficincia ou excesso, relativo ou absoluto, de um ou mais nutrientes essenciais. Causas A desnutrio pode apresentar carter primrio ou secundrio, de- pendendo da causa que a promoveu. Causas primrias A pessoa come pouco oumal. Ou seja, tem uma alimentao quan- titativa ou qualitativamente insuficiente em calorias e nutrientes. Causas secundrias A ingesto de alimentos no suficiente porque as necessidades energticas aumentaram ou por qualquer outro fator no relaciona- do diretamente ao alimento. Exemplos: presena de verminoses, cncer, anorexia, alergia ou intolerncia alimentares, digesto e ab- soro deficiente de nutrientes. Outros fatores relacionados s causas da desnutrio A desnutrio tambm pode ser causada por: Desmame precoce O desmame precoce pode causar desnutrio em crianas entre 0 e 2 anos de idade. De modo geral, o desmame no Brasil se d em torno de duas semanas ou num perodo menor do que trs meses de idade. A alimentao introduzida normalmente insuficiente para satisfazer as necessidades dos lactentes entre famlias de baixo poder aquisitivo. Alm disso, as condies sanitrias insatisfatrias e prticas inadequadas de higiene acompanham a desnutrio, o que favorece a ocorrncia de parasitoses, infeces e diarria. O apetite diminui por causa das dores abdominais e s vezes da febre.
  16. 16. 16 A criana passa a comer menos do que o normal e provavelmente menos do que precisa para ter um crescimento e desenvolvimento normais. Socioeconmicos Crianas provenientes de famlias de baixa renda apresentam um risco maior relacionado a deficincias alimentares. Alm disso, con- dies sanitrias precrias contribuem para o aparecimento de in- feces, parasitoses e da desnutrio. Culturais Fatores culturais influenciam muito o consumo de alimentos. Mi- tos, crenas e tabus podem interferir negativa ou positivamente nos aspectos nutricionais, sendo mais comuns os prejuzos que os be- nefcios. Renda e disponibilidade de alimentos: Quanto mais alta a renda, maior o gasto com hortalias, frutas e outros elementos variados. A dieta, claro, tem melhor qualidade. Quanto menor a renda, maior o comprometimento tanto da qualida- de quanto da quantidade de alimentos consumidos. Mtodos de Diagnstico Existem diversos mtodos de diagnosticar a desnutrio. Eles vo desde uma avaliao clnica (observao de caractersticas como peso, altura e idade) at uma completa avaliao do estado nutricional do paciente, incluindo, alm da anlise clnica, dados sobre alimen- tao, avaliao bioqumica e imunolgica, avaliao metablica e diagnstico nutricional. Os profissionais capacitados para fazer tal diagnstico so o nutricionista e o mdico. Epidemiologia A desnutrio observada em pases subdesenvolvidos e em de- senvolvimento. Mas o problema mais grave na frica, sia e Am- rica Latina. No Brasil, foram feitas vrias pesquisas para avaliar o estado nutricional da populao. Dentre elas, o ENDEF (Estudo Nacional da Despesa Familiar) e a PNSN (Pesquisa Nacional sobre Sade e Nutrio).
  17. 17. 17 O ENDEF consistiu numa pesquisa de cobertura nacional sobre a questo alimentar e nutricional do pas, realizada entre 1974 e 1975. Foram levantadas informaes sobre a extenso, gravidade e con- centrao da fome, assim como hbitos alimentares e oramentos familiares da populao brasileira. Algum tempo depois, surgiu a necessidade de se fazer um pesqui- sa para determinar os nveis de desnutrio da populao atravs de medidas como peso e altura, alm de sexo e idade. Esse foi o objetivo da PNSN, realizada em 1989. As anlises se restringiram a crianas de 0 a 10 anos de idade. Ainda no existem dados referen- tes ao nmero de adultos desnutridos. Os resultados obtidos com a PNSN indicam que 31% das crianas brasileiras menores de 5 anos so desnutridas. Nos seis primeiros meses de vida, a ocorrncia da desnutrio j alta (21,8%). Isso acontece, em muitos casos, porque as mes acabam no amamen- tando os filhos at o sexto ms, ou ento porque elas complementam o aleitamento materno, nesse perodo, com outros alimentos. Pior: esses alimentos que substituem o leite materno geralmente so inadequados. Tabela: Prevalncia (%) de desnutrio em crianas menores de 5 anos segundo a faixa etria - Brasil - 1989 Faixas etrias Percentual 0 - 5 meses 21,8 6 - 11 meses 26,4 12 - 23 meses 31,7 2 a 5 anos 32,5 As maiores taxas de desnutrio no pas esto no Nordeste - 46,1%. um ndice duas vezes superior aos das demais regies do pas, com exceo do Norte, que apresenta um perfil semelhante ao do Nordeste. A regio Centro-Oeste apresenta um quadro de desnutri- dos parecido com o do Sudeste. A situao mais favorvel se en- contra na regio Sul. Esses dados indicam a situao social e econmica do pas, ou seja, no Nordeste a populao sofre mais com a falta de higiene, sanea- mento bsico, moradia, emprego e outro fatores que podem contri- buir para aumentar a taxa de desnutrio. No Sul, a situao socioeconmica bem mais favorvel e, com isso, o ndice de des- nutrio menor. Fonte: PNSN - 1989
  18. 18. 18 Tabela Prevalncia (%) de desnutrio em crianas menores de 5 anos por regio e tipos de desnutrio (leve, moderado e grave) PNSN, 1989. regio todos os tipos de desnutrio tipos moderados e graves Norte 42,3 7,6 Nordeste 46,1 9,6 Centro-Oeste 25.7 2.1 Sudeste 21,7 2,7 Sul 17,8 1,7 Tabela Prevalncia (%) de desnutrio nas reas rural e urbana do Brasil. rea porcentagem Rural 49.4 Urbana 29.5 s comparar os dados da ENDEF e da PSNS para verificar que o problema de desnutrio entre crianas menores de cinco anos, em todo o pas, bem menos acentuado hoje em dia do que na dcada de 70. Todas as formas de desnutrio diminuram em um tero. E essa reduo chega a quase dois teros se forem consideradas apenas as formas moderadas e graves de desnutrio. Essa redu- o aconteceu em todas as regies brasileiras, embora no Nordes- te tenha sido menos expressiva, devido s diferenas sociais e eco- nmicas entre essa e as demais regies do pas. Tal mudana no quadro de desnutrio representa uma evoluo favorvel de indicadores sociais, ou seja, progressos ocorridos na rea de saneamento bsico (fornecimento de gua, infra-estrutura urbana e atenes bsicas de sade), o declnio da mortalidade in- fantil, a realizao do pr-natal, a queda da fecundidade, o aumento na freqncia do aleitamento materno e o processo de moderniza- o em quase todos os setores (rpida urbanizao, maior acesso a meios de comunicao, disposio de bens e servios modernos e a crescente participao no mercado de consumo). Fonte: PNSN 1989
  19. 19. 19 Conseqncias A desnutrio leva a uma srie de alteraes na composio corpo- ral e no funcionamento normal do organismo. Quanto mais grave for o caso, maiores e tambm mais graves sero as repercusses orgnicas. As principais alteraes so: s Grande perda muscular e dos depsitos de gordura, provocan- do debilidade fsica. s Emagrecimento: peso inferior a 60% ou mais do peso ideal (adul- tos) ou do peso normal (crianas). s Desacelerao, interrupo ou at mesmo involuo do cresci- mento. s Alteraes psquicas e psicolgicas: a pessoa fica retrada, ap- tica, esttica, triste. s Alteraes de cabelo e de pele: o cabelo perde a cor (fica mais claro), a pele descasca e fica enrugada. s Alteraes sangneas, provocando, dentre elas, a anemia. s Alteraes sseas, como a m formao. s Alteraes no sistema nervoso: estmulos nervosos prejudica- dos, nmero de neurnios diminudos, depresso, apatia. s Alteraes nos demais rgos e sistemas respiratrio, imunolgico, renal, cardaco, heptico, intestinal etc. A pessoa desnutrida fica mais sujeita a infeces, por causa da per- da muscular e, especialmente, da queda nas defesas corporais. Todos esses problemas so mais graves nas crianas de 0 a 5 anos de idade, porque elas so mais vulnerveis biologicamente e mais dependentes do ponto de vista social e econmico. Convm lem- brar ainda que nesse perodo da vida o crescimento e desenvolvi- mento fsico e mental so muito acentuados. Outros efeitos da desnutrio so o aumento da morbidade e da mortalidade, alm de hospitalizao e convalescncia prolongadas. Uma populao desnutrida representa tambm maiores gastos em sade para o pas, desde os cuidados primrios at a internao. Alm disso, mais difcil para essa populao conseguir emprego, o que acarreta problemas socioeconmicos que podem agravar ain- da mais o quadro da desnutrio em todo o pas, gerando um ciclo vicioso.
  20. 20. 20 Tratamento O tratamento da desnutrio varia de acordo com a gravidade da doena. Os principais objetivos do tratamento so: s Recuperar o estado nutricional. s Normalizar as alteraes orgnicas ocasionadas pela desnutrio. s Promover o crescimento (no caso das crianas) e o ganho de peso. Existem recomendaes gerais que ajudam no tratamento de des- nutridos: uma dieta especfica para o caso, aliada a uma educao (ou reeducao) alimentar; orientaes sobre higiene alimentar e pessoal; e a participao familiar e comunitria nesse processo. Va- mos tratar desses temas a seguir. Dieta e educao alimentar A dieta deve possibilitar a reposio, manuteno e reserva adequa- das de nutrientes no organismo. Para tanto, deve ser elaborada e acompanhada por um nutricionista. A educao alimentar muito importante em todas as etapas da vida. Como a desnutrio bastante comum na infncia, torna-se essencial e urgente que as pessoas que fazem parte do processo de educao/formao das crianas (famlia, professores) tenham acesso a informaes sobre o correto aproveitamento dos alimen- tos e a alimentao saudvel. S ento as crianas podero ser bem orientadas e cuidadas! Algumas sugestes para aproveitar ao mximo o valor nutritivo dos alimentos, em especial das frutas e verduras: s Frutas e verduras devem ser consumidas bem frescas, pois os nutrientes vo se perdendo com o amadurecimento e com o tempo de armazenamento. s Evite bater esses alimentos no liqidificador para no perder al- gumas vitaminas, como a vitamina C. Desnutrio Desemprego Fatores sociais, polticos, econmicos Fome
  21. 21. 21 s Ao cozinhar as verduras, mantenha a tampa da panela fechada. s No cozinhe demais os alimentos, principalmente os vegetais. s Aproveite a gua que sobrou do cozimento para preparar outro prato, como sopas, cozidos ou sucos. s No coloque nenhuma substncia para ressaltar a cor dos vege- tais (como bicarbonato de sdio), pois as vitaminas se perdem. s No submeta nenhum alimento a temperaturas altas demais; prefira o fogo brando. s Conserve os alimentos de maneira adequada: em geladeira ou temperatura ambiente, entre 20 e 27o C. importante dar orientaes sobre a melhor forma de ter uma ali- mentao equilibrada, levando em considerao a realidade da po- pulao. Esse tipo de orientao indispensvel no tratamento, mas principalmente na preveno da doena. Higiene alimentar e pessoal As parasitoses podem, indiretamente, levar desnutrio, por vri- os motivos: s Diminuio da capacidade de absoro de nutrientes. s Hemorragias ocultas, isto , a pessoa no sabe que est per- dendo sangue, o que acaba provocando anemia, entre outras deficincias de nutrientes. s Diarrias freqentes, o que dificulta o aproveitamento dos ali- mentos pelo organismo etc. Algumas medidas de preveno das parasitoses consistem na higi- ene alimentar e pessoal (veja mais sobre este assunto no item pre- veno). Participao familiar e comunitria Toda a famlia deve participar do processo de educao alimentar e das orientaes sobre higiene, especialmente quando se trata de mudar ou de formar os hbitos das crianas. bom lembrar que elas se espelham nos adultos e que o exemplo dos professores e educadores tambm muito importante.
  22. 22. 22 Como prevenir As principais maneiras de prevenir a desnutrio so: s Orientar corretamente a populao a respeito do aleitamento materno, atravs da formao de profissionais de sade e edu- cadores capacitados. s Divulgar informaes prticas sobre o conceito de alimentao saudvel em locais e em meios de comunicao de fcil acesso populao. s Realizar programas governamentais de suplementao alimen- tar que atinjam todo o pas e, especialmente, os mais necessita- dos. Alimentao saudvel O Ministrio da Sade elaborou os 10 mandamentos da alimenta- o saudvel, com as atitudes que devem ser seguidas no dia-a- dia para garantir uma dieta equilibrada. importante lembrar que estas so recomendaes para pessoas saudveis. So elas: Comer frutas e verduras. Esses alimentos so ricos em vitami- nas, minerais e fibras. Para cada 2 colheres de arroz, comer 1 de feijo. Esses dois alimentos se complementam, principalmente no que diz respei- to s protenas (a protena que falta em um, tem no outro e vice- versa). O hbito bem brasileiro de comer o arroz com feijo tem sido bastante recomendado! Evitar gorduras e frituras. Comer muitos alimentos ricos em gorduras pode provocar o aparecimento de doenas como a obesidade, doenas cardiovasculares, hipertenso e diabetes, entre outras. Usar 1 lata de leo para cada 2 pessoas da casa por ms. Essa medida serve para a pessoa ter uma idia da quantidade de leo que deve ser usada no preparo dos alimentos. Realizar 3 refeies principais e 1 lanche por dia. Isso evita lon- gos perodos em jejum. O ideal comer mais vezes por dia, mas em menores quantidades (aumentar a freqncia e dimi- nuir o volume). Quem fica muitas horas sem se alimentar acaba sentindo muita fome e comendo exageradamente o mesmo acontece com quem no tem hora certa para comer ou pula uma das refeies; 1 2 3 4 5
  23. 23. 23 Comer com calma e no na frente da T. V. Quando comemos com pressa, no saboreamos o alimento e demoramos mais tempo para ficar satisfeitos. Por isso, comemos mais. como se o organismo no tivesse tempo suficiente para perceber a quantidade de alimento ingerida. Comer e assistir televiso ao mesmo tempo faz com que a pessoa se distraia e no controle a quantidade de alimentos que est consumindo. Alm disso, as propagandas de produtos alimentcios despertam ainda mais o apetite e, por conseqncia, a gula. Evitar doces e alimentos calricos. Devemos prestar ateno no s na quantidade, mas tambm na qualidade dos alimen- tos, pois existem aqueles que so pobres em nutrientes e ricos em calorias. So chamados calorias vazias. O consumo exa- gerado desses alimentos, que em geral so os doces e alimen- tos gordurosos, facilitam o surgimento de doenas como a obe- sidade, diabetes e doenas do corao, entre outras. Comer de tudo, mas caprichar nas verduras, legumes, frutas e cereais. No preciso cortar nenhum alimento da dieta. Bas- ta estar atento s quantidades e dar preferncia aos alimentos ricos em nutrientes ao invs de calorias. importante ainda no esquecer os sagrados 8 copos de gua por dia. Atividade fsica: durao e freqncia. O ideal fazer um pouco de atividade fsica todos os dias. Voc no precisa ficar vrias horas fazendo exerccios e suando sem parar. Pegar pesado para atletas. A criana, assim como as pessoas em geral, deve procurar uma atividade que lhe agrade, convidar um amigo para participar... o professor de Educao Fsica a pessoa certa para dar orientaes sobre o assunto. O que voc no pode ficar parado! Para ter maiores informaes sobre alimentao saudvel, consulte o texto do vdeo Alimentao Saudvel. Dicas de higiene dos alimentos s Tocar nos alimentos apenas antes de cozinhar ou durante a lava- gem dos mesmos (e com as mos bem limpas!). s Beber somente gua filtrada ou fervida. s Lavar muito bem as verduras, legumes e frutas, usando sabo e gua corrente, se possvel, filtrada ou fervida. s Cozinhar bem os alimentos, principalmente as carnes. s Fazer a comida perto do horrio de servi-la. s Manter os alimentos cobertos ou em recipientes bem fecha- dos. 6 7 8 9 10
  24. 24. 24 s No falar, tossir ou espirrar em cima dos alimentos. s No comer alimentos com aparncia ou cheiro imprprios. Dicas de higiene pessoal s Tomar banho todos os dias e manter-se limpo. s Manter as unhas limpas e cortadas. s Escovar os dentes aps as refeies. s Usar roupas limpas. s Lavar as mos: antes de pegar em alimentos; antes de comer qualquer alimento; depois de ir ao banheiro; depois de pegar em dinheiro, em algum objeto sujo ou em animais. Para maiores informaes sobre higiene, consulte o texto de apoio do vdeo Cuidado com os alimentos. Programas governamentais Um dos objetivos da Pesquisa Nacional sobre Sade e Nutrio (PNSN), realizada em 1989, foi avaliar o desempenho de programas federais de alimentao. Foram feitas as seguintes constataes: s A cobertura real dos programas bem menor do que o desej- vel e o necessrio, em conseqncia das deficincias no ora- mento ou, ainda, da liberao atrasada de verba. s Os programas no atingem os mais necessitados: o atendimen- to do conjunto dos programas maior nas regies mais desen- volvidas e ocorre de maneira mais abrangente nas classes de melhor renda. A estreita ligao entre pobreza e desnutrio mostra que a soluo definitiva desses problemas est no desenvolvimento econmico, com distribuio de renda, e no nos programas remediais. A eleva- o dos nveis de emprego e renda reduziria a necessidade de pro- gramas de complementao alimentar, bem como de servios ambulatoriais e hospitalares para o tratamento e recuperao de desnutridos. Mudanas na estratgia e direcionamento dos programas governa- mentais podem ajudar a reduzir o nmero de desnutridos no pas. O ideal dar prioridade aos grupos de maior risco e definir o uso mais adequado dos recursos financeiros. Os demais grupos tambm de- vero receber atenes nutricionais e de sade, mas apenas depois de asseguradas as aes dirigidas aos grupos de risco.
  25. 25. 25 Concluso: Vida saudvel Para ter uma vida saudvel, no basta uma dieta equilibrada ou a prtica de exerccios fsicos. Em cada etapa da vida, existem ativida- des que devem fazer parte do cotidiano do indivduo. Na infncia, so as brincadeiras, a presena dos pais ou responsveis e dos pro- fessores, os colegas e os estudos... Para a nossa sorte, o conceito de sade aceito atualmente engloba no apenas o estado fsico, mas tambm o mental e o social. Sendo assim, o significado dessa palavra, segundo a Organizao Mundial de Sade (OMS) o seguinte: A sade um estado de completo bem-estar fsico, mental e soci- al, e no meramente a ausncia de doenas e enfermidades. Tal conceito requer bastante reflexo e atitude pois torna a socieda- de como um todo, e no apenas profissionais e polticos, respons- vel pela sade da populao.
  26. 26. 26 BIBLIOGRAFIA TRINDADE, C. E. P.; NBREGA, F. J.; TONETE, S. S. Q. Repercusses Metablicas da desnutrio protico-calrica. In: NBREGA, F. J. Desnutrio intra-uterina e ps-natal. 2a ed. So Paulo: Panamed, 1986. p. GALEAZZI, M. A. M.; DOMENE, S. M. A.; SICHIERI, R. (Org.). Estudo multicntrico sobre consumo alimentar. Cadernos de debate. Campinas: NEPA/UNICAMP, 1997. HALPERN, A. Pontos para o gordo. 1a ed. Rio de Janeiro: Record, 2000. INAN/MINISTRIO DA SADE. FIBGE. IPEA. Pesquisa Nacional sobre Sade e Nutrio: resultados preliminares. Braslia: Cultura, 1990. MAHAN, L. K.; ARLIN, M. T. Krause: alimentos, nutrio e dietoterapia. 8a ed. So Paulo: Roca, 1995. MINISTRIO DA SADE. Pesquisa Nacional sobre Demografia e Sade. Braslia, 1996. MONTEIRO, C. A. (Org.). Velhos e novos males da sade no Brasil. A evoluo do pas e de suas doenas. So Paulo: HUCITEC/ NUPENS/USP, 1995. . O mapa da pobreza no Brasil. Texto para discusso no 1. Braslia: INAN-NUPENS/USP, 1991. _____. O panorama da nutrio infantil nos anos 90. Cadernos de polticas sociais. Srie documentos para discusso no 1. So Paulo: UNICEF/NUPENS/USP, 1996. 289-295. NBREGA, F. J. (Org.). Distrbios da Nutrio. So Paulo: Revinter, 1998. OLIVEIRA, J. E. D.; CUNHA, S. F. C.; MARCHINI, J. S. A desnutrio dos pobres e dos ricos: dados sobre a alimentao no Brasil. So Paulo: Sarvier, 1996. SOCIEDADE BRASILEIRA DE NUTRIO ENTERAL E PARENTERAL. Proposta para Tratamento da desnutrio hospitalar no Brasil. So Paulo, 1997. SERAPIO, C. J. Repercusses morfolgicas da desnutrio protico- calrica. In: NBREGA, F. J. Desnutrio intra-uterina e ps- natal. 2a ed. So Paulo: Panamed, 1986. p. 297-304.
  27. 27. 27 VASCONCELOS, F. A. G. Avaliao nutricional de coletividades. 2a ed. Florianpolis: UFSC, 1995 VIGGIANO, C. E. Alimentao no controle da obesidade. Oficinas de Nutrio, mdulo III. So Paulo, SENAC, 1995. DANTAS, Z.; GALVO M. Cincias. Vol. I a IV. Coleo Historiando. 2 a 4a sries. So Paulo: Bargao, 1998. TRIGO, E. C.; TRIGO, E. M. Cincias: viver e aprender. 3a srie. 8a ed. So Paulo: Saraiva, 1999. PASSOS, C.; SILVA, Z. Eu gosto de cincias: programa de sade. 3a srie. So Paulo: Companhia Editorial Nacional, 1994. CANTO, E.L. Cincias naturais: aprendendo com o cotidiano. 5a srie. So Paulo: Moderna, 1999. GOWDAK, D.; MARTINS, E. Cincias: natureza e vida. 7a srie. So Paulo: FTD, 1996. CRUZ, D. Cincias e educao ambiental: o corpo humano. 17a ed. So Paulo: tica, 1996.
  28. 28. 28 ATIVIDADES As atividades aqui sugeridas exploram o tema alimentao saud- vel, pois atravs dela que podemos prevenir ou tratar os casos de obesidade e desnutrio. Uma forma simples de introduzir con- ceitos sobre alimentao saudvel usar a pirmide dos alimentos. As informaes sobre a pirmide esto no texto de apoio Alimen- tao Saudvel. Como explicar a pirmide dos alimentos s crianas: s Desenhe a pirmide dos alimentos de modo que possa ser vista por toda a turma. Preencha a pirmide com desenhos de ali- mentos ou recortes de revista etc. s Quando as crianas forem menores, no adianta falar sobre os nutrientes de cada grupo. melhor comentar as semelhanas entre os grupos de alimentos e entre alimentos de um mesmo grupo. Observe, por exemplo, que os trs primeiros grupos da base da pirmide so de origem vegetal um deles apenas de frutas, o outro de folhas, verduras e demais alimentos en- contrados na horta, e o outro de farinhas e produtos feitos com farinha como pes e massas, alm de cereais como o arroz e o milho. Os alimentos do centro da pirmide so de origem ani- mal (leite, queijo, carnes) e os do topo so usados esporadica- mente ou diariamente, mas em pequenas quantidades, para dar gosto comida. s Para as crianas maiores, j possvel falar sobre os nutrientes - o que so (substncias presentes nos alimentos e que nos fazem ter sade), os diferentes tipos e funes, a diviso dos grupos de alimentos, de acordo com os nutrientes etc. s Os princpios da pirmide (proporo, variedade e moderao) devem ser explicados para crianas de todas as idades. Para facilitar a assimilao, o ideal dar diversos exemplos e mostrar a aplicao desses princpios no dia-a -dia. s Na hora de falar sobre o princpio da proporo, observe que de- vemos comer alguns alimentos em maior quantidade que outros, no porque eles so mais importantes, e sim porque o nosso organismo precisa mais de alguns alimentos do que de outros. s Para mostrar a importncia do princpio da variedade, lembre que os alimentos contm diferentes substncias (ou nutrientes) e que no existe nenhum alimento completo. Ou seja, temos que comer diversos tipos de alimentos para adquirirmos todas as substncias de que precisamos (ainda bem, pois assim no enjoamos!). Tambm importante variar o modo de preparar os alimentos: eles podem ser cozidos, assados, grelhados, fritos...
  29. 29. 29 s Explicar o princpio da moderao fcil: no podemos exagerar nas quantidades, pois o excesso de alimentos prejudica o orga- nismo. Uma das conseqncias a obesidade. s Para concluir, lembre que comer de acordo com esses princpi- os, ou seja, com moderao, variedade e respeitando as propor- es, ajuda a prevenir doenas como a desnutrio e a obesida- de. s Explique quais so as pores de alimentos recomendadas e que as divises da pirmide se do de acordo com essas por- es. No preciso enfatizar o nmero de pores de cada gru- po e sim a proporo de um para outro (os da base em maior quantidade, os do topo em menor quantidade ou esporadica- mente etc). Sugestes de atividades 1) Alimentao saudvel Objetivos da atividade Avaliar o conhecimento dos alunos a respeito de alimentao sau- dvel antes do professor falar sobre o assunto. Introduzir conceitos de alimentao saudvel atravs da pirmide dos alimentos. Conhecimentos prvios necessrios Conhecimentos informais, ou seja, conhecimentos adquiridos sem a interferncia do professor. Material necessrio s Desenho de um personagem (x) s 4 sacolas transparentes (use saco de lixo, por exemplo), conten- do diversos tipos de embalagens, figuras ou nomes de alimen- tos, sendo: s 1 sacola com doces, refrigerantes, salgadinhos (A) s 1 sacola com vegetais e frutas (B) s 1 sacola com arroz, carne, feijo, leite e po (C) s 1 sacola com um pouco de alimentos de cada grupo (D)
  30. 30. 30 Procedimentos Mostre as sacolas aos alunos e pergunte qual dessas sacolas o per- sonagem x deve escolher para ter uma boa alimentao. Espere a resposta da turma e mostre o que aconteceria com x em cada caso: A = x engordaria B = x emagreceria, no teria energia para brincar, estudar, trabalhar, nem cresceria o suficiente C = ficaria doente com facilidade, pela falta de vitaminas, fibras e minerais D = sade! x teria energia e fora para as atividades. Explique que, para ter uma alimentao saudvel, no precisamos deixar de comer nada, s ter cuidado com a quantidade que come- mos de cada alimento. Ns somos seres inteligentes e podemos fazer boas escolhas, como por exemplo, dar preferncia aos alimentos que nos mantm sau- dveis. Esse o momento de explicar a Pirmide dos alimentos (mostrar uma pirmide com figuras). 2) Grupos de alimentos Objetivo da atividade Associar alimentos especficos a alimentos genricos (ex.: associar ma a fruta, arroz a cereais etc). Introduzir conceitos de alimentao saudvel atravs da pirmide dos alimentos. Conhecimentos prvios necessrios Explique apenas que cada diviso da pirmide representa o grupo de alimentos nela escrito. Material necessrio s Pirmide dos alimentos com os nomes dos alimentos ao invs de figuras (ex: escreva na base - cereais, pes e massas, em vez de desenhar esses produtos) s 1 sacola escura (no transparente) s Algumas embalagens, produtos ou alimentos de cada grupo de alimentos da pirmide
  31. 31. 31 Procedimento Coloque as embalagens e alimentos na sacola. Pea para alguns alunos retirarem um alimento cada, olhar para a pirmide e dizer a qual grupo ele pertence. Terminada a atividade, mostre e explique a pirmide dos alimentos com figuras, para que os alunos gravem melhor. Colocar a pirmide num mural, se possvel. 3) Grupos de alimentos Objetivo da atividade Associar alimentos a grupos de alimentos. ntroduzir conceitos de alimentao saudvel atravs da pirmide dos alimentos. Observar as semelhanas entre alimentos de um mesmo grupo. Conhecimentos prvios necessrios Explique apenas que cada diviso da pirmide representa um grupo de alimentos (exemplificados com as figuras). Material necessrio s Pirmide dos alimentos com figuras s 1 sacola escura (no transparente) s Algumas embalagens, produtos ou alimentos de cada grupo de alimentos da pirmide (diferentes das figuras que j esto na pirmide) Procedimento Coloque as embalagens e alimentos na sacola. Pea para alguns alunos retirarem um alimento cada, olhar para a pirmide e dizer a qual grupo ele pertence. Explique a pirmide atravs das semelhanas dos alimentos de cada grupo.
  32. 32. 32 4) Quantidades de alimentos Objetivos da atividade Avaliar o conhecimento dos alunos a respeito de alimentao sau- dvel antes do professor falar sobre o tema. Introduzir conceitos de alimentao saudvel atravs da pirmide dos alimentos. Conhecimentos prvios necessrios Conhecimentos informais, ou seja, conhecimentos adquiridos sem a interferncia do professor. Material necessrio s Esquemas da pirmide (sem preencher) 1 esquema para cada aluno (do tamanho de uma folha comum) s Figuras de alimentos (recortes de revista, desenhos etc) s Cola Procedimento Cada aluno recebe um esquema e algumas figuras (dos diferentes grupos). Explique que as divises de tamanhos diferentes dentro da pirmi- de representam a quantidade de certos alimentos que devemos comer diariamente. Ou seja, na base da pirmide esto os alimen- tos que devemos comer em maior quantidade e assim por diante. Entregue, para cada aluno, algumas figuras de alimentos dos dife- rentes grupos. Os alunos devero colar as figuras nos lugares onde acham que certo (antes de conhecerem a pirmide dos alimen- tos). Por exemplo: se o aluno acha que o alimento que devemos comer em maior quantidade a carne, deve colar a figura na base. Depois que a turma colar todas as figuras, recolha o material. Observe o resultado e discuta alguns casos perguntando por que colaram tal alimento num determinado local da pirmide. Escolha os erros mais comuns. Pergunte a opinio de outros alunos, esti- mule a participao da turma. Explique a pirmide dos alimentos e mostre uma original.
  33. 33. 33 5) Modo de preparo dos alimentos Objetivo da atividade Explicar a importncia de experimentar um mesmo alimento prepa- rado de diferentes maneiras. Conhecimentos prvios necessrios interessante que a pirmide dos alimentos seja apresentada aos alunos, pois o conceito de variedade de alimentos est muito relaci- onado ao modo de preparao dos mesmos. Material necessrio s Cartazes com figuras de um mesmo alimento preparado de v- rias maneiras. Exemplos: Leite iogurte, vitamina, sorvete, queijo s Carne almndega, bife, carne moda, enroladinho de carne Procedimento Explicar que os alimentos podem ser preparados de diferentes ma- neiras e que o modo de prepar-los pode torn-lo gostoso ou no (para cada pessoa). A pessoa deve experimentar diferentes tipos de preparaes com o mesmo alimento, para ver se gosta ou no. Tarefa para casa: o aluno ir provar um alimento que no gosta ou que acha que no gosta de um jeito diferente. O professor pode dar algumas sugestes. Algumas sugestes s Legumes: sopa, pur, sufl, torta, legumes ao molho, legumes fritos (esporadicamente), misturados ao feijo ou ao arroz etc. s Saladas: usar diferentes molhos e condimentos, tais como vina- gre, azeite de oliva, limo, coentro, salsa, maionese etc. s Frutas: batidas em vitaminas, salada de frutas, sucos mistos, doces de frutas (caseiros ou tortas, bolos). Abuse da criatividade!
  34. 34. 34 6) Alimentos saudveis Objetivos da atividade Verificar se os alunos conhecem diferentes tipos de alimentos sau- dveis, alm de ampliar o conhecimento a respeito desses alimen- tos e estimular o consumo dos mesmos. Conhecimentos prvios necessrios Saber o que alimentao saudvel e conhecer os alimentos sau- dveis. Esses conceitos podem ser explicados com a pirmide dos alimentos. Saber que a m alimentao causa desnutrio e obesidade. Conhecer os nutrientes tambm interessante para turmas mais avanadas. Material necessrio s Cartaz com alimentos saudveis de diversos grupos de alimen- tos (ex: pes, cereais, diversos tipos de frutas e verduras, car- nes, feijes, ovos, leite, queijo) Procedimento Os alunos devero identificar e citar os nomes dos alimentos que conhecem. O professor deve observar os alimentos no identifica- dos e a quais grupos pertencem. Depois, deve citar o nome desses alimentos e explicar por que so saudveis. Perguntar o que acon- tece quando no comemos a quantidade de alimentos saudveis de que precisamos. E quando os comemos em excesso? O professor deve estimular o consumo de alimentos saudveis, dentro da realidade do aluno. 7) Jogo: lembra-lembra de alimentos Objetivo da atividade Conhecer melhor as diferentes caractersticas dos alimentos (gru- pos de alimentos, fonte de nutrientes, funes etc).
  35. 35. 35 Conhecimentos prvios necessrios Grupos de alimentos, funes dos alimentos (energticos, constru- tores, reguladores), entre outros necessrios de acordo com as variaes para esta atividade. Procedimento Essa brincadeira uma espcie de poema, usando sempre o verbo lembrar, no seguinte esquema: X que lembra Y Y que lembra Z Z que lembra... O professor escreve uma frase no quadro com um alimento qual- quer. Cada aluno ir continu-la com o que lhe vier em mente. Exem- plo: Po que lembra... Possveis respostas: Po que lembra queijo Queijo que lembra leite Leite que lembra vaca Vaca que lembra carne... Cada aluno l o seu lembra-lembra para a turma. Pea para os alunos criarem pelo menos cinco versos, partindo de um mesmo alimento. Os alunos devem associar os alimentos citados aos gru- pos de alimentos correspondentes. Variaes do jogo Citar apenas alimentos: s ricos em vitaminas s ricos em minerais s que devem ser evitados por pessoas obesas s que devem ser consumidos por pessoas desnutridas s de um mesmo grupo s que do energia s ricos em protena (que do fora) s ricos em gordura etc.
  36. 36. 36 8) As refeies de cada dia Objetivos da atividade Registrar o consumo de alimentos dos alunos em cada uma das refeies. Explicar a pirmide dos alimentos. Avaliar se alimentao do aluno est de acordo com as recomenda- es da pirmide e o que ele deve mudar nas suas refeies. Explicar a importncia de cada uma das refeies. Comentar o preparo e a importncia da merenda escolar. Conhecimentos prvios necessrios No h. Os alunos aprendero os conceitos necessrios depois que fizerem a atividade. Material necessrio s Desenho da pirmide dos alimentos com figuras s Fichas de consumo de alimentos (papel comum, com os nomes das diferentes refeies do dia e espaos em branco entre cada uma delas) Procedimento Entregue as fichas de consumo de alimentos (ou pede para que os alunos faam as fichas) para que o aluno anote os alimentos que come em cada uma das refeies do dia (caf da manh, almoo, lanche, jantar). Quando ele no fizer alguma refeio, deve deixar em branco o espao correspondente. Mostre e explique a pirmide dos alimentos. Pergunte e pea para os alunos anotarem, com um lpis ou caneta de cor diferente, se deveriam mudar alguma coisa na prpria alimentao, de acordo com a pirmide. Recolha as fichas e avalie o aprendizado. Fale da importncia de cada uma das refeies. Faa listas com os alunos de exemplos de alimentos saudveis para cada uma das re- feies (recortes de revista, desenhos ou por escrito). Cada refei- o pode ser comentada em um dia diferente. Exemplo: 1o dia: importncia de todas as refeies 2o dia: importncia do caf da manh 3o dia: importncia do almoo
  37. 37. 37 4o dia: importncia do lanche 5o dia: importncia do jantar No se esquea de falar sobre a merenda escolar. Explique que uma refeio equilibrada, saudvel, preparada por um nutricionista. Para mostrar a importncia das refeies, lembre que elas forne- cem a energia necessria para fazer as atividades do dia-a-dia (estu- dar, brincar...); fornecem nutrientes para nos mantermos fortes e saudveis (explicao para crianas maiores) ou nos tornam fortes e saudveis (para crianas menores). Alm disso, as refeies so momentos especiais que podemos compartilhar com a famlia ou amigos etc. Quanto ao caf da manh, lembre que a primeira refeio do dia e que, depois de ficarmos horas sem comer, enquanto estavamos dormindo, devemos comer alimentos bem nutritivos, que forneam energia para estudar, pensar, brincar... a criana deve estar bem ali- mentada para poder ir para a escola! Observe que o almoo contm diversos alimentos responsveis pelo crescimento e desenvolvimento da criana (carnes, arroz, feijo). Lembre tambm que um momento que pode ser compartilhado com outras pessoas e que ele fornece a energia necessria para as nossas atividades no perodo da tarde: estudar, brincar, correr... Ao falar sobre o lanche, comente que ele pode ser bem saboroso e fica ainda melhor na presena dos amigos! Na hora do recreio, a gente conversa, brinca, pula e come um lanchinho para repor as energias e voltar para a aula com muita disposio! Lembre que o jantar uma das ltimas refeies do dia e tambm importante para o crescimento e o desenvolvimento. Logo depois de jantar, as pessoas dormem e ficam vrias horas sem se alimen- tar. no perodo da noite que ocorre grande parte do crescimento. Por isso, o jantar deve ser bem nutritivo para garantir os ingredien- tes (ou nutrientes) necessrios a esse desenvolvimento. 9) Jogo da ilha deserta Objetivo da atividade Conhecer melhor os alimentos (grupos, funes, fontes de nutrien- tes, etc.).
  38. 38. 38 Conhecimentos prvios necessrios Saber o que so os alimentos, os grupos em que se dividem, suas funes e caractersticas. A pirmide dos alimentos pode ser usada para introduzir tais conhecimentos. Procedimento A turma faz uma roda. O professor pensa em um alimento* e diz a seguinte frase: eu vou para uma ilha deserta levando... e comple- ta com o alimento em que pensou. O aluno que estiver ao seu lado fala a mesma frase, completando com um alimento diferente mas que tenha o mesmo sentido do alimento citado pelo professor (mas sem que o professor revele o sentido; o aluno deve adivinhar). Se o alimento tiver o mesmo sentido, o aluno vai para a ilha e toda a turma responde vai; caso contrrio a turma responde no vai. O mesmo feito com o aluno seguinte e assim por diante, at que grande parte dos alunos tenha compreendido o sentido do alimen- to. No final, este sentido revelado para a turma toda. * O professor pode pensar em diferentes tipos de alimentos: fruta, vegetal, doce... que faam parte de um grupo de alimento ou de uma refeio que tenham a mesma cor que sejam fonte de um certo nutriente etc. O pensamento com relao ao alimento ser chamado de sentido do alimento. Exemplo: Professor: Eu vou para uma ilha deserta levando arroz (pensou em um cereal). Aluno: Eu vou para uma ilha deserta levando feijo. Como o feijo no um cereal, a resposta est incorreta. O profes- sor faz um sinal de no e a turma responde: No vai! O aluno seguinte diz: Eu vou para uma ilha deserta levando milho. Por ser um cereal, milho possui o mesmo sentido do alimento cita- do pelo professor. Este faz um sinal de que est correto e a turma responde:
  39. 39. 39 Vai! E assim por diante. Se o professor tivesse pensado em alimentos que fazem parte de uma mesma refeio, a resposta feijo estaria correta. 10) Jogo da forca Objetivo da atividade Conhecer melhor os alimentos (grupos, funes, fontes de nutrien- tes, etc.). Conhecimentos prvios necessrios Saber o que so os alimentos, os grupos em que se dividem, suas funes e caractersticas. A pirmide dos alimentos pode ser usada para introduzir tais conhecimentos. Procedimento O professor pensa em um alimento, faz o esquema da forca no quadro ou num papel, coloca o nmero de espaos em branco de acordo com o nmero de letras da palavra escolhida (alimento)... at etc. Os alunos vo tentando adivinhar a palavra, letra por letra. Cada letra errada, Isto, que no contm na palavra, representa uma das partes do desenho de um boneco que ser enforcado. O objetivo adivinhar a palavra antes do boneco ser completamente desenha- do e enforcado. Este jogo pode ser realizado em dupla ou em grupo. Nesses casos, os alunos que escolhem os alimentos e do as dicas uns para os outros.
  40. 40. 40 11) Jogo de adivinhao Objetivo da atividade Conhecer melhor os alimentos (grupos, funes, fontes de nutrien- tes, etc.). Conhecimentos prvios necessrios Saber o que so os alimentos, os grupos em que se dividem, suas funes e caractersticas. A pirmide dos alimentos pode ser usada para introduzir tais conhecimentos. Procedimento Este jogo parecido com o da forca. Divida a turma em dois gran- des grupos. Pense em um alimento e d uma dica sobre ele. Por exemplo: se pensou em arroz, a dica pode ser alimento energtico ou est na base da pirmide etc. Comece a escrever o nome do alimento no quadro, sem parar, mas lentamente. O grupo que adivinhar primeiro a palavra antes que o professor termine de escrev-la ganha 1 ponto e assim por diante. O grupo que souber a palavra pode diz-la em voz alta a qualquer momento. Se a resposta no estiver correta, o ponto vai para o gru- po adversrio. O professor escolhe o nmero de pontos que ir de- finir o grupo vencedor. 12) Cartela de alimentos Objetivo da atividade Conhecer melhor os alimentos (grupos, funes, fontes de nutrien- tes etc). Conhecimentos prvios necessrios Saber o que so os alimentos, os grupos em que se dividem, suas funes e caractersticas. A pirmide dos alimentos pode ser usada para introduzir tais conhecimentos. Material necessrio s 1 tabela de alimentos, sendo que cada linha deve conter dese- nhos ou figuras de alimentos com caractersticas em comum (mesmo grupo, funo ou fontes de nutrientes semelhantes etc)
  41. 41. 41 Procedimento O aluno deve circular o alimento que no apresente semelhana com os demais da mesma linha. Exemplo: Cartela de grupo de alimentos Leite Coalhada Carne Iogurte Ma Goiaba Caju Queijo Po Arroz Peixe Macarro Feijo Sorvete Frango Bife de fgado 13) Ditado da sabedoria Objetivo da atividade Conhecer melhor os alimentos e os hbitos saudveis. Conhecimentos prvios necessrios Saber o que so os alimentos, os grupos em que se dividem, suas funes e caractersticas. A pirmide dos alimentos pode ser usada para introduzir tais conhecimentos. Conhecer hbitos saudveis e os benefcios da atividade fsica. Procedimento Em vez de fazer uma lista de palavras, faa uma lista de dicas sobre alimentos ou sobre assuntos relacionados a hbitos saud- veis. Para cada palavra, d diversas dicas, de modo que possa ser identificada. O aluno deve descobrir a que se referem tais informa- es. No se esquea de dar um tempo para o aluno pensar! Exemplos: Palavra escolhida: macarro. Possveis dicas: essa palavra tem 8 letras; trata-se de um alimento que pertence ao grupo da base da pirmide; em excesso, pode engordar; rima com feijo; ao comer, deve ser enrolado no garfo para no fazer sujeira etc. Palavra escolhida: atividade fsica. Possveis dicas: duas palavras, a primeira com 9 letras e a segunda com 6; associada a uma boa alimentao, pode prevenir a obesidade; pode ser feita durante o recreio ou depois da aula, mas no logo aps as refeies; est relacionada com gasto de energia, e assim por diante.
  42. 42. 42 14) Alimentos prediletos Objetivo da atividade Fixar os conceitos da Pirmide dos alimentos atravs da montagem de uma pirmide semelhante, composta pelos alimentos prediletos dos alunos. Observar e reforar a importncia da variedade de alimentos. Comentar os diferentes modos de preparao dos alimentos. Conhecimentos prvios necessrios Pirmide dos alimentos. Material necessrio s Pirmide dos alimentos com figuras s Esquemas em branco da pirmide (apenas com as divises) de- senhados em papel comum Procedimento Explique a pirmide com figuras. Entregue esquemas em branco para os alunos preencherem com exemplos dos alimentos que mais gostam (com figuras ou por escrito), de acordo com os grupos de alimentos. Observe a variedade dos alimentos de cada pirmide. Pergunte so- bre os alimentos que no estiverem presentes (d exemplos e per- gunte se os alunos comem, se gostam, se j experimentaram de modos diferentes). Explique o que acontece quando alimentos saudveis esto ausentes em nossa alimentao (exemplo: a falta de nutrientes importantes como vitaminas e minerais prejudica o crescimento e o desenvolvimento, afeta os estudos, faz com que a pessoa se sinta cansada, com sono etc.) ou em excesso (a pessoa pode engordar e, no futuro, ter problemas de sade, como presso alta, problemas de corao etc). Sugira maneiras diferentes de preparar os alimentos (cozidos, assa- dos, grelhados, fritos; em forma de purs, sufls, tortas; vitaminas etc). Discuta a importncia dos alimentos que estiverem faltando ( o que fazem para a sade, quais nutrientes contm etc).
  43. 43. 43 15) Consumo de alimentos Objetivo da atividade Ensinar os preceitos da pirmide dos alimentos a partir da observa- o do consumo de alimentos dos alunos. Conhecimentos prvios necessrios Explique apenas que cada diviso existente no interior da pirmide corresponde a um grupo de alimentos. Material necessrio s Pirmide dos alimentos com figuras (tamanho grande) s Esquemas da pirmide preenchidos com desenhos de alimen- tos (tamanho pequeno) Procedimento Entregue os esquemas para os alunos. Eles devero circular os 4 grupos de alimentos que mais comem (quantidade) no dia-a-dia. Recolha o material. Observe quais os grupos no foram circulados. Explique a pirmide e discuta os resultados: O que acontece quando a pessoa no come a quantidade ne- cessria de alimentos do grupo tal etc. Se no comer vege- tais, por exemplo, no ter as vitaminas e minerais suficientes e poder adoecer mais facilmente. O que acontece quando come certos alimentos em excesso (do- ces, frituras, refrigerantes, biscoitos, molhos etc). Essa atividade pode ser feita de outra forma. Em vez de circular os grupos de alimentos que mais consomem, os alunos podem colo- car nmeros de acordo com a quantidade dos alimentos de cada grupo que consome. s enumerar do 1 ao 6 (1 para o grupo que mais consome, 6 para o que menos consome). 16) Alimentos prediletos Objetivos da atividade Avaliar os alimentos que os alunos mais gostam. Chamar a ateno para a importncia dos alimentos e das quantidades consumidas.
  44. 44. 44 Conhecimentos prvios necessrios Conceitos da pirmide dos alimentos. Material necessrio s Pirmide dos alimentos com figuras s Pirmide em branco (apenas com as divises) s Folhas em branco para recortar Procedimento Explique a pirmide. Os alunos desenham nas folhas os alimentos preferidos de cada um, recortam e colam na pirmide em branco, de acordo com os grupos de alimentos. Pendure na sala. Explique a importncia de comer os alimentos dos 5 grupos da base. Eles do sade e fora, energia para correr, brincar, aprender, estu- dar, andar de bicicleta etc. Os alimentos do topo podem ser consu- midos, mas apenas de vez em quando ou em pequenas quantida- des, pois eles engordam quando em excesso e no trazem tantos benefcios sade quanto os alimentos dos demais grupos. 17) Jogo da memria Objetivo da atividade Conhecermelhorosalimentos(grupos,funes,fontesdenutrientesetc). Conhecimentos prvios necessrios Saber o que so os alimentos, os grupos em que se dividem, suas funes e caractersticas. A pirmide dos alimentos pode ser usada para introduzir tais conhecimentos. Material necessrio s Recortes de revista, desenhos ou figuras de alimentos dos dife- rentes grupos de alimentos da pirmide s Cartaz com a pirmide dos alimentos com figuras s Colar ou escrever todos os itens em um papel duro (como carto- lina), que deve ser recortado em forma de cartas de baralho (do mesmo tamanho e cor)
  45. 45. 45 Procedimento O professor mostra e explica a pirmide dos alimentos antes de comear o jogo. O jogo da memria consiste em mostrar todas as cartas, depois vir-las de cabea para baixo e mistur-las. O aluno deve virar uma das cartas e descobrir onde est o par que lhe corresponde. Tal par pode ser uma figura exatamente igual ou que tenha alguma relao com a primeira carta virada. Exemplo: os alimentos fazem parte de um mesmo grupo de alimentos fazem parte de uma mesma refeio so da mesma origem (vegetal ou animal) so fonte de um determinado nutriente etc devem ser consumidos por pessoas obesas devem ser evitados por pessoas obesas devem ser consumidos por pessoas desnutridas devem ser evitados por pessoas desnutridas As cartas devem ser misturadas s uma vez, no princpio do jogo. Na medida em que forem sendo viradas, o jogo fica mais fcil, pois o aluno ir identificando o local onde se encontram as cartas corres- pondentes. Quando o par encontrado, ele deve ser separado do restante das cartas. Quando no encontrado, novamente coloca- do de cabea para baixo. A brincadeira termina quando todos os pares forem encontrados. 18) De olhos bem abertos para a sade! Objetivo da atividade Explicar a pirmide dos alimentos. Material necessrio s Cartolina s Tesouras s Cartaz com a pirmide dos alimentos Procedimento Os alunos fazem culos de cartolina e os colocam.
  46. 46. 46 Explique o que os alimentos fazem para o nosso corpo e sade e diga que a partir de agora as crianas iro enxergar melhor e com outros olhos o significado de uma boa alimentao, pois nem sempre o que aparece na TV, em revistas ou o que as pessoas di- zem o certo. Um profissional de sade, como o mdico e especi- almente o nutricionista, quem melhor pode dar orientaes sobre alimentao. Explique que um grupo de nutricionistas dos Estados Unidos criou uma maneira de facilitar a compreenso de uma alimentao saud- vel, com a pirmide dos alimentos. Enfatize que devemos estar sempre dispostos a provar novos ali- mentos, experimentar diferentes modos de prepar-los e que no podemos ter preconceitos com relao aos alimentos. Enfim, que devemos abrir os olhos para as coisas boas da vida! uma dessas coisas boas, com certeza, a alimentao saudvel. Com ela, te- mos sade para brincar e estudar e podemos prevenir ou at mes- mo curar os casos de obesidade e desnutrio. 19) Jogo de adivinhao Objetivo da atividade Conhecer melhor os alimentos (grupos, funes, fontes de nutrien- tes etc). Conhecimentos prvios necessrios Saber o que so os alimentos, os grupos em que se dividem, suas funes e caractersticas. A pirmide dos alimentos pode ser usada para introduzir tais conhecimentos. Procedimentos O professor d diversas dicas sobre alimentos ou sobre assuntos relacionados a hbitos saudveis. O aluno deve descobrir a que se referem tais informaes. Essa brincadeira pode ser realizada de forma oral ou por escrito. Exemplos: Palavra escolhida: macarro. Possveis dicas: palavra de 8 le- tras; pertence ao grupo da base da pirmide; em excesso, pode engordar; rima com feijo; ao comer, deve ser enrolado no garfo para no fazer sujeira etc.
  47. 47. 47 Palavra escolhida: atividade fsica. Possveis dicas: duas pala- vras, a primeira com 9 letras e a segunda com 6; associada a uma boa alimentao, ajuda a prevenir a obesidade; pode ser feita durante o recreio ou depois da aula, mas no logo aps as refeies; est relacionada com gasto de energia, e assim por diante. 20) Quadro de vitaminas Objetivo da atividade Conhecer melhor os nomes, as funes e as fontes de vitaminas, atravs da montagem de um quadro ilustrativo. Conhecimentos prvios necessrios Aula sobre as principais vitaminas: tipos, funes simplificadas e fontes alimentcias. bom consultar o texto de apoio Alimentao saudvel. Material necessrio s Cartolina ou papel carto s Rgua s Pincel atmico ou similares s Figuras de alimentos ou lpis de cor s Cola Procedimento Construa com os alunos um quadro com trs colunas: uma para os nomes das vitaminas; uma para as funes e outra para as fontes alimentares das vitaminas. Escreva os nomes das principais vitaminas ou daquelas que foram explicadas durante a aula. Pea para os alunos citarem as funes dessas vitaminas e escre- va-as na coluna ao lado. Os alunos devero pregar no quadro recortes de revista com figuras de alimentos, de acordo com as fontes alimentares das vitaminas. Tambm podero substituir ou complementar as figuras de revista com desenhos de alimentos. Exemplo de um quadro de vitaminas:
  48. 48. 48 SANIMATIV ONUF loniteruoA adotnemanoicnufmoboarapetnatropmI oaraplaicnesse;elepaegetorp;osiv .serotudorpersogrsodotnemanoicnuf loreficlacuoD oiutitsnoceraeoamrofaarapaoB .setnedesossosod lorefocotuoE ;sodicetsododatsemoboarapiubirtnoC oadrater;sarudrogsadotsegidanaduja .omsinagroodotnemicehlevne anoidanemuoK .aengnasoalugaocaaraplatnemadnuF odicuoC ocibrcsa aative,orrefmtnoceuqsotnemilaaotnuJ oative;sadirefrazirtacicaaduja;aimena aomoc,saneodsatrecedotnemicerapa .epirg animaituo1B sodotnemanoicnufmoboarapetnatropmI .orbercodesolucsm anivalfobiruo2B esodicetsododatsemoboarapiubirtnoC .oazirtacicaareleca;osivad anicainuo3B euqseaersasadotesauqedapicitraP .omsinagroonmerroco odicuo5B ocintotnap odotnemanoicnufoarapetnatropmI .orberc anixodiripuo6B sodesolucsmsodoamrofanadujA .)eugnasodsalulc(sohlemrevsolublg anitoibuo8B apicitrapesarudrogedotsegidanailixuA .5Banimativamocseaersairved ocilfodicuo9B ,ralulecosividanlatnemadnuF auta;eugnasodsalulcsadetnemlaicepse lairetam(ANDodomsilobatemon .)salulcsadocitneg uo21B animalaboconaic odsahlemrevsalulcsaramrofaadujA .ANDedsaluclomsaeeugnas
  49. 49. 49 Variaes da atividade: Quadro de minerais; Quadro de carboidratos, protenas e gorduras. 21) Vitaminas e minerais: verdadeiro ou falso Objetivo Conhecer melhor as funes e fontes de vitaminas e minerais. Conhecimentos prvios necessrios Conceito de nutrientes, funes e fontes de vitaminas e minerais. Use a pirmide dos alimentos para explicar esses conceitos. Procedimento Faa uma ficha, cartela ou instrumento semelhante, com afirmati- vas verdadeiras e falsas sobre fontes e funes de vitaminas e minerais. Ao lado de cada afirmativa, os alunos devero marcar se ela verda- deira ou falsa. A atividade pode ser feita individualmente ou em grupo. Corrija a atividade junto com os alunos, explicando cada afirmao. Exemplos de frases que podem ser usadas As pessoas se alimentam principalmente porque a comida tem um gosto bom. FALSO (as pessoas se alimentam principalmente para terem energia, sade, e para conseguirem as vitaminas e mi- nerais que o corpo precisa). Crianas que comem bastante obtm as vitaminas e os minerais que o corpo precisa.FALSO (o que voc come mais importante do que o quanto voc come a quantidade no garante a qualidade). O mineral chamado clcio bom para a sade dos ossos e dos dentes.VERDADEIRO (o clcio ajuda a manter ossos e dentes fortes). Uma refeio contendo carne, feijo e espinafre rica em ferro. VERDADEIRO (as carnes, feijes e vegetais verde-escuros so boas fontes de ferro). Quanto mais vitaminas e minerais no meu corpo, mais sade terei! FAL- SO (o excesso de vitaminas e minerais tambm prejudica o organismo). Uma alimentao rica em vitaminas e minerais ajuda a prevenir a desnutrio. VERDADEIRO (as vitaminas e os minerais ajudam a prevenir vrias doenas, dentre elas a desnutrio).
  50. 50. 50 GLOSSRIO Processo pelo qual os nutrientes so transportados do intestino para a corrente sangnea (5). O mesmo que derrame cerebral, ou seja, hemorragia localizada no crebro. Toda substncia, natural ou sinttica, que substitui o acar comum (sacarose). Empregado para adoar alimentos, bebidas e medicamen- tos, sem fornecer as calorias encontradas no acar (14). Perodo da vida, segundo a Organizao Mundial de Asde, compre- endido entre os 10 e 19 anos de idade. Reao imunolgica a uma ou mais substncias e nutrientes presen- tes em alimentos. O organismo identifica como prejudiciais substn- cias que so incuas. Ato de se alimentar. De maneira mais genrica, refere-se ao conjunto de refeies ingeridas durante um perodo. Tambm apresenta o mesmo significado de dieta. Uma dieta equilibrada pode ser resumida em trs palavras: varieda- de, moderao e equilbrio. Variedade: comer diferentes tipos de ali- mentos pertencentes aos diversos grupos (cereais, pes e massas; frutas; verduras; carnes, ovos e feijes; leite e derivados). Modera- o: no exagerar nas quantidades de alimentos ingeridas. Equilbrio: engloba as duas caractersticas citadas anteriormente, ou seja, con- sumir alimentos variados, respeitando as quantidades de pores reco- mendadas para cada grupo de alimentos (comer de tudo um pou- co). Vide alimentao equilibrada. Todas as substncias slidas e lquidas que, levadas ao tubo digesti- vo, so degradadas e posteriormente utilizadas para formar e/ou man- ter os tecidos do corpo, regular processos e fornecer energia. ABSORO ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ADOANTE ADOLESCNCIA ALERGIA ALIMENTAR ALIMENTAO ALIMENTAO EQUILIBRADA ALIMENTAO SAUDVEL ALIMENTOS
  51. 51. 51 ANEMIA Diminuio de tamanho ou nmero de clulas do sangue (hemcias ou glbulos vermelhos). Pode ser causada por deficincia de qual- quer um dos fatores necessrios para a formao de glbulos verme- lhos, a saber: protena, ferro, vitaminas C, B12 e folato, ou destruio da medula ssea. A anemia nutricional mais comum a causada pela deficincia de ferro (1). Os alimentos ricos em ferro, folato e vitamina B12 so: fgado, carnes em geral, feijes e vegetais de folhas verdes escuras, como o espinafre. As frutas e sucos de frutas ctricas (laran- ja, limo, acerola) so ricas em vitamina C. Distrbio alimentar caracterizado pela recusa alimentao, perda excessiva de peso, medo de engordar, distoro da imagem corprea, alm de distrbios sociais e emocionais (7). Desejo natural de comer, especialmente quando o alimento est pre- sente. Distrbio que pode ocorrer durante o sono, caracterizado pela inter- rupo do processo respiratrio. Diferentes processos que provocam o engrossamento e o endureci- mento das artrias. Tipo de adoante artificial de baixa caloria. um ster metlico de dois aminocidos , a fenilalanina e o cido glutmico , ou seja , ster metlico de L-aspartil-L-fenilalanina . A molcula de aspartame composta de 39,5% de cido aspartco , 50% de fenilalanina e 10,5% de ster metlico. Sua doura 120 a 220 vezes superior da sacarose (14). Deposio, nas artrias, de gorduras e produtos sangneos, entre outros, provocando alteraes na circulao do sangue. Anlise das substncias e componentes presentes no sangue, urina ou tecidos como fgado, ossos e cabelo. Anlise das substncias presentes no sangue que indicam o funcio- namento do sistema imune. Clculo e determinao do gasto calrico do indivduo. Consideram- se aspectos como idade, peso, altura, sexo, atividade fsica, doena, entre outros. ANOREXIA NERVOSA APETITE APNIA DO SONO ARTERIOSCLEROSE ASPARTAME ATEROSCLEROSE AVALIAO BIOQUMICA AVALIAO IMUNOLGICA AVALIAO METABLICA
  52. 52. 52 Distrbio alimentar caracterizado pelo impulso irresistvel de comer excessivamente, seguido por sentimentos de culpa e vergonha, pro- vocando o vmito ou utilizando laxativos e/ou diurticos de maneira exagerada. Produz idias irreais sobre alimentao, distoro da ima- gem corprea, medo mrbido de engordar e prtica abusiva de ativi- dade fsica (7). Substncia em forma de cristais (pedras) formada na bile. Os clcu- los podem ser causados, dentre outros fatores, por maus hbitos ali- mentares, especialmente dieta rica em gordura. So especialmente propensos: os indivduos obesos, os que ingerem em excesso ali- mentos ricos em clcio, fsforo, cido rico e os que tomam pouca quantidade de lquido. Trata-se da unidade de calor usada na Nutrio. O termo correto quilocaloria, abreviada em kcal (1). a medida de energia liberada a partir da queima do alimento. Tambm pode ser denominada como a energia liberada pelo corpo e, neste caso, o termo caloria pode ser corretamente empregado. Cada nutriente fornece diferentes quantida- des de calorias (quilocalorias). Vide carboidratos, lipdeos e protenas. Nutrientes que possuem como principal funo fornecer energia. Con- sistem na fonte de energia mais disponvel na natureza e so chama- dos de alimentos energticos. Formam a parte principal da dieta do homem na forma de amido e sacarose em particular e provem ener- gia de 4 kcal (ver caloria) por grama de carboidrato. Podem ser citados como exemplos dessas substncias: cereais, tubrculos, leguminosas, frutas, alimentos que contm acar comum (doces em geral). So gros originrios das gramneas, cujas sementes do em espi- gas. Alguns exemplos so: trigo, arroz, cevada, milho e aveia. No ori- ente, o cereal constitui cerca de 90% da dieta. Na Gr-Bretanha, o po e a farinha representam um tero das calorias da dieta (1). Os cereais, tais como arroz, trigo e milho constituem a base da alimenta- o do brasileiro. Substncia semelhante gordura, encontrada no sangue e nas mem- branas das clulas. Fundamental ao organismo humano para a produ- o de hormnios sexuais, produtos da digesto (bile), vitamina D etc. No entanto, um nvel elevado de colesterol sangneo tem mos- trado ser o principal fator de risco para o desenvolvimento de cardiopatias. O colesterol da dieta proveniente de todos os alimen- tos de origem animal e no encontrado nos de origem vegetal. In- gerir alimentos ricos em colesterol e em gorduras saturadas aumenta o nvel de colesterol sangneo. Por isso, tais alimentos devem ser evitados ou consumidos em pequenas quantidades (12). BULIMIA CLCULO BILIAR CALORIA CARBOIDRATOS CEREAIS COLESTEROL
  53. 53. 53 O mesmo que fraqueza fsica. Resultado de um processo onde as necessidades fisiolgicas de nu- trientes no esto sendo atingidas (2). Podem ser decorrentes tanto de problemas alimentares, como baixa ingesto de fontes de ferro, que resulta em anemia, ou de problemas orgnicos, como no absor- o intestinal. O mesmo que ingerir, engolir. Doena crnica que afeta a capacidade do organismo em converter o acar do sangue (glicose) em energia, resultando em um aumento da quantidade de glicose na circulao sangnea. Provoca distrbios no metabolismo dos nutrientes, secundrios a uma deficincia ou ausncia de produo de insulina pelo pncreas e/ou diminuio de sua ao nos tecidos do organismo. Pode ocasionar algumas compli- caes, como doenas cardiovasculares, insuficincia renal, ceguei- ra, disfunes nervosas, entre outras (14; 20). Indivduo portador de diabete melito. Determinao do estado nutricional (normal, desnutrido ou obeso) realizada por um nutricionista. O mesmo que alimentao. Vide alimentao equilibrada. Engloba todo o processo de reduo da estrutura fsica e qumica do alimento durante a sua passagem pelas vias digestivas, convertendo- o em formas que possam ser absorvidas pelo corpo atravs da cor- rente sangnea.. Nvel acima do normal de um ou mais tipos de gordura no sangue (18). Comportamentos anormais relacionados ao alimento e nutrio. Normalmente so utilizadas para designar duas sndromes principais: anorexia e bulimia nervosas (7). Tambm denominados transtornos alimentares. Aquelas doenas que afetam o corao e os vasos sangneos (15). DEBILIDADE FSICA DEFICINCIAS NUTRICIONAIS DEGLUTIR DIABETE MELITO DIABTICO DIAGNSTICO NUTRICIONAL DIETA DIETA BALANCEADA DIGESTO DISLIPIDEMIAS DISTRBIOS ALIMENTARES DOENAS CARDIOVASCULARES
  54. 54. 54 Estudo das causas e dos efeitos das doenas, bem como da distribui- o das mesmas. Situao em que o indivduo se encontra, relacionada sua condio nutricional. Um tipo de acar encontrado nas frutas e no mel. Trata-se de um tipo de acar (carboidrato) simples, encontrado natu- ralmente em tecidos vegetais e tambm na corrente sangnea (1;2). Os produtos finais da digesto de carboidratos consistem quase que exclusivamente em glicose, sendo esta a forma como esses elemen- tos so transportados para as clulas. Nos animais, o crebro e os msculos s utilizam a glicose como fonte de energia e, devido a isso, perodos prolongados de jejum ou dietas com baixssimas quan- tidades de carboidratos podem prejudicar o bom funcionamento des- ses tecidos orgnicos. Abundante em frutas, xaropes de cereais, mel e certas razes (2). Constituintes essenciais de todas as clulas vivas. Termo geral que envolve as gorduras, leos e componentes correlatos, encontrados em alimentos e em organismos de animais. Consistem na principal forma de armazenamento de energia do organismo. Cada grama de gordura fornece 9 kcal (ver caloria). Tipo de gordura usualmente lquida temperatura ambiente. en- contrada em leos vegetais. Os leos de girassol, milho, canola, oliva e soja so alguns exemplos de fontes de gorduras insaturadas. Esse tipo de gordura ajuda a diminuir os nveis de colesterol sangneo quando associada a uma dieta com quantidades moderadas de gor- dura. Tipo de gordura que aumenta o nvel de colesterol sangneo. Apre- senta consistncia slida temperatura ambiente. A maioria dessas gorduras de origem animal mas existem algumas fontes vegetais. Exemplos: manteiga, banha de porco, gorduras das carnes, gorduras hidrogenadas (conhecidas como gordura para bolos), leo de palmei- ra e leo de coco (1; 12). Excesso de cido rico no sangue que pode provocar dor e calor, alm de comprometer o funcionamento dos rins. EPIDEMIOLOGIA ESTADO NUTRICIONAL FRUTOSE GLICOSE GORDURA GORDURA INSATURADA GORDURA SATURADA GOTA
  55. 55. 55 HIPERTENSO ARTERIAL Presso arterial persistentemente elevada. Situao de elevao das presses diastlica e sistlica superiores aos nveis de 90mmHg e 140mmHg, respectivamente (8;9). Considerando que a hipertenso arterial ocasiona uma sobrecarga de trabalho para todo o organismo, pode-se chegar ao estado de deteriorao de alguns rgos vitais como o corao ou o crebro, originando respectivamente a insufici- ncia cardaca e a embolia ou trombose cerebral (conhecida como derrame). Ato de levar o alimento boca para ser mastigado, engolido. Reao orgnica a uma ou mais substncias presentes em alimen- tos. Ocorre devido a uma falha nos componentes do processo di- gestivo ou de absoro dos nutrientes. Criana amamentada ao seio. Um tipo de acar encontrado no leite. A lactose tambm chamada de acar do leite. O conjunto dos tecidos de gordura que compem o organismo. O conjunto dos msculos que compreendem o corpo humano. Todos os processos que possibilitam a manuteno da vida. Proces- sos de transformaes qumicas e fsicas que ocorrem no organismo: crescimento de novos tecidos, destruio dos antigos, converso dos nutrientes em energia etc. Nutrientes formados, em geral, por processos inorgnicos. Muitos fazem parte do organismo humano e podem tambm ser encontra- dos nas plantas, animais, gua etc. Possuem funes essenciais nos diferentes tecidos. Exemplos: o clcio, fsforo e magnsio partici- pam da formao dos ossos; o ferro faz parte dos glbulos sangneos (clulas do sangue); o iodo atua junto aos hormnios da glndula tireide. Devem ser ingeridos regularmente, mas em quantidades pequenas e diferenciadas, oferecendo ao organismo o material ne- cessrio sua formao, manuteno e funcionamento. Isto pode ser alcanado atravs de uma alimentao variada e equilibrada. Capacidade de produzir doena num indivduo ou num grupo de indi- vduos. Relao entre o nmero de pessoas ss e o de doentes, ou de doenas, num dado perodo e quanto a determinada doena. INGESTO
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