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Movimentos migratórios

Apr 15, 2017

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Susana B.
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Page 1: Movimentos migratórios
Page 2: Movimentos migratórios

Portugal é por tradição um país de migrações, dado que apesar do incremento da imigração, os portugueses continuam a emigrar...

CAUSAS DA EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

A motivação económica, que se traduz pela procura de emprego, de melhores salários e de melhores condições de vida, está na origem da saída de portugueses do país, que vêem noutros destinos a esperança num futuro melhor.

Page 3: Movimentos migratórios

Como é que a mobilidade se refletiu na evolução da população portuguesa neste período?

Ao longo dos anos, os movimentos migratórios, quer internos, quer externos, tem influenciado as caraterísticas demográficas e sociais do país, refletindo-se diretamente no comportamento da população portuguesa no tempo e no espaço. Podemos apontar duas fases distintas na 2.ª metade do séc. XX:

Saldo migratório Espaço Tempo

Fase I 1960-1973

Negativo Diminuição da população

Intracontinentais Incremento temporárias

Fase II Após 1973

Positivo Aumento da população

Intracontinentais e intercontinentais

Aumento temporárias

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A evolução do número de emigrantes portugueses no séc. XX

Page 5: Movimentos migratórios

Principais destinos

FASE I (1960 – 1973)

FASE I – ENTRE 1960-1973 • Maior período de emigração

da população portuguesa;

• Emigração sobretudo intra-continental;

• A Venezuela é destino dos madeirenses e os EUA e Canadá são destinos de açorianos.

Page 6: Movimentos migratórios

É um período marcado pelo aumento da emigração ilegal.

FASE I (1960 – 1973)

Page 7: Movimentos migratórios

FASE I (1960 – 1973)

É um período marcado pelo aumento da emigração ilegal devido a:

Morosidade na organização dos processos;

Restrições impostas pelos países recetores;

Degradação acelerada das condições de vida em Portugal;

Page 8: Movimentos migratórios

FASE I (1960 – 1973)

É um período marcado pelo aumento da emigração ilegal devido a:

Guerra colonial em África;

Intensificação das perseguições políticas em Portugal.

Page 9: Movimentos migratórios

FASE I (1960 – 1973)

CAUSAS DO FLUXO MIGRATÓRIO 1960 – 1973

Em Portugal:

Falta de recursos e de emprego;

Baixo nível de vida e baixos salários;

Falta de estruturas de apoio às famílias e às atividades socioculturais;

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FASE I (1960 – 1973)

CAUSAS DO FLUXO MIGRATÓRIO 1960 – 1973

Em Portugal:

Regime político (ditadura de Salazar);

Guerra colonial nas ex-províncias africanas;

O desenvolvimento dos transportes e comunicações internacionais.

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FASE I (1960 – 1973)

CAUSAS DO FLUXO MIGRATÓRIO 1960 – 1973

Nos países de destino:

O grande desenvolvimento económico da Europa Ocidental após a II Guerra Mundial;

Necessidade de reconstrução das estruturas produtivas – necessidade de mão-de-obra barata para a indústria, construção civil e serviços pouco qualificados.

Page 12: Movimentos migratórios

FASE I (1960 – 1973)

CONSEQUÊNCIAS DO FLUXO MIGRATÓRIO 1960 – 1973 PARA PORTUGAL:

Diminuição da população ativa, que levou, nas áreas rurais, ao abandono dos campos e ao esforço de mecanização dos campos agrícolas;

Aumento da taxa de analfabetismo (que era inferior na população que emigrou, cerca de 17%, contra 30% na população do país);

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FASE I (1960 – 1973)

CONSEQUÊNCIAS DO FLUXO MIGRATÓRIO 1960 – 1973 PARA PORTUGAL:

Subida dos salários e o investimento em nova tecnologia na indústria, sobretudo a de capital estrangeiro;

Envelhecimento demográfico;

Entrada de divisas (dinheiro enviado pelos emigrantes) estrangeiras.

Page 14: Movimentos migratórios

FASE II (Após 1973)

- Os países da Europa ocidental impuseram restrições à imigração, com o objetivo de diminuir o desemprego da sua população.

- Incentivaram o regresso de alguns imigrantes aos seus países de origem, dando indemnizações.

Grande AUMENTO DO DESEMPREGO nos países da Europa Ocidental.

FORTE DIMINUIÇÃO DA EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

1973 – Crise Petrolífera (Subida vertiginosa dos preços do petróleo que levou a graves consequências económicas).

Após 1973, a população portuguesa aumentou, o saldo migratório passou a ser positivo, apesar de decrescer na década de 1980 e de registar um abrandamento nos últimos anos.

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FASE II (Após 1973)

Crise económica internacional de 1973

25 de Abril de 1974 - Melhoria da situação económica portuguesa:

- Fim da Guerra Colonial;

- Democratização da sociedade portuguesa;

- Entrada de Portugal na CEE (atual UE) em 1986;

- Melhoria do nível de vida da população;

- Melhoria da qualidade de vida.

- Decréscimo da emigração portuguesa

- Regresso de muitos emigrantes a Portugal

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FASE II (Após 1973)

Nesta década, temos um aumento da imigração em Portugal, em resultado...

- Da descolonização e do retorno dos portugueses das ex-colónias;

- Do regresso dos emigrantes, sobretudo os que se encontravam numa situação de impedimento, antes do 25 de Abril, de voltarem a Portugal.

Década de 1970

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FASE II (Após 1973)

Nesta década, assistimos a um aumento da emigração, um incremento e predomínio da emigração temporária, em consequência, por exemplo:

Do fim dos condicionalismos administrativos que restringiam a saída do país;

Da assinatura dos acordos de Schengen, que estabelecem a livre circulação de pessoas nos países signatários;

Do desenvolvimento das infraestruturas e dos meios de transporte;

Da globalização da economia.

Década de 1980

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FASE II (Após 1973)

Nesta década, verificamos ainda:

um incremento da imigração, originária dos países africanos de expressão portuguesa (PALOP), especialmente de Cabo Verde;

um aumento do regresso da população emigrante a Portugal devido à melhoria do nível de vida em Portugal.

Década de 1980

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FASE II (Após 1973)

Os imigrantes não são só de países de expressão portuguesa (com destaque para Brasil e Cabo Verde) mas também...

Da Europa de Leste (Ucrânia, Roménia, entre outros)

Da Europa Ocidental (como o Reino Unido)

Da Ásia (como a China)

Década de 1990

A partir desta década, Portugal passa também a ser um país de imigrantes, que representam já 3,7% do total da população em 2011.

Page 20: Movimentos migratórios

Origem da população estrangeira residente em Portugal (2001 e 2011)

FASE II (Após 1973) A partir da década de 1990...

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FASE II (Após 1973)

Apesar de desde esta altura, também sermos um país de imigrantes, Portugal continua a ser um país de emigrantes mas com destinos e um perfil diferenciados dos encontrados na década de sessenta:

A par da emigração intracontinental, os destinos intercontinentais regressam, como Angola, Moçambique e Brasil;

A emigração temporária predomina;

Surge o aumento da emigração de jovens qualificados;

A emigração de caráter individual substitui a familiar;

A emigração feminina aumenta, apesar de predominar a masculina;

A partir da década de 1990...

Page 22: Movimentos migratórios

O aumento da população em 2% entre 2001 e 2011 foi consequência da imigração compensando o decréscimo da natalidade.

Com a taxa de fecundidade dos portugueses a diminuir, a

substituição das gerações em Portugal teve o contributo dos

imigrantes.

Num futuro próximo, perspetiva-se uma baixa mais acentuada da Taxa de Crescimento Efetivo, já que o saldo migratório será negativo.

A nova vaga emigratória de portugueses recupera antigos

destinos dentro da Europa e países de expressão portuguesa.

As migrações e a evolução da população

portuguesa

Em suma...

Page 23: Movimentos migratórios