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METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO Estrutura de Um Trabalho Acadêmico Capa ( * ) Folha de Rosto Folha de Aprovação( * ) Dedicatória ( * ) Agradecimentos ( * ) Sumário Texto: Introdução Texto: Desenvolvimento Texto: Conclusão Texto: Anexos ou Apêndices ( * ) Referências Bibliográficas Glossário ( * ) Contra - Capa( * ) ( * ) Itens Não Obrigatórios ABNT (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS) MONOGRAFIA METODOLOGIA DE ARTIGO CIENTÍFICO NORMAS GERAIS PARA REDAÇÃO NORMAS GERAIS DE REVISÃO NORMAS PARA REDAÇÃO DE MONOGRAFIAS NORMAS PARA REDAÇÃO DE DISSERTAÇÕES NORMAS PARA REDAÇÃO DE TESES NORMAS DA ABNT REGRAS DA ABNT TRABALHO ESCOLAR TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC)
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METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Dec 12, 2014

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Page 1: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Estrutura de Um Trabalho Acadêmico

Capa ( * )   Folha de RostoFolha de Aprovação( * )   Dedicatória ( * )   Agradecimentos ( * )   Sumário   Texto: Introdução Texto: DesenvolvimentoTexto: ConclusãoTexto: Anexos ou Apêndices ( * )   Referências BibliográficasGlossário ( * )   Contra - Capa( * )

( * ) Itens Não Obrigatórios

ABNT (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS)

MONOGRAFIA

METODOLOGIA DE ARTIGO CIENTÍFICO

NORMAS GERAIS PARA REDAÇÃO

NORMAS GERAIS DE REVISÃO

NORMAS PARA REDAÇÃO DE MONOGRAFIAS

NORMAS PARA REDAÇÃO DE DISSERTAÇÕES

NORMAS PARA REDAÇÃO DE TESES

NORMAS DA ABNT

REGRAS DA ABNT

TRABALHO ESCOLAR

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC)

Page 2: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

CAPADEVE CONTER

Modelo de uma Capa

Nome do autor(margem superior, fonte 14)

Título do trabalho(fonte 16, maiúsculo, negrito, centralizado)

Instituição onde o trabalho foi executado(fonte 14, só as primeiras letras maiúsculas, negrito, centralizada)

Cidade e ano de conclusão do trabalho(fonte 14, negrito, maiúsculo e minúsculo, centralizado)

 

OBS.: A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) não determina a disposição destes dados na folha. Esta distribuição deve ser definida

FOLHA DE ROSTODEVE CONTER

Modelo de uma Folha de Rosto

As mesmas informações contidas na Capa:

Nome do autor(margem superior, fonte 14)

Título do trabalho(fonte 16, maiúsculo, negrito, centralizado)

As informações essenciais da origem do trabalho: -Instituição onde o trabalho foi executado(fonte 14, só as primeiras letras maiúsculas, negrito, centralizada)

Cidade e ano de conclusão do trabalho(fonte 14, negrito, maiúsculo e minúsculo, centralizado)

OBS.: A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) não determina a disposição destes dados na folha. Esta distribuição deve ser definida pelo professor ou pela Instituição, para uniformização de seus trabalhos acadêmicos.

Page 3: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

FOLHA DE APROVAÇÃODEVE CONTER

Nome do Autor

TÍTULO

Objetivo

NOME DA INSTITUIÇÃO

CursoÁrea de Concentração

Data de aprovação: __ de _____ de 20__

Nome do Professor_______________________ 

Titulação

Nome do Professor_______________________ 

Titulação

Nome do Professor_______________________ 

Titulação

Nome do autor

Título (e subtítulo, se houver) do trabalho

Natureza

Objetivos

Nome da instituição

Área de concentração

Data da aprovação

Nome, titulação, assinatura dos componentes da banca e as instituições a que fazem parte.

Modelo de uma Folha de Aprovação  

Page 4: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

DEDICATÓRIATem a finalidade de se dedicar o trabalho a alguém,

como uma homenagem de gratidão especial.

DEVE CONTER

(tamanho12 – negrito – podendo ser itálico alinhado a 3 tab (3,75 cm) da margem esquerda e 1 cm da margem direita – espaçamento simples digitado acima da margem inferior – sem aspas

OBS.: A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) não determina a disposição destes dados na folha. Esta distribuição deve ser definida pelo professor ou pela Instituição, para uniformização de seus trabalhos acadêmicos.

AGRADECIMENTOSOs AGRADECIMENTOS não obedecem às normas nem têm caráter científico. Mas devem obedecer ao bom senso. Procure redigir de forma explícita o agradecimento a todas as pessoas que ajudaram você em seu trabalho. Inicie agradecendo a seu orientador, não se esquecendo de referir-se a quem emprestou material para a pesquisa, assim como àqueles que participaram da coleta de dados. O estilo deve ser objetivo, uma vez que se trata de um trabalho acadêmico, não devendo misturar os agradecimentos profissionais com as questões pessoais

DEVE CONTER

Agradeço...

(tamanho12 – negrito – podendo ser itálico alinhado a 3 tab (3,75 cm) da margem esquerda e 1 cm da margem direita – espaçamento simples digitado acima da margem inferior – sem aspas

OBS.: A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) não determina a disposição destes dados na folha. Esta distribuição deve ser definida pelo professor ou pela Instituição, para uniformização de seus trabalhos acadêmicos.

Page 5: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

SUMÁRIOO SUMÁRIO oferece ao leitor uma visão global do estudo realizado. Inclui todos os títulos principais e suas subdivisões, que recebem numeração própria. Seus elementos deverão ser devidamente alinhados entre si, sempre obedecendo à margem esquerda. Digitado em negrito, a coluna de numeração deverá ser sempre alinhada obedecendo à margem direita. Os números deverão ser ligados à última palavra dos respectivos títulos por uma linha de pontos. O tamanho das letras, pontilhados e números receberão tamanhos de letras distintos, conforme especificações indicadas na Figura. Não constam no sumário: folha de rosto, folha de epígrafe, dedicatórias ou agradecimentos.

OBS.: A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) não determina a disposição destes dados na folha. Esta distribuição deve ser definida pelo professor ou pela Instituição, para uniformização de seus trabalhos acadêmicos.

Page 6: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

TEXTO: INTRODUÇÃOA INTRODUÇÃO é a parte inicial do texto, abrindo o trabalho propriamente dito. A justificativa, por sua vez, deve descrever a relevância do tema e o porquê de sua escolha, abordando as contribuições acadêmicas e aplicadas. Para Salomon (2001), é a defesa de projeto, a exposição de interesses envolvidos: os teóricos, os pessoais e os da equipe de pesquisadores. Deve constar o tema tratado, justificativa, problema de pesquisa, objetivos e outros elementos necessários para situar o tema do trabalho. Não apresenta indicação numérica por se tratar de texto introdutório ao trabalho.(NBR6024-89, p.2 e NBR 14724-01 p.4).

OBS.: A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) não determina a disposição destes dados na folha. Esta distribuição deve ser definida pelo professor ou pela Instituição, para uniformização de seus trabalhos acadêmicos.

TEXTO: DESENVOLVIMENTOO item DESENVOLVIMENTO agrega: Referencial Teórico e Procedimentos Metodológicos (em casos de pesquisa de campo, considerar - Resultados e Análise de Dados).Cada um destes itens deve iniciar uma página. É a parte principal do texto, que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto. Independente do assunto abordado nos trabalhos acadêmicos é importante que os alunos sejam orientados para buscarem um referencial teórico, definirem o procedimento metodológico a ser desenvolvido no trabalho e que o mesmo tenha resultados. Estes resultados muitas vezes não advêm de pesquisa de campo, mas de um levantamento bibliográfico. Com base nestes itens, aprender a analisar os resultados, argumentando e dando encaminhamento para a conclusão do trabalho.

Desenvolvimento do Texto

O corpo do trabalho é onde o tema é discutido pelo autorAs hipóteses a serem testadas devem ser claras e objetivas.Devem ser apresentados os objetivos do trabalho.A revisão de literatura deve resumir as obras já trabalhadas sobre o mesmo assunto.Deve-se mencionar a importância do trabalho, justificando sua imperiosa necessidade de se realizar tal empreendimento.Deve ser bem explicada toda a metodologia adotada para se chegar às conclusões.

OBS.: A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) não determina a disposição destes dados na folha. Esta distribuição deve ser definida pelo professor ou pela Instituição, para uniformização de seus trabalhos acadêmicos.

TEXTO: CONCLUSÃOA CONCLUSÃO é a parte final do texto, na qual se apresentam conclusões correspondentes aos objetivos do trabalho. É o fecho do trabalho. Recapitulam-se sinteticamente os resultados do trabalho elaborado.As principais características de uma conclusão são: essencialidade, brevidade e personalidade.Este é o momento em que o autor do trabalho se posiciona, faz crítica, apresenta as suas contribuições e traz sua marca pessoal.Contribui com um novo conhecimento ou reformula conhecimentos existentes. (NBR 14724-01 p.4)

OBS.: A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) não determina a disposição destes dados na folha. Esta distribuição deve ser definida pelo professor ou pela Instituição, para uniformização de seus trabalhos acadêmicos.

Page 7: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

TEXTO: ANEXOS E APÊNDICESANEXOS OU APÊNDICES é todo material suplementar de sustentação ao texto (itens do questionário aplicado, roteiro de entrevista ou observação, uma lei discutida no corpo do texto etc).

OBS.: A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) não determina a disposição destes dados na folha. Esta distribuição deve ser definida pelo professor ou pela Instituição, para uniformização de seus trabalhos acadêmicos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASTrata-se da relação das obras consultadas e mencionadas no trabalho. Deve seguir a NBR 6023/agosto/2000.

Modelo de Referências Bibliográficas

Livros

ANTUNES, Maria Thereza P. Capital intelectual. São Paulo: Atlas, 2000. BERNARDES, Cyro; MARCONDES, Reynaldo C.. Teoria Geral da administração. 3. ed.. São Paulo : Saraiva , 2002.

Dissertações e Teses

ÁVILA, Ricardo T. A pressão pela redução de preços nos novos produtos das autopeças e a inovação em automações industriais. 2001, 198 p. Dissertação (Mestrado em Administração de Empresas). Programa de Pós- Graduação em Administração de Empresas, Universidade Presbiteriana Mackenzie. São Paulo. MOORI, Roberto G. Um modelo de procedimento para a avaliação da produtividade na administração dos materiais. 1993. 152p. Tese (Doutorado em Engenharia). Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.São Paulo.

Dicionários

DINIZ, Maria Helena. Dicionário jurídico. São Paulo: Saraiva, 1998.

Catálogos

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE. Catálogo de dissertações e teses: resumos, 1999. São Paulo, 2000. 218 p. HEWLETT-PACKARD. Test & measurement catalog 1998. Englewood: Hewlett-Packard Press, 1999. 668 p.

Congressos, Seminários, Encontros

HANASHIRO,Darcy M. M; TEIXEIRA, Maria Luisa Mendes . Os papéis desempenhados pelos profissionais de recursos humanos contribuem para a vantagem competitiva sustentável? In: ENANPAD 2001. Campinas- São Paulo. Anais dos Resumos dos trabalhos. Hotel Royal, 2001. 312 p.

Periódicos

Revista Científica considerada no todo (coleção) REVISTA DE ADMINISTRAÇÃO MACKENZIE. São Paulo: Ed. Mackenzie, 2001 -. Semestral. ISSN 1518-6776

Artigos de revista Científica

NASSIF, Vânia M. J.; HANASHIRO, Darcy.M.M. A competitividade das universidade particulares à luz de uma visão baseada em recursos. Revista de Administração Mackenzie, São Paulo, ano 3, n.1, p.97-114, 2001. HU, Osvaldo R. T.; RAUNHEITTE, Luís Tadeu. M. Padrão JPEG de compactação de imagens. Revista Mackenzie de Engenharia e Computação, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 139- 152, jul./dez. 2000.

Page 8: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Artigo de Jornal

FONSECA, Roberto. Gabinete “paga” campanha de vereador. Jornal da Tarde, São Paulo, 9 maio 2001. Cidade, Caderno A, p.12. Parte de livros e artigos ROMANO, Giovanni. Imagens da juventude na era moderna. In: LEVI, G. ; SCHIMIDT, J. (Org.). História dos jovens 2. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. P.7-16. Artigo e matéria de Revistas e Boletins AS 500 maiores empresas do Brasil. Conjuntura Econômica, Rio de Janeiro, v. 38, n.9, set. 1984. Edição especial.

Parte de Revistas e Boletins

DINHEIRO: revista semanal de negócios. São Paulo: Ed. Três, n. 148, 28 jun. 2000. 98p. 18 Artigo de reportagem e resenhas LEAL, L. N. MP fiscaliza com autonomia total. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, p.3, 25 abr. 1999.

Legislação

BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional nº 9, de 9 de novembro de 1995. Lex: legislação federal e marginalia, São Paulo, v.59, p.1966, out./dez. 1995.

Jurisprudência

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula nº14. In: ______. Súmulas. São Paulo: Associação dos Advogados do Brasil, 1994. P.16.

Código

BRASIL. Código civil. Coordenação de Maurício Antonio Ribeiro Lopes. 6. Ed. Sâo Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2001.

Decreto

BRASIL.Decreto n.º3.704, de 27 de dezembro de 2000. Altera a Nomenclatura Comum do MERCOSUL (NCM) e as alíquotas do imposto de importação dos produtos que menciona, e dá outras providências. LEX – Coletânea de Legislação e Jurisprudência: Legislação Federal e Marginalia. São Paulo, v. 65, 2001.

Mapa

Sistema cartográfico metropolitano da Grande São Paulo: levantamento aerofotogramétrico: Consolação. São Paulo: Emplasa, [1972?]. 1 mapa, 64 x 84 cm. Escala 1:2000. Projeção transversa de Mercator, Meridiano Central 45º

Microficha

MARTENE, Edmond. Veterum scriptorum et monumentorum historicorum. [S.l: s.n.], [1729?]. v. 6. Microficha. MORSAN, George Campell. God’s last word to man: studies in hebrews. London, Morsan & Scott, Ltda.. [1992-1996?]. Microficha.

Meios Eletrônicos

Banco de Dados

PROQUEST: banco de dados. Disponível em : . Acesso em: 03 abr. 2001.

Lista de Discussão

BIBLIOTECAS Universitárias. Lista mantida pela FEBAB, Brasil. Disponível em: [email protected]. Acesso em 03 abr.2001.

Home Page Institucional

DIRETÓRIO Acadêmico Eugênio Gudin (DAEG). Desenvolvido pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e Administrativas da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Apresenta informações acadêmicas dos cursos da universidade. Disponível em: . Acesso em: 03 abr. 2001.

Page 9: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Arquivo em Disquete

PETROBRÁS. Informe Técnico. Rio de Janeiro, ago.1999.1 disquete, 31/2. Windows 98.

E-mail ASCOLI, Raymond. Base de dados FIS. Mensagem recebida por [email protected] em 08 mar.2001.

Artigo de Revista em Meio Eletrônico

NELIO. Brazil reforms cut planning opportunities. International Tax Review, London, Nov.1999. Disponível em: Acesso em : 9 maio 2001.

Livros/Monografias no todo

KOOGAN, André; HOUAISS, Antonio (Ed.). Enciclopédio e dicionário digital 98. Direção geral de André Koogan Breikman. São Paulo: Delta: Estadão, 1998. 5CD-ROM.

Partes de Livros/Monografias

SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Tratados e organizações ambientais em matéria de meio ambiente. In: ________. Entendendo o meio ambiente. São Paulo, 1999. V. 1. Disponível em: http://www.bdt.org.br/sma/entendendo/atual.htm. Acesso em:8 mar. 1999.

Consultas Online

ALVES, Castro. Navio Negreiro. [S.I.]: Virtual Books, 2000. Disponível em: http://www.terra.com.br/virtualbooks/freebook/port/Lport2/navionegreiro.htm . Acesso em: 10 jan.2002, 16:30:30

Revista e Boletim

SILVA, M. M. L. Crimes da era digital..Net, Rio de Janeiro, nov.1998. Secão Ponto de Vista. Disponível em: http://www.brazilnet.com.br/contexts/brasilrevistas.htm. Acesso em: 28 nov.1998.

Artigo e matéria de jornal

SILVA, Ives Gandra da. Pena de morte para o nascituro.O Estado de São Paulo, São Paulo, 19 set. 1998. Disponível em: http:///www.providafaília.org/pena_morte_nascituro.htm. Acesso em: 19 set.1998.

Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico

GUNCHO, M. R. A educação à distância e a biblioteca universitária. In: SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998, Fortaleza. Anais...Fortaleza: Tec Treina, 1998. 1 CD-ROM.

Documento cartográfico

PERCENTAGEM de imigrantes em São Paulo, 1920. 1 mapa, color. Escala indeterminável. Neo Interativa, Rio de Janeiro, n.2, inverno 1994. 1 CD-ROM.

OBS.: A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) não determina a disposição destes dados na folha. Esta distribuição deve ser definida pelo professor ou pela Instituição, para uniformização de seus trabalhos acadêmicos.

Page 10: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

GLOSSÁRIOPalavras Utilizadas em Pesquisas

Agradecimento: É a manifestação de gratidão do autor da pesquisa às pessoas que colaboraram no seu trabalho. Deve ter a característica de ser curto e objetivo.

Amostra: É uma parcela significativa do universo pesquisado ou de coleta de dados.

Análise: É o trabalho de avaliação dos dados recolhidos. Sem ela não há relatório de pesquisa.

Anexo: É uma parte opcional de um relatório de pesquisa. Nele deve constar o material que contribui para melhor esclarecer o texto do relatório de pesquisa.

Apêndice: O mesmo que Anexo.

Bibliografia: É a lista de obras utilizadas ou sugeridas pelo autor do trabalho de pesquisa.

Capa: Serve para proteger o trabalho e dela deve constar o nome do autor, o título do trabalho e a instituição onde a pesquisa foi realizada.

Capítulo: É uma das partes da divisão do relatório de pesquisa. Lembrando que o primeiro capítulo será a Introdução e o último as Conclusões do autor. Entre eles o texto da pesquisa.

Ciência: É um conjunto organizado de conhecimentos relativos a um determinado objeto conquistados através de métodos próprios de coleta de informação.

Citação: É quando se transcreve ou se refere o que um outro autor escreveu.

Coleta de Dados: É a fase da pesquisa em que se reúnem dados através de técnicas específicas.

Conclusão: É a parte final do trabalho onde o autor se coloca com liberdade científica, avaliando os resultados obtidos, propondo soluções e aplicações práticas.

Conhecimento Científico: É o conhecimento racional, sistemático, exato e verificável da realidade. Sua origem está nos procedimentos de verificação baseados na metodologia científica. Podemos então dizer que o Conhecimento Científico:

"É racional e objetivo. Atém-se aos fatos. Transcende aos fatos. É analítico. Requer exatidão e clareza. É comunicável. É verificável. Depende de investigação metódica. Busca e aplica leis. É explicativo. Pode fazer predições. É aberto. É útil" (Galliano, 1979: 24-30).

Conhecimento Empírico (ou conhecimento vulgar): É o conhecimento obtido ao acaso, após inúmeras tentativas, ou seja, o conhecimento adquirido através de ações não planejadas.

Conhecimento Filosófico: É fruto do raciocínio e da reflexão humana. É o conhecimento especulativo sobre fenômenos, gerando conceitos subjetivos. Busca dar sentido aos fenômenos gerais do universo, ultrapassando os limites formais da ciência.

Conhecimento Teológico: Conhecimento revelado pela fé divina ou crença religiosa. Não pode, por sua origem, ser confirmado ou negado. Depende da formação moral e das crenças de cada indivíduo.

Corpo do Texto: É o desenvolvimento do tema pesquisado, dividido em partes, capítulos ou itens, excluindo-se a Introdução e a Conclusão.

Dedicatória: Parte opcional que abre o trabalho homenageando afetivamente algum indivíduo, grupos de pessoas ou outras instâncias.

Entrevista: É um instrumento de pesquisa utilizado na fase de coleta de dados.

Experimento: Situação provocada com o objetivo de observar a reação de determinado fenômeno.

Fichamento: São as anotações de coletas de dados registradas em fichas para posterior consulta.

Page 11: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Folha de Rosto: É a folha seguinte a capa e deve conter as mesmas informações contidas na Capa e as informações essenciais da origem do trabalho.

Glossário: São as palavras de uso restrito ao trabalho de pesquisa ou pouco conhecidas pelo virtual leitor, acompanhadas de definição.

Gráfico: É a representação gráfica das escalas quantitativas recolhidas durante o trabalho de pesquisa.

Hipótese: É a suposição de uma resposta para o problema formulado em relação ao tema. A Hipótese pode ser confirmada ou negada. Índice (ou Índice Remissivo): É uma lista que pode ser de assuntos, de nomes de pessoas citadas, com a indicação da(s) página(s) no texto onde aparecem. Alguns autores referem-se a Índice como o mesmo que Sumário e Índice como Índice Remissivo. Instrumento de Pesquisa: Material utilizado pelo pesquisador para colher dados para a pesquisa.

Introdução: É o primeiro capítulo de um relatório de pesquisa, onde o pesquisador irá apresentar, em linhas gerais, o que o leitor encontrará no corpo do texto. Por isso, apesar do nome Introdução, é a última parte a ser escrita pelo autor.

Método: A palavra método deriva do grego e quer dizer caminho. Método então, no nosso caso, é a ordenação de um conjunto de etapas a serem cumprias no estudo de uma ciência, na busca de uma verdade ou para se chegar a um determinado fim.

Metodologia: "Methodo" significa caminho; "logia" significa estudo. É o estudo dos caminhos a serem seguidos para se fazer ciência.

Monografia: É um estudo científico, com tratamento escrito individual, de um tema bem determinado e limitado, que venha contribuir com relevância à; ciência.

Pesquisa: É a ação metódica para se buscar uma resposta; busca; investigação.

Problema: É o marco referencial inicial de uma pesquisa. É a dúvida inicial que lança o pesquisador ao seu trabalho de pesquisa.

Resenha: É uma descrição minuciosa de um livro, de um capítulo de um livro ou de parte deste livro, de um artigo, de uma apostila ou qualquer outro documento.

Técnica: É a forma mais segura e ágil para se cumprir algum tipo de atividade, utilizando-se de um instrumental apropriado.

Teoria: "É um conjunto de princípios e definições que servem para dar organização lógica a aspectos selecionados da realidade empírica. As proposições de uma teoria são consideradas leis se já foram suficientemente comprovadas e hipóteses se constituem ainda problema de investigação" (Goldenberg, 1998: 106-107)

Tópico: É a subdivisão do assunto ou do tema.

Universo: É o conjunto de fenômenos a serem trabalhados, definido como critério global da pesquisa.

PALAVRAS OU EXPRESSÕES LATINAS UTILIZADAS EM PESQUISA

apud: Significa "citado por". Nas citações é utilizada para informar que o que foi transcrito de uma obra de um determinado autor na verdade pertence a um outro.

Ex.: (Napoleão apud Loi) ou seja, Napoleão "citado por" Loi et al. (et alli): Significa "e outros". Utilizado quando a obra foi executada por muitos autores.

Ex.: Numa obra escrita por Helena Schirm, Maria Cecília Rubinger de Ottoni e Rosana Velloso Montanari escreve-se: SCHIRM, Helena et al.

ibid ou ibdem: Significa "na mesma obra".

idem ou id: Significa "igual a anterior".

in: Significa "em".

ipsis litteris: Significa "pelas mesmas letras", "literalmente". Utiliza-se para expressar que o texto foi transcrito com fidelidade, mesmo que possa parecer estranho ou esteja reconhecidamente escrita com erros de linguagem.

ipsis verbis: Significa "pelas mesmas palavras", "textualmente". Utiliza-se da mesma forma que ipsis litteris ou sic. opus citatum ou op.cit.: Significa "obra citada"

Page 12: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

passim: Significa "aqui e ali". É utilizada quando a citação se repete em mais de um trecho da obra.

sic: Significa "assim". Utiliza-se da mesma forma que ipsis litteris ou ipsis verbis.

supra: Significa "acima", referindo-se a nota imediatamente anterior.

OBS.: A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) não determina a disposição destes dados na folha. Esta distribuição deve ser definida pelo professor ou pela Instituição, para uniformização de seus trabalhos acadêmicos.

CONTRA - CAPAServe para proteger a última folha do trabalho, é opcional e permanece em

branco.

OBS.: A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) não determina a disposição destes dados na folha. Esta distribuição deve ser definida pelo professor ou pela Instituição, para uniformização de seus trabalhos acadêmicos.

Page 13: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

NORMAS ABNTDigitação do Documento

Os trabalhos devem ser apresentados de modo legível, através de documento digitado em espaço dum e meio (1,5) (exceto as referências bibliográficas, que devem ter espaço um (1), ocupando apenas o anverso da página. Recomenda-se a utilização da fonte arial ou times new roman, tamanho 12. Tipos itálicos são usados para nomes científicos e expressões estrangeiras.

Alinhamento do Documento

Para efeito de alinhamento, não devem ser usados barras, travessões, hífens, asteriscos e outros sinais gráficos na margem lateral direita do texto, que não deve apresentar saliências e reentrâncias.

Impressão do Documento

A impressão deve ser feita exclusivamente em papel branco formato A4, de boa qualidade, que permita a impressão e leitura.

Margens do Documento

As margens devem permitir encadernação e reprodução corretas.

Margem esquerda: 3.0 cm

Margem direita : 2.0 cm

Margem superior : 3.0 cm

Margem inferior : 2.0 cm

Numeração das Páginas do Documento

As páginas devem ser numeradas sequencialmente a partir da Introdução, em algarismos arábicos, no canto superior direito, sem traços, pontos ou parênteses.

A numeração das páginas preliminares (a partir da página de rosto até a última folha antes do texto) é opcional. Caso sejam numeradas, utilizar algarismos romanos representados por letras minúsculas (i, ii, iii, iv, etc.). Em se fazendo tal opção, a página de rosto (página i), não deve ser numerada, iniciando-se a numeração na página seguinte (página ii).

Havendo anexos, suas páginas devem ser numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento a do texto principal.

ESTRUTURA

A estrutura do trabalho científico deve apresentar as seguintes etapas:

Capa Errata Página de Rosto Ficha Catalográfica (verso da página de rosto) Epígrafe (opcional) Dedicatória (opcional) Agradecimentos (opcional) Sumário Listas de Ilustrações (figuras, tabelas e quadros) Lista de Símbolos e Abreviaturas Resumo em Português (de acordo com a Norma ABNT/NBR-6028) Texto (introdução, desenvolvimento e conclusão) Para trabalhos de peso acadêmico (dissertações de mestrado e teses de doutorado) ou para alguns tipos de projetos: introdução, revisão de literatura, material e método, resultados, discussão dos resultados e conclusão)

Page 14: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Abstract (resumo em inglês) opcional para alguns tipos de trabalho Anexos e Apêndices Glossário (opcional) Referências bibliográficas (de acordo com a Norma ABNT/NBR-6023) No caso de haver algum documento a ser referenciado, que a Norma não contemple, serão necessárias adaptações que o profissional bibliotecário de sua Unidade ou da Biblioteca Central poderá vir a orientar.

Bibliografia (opcional) Índice (opcional)

Capa

Deve constar autoria, título do trabalho, local e data, dispostos a critério do autor. A inclusão de outros elementos é opcional.

Autor

Título

Local

Data

FIGURA 1 - Capa

Errata

Lista de erros de natureza tipográfica ou não com as devidas correções, indicando-se as páginas e/ou linhas em que aparecem. Impressa quase sempre em retalho de papel avulso ou encartado, acrescido ao volume depois de impresso.

ERRATA

Onde se lê Leia-se Página Parágrafo Linha

Material de referência conclusão 132 1 3

Pretextuais pré-textuais 156 2 1

FIGURA 2 - Errata

Página de Rosto

Elementos necessários para identificação do documento, ou seja:

nome completo do autor; título do trabalho e subtítulo quando houver, separado do título por dois pontos (quando for explicativo) ou ponto e vírgula (quando se tratar de subtítulo complementar); nome da instituição e departamento; indicação da disciplina ou área de concentração (dissertações de mestrado, teses de doutorado ou livre docência, etc.); nome do orientador (monografias, dissertações e teses); 

local e data.

Logotipo da universidade

Page 15: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Autor

Título

Trabalho referente a disciplina de___________ do_____ período do Curso de___________da "sua universidade" Orientado professor(a)______________ Realizado pelo(s) aluno(s)___________

Local

Data

FIGURA 3 - Página de rosto

Ficha Catalográfica

Localizada no verso da página de rosto e na parte inferior da mesma. Deverá ser elaborada pelo profissional bibliotecário de sua Unidade ou da Biblioteca Central, objetivando a padronização das entradas de autor, orientador e definição dos cabeçalhos de assunto à partir de índices de assuntos reconhecidos internacionalmente.

FICHA CATAL0GRÁFICA ELABORADA PELA

BIBLIOTECA DA ÁREA DE ENGENHARIA - BAE - UNICAMP

Velásquez Alegre, Delia Perla PatriciaV541t Técnicas básicas para interações 3D através do mouse. /

Delia Perla Patricia Velásquez Alegre.-Campinas, SP: [s.n.],

1997.

Orientadora: Wu Shin-Ting

Dissertação (mestrado) - Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Curitiba, Universidade de Engenharia Elétrica e de Computação.

1. Interação homem-máquina. 2. Interfaces gráficas de

usuário (Sistema de computador). I. Wu Shin-Ting. II.

Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de

Engenharia Elétrica e de Computação. III. Título.

FIGURA 4 - Ficha catalográfica

Folha de Aprovação

Deve conter data de aprovação, nome completo e local para assinatura dos membros da banca examinadora. Outros dados como notas, pareceres, etc., podem der incluídos nesta página a critério da instituição.

Page 16: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Formaram parte da Banca:

Maria Cristina Ferreira de Oliveira

ICMSC - Instituto de Ciências Matemáticas de São

Carlos - USP

Léo Pini Magalhães Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP 

Wu Shin-Ting Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

FIGURA 5 - Folha de aprovação

Epígrafe (opcional)

Esta página é opcional, tendo uma citação de um pensamento que, de certa forma, embasou ou inspirou o trabalho. Pode ocorrer, também, no início de cada capítulo ou partes principais.

"A luta contra o erro

tipográfico tem algo de

homérico. Durante a revisão

os erros se escondem, fazem-

-se positivamente invisíveis.

Mas assim que o livro sai,

tornam-se visibilíssimos..."

(Monteiro Lobato)

FIGURA 6 - Epígrafe

Dedicatória (opcional)

Page 17: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Página opcional, tendo um texto, geralmente curto, no qual o autor presta alguma homenagem ou dedica o seu trabalho a alguém.

A todos os médicos veterinários

que trabalham no meio rural,

desenvolvendo a pecuária e

aumentando sobremaneira a

produção de alimentos.

FIGURA 7 - Dedicatória

Agradecimentos (opcional)

Página opcional, podendo ser incluídas aqui referências a Instituições ou pessoas que subvencionaram o trabalho.

Este trabalho é para

Susana, Rachel, Vera Lúcia e Albertina

que colaboraram com a realização

deste, incentivando-me.

FIGURA 8 - Agradecimentos

Sumário

Consiste na enumeração dos capítulos do trabalho, na ordem em que aparecem no texto, com a página inicial de cada capítulo. Deve ser elaborado de acordo com a Norma ABNT/NBR-6027.

Os capítulos devem ser numerados em algarismos arábicos, a partir da Introdução até as Referências Bibliográficas.

Havendo subdivisão nos capítulos, deve ser adotada a numeração progressiva, sempre em número arábico, de acordo com a Norma ABNT/NBR-6024. Não deve ser usado algarismo romano, nem letra.

SUMÁRIO

LISTA DE FIGURAS ............................................. ii

RESUMO ................................................................ iv

1 INTRODUÇÃO ................................................... 5

2 REVISÃO DE LITERATURA............................. 7

3 MATERIAL E MÉTODO.................................... 8

3.1 Material ............................................................. 8

4 RESULTADOS ................................................... 9

4.1 Psicológicos ...................................................... 10

Page 18: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

4.2 Pedagógicos ...................................................... 11

5 DISCUSSÃO ....................................................... 12

6 CONCLUSÕES ................................................... 12

7 ANEXOS E APÊNDICES .................................. 13

8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................ 15

FIGURA 9 - Sumário

Listas

Rol de elementos ilustrativos ou explicativos. Dependendo das características do documento podem ser incluídas as seguintes listas:

lista de ilustrações - relação de tabelas, gráficos, fórmulas, lâminas, figuras (desenhos, gravuras, mapas, fotografias), na mesma ordem em que são citadas no texto, com indicação da página

onde estão localizadas;

lista de abreviaturas e siglas - relação alfabética das abreviaturas e siglas utilizadas no texto, seguidas das palavras a que correspondem, escritas por extenso;

lista de notações - relação de sinais convencionados, utilizados no texto, seguidos dos respectivos significados.

Item a:

LISTA DE FIGURAS

1 Curvatura do movimento ...................................... 5

2 Vistas ortogonais .................................................. 6

3 Correspondência entre movimentos ..................... 7

4 Representações gráficas ........................................ 7

5 O cursor tridimensional ......................................... 8

6 O cursor skitter e os jacks ..................................... 10

7 Controladores virtuais ........................................... 11

8 Manipulação direta ................................................ 12

Item b: Ibidem ou Ibid. - na mesma obraIdem ou Id. - do mesmo autorOp. cit - na obra citadaLoc. cit - no lugar citadoEt seq. - seguinte ou que se seguePassim - aqui e ali; em vários trechos ou passagensCf. - confira

Resumo em Português

Deve ser precedido de referência bibliográfica do autor e elaborado de acordo com a Norma ABNT/NBR-6028.

Redigido pelo próprio autor do trabalho, o resumo deve ser a síntese dos pontos relevantes do texto, em linguagem clara, concisa e direta. Deve ressaltar o objetivo, o resultado e as conclusões do trabalho, assim como o método e a técnica empregada em sua elaboração.

Page 19: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

O resumo redigido na língua original do trabalho precede o texto, porém a tradução para o inglês "Abstract" deve ser inserido logo após o texto, antes da lista de referências bibliográficas.

ALMEIDA, E. L. Reconstrução do esôfago cervical de cães. [Cervical esophagus reconstruction

in dogs]. São Paulo, 1996. 71 p. Tese (Doutorado

em Medicina Veterinária) - Departamento de

Cirurgia, Faculdade de Medicina Veterinária e

Zootecnia, Universidade de São Paulo.

TEXTO DO RESUMO

FIGURA 10 - Resumo em português

Texto

Como todos os trabalhos científicos, a organização do texto deve obedecer a uma sequência, ou seja, Introdução, Desenvolvimento e Conclusão, dividindo-se em capítulos conforme a natureza do assunto. Utiliza-se comumente a seguinte estrutura :

Introdução

Nesta primeira parte do texto o autor deve incluir:

apresentação geral do assunto do trabalho; definição sucinta e objetivo do tema abordado; justificativa sobre a escolha do tema e métodos empregados; delimitação precisa das fronteiras da pesquisa em relação ao campo e períodos abrangidos; esclarecimentos sobre o ponto de vista sob o qual o assunto será tratado; relacionamento do trabalho com outros da mesma área; objetivos e finalidades da pesquisa, com especificação dos aspectos que serão ou não abordados; a proposição poderá ser apresentada em capítulo à parte.

Revisão de Literatura

É a apresentação do histórico e evolução científica do aspecto do trabalho, através da citação e de comentários sobre a literatura considerada relevante e que serviu de base à investigação.Todos os autores citados na revisão de literatura ou em qualquer das partes do trabalho deverão constar da listagem final das Referências Bibliográficas.

Material e Método

É a descrição precisa dos métodos, materiais e equipamentos utilizados, de modo a permitir a repetição dos ensaios por outros pesquisadores. Técnicas e equipamentos novos devem ser descritos com detalhes; entretanto, se os métodos empregados já forem conhecidos, será suficiente a citação de seu autor. A especificação e origem do material utilizado poderá ser feita no próprio texto ou em nota de rodapé. Os testes estatísticos empregados e o nível de significância adotado também devem ser referidos neste capítulo.

Resultados

É a apresentação, em ordem lógica, dos resultados obtidos, sem interpretações pessoais. Podem ser acompanhados por gráficos, tabelas, mapas e figuras.

Page 20: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Discussão

Neste capítulo, os resultados da pesquisa são analisados e comparados com os já existentes sobre o assunto na literatura citada. São discutidas suas possíveis implicações, significados e razões para concordância ou discordância com outros autores. A discussão deve fornecer elementos para as conclusões.

Conclusões

Devem ser fundamentadas nos resultados e na discussão, contendo deduções lógicas e correspondentes, em número igual ou superior aos objetivos propostos. Refere-se à introdução, fechando-se sobre o início do trabalho.

Abstract (Resumo em inglês)

Opcional para alguns tipos de trabalho. A tradução do resumo para o inglês "Abstract" deve ser inserido logo após o texto e precedido de referência bibliográfica do autor. Como exemplo ver item 2.11, tendo como ressalva na referência bibliográfica a inversão do título, ou seja, citar primeiramente o título em inglês e, posteriormente, entre colchetes, o título em português.

Anexos e Apêndices

Anexos são partes integrantes do texto, mas destacados deste para evitar descontinuidade na sequência lógica das idéias. Constituem suportes elucidativos e ilustrativos para a compreensão do texto. Apêndices constituem suportes elucidativos e ilustrativos, porém não essenciais à compreensão do texto. Quando existe a necessidade, no trabalho, de vários anexos ou apêndices, cada um deles deve ter no alto da página a indicação em letras maiúsculas , seguido do número correspondente em algarismo arábico. No texto devem ser citados entre parênteses.

Alto da página - ANEXO 3 ou APÊNDICE 3

No texto - (ANEXO 3) ou (APÊNDICE 3)

Glossário (opcional)

Lista de palavras pouco conhecidas, de sentido obscuro ou de uso muito restrito, acompanhadas de definição.

GLOSSÁRIO

AUTOR - Pessoa a quem cabe a responsabilidade principal pela criação do conteúdo intelectual ou artístico de uma obra.

CITAÇÃO - Menção de uma informação obtida em outra fonte.

NOTAS DE RODAPÉ - Anotações colocadas ao pé da página, com a finalidade de transmitir informações que não foram incluídas no texto.

RESENHA - Síntese ou comentário sobre uma obra científica, literária, etc. Pode limitar-se a uma exposição objetiva do texto resenhado ou tecer comentários úteis e interpretativos. Em geral é realizada por um especialista que domina o assunto.

RESUMO - Apresentação concisa dos pontos relevantes

de um texto.

FIGURA 11 - Glossário.

Referências Bibliográficas

São o conjunto de elementos que permitem a identificação, no todo ou em parte, de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de materiais. As referências bibliográficas são apresentadas em forma de listagem de acordo com um sistema de chamada adotado (ver item 3.2).

Page 21: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Para a elaboração das referências bibliográficas utilizar a norma ABNT/NBR 6023.

Índice (opcional)

Lista de entradas ordenadas, segundo determinado critério, que localiza e remete para as informações contidas no texto. O índice deve ser elaborado de acordo com a norma ABNT/NBR 6034.

O arranjo do índice pode ser classificado em:

a. alfabético - quando as entradas são ordenadas alfabeticamente; b. sistemático - quando as entradas são ordenadas de acordo com um sistema de classificação de assunto; 

c. cronológico - quando as entradas são ordenadas cronologicamente.

ÍNDICE DE AUTORES

ABATH, Rachel Joffily, 357

ALMEIDA, Iêda Muniz de, 65

ALMEIDA, Marina dos Santos, 27

ALVES, Marília Amaral Mendes, 149

BANDEIRA, Suelena Pinto, 65

BLANK, Veleida Ana, 399

BORGES, Stella Maris, 167

CABRAL, Anna Maria Rezende, 553

CARIBÉ, Eliane e Rita

ÍNDICE SISTEMÁTICO

MONTAGEM

Ver Arte-final

MONTAGEM DO LIVRO

processo de, 596-598

MORAIS, Rubens Borba de, 27, 31

NEOLOGISMO

uso do, 73-74

NORMALIZAÇÃO

Abreviaturas, 94

FIGURA 12 - Índice de autores. FIGURA 13 - Índice sistemático.

ORIENTAÇÕES TÉCNICAS

Apresentação de informação no texto

Citação

É a menção no texto de uma informação colhida de outra fonte. Pode ser direta, indireta e citação de citação.

Citação Direta

É a cópia exata ou transcrição literal de outro texto (leis, decretos, regulamentos, fórmulas científicas, palavras ou trechos de outro autor). O tamanho de uma citação determina sua localização no texto da seguinte forma:

a. até três linhas deve ser incorporada ao parágrafo, entre aspas duplas.

De acordo com as conclusões de SINHORINI (1983), "O BCG induz à formação de lesão granulomatosa, quer na ausência, quer na presença da hipersensibilidade específica detectada pelo PPD"

b. citação mais longa deve figurar abaixo do texto, em bloco recuado das margens laterais.

Valendo-se de várias hipóteses, SINHORINI (1983) constata que

Page 22: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

"...o granuloma tuberculoso é constituído por dois sistemas

independentes: o macrofágico que controlaria tanto o escape

do antígeno da lesão, quanto o crescimento bacteriano na mesma,

e o imunocompetente, representado pela hipersensibilidade e

expresso morfologicamente pelo halo de células jovens...".

Observação: A indicação da fonte entre parênteses pode suceder a citação, para evitar interrupção na sequência do texto.

Após esse primeiro isolamento, na Inglaterra, vários casos têm sido descritos em países como Canadá, Noruega, Holanda, Dinamarca e Finlândia (GLAZEBROOK et al, 1973, JONES, 1981).

Citação Indireta

É a expressão da idéia contida na fonte citada, sem transcrição, dispensando o uso de aspas duplas.

A hipertermia em bovinos Jersey foi constatada quando a temperatura ambiente alcançava 29.5° C (RIECK & LEE, 1948).

Pode-se simplificar a citação, mencionando-se apenas o número recebido pelo documento na listagem bibliográfica. Esse procedimento pressupõe que a listagem bibliográfica já possua numeração definitiva, uma vez que inserções posteriores exigem mudança em toda a numeração.

CAMPOS (15) destacou, em estudo sobre o atendimento aos menores em São Paulo, que as creches comunitárias expressam uma relação diferente dos orfanatos...

Citação de Citação

É a mensão de um documento ao qual não se teve acesso. Pode ser citado na lista final de referências bibliográficas ou em nota de rodapé, sendo obrigatória a indicação da página de onde foi extraída a informação.

Esse tipo de citação só deve ser utilizado nos casos em que realmente o documento original não pode ser recuperado (documento muito antigo, dados insuficientes para a localização do material, etc.).

No texto deve ser indicado o sobrenome do(s) autor(es) do documento não consultado, seguido da data e da expressão apud e do sobrenome do(s) autor(es) da referência fonte.

. MUELLER (1858) apud REIS, NOBREGA (1956) chegou às mesmas conclusões...

ou

. (MUELLER, 1858 apud REIS, NOBREGA, 1956)

As entidades coletivas podem ser citadas pelas respectivas siglas, desde que na primeira vez em que forem mencionadas apareçam por extenso.

Page 23: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

World Health Organization - WHO (1985)

O documento original não consultado também pode ser citado em nota de rodapé.

MARINHO1 , apud MARCONI & LAKATOS (1982), apresenta a formulação do problema como uma fase de pesquisa, que, sendo bem delimitado, simplifica e facilita a maneira de conduzir a investigação.__________________________

1MARINHO, Pedro. A pesquisa em ciências humanas. Petrópolis : Vozes, 1980.

Na listagem bibliográfica deve-se incluir os dados completos do documento efetivamente consultado.

Observação: Quando não se usa a nota de rodapé, devem-se incluir duas entradas na listagem bibliográfica:

uma relacionando o documento não consultado seguido da expressão "apud" e os dados do documento efetivamente consultado;

outra entrada será feita relacionando apenas os dados da fonte consultada.

Citação de Informações

Quando obtidas através de canais informais, como comunicações pessoais, anotações de aulas, eventos não impressos (conferências, palestras, seminários, congressos, simpósios, etc.) devem ser mencionadas em nota de rodapé.

SILVA (1983) afirma que o calor se constitui...FUKUSHIMA, HAGIWARA (1979) realizaram o estudo do proteinograma...

____________________________

SILVA, H.M. Comunicação pessoal. Belo Horizonte : Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas

Gerais, 1983.

FUKUSHIMA, R.S., HAGIWARA, M.K. Eletroforese em acetato de celulose das proteínas séricas de cães

com ascite. (Apresentado à Conferência Anual da Sociedade Paulista de Medicina Veterinária, 34. São Paulo,

1979).

Documentos Anônimos, Documentos Considerados no Todo, ou de Autoria Coletiva

Documentos cuja entrada no texto é pelo título (obras anônimas, eventos considerados no todo, etc.) a citação deve ser feita com as primeiras palavras deste título, na forma em que se apresentam na lista de referências bibliográficas. Se o título for muito longo, ou tiver subtítulo, devem ser usadas reticências.

Título - De acordo com a ENCICLOPÉDIA de Tecnologia... (1972). Entidades - Conforme os dados do ANUÁRIO ESTATÍSTICO DO BRASIL (1973), o número de brasileiros cursando o segundo grau não alcançou os índices esperados.

Page 24: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

OU

(ANUÁRIO ESTATÍSTICO DO BRASIL, 1973)

c) Evento - No SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS...

(1990).

Trabalhos não Publicados

Trabalhos não publicados e em fase de elaboração devem ser mencionados apenas em nota de rodapé.

FIGUEIRA (1977)* estudando a ação dos universitários..._________________________________

*FIGUEIRA, Marcelo Lima. População regional. São Paulo : Faculdade de Educação - Unicamp, 1977.

b. Trabalhos comprovadamente em fase de impressão devem ser mencionados na lista final de referências bibliográficas, com a informação (No prelo) precedendo o título do periódico, volume, número e ano.

Apresentação de Autores no Texto

Deve obedecer os seguintes critérios:

a. Um autor

Indicação do SOBRENOME do autor em maiúsculas, seguido da data.

HAFEZ (1973) aconselha a medicação D.

OU

Em pesquisa anterior (HAFEZ, 1973) aconselha a medicação D.

b. Dois autores

Indicação dos dois autores unidos por "&", acrescidos da data.

RIECK & LEE (1948) ou (RIECK & LEE, 1948)

c. Três ou mais autores

Indicação do primeiro autor, seguido da expressão et al. acrescido da data.

JARDIM et al. (1965) ou (JARDIM et al., 1965)

d. Na citação de vários trabalhos de diferentes autores, mencionam-se todos os autores, separados pelas notações do sistema de chamada adotado (ver item 3.2).

Page 25: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

A citação de vários autores poderá obedecer a ordem alfabética ou cronológica, quando citados em bloco no texto. A opção por qualquer dos critérios deverá ser seguida uniformemente, em toda a matéria.

ORDEM ALFABÉTICA

ATANASIU (1967), KING (1965), LIRONS (1955), THOMAS (1973)

Ou

(ATANASIU, 1967, KING, 1965, LIRONS, 1955, THOMAS, 1973)

ORDEM CRONOLÓGICA

LIRONS (1955), KING (1965), ATANASIU (1967), THOMAS (1973)

Ou

(LIRONS, 1955, KING, 1965, ATANASIU, 1967, THOMAS, 1973)

Sistema de Chamada para Apresentação de Citações no Texto

O método escolhido para a identificação das citações deve ser observado ao longo de todo o trabalho. Os sistemas podem ser:

Sistema alfabético (autor-data)

As citações devem ser indicadas pelo SOBRENOME do autor, seguido da data de publicação do trabalho. A lista final de referências bibliográficas deve ter arranjo alfabético.

LUCCI et al (1976) constata que a ingestão de alimentos...

As citações de diversos documentos de um mesmo autor, publicados em um mesmo ano, são distinguidas pelo acréscimo de letras minúsculas do alfabeto após a data, e sem espacejamento.

a) CARRARO (1973a) ou (CARRARO, 1973a)

CARRARO (1973b) ou (CARRARO, 1973b)b)

VOLKMAN & GOWANS (1965a) ou (VOLKMAN & GOWANS, 1965a)

VOLKMAN & GOWANS (1965b) ou (VOLKMAN & GOWANS, 1965b)

Quando houver coincidências de autores com o mesmo sobrenome e data, acrescentar as iniciais de seus prenomes.

a) BARBOSA, N. (1958) ou (BARBOSA, N., 1958)b) BARBOSA, R. (1958) ou (BARBOSA, R., 1958)

Sistema numérico

Page 26: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

As citações dos documentos devem ser indicadas por chamadas numéricas colocadas meia entrelinha acima do texto. O nome do autor pode, em alguns casos, não ser mencionado. É citada apenas a idéia ou pensamento, seguido da indicação numérica da citação.

De acordo com CERVO & BERVIAN "documento é toda base de conhecimento fixado materialmente".7

A lista final de referências bibliográficas deve ter arranjo numérico, seguindo a ordem em que as citações aparecem no texto.

Sistema alfanumérico

Neste sistema, as referências bibliográficas são alfabetadas e numeradas previamente. As chamadas no texto recebem o número respectivo dessa ordem pré-estabelecida.

GOMES³ , concordando com AZEVEDO¹ e BARBOSA² ...

Notas de Rodapé

As notas de rodapé destinam-se a prestar esclarecimentos ou tecer considerações que não devam ser incluídas no texto para não interromper a sequência lógica da leitura. Essas notas devem ser reduzidas ao mínimo e situar-se em local tão próximo quanto possível do texto, não sendo aconselhável reuní-las todas no fim de capítulos ou da publicação.

Para se fazer a chamada das notas de rodapé, usam-se algarismos arábicos, na entrelinha superior sem parênteses, com numeração consecutiva para cada capítulo ou parte, evitando-se recomeçar a numeração a cada página. Quando as notas forem em número reduzido, pode-se adotar uma sequência numérica única para todo o texto.

Há dois tipos de notas de rodapé:

Bibliográficas

São em geral utilizadas para indicar fontes bibliográficas permitindo comprovação ou ampliação de conhecimento do leitor; para indicar textos relacionados com as afirmações contidas no trabalho, remeter o leitor a outras partes do mesmo trabalho ou outros trabalhos para comparação de resultados e para incluir a tradução de citações feitas em língua estrangeira ou indicar a língua original de citações traduzidas.

Explicativas

Quando se referem a comentários e/ou observações pessoais do autor. Por exemplo, concessão de bolsas e auxílios financeiros para realização de pesquisa, nomes de instituições, endereços, títulos do autor e outros. São também usadas para indicar dados relativos a comunicação pessoal, a trabalhos não publicados e a originais não consultados, mas citadas pelo autor.

Apresentação

As notas de rodapé se localizam na margem inferior da mesma página onde ocorre a chamada numérica recebida no texto. São separadas do texto por um traço contínuo de 4cm e datilografadas em espaço simples e com caracteres menores do que o usado para o texto. Usa-se espaço duplo para separar as notas, entre si.

Notas Bibliográficas

As notas de indicação bibliográfica devem conter o sobrenome do autor, data da publicação e outros dados para localização da parte citada. Essa orientação aplica-se também a artigos de publicações periódicas.

É muito comum o uso de termos, expressões e abreviaturas latinas, embora as mesmas devam ser evitadas, uma vez que dificultam a leitura. Em alguns casos é preferível repetir tantas vezes quantas forem necessárias as indicações bibliográficas. Essas expressões só podem ser usadas quando fizerem referência às notas de uma mesma página ou em páginas confrontantes.

Page 27: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Apresentação de Ilustrações (figuras, quadros, tabelas e gráficos)

A apresentação de quadros e tabelas está regida pelas "Normas de Apresentação Tabular" (IBGE, 1979) e Normas de Apresentação Tabular (Conselho Nacional de Estatística, 1958). Entretanto, ampliando nossa busca bibliográfica, encontramos em fontes não oficiais conceitos que podem auxiliar na elaboração destes elementos e que julgamos úteis.

Figuras

São desenhos, gráficos, fotografias, fotomicrografias, etc., com os respectivos títulos precedidos da palavra FIGURA e do número de ordem em algarismo arábico. No texto devem ser indicados pela abreviatura Fig., acompanhada do número de ordem.

Quadros

Denomina-se quadro a apresentação de dados de forma organizada, para cuja compreensão não seria necessária qualquer elaboração matemático-estatística. A identificação se fará com o nome do elemento QUADRO, seguido do número de ordem em algarismo romano.

Tabelas

São conjuntos de dados estatísticos, associados a um fenômeno, dispostos numa determinada ordem de classificação. Expressam as variações qualitativas e quantitativas de um fenômeno. A finalidade básica da tabela é resumir ou sintetizar dados de maneira a fornecer o máximo de informação num mínimo de espaço. Na apresentação de uma tabela devem ser levados em consideração os seguintes critérios:

toda tabela deve ter significado próprio, dispensando consultas ao texto;

a tabela deve ser colocada em posição vertical, para facilitar a leitura dos dados. No caso em que isso seja impossível, deve ser colocada em posição horizontal, com o título voltado para a margem esquerda da folha. Se a tabela ou quadro não couber em uma página, deve ser continuado na página seguinte. Neste caso o final não será delimitado por traço horizontal na parte inferior e o cabeçalho será repetido na página seguinte.

não devem ser apresentadas tabelas nas quais a maior parte dos casos indiquem inexistência do fenômeno.

Gráficos

Depois de sintetizados em tabelas, os dados podem ser apresentados em gráficos, com a finalidade de proporcionar ao interessado uma visão rápida do comportamento do fenômeno. Serve para representar qualquer tabela de maneira simples, legível e interessante, tornando claros os fatos que poderiam passar despercebidos em dados apenas tabulados.

Fonte: www.admbrasil.com.br

REGRAS DA ABNT

RESUMOElemento obrigatório, constituído de uma seqüência de frases concisas e objetivas e não de uma simples enumeração de tópicos, não ultrapassando 500 palavras, seguido, logo abaixo, das palavras representativas do conteúdo do trabalho, isto é, palavras-chave e/ou descritores, conforme a NBR 6028.

INTRODUÇÃO

A introdução é a apresentação sucinta e objetiva do trabalho, que fornece informações sobre sua natureza, sua importância e sobre como foi elaborado: objetivo, métodos e procedimentos seguidos.

Em outras palavras, é a parte inicial do texto, onde devem constar a delimitação do assunto tratado, objetivos da pesquisa e outros elementos necessários para situar o tema do trabalho.

Page 28: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Lendo a introdução, o leitor deve sentir-se esclarecido a respeito do tema do trabalho como do raciocínio a ser desenvolvido.

Como forma de esclarecer nossos clientes a respeito do trabalho desenvolvido por nossa equipe, bem como para explicar como é feita a divisão do texto em capítulos, seções e subseções, a seguir apresentar-se-á comentários sobre a metodologia utilizada, que segue rigorosamente os padrões estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

1 DA ESTRUTURA DA MONOGRAFIA

A estrutura de uma monografia compreende as seguintes partes: a) elementos pré-textuais; b) elementos textuais; c) elementos pós-textuais.

1.1 Elementos pré-textuais

São chamados pré-textuais todos os elementos que contém informações e ajudam na identificação e na utilização da monografia.

São considerados elementos pré-textuais de uma monografia:

1) Capa (obrigatório);

2) Contra-capa (obrigatório);

3) Folhe de Aprovação (obrigatória);

4) Dedicatória (opcional);

5) Agradecimentos (opcional);

6) Epígrafe (opcional);

7) Resumo em Língua Vernácula (obrigatório);

8) Resumo em Língua Estrangeira (obrigatório);

9) Sumário (obrigatório).

No que se refere aos elementos pré-textuais, as monografias desenvolvidas por nossa equipe são elaboradas conforme os elementos apresentados supra.

1.2 Elementos textuais

Parte do trabalho em que é exposto o conteúdo da monografia. Sua organização é determinada pela natureza do trabalho. São considerados fundamentais os seguintes elementos:

1) Introdução: é a apresentação sucinta e objetiva do trabalho, fornecendo informações sobre sua natureza, sua importância e sobre como foi elaborado: objetivo, métodos e procedimentos seguidos;

2) Desenvolvimento: parte principal do texto, descrevendo com detalhes a pesquisa e como foi desenvolvida;

3) Conclusão: é a síntese dos resultados do trabalho e tem por finalidade recapitular sinteticamente os resultados da pesquisa elaborada.

1.3 Elementos pós-textuais

São os elementos que tem relação com o texto, mas que, para torná-lo menos denso e não prejudicá-lo, costumam vir apresentados após a parte textual.

Dentre os elementos pós-textuais temos as referências, o glossário, o apêndice, o anexo, o índice.

Dentre os elementos pós-textuais, destacam-se:

1) Referências (obrigatório): conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de documentos, de forma e permitir sua identificação individual. As referências bibliográficas das monografias devem seguir o padrão NBR 6023, que fixa a ordem dos

Page 29: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

elementos das referências e estabelece convenções para transcrição e apresentação da informação originada do documento e/ou outras fontes de informação;

2) Anexo(s) (opcional): é um texto não elaborado pelo autor, que serve de fundamentação, comprovação e ilustração para a monografia. Em monografias jurídicas, por exemplo, pode-se colocar uma lei de importância fundamental para o entendimento do texto.

2 DA APRESENTAÇÃO GRÁFICA

A seguir está descrito o padrão recomendado pela ABNT (NBR 14724), que foi elaborado para facilitar a apresentação formal dos trabalhos acadêmicos.

2.1 Formato e margens

Os trabalhos devem ser digitados em papel branco A4 (210 mm x 297 mm), digitados em uma só face da folha.

De acordo com a NBR 14724, o projeto gráfico é de responsabilidade do autor do trabalho.

Recomenda-se, para digitação, a utilização de fonte tamanho 12 para o texto e tamanho menor para citações de mais de três linhas, notas de rodapé, paginação e legendas das ilustrações e tabelas.

Com relação às margens, a folha deve apresentar margem de 3 cm à esquerda e na parte superior, e de 2 cm à direita e na parte inferior.

2.2 Espacejamento

Todo o texto deve ser digitado com espaço duplo, exceto nas citações diretas separadas do texto (quando com mais de três linhas), nas notas de rodapé, nas referências no final do trabalho e na ficha catalográfica.

As referências, ao final do trabalho, devem ser separadas entre si por espaço duplo.

Os títulos das subseções devem ser separados do texto que os precede ou que os sucede por dois espaços duplos.

2.3 Notas de rodapé

As notas devem ser digitadas dentro das margens, ficando separadas do texto por um espaço simples de entrelinhas e por filete de 3 cm, a partir da margem esquerda.

2.4 Indicativos de seção

O indicativo numérico de uma seção precede seu título, alinhado à esquerda, separado por um espaço de caractere.

2.4.1 Numeração Progressiva

Para evidenciar a sistematização do conteúdo do trabalho, deve-se adotar a numeração progressiva para as seções do texto. Os títulos das seções primárias, por serem as principais divisões de um texto, devem iniciar em folha distinta. Destacam-se gradativamente os títulos das seções, utilizando-se os recursos de negrito, itálico ou grifo e redondo, caixa alta ou versal, e outro, conforme a NBR 6024, no sumário e de forma idêntica, no texto.

Exemplo:

1 Seção Primária – (TÍTULO 1)

1.1 Seção Secundária – (TÍTULO 2)

1.1.1 Seção terciária – (Título 3)

1.1.1.1 Seção quartenária – (Título 4)

1.1.1.1.1 Seção quinária – (Título 5)

Page 30: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Na numeração das seções de um trabalho devem ser utilizados algarismos arábicos, sem subdividir demasiadamente as seções, não ultrapassando a subdivisão quinária.

Importante ressaltar, também, que os títulos das seções primárias – por serem as principais seções de um texto, devem iniciar em folha distinta.

Os títulos sem indicativo numérico, como agradecimentos, dedicatória, resumo, abstract, referências e outras, devem ser centralizados.

3 DAS CITAÇÕES

Esta seção aborda o assunto das citações, que trata-se da menção, no texto, de uma informação extraída de outra fonte.

O autor utiliza-se de um texto original para extrair a citação, podendo reproduzi-lo literalmente (citação direta), interpretá-lo, resumi-lo ou traduzi-lo (citação indireta), ou extrair uma informação de uma fonte intermediária.

De acordo com a NBR 14724 (AGO 2002), recomenda-se, para digitação, a utilização de fonte tamanho 12 para o texto e tamanho menor para citações de mais de três linhas, notas de rodapé, paginação, entre outros elementos.

O item 5.6 da NBR 14724 orienta que “as citações devem ser apresentadas conforme a NBR 10520”. Portanto, as regras referentes à citações, que podem ser diretas ou indiretas, se encontram na NBR 10520 (AGO 2002).

3.1 Citações diretas

Para citações diretas com mais de três linhas, deve-se observar apenas o recuo de 4 cm da margem esquerda. A citação ficaria da seguinte forma:

Para viver em sociedade, necessitou o homem de uma entidade com força superior, bastante para fazer as regras de conduta, para construir o Direito. Dessa necessidade nasceu o Estado, cuja noção se pressupõe conhecida de quantos iniciam o estudo do Direito Tributário. (MACHADO, 2001, p. 31).

Importante observar que nas citações indiretas deve-se colocar o sobrenome do autor (em letra maiúscula), o ano da publicação da obra e o número da página onde foi retirado o texto.

Por outro lado, na lista de referências bibliográficas, ou seja, no final da monografia, deverá constar a referência completa da seguinte forma:

MACHADO, Hugo de Brito. Curso de direito tributário. 19. ed. São Paulo: Malheiros, 2001.

As citações diretas, no texto, de até três linhas, devem estar contidas entre aspas duplas. As aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior da citação. A seguir, temos o exemplo deste tipo de citação:

Bobbio (1995, p. 30) com muita propriedade nos lembra, ao comentar esta situação, que os “juristas medievais justificaram formalmente a vaidade do direito romano ponderando que este era o direito do Império Romano que tinha sido reconstituído por Carlos Magno com o nome de Sacro Império Romano”.

Na lista de referências:

BOBBIO, Norberto. O positivismo jurídico: lições de Filosofia do Direito. São Paulo: Ícone, 1995.

3.2 Citações indiretas

Citações indiretas (ou livres) são a reprodução de algumas idéias, sem que haja transcrição literal das palavras do autor consultado. Apesar de ser livre, deve ser fiel ao sentido do texto original. Não necessita de aspas. A seguir, alguns exemplos de citações indiretas:

De acordo com Machado (2001), o Estado, no exercício de sua soberania, exige que os indivíduos lhe forneçam os recursos de que necessita, instituindo tributos. No entanto, a instituição do tributo é sempre feita mediante lei, devendo ser feita conforme os termos estabelecidos na Constituição Federal brasileira, na qual se encontram os princípios jurídicos fundamentais da tributação.

Conforme visto supra, nas citações indiretas, diferentemente da citações diretas, não é necessário colocar o número da página onde o texto foi escrito.

Page 31: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

3.3 Notas de rodapé

No que se refere a notas de rodapé, de acordo com a NBR 10520, deve-se utilizar o sistema autor-data para as citações do texto e o numérico para notas explicativas.

As notas de rodapé podem ser conforme as notas de referência (ver tópico 3.5) e devem ser alinhadas, a partir da segunda linha da mesma nota, abaixo da primeira letra da primeira palavra, de forma a destacar o expoente e sem espaço entre elas e com fonte menor.

Exemplos:

_____________________

1 Veja-se como exemplo desse tipo de abordagem o estudo de Netzer (1976).

2 Encontramos esse tipo de perspectiva na 2ª parte do verbete referido na nota anterior, em grande parte do estudo de Rahner (1962).

3.4 Notas de referência

Ao fazer as citações, o autor do texto pode fazer a opção de colocar notas de referência, que deverá ser feita por algarismos arábicos, devendo ter numeração única e consecutiva para cada capítulo ou parte. Não se inicia a numeração a cada página.

A primeira citação de uma obra, em nota de rodapé, deve ter sua referência completa.

Exemplo: No rodapé da página:

_____________________

8 FARIA, José Eduardo (Org.). Direitos humanos, direitos sociais e justiça. São Paulo: Malheiros, 1994.

Conforme visto supra, a primeira citação de uma obra, obrigatoriamente, deve ter sua referência completa. As citações subseqüentes da mesma obra podem ser referenciadas de forma abreviada, podendo ser adotadas expressões para evitar repetição desnecessária de títulos e autores em nota de rodapé.

As expressões com abreviaturas são as seguintes:

a) apud – citado por;

b) idem ou Id. – o mesmo autor;

c) ibidem ou Ibid. – na mesma obra;

d) sequentia ou et. seq. – seguinte ou que se segue;

e) opus citatum, opere citato ou op. cit. – na obra citada;

f) cf. – confira, confronte;

g) loco citato ou loc. cit. – no lugar citado;

h) passim – aqui e ali, em diversas passagens;

3.5 Notas explicativas

Notas explicativas são as usadas para a apresentação de comentários, esclarecimentos ou considerações complementares que não possam ser incluídas no texto, devendo ser breves, sucintas e claras. Sua numeração é feita em algarismos arábicos, únicos e consecutivos e não se inicia a numeração a cada página.

4 DAS REFERÊNCIAS

Elemento obrigatório e imprescindível da monografia, elaborado de acordo com a NBR 6023.

Page 32: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Entende-se por referências o conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de documentos, de forma a permitir sua identificação individual.

As referências podem ser identificadas por duas categorias de componentes: elementos essenciais e elementos complementares.

4.1 Elementos essenciais

São as informações indispensáveis à identificação do documento. Os elementos essenciais são estritamente vinculados ao suporte documental e variam, portanto, conforme o tipo.

Exemplo:

STORINO, Sérgio Pimentel. Odontologia preventiva especializada. 1. ed. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 1994.

4.2 Elementos complementares

São as informações que, acrescentadas aos elementos essenciais, permitem melhor caracterizar os documentos. Alguns elementos indicados como complementares podem tornar-se essenciais, desde que sua utilização contribua para a identificação do documento.

Exemplo:

CRUZ, Anamaria da Costa; CURTY, Marlene Gonçalvez; MENDES, Maria Tereza Reis. Publicações periódicas científicas impressas: NBR 6021 e 6022. Maringá: Dental Press, 2002.

NOTA – Os elementos essenciais e complementares são retirados do próprio documento. Quando isso não for possível, utilizam-se outras fontes de informação, indicando-se os dados assim obtidos entre colchetes.

4.3 Regras Gerais

Os elementos essenciais e complementares da referência devem ser apresentados em seqüência padronizada.

As referências são alinhadas somente à margem esquerda do texto e de forma a se identificar individualmente cada documento, em espaço simples e separadas entre si por espaço duplo.

O recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico) utilizado para destacar o elemento título deve ser uniforme em todas as referências de um mesmo documento. Isto não se aplica às obras sem indicação de autoria, ou de responsabilidade, cujo elemento de entrada é o próprio título, já destacado pelo uso de letras maiúsculas na primeira palavra, com exclusão de artigos (definidos e indefinidos) e palavras monossilábicas.

Os modelos de referências estão exemplificados na NBR 6023. A seguir, alguns exemplos de referências usadas mais comumente em nossas monografias.

4.3.1 Livro

CURTY, Marlene Gonçalves; CRUZ, Anamaria da Costa; MENDES, Maria Tereza Reis. Apresentação de trabalhos acadêmicos, dissertações e teses: (NBR 14724/2002). Maringá: Dental Press, 2002.

4.3.2 Artigo de revista

GURGEL, C. Reforma do Estado e segurança pública. Política e Administração, Rio de Janeiro, v. 3, n. 2, p. 15-21, set. 1997.

4.3.3 Artigo e/ou matéria de revista, boletim etc. em meio eletrônico

MARQUES, Renata Ribeiro. Aspectos do comércio eletrônico aplicados ao Direito Brasileiro. Jus Navigandi, Teresina, a. 6, n. 52, nov. 2001. Disponível em: <http://www1.jus.com.br/doutrina/texto.asp?id=2467>. Acesso em: 20 set. 2003.

4.3.4 Documento jurídico em meio eletrônico

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 8. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2003. RT Legislação.

CONCLUSÃO

Page 33: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Parte final do texto, na qual se apresentam conclusões correspondentes aos objetivos e hipóteses. Em outras palavras, a conclusão é a síntese dos resultados da monografia. Tem por finalidade recapitular sinteticamente os resultados da pesquisa elaborada.

O autor poderá manifestar seu ponto de vista sobre os resultados obtidos, bem como sobre o seu alcance, sugerindo novas abordagens a serem consideradas em trabalhos semelhantes. Na conclusão, o autor deve apresentar os resultados mais importantes e sua contribuição ao tema, aos objetivos e à hipótese apresentada.

NOTA – É opcional apresentar os desdobramentos relativos à importância, síntese, projeção, repercussão, encaminhamento e outros.

BIBLIOGRAFIA

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação – referências – elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

______. NBR 10520: informação e documentação – citações em documentos – apresentação. Rio de janeiro, 2000.

______. NBR 14724: informação e documentação – trabalhos acadêmicos – apresentação. Rio de Janeiro, 2002.

CURTY, Marlene Gonçalves; CRUZ, Anamaria da Costa; MENDES, Maria Tereza Reis. Apresentação de trabalhos acadêmicos, dissertações e teses: (NBR 14724/2002). Maringá: Dental Press, 2002.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 21. ed. rev. ampl. São Paulo: Cortez, 2000.

Fonte: www.monografia.net

ABNT(Associação Brasileira de Normas Técnicas)

Fundada em 1940, a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o Órgão responsável pela normalização técnica no país, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro.

É uma entidade privada, sem fins lucrativos, reconhecida como Fórum Nacional de Normalização – ÚNICO – através da Resolução n.º 07 do CONMETRO, de 24.08.1992.

É membro fundador da ISO (International Organization for Standardization), da COPANT (Comissão Panamericana de Normas Técnicas) e da AMN (Associação Mercosul de Normalização).

O que é Normalização

Atividade que estabelece, em relação a problemas existentes ou potenciais, prescrições destinadas à utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção do grau ótimo de ordem em um dado contexto.

Certificação

É um conjunto de atividades desenvolvidas por um organismo independente da relação comercial com o objetivo de atestar publicamente, por escrito, que determinado produto, processo ou serviço que está em conformidade com os requisitos especificados. Estes requisitos podem ser: Nacionais, estrangeiros ou internacionais.

ABNT como Organismo de Certificação

A ABNT é um Organismo Nacional que oferece credibilidade internacional. Todo nosso processo de certificação está estruturado em padrões internacionais, de acordo com ISO/IEC Guia 62/1997, e as auditorias são realizadas atendendo às normas ISO 10011 e 14011, garantindo um processo reconhecido e seguro. A ABNT conta ainda com um quadro de técnicos capacitados e treinados para realizar avaliações uniformes, garantindo maior rapidez e confiança nos certificados.

O Que são Normas Técnicas

Page 34: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Norma é o documento técnico que estabelece as regras e características mínimas que determinado produto, serviço ou processo deve cumprir., permitindo uma perfeita ordenação e a globalização dessas atividades ou produtos. As Normas são fatores vitais para que a evolução tecnológica nacional acompanhe com sucesso o processo de globalização mundial. Com as normas, é possivel trabalhar com um padrão tecnológico, pois elas permitem que haja consenso entre produtores, governo e consumidores. Isso facilita o intercâmbio comercial e aumenta a produtividade e as vendas não só no mercado interno como também no mercado externo, pois ficam eliminadas as barreiras técnicas criadas pela existência de regulamentos conflitantes sobre produtos e serviços em diferentes países.

As Normas Técnicas propiciam o correto suprimento das necessidades práticas dos produtores e consumidores e são fundamentais para a eliminação de desperdícios de tempo, matéria-prima e mão-de-obra, o que resulta em crescimento do mercado, melhoria da qualidade e redução de preços e custos, fatores que alimentam o ciclo motor do desenvolvimento social.

No Brasil, as atividades de Normalização precisam ser intensificadas em rítmo acelerado, não só pelo crescente desenvolvimento do mercado, como para atender às exigências do Comitê Técnico OMC – Organização Mundial do Comércio.

Como adquiri-las?

A solicitação pode ser feita através de nossos telefone, fax ou internet. O interessado, se precisar pode também solicitar proposta orçamentária que após autorizada pelo mesmo, é expedido um boleto bancário a ser pago nas agências dos CORREIOS, ou por depósito bancário nas agências do Banco do Brasil S/A. Em seguida mediante comprovante de pagamento, é feito o pedido à ABNT, e no prazo máximo em 5 (cinco) dias úteis é entregue ao interessado ou se preferir receber com mais urgência, temos serviço de SEDEX, com um *acréscimo já estipulado.

Fonte: www.creapa.com.br

ABNT(Associação Brasileira de Normas Técnicas)

As normas da ABNT

A ABNT é um Organismo Nacional que oferece credibilidade internacional. Todo nosso processo de certificação está estruturado em padrões internacionais, de acordo com ISO/IEC Guia 62/1997, e as auditorias são realizadas atendendo às normas ISO 10011 e 14011, garantindo um processo reconhecido e seguro.

Este resumo é indicado, principalmente, para quem for escrever um trabalho acadêmico, pesquisas, dissertações, monografia, teses de mestrado e doutorado. Afinal, fica muito difícil formatar um texto acadêmico sem um conhecimento básico do conteúdo da norma.

Apresentamos, então, a síntese de alguns conceitos sobre a estrutura obrigatoria.

Claro, pode ser utilizadas não somente para trabalhos acadêmicos, mas, também, por estudantes do ensino fundamental e médio que queiram familiarizar-se com esses conceitos ao preparar suas pesquisas. Seria uma forma de, antecipar a sua preparação para um futuro academico mais promissor.

O trabalho apresentado a seguir é apenas uma visão do básico contido nas normas técnicas da ABNT. Utilize o que for conveniente para o seu trabalho.

1. Estrutura do trabalho

Estrutura do trabalho científico e acadêmico.

1.1 CAPA: é a proteção externa do trabalho, normalmente padronizada pelos curso.

1.2 FOLHA DE ROSTO: é a folha que apresenta os elementos essenciais à identificação do trabalho (anexo A e B)

1.3 VERSO DA FOLHA DE ROSTO: ficha catalográfica.

1.4 FOLHA DE APROVAÇÃO: autor, título, aprovado em ... , nome do orientador, banca examinadora. 1.5 DEDICATÓRIA: a critério do autor.

Page 35: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

1.6 AGRADECIMENTO: é interessante que sejam feitos agradecimentos a pessoas e instituições

1.7 SUMÁRIO: relação das principais divisões do trabalho na ordem em que aparecem no texto.

1.8 LISTA DE ILUSTRAÇÕES: localiza-se após o sumário, em página própria.Relaciona figuras, tabelas, quadros e gráficos, na ordem em que aparecem no texto, indicando o número, o título e a página onde se encontram (Anexo C).

Se houver poucas ilustrações de cada tipo, todas podem ser colocadas em uma página só.

1.9 LISTA DE SIGLAS, ABREVIATURAS E SÍMBOLOS: devem ser ordenadas alfabeticamente, seguidas de seus significados. Usar uma nova página para cada lista (NB – 14:08.05.001).

1.10 RESUMO: é a apresentação resumida, clara e concisa do texto, destacando-se os aspectos de maior interesse e importância.

Deve ser redigida de forma impessoal, não excedendo 500 palavras. O resumo deve ressaltar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do trabalho.

1.11 ABSTRACT: é a tradução para uma língua estrangeira do resumo.

Capa (obrigatório) Folha de rosto (obrigatório)Errata (opcional) Folha de aprovação (obrigatório)Dedicatória (opcional)Agradecimentos (opcional)Epígrafe (opcional)Resumo em língua vernácula (obrigatório)Resumo em língua estrangeira (obrigatório)Sumário (obrigatório)Lista de ilustrações (opcional)Lista de abreviaturas e siglas (opcional)Lista de símbolos (opcional)

Textuais

Introdução Desenvolvimento Conclusão

Pós-textuais

Referências (obrigatório) Apêndice (opcional) Anexo (opcional)Glossário (opcional)

A.1.1 - Elementos pré-textuais

Capa

[NBR 14724, 4.1.1] Obrigatório, para proteção externa e sobre o qual se imprimem informações que ajudam na identificação e utilização do trabalho, na seguinte ordem:

- Nome do autor; - Título; - Subtítulo, se houver; - Número de volumes (se houver mais de um, deve constar em cada capa a especificação do respectivo volume); - Local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado; - Ano do depósito (entrega).

Folha de rosto (Anverso)

[NBR 14724, 4.1.2] Os elementos devem figurar na seguinte ordem:

Page 36: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

- Nome do autor: responsável intelectual do trabalho;

- Título principal do trabalho: deve ser claro e preciso, identificando o seu conteúdo e possibilitando aindexação e recuperação da informação;

- Subtítulo: se houver, deve ser evidenciada sua subordinação ao título principal, precedido de dois pontos (:);

- Número de volumes (se houver mais de um, deve constar em cada folha de rosto a especificação dorespectivo volume);

- Natureza (tese, dissertação e outros) e objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido e outros); nome da instituição a que é submetido; área de concentração;

- Nome do orientador e, se houver, do co-orientador;

- Local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado;

- Ano de depósito (entrega).

Folha de rosto (Verso)

[NBR 14724, 4.1.2] Deve constar da ficha catalográfica, conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano - CCAA2.

Folha de aprovação

[NBR 14724, 4.1.4] Elemento obrigatório, que contem autor, título por extenso e subtítulo, se houver, local e data de aprovação, nome, assinatura e instituição dos membros componentes da banca examinadora.

Dedicatória e Agradecimentos

[NBR 14724, 4.1.5 e 4.1.6] Opcionais. Os agradecimentos são dirigidos apenas àqueles que contribuíram de maneira relevante à elaboração do trabalho.

Resumo na língua vernácula

[NBR 14724, 4.1.8] Elemento obrigatório, que consiste na apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto; constitui-se em uma seqüência de frases concisas e objetivas, e não de uma simples enumeração de tópicos, não ultrapassando 500 palavras, seguido, logo abaixo, das palavras representativas do conteúdo do trabalho, isto é, palavras-chave e/ou descritores, conforme [NBR 6028].

Resumo em língua estrangeira

[NBR 14724, 4.1.9] Elemento obrigatório, que consiste em uma versão do resumo em idioma de divulgação internacional (em inglês Abstract, em castelhano Resumen, em francês Résumé, por exemplo). Deve ser seguido das palavras representativas do conteúdo do trabalho, isto é, palavras-chave e/ou descritores, na língua.

Sumário

[NBR 14724, 4.1.10] Obrigatório, que consiste na enumeração das principais divisões, seções e outras partes do trabalho, na mesma ordem e grafia em que a matéria nele sucede, acompanhado do respectivo número da página.

Lista de figuras e de tabelas

[NBR 14724, 4.1.11] Opcionais, elaborados de acordo com a ordem apresentada no texto, com cada item acompanhado do respectivo número da página.

Lista de abreviaturas e siglas

Page 37: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

[NBR 14724, 4.1.12] Opcional. Consiste na relação alfabética das abreviaturas e siglas utilizadas no texto, seguidas das palavras ou expressões correspondentes grafadas por extenso.

Lista de símbolos

[NBR 14724, 4.1.13] Elemento opcional, que deve ser elaborado de acordo com a ordem apresentada no texto, com o devido significado.

A.1.2 - Elementos textuais

Parte do trabalho em que é exposta a matéria. Deve conter três partes fundamentais: introdução, desenvolvimento e conclusão.

A.1.3 - Elementos pós-textuais

Apêndice

[NBR 14724, 4.3.2] Elemento opcional, que consiste em um texto ou documento elaborado pelo autor, a fim de complementar sua argumentação, sem prejuízo da unidade nuclear do trabalho. Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos. Exemplo:

Obs.: O exemplo não é corretamente formatado na versão HTML. Favor olhar na versão DVI ou PS.

APÊNDICE A - Avaliação numérica de células inflamatórias totais aos quatro dias de evolução.

APÊNDICE B - Avaliação de células musculares presentes nas caudas em regeneração.

Anexo

[NBR 14724, 4.3.3] Elemento opcional, que consistem em um texto ou documento não elaborado pelo autor, que serve de fundamentação, comprovação e ilustração. Os anexos são identificados

por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos. Exemplo:

ANEXO A - Representação gráfica de contagem de células inflamatórias presentes nas caudas em regeneração - Grupo de controle I

ANEXO B - Representação gráfica de contagem de células inflamatórias presentes nas caudas em regeneração - Grupo de controle II.

Glossário

[NBR 14724, 4.3.4] Opcional, que consiste em uma lista em ordem alfabética de palavras ou expressões técnicas de uso restrito ou de sentido obscuro, utilizadas no texto, acompanhadas das respectivas definições.

Índice remissivo

Nada consta sobre o índice remissivo nesta norma, nem ao menos em que posição do texto este deve ser posto, quando presente. Sua confecção está determinada na norma [NBR 6034], da qual infelizmente não temos acesso até o presente momento.

A.1.4 - Formas de apresentação

Formato

[NBR 14724, 5.1] O texto deve estar impresso em papel branco, formato A4 (21,0 cm x 29,7 cm), no anverso da folha, excetuando-se a folha de rosto.

Projeto gráfico

Page 38: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

[NBR 14724, 5.1] O projeto gráfico é de responsabilidade do autor.

Fonte

[NBR 14724, 5.1] Recomenda-se, para digitação, a utilização de fonte de tamanho 12 para o texto e tamanho 10 para citações longas e notas de rodapé.

Margens

[NBR 14724, 5.2] As folhas devem apresentar margem esquerda e superior a 3 cm; direita e inferior de 2 cm.

Espacejamento

[NBR 14724, 5.3] Todo o texto deve ser digitado com 1,5 de entrelinhas; as citações longas, as notas, as referências e os resumos em vernáculo e em língua estrangeira devem ser digitados ou datilografados em espaço simples.

Numeração das seções

[NBR 14724, 5.3.2] O indicativo numérico de uma seção precede seu título, alinhado à esquerda, separado por um espaço de caractere. Nos títulos sem indicativo numérico, como lista de ilustrações, sumário, resumo, referências e outros, devem ser centralizados, conforme[NBR 6024].

[NBR 14724, 5.5] Para evidenciar a sistematização do conteúdo do trabalho, deve-se adotar a numeração progressiva para as seções do texto. Os títulos das seções primárias (capítulos), por serem as principais divisões do texto, devem iniciar em folha distinta. Destacam-se gradativamente os títulos das seções, utilizando-se os recursos de negrito, itálico ou grifo e redondo, caixa alta ou versal, ou outro, conforme [NBR 6024].

Paginação

[NBR 14724, 5.4] Todas as folhas do trabalho, a partir da folha de rosto, devem ser contadas seqüencialmente, mas não numeradas. A numeração é colocada, a partir da primeira folha da parte textual, em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha, a 2 cm da borda superior, ficando o último algarismo a 2 cm da borda direita da folha. No caso de o trabalho ser constituído de mais de um volume, deve-se manter uma única seqüência de numeração das folhas, do primeiro ao último volume. Havendo apêndice e anexo, as suas folhas devem ser numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal.

Equações e fórmulas

[NBR 14724, 5.8] Aparecem destacadas no texto, de modo a facilitar sua leitura. Na seqüência normal do texto, é permitido usar uma entrelinha maior para comportar seus elementos (expoentes, índices e outros). Quando destacadas do parágrafo são centralizadas e, se necessário, deve-se numerá-las. Quando fragmentadas em mais de uma linha, por falta de espaço, devem ser interrompidas antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição, subtração multiplicação e divisão.

Figuras

[NBR 14724, 5.9.1] Qualquer que seja seu tipo (gráfico, fotografia, quadro, esquema e outros), sua identificação (caption) aparece na parte inferior precedida da palavra `Figura', seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto em algarismos arábicos, do respectivo título e/ou legenda explicativa da fonte, se necessário. As legendas devem ser breves e claras, dispensando consulta ao texto. Devem ser inseridas o mais próximo possível do trecho a que se referem.

Tabelas

[NBR 14724, 5.9.2] Têm numeração independente e consecutiva; o título (caption) é colocado na parte superior, precedido da palavra `Tabela' e de seu número de ordem em algarismos arábicos; nas tabelas, utilizam-se fios horizontais e verticais para separar os títulos das colunas no cabeçalho e fechá-las na parte inferior, evitando-se fios verticais para separar colinas e fios horizontais para separar linhas; as fontes citadas, na construção de tabelas, e notas eventuais aparecem no rodapé (da tabela) após o fio de fechamento; caso sejam usadas tabelas reproduzidas de outros documentos, a prévia autorização do autor se faz necessária, não sendo mencionada na mesma; devem ser inseridas o mais próximo possível do trecho a que se referem; se a tabela não couber em uma folha, deve ser continuada na folha seguinte e, nesse caso, não é delimitado por traço horizontal na parte inferior, sendo o título e o cabeçalho repetidos na folha seguinte.

Page 39: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

A.2 - Outras normas

Seções

[NBR 6024, 2.2] As seções primárias são as principais divisões do texto, denominadas "capítulos"; As seções primárias podem ser divididas em seções secundárias; as secundárias em terciárias, e assim por diante.

[NBR 6024, 2.3] São empregados algarismos arábicos na numeração; o indicativo de uma seção precede o título ou a primeira palavra do texto, se não houver título, separado por um espaço; o indicativo da seção secundária é constituído pelo indicativo da seção primária que a precede seguido do número que lhe foi atribuído na seqüência do assunto e separado por ponto. Repete-se o mesmo processo em relação às demais seções; na leitura, não se lê os pontos (exemplo: 2.1.1 lê-se `"dois um um")

[NBR 6024, 4] Os indicatios devem ser citados no texto de acordo com os seguintes exemplos:

... na seção 4... ou ... no capítulo 2...... ver 9.2 

... em 1.1.2.2 parág. 3º ou ... 3º parágrafo de 1.1.2.2

[NBR 6024, 5] Os títulos das seções são destacados gradativamente, usando-se racionalmente os recursos de negrito, itálico ou grifo, e redondo, caixa alta ou versal, etc.; Quando a seção tem título, este é colocado na mesma linha do respectivo indicativo, e a matéria da seção pode começar na linha seguinte da própria seção ou em uma seção subseqüente.

Sumário

[NBR 6027, 4.1.d] A paginação deve vir sobre uma das seguintes formas: número da primeira página (p.ex.: p.27); número das páginas em que se distribui o texto; número das páginas extremas (p.ex.: p.71-143).

Referências bibliográficas

A norma [NBR 6023] é tão complicada e tão extensa (19 páginas) que a melhor forma de garantir que suas referências sejam formatadas corretamente é aprendendo a usar o bibTeX e aplicar um dos estilos bibTeX feitos pelo abnTeX: para citação numérica por ordem de citação ou citaçãopor ordem alfabética.

Citações

Se você vai fazer uso freqüente de citações, é melhor dar uma olhada na norma [NBR 10520], que é um pouco complexa. Você pode encontrá-la em bibliotecas de algumas universidades.

METODOLOGIA DE ARTIGO CIENTÍFICO

1. Tipo de fonte ARIAL.

2. Papel formato A4: 210mm X 297mm.

3. Margens:

3.1 Superior 3cm;

3.2 Inferior 2cm;

3.3 Esquerda 3cm;

3.4 Direita 2cm.

4. Espacejamento: entre linhas e entre parágrafos é 1,5;

Page 40: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

5. Parágrafos: justificados;

6. Numeração de páginas: no canto superior direito iniciando na introdução do trabalho;

7. Estruturas de parágrafos: iniciar sempre o parágrafo com uma tabulação para indicar o início (apor um recuo no começo do parágrafo).

8. Tamanho da fonte:

8.1 No título do artigo (em letras maiúsculas) = 12;

8.2 No nome do(s) autor(es) = 10;

8.3 Na titulação (nota de rodapé) 10;

8.4 No resumo = 10;

8.5 Nas palavras-chave = 12;

8.6 Na redação do texto (introdução, desenvolvimento e conclusão) = 12;

8.7 Nas citações longas = 10

8.8 Nas referências = 12.

9. Citação:

9.1 Destacar a fonte em negrito itálico, quando citação breve de até três linhas no mesmo parágrafo;

9.2 Utilizar um recuo maior do parágrafo, quando citação longa, com tamanho da fonte 10, aplicar espaço simples no parágrafo (não é necessário negrito nem itálico) no parágrafo;

9.3 Atentar para NBR 10520/2002;

9.4 Apor o sobrenome do autor, ano da publicação da obra e número da página.

Título do Artigo (Modelo de estrutura)

(APOR O NOME DO TEMA ABORDADO; CENTRALIZADO EM LETRAS MAIÚSCULAS; TAMANHO DA FONTE 12)

Apor dois espaços 1,5

Resumo: elaborar um resumo para convidar o leitor para a leitura do artigo, um parágrafo estruturado de cinco a dez linhas, sobre o tema indicando os objetivos do estudo desenvolvido com espaço entre linha simples; tamanho da fonte 10; com parágrafo justificado.

Apor dois espaços 1,5

Palavras-chave: escolher entre três e cinco palavras importantes sobre o tema que foi desenvolvido, e apor como palavras-chave do artigo (fonte 12; espaço entre linhas 1,5; parágrafo justificado).

Apor dois espaços 1,5

Iniciar a redação sobre o tema com estruturação de parágrafos, introdução, desenvolvimento e conclusão de forma clara e ortograficamente correta. (tamanho da fonte 12; espaço entre linhas 1,5; parágrafos justificado).

Apor dois espaços 1,5

Iniciar em ordem alfabética as Referências, conforme modelo e adaptação da NBR 6023/2002.

O artigo é uma pequena parcela de um saber maior, cuja finalidade, de um modo geral, é tornar pública parte de um trabalho de pesquisa que se está realizando. São pequenos estudos, porém completos, que tratam de uma questão verdadeiramente científica, mas que não se constituem em matéria para um livro.

Page 41: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Estrutura do Artigo

1. PRELIMINARES

- Cabeçalho – Título (subtítulo) do trabalho- Autor(es)- Crédito dos autores (formação, outras publicações)

2. RESUMO DO TEXTO

3. PALAVRAS-CHAVE

4. CORPO DO ARTIGO

- Introdução – apresentação do assunto, objetivos, metodologia

- Corpo do Artigo – texto, exposição, explicação e demonstração do material; avaliação dos resultados

- Conclusões e comentários – dedução lógica

5. PARTE REFERENCIAL

- Referências bibliográficas- Apêndices ou anexos

Obs. O Artigo Científico requisitado pelo curso de Psicanálise à Distância do CAEEP deve conter entre 3 a 4 páginas, no máximo. Deve ser redigido em fonte arial 12.

Referências:

D’ONOFRIO, Salvatore. Metodologia do trabalho intelectual. 2a.ed. São Paulo: Atlas, 2000.LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 4a. ed. São Paulo: Atlas, 2001SANTOS, Antônio Raimundo dos. Metodologia científica: a construção do conhecimento. 4a.. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2001

Finalidade de um Artigo Científico

Comunicar os resultados de pesquisas, idéias e debates de uma maneira clara, concisa e fidedigna. Servir de medida da produtividade (qualitativa e quantitativa) individual dos autores e das intituições a qual servem. Servir de medida nas decisões referentes a contratação, promoção e estabilidade no emprego. É um bom veículo para clarificar e depurar suas idéias. Um artigo reflete a análise de um dado assunto, num certo período de tempo. Serve de meio de comunicação e de intercâmbio de idéias entre cientistas da sua área de atuação. Levar os resultados do teste de uma hipótese, provar uma teoria (tese, trabalho científico). Registrar, transmitir algumas observações originais. Servir para rever o estado de um dado campo de pesquisa.

ARTIGOS DE PERIÓDICO

Artigos de periódico são trabalhos técnico-científicos, escritos por um ou mais autores, com a finalidade de divulgar a síntese analítica de estudos e resultados de pesquisas. Formam a seção principal em periódicos especializados e devem seguir as normas editoriais do periódico a que se destinam.

Os artigos podem ser de dois tipos:

a) originais, quando apresentam abordagens ou assuntos inéditos;

b) de revisão, quando abordam, analisam ou resumem informações já publicadas.

Page 42: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

ESTRUTURA

A estrutura de um artigo de periódico é composta de elementos pré-textuais, elementos textuais e elementos pós-textuais.

1. ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

1.1 Cabeçalho

O cabeçalho é composto de:

a) título do artigo, que deve ser centralizado e em negrito;

b) nome do(s) autor(es), com alinhamento à direita;

c) breve currículo do(s) autor(es), a critério do editor, que pode aparecer no cabeçalho ou em nota de rodapé.

1.2 Agradecimentos

Agradecimentos são menções que o autor faz a pessoas ou instituições das quais eventualmente recebeu apoio e que concorreram de maneira relevante para o desenvolvimento do trabalho. Os agradecimentos aparecem em nota de rodapé na primeira página do artigo ou no final deste.

1.3 Resumo

Resumo é a apresentação concisa do texto, destacando seus aspectos de maior relevância.

Na elaboração do resumo, deve-se:

a) apresentar o resumo precedendo o texto, e escrito na mesma língua deste;

b) incluir obrigatoriamente um resumo em potuguês, no caso de artigos em língua estrangeira publicados em periódicos brasileiros;

c) redigir em um único parágrafo, em entrelinhamento menor, sem recuo de parágrafo;

d) redigir com frases completas e não com seqüência de títulos;

e) empregar termos geralmente aceitos e não apenas os de uso particular;

f) expressar na primeira frase do resumo o assunto tratado, situando-o no tempo e no espaço, caso o título do artigo não seja suficientemente explícito;

g) dar preferência ao uso da terceira pessoa do singular;

h) evitar o uso de citações bibliográficas;

i) ressaltar os objetivos, os métodos, os resultados e as conclusões do trabalho;

l) elaborar o resumo com, no máximo, 250 palavras.

O resumo é denominado abstract, em inglês, resumen, em espanhol, résumé, em francês, riassunto, em italiano e Zusammenfassung em alemão. Não deve ser confundido com o sumário.

MODELO DE PRIMEIRA PÁGINA DE ARTIGO (EXEMPLO)

QUALIDADE NA SEGURANÇA DO ACERVO NA BIBLIOTECA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ – ESTUDO DE CASO

Angela Pereira de Farias Mengatto1

Eliane Maria Stroparo1

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Eutália Cristina do Nascimento Moreto1

Luzia Glinski2

Sílvia Dambroski Marcon2

Tania de Barros Bággio1

RESUMO

Demonstra a experiência de implantação do Sistema de Segurança “3M Tatte-Tape” na Biblioteca de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Paraná. Através da metodologia aplicada constatou-se que houve redução significativa da perda de livros e nos custos, sendo necessário, porém, a adoção de outras medidas, para que se possa estabelecer um nível satisfatório no item “Qualidade na Segurança do Acervo”.

Palavras-chave: Livros – Furto; Bibliotecas – Furto de livros, Bibliotecas – Medidas de segurança.

1 INTRODUÇÃO

Este trabalho propõe-se a relatar a experiência de implantação de um sistema de segurança na Biblioteca de Ciência e Tecnologia (BCT), integrante do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Instalada em 1965, a biblioteca atende atualmente a treze cursos de graduação e onze de pós-graduação, possuindo um acervo de 49.216 volumes de livros e 3.636 títulos de periódicos e multimeios.

1 Bibliotecária do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná – UFPR.

2 Bibliotecária Autônoma.

Inf. 2000, Curitiba, v.1, n.1, p.12-27. jan./jun. 1999

fonte: http://www.paratexto.com.br

1.4 Palavras-chave

Descritores (ou palavras-chave) são termos ou frases representativas dos assuntos tratados no artigo, apresentados em uma relação de até sete palavras, e que aparecem obrigatoriamente depois do resumo, precedidos da expressão Palavras-chave.

Recomenda-se a consulta a tesaur de áreas específicas.

2. ELEMENTOS TEXTUAIS

São os elementos que compõem o texto do artigo. Dividem-se em introdução, desenvolvimento e conclusão.

2.1 Introdução

A introdução expõe o tema do artigo, relaciona-o com a literatura consultada, apresenta os objetivos e a finalidade do trabalho. Trata-se do elemento explicativo do autor para o leitor.

2.2 Desenvolvimento ou Corpo

O desenvolvimento ou corpo, como parte principal e mais extensa do artigo, visa a expor as principais idéias. É, em essência, a fundamentação lógica do trabalho.

Dependendo do assunto tratado, existe a necessidade de se subdividir o desenvolvimento nas etapas que seguem.

2.2.1 Metodologia

Metodologia é a descrição precisa dos métodos, materiais, técnicas e equipamentos utilizados. Deve permitir a repetição do experimento ou estudo com a mesma exatidão por outros pesquisadores.

Page 44: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

2.2.2 Resultados

Resultados são a apresentação dos dados encontrados na parte experimental. Podem ser ilustrados com quadros, tabelas, fotografias, entre outros recursos.

2.2.3 Discussão

Restringe-se aos resultados do trabalho e ao confronto com dados encontrados na literatura.

2.3 Conclusão

A conclusão destaca os resultados obtidos na pesquisa ou estudo. Deve ser breve, podendo incluir recomendações ou sugestões para outras pesquisas na área.

3. ELEMENTOS DE APOIO AO TEXTO

3.1 Citações

Citação é a menção no texto de informação extraída de outra fonte para esclarecer, ilustrar ou sustentar o assunto apresentado.

Devem ser evitadas citações referentes a assuntos amplamente divulgados, rotineiros ou de domínio público, bem como aqueles provenientes de publicações de natureza didática, que reproduzem de forma resumida os documentos originais, tais como apostilas e anotações de aula.

As citações são diretas (transcrição literal de um texto ou parte dele) ou indiretas (redigidas pelo autor do trabalho com base em idéias de outros autores) e podem ser obtidas de documentos ou de canais informacionais (palestras, debates, conferências, entrevistas, entre outros). As fontes de que foram extraídas as citações são indicadas no texto pelo sistema da ABNT.

3.2 Notas de Rodapé

Notas de rodapé são indicações bibliográficas, observações ou aditamentos ao texto feitos pelo autor, tradutor ou editor.

Fonte: paginas.terra.com.br

METODOLOGIA DE ARTIGO CIENTÍFICO

Resumo

O objetivo deste trabalho é orientar acadêmicos e bolsistas de iniciação científica sobre a elaboração de artigos científicos, muito utilizados para divulgação de idéias, estudos avançados e resultados de pesquisa. Com uma organização e normatização própria, o artigo é uma publicação pequena, que possui elementos pré, textuais e pós, com componentes e características específicas. O texto ou parte principal do trabalho inclui introdução, desenvolvimento e considerações finais, sendo redigido com regras específicas. O estilo e as propriedades da redação técnico-científica envolvem clareza, precisão, comunicabilidade e consistência, havendo uma melhor compreensão do leitor. O conteúdo do artigo é organizado de acordo com a ordem natural do tema e a organização/hierarquização das idéias mais importantes, seguidas de outras secundárias. A utilização de normas textuais, redacionais e gráficas, não só padronizam o artigo científico, mas também disciplinam e direcionam o pensamento do autor coerentemente a um objetivo determinado.

Palavras-chave: Artigo científico, iniciação científica, metodologia e trabalho acadêmico

01. INTRODUÇÃO

O cientista, o grupo de pesquisa ou o estudioso, investiga, experimenta e produz constantemente conhecimentos na sua área de estudo e outras áreas correlatas, proporcionando relações, comparações, refutações entre conceitos e teorias, colaborando com o avanço da ciência. Esse processo dinâmico de produção científica pode dar-se a nível regional, nacional, e principalmente mundial, exigindo do cientista dedicação e atualização permanente. Entre os procedimentos mais eficazes e rápidos para a divulgação dos resultados de uma pesquisa, ou mesmo para o debate acerca de uma teoria ou idéia científica, a academia utiliza

Page 45: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

principalmente o artigo científico, o paper, o review, a comunicação científica, o resumo. São veiculados em publicações especializadas como revistas e jornais científicos, periódicos, anais, etc., impressos ou eletrônicos no mundo todo. 

Atualmente esse formato de publicação científica é maciçamente utilizado pela maioria dos pesquisadores e grupos de pesquisa no mundo, para divulgação de novos conhecimentos e como meio para adquirir notoriedade e respeito dentro da comunidade científica. 

No entanto, observa-se um grau acentuado de dificuldade, por parte do pesquisador iniciante, na organização e redação dos primeiros artigos técnico-científicos, principalmente em relação a estrutura e organização do texto, colocação das idéias, utilização de certos termos, subdivisão dos assuntos, inserção de citações durante a elaboração do texto, entre outros.

Se o texto em questão (com determinadas características para ser científico) for o relatório final de uma pesquisa de campo ou laboratório, terá uma estrutura mais centrada na metodologia, na apresentação e discussão dos resultados, utilizando inúmeros recursos estatísticos disponíveis, como tabelas e gráficos. Mas, muitos artigos acadêmicos são teóricos, e o(s) autor(es) preocupa-se mais com a sua fundamentação referencial, procurando ordena-lo conforme sua linha de raciocínio e acrescentando algumas considerações pessoais.

As dificuldades para elaboração de um artigo científico podem ser minimizadas se o autor organizar-se e estiver convencido que o trabalho deve possuir rigor científico. Conforme afirma Ramos et al. (2003, p.15),Executar uma pesquisa com rigor científico pressupõe que você escolha um tema e defina um problema para ser investigado. A definição dependerá dos objetivos que se pretende alcançar. Nesta etapa você elabora um plano de trabalho e, após deverá explicitar se os objetivos foram alcançados, [...]. É importante apresentar a contribuição da pesquisa para o meio científico. 

Nesse contexto o presente artigo tem por objetivo orientar os interessados na elaboração de artigos científicos, principalmente acadêmicos de graduação, estudantes de pós-graduação e bolsistas de iniciação científica, facilitando o acesso e expondo alguns conceitos e orientações, dispersos na literatura acerca da elaboração do artigo científico, bem como enriquecendo aspectos sobre as finalidades do artigo, sua redação, organização conceitual, ordenação temática, exposição metódica de informações científicas, bem como suas principais características. Portanto é muito mais um texto didático, que pretende colaborar na aprendizagem dos cientistas que iniciam e possuem diversas dúvidas sobre a elaboração e organização desse tipo de publicação.

Inicialmente são discutidos, o conceito, as diferentes classificações e os fins pelos quais são elaborados artigos científicos, em diversos contextos, sendo depois analisadas as características e organização do texto, seus componentes e o estilo redacional recomendado. A uniformização gráfica não está contemplada em função dos objetivos aqui propostos, e porque varia muito de acordo com as normas específicas da instituição ou do orgão que realiza a publicação.

02. O ARTIGO CIENTÍFICO

Elaborar um artigo científico é, num sentido genérico, contribuir para o avanço do conhecimento, para o progresso da ciência. No início, a produção científica tende a aproveitar em grande medida, os saberes e conhecimentos de outros autores, ficando o texto final com um percentual elevado de idéias extraídas de várias fontes (que devem ser obrigatoriamente citadas). Com o exercício contínuo da pesquisa e da investigação científica, consolida-se a autoria, a criatividade e a originalidade da produção de conhecimentos, bem como a síntese de novos saberes. Como afirma Demo:A elaboração própria implica processo complexo e evolutivo de desenvolvimento da competência, que, como sempre, também começa do começo. Este começo é normalmente a cópia. No início da criatividade há treinamento, que depois se há de jogar fora. A maneira mais simples de aprender, é imitar. Todavia, este aprender que apenas imita, não é aprender a aprender. Por isso, pode-se também dizer que a maneira mais simples de aprender a aprender, é não imitar. (2002, p.29)

É necessário darmos os primeiros passos nesse processo de construção da atitude científica, que é antes de tudo uma postura crítica, racional e intuitiva ao mesmo tempo, que provoca a seu termo, como diz Kuhn (Apud MORIN, 2002), uma série de revoluções desracionalizantes, e por sua vez, cada uma, nova racionalização.

Portanto, conhecer a natureza, a estrutura e os mecanismos básicos utilizados na elaboração de artigos, é apropriar-se de um elemento revolucionário, que transforma paradigmas científicos.

2.1. Conceito e finalidade

De acordo com a UFPR (2000b), “artigos de periódicos são trabalhos técnico-científicos, escritos por um ou mais autores, com a finalidade de divulgar a síntese analítica de estudos e resultados de pesquisas” (p.2).

Consistem em publicações mais sintéticas, mesmo sendo assuntos bem específicos, com uma abordagem mais “enxuta” do tema em questão, apesar da relativa profundidade na sua análise. Possuem mais versatilidade que os livros, por exemplo, sendo facilmente publicáveis em periódicos ou similares, atingindo simultaneamente todo o meio científico. Como diz Tafner et al. (1999, p.18) “esses artigos são publicados, em geral, em revistas jornais ou outro periódico especializado que possua agilidade na divulgação (grifo meu)”.

Por esse motivo, o artigo científico não é extenso, totalizando normalmente entre 5 e 10 páginas, podendo alcançar, dependendo de vários fatores (área do conhecimento, tipo de publicação, natureza da pesquisa, normas do periódico, etc.), até 20 páginas, garantindo-se em todos os casos, que a abordagem temática seja o mais completa possível, com a exposição dos procedimentos metodológicos e discussão dos resultados nas pesquisas de campo, caso seja necessário a repetição da mesma por outros pesquisadores (LAKATOS e MARCONI, 1991; MEDEIROS, 1997; SANTOS, 2000).

Page 46: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Além disso, recomenda-se uma determinada normatização para essas publicações, tanto na estrutura básica quanto na uniformização gráfica, como também na redação e organização do conteúdo, diferenciando-se em vários aspectos das monografias, dissertações e teses, que constituem os principais trabalhos acadêmicos.

Em geral, os artigos científicos objetivam publicar e divulgar os resultados de estudos:“a) originais, quando apresentam abordagens ou assuntos inéditos;b) de revisão, quando abordam, analisam ou resumem informações já publicadas” (UFPR, 2000a, p.2).

Observa-se muitas vezes a utilização de ambas as situações na elaboração dos artigos, onde incluem-se informações inéditas, tais como resultados de pesquisa, juntamente com uma fundamentação teórica baseada em conhecimentos publicados anteriormente por outros ou pelo mesmo autor.

Na maioria dos casos, dependendo da área do conhecimento e da natureza do estudo, encontram-se artigos priorizando a divulgação de:

- procedimentos e resultados de uma pesquisa científica (de campo);- abordagem bibliográfica e pessoal sobre um tema;- relato de caso ou experiência (profissional, comunitária, educacional, etc.) pessoal e/ou grupal com fundamentação bibliográfica;- revisão bibliográfica de um tema, que pode ser mais superficial ou bem aprofundada, também conhecida como review.

É importante considerar que essas abordagens não se excluem, pelo contrário, são amplamente flexíveis, assim como a própria ciência, podendo na elaboração do artigo científico, serem utilizadas de forma conjugada, desde que resguardadas as preocupações relativas a cientificidade dos resultados, idéias, abordagens e teorias, acerca dos mais diferentes temas que caracterizam o pensamento científico.

Uma dos recursos amplamente utilizados atualmente em artigos de periódicos, principalmente nas ciências humanas e sociais é, sem dúvida, o “relato de experiência”, enriquecendo a fundamentação teórica do texto com a própria vivência profissional ou pessoal do autor, sem a formalidade de enquadrar o conteúdo numa metodologia de estudo de caso, que tornaria o trabalho bem mais oneroso. O relato de experiência é a descrição, de maneira mais informal, e sem o rigor exigido na apresentação de resultados de pesquisa, que se incorpora no texto e dá, muitas vezes, mais vida e significado para leitura do que se fosse apenas um texto analítico. 

Independente do tipo ou objetivo Medeiros (1997) afirma que a elaboração de “um artigo científico exige o apoio das próprias idéias em fontes reconhecidamente aceitas” (p.44).

Observa-se, por exemplo, que nas Ciências Naturais o artigo científico é quase que exclusivamente utilizado para apresentação e análise de resultados de pesquisas experimentais, e o review, em função do alto nível de aprofundamento do tema e compleitude na sua abordagem, normalmente é assinado por cientistas conhecidos tradicionalmente na área ou linha de pesquisa em questão. Já nas Ciências Humanas e Sociais, o artigo científico é utilizado para os mais diversos fins, inclusive, sendo comum outras abordagens não mencionadas anteriormente.

2.2. Organização e normatização

Assim como em todo trabalho acadêmico, o artigo científico possui uma organização e normatização própria, que pode ser apresentada da seguinte forma:- estrutura básica;- uniformização redacional; - uniformização gráfica.

Os estudos e publicações científicas, principalmente artigos e monografias, independentes do tamanho, são normalmente redigidos e apresentados com vários aspectos da organização gráfica e redacional semelhantes, podendo ser reconhecidos em todo o mundo científico. Muitos acadêmicos que iniciam na elaboração de trabalhos de pesquisa reclamam do excesso de normas e dos detalhes minuciosos com que devem ser redigidos, considerando um demasiado apego à forma externa, em detrimento do fundo (conteúdo e informações), que é essencial na produção científica.

De certa maneira deve-se concordar que as dificuldades para o iniciante em trabalhos técnico-científicos, sejam artigos ou outros trabalhos, são acrescidas em função das regras e normas recomendadas pela academia, podendo no início haver um certo embaraço na atenção e na ordenação das idéias. Mas como sempre acontece com o potencial humano, o exercício e a prática continuada de determinada ação proporciona a destreza, que posteriormente é transformada em ato criativo.

Apesar da “flexibilidade” ser pertinente na elaboração e organização de artigos científicos, é necessário que esses textos possuam certas normas, que gradualmente incorporam-se na atitude científica do pesquisador. 

Neste trabalho, em função dos objetivos propostos inicialmente, serão apresentados apenas os assuntos referentes a estrutura básica e uniformização redacional do artigo científico. A uniformização gráfica, cujas normas variam conforme a instituição que publica, possui ampla abordagem na literatura relacionada a metodologia científica, podendo ser facilmente encontrada.

Page 47: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

2.2.1. Estrutura básica

A estrutura básica do artigo científico é a forma como o autor organiza os componentes do texto, da primeira a última página. É a ordenação coerente dos itens e dos conteúdos ao longo da sua redação geral. É a maneira como estruturam-se as partes objetivas/subjetivas, explícitas/implícitas, durante a elaboração do texto científico.

Em função do tamanho reduzido recomendado para o artigo científico, a economia e a objetividade são fundamentais na exposição das informações, procurando manter a profundidade do tema, seja na abordagem de teorias ou idéias, seja na análise de resultados de pesquisa e sua discussão. Nesse ponto, a elaboração de artigos técnico-científicos é mais complexa que outros trabalhos acadêmicos, onde há maior liberdade na apresentação e exposição do tema.

No artigo científico, o conhecimento e o domínio pelo autor da estrutura básica padrão, é muito importante para a elaboração do trabalho, sendo o mesmo composto de vários itens, e distribuídos em elementos pré-textuais, elementos textuais e elementos pós-textuais, com seus componentes subdivididos de acordo com o Quadro 1.

QUADRO 1 – Distribuição dos itens que compõe o artigo científico em relação aos elementos da estrutura básica

Elementos Componentes

Pré-textuais ou parte preliminar Título

Sub-título (quando for o caso)

Autor (es)

Crédito(s) do(s) autor(es)

Resumo

Palavras-chave ou descritores

Abstract (quando for o caso)

Key-words (quando for o caso)

Textuais ou corpo do artigo Introdução

Desenvolvimento

Conclusão

Pós-textuais ou referencial Referências

Cada um desses elementos, e seus respectivos componentes, é imprescindível na composição do artigo, apresentando informações e dados fundamentais para a compreensão do trabalho como um todo, sendo muito importante não omiti-los.

2.2.1.1. Elementos pré – textuais

Os elementos pré-textuais, também chamados de parte preliminar ou ante-texto, compõe-se das informações iniciais necessárias para uma melhor caracterização e reconhecimento da origem e autoria do trabalho, descrevendo também, sucinta e objetivamente, algumas informações importantes para os interessados numa análise mais detalhada do tema (título, resumo, palavras-chave).

O título do artigo científico deve ser redigido com exatidão, revelando objetivamente o que o restante do texto está trazendo. Apesar da especificidade que deve ter, não deve ser longo a ponto de tornar-se confuso, utilizando-se tanto quanto possível de termos simples, numa ordem em que a abordagem temática principal seja facilmente captada. O sub-título é opcional e deve complementar o título com informações relevantes, necessárias, somente quando for para melhorar a compreensão do tema. 

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Título e sub-título são portas de entrada do artigo científico; é por onde a leitura começa, assim como o interesse pelo texto. Por isso deve ser estratégico, elaborado após o autor já ter avançado em boa parte da redação final, estando com bastante segurança sobre a abordagem e o direcionamento que deu ao tema. Deve ser uma composição de originalidade e coerência, que certamente provocará o interesse pela leitura.

Após, o nome do autor vai imediatamente seguido dos créditos, constituindo-se do nome da instituição onde leciona ou trabalha e da sua titulação. Também podem ser citados outros dados relevantes, ficando isto a critério do autor ou da instituição que publica. Quando é mais de um autor, normalmente o primeiro nome é o autor principal, ou 1° autor, sendo sempre citado ou referenciado afrente dos demais.

O resumo indica brevemente os principais assuntos abordados no artigo científico, iniciando com os objetivos do trabalho, metodologia e análise de resultados (nas pesquisas de campo) ou idéias principais, encerrando com breves considerações finais do pesquisador. Deve-se evitar qualquer tipo de citação bibliográfica. A Norma Brasileira Registrada (NBR) 6028, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (1987), possui uma normatização completa para a elaboração de resumos.

Em seguida, são relacionadas de 3 a 6 palavras-chave que expressem as idéias centrais do texto, podendo ser termos simples e compostos, ou expressões características. A preocupação do autor na escolha dos termos mais apropriados, deve-se ao fato dos leitores identificarem prontamente o tema principal do artigo lendo o resumo e palavras-chave. No levantamento bibliográfico feito através de softwares especializados ou pela internet, utilizam-se em grande escala esses dois elementos pré-textuais.

Quando o artigo científico é publicado, em revistas ou periódicos especializados de grande penetração nos centros científicos, inclui-se na parte preliminar o abstract e key-words, que são o resumo e as palavras-chave traduzido para o idioma inglês.

2.2.1.2. Elementos textuais

Considerada a parte principal do artigo científico, compõe-se do texto propriamente dito, sendo a etapa onde “o assunto é apresentado e desenvolvido” (UFPR, 2000a, p.27) e por esse motivo é chamado corpo do trabalho. Como em qualquer outro trabalho acadêmico, os elementos textuais subdividem-se em introdução, desenvolvimento e conclusão ou considerações finais, sendo redigidos de acordo com algumas regras gerais, que promovem maior clareza e melhor apresentação das informações contidas no texto. 

Na introdução o tema é apresentado de maneira genérica, “como um todo, sem detalhes” (UFPR, 2000a, p.28), numa abordagem que posicione bem o assunto em relação aos conhecimentos atuais, inclusive a recentes pesquisas, sendo abordadas com maior profundidade nas etapas seguintes do artigo. É nessa parte que o autor indica a finalidade do tema, destacando a relevância e a natureza do problema, apresentando os objetivos e os argumentos principais que justificam o trabalho. “Trata-se do elemento explicativo do autor para o leitor” (UFPR, 2000a, p.28). A introdução deve criar uma expectativa positiva e o interesse do leitor para a continuação da análise de todo artigo. 

Em alguns textos, o final da introdução também é utilizado pelo autor para explicar a seqüência dos assuntos que serão abordados no corpo do trabalho.

O elemento textual chamado desenvolvimento é a parte principal do artigo científico, caracterizado pelo aprofundamento e análise pormenorizada dos aspectos conceituais mais importantes do assunto. É onde são amplamente debatidas as idéias e teorias que sustentam o tema (fundamentação teórica), apresentados os procedimentos metodológicos e análise dos resultados em pesquisas de campo, relatos de casos, etc.

Conforme a UFPR (2000b, p.27) “o desenvolvimento ou corpo, como parte principal e mais extensa do artigo, visa expor as principais idéias. É [...] a fundamentação lógica do trabalho”.

O autor deve ter amplo domínio sobre o tema abordado, pois quanto maior for o conhecimento a respeito, tanto mais estruturado e completo (dir-se-á “amadurecido”) será o texto. De acordo com Bastos et al. (2000) organização do conteúdo deve possuir uma ordem seqüencial progressiva, em função da lógica inerente a qualquer assunto, que uma vez detectada, determina a ordem a ser adotada. Muitas vezes pode ser utilizada a subdivisão do tema em seções e subseções.

O desenvolvimento ou parte principal do artigo, nas pesquisas de campo, é onde são detalhados itens como: tipo de pesquisa, população e amostragem, instrumentação, técnica para coleta de dados, tratamento estatístico, análise dos resultados, entre outros, podendo ser enriquecido com gráficos, tabelas e figuras. O título dessa seção, quando for utilizado, não deve estampar a palavra “desenvolvimento” nem “corpo do trabalho”, sendo escolhido um título geral que englobe todo o tema abordado na seção, e subdividido conforme a necessidade.

A conclusão é parcial e a última parte dos elementos textuais de um artigo, e deve guardar proporções de tamanho e conteúdo conforme a magnitude do trabalho apresentado, sem os “delírios conclusivos” comuns

Page 49: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

dos iniciantes, nem os freqüentes exageros na linguagem determinística. Comumente chamado de “Considerações finais”, em função da maior flexibilidade do próprio termo, esse item deve limitar-se a explicar brevemente as idéias que predominaram no texto como um todo, sem muitas polêmicas ou controvérsias, incluindo, no caso das pesquisas de campo, as principais considerações decorrentes da análise dos resultados. O autor pode nessa parte, conforme o tipo e objetivo da pesquisa, incluir no texto algumas recomendações gerais acerca de novos estudos, sensibilizar os leitores sobre fatos importantes, sugerir decisões urgentes ou práticas mais coerentes de pessoas ou grupos, etc.

Como lembram Tafner et al. (1999) a conclusão “deve explicitar as contribuições que o trabalho alcançou, [...] deve limitar-se a um resumo sintetizado da argumentação desenvolvida no corpo do trabalho, [...] devem estar todas fundamentadas nos resultados obtidos na pesquisa” (p.46).

Sugere-se que cada componente dos elementos textuais em um artigo científico tenham um tamanho proporcional em relação ao todo, conforme explicitado na Tabela 1.

TABELA 1 – Proporcionalidade de cada elemento textual em relação ao tamanho total do corpo ou parte principal do artigo científico

n.º Elemento textual Proporção

01

02

03

Introdução

Desenvolvimento

Conclusão ou Considerações finais

2 a 3/ 10

6 a 7/ 10

½ a 1/ 10

  Total 10/ 10

2.2.1.3. Elementos pós – textuais

Na elaboração de qualquer trabalho acadêmico, os elementos pós-textuais, compreendem aqueles componentes que completam e enriquecem o trabalho, sendo alguns opcionais, variando de acordo com a necessidade. Entre eles destacam-se: Referências, Índice remissivo, Glossário, Bibliografia de apoio ou recomendada, Apêndices, Anexos, etc.

No artigo científico utiliza-se obrigatoriamente a Referência, que consiste no “conjunto padronizado de elementos que permitem a identificação de um documento no todo ou em parte” (UFPR, 2000a, p.37). Com maior freqüência é utilizada a lista de referências por ordem alfabética (sistema alfabético) no final do artigo, onde são apresentados todos os documentos citados pelo autor. Menos comum, também pode-se optar pela notação numérica, que utiliza predominantemente as notas de rodapé na própria página onde o documento foi citado. Existem normas para utilização de ambas, disciplinadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, e periodicamente atualizadas.

2.2.2. Uniformização redacional

2.2.2.1. Organização do texto científico

“Considerada por muitos uma etapa extremamente difícil, vale lembrar que, para escrever textos técnicos, segue-se basicamente o mesmo raciocínio utilizado para sua leitura.” (SANTOS, 2000, p.89)

Da mesma forma como se faz o fichamento e o esquema na leitura técnica, a grande maioria dos pesquisadores e estudiosos que elaboram textos científicos, utilizam-se previamente de um planejamento ou esquema (esqueleto) montado a partir de leituras, observações e reflexões, através de técnicas apropriadas, como o fichamento, as listas de assuntos, o brainstorming. A organização coerente desse plano de conteúdos deve respeitar os objetivos do trabalho e a ordenação natural do tema, pois dessa forma, conforme afirma Medeiros (1997) não se repetem idéias e nem deixa-se nada importante de lado.

“A redação inicia-se pela ‘limpeza’ (seleção) dos dados; segue-se a organização dos blocos de idéias; faz-se a hierarquização das idéias importantes. Agora as informações estão prontas para serem redigidas.” (SANTOS, 2000, p.91)

Sugerindo a utilização de outros recursos, principalmente eletrônicos, na redação do texto científico, Máttar Neto (2002) sugere que não seja realizada a etapa inicial de livre associação de idéias, como no brainstorming, mas sim utilizado o sumário nos processadores de textos no computador (Microsoft Word, por exemplo), evitando o caos na fase inicial da redação.

[...] método do sumário tende a preservar tanto a possibilidade da livre associação quanto da ordenação, do começo ao final da redação do texto. Do nosso ponto de vista, o caos deve estar pré-ordenado, desde o início, e, com o sumário, o espaço para o

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caos fica preservado, até o final do processo [...]. (MÁTTAR NETO, 2002, p.175)

Qualquer conteúdo que se queira divulgar por intermédio de um artigo científico, seja o resultado de uma pesquisa, uma teoria, uma revisão, etc., possui um certo grau de dificuldade, em função do espaço pequeno para o desenvolvimento das idéias. Por isso, Medeiros (2000) sugere que a apresentação do texto deve ser clara, concisa, objetiva; a linguagem correta, precisa, coerente, simples, evitando-se adjetivos inúteis, repetições, rodeios, explicações desnecessárias.

2.2.2.2. Redação técnico-científica

O estilo da redação utilizada em artigos científicos é chamado técnico-científico, “diferindo do utilizado em outros tipos de composição, como a literária, a jornalística, a publicitária” (UFPR, 2000c, p.1). Com características e normas específicas, o estilo da redação científica possui certos princípios básicos, universais, apresentados em diversas obras, principalmente textos de metodologia científica, que colaboram para o desempenho eficiente da redação científica. 

Com fins didáticos, será apresentado em forma de quadro explicativo, as principais informações e princípios básicos sobre o estilo da redação técnico-científico, baseando-se em três referências bibliográficas que tratam do tema.

Bastos et al. (2000) estruturam os princípios básicos da uniformização redacional em quatro itens indispensáveis: “clareza, precisão, comunicabilidade e consistência” (p.15).

QUADRO 2 – Descrição dos princípios básicos da redação técnico-científica segundo Bastos et al.(2000)

Característica Descrição

Clareza

-         não deixa margem a interpretações diversas;

-         não utiliza linguagem rebuscada, termos desnecessários ou ambíguos;

-         evita falta de ordem na apresentação das idéias;

Precisão -         cada palavra traduz exatamente o que o autor  transmite;

Comunicabilidade

-         abordagem direta e simples dos assuntos;

-         lógica e continuidade no desenvolvimento das idéias;

-         uso correto do pronome relativo "que";

-         uso criterioso da pontuação;

Consistência

-         de expressão gramatical - é violada quando, por ex., numa enumeração de 3 itens, o 1° é substantivo, o 2º uma frase e o 3º um período completo;

-         de categoria - equilíbrio existente nas seções de um capítulo ou subseções de uma seção;

-         de seqüência - ordem na apresentação de capítulos, seções e subseções do trabalho;

A UFPR (2000c) descreve as características da redação técnico-científica em diversos princípios básicos, sendo os principais apresentados no Quadro 3.

QUADRO 3 – Descrição dos princípios básicos da redação técnico-científica segundo UFPR(2000c)

Característica Descrição

Objetividade e coerência

-         abordagem simples e direta do tema;

-         seqüência lógica e ordenada de idéias;

Page 51: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

-         coerência e progressão na apresentação do tema conforme objetivo proposto;

-         conteúdo apoiado em dados e provas, não opinativo;

Clareza e precisão

-         evita comentários irrelevantes e redundantes;

-         vocabulário preciso (evita linguagem rebuscada e prolixa);

-         nomenclatura aceita no meio científico;

Imparcialidade

-         evita idéias pré-concebidas;

-         não faz prevalecer seu ponto de vista;

Uniformidade -         uniformidade ao longo de todo texto (tratamento, pessoa gramatical, números, abreviaturas, siglas, títulos de seções);

Conjugação -         uso preferencial da forma impessoal dos verbos;

Santos (2000) estabelece o estilo e as propriedades da redação científica, enumerando várias características importantes para cada tipo, sendo os principais apresentados no Quadro 4.

QUADRO 4 – Descrição dos princípios básicos da redação técnico-científica segundo Santos(2000)

Tipo Característica Descrição

Estilo da redação Brevidade

Concretude

 

Consistência

Impessoalidade

 

Precisão

 

Simplicidade

-         afirmativas compactas e claras;

-         evita substantivos abstratos e sentenças vagas;

-         usa termos correntes e aceitos;

-         visão objetiva dos fatos, sem envolvimento pessoal;

-         usa linguagem precisa (correspondência entre a linguagem e o fato comunicado);

-         texto sem complicações e explicações longas;

Propriedades do texto

Clareza

Coerência

Direção

 

Objetividade

Seletividade

-         redação clara, compreendida na 1ª leitura;

-         as partes do texto são interligadas;

-         indica o caminho que vai seguir (unidade de pensamento);

-         imparcialidade na redação;

-         prioriza conteúdos importantes;

03. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O artigo científico, assim como outros tipos de trabalhos acadêmicos, abordam temas teóricos de pesquisa, revisões bibliográficas, pesquisas de campo, e tem a finalidade de comunicar ao mundo científico os conhecimentos elaborados a partir dos critérios da ciência.

A elaboração de qualquer artigo deve respeitar uma organização própria, constituída de uma estrutura básica, uma uniformização

Page 52: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

redacional e uma gráfica, que somadas formam o conjunto de normas recomendadas para este tipo de publicação.

A estrutura básica do artigo científico é composta dos elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais, subdivididos em vários componentes e contendo informações imprescindíveis para o entendimento do tema, da sua fundamentação e da autoria do trabalho.

A elaboração e o desenvolvimento do texto no artigo científico requer a definição e o entendimento exato do tema e sua ordenação natural, a organização e a hierarquização interna das idéias principais e secundárias, e a compreensão acerca da necessidade de uma linguagem simples e concisa devido ao tamanho pequeno recomendado para o artigo.

A redação técnico-científica desenvolvida no texto do artigo possui características de estilo e propriedade próprias, como clareza, precisão, comunicabilidade e consistência, possibilitando a compreensão exata e objetiva por parte do leitor e a economia de espaço, sem perder a qualidade na comunicação das idéias.

A utilização de normas e diretrizes para elaboração e apresentação de artigos científicos, além de padronizar o formato geral e a organização do texto, são fundamentais para construção gradativa do pensamento científico do autor, estabelecendo parâmetros individuais seguros na abordagem e análise de temas e problemas científicos.

MONOGRAFIA

COMO ELABORAR UMA MONOGRAFIAA primeira monografia foi publicada em 1855 (embora já viesse empregando o método desde 1830), por Le Play (1806-1882), Les Ouvriers eurpéens. O autor descreve com minúncias o gênero de vida dos operários e o orçamento de uma família-padrão daquela classe.

A origem histórica da palavra MONOGRAFIA vem da especificação, ou seja a redução da abordagem a um só assunto, a um só problema. Seu sentido etimológico significa: mónos (um só) e graphein (escrever): dissertação a respeito de um assunto único.

Ela tem dois sentidos: O estrito, que se identifica com a tese: tratamento escrito de um tema específico que resulte de pesquisa científica com o escopo de apresentar uma contribuição relevante ou original e pessoal à ciência. E o Lato, que identifica com todo trabalho científico de primeira mão, que resulte de pesquisa: dissertações científicas, de mestrado, memórias científicas, as antigas exercitações e tesinas, os college papers das universidades americanas, os informes científicos ou técnicos e obviamente a própria monografia no sentido acadêmico, ou seja o tratamento escrito aprofundado de um só assunto, de maneira descritiva e analítica, onde a reflexão é a tônica (está entre o ensaio e a tese e nem sempre se origina de outro tipo de pesquisa que não seja a bibliografia e a de documentação).

Antes da elaboração da monografia de conclusão do curso de graduação, pós-graduação, etc..., o aluno deve desenvolver um "projeto de monografia", e para tal deve ter em mente um "assunto" que deseja dissertar assim como um acompanhante, um professor/orientador, que aceitará as responsabilidades e atribuições descritas nas normas para elaboração de monografias da Escola.

O Aluno na busca da elaboração de sua monografia passará por algumas fases: escolha do assunto, pesquisa bibliográfica, documentação, crítica, construção, redação.

A escolha do "assunto" é o ponto de partida da investigação e consequentemente da própria monografia, é o objeto de pesquisa. É preciso escolhê-lo com acerto. Deve ser um tema selecionado dentro das matérias que mais lhe interessam durante o curso e que atendam às suas inclinações e possibilidades. É um início de uma realização profissional. De qualquer maneira, só se pode esperar êxito quando o assunto é escolhido ou marcado de acordo com as tendências e aptidões do aluno.

A escolha do assunto segue naturalmente, dentro do processo de elaboração da monografia, a fase de pesquisa bibliográfica. O aluno deverá, junto ao seu orientador buscar a bibliografia que possa ser consultada (livros, revistas, artigos, trabalhos científicos, etc..) para a elaboração de seu projeto de Monografia e consequentemente a Monografia.

A documentação é a parte mais importante da dissertação, consiste em coligir o material que nos vai fornecer a solução do problema estudado. Unir toda a bibliografia encontrada e elaborar a informação ao trabalho da pesquisa (poderá ser feito através de fichas).

A crítica é um juízo de valor sobre determinado material científico. Pode ser externa e interna. Externa é a que se faz sobre o significado, a importância e o valor histórico de um documento, considerado em si mesmo e em função do trabalho que está sendo elaborado. Abrange a crítica do texto (saber se o texto não sofreu alterações com o tempo, por exemplo), a da autenticidade (autor, data, e circunstâncias de composição de um escrito) e a da proveniência do documento (origem da obra);

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Após o longo trabalho de documentação e crítica, o pesquisador terá diante de si, no mínimo, tríplice fichário de documentação (fontes, bibliográfica e críticas pessoais). Ele irá construir a partir desses dados, a Introdução, o Desenvolvimento e a Conclusão de sua monografia.A monografia é um trabalho escrito. Desde a fase de sua construção, o trabalho monográfico vem sendo redigido. É uma das operações mais delicadas e difíceis para o pesquisador por ter que atentar para normas de documentação, requisitos de comunicação, de lógica e até de estilo. Existem, devido a ansiedade, uma resistência do pesquisador em redigir, talvez por medo de que seu trabalho não seja compreendido ou aceito pelo público. O auto Décio V. Salomão sugere recursos pra facilitar a tarefa de redigir:

a) Redacão Provisória: fazer primeiramente um esboço, rascunho, planejamento, a maquete;

b) Redação Definitiva: Consta das 3 partes da construção da monografia- Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.

c) Estrutura Material da Monografia: a monografia deve agradar ao público e também o serviço de documentação (obedecer as normas técnicas elaboradas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas) * ver abaixod) Linguagem Científica: existe a tendência em se descuidar da linguagem quando se redige um trabalho científico.

São necessários:

1)Correção gramatical;

2)Exposição clara, concisa, objetiva, condizente com a redação científica;

3)Cuidado em se evitar períodos extensos;

4)Preocupação em se redigir com simplicidade, evitando o colóquio excessivamente familiar e vulgar, a ironia causticante, os recursos retóricos;

5)Linguagem direta;

6)Precisão e rigor com o vocabulário técnico, sem cair no hermetismo.

Projeto de Monografia:

Folha de rosto com dados gerais de identificação;

Tempo de Compromisso do orientador;

Capítulo introdutório com a caracterização clara do problema a ser investigado, objetivos claramente definidos, delimitação do estudo e definição de termos, além de uma revisão preliminar da literatura;

Detalhamento da metodologia a ser utilizada;

Cronograma;

Lista de referências

Estrutura Material da Monografia:

1) Capa: na parte superior o nome da instituição (Universidade e Escola), no meio vem o título em letra maiúscula, o nome do autor, embaixo vem a cidade e ano (o ideal é que seja sóbria sem desenhos);

2) Dorso: o mesmo de cima embora no lugar do nome do autor vem uma orientação ex: monografia apresentada ao curso X da Universidade Y como requisito parcial a obtenção do título Z (ex: Licenciado em E.F.) - deve ser colocado no canto direito e no meio do papel, e logo abaixo vem o orientador, embaixo a cidade e data;

3) Capa 2: na parte superior o nome da escola, nome do aluno, número de inscrição, o curso e modalidade (ex: E. F. / Licenciatura), Título da obra, Orientador, e vem abaixo um pequeno rol que deverá se preenchido pelo professor ao final (resultado, nota, conceito, data),abaixo vem a assinatura do orientador, e no final um pequeno dizer: À tal departamento para registro e arquivo - data, em seguida vem o nome do Coordenador do Colegiado, que irá receber a monografia e a assinatura dele, seguido do nome da escola;

4) Página de Dedicatória: se houver, ou página destinada a um pensamento, frase, se o autor achar conveniente;

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5) Índice Completo (de todos os capítulos e suas seções) ou Sumário (enumeração das partes principais) com a indicação das páginas iniciais dos capítulos ou partes destacadas (anexos);

6) Agradecimentos;

7) Prefácio, caso haja;

8) Introdução: Justificativa e Definição do problema;

10) Objetivo;

11) Revisão de Literatura: todo o conteúdo apresentado de bibliografia sobre o assunto;

14) Metodologia: discussão e análise dos resultados, como o aluno vai provar o problema e também o procedimento;

15) Conclusão e Sugestões;

16) Apêndices ou anexos, tabelas e gráficos (podem ser colocadas em meio aos assuntos), etc..., ordenados de acordo com o desenvolvimento e ditados pela conveniência e clareza da exposição do corpo do trabalho;

17) Referências Bibligráficas em ordem alfabética;

18) Índice de autores citados em ordem alfabética;

19) Índice de assuntos em ordem alfabética;

20) Glossário, caso se julgue importante;

21) Uma ou duas páginas em branco antes da contra-capa.

Normatização geral para sites dentro do número 17 (contribuição do Prof. Leonardo Maturana): coloca-se o nome do editor, produtor ou até mesmo, webmaster como o autor do site, como fosse o autor de livro. Exemplo:

PRIMO, D. Cooperativa do Fitness - CDOF. Disponível em: <http://www.cdof.com.br/capoeira.htm>. Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Acessado em: 10 de Agosto de 2002.

Ou Referência do autor do artigo, exemplo da capoeira:MATARUNA DOS SANTOS, L.J. Histórico da Capoeira. In: Cooperativa do Fitness - CDOF, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, Jun. 2000. Disponível em: <http://www.cdof.com.br/capoeira.htm>. Acessado em: 10 de Agosto de 2002.

Obs: Não esquecer dos termos "disponível em:" (para localização do endereço do link) e "Acessado em:" (para a data de acesso). Mesmo assim, torna-se importante, colocar na página dos artigos ou matérias, a data em que elas foram ao ar, ou, ao menos, o mês de disponibilização, para que na referência dos artigos, possam ser compreendidos os dados referentes ao ano de veiculação daquele assunto.

NORMAS PARA REDAÇÃO DE MONOGRAFIAS

Monografias

Documento investigativo e minucioso que apresenta o resultado de trabalho de atualização de conhecimentos sobre um tema específico e geralmente restrito, mediante revisão de publicações de outros autores e também próprias.

O objetivo da monografia é reunir vários trabalhos e analisá-los comparativamente, com o fim de se promover a atualização de um dado tema.

Via de regra, a monografia é constituída sob a supervisão de um especialista no assunto (professor ou pesquisador), que será a autoridade acadêmica a validar ou não os argumentos utilizados e a mostrar caminhos bibliográficos para o andamento da pesquisa.

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Largamente utilizada como trabalho de conclusão de cursos, é exigida na pós-graduação em nível lato-sensu, como trabalho final ou de conclusão de cursos de graduação.

1 ESTRUTURA DA MONOGRAFIA

A estrutura da monografia estabelece a seqüência em que devem ser dispostos os elementos que a compõem. Disposição dos elementos:

Pré-textuais

- Capa (obrigatório)- Folha de rosto (obrigatório)- Ficha catalográfica (obrigatória), no verso da folha de rosto- Folha de avaliação (obrigatória)- Dedicatória (opcional)- Agradecimentos (opcional)- Citação ou epígrafe (opcional)- Resumo na língua vernácula (obrigatório)- Sumário (obrigatório)- Lista de ilustrações (se existirem gráficos ou tabelas) (i)- Lista de abreviaturas, siglas ou símbolos (opcional) (ii)

Textuais

- Introdução- Desenvolvimento- Conclusão

Pós-textuais

- Referências (obrigatório)- Apêndice(s) (opcional)- Anexo(s) (opcional)- Glossário (se necessário)

1.1 Elementos pré-textuais:

Capa

Capa é a proteção externa do trabalho, devendo conter os elementos essenciais para que se possa identificar o trabalho, o autor, a entidade em que foi produzida e a data de sua conclusão. O nome do autor deve aparecer no auto da folha, digitado em fonte Arial 14, todo em letras maiúsculas. Caso a tenha, o autor deverá identificar sua mais alta qualificação acadêmica, p. ex.: CD (Cirurgião Dentista); Prof. (Professor); Dr. (Doutor); etc. O título da monografia e subtítulo, se houver, ocuparão a região central da folha em fonte Arial 16. Na porção inferior da página grafam-se o nome da unidade acadêmica em fonte Arial 16 e, logo abaixo, o local da sede da mesma, seguido do ano da conclusão do trabalho, fonte Arial 14. Centralizam-se todos os parágrafos e as letras da capa serão maiúsculas e negritadas. A margem superior deve ser de 4cm, inferior e direita, 3cm e a esquerda 3,5cm. (Anexo A).

Folha de rosto

Deve permitir maior número de informações sobre a monografia. Além dos elementos constantes da capa, acrescenta-se, entre o título e a identificação da unidade acadêmica, a exigência que motivou sua produção em fonte Arial 12, com letras minúsculas, excetuando-se a inicial dos nomes próprios. O nome do orientador do trabalho será digitado em letras maiúsculas Arial 12. A palavra Orientador e as demais que permitem identificar sua qualificação acadêmica têm somente as primeiras em maiúsculas. Todos os elementos da folha de rosto deverão estar centralizados com exceção da descrição do trabalho, que deverá ser colocada à altura dos dois terços, parte inferior, à direita da página, em negrito. (Anexo B).

Ficha catalográfica

Deverá ser confeccionada, seguindo as normas vigentes da ABNT e normalmente, as unidades acadêmicas dispõem de um serviço de biblioteca que é encarregado de orientar os usuários em procedimentos técnicos exigidos na produção do trabalho

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acadêmico. São necessárias três palavras-chave, as quais não deverão constar no título da monografia. Virá no verso da folha de rosto. (Confeccionada pela biblioteca).

Folha de avaliação da monografia

Deverá conter a identificação e a exigência que motivou o trabalho, dados para serem avaliados, conforme cada exigência. A folha deverá ser digitada em fonte Arial 12. O título AVALIAÇÃO DA MONOGRAFIA deve ser digitado em Arial 14, na parte superior da folha, em negrito e centralizado. (Anexo C).

Dedicatória(s)

É opcional, colocada após a folha de aprovação e deve estar em página própria. Deverá vir alinhada à margem direita, a 6cm da margem inferior.

Agradecimento(s)

Elemento opcional, colocado após a dedicatória, em folha própria. Deverá vir alinhado à margem direita, a 6cm da margem inferior.

Citação ou epígrafe

Elemento opcional, colocado após a dedicatória. Deverá vir alinhada à margem direita, a 6cm da margem inferior.

Resumo na língua vernácula

Trata-se de uma resenha do trabalho escrito, apresentando de forma concisa, pontos relevantes e as conclusões do trabalho. Deve ser redigido na terceira pessoa do singular, com o verbo na voz ativa, compondo-se de uma seqüência de frases concisas e objetivas e não de enumeração de tópicos Não deve incluir citações bibliográficas.

Deve ser escrito em um único parágrafo, em página distinta, contendo no máximo 500 palavras. Abaixo do título RESUMO, um espaço duplo, precedido da respectiva referência bibliográfica da monografia de acordo com a ABNT NBR 6023, de agosto de 2002. Concluído o resumo, logo abaixo, deverá haver dois espaços duplos e as palavras-chave, em negrito e apenas a primeira letra em maiúscula (Palavras-chave), em no máximo de cinco palavras, as quais não devem constar no título e subtítulo.

Ao rodapé deverá constar o comitê de orientação, ou apenas: Orientador: nome.(Anexo D)

Sumário

Refere-se à indicação e enumeração das páginas que contêm as divisões do trabalho. Deve-se listar obrigatoriamente todos os itens que vierem após o sumário e nenhum item que estiver antes do mesmo pode nele constar.

Os itens listados no sumário poderão ter subdivisões, a critério do autor. O título SUMÁRIO, em letras maiúsculas, deve ser centralizado no alto da página e digitado em Arial 14. Os itens devem ser digitados em Arial 12. As páginas do sumário não devem ser numeradas e os itens deverão estar na mesma margem, ou seja, sem indentação. (Anexo E)

Lista de ilustrações

Relação de gráficos ou tabelas apresentadas no texto, devendo conter número, legenda e página. Coloca-se logo após o sumário, recebendo paginação em algarismos romanos e iniciando com a numeração “i”.

Lista de abreviaturas, siglas ou símbolos

É opcional. Relação alfabética das abreviaturas, siglas ou símbolos utilizados no texto, seguidos das palavras, expressões correspondentes ou significados, por extenso. Deve ser elaborada de acordo com a ordem apresentada no texto. Lista própria para cada tipo. (Anexo F).

1.2 Elementos textuais

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Introdução

É a apresentação do trabalho como um todo. Trata-se de um texto explicativo, onde o autor define o assunto, transmite a idéia clara do tema, objetivos, justificativa e suas aplicações práticas, problemáticas, metodologia utilizada. A introdução pode referir-se aos tópicos principais fornecendo a ordem de apresentação dos mesmos.

Desenvolvimento

Trata-se da apresentação do trabalho, propriamente dito. Está dividido em três ou quatro capítulos (média de 10 a 15 laudas/capítulo). Todo documento analisado deve constar na listagem bibliográfica e ser referenciado conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), na NBR 10520 de agosto 2002, ou de forma resumida na NBR 6023 de agosto 2002. (Anexo H).

Os nomes dos autores de todas as contribuições citadas deverão, obrigatoriamente, constar das Referências Bibliográficas. O desenvolvimento da monografia deverá ter no mínimo quarenta laudas.

Conclusão

Apresentação dos alcances que os resultados da pesquisa permitiram obter, atendendo aos objetivos propostos na introdução.

1.3 Pós-textuais

Referências bibliográficas

Relação das referências bibliográficas das publicações citadas no texto, de acordo com a ABNT –NBR 6023 de agosto de 2002 (modelos em Anexo H).

Apêndice e/ou anexo

Suportes elucidativos úteis à compreensão do texto, como parte do trabalho. É um elemento em que são incluídas matérias suplementares, tais como leis, normas, jurisprudências, estatísticas, cópias de documentos e outros que acrescentam conteúdo ao trabalho. Os apêndices e/ou anexos Identificados por letras maiúsculas consecutivas, p.ex., APÊNDICE A, ANEXO A. Vêm imediatamente após as referências bibliográficas e não podem ser de arquivos colados, ou seja, devem ser digitados nas mesmas regras da monografia.

Glossário

Opcional e elaborado em ordem alfabética.

2 APRESENTAÇÃO GRÁFICA E FORMALIDADES

2.1 Formato

A monografia deve ser impressa em papel branco, de boa qualidade, formato A4 (21cm x 29,7cm), digitada em cor preta apenas no anverso das folhas.

2.2 Digitação

Utilizar caracteres tipo Arial, tamanho 12 para o texto, tamanho 9 em caso de notas de rodapé. Utilizar espaço um e meio entre linhas. Espaço simples deve ser usado apenas em resumo, tabelas longas, notas de rodapé, notas de fim de texto, títulos com mais de uma linha e nas referências bibliográficas.

Todo parágrafo deve iniciar com tabulação equivalente a 1,25cm da margem esquerda, devendo o texto ser justificado. As margens devem ser: superior: 3cm; inferior: 2,5 cm; esquerda: 3,5cm; direita: 2,5cm.

Os títulos dos capítulos deverão ser em caixa alta (CA), ou seja, em letras maiúsculas, Arial 14, em negrito e centralizados. Para iniciar um novo capítulo, em página nova, a palavra CAPÍTULO deverá estar a cinco centímetros da margem superior (3cm da margem + 5cm de espaço). São enumerados com algarismos romanos (CAPÍTULO I). Após um espaço duplo, o título do capítulo. Iniciar o texto após dois espaços. Os subtítulos em CA, Arial 12, em negrito, seguindo a numeração correspondente e alinhados à

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margem esquerda. Os itens e subitens devem aparecer gradativamente, em negrito, tendo apenas a primeira letra da primeira palavra em maiúscula (exceto se for nome próprio), alinhados à margem esquerda, utilizando o sistema de numeração progressiva. Após o título e subtítulo não colocar ponto final. Os algarismos que numerarem os títulos e subtítulos não virão acompanhados de ponto ou traço, separados por um espaço de caractere.

Entre um título ou subtítulo e o texto deverá haver um espaço antes e um depois, conservando o espaçamento um e meio entre linhas.

2.3 Paginação

A numeração deve ser colocada no centro inferior da página, centralizada, Arial 10, localizada de modo que a base superior do número esteja a 12mm da borda inferior do texto (última linha).

Apenas para os elementos preliminares: lista de ilustrações, de abreviaturas, siglas ou símbolos (se houver), usar algarismos romanos minúsculos (i, ii, iii, ...).

Da introdução em diante, usar algarismos arábicos (1, 2, 3, ...). A introdução corresponderá à página 1, mas o número é omitido. A primeira página de toda a divisão principal, embora contada, não recebe numeração.

2.4 Notas de rodapé

Têm a finalidade de prestar esclarecimentos ou inserir no trabalho considerações complementares, cujas inclusões no texto interromperiam a seqüência lógica da leitura. São de dois tipos: bibliográficas ou de referências (informam ao leitor a fonte da citação feita) e explicativas (fazem um comentário marginal ao texto). A numeração das notas se faz por algarismos arábicos, devendo ser única e consecutiva. As notas de rodapé devem ser separadas do texto por um traço contínuo, de cerca de um terço da linha, a fonte no tipo Arial, estilo normal, tamanho nove, espaço simples entre linhas. Alinhamento justificado para notas explicativas. Quanto às notas bibliográficas, adotar um dos sistemas previstos pela ABNT (alfabético ou numérico) para fazer citações de obras consultadas. Se aopção for pelo alfabético, as referências devem ser ordenadas no final do artigo em uma única ordem alfabética. Mas caso a opção tenha sido pelo sistema numérico, as referências finais aparecem na mesma ordem numérica crescente. (Anexo G). Maiores detalhes consultar a NBR 10 520 de agosto de 2002.

2.4.1 Notas de referência

A primeira citação de uma obra, em nota de rodapé, deve ter sua referência completa. Para as subseqüentes citações da mesma obra, utilizam-se as expressões abaixo, abreviadas quando for o caso:

a) Idem – mesmo autor – Id.;b) Ibidem – na mesma obra – Ibid.;c) Opus citatum, opere citado – obra citada – op. cit.;d) Confira, confronte – Cf.;e) Passim – aqui e ali, em diversas passagens – passim;f) Loco citado – no lugar citado – loc. cit.;g) Sequentia – seguinte ou que se segue – et seq.;Obs.: as expressões constantes nas alíneas a), b), c) e d) só podem ser usadas na mesma página da citação a que se referem.

Nas páginas seguintes, para as subseqüentes citações da mesma obra, pode-se fazer a referência reduzida a seus elementos essenciais, com uma das seguintes formas:

- Seqüência: autor (sobrenome em maiúsculas), data da publicação e página.Ex.: LAKATOS, 1991, p. 136.- Seqüência: autor (sobrenome em maiúsculas e nome abreviado), data da publicação e página.Ex.: LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica, p. 136.

2.5 Citações

As citações podem ser transcrições literais (citação direta) ou uma síntese do trecho que se quer citar (citação indireta). Tanto num caso como no outro, as fontes devem estar indicadas, não se admitindo transcrições sem a devida referência.

As citações diretas que ultrapassarem três linhas devem vir em um parágrafo especial, dispensando-se as aspas, separadas do parágrafo anterior e posterior por uma linha a mais, fonte do tipo Arial, estilo normal, tamanho 11 e com recuo da margem esquerda igual ao dos parágrafos (1,25cm) e espaçamento simples. Para citação de citação, utiliza-se o termo em latim apud, cujo significado é junto a ou em ou a expressão citado por. Se tratar de citação de citação direta, usar aspas simples. Deve ser evitada e só usar quando for indispensável e não tiver possibilidade de acesso ao original.

Page 59: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Nas citações de artigos de lei não se insere a fonte na nota de rodapé, pois já se menciona a Lei ou Código pertinente, logo após a menção do artigo. Para dar ênfase a um trecho de citação, indicar a alteração, utilizando a expressão: grifou-se, entre parênteses, ao final da redação. Porém, se o destaque já constar no original, ao final menciona-se: grifo do autor.

Conforme a seguir, devem ser indicadas:a) supressões: [...]b) interpolações, acréscimos ou comentário: [ ]c) ênfase ou destaque: negrito.As citações devem ser apresentadas conforme a NBR 10520 ou de forma reduzida na NBR 6023. (Anexo G).

2.6 Normatização textual

a) Redação: a monografia deve ser escrita na terceira pessoa, em linguagem clara, concisa e de consistência gramatical e seqüencial; frases simples e curtas (média de trinta palavras); parágrafos médios (oito a 15 linhas); capítulos médios (de dez a 15 laudas).

a) Destaque e diferenciação de palavras:

nomes científicos, palavras e frases em língua estrangeira, títulos de obras (livros e periódicos), emprega-se itálico, sem aspas; para dar destaque a um termo, usar negrito; títulos de capítulos ou de poemas vêm entre aspas.b) Aspas: vão entre aspas duplas as citações de até três linhas, incorporadas ao texto. A citação de citação vem entre aspas simples. As citações longas, de mais de três linhas, são em bloco destacado do texto, sem aspas.

c) Abreviaturas e siglas: devem ser utilizadas na forma recomendada por organismos de padronização nacional ou internacional ou órgãos científicos de competências de cada área. Na primeira vez em que forem mencionadas no texto, devem aparecer entre parênteses, precedidas da sua forma por extenso. Ex.: Código de Processo Penal (CPP).

d) Símbolos: são as reduções de termos científicos de forma gráfica invariável, sem ponto final ou desinência de gênero ou número, como p. ex.: O (oxigênio), m (metro), cm (centímetro), min (minuto).

e) Fórmulas e equações: devem aparecer bem destacadas do texto. No caso de ocorrer várias fórmulas e equações, elas são identificadas por números consecutivos, colocados entre parênteses na extrema direita da linha.

f) Numerais:

em algarismos arábicos, mas por extenso nos seguintes casos:- de zero a nove: cinco, sete mil, dois milhões, ...- dezenas redondas: vinte, trinta mil, quarenta milhões, ...- centenas redondas: duzentos, quatrocentos mil, seiscentos milhões, ... as classes separam-se por espaços; em todos os casos só se usam palavras quando não houver nada nas ordens ou classes inferiores: 13 mil, mas 13 700 e não 13 mil e 11 setecentos; 247 320 e não 247 mil e trezentos e vinte. Acima do milhar, todavia, é possível recorrer a dois procedimentos:

- aproximação do número fracionário, p.ex.: 23,6 milhões;- desdobramento dos dois termos numéricos, p.ex.: 3 milhões e 535 mil

g) Frações: indicadas por algarismos, exceto quando ambos os elementos se situam de um a dez (um terço, 5/12); as frações decimais são escritas com algarismos (0,5; 16,35).

h) Porcentagens: sempre indicadas por algarismos, sucedidos do símbolo próprio (5%, 25%).

i) Ordinais: escritos por extenso de primeiro a décimo, porém os demais na forma numérica (quinto, 15º).

j) Quantias: de um a dez se escrevem por extenso (cinco reais), entretanto, quando ocorrem frações, registra-se a quantia exclusivamente de forma numérica, acompanhada do respectivo símbolo (R$ 15,25).

l) Algarismos romanos: usados normalmente nos seguintes casos: séculos, reis, imperadores, papas, ..., de mesmo nome; grandes divisões das forças armadas; reuniões, acontecimentos,..., repetidos periodicamente; e, dinastias reais.

m) Horas: a norma manda: 3h20min e não a forma usual: 3:20 (em horários).

n) Datas:

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Quando por extenso, a indicação dos milênios deve ser feita ordinalmente e a dos séculos, cardinalmente. Na indicação numérica, usam-se algarismos romanos antepostos, no caso dos milênios, e pospostos, no caso de séculos. Ex.: Segundo milênio antes da era cristã = II milênio a .C.; século vinte = século XX.

O ano deve ser indicado numericamente por todos os algarismos e não apenas pela dezena final. Os meses são indicados por extenso ou em algarismos arábicos ou, ainda, abreviados por meio das três primeiras letras, seguidas de ponto quando minúsculas, e sem ponto, quando maiúsculas, excetuando-se o mês de maio, que é escrito por extenso.Ex.: 12 de abril de 1972; 12 abr. 1972; 12 ABR 1972.

As datas, quando indicadas numericamente, seguem o uso internacional: ano, mês, dia. Ex.: 1972.06.05. A indicação dos dias da semana pode ser feita abreviadamente, da seguinte forma: 2ª-feira, 3ª-feira, 4ª-feira, 5ª-feira. 6ª-feira; sáb.; dom.

2.7 Ilustrações

As ilustrações aparecem no trabalho para explicar ou complementar o texto. São as tabelas, quadros, gráficos, fluxogramas, organogramas, gravuras, fotografias, mapas, esquemas, desenhos e outros. Com exceção de tabelas e quadros, as ilustrações são nomeadas como figuras, sendo indicadas no texto ou final do período, entre parênteses. As ilustrações são numeradas em algarismos arábicos e em seqüência própria. Devem ser inseridas o mais próximo possível do trecho a que se referem.

2.7.1 Tabelas e Figuras

Têm a finalidade de resumir ou sintetizar dados, fornecendo o máximo de informação num mínimo de espaço. O título da tabela ou quadro deve ser colocado acima da mesma (Tabela 1 - ....), enquanto que o da figura, abaixo da mesma, com numeração própria e progressiva (Figura 1 - ....). Para títulos longos de tabelas ou figuras deve-se empregar espaçamento simples. Se retiradas de material consultado, indicar a fonte (sobrenome do autor, ano de publicação e a página). Pode usar espaçamento e fontes de letras com tamanhos menores que os do texto.

As figuras devem ser designadas e mencionadas no texto pela palavra Fig., seguida do número de ordem ou localizar-se entre parênteses no final da frase. O mesmo ocorre com as tabelas, porém mencionadas no texto pela palavra Tab..

As tabelas são auto-explicativas e pode-se fazer uso de notas e chamadas colocadas no seu rodapé, quando a matéria nelas contidas exigir esclarecimentos. Devem ser construídas de acordo com as diretivas da NBR 14 724 de agosto de 2002. Exemplo:

Tabela 1 - Suicídios ocorridos no Brasil em 1986, segundo a causa atribuída

Causa atribuída Freqüência Percentagem

Alcoolismo 263 13,26

Dificuldade financeira 198 9,98

Doença mental 700 35,30

Outro tipo de doença 189 9,53

Desilusão amorosa 416 20,98

Outros 217 10,94

Fonte: IBGE (1988)

2.8 Revisão de português

Sugere-se ao aluno que, depois de concluída a monografia, faça uma revisão de português.

2.9 Orientador

De acordo com o Regulamento para a elaboração da monografia do Instituto Machadense de Ensino Superior (IMES), nos seus art. 29 e 30, compete ao professor orientador cumprir todas as etapas de avaliação e critérios previstos no regulamento e, estabelecer, juntamente com seu orientando, o plano de trabalho e cronograma de execução das atividades registrando-as na ficha de controle de orientações.

2.10 Encadernação

Page 61: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Após a apresentação da monografia e efetuadas as eventuais correções, em sua versão final, deverá ser entregue um exemplar encadernado em capa dura, de cor vermelha para a Faculdade de Direito e em azul para a Faculdade de Administração, com letras em dourado (conforme padrão), cuja capa seráexatamente igual à falsa folha de rosto. Na lombada deverão ser impressos na parte superior, o semestre e ano da apresentação, longitudinalmente o título da monografia, e na parte inferior o nome do autor (SOBRENOME, iniciais do nome).

BIBLIOGRAFIA

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023:Referências bibliográficas. Rio de Janeiro: ABNT, ago. 2002.______. NBR 14724: Informação e documentação; trabalhos acadêmicos;apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, ago. 2002.______. NBR 10520: Informação e documentação; apresentação de citações em documentos. Rio de Janeiro: ABNT, ago. 2002.FRANÇA, Júnia Lessa; VASCONCELLOS, Ana Cristina. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. 7. ed. Belo Horizonte:UFMG, 2003.HENRIQUES, Antonio; MEDEIROS, João Bosco. Monografia no curso de direito: trabalho de conclusão de curso: metodologia e técnicas de pesquisa, da escolha do assunto à apresentação gráfica. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2004.MÁTTAR NETO, João Augusto. Metodologia científica na era da informática. São Paulo: Saraiva, 2003. 261 p.MEZZAROBA, Orides; MONTEIRO, Claúdia Servilha. Manual de metodologia da pesquisa no direito. 2. ed. rev. São Paulo: Saraiva, 2004. 329 p.NUNES, Luiz Antonio.Rizzatto. Manual de monografía jurídica: como se faz uma monografía, uma dissertação, uma tese. 3. ed. rev. aum. São Paulo: Saraiva, 2001. 220 p.OLIVEIRA, Luiz Cláudio Vieira de. Técnicas de comunicação científica. Belo Horizonte: [s.n.], 2003. Apostila.OLIVEIRA, Sílvio Luiz de. Metodologia científica aplicada ao direito. São Paulo: Thomson, 2002. 282 p.SEVERINO, Antonio Joaquim. Os passos da pesquisa científica. Apostila de introdução aos estudos da educação. São Paulo: FEUSP, jan./jun. 1999.

Fonte: www.fumesc.com.br

NORMAS GERAIS

PARA REDAÇÃOADMINISTRAÇÃO

Esta palavra nunca é nome próprio. Portanto, a gente só se refere à administração de fulano, sicrano ou beltrano, colocando o termo em letras minúsculas.

AMBIGÜIDADE

Tente ao máximo não usar textos ou formas ambíguas. Isso é um defeito grave, pois induz o leitor ao erro. Ambigüidades ocorrem quando: há ausência de vírgulas, o adjunto adverbial foi colocado no lugar errado, há sucessão inadequada de termos, o 'que' foi colocado em outra posição que não logo depois do nome que substitui e, finalmente, quando se abusa da preposição 'de'. Ambíguo quer dizer, literalmente, "que se pode tomar em mais de um sentido". Alguns exemplos: "Gols de bandeja" (o jornal queria se referir a um torneio de futebol disputado por garçons), "Hoje é proibido ficar doente" (a notícia falava de greve em hospitais), "Cachorro faz mal à moça" (a personagem teve indigestão ao comer um cachorro quente com salsicha estragada), "Comeu a mãe e foi parar no hospital" (um menino colocou na boca um animal de nome 'mãe d'água', que provoca queimaduras graves se ingerido), "Vendem-se cobertores para casal de lã (ambigüidade provocada por troca da ordem das palavras), "Estamos liquidando pijamas para homens brancos" (má disposição das palavras na frase), "A ordem do ministro que vai de Brasília..." (ambigüidade do pronome relativo 'que'), "Subindo a serra, avistei vários animais" (ambigüidade provocada pelo gerúndio. Quem subia a serra?), "Eu noivaria com você, Verinha, se tivesse um pouco de dinheiro" (ambigüidade ocasionada por omissão de termos; eu ou você?), "Ele pensava no antigo amor e julgava que a sua agressividade teria contribuído para o término do romance" (ambigüidade ocasionada pelo emprego de um pronome que é válido tanto para 'ele' como para 'ela'; dele ou dela?)

APÓSTROFO

Sinal que indica supressão de letras e seu uso é restrito a poucos casos. 1 - supressão de letra em versos por exigência de métrica: co'este, esp'rança, etc. 2 - pronúncias populares: tá, teve aqui, etc. 3 - apócope da vogal e, em palavras compostas ligadas de preposição: estrela-d'alva, olho-d'água, pau-d'arco, mãe-d'água e poucas mais.

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Não se usa apóstrofo em combinações pronominais, combinações das preposições, formas aglutinadas e antes de maiúsculas. Neste último caso, para não prejudicar títulos: "O jornalista dA Gazeta é Pedro."

ASPAS

Estes sinais, também chamados de vírgulas-dobradas, têm alguns empregos específicos. 1 - assinalam as transcrições textuais: Caxias disse: "Sigam-me os que forem brasileiros!" 2 - realçam os nomes das obras de arte ou de publicações, sejam elas livros, revistas ou outras. No caso de jornais, usamos o itálico: A notícia do escândalo foi publicada por "O Globo", do Rio de Janeiro. 3 - caracterizam nomes, títulos honoríficos, apelidos e outros: Eles passaram as férias no navio de turismo "Princesa Isabel". 4 - marcam as expressões, palavras, vocábulos, letras, etc., exemplificadas no contexto de uma frase: Encerrou as despedidas com um "até breve" cheio de esperanças. 5 - separam os chamados estrangeirismos, neologismos ou quaisquer palavras que soem estranhas ao contexto: O ideal é substituir o "petit pois" pelo brasileiríssimo ervilha.

CARGOS

Escreva sempre em letras minúsculas: presidente, secretário, ministro, diretor, prefeito, professor, vereador, etc. Mas tome cuidado com isso, pois às vezes as regras da língua portuguesa consagram algumas formas como nomes próprios. Em caso de dúvida, consulte sempre o dicionário. Ou então o manual de normas de redação da Folha de S. Paulo, e trata muito bem da questão.

DATAS E ENDEREÇOS

Usamos sempre os dois recursos em nossos textos, para ajudar o leitor que lê o Vitória On Line, o Diário de Vitória ou nossos impressos destinados à imprensa. Tanto datas (terça-feira (15)) quanto endereços corretos e completos de locais de solenidades, intervenções da Prefeitura, etc., têm que ser citados obrigatoriamente. Somos prestadores de serviços.

DECLARAÇÃO TEXTUAL

Há um velho princípio jornalístico que diz o seguinte: quanto menos se usa esse tipo de recurso, mais valor ele tem. Portanto, declarações textuais devem ser usadas quando o que a pessoa diz tem muito impacto. Evidentemente, em casos de transcrição de documentos, discursos, etc., o princípio não se aplica.

DINHEIRO

Sempre que a gente fala de moeda estrangeira, é preciso converter o valor para o Real pela cotação do dia. No caso do dólar é mais fácil. Nos casos das demais moedas é mais difícil, mas os sites de jornais e bancos nos informam com precisão. Basta escrever, por exemplo: "A venda foi feita por US$ 200 mil (R$ 397 mil)."

DIVISÃO SILÁBICA

Para escansão silábica ou no fim da linha, deve ser feita pelas sílabas pronunciadas, e não por elementos morfológicos. Por princípio geral, separam-se as letras pelas síladas e nunca partindo o que se pronuncia no mesmo impulso da voz. Como normas particulares, a língua portuguesa registra as seguintes: 1) nunca se partem ditongos nem tritongos: flui-do, herói-co, sa-guôes. 2) encontros de duas consoantes que não sejam iniciais ou isoladas: as-sar, con-vic-ção, ter-ra. 3) encontros de mais de duas consoantes são partidos antes da última ou antes de encontro consonantal perfeito: ist-mo, cir-cuns-cre-ver, com-prar. 4) consoantes iniciais e isoladas, encontros consonantais iniciais e perfeitos terminados em i ou r, ch, ih, nh, gu, qu, formam sílaba com a vogal seguinte: ba-se, a-guar-dar, cin-qüen-ta. As exceções são bl, br, dl. Como orientações finais, nunca parta o vocábulo de tal forma que no final ou no início da linha apareça uma palavra obscena ou ridícula e, caso coincida um hífen com a repartição da palavra, não será preciso repetir aquele que sai no início da linha seguinte.

DOIS PONTOS

Usam-se dois pontos em cinco hipóteses: antes de citação, de enumeração, de explicação, de complementação e de conclusão. Antes de citação a pontuação vem seguida de letra maiúscula. Em todas as outras quatro hipóteses, o que a segue é letra minúscula. Exemplos:Antes de citação: "E o homem disse:- Não atire, por favor!"Antes de enumeração: "Comprou diversas bebidas no supermercado:Uísque, licor, cerveja e até refrigerante."Antes de explicação: "Fiquei feliz quando a vi: sabia que ela ia se recuperar." Antes de complementação: "O fígado só tem uma ideologia: cuidado com as imitações." (esta é de Luís Fernando Veríssimo.Antes de conclusão: "O lugar é lindo e as praias, paradisíacas: vamos de qualquer maneira."

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DOUTOR

Desnecessário dizer que jornalisticamente usa-se sempre a profissão da pessoa. "O gastroenterologista Fulano de Tal vai dirigir o programa da Semus...", e vai por aí. Pode-se fazer citação deste termo apenas quando for necessário dizer que uma determinada pessoa fez doutorado. O mesmo princípio aplica-se a "mestre" e "mestrado".

ECOLOGIA

Como usamos muito este termo, aqui vai um recado: ninguém comete crime contra a ecologia, mas apenas contra o ambiente, a natureza, etc. Ecologia estuda a relação homem-ambiente. Já o ambientalismo é um movimento.

ESTE, ESSE, AQUELE

Este é algo que está próximo, ao nosso lado. "Este lápis é meu", você diria, segurando seu próprio lápis. Esse está ao largo da pessoa, não perto mas não muito longe. "Esse lápis é seu?", você perguntaria à pessoa da mesa ao lado. Aquele está longe: "Aquele lápis é de alguém aqui?", qualquer um de nós perguntaria, apontando o final da sala. Esta mesma regra serve para "neste", "nesse" e "naquele".

ETC

Este termo, etecétera, quer dizer "e mais outros". Deve ser usado homeopaticamente e jamais em títulos.

FALA DO ENTREVISTADO

Para abrir aspas e deixar o entrevistado falar, é preciso tomar cuidado com o verbo ou outro termo a ser usado. Os que normalmente antecedem as vírgulas são estes:

DIZ - Pode ser usado em quaisquer circunstâncias;AFIRMA - Igualmente. Só que, para este, recomenda-se utilização quando a afirmação for enfática: '"Não sou corrupto", afirmou o prefeito Celso Pitta';CONTA - Significa o mesmo que "relata". Pode ser usado em quaisquer circunstâncias, principalmente quando se trata de relato de algum fato que a fonte esteja fazendo ao jornalista;RELATA - Acima. O mesmo que "conta"; REVELA - Só quando a pessoa estiver dizendo uma coisa que ninguém ainda sabia;CONFIDENCIA - Deve ser evitado ao máximo, porque se assim fosse não estaria no jornal. Pode-se usar apenas da seguinte forma: "Segundo Paulo Maluf confidenciou a Celso Pitta, era preciso ter jogado fora os computadores da prefeitura.";INFORMA - Deve ser usado quando a pessoa estiver tornando pública uma informação ainda não conhecida e referente a um fato de interesse público;EXPLICA - Só quando o entrevistado estiver explicando dados relacionados com alguma coisa;ESCLARECE - Fica nas proximidades do "informa", com a diferença de que só deve ser usado quando houver alguma dúvida relacionada a algo;ENFATIZA - Usa-se quando alguém destaca um ou mais pontos ligados a uma informação, destacando-os;DESTACA - O mesmo que o anterior:LEMBRA - Melhor usar quando o entrevistado estiver falando de fato ocorrido há muito tempo;RESSALTA - Este, é melhor usar este verbo quando o entrevistado estiver destacando algum fato, ponto ou detalhe do todo;AVALIA - No caso deste verbo, usa-se corretamente quando o entrevistado estiver fazendo algum julgamento, sobretudo juízo de valor;SEGUNDO FULANO - Recurso que torna o uso livre;SEGUNDO INFORMA FULANO - O mesmo que o anterior. O melhor é desprezar o 'informa', pois há restrições a seu uso"; DE ACORDO COM - Também de uso livre.

FOLCLORE

A gente jamais usa com sentido de ridículo. No nosso caso, folclore é tudo o que faz parte da cultura popular de nossa cidade, do Espírito Santo, do Brasil. Ou que tenha relação com o conceito.

FRASE/ORAÇÃO/PERÍODO/PARÁGRAFO

Como a gente erra muito nas construções de textos, vamos transcrever o que o manual da Folha fala sobre isso. É o melhor manual para explicar o item: "Frase designa qualquer enunciado capaz de comunicar alguma coisa a alguém. Pode ser desde uma simples palavra ('Obrigado!') ao mais complexo período proustiano. Quando a frase afirma ou nega alguma coisa, ou seja, quando apresenta estrutura sintática, pode ser chamada de oração: 'Deus é luz.' Toda oração tem verbo ou locução verbal, mesmo que às vezes um deles não esteja expresso. Período é o nome que se dá a frases constituídas de uma ou mais orações. É

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simples (uma única oração) ou composto (com mais de uma oração): 'Padre Teófilo disse que Deus é luz.' Em textos noticiosos, evite períodos muito longos." Portanto, basta seguir a receita que dá tudo certo. Ela mostra de forma clara como se dá o encadeamento das palavras que acabam formando o que a gente escreve. Já o parágrafo deve conter pensamento completo. Uma idéia pronta e acabada. Ele se liga a um outro, com outra idéia ou pensamento, e assim por diante. Um texto completo é uma série de elos, como os de uma corrente. De parágrafos que se ligam.

GÍRIA

Evite-a ao máximo. Ela banaliza e pode até confundir o texto. Normalmente, usam-se gírias somente em transcrições de declarações de terceiros. Mesmo assim, é sempre bom usar o bom senso.

GOLEADOR

Esta é para quem escreve sobre esporte: não se deve usar este termo para quem marca apenas um gol numa partida. De dois para cima, tudo bem. E quem faz mais gols em um campeonato deve ser chamado de 'artilheiro'.

GORDO

Evite. Quando for absolutamente necessário dar esta informação, ou use o peso exato da pessoa ou o termo 'obeso'.

GOVERNO

Escreva sempre com minúsculas: governo federal, governo estadual, etc.

HORÁRIO

Vamos uniformizar nosso texto. O dia começa à 0 hora e termina às 24 horas. A madrugada vai de 0 hora às 6 horas; a manhã, das 6 horas às 12 horas (também podemos dizer meio-dia); a tarde, das 12 horas às 18 horas; a noite, das 18 horas às 24 horas. Em horas quebradas, a gente usa 12h45 ou então 15h24, e daí por diante. Tempos marcados são indicados assim: 2h10min36s356. Conferências e congêneres duram sempre "quatro horas e 35 minutos". Finalmente, quando houver diferença de fuso horário, diga "às 21 horas de Paris (16 horas de Brasília)".

IDADE

Quando for necessário informar, escreva; "Maria do Socorro, de14 anos, esteve ontem..." Quando isso constranger a pessoa, evite. Pessoas idosas, sobretudo mulheres, às vezes não gostam de revelar suas idades.

IDENTIFICAÇÃO

Pessoas devem ser identificadas pelo cargo, função, condição ou profissão. Quando se tratar de servidor municipal, primeiramente pelo cargo. Aliás, citar o cargo da pessoa é indispensável. E sempre que possível esse cargo deve anteceder o nome, até porque as pessoas costumam ser notícia em função de suas atividades. Exemplo: "O prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas, esteve ontem..."

IMPRENSA

Imprensa é meio de comunicação escrita. Portanto, usa-se para designar jornal, revista e outros impressos. Não existe "imprensa escrita" porque é pleonasmo. Nem "imprensa falada" porque é errado. Quando a designação abranger a todos, devemos dizer "meios de comunicação".

INICIAIS

O ideal é evitar abreviar nomes próprios. Quando não houver alternativa, não coloque espaço entre as iniciais: (B.J.L.).

INTERTÍTULOS

Devemos usar um por lauda, para tornar mais leve o texto. O ideal é que o primeiro venha logo após o segundo parágrafo. Daí para a frente, um a cada 25/30 linhas. E o intertítulo deve ter uma única palavra.

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IRONIA

Evite sempre. Nós fazemos notícia, não fazemos editoriais.

JORNAIS E OUTROS

Sempre que a gente tiver que escrever nomes de jornais, usemos o recurso do itálico. A Gazeta, TV Tribuna, Notícia Agora, etc.

LEAD

Em inglês, esta palavra quer dizer "conduzir", "liderar". Atualmente, há muita gente que contesta o princípio do uso do "o quê, que, quando, como, onde e por quê?" na redação das aberturas de matérias jornalísticas. Ainda assim, responder a essas questões na abertura da notícia é o melhor caminho para produzir um bom texto. Como na Prefeitura de Vitória nós lidamos quase sempre com informações de natureza fatual, noticiosas, é imperioso usar o recurso para introduzir o leitor no texto e prender sua atenção. O primeiro parágrafo deve ser, sempre que possível, uma síntese da notícia. Deve dar ao leitor informações suficientes para que ele se sinta informado. O ideal é que tenha cinco linhas. Mas pode ter seis e, em situações extremas, sete. Nunca mais do que isso. Também é preciso que seja escrito em ordem direta (sujeito, verbo e predicado), sempre respeitadas as normais que obrigam a citação do nome da Prefeitura, secretarias ou outros organismos, quando for o caso.

MEIO AMBIENTE

Não usemos como sinônimo de ecologia, que é uma disciplina, um ramo da biologia.

MENOR

Evite o termo para se referir a criança ou adolescente. A legislação brasileira vigente proíbe a publicação de nome de criança ou adolescente a que se atribuam infrações. Use as iniciais como explicado em "INICIAIS".

METÁFORA

Figura de linguagem na qual o significado imediato de uma palavra é substituído por outro. Pode ajudar a tornar o texto didático. Mas evitemos as já desgastadas pelo excesso de uso: aurora da vida, luz no fim do túnel, silêncio sepulcral, página virada e outras. Valente soldado do fogo, por exemplo, é o fim da picada.

MÍDIA

Designa os meios de comunicação, sendo palavra que o português tirou do inglês. Mídia eletrônica identifica os meios de comunicação eletrônicos como o Diário de Vitória. Mídia impressa são os meios de comunicação impressos.

MINORIA

Este conceito não é usado apenas por critério quantitativo, mas também político. Minorias étnicas, raciais, religiosas, sexuais, políticas, ideológicas ou de qualquer outro tipo devem ser tratadas sem preconceitos.

MORTE

Não use falecimento, passamento, trespasse ou outro tipo de eufemismo. Pessoas, bichos e plantas morrem mesmo.

MULHERES

Trate mulheres que são personagens de notícia da mesma forma que os homens. Informe profissão, cargo e, quando possível, idade. Na segunda menção à pessoa em um mesmo texto, identifique-a pelo sobrenome ou então pela designação com a qual ela é mais conhecida.

NARIZ-DE-CERA

Parágrafo introdutório que retarda a entrada no assunto específico do texto. É sinal de prolixidade incompatível com o jornalismo.

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NEGRO

Significa raça. As pessoas desta raça jamais devem ser chamadas de pretas ou de qualquer outra designação preconceituosa. Preto, por sinal, é uma cor. Assim como amarelo, vermelho, azul, etc.

NOMES CIENTÍFICOS

Escreva em itálico, com o gênero em maiúscula e a espécie em minúscula. Da seguinte forma: Homo sapiens (espécie humana).

NOMES ESTRANGEIROS

Respeite a grafia original, mas ignore toda a espécie de sinais que não tenham correspondentes em português. Em casos de nomes próprios provenientes de línguas com outros alfabetos, o ideal é transliterar de acordo com a pronúncia aproximada. Quando o nome tiver um correspondente consagrado em língua portuguesa, use-o em lugar da grafia original (Nova York em lugar de New York).

NOMES PRÓPRIOS

Escreva de acordo com o registro original ou com a forma usada profissionalmente pela pessoa. Nomes próprios não seguem regras ortográficas. Em caso de dúvida, peça à pessoa para soletrar seu nome. Ninguém gosta de ver o nome escrito errado.

NUMERAIS

A maioria dos jornais escreve por extenso números inteiros de zero a dez, além de cem e mil, sejam cardinais ou ordinais. Depois do dez, escrevemos os algarismos. Evite, quando não for obrigatório, o uso de algarismos romanos.

OPINIÃO

Jornalistas devem se abster de opinar ou emitir juízo de valor ao redigir uma notícia. Jornalismo crítico não depende da opinião de quem escreve; um registro, confronto de dados, informações e opiniões alheias podem ser muito mais contundentes do que a opinião de um jornalista.

O PREFEITO

O prefeito deve ser sempre citado, nas aberturas de texto, por seu nome completo: "Luiz Paulo Vellozo Lucas". Nas seqüências das matérias, com o nome pelo qual é chamado normalmente: "Luiz Paulo". Deve-se usar tal princípio para citar todas as autoridades da Prefeitura: secretários, prefeitinhos, etc. E para não haver erros ou reclamações, sempre que uma autoridade nova ingressar no serviço municipal, ela deve ser consultada sobre como gosta de ser chamada. Evidentemente, não devemos usar apelidos, a não ser que sejam consagrados no lugar do nome.

ÓRGÃOS SUBORDINADOS

Em muitos textos, citamos os órgãos que são subordinados à Prefeitura. Secretarias, administrações regionais, etc. Nestes casos, devemos unir os dois na citação da procedência. Exemplo: "A Prefeitura de Vitória, por intermédio da Secretaria da Saúde (Semus), anuncia hoje..." Ou então: "A Secretaria da Saúde (Semus) da Prefeitura de Vitória anuncia hoje..."

PAÍS

Com maiúscula, principalmente quando se referir ao Brasil.

PALÁCIO

Este sempre vem em letras maiúsculas, pois designa sede de poder. Palácio da Alvorada, Palácio Anchieta, Palácio Domingos Martins, Palácio do Governo, etc. O termo Paço Municipal também deve ser grafado com maiúsculas.

PALAVRÃO

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Nem pensar. O nível do jornalismo deve ser sempre preservado. O uso de expressões chulas vulgariza o trabalho jornalístico. Mesmo quando o vulgar é usado pelo entrevistado, deve ser suprimido. A menos que a notícia só exista em unção disso. E, mesmo assim, dependendo do palavrão, ele deve ser escrito só com a primeira letra seguida de três pontinhos.

PALAVRAS COMPOSTAS

As palavras compostas podem ser estruturadas destas maneiras: substantivo + substantivo: navio-fantasma; substantivo + de + substantivo: água-de-colônia; substantivo + adjetivo: amor-perfeito; adjetivo + substantivo: belas-artes; forma verbal + substantivo: porta-estandarte; adjetivo + adjetivo: amarelo-escuro; forma verbal + forma verbal: corre-corre; advérbio + advérbio: menos-mal; advérbio + adjetivo: meio-morto; advérbio + particípio: bem-feito. Há, ainda, outras combinações bem mais complexas: deus-nos-acuda, chove-não-molha.

PALAVRAS ESTRANGEIRAS

Só use se não houver correspondente em português. Ervilha todo mundo sabe o que é. Petit pois, só os professores de francês. Há exceções. Aqui no Brasil, soutien, que a gente escreve como sutiã, é mais comum que "porta-seios". Trata-se de uma palavra que foi aportuguesada.

PARLAMENTO/CONGRESSO

Não são sinônimos, embora pareça. Parlamento é conceito mais geral, mas há uma tendência da língua de reservar o termo para assembléias de países com regime parlamentarista. Congresso é a palavra mais comum para designar a reunião de duas câmaras em regimes presidencialistas. Nós somos um país que tem regime bicameral e, portanto, Congresso.

PASTA

Quando este termo significar o cargo que a pessoa exerce, o "P" tem que vir maiúsculo pois está substituindo o cargo: "o titular da Pasta (ministro da Fazenda) viajou ontem para Brasília".

PIEGUICE

A função do jornalismo é informar e não comover. Emoção, em jornalismo, é resultado de fatos narrados e não de estilo. A propósito, vale a pena lembrar um texto publicado por um grande jornal de São Paulo, na década de 30, e que se referia a uma garota que cometera suicídio: "Tinha 17 anos, na flor da mocidade, virgem e bela, Oh!, destino implacável. Morreu como morrem as flores nas campinas...", e foi embora o poeta de redação com seus lamentos infindáveis...

PIRÂMIDE INVERTIDA

Técnica de redação jornalística que remete as informações mais importantes para o início do texto e as demais, em hierarquização decrescente, em seguida. Isso servia aos interesses dos jornais, que às vezes precisavam cortar as matérias pelo "pé". Por isso, era costume dizer que pé de matéria e pé de galinha tinham sido feitos para cortar. Não temos este problema no Diário de Vitória, mas a técnica é a ideal, pois ajuda o leitor. Ele tem o principal logo no início da leitura e, se quiser parar antes do final, não perderá nada de muito importante.

PLANALTO

Nome do palácio que serve como sede do governo brasileiro, em Brasília. Deve ser sempre escrito em maiúscula.

PLEONASMO

É a redundância de termos. Em texto jornalístico, como vício, é intolerável: "O alpinista João da Cruz subiu para cima da montanha". "O marido de Joana entrou para dentro do quarto".

PLURAL DE PALAVRAS COMPOSTAS

A regra prática é esta: flexione os elementos variáveis (substantivos e adjetivos) e não flexione os que não forem (verbos, advérbios e prefixos). Exemplos: dois termos variáveis - cirurgiões-dentistas, curtas-metragens; o segundo variável - sempre-vivas, mal-educados; o primeiro variável - pés-de-moleque, canetas-tinteiro; nenhum varia - os leva-e-traz, os bota-fora; casos especiais - os louva-a-deus, os diz-que-diz, os bem-te-vis, os bem-me-queres e os malmequeres. Outros casos: adjetivos. Quando há dois adjetivos, só o segundo vai para o plural - político-sociais, castanho-claros. As exceções são três: surdos-mudos, azul-

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marinho e azul-celeste, os dois últimos invariáveis. Quando a primeira palavra é um adjetivo e a segunda um substantivo, o adjetivo composto não tem forma especial de plural: vestidos verde-musgo, salas cor-de-rosa.

POR OUTRO LADO E VIA DE REGRA

Evite ao máximo esse cacoete de linguagem. "Via de regra", então, nem pensar. Este último teve um destino trágico. Conta-se que em um jornal do Rio de Janeiro, determinado repórter tinha o hábito de usá-lo. O diretor de redação já havia implorado ao moço para parar de escrever assim, mas sem sucesso. Um dia, ele não suportou mais. Pegou o jornal, destacou em vermelho o cacoete e escreveu ao lado: "Meu filho, via de regra é b...".

POR QUE/PORQUE

Usa-se por que (separado) em frases interrogativas; Por que ela não chegou? Também se usa separado em frases afirmativas quando significam a razão pela qual: Ele não disse por que não veio. Usa-se porque (junto) quando se dá explicação ou causa: Ele não veio porque não quis. Também se usa o porque (junto) nas interrogativas em que a resposta já é sugerida: Você não veio porque estava viajando? Há, finalmente, formas por quê e porquê. Usa-se por quê (acentuado) em final de frase ou quando se quer enfatizar ainda mais uma pausa forte, marcada por vírgula: Ela não chegou ainda por quê?; Não sei por quê, mas acho.." . Já o porquê (junto) é substantivo: "Não entendo o porquê de sua indiferença".

POVO

Deve-se evitar o termo em sociedades nacionais organizadas em estruturas complexas como a nossa. Não temos problemas étnicos. O ideal é usar população ou sociedade.

PREÇO

É praxe dizer que o preço está caro ou barato. Mas é errado. Preços só podem ser altos ou baixos. Caras e baratas são as mercadorias: "Eu ia comprar aquela camisa, mas ela está muito cara."

PREFEITURA

Nós trabalhamos para a Prefeitura de Vitória. Portanto, em todos os textos em que falamos de realizações dela, ou de atos dos quais ela participe direta ou indiretamente, temos que citá-la logo no lead. Se for impossível, no máximo no sub-lead. E citá-la como "Prefeitura de Vitória". Não é preciso dizer "Prefeitura Municipal de Vitória". E nunca devemos dizer "PMV". No geral, escreva com maiúscula quando fizer parte de nome completo: Prefeitura de Vitória. Sempre que for ser feita uma segunda menção, use minúscula: os servidores da prefeitura estão fazendo vários cursos de aperfeiçoamento. Quando usarmos apenas Prefeitura, devemos fazê-lo também em caixa alta. Há menos que estejamos falando de forma genérica: "Há prefeitura que não acaba mais no Brasil!"

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Sempre em maiúsculas. Mesmo quando o termo vier simplificado: "o candidato à Presidência."

PRESIDENTE

Usar sempre como substantivo comum-de-dois: o presidente, a presidente.

PRESIDENTE E OUTROS

Deve-se usar o cargo em letras maiúsculas quanto ele substitui o nome. Em minúsculas quando não acontece isso. Exemplos: "O Presidente da República viajou ontem..." Ou então: "O presidente Fernando Henrique Cardoso esteve ontem..." Isso se aplica a governador, prefeito e aos nomes das unidades da federação (estados). A palavra "município" segue a mesma regra. Não há uma norma absoluta para tal procedimento, mas é assim que acontece na maioria dos casos e é recomendado por professores da língua portuguesa.

PRIMEIRO MUNDO

Escrever com maiúsculas. Assim como Terceiro e Quarto Mundo.

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PROFISSÕES

Escreva sempre com minúsculas: jornalista, médico, escritor, sanitarista...

PROGRAMA DE TV

Escreva sempre os nomes dos programas sem aspas e com maiúsculas no início de cada palavra: Jornal Nacional, Fantástico, Jornal da Manchete.

PROPAGANDA

Definição de mestre Aurélio Buarque de Holanda: "atividade que visa a influenciar o homem com objetivo religioso, político ou cívico". Tendo finalidade comercial, deve-se usar publicidade.

PROVÍNCIA

Jamais usar com conotação preconceituosa. O termo refere-se a Estado, mas só é usado em alguns países da Europa, como a Áustria.

QUE

Evite o excesso, para tornar o texto mais leve. Se for necessário o uso de muito "que", utilize ponto e divida o período em dois ou três. O "quê" acentuado existe da mesma forma que o "por quê" com acento: "Ela tem um quê de Sônia Braga". Neste caso, ele se transforma em substantivo.

REGÊNCIA

Eis um dos mais extensos e difíceis capítulos da sintaxe. E que provoca muitos erros. Como a maioria das gramáticas aborda só em parte o tema, dúvidas têm que ser tiradas caso a caso, com o uso do dicionário ou livros à disposição. "Português Instrumental", (veja bibliografia) tem bom capítulo sobre o assunto. Vamos dar só três regras básicas: a) - não ligue duas ou mais palavras com regimes diferentes a um mesmo complemento. Não escreva: Gostei e recitei o poema; o correto é: Gostei do poema e o recitei. B) - evite construções com infinitivo precedido das contrações do e da. Não escreva: Já é hora do ministro se demitir. O certo é: Já é hora de o ministro se demitir. C) - não omita preposições necessárias, embora alguns puristas façam isso: Ambos concordaram (em) que essas idéias não tinham senso comum (Machado de Assis).

REGIÕES GEOGRÁFICAS

Com maiúsculas, se forem oficiais: Triângulo Mineiro, Vale do Canaã. Este mesmo princípio se aplica a regiões geográficas, quando referentes a partes de um território: Região Sul do Espírito Santo, Região Norte, Sul do País, Norte do Estado. OBS: note que, no penúltimo exemplo, país entrou com "P" maiúsculo porque substitui o nome "Brasil".

REGIONALISMO

O mesmo que bairrismo. Pode levar as pessoas a não entenderem o que se está querendo dizer. A menos que o texto seja sobre isso, evite chamar, por exemplo, um camelô de marreteiro. Ou abóbora com carne seca de jerimum com jabá. Até porque "jabá", em jornalismo, é pecado mortal.

REIS E DEMAIS SOBERANOS

Sempre com minúscula: O rei da Espanha, Catarina foi imperatriz da Rússia, etc. O mesmo se aplica a outras classificações, como reitor, por exemplo.

REPETIÇÃO DE PALAVRAS

É sumamente necessário evitar sempre. O emprego de vocabulário amplo enriquece o texto jornalístico. Mas cuidado com uma armadilha: o uso de muitos sinônimos pode levar à imprecisão. Não podemos ficar chamando o advogado de jurista, doutor ou causídico. Neste caso, é melhor repetir o termo.

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RESENHA

A gente faz muito, sobretudo em artes e espetáculos. Deve ser bem informativa, para que o leitor tenha idéia do conteúdo da obra, autor, etc. Mas exige emissão de opinião. Como os nossos textos são todos assinados, problema nenhum. De qualquer forma, as críticas jamais devem ser agressivas.

REVISTA

Escreva os nomes por extenso, sem aspas: Manchete, Isto É, Caras, Veja, Época.

SALTO

Salto com vara, salto ornamental, salto-mortal. Cuidado, pois alguns têm hífen e outros, não. O mesmo acontece com salva: salva de palmas, salva-vidas.

SÃO/SANTO

Informação aos agnósticos e protestantes de maneira geral: são, para os nomes começados com consoante; santo, para os começados com vogal: "são Tomás de Aquino", "santo André".

SE

É preciso ter cuidado aqui. Ele pode ter nove funções diferentes, mas jamais será sujeito. Portanto, é errado dizer: aluga-se casas; não se podia evitar os aumentos". Nos dois casos, os sujeitos são casas e aumentos. Então, os verbos têm que concordar com eles: alugam-se casas; não se podiam evitar os aumentos. O termo também costuma causar problemas em mais dois tipos de construção; a) - partícula apassivadora (voz passiva): alugam-se casas (casas são alugadas). b) - índice de indeterminação do sujeito (sujeito indeterminado): aqui passeia-se muito. Tomem cuidado também com construções onde o se é perfeitamente dispensável e até absurdo: É possível se dizer que a língua é difícil; Por se falar nisso; A confusão tornou difícil se perceber quem estava por perto. Nestes casos, basta tirar a partícula e os textos ficam corretos.

SEÇÃO/SESSÃO/CESSÃO

Eis nova fonte de erros: seção quer dizer parte, divisão: seção de pessoal; sessão significa tempo de duração de alguma coisa: sessão de cinema; finalmente, cessão quer dizer o ato de ceder: fazer cessão de seus direitos.

SE NÃO/SENÃO

Se não deve ser usado quando a expressão puder ser substituída por caso não ou quando não. Ou então quando introduzir oração como conjunção integrante: Perguntou se não era tarde demais. Senão deve ser usado nos demais casos: Corre, senão a polícia te pega.

SIGLA

Geralmente elas criam dificuldades para o leitor. Portanto, a não ser que seja uma sigla consagrada (PMDB, por exemplo), a gente deve colocá-la logo adiante do nome completo: Secretaria Municipal de Esportes (Semesp). Sigla em título, somente se for consagrada. Além disso, quando se tratar de termos não pronunciáveis como palavras, todas as letras devem vir em caixa alta. Se formar uma palavra, alto e baixo. Esta regra tem uma única exceção: ONU. É que a sigla foi assim registrada pela organização.

TACHAR/TAXAR

Tacha é um tipo de prego. O termo também significa mancha, nódoa, defeito. O vereador foi tachado de corrupto. Já taxa é uma e espécie de imposto.

TEMPOS VERBAIS

É preciso tomar cuidado com o uso correto dos tempos verbais. Muitas vezes a gente tenta escrever uma coisa e escreve outra, por não ter este cuidado. Note o exemplo: O desfalque foi grande. O desfalque teria sido grande. No primeiro caso a gente está fazendo uma afirmação. No segundo, praticamente duvidando da informação. Portanto, é preciso não esquecer que os tempos verbais obedecem a regras de correlação. E consultar livros sobre o assunto sempre que houver dúvidas a esse respeito.

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TÍTULOS DE OBRAS

Escrevam os nomes das obras e espetáculos sem aspas e com maiúsculas no início de cada palavra: E o Vento Levou, Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos, O Inspetor Geral.

TODO DIA/TODO O DIA

Sem artigo significa diariamente. Com o artigo, durante o dia inteiro. Coisa parecida acontece com todo mundo e todo o mundo. Sem o artigo significa todos. Com ele, o mundo inteiro.

TRANSCRIÇÃO

Transcrições literais de trechos de obras devem ser feitas sempre entre aspas. E usadas homeopaticamente, como já foi dito.

TRATAMENTO DE PESSOA

Depois de identificado pela primeira vez na matéria, o personagem da notícia deve ser citado apenas pelo sobrenome ou nome pelo qual é mais conhecido. "Luiz Paulo", e nunca "Vellozo Lucas". Quando se tratar de político, é necessário dizer o cargo, o partido e o Estado. Da segunda menção em diante, o tratamento deve ser igual ao das demais pessoas.

TRATAMENTO DO LEITOR

Sempre no singular: Leia matéria no site da Secretaria de Cultura. Não devemos escrever "Leiam..."

VÁLIDO

Vamos usar apenas no sentido de ter validade ou vigência.

VELHO

Como isso geralmente significa deteriorado pelo tempo, não vamos usar para designar pessoa. O ideal é dizer a idade. Não sendo possível, pode-se usar idoso. E idosas são pessoas com mais de 60 anos.

VIAS E LOGRADOUROS

Escreva sempre com minúsculas: avenida Beira Mar, rua General Osório. Mas isso não é regra geral. Praia da Costa, Praça do Índio, Bairro da Penha, Praia de Camburi e outras formam um nome composto. Tudo abrindo com letras maiúsculas. Da mesma forma, Região da Grande São Pedro cabe na explicação que fala das regiões geográficas.

VISAR, ALMEJAR, ASPIRAR

Há normas específicas para as transições direta e indireta de verbo, no caso de "visar". Exemplo: "Com o projeto, a Prefeitura de Vitória visa a devolver a Vitória a paisagem urbana que a caracteriza como uma das mais antigas cidades do Brasil." O certo/errado é feito da seguinte maneira:

Em projeto de deputada está no senado e visa combater a evasão escolar. O texto não está correto. É que o verbo visar pode ter as seguintes predicações verbais:

01) Verbo transitivo direto, ou seja, verbo sem preposição alguma, quando significar dirigir a vista ou o olhar a algo, apontar arma de fogo contra alguém ou pôr o sinal de visto em algo. Veja alguns exemplos:A professora visou o garoto mais peralta da turma com um olhar de censura.O atirador visou o alvo demoradamente.A professora visou todos os trabalhos dos alunos.

02) Verbo transitivo indireto, com a preposição a, quando significar ter por fim ou objetivo, almejar, mesmo que o elemento que surgir à frente do verbo seja outro verbo no infinitivo. Veja alguns exemplos:Ele visa a uma vaga em Medicina.Sempre visou a ter muito dinheiro.Quando o verbo aspirar for transitivo indireto, não admitirá o uso do pronome lhe como objeto indireto. Deveremos usar as formas analíticas a ele, a ela, a eles, a elas. Por exemplo: Ao cargo de diretor, aspiro a ele, sim.

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A frase apresentada deve, então, ser assim escrita:Projeto de deputada está no Senado e visa a combater a evasão escolar.

VOZ PASSIVA

Evite. Tira a ênfase do noticiário jornalístico. Prefira sempre a voz ativa

NORMAS GERAIS PARA REVISÃOABREVIATURAS OU SIGLAS

Na primeira citação no texto, devem ser traduzidas, a não ser que sejam de uso corrente na área de conhecimento em questão. Escreve-se o nome por extenso e depois a sigla entre parênteses.

Abreviaturas ou siglas estrangeiras – Usa-se a forma original, sem tradução, exceto nos casos de uso consagrado.

Abreviaturas de locuções técnicas e comerciais – Usam-se apenas as iniciais, maiúsculas e sem pontos.

Abreviaturas com redução do vocábulo – Dr., Dra., Sr., Sra., Prof., Profa., Exmo., Ilmo. Siglas de até três letras, silabáveis ou não – Escrevem-se as iniciais, maiúsculas e sem pontos (ONU, FMI, CEE).

Siglas silabáveis, com quatro letras ou mais – Escreve-se apenas a primeira letra, maiúscula (Ipea, Celg, Petrobras, Unicef).

Siglas não-silabáveis – Escrevem-se as iniciais, maiúsculas e sem pontos (INPS, RFFSA, DNOCS).

Siglas oficiais – Usa-se a grafia convencionada, transcrevendo-se maiúsculas, minúsculas, acentos e pontos (MAer, CNPq, UnB, DOI-Codi).

Abreviaturas com corpo elevado ou rebaixado – 1.o , 1.a , cm³ , O2, n.°

AGRADECIMENTOS – Preferencialmente, deve vir dentro do texto de apresentação ou do prefácio, e não em página própria.

ALINHAMENTO – O normal é não haver um espaço maior entre os parágrafos, a não ser como recurso proposital para dar mais destaque a cada parágrafo, arejar ou ampliar a página ou aumentar o número de páginas.

APRESENTAÇÃO – O próprio autor ou outra pessoa apresenta o livro ou fatos relativos a ele.

ASPAS

Simples – Usam-se para citação dentro da citação, quando esta não tem margem recuada. Dupla – Usadas em empréstimos, realces e citações com menos de três linhas; quando completam texto do autor, fecham antes do ponto final ou vírgula; quando encerram texto citado de terceiro, ainda que iniciado por minúscula, mesmo depois de dois pontos, fecham depois do ponto final. ASTERISCOS – Devem ser evitados. Para identificar os autores, em obras de autoria coletiva, escrevem-se os nomes, seguidos de dados pessoais, no rodapé da página inicial.

CITAÇÕES – Marcadas com aspas, quando dentro do texto, ou com margem recuada e corpo um ponto menor, redondo, quando tiverem mais de três linhas. São identificadas pelo nome do autor em maiúsculas e minúsculas, ano de publicação e página citada, entre parênteses, no final da citação (evitar remeter para nota de rodapé ou notas de final de capítulo). Não se abre parágrafo nas citações recuadas. Quando as reticências estão no meio da citação, ficam entre colchetes. Na citação, tudo que não é do autor vem entre colchetes. Nas citações dentro do texto, o ponto final vem após os parênteses, não no final da frase, após as aspas. Nas citações com margem recuada, o ponto vem no final da frase, não após os parênteses.

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CONTRACAPA – Texto opcional rápido e objetivo, a critério da editora. Não pode repetir o texto da orelha.

COORDENADOR – Trabalha junto com os autores. Define os temas, coordena a edição e também escreve, participando da obra como autor.

COPYRIGHT © – Deve constar na parte superior do verso da folha de rosto, em decorrência de contrato, para resguardar o direito autoral.

CORPO DO TEXTO – Atualmente não é menor que 11 (11/12 ou 11/13). A leitura fica melhor em corpo com serifas. Texto vazado não deve ter serifas. Nos textos com maiúsculas, usam-se corpos 10/10 ou 10/11.

CRIVO – Verificação final da obra, conferindo e padronizando todos os seus componentes: capa, lombada, contracapa, orelha; falsa folha de rosto, verso da falsa folha, folha de rosto, verso da folha de rosto, epígrafe, agradecimentos, apresentação, sumário, prefácio; títulos e intertítulos de capítulos, corpos e fontes, grafias das palavras, destaques, uso de negrito, itálico e aspas; notas de rodapé, notas de final de capítulo e sua marcação no texto; figuras, tabelas, gráficos e quadros; referências. Utilizar o Check-List da Editora.

DATAS – Quando completas, no corpo do texto: 2 de março de 1986 (preferencialmente) ou 2/3/1986. Quando se indicam apenas mês e ano: março de 1986. Quando indicadas numericamente em publicações internacionais: 1986.03.02. Em notas e nas referências, usam-se as formas abreviadas do mês: mar. 1986.

DÉCADAS – Década de 1940 (preferencialmente) ou anos 40.

DEDICATÓRIA – Opcional, em página própria, ímpar.

DESTAQUE – Para destaques nos textos, evitar o uso de negrito. Preferir aspas ou itálico (que deve ser empregado com moderação). Nos destaques com maiúsculas, usar small.

EDITORAÇÃO

Edição - Conjunto de exemplares de um livro, impressos a partir de uma mesma matriz, com ISBN próprio. Primeira edição - Primeira publicação de um original. Em caso de tradução, a edição mencionada deve corresponder à da obra traduzida e não à do original. Reedição - Edição diferente da anterior, seja por modificações feitas no conteúdo ou na forma de apresentação do livro (edição revista, ampliada, atualizada etc.), seja por mudança de editor. Cada reedição recebe um número de ordem: 2.ª edição, 3.ª edição etc. Reimpressão - Nova impressão de um livro, sem modificações no conteúdo ou na forma de apresentação, exceto as correções de erros de composição ou impressão. Tiragem - Quantidade de exemplares de cada edição. ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS – Posfácio. Apêndices e anexos. Glossário. Índices. Suplemento ou adendo. Colofão.

ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS – Falsa folha de rosto. Folha de rosto. Dedicatória. Agradecimentos. Epígrafe. Sumário. Lista de ilustrações. Lista de quadros e tabelas. Lista de reduções. Prefácio.

ELEMENTOS TEXTUAIS – Texto. Referências. Elementos de apoio ( notas, citações, tabelas e quadros, fórmulas, ilustrações).

EMPATIA – Evitar postura de simpatia ou antipatia em relação ao texto que está sendo revisado. O revisor deve ter isenção, evitar envolvimento emocional. Deve intervir no texto apenas no que está objetivamente errado.

EPÍGRAFE – Citação, com indicação de autoria, relacionada com a matéria tratada no corpo do livro. Pode constar das páginas capitulares.

ESTILO – Desvio da norma, com intenção estética. Deve ser recorrente em toda a obra, a ponto de identificar o autor. Jargão profissional e redação pessoal não são o mesmo que estilo.

ETC. – Forma abreviada de et coetera (“e outras coisas mais”). A tendência atual é não usar vírgula antes do termo, nem o “e”, que já está implícito na abreviatura.

FALSA FOLHA DE ROSTO –Opcional, situada antes da folha de rosto. Traz o título da obra e, eventualmente, o subtítulo (diferenciado tipograficamente).

FALSA FOLHA (VERSO) – Numinata (expediente da UFG e da Editora).

FIGURA, TABELA, QUADRO e GRÁFICO – No texto, escrever por extenso, com maiúsculas e minúsculas e com algarismos arábicos: Figura 1, Tabela 9 etc. Nas tabelas e quadros, o título vem em cima, em maiúsculas e minúsculas. Nas figuras, o título vem em baixo, junto com a legenda. Escreve-se a legenda com corpo claro e redondo, sem ponto final. De preferência, tabelas e

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quadros são abertos nas laterais. Deve-se citar a fonte e evitar excesso de traços. Tabela é uma relação de dados. Quadro apresenta dados comparativos.

FOLHAS DE GUARDA – Folhas dobradas ao meio e coladas no começo e no fim do livro, para prender o miolo às capas duras. Também chamadas guardas.

FOLHA DE ROSTO – Traz elementos da capa (autor, título e subtítulo diferenciados tipograficamente), coleção, logotipo da Editora da UFG, local e data.

FOLHA DE ROSTO (VERSO) – Traz copyright, reserva de direitos, n.º da edição e ano, capa e ilustração da capa, tradutor, ficha catalográfica (sem título) com o ISBN, endereço da Editora e ano de publicação.

INTRODUÇÃO – Feita pelo autor, coordenador ou organizador da obra, introduz o leitor ao texto.

ISBN – Sigla de International Standard Book Number. Indicativo numérico utilizado internacionalmente para identificação de livros.

ISSN – Sigla de International Standard Serial Number. Indicativo numérico utilizado internacionalmente para identificação de publicações seriadas, como revistas e jornais. .

ITÁLICO – Recurso usado para destaque nos seguintes casos:

Títulos de livros, trabalhos monográficos, jornais, revistas, discos, CDs, DVDs, filmes, peças musicais e teatrais, óperas, programas de rádio e tv, pinturas e esculturas, nomes de embarcações. Palavras ou frases em língua estrangeira (em relação à utilizada no texto).Obs.: Em publicações especializadas, como revistas técnicas, de economia, de artes, de medicina, de antropologia, etc., em que se supõe a familiaridade do leitor com os termos estrangeiros usados normalmente na forma original como expressões correntes da nomenclatura específica do assunto tratado, não serão grifados os termos estrangeiros considerados peculiares à terminologia técnica da especialidade a que se dedica a publicação em questão; porém, os termos que não façam parte dessa terminologia específica devem ser grifados. Destaque de palavra ou frase, em uma fala, que o interlocutor acentua com certa ênfase.Obs.: Para realce de palavras ou expressões, usam-se também aspas duplas. Destaque e atenção especial para um termo ou expressão a que se atribui particular importância no contexto. Destaque para o fato de que uma determinada palavra está grafada propositadamente de modo não-convencional. Em textos teatrais, para destacar instruções do autor (rubricas), ao longo do texto. Em biologia, para escrever o gênero, a espécie e a subespécie, caso existente, de animais e plantas da classificação sistemática. Os nomes da família e do autor vêm em corpo normal. (Paullinia cupana H. B. K. var. sorbilis (Mart.) Ducke – guaraná; Talisia esculenta (St. Hil.) Radlk – pitomba).INTERTÍTULOS – Preferir a hierarquização gráfica dos títulos das partes componentes do capítulo.

LEGENDA – Frase explicativa de foto ou ilustração. Não tem ponto final, exceto em comentários com mais de um período.

LOMBADA – O título deve vir de cima para baixo.

MAIÚSCULAS – Usam-se para nomes próprios, vocábulos a que o autor deseja dar destaque especial ou palavras iniciais de parágrafos, períodos, versos (uso clássico) e citações textuais (transcrições de períodos em sua íntegra). Os nomes próprios podem ser classificados em:

Acepção especial – Usam-se sempre maiúsculas nos seguintes casos:

Nomes de eras, períodos e épocas geológicas (era Cenozóica, período Pré-Cambriano, o Pleistoceno). Designação de reinos, divisões, classes, subclasses, ordens, famílias e gêneros, em botânica e zoologia. Em textos científicos, os nomes da classificação sistemática costumam vir em latim. Disciplinas de currículo acadêmico (Música, Pintura, Química, curso de Direito, aula de História). Nomes de instituições religiosas (Igreja, Santa Sé, Sinagoga). Nomes de documentos e atos do poder público, em textos oficiais (Estatuto da Microempresa, Consolidação das Leis do Trabalho etc.). Leis e decretos escrevem-se com minúsculas, a não ser que tenham um nome ou número (Lei 4.260, Lei Afonso Arinos, Lei do Uso do Solo). Nomes de instituições públicas (Executivo, Congresso, Ministério da Saúde, Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, Fundação Nacional do Índio). Escrevem-se com maiúsculas também Estado, quando designa o conjunto de poderes políticos de uma nação (golpe de Estado, Estado de direito); República, quando substitui Brasil (presidente da República); União, no sentido de poder central, associação dos estados federativos (estados da União).

Em livros de antropologia e etnologia há regras específicas para a grafia de nomes, que devem ser usadas com critério em textos que não pertençam a essas áreas. Nomes de nações indígenas são grafados com maiúsculas e sempre no singular (os Xavante, os Apache, os Zulu). Antropônimos –

Nomes e sobrenomes (Jorge Benjor, Edu Lobo). Cognomes (Henrique, o Navegador; Ricardo Coração de Leão). 

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Alcunhas e apelidos (Zezé, Tonho, Sete-Dedos). Antonomásticos (Patriarca da Independência, Águia de Haia). Quando usados como simples formas retóricas, os antonomásticos devem ser escritos com minúsculas (As águias de Haia não sobrevoam o cerrado). Pseudônimos (Tristão de Athayde, João do Rio). Nomes dinásticos (os Braganças, os Cardosos). Em nomes que designam dinastias em formas adjetivas, usam-se minúsculas ( A dinastia dos carolíngios). Personagens literários fictícios (Pierrô, Dom Quixote). Quando não se trata da personagem em si, mas do seu significado simbólico, devem-se usar minúsculas (Valente como um dom quixote). Entidades astronômicas –

Escrevem-se com maiúsculas os nomes de estrelas, planetas, satélites, cometas, constelações e galáxias, sempre que designam entidades siderais. Assim, grafam-se diferentemente: eclipse do Sol e banho de sol; crateras da Lua e fases da lua; diâmetro da Terra e viagem por terra. Entidades míticas –

Escrevem-se sempre com maiúsculas as expressões que designam a divindade (Deus, Cristo, Buda, Jeová, o Pai, o Todo-Poderoso); anjos bons e maus (Gabriel, Miguel, Belzebu, Lúcifer); e entidades míticas (Zeus, Hermes, Negrinho do Pastoreio, Xangô). Escrevem-se, porém, com minúsculas, os nomes de entidades mitológicas coletivas (faunos, ninfas, sereias). Santo e outras expressões hagiológicas (são, venerável, beato, profeta etc.) vêm grafados com maiúsculas quando precedem imediatamente o nome que qualificam (Santa Maria, São Paulo, Profeta Elias). Escreve-se a palavra Virgem, com maiúsculas, em todas as expressões que designam a mãe de Jesus; o mesmo vale para todas as expressões similares (Maria Santíssima, Nossa Senhora, Santa Mãe de Deus). Usam-se maiúsculas nas expressões antonomásticas referentes aos santos (Santa Catarina, Virgem e Mártir; São Paulo, o Apóstolo dos Gentios), bem como nos apelidos de alguns deles (São João Batista, São João Evangelista). Intitulativos –

Escrevem-se com maiúsculas os nomes de empresas e estabelecimentos comerciais, industriais, bancários, médicos e educacionais; entidades políticas, culturais, sociais, esportivas e religiosas; associações de classes e repartições públicas; marcas comerciais patenteadas e nomes atribuídos a veículos; nomes de obras literárias ou artísticas, publicações periódicas, trabalhos avulsos e partes de um trabalho; nomes de cavalos de corrida, animais de raça, de circo, de zoológico e domésticos de estimação. Usam-se minúsculas com as marcas comerciais já tornadas substantivos comuns (dose de martini, roupa de tergal, tratamento com terramicina). Fatos históricos –

Escrevem-se com maiúsculas as datas, eras e fatos históricos notáveis (7 de Setembro, Queda da Bastilha, Era Vitoriana, Idade Média, Revolução Cubana, Êxodo, Abolição da Escravatura). Festividades –

Escrevem-se com maiúsculas os nomes das festas e comemorações civis, religiosas e tradicionais (Natal, Quaresma, Dia do Trabalho, Dia das Mães, Carnaval, Semana Santa). Festas populares e pagãs, entretanto, são grafadas com minúsculas (bacanais, bumba-meu-boi, congada). Regiões –

Escrevem-se com maiúsculas as regiões em que o país e as unidades federativas estão divididos (Região Sul, Região Nordeste, Sudoeste Goiano); também nos EUA, escreve-se o Leste, o Oeste; a mesma regra vale para regiões importantes do ponto de vista histórico, econômico ou político (Oriente Próximo, Oriente Médio, Leste Europeu, Extremo Oriente, Oriente e Ocidente). Reverência – Usam-se maiúsculas para tratamento de reverência nos seguintes casos:

Tratamento direto ou indireto a soberanos (Vossa Majestade, Vossa Alteza, Sua Alteza). Tratamento ao papa, cardeais e bispos (Vossa Santidade, Vossa Eminência Reverendíssima, Sua Excelência Reverendíssima). Tratamento ao presidente da República, ministros, governadores, senadores, deputados, secretários estaduais, reitores, juízes , altas patentes militares e demais cargos da hierarquia civil e militar (Vossa Excelência, Excelentíssimo Senhor, Magnífico Reitor, Meritíssimo Juiz, Vossa Senhoria). Títulos nobiliários, eclesiásticos e honoríficos (senhor, sir, lorde, dom, cardeal, monsenhor, comendador, conde, príncipe, sultão etc.) são grafados com maiúsculas somente quando o título acompanhar o nome pelo qual a pessoa é conhecida (Visconde de Taunay, Duque de Caxias, Dom Sebastião). Normalmente, os títulos são grafados com minúsculas. Fórmulas respeitosas informais (senhor, doutor, dona, professor) são grafadas com maiúsculas apenas nas formas abreviadas (Dr. Antonio, Sr. Hélio, Prof. Moura). Topônimos –

Locais da geografia política; divisões territoriais, administrativas e urbanas; locais históricos e sítios arqueológicos, são escritos sempre com maiúsculas. Acidentes geográficos ou topográficos e vias ou logradouros públicos escrevem-se com maiúsculas (Lagoa Santa, Cabo Frio, Mata Atlântica, Praça da República). No caso de expressões adjetivas acrescentadas aos nomes de acidentes geográficos, para indicar localização, jurisdição política ou outra característica, usam-se minúsculas (alto Nilo, Andes equatorianos, Alpes franceses). Escrevem-se, por exemplo, Reino do Afeganistão, República Popular da China ou China Comunista; mas escrevem-se, por outro lado, os reinos europeus, as repúblicas socialistas, o bloco comunista, a Europa ocidental. No caso de divisões das Forças Armadas, grafa-se a expressão toda com maiúsculas (Segunda Região Militar, Quarta Zona

Page 76: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Aérea, Sexto Distrito Naval). Normalmente, porém, escreve-se o distrito naval, a zona aérea, a região militar do Rio etc. MINÚSCULAS – Usam-se iniciais com letras minúsculas nos seguintes casos:

Doutrinas, religiões, correntes e escolas filosóficas, artísticas e literárias (marxismo, catolicismo, cubismo, impressionismo). Substantivos próprios tornados comuns, inclusive os nomes compostos ligados por hífen (Uma eva sedutora; castanha-do-pará; palma-de-santa-rita). Nomes dos pontos cardeais, quando não indicam regiões (De norte a sul). Depois de dois pontos que não precedem citação direta (Digo e repito: não sou candidato). Depois de pontos de interrogação e exclamação, quando têm a função de vírgula ou travessão (Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?; ? Entendeste-me? disse ela). Na designação das profissões e dos ocupantes de cargos (O professor Hélio, a princesa Anne, o presidente Itamar). NEGRITO – Deve ser usado com moderação, para não carregar demasiadamente o texto. Ao autor é permitido, em determinados casos e sem exagero, utilizá-lo como recurso estilístico. Na dúvida, não utilizá-lo ou lançar mão de aspas ou itálico.

NOTAS – Usar corpo menor que o do texto. No rodapé da página, de preferência, para facilitar a leitura.

NUMERAÇÃO – A contagem das páginas começa pela falsa folha de rosto, se houver essa página. Não são numeradas a folha de rosto e a falsa folha (anverso e verso), bem como as páginas da epígrafe e da dedicatória e as capitulares.

NUMERAIS – A escrita dos numerais, elemento controverso nos meios editoriais, deve seguir as normas adotadas até o limite do bom senso, evitando-se interferências ao eficaz entendimento do texto, segundo sua natureza e a situação em que estão sendo empregados. Deve-se, portanto, respeitar a utilização estética do algarismo, ou de sua forma escrita, pelo autor, sobretudo em textos de cunho literário.

Em textos hieráticos, dogmáticos, solenes, altamente formais (convites e participações relativos a acontecimentos sociais), literatura requintada, poesia, canções, títulos de obras literárias, de artes plásticas ou de episódios históricos, os cardinais e os ordinais devem ser escritos por extenso. Excetuam-se os casos em que o número representa data ou qualquer outra expressão normalmente escrita em algarismos, ou quando se trata de títulos assim grafados pelos que os cunharam (Revolução de 9 de Julho; 2001, uma odisséia no espaço; 1984).

Os cardinais, assim como os ordinais, quando expressos por uma só palavra, são grafados por extenso. Em caso de leis e seus artigos, parágrafos e alíneas, grafam-se os numerais com algarismos. No mesmo parágrafo, quando houver números expressos por uma palavra e por mais de uma, usam-se somente algarismos. Não se inicia frase com algarismo, mas sim com o número por extenso. Quando expressam dados de problemas estatísticos e matemáticos, medições específicas e de caráter preciso expressas em unidades de padrão internacional, porcentagens e valores semelhantes, deverão ser grafados em algarismos arábicos quando estiverem acompanhados do respectivo símbolo de medida, integrando textos de caráter científico, técnico ou didático. Valores monetários são grafados com algarismos arábicos acompanhados dos respectivos símbolos das moedas – R$ 20,00 , US$ 5 milhões Os sinais que expressam porcentagens ou unidades de medida de temperatura serão grafados sempre juntos com os algarismos que os antecedem, sem nenhum espaço de separação. Escrevem-se os algarismos de 1.000 em diante com pontos de três em três casas decimais. Essa regra não vale para a indicação de anos do calendário ou páginas de publicações. Números fracionários, salvo em publicações de caráter científico, devem ser grafados por extenso. Algarismos romanos são usados apenas para designar reis e papas, nomes oficiais de clubes ou associações, os antigos exércitos brasileiros e os atuais comandos aéreos regionais (Comar), volumes ou tomos de livros, além do uso opcional em denominação de capítulos de livros ou de séculos.

Para indicar horas, colocar algarismos, separando horas de minutos por dois pontos, sem abreviações (h, min) ou as palavras "horas" e "minutos" ? (14:30). Nas horas quebradas, deve-se usar h, min e s, sem espaçamento entre os números. A abreviatura min só é necessária quando houver especificação dos segundos. ORELHA – Texto rápido e objetivo, com informação direta, versando sobre a obra e o autor. Dados pessoais do autor ficam melhor dentro do livro. A orelha deve valorizar a obra e atrair o leitor.

ORGANIZADOR – Coordena a preparação da obra de autoria coletiva mas não participa como autor.

PADRONIZAÇÃO – Uniformidade no projeto gráfico, corpo e fonte dos títulos, grafia das palavras, siglas, figuras, tabelas etc. Evitar redundâncias nos títulos.

PREFÁCIO – Texto de apresentação da obra, escrito por uma pessoa convidada pelo autor, não por este.

REFERÊNCIAS – Relação das obras consultadas e citadas pelo autor. Não confundir com Bibliografia, que é uma relação de obras a ser consultadas pelo leitor, caso tenha interesse em aprofundar-se no assunto em questão. As referências não devem ser numeradas, porque já estão relacionadas em ordem alfabética. No texto, escrever o nome do autor entre parênteses, evitando usar números. No caso de obras editadas pelo Cegraf da UFG, atualizar, nas referências, para Ed. UFG; quando tratar-se de obras publicadas pela Imprensa Universitária da UFG, tratar como edição do autor .

Page 77: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

SUMÁRIO – Delimita a parte pré-textual do livro da parte textual. Apresenta a relação dos capítulos, podendo incluir a relação de quadros e tabelas no final. Alinhado pela esquerda, os pontos têm corpo menor que o do texto. Evitar usar números para hierarquizar títulos e subtítulos de capítulos; é preferível recorrer a recursos gráficos. Capítulos numerados, só em livros didáticos.

TÍTULOS DE OBRAS

Usar o itálico para caracterizar títulos de livros, revistas, jornais, filmes, peças teatrais, shows, peças musicais que constituem obras completas, obras de artes plásticas e nomes de navios e embarcações. (Obs.: Maiúsculas só em caso de nomes próprios. Em caso contrário, só a inicial da primeira palavra é grafada com maiúsculas – Sargento Getúlio; Esqueceram de mim). Nos títulos de livros, usar maiúsculas e minúsculas. Nos títulos de periódicos, usar maiúsculas nas iniciais de todas as palavras.

Os nomes de foguetes espaciais não costumam ser grifados, por serem nomes técnicos, seriados e informais (Apolo XII, Discovery).

Deve-se usar as aspas para destacar o título de artigos de jornais e revistas, de capítulos de livros, de partes de obras literárias e musicais e, em geral, de artigos, conferências, notícias, reportagens, notas de críticas, árias ou trechos de óperas, bem como o título de quaisquer trabalhos intelectuais ou artísticos ("O homem", em Os sertões; "Crepúsculo", em Elegia poética; "As tartarugas do Araguaia", reportagem de O Popular).

Fonte: www.editora.ufg.br

NORMAS PARA REDAÇÃO DE DISSERTAÇÕES

1. Normas gerais

1.1. As dissertações constituem o produto final de pesquisas desenvolvidas em cursos de Mestrado. Exigem investigações próprias à área de especialização e métodos específicos.

1.2. A dissertação é de responsabilidade do Candidato, da Comissão Orientadora e da Banca Examinadora, a quem competirá determinar alterações na forma, na linguagem e no conteúdo.

1.3. A dissertação poderá ser redigida em Português, Inglês ou Espanhol, a critério da Comissão Orientadora.

1.4. Após a aprovação da dissertação pela Banca Examinadora, o Candidato apresentará à Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (PPGCB) quatro cópias impressas, que serão assim distribuídas: uma cópia para o Professor Orientador, uma cópia para o acervo de consulta da Biblioteca Central, uma cópia para o arquivo da Pro-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação, e uma cópia para arquivo na Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas. No caso da existência de convênios financiadores da dissertação (bolsas de estudo, custeio de trabalhos de campo e de laboratório e outros), cópia adicional impressa deverá ser apresentada, desde que solicitada pela instituição conveniada.

1.5. O Candidato também apresentará ao PPGCB a versão final de sua dissertação em meio eletrônico (Arquivo em formato PDF ou PS), idêntica à versão impressa. O PPGCB encarregar-se-á de encaminhar cópias da versão eletrônica para o Professor Orientador e para os órgãos conveniados com a UNIMONTES.

2. Estrutura

2.1. A dissertação deverá ser composta de: (i) capa, (ii) páginas prétextuais, (iii) corpo da dissertação propriamente dito e, opcionalmente, (iv) anexo (páginas póstextuais).

2.2. A capa deverá conter a autoria, título da dissertação, local e ano da aprovação da dissertação, dando visibilidade ao nível (Mestrado) e à UNIMONTES. As capas das dissertações encadernadas em mais de um volume deverão conter as mesmas informações, acrescidas da identificação do respectivo volume.

2.3. As páginas pré-textuais serão compostas de:

2.3.1. Primeira folha interna (página de rosto), contendo: (i) autoria, (ii) título da dissertação, (iii) nota explicativa de que se trata de um trabalho de dissertação, mencionando o Programa de Pós-Graduação, a Universidade e o grau pretendido (Mestrado), e (iv) local e ano de aprovação da dissertação. Constará, no verso desta folha, a ficha catalográfica.

Page 78: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

2.3.2. Segunda folha interna, contendo as três primeiras partes do item anterior, a data de aprovação da dissertação, e os nomes e as assinaturas dos participantes da Banca Examinadora.

2.3.3. Opcionalmente, poderão ser incluídas páginas adicionais contendo: (i) dedicatória, (ii) agradecimento( s), (iii) biografia do autor e (iv) lista de símbolos, figuras, quadros e tabelas.

2.3.4. Folha(s) em que conste(m) o resumo em Português e o abstract em Inglês. Ambos os textos serão precedidos por um cabeçalho contendo: sobrenome do Candidato, seguido de seus demais nomes, por extenso; abreviatura do título acadêmico obtido; nome da instituição que conferiu o título (Universidade Estadal de Montes Claros); mês e ano da aprovação da dissertação; título da dissertação (exatamente como aparece na página de rosto); e os nomes completos do Professor Orientador e dos Coorientadores.

2.3.5. Folha(s) de conteúdo (“índice”).

2.4. O corpo da dissertação conterá todo o trabalho impresso, avaliado e aprovado pela Banca Examinadora. O corpo da dissertação poderá ser organizado de três formas alternativas: (i) texto corrido, (ii) capítulos, ou (iii) artigos científicos pertinentes ao trabalho da dissertação, publicados, aceitos, ou submetidos para publicação. Admitir-se-á a composição da dissertação na forma mista de capítulos e artigos científicos.

2.4.1. Texto corrido. O corpo da dissertação em “texto corrido” será composto das seções: (i) Introdução, (ii) Revisão Bibliográfica (opcional), (iii) Material e Métodos, (iv) Resultados, (v) Discussão, (vi) Conclusões (opcional) e (vii) Bibliografia. Os itens iv e v poderão ser fundidos numa única seção. Os títulos das referidas seções serão definidos pelo Professor Orientador.

2.4.2. Capítulos. O corpo da dissertação em “capítulos” será composto das seções: (i) Introdução Geral, (ii) Capítulos e (iii) Conclusões Gerais. A organização interna de cada capítulo poderá obedecer o disposto no item 2.4.1. A Bibliografia poderá aparecer ao final de cada seção ou capítulo, ou como bibliografia única ao final da dissertação.

2.4.3. Artigos científicos. O corpo da dissertação em “artigos científicos” será composto: de (i) Introdução Geral, (ii) Artigo(s) Científico(s) e (iii) Conclusões Gerais. A Introdução Geral e as Conclusões Gerais poderão conter suas respectivas bibliografias. Os artigos terão formatação livre, desde que seja adotada uma consistência interna. §1o. Em caso de redação da dissertação na forma de artigo único, serão dispensadas a Introdução Geral e as Conclusões Gerais. §2o. Admitir-se-ão artigos com formatações diferentes na mesma dissertação. §3o. Admitir-se-ão artigos redigidos em idiomas diferentes na mesma dissertação. §4o. No caso da inclusão de artigo(s) previamente publicado( s) no corpo da dissertação, o(s) mesmo(s) poderá(ão) ser reproduzido(s) do(s) originais, desde que respeitado o disposto em 3.

2.5. O anexo (páginas pós-textuais) conterá material pertinente e suplementar à dissertação.

3. Editoração

3.1. Composição tipográfica. As dissertações deverão ser impressas em forma permanente e legível, com caracteres de alta definição e de cor preta. Admitirse- á a apresentação de cópias xerográficas, para o cumprimento do item 1.4.

3.2. Notação científica e medidas. A nomenclatura científica deverá ser diferenciada contextualmente, de acordo com as normas internacionais. As unidades métricas deverão seguir o padrão do Sistema Internacional de Unidades.

3.3. Papel. Recomenda-se utilizar papel A4 (210 × 297 mm) branco, e suficientemente opaco para leitura normal. Ambas as faces do papel poderão ser utilizadas, desde que a legibilidade não fique comprometida.

3.4. Margens. Recomenda-se que a margem referente ao bordo de encadernação não seja inferior a 40 mm e as outras margens, não inferiores a 20 mm.

3.5. Paginação. Todas as páginas textuais e póstextuais deverão ser numeradas em seqüência contínua, i.e., desde a página da Introdução (texto corrido), ou da Introdução Geral (capítulos ou artigos) do primeiro volume até a última página do último volume, em algarismos arábicos. A seqüência deverá incluir tudo que estiver no(s) volume(s), como mapas, diagramas, páginas em branco e outros. As páginas pré-textuais poderão ser numeradas, seqüencialmente, com algarismos romanos minúsculos.

3.6. Ilustrações. Fotografias e outras ilustrações deverão ser montadas de forma definitiva e incluídas no corpo da dissertação. É admitido o uso de cores nas figuras e ilustrações. Em nenhuma circunstância dever-se-á empregar fita adesiva ou material similar para afixação de ilustrações no corpo da dissertação. Folhas de tamanho superior ao formato adotado na dissertação serão aceitáveis. Serão dobradas, de forma a resultar em dimensões inferiores ao tamanho do papel adotado.

3.6.1. Contribuições complementares ou outros materiais isolados poderão ser anexados à dissertação. Cada cópia da dissertação referida no item 1.4 deverá conter um conjunto completo dos materiais complementares anexados.

Page 79: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

NORMAS PARA REDAÇÃO DE DISSERTAÇÕES

1. Normas gerais

1.1. As dissertações constituem o produto final de pesquisas desenvolvidas em cursos de Mestrado. Exigem investigações próprias à área de especialização e métodos específicos.

1.2. A dissertação é de responsabilidade do Candidato, da Comissão Orientadora e da Banca Examinadora, a quem competirá determinar alterações na forma, na linguagem e no conteúdo.

1.3. A dissertação poderá ser redigida em Português, Inglês ou Espanhol, a critério da Comissão Orientadora.

1.4. Após a aprovação da dissertação pela Banca Examinadora, o Candidato apresentará à Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (PPGCB) quatro cópias impressas, que serão assim distribuídas: uma cópia para o Professor Orientador, uma cópia para o acervo de consulta da Biblioteca Central, uma cópia para o arquivo da Pro-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação, e uma cópia para arquivo na Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas. No caso da existência de convênios financiadores da dissertação (bolsas de estudo, custeio de trabalhos de campo e de laboratório e outros), cópia adicional impressa deverá ser apresentada, desde que solicitada pela instituição conveniada.

1.5. O Candidato também apresentará ao PPGCB a versão final de sua dissertação em meio eletrônico (Arquivo em formato PDF ou PS), idêntica à versão impressa. O PPGCB encarregar-se-á de encaminhar cópias da versão eletrônica para o Professor Orientador e para os órgãos conveniados com a UNIMONTES.

2. Estrutura

2.1. A dissertação deverá ser composta de: (i) capa, (ii) páginas prétextuais, (iii) corpo da dissertação propriamente dito e, opcionalmente, (iv) anexo (páginas póstextuais).

2.2. A capa deverá conter a autoria, título da dissertação, local e ano da aprovação da dissertação, dando visibilidade ao nível (Mestrado) e à UNIMONTES. As capas das dissertações encadernadas em mais de um volume deverão conter as mesmas informações, acrescidas da identificação do respectivo volume.

2.3. As páginas pré-textuais serão compostas de:

2.3.1. Primeira folha interna (página de rosto), contendo: (i) autoria, (ii) título da dissertação, (iii) nota explicativa de que se trata de um trabalho de dissertação, mencionando o Programa de Pós-Graduação, a Universidade e o grau pretendido (Mestrado), e (iv) local e ano de aprovação da dissertação. Constará, no verso desta folha, a ficha catalográfica.

2.3.2. Segunda folha interna, contendo as três primeiras partes do item anterior, a data de aprovação da dissertação, e os nomes e as assinaturas dos participantes da Banca Examinadora.

2.3.3. Opcionalmente, poderão ser incluídas páginas adicionais contendo: (i) dedicatória, (ii) agradecimento( s), (iii) biografia do autor e (iv) lista de símbolos, figuras, quadros e tabelas.

2.3.4. Folha(s) em que conste(m) o resumo em Português e o abstract em Inglês. Ambos os textos serão precedidos por um cabeçalho contendo: sobrenome do Candidato, seguido de seus demais nomes, por extenso; abreviatura do título acadêmico obtido; nome da instituição que conferiu o título (Universidade Estadal de Montes Claros); mês e ano da aprovação da dissertação; título da dissertação (exatamente como aparece na página de rosto); e os nomes completos do Professor Orientador e dos Coorientadores.

2.3.5. Folha(s) de conteúdo (“índice”).

2.4. O corpo da dissertação conterá todo o trabalho impresso, avaliado e aprovado pela Banca Examinadora. O corpo da dissertação poderá ser organizado de três formas alternativas: (i) texto corrido, (ii) capítulos, ou (iii) artigos científicos pertinentes ao trabalho da dissertação, publicados, aceitos, ou submetidos para publicação. Admitir-se-á a composição da dissertação na forma mista de capítulos e artigos científicos.

2.4.1. Texto corrido. O corpo da dissertação em “texto corrido” será composto das seções: (i) Introdução, (ii) Revisão Bibliográfica (opcional), (iii) Material e Métodos, (iv) Resultados, (v) Discussão, (vi) Conclusões (opcional) e (vii) Bibliografia. Os itens iv e v poderão ser fundidos numa única seção. Os títulos das referidas seções serão definidos pelo Professor Orientador.

Page 80: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

2.4.2. Capítulos. O corpo da dissertação em “capítulos” será composto das seções: (i) Introdução Geral, (ii) Capítulos e (iii) Conclusões Gerais. A organização interna de cada capítulo poderá obedecer o disposto no item 2.4.1. A Bibliografia poderá aparecer ao final de cada seção ou capítulo, ou como bibliografia única ao final da dissertação.

2.4.3. Artigos científicos. O corpo da dissertação em “artigos científicos” será composto: de (i) Introdução Geral, (ii) Artigo(s) Científico(s) e (iii) Conclusões Gerais. A Introdução Geral e as Conclusões Gerais poderão conter suas respectivas bibliografias. Os artigos terão formatação livre, desde que seja adotada uma consistência interna. §1o. Em caso de redação da dissertação na forma de artigo único, serão dispensadas a Introdução Geral e as Conclusões Gerais. §2o. Admitir-se-ão artigos com formatações diferentes na mesma dissertação. §3o. Admitir-se-ão artigos redigidos em idiomas diferentes na mesma dissertação. §4o. No caso da inclusão de artigo(s) previamente publicado( s) no corpo da dissertação, o(s) mesmo(s) poderá(ão) ser reproduzido(s) do(s) originais, desde que respeitado o disposto em 3.

2.5. O anexo (páginas pós-textuais) conterá material pertinente e suplementar à dissertação.

3. Editoração

3.1. Composição tipográfica. As dissertações deverão ser impressas em forma permanente e legível, com caracteres de alta definição e de cor preta. Admitirse- á a apresentação de cópias xerográficas, para o cumprimento do item 1.4.

3.2. Notação científica e medidas. A nomenclatura científica deverá ser diferenciada contextualmente, de acordo com as normas internacionais. As unidades métricas deverão seguir o padrão do Sistema Internacional de Unidades.

3.3. Papel. Recomenda-se utilizar papel A4 (210 × 297 mm) branco, e suficientemente opaco para leitura normal. Ambas as faces do papel poderão ser utilizadas, desde que a legibilidade não fique comprometida.

3.4. Margens. Recomenda-se que a margem referente ao bordo de encadernação não seja inferior a 40 mm e as outras margens, não inferiores a 20 mm.

3.5. Paginação. Todas as páginas textuais e póstextuais deverão ser numeradas em seqüência contínua, i.e., desde a página da Introdução (texto corrido), ou da Introdução Geral (capítulos ou artigos) do primeiro volume até a última página do último volume, em algarismos arábicos. A seqüência deverá incluir tudo que estiver no(s) volume(s), como mapas, diagramas, páginas em branco e outros. As páginas pré-textuais poderão ser numeradas, seqüencialmente, com algarismos romanos minúsculos.

3.6. Ilustrações. Fotografias e outras ilustrações deverão ser montadas de forma definitiva e incluídas no corpo da dissertação. É admitido o uso de cores nas figuras e ilustrações. Em nenhuma circunstância dever-se-á empregar fita adesiva ou material similar para afixação de ilustrações no corpo da dissertação. Folhas de tamanho superior ao formato adotado na dissertação serão aceitáveis. Serão dobradas, de forma a resultar em dimensões inferiores ao tamanho do papel adotado.

3.6.1. Contribuições complementares ou outros materiais isolados poderão ser anexados à dissertação. Cada cópia da dissertação referida no item 1.4 deverá conter um conjunto completo dos materiais complementares anexados.

TRABALHO ESCOLARO trabalho escolar é um documento que representa o resultado de um estudo/pesquisa sobre um assunto. Sua produção pode envolver um ou mais alunos e, necessariamente deverá ter a coordenação de um orientador.

O processo de elaboração de um trabalho escolar é uma vivência que precisa ser criativa possibilitando uma interação rica com pessoas, fontes e recursos diversos, a fim de atingir maior autonomia com relação à forma de aprender e construir conhecimentos, desenvolvendo uma visão mais crítica e ampliada.

1 REGRAS GERAIS DE APRESENTAÇÃO

A apresentação escrita de um trabalho (trabalho escolar, resumo e relatório) deve ser realizada conforme indicações abaixo:

a) tipo de papel – deve ser utilizado o papel branco, preferencialmente nas dimensões 297x210 mm (A4);

b) escrita – digitado com tinta preta e somente um lado da folha;

c) paginação – as folhas do trabalho devem ser contadas seqüencialmente desde o sumário, mas não numeradas. A numeração é colocada a partir da introdução. O número localiza-se a 2 cm da borda superior do papel, margeado à direita;

d) margem - superior e esquerda = 3 cminferior e direita = 2 cm;

Page 81: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

e) espaçamento – todo texto deve ser digitado com espaçamento 1,5 de entrelinhas;

f) letra – tipo de letra Times New Roman ou Arial tamanho 12 e para citação direta usar fonte tamanho 10;

g) parágrafo – 2cm da margem esquerda;

h) numeração Progressiva – para melhor organização e apresentação do trabalho, deve-se adotar a numeração progressiva das seções do texto. Os títulos das seções primárias (capítulos), por serem as principais divisões de um texto, devem iniciar em folha distinta, com indicativo numérico alinhado à esquerda e separado por um espaço.

Destacam-se gradativamente os títulos das seções, utilizando-se os recursos de caixa alta ou versal, negrito ou, itálico.

Exemplo de numeração progressiva de um trabalho escolar

1 SEÇÃO PRIMÁRIA

1.1 Seção secundária

1.1.1 Seção terciária

1.1.1.1 Seção quaternária

1.1.1.1.1 Seção quinária

1 INTRODUÇÃO

(título considerado como seção primária ou capítulo - deve localizar-se no início de página, margeado à esquerda, digitado em negrito, , - fonte tamanho 12, caixa alta)

(texto)

2 CULTURA DA MAÇÃ

(título considerado como seção primária ou capítulo - deve localizar-se no início de página, margeado à esquerda, digitado em negrito,- fonte tamanho 12, caixa alta)

(texto)

2.1 Produção de mudas

(subtítulo considerado como seção secundária - deve estar margeado à esquerda, fonte tamanho 12; negrito; versal)

(texto)

2.1.1 Enxertia

(subtítulo considerado como seção terciária - deve estar margeado à esquerda, fonte tamanho 12; itálico; versal)

(texto)

3 CONCLUSÃO

[título considerado como seção primária (capítulo) - início de página - fonte tamanho 12, caixa alta; negrito]

(texto)

Os títulos - Sumário; Referências; Anexos - não são numerados e devem aparecer na página de forma centralizada.

2 ESTRUTURA BÁSICA DE UM TRABALHO ESCOLAR

Page 82: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

A estrutura básica de um trabalho escolar deverá compreender: elementos pré-textuais (capa; sumário), textuais (introdução; desenvolvimento; conclusão) e pós-textuais (referência; anexo).

2.1 Capa

Deve ser de papel consistente ou simples, sem ilustração ou " embelezamento", composta de: a) Cabeçalho: nome da Instituição responsável, com subordinação até o nível do professor. Deve ser centralizado à margem superior, com letras maiúsculas, tamanho 12, espaçamento entre linhas simples;

b) Título do trabalho: no centro da folha, centralizado, tamanho 16;

c) Nome do aluno/série: abaixo do título 5 cm, centralizado, letras maiúsculas, tamanho12;

d) Local, mês e ano: centralizado, a 3cm da borda inferior e as primeiras letras maiúsculas, tamanho 12.

2.2 Sumário

Iniciar em folha distinta, título sem indicativo numérico, centralizado a 3 cm da borda superior com o texto iniciando 2 cm abaixo.

Indica as partes do trabalho, capítulos, itens e subitens, e as páginas em que se encontram. (ABNT. NBR 6027, 2003)

Page 83: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

2.3 Introdução

Iniciar em folha distinta apresentando o indicativo numérico (1), alinhado à margem esquerda, a 3cm de borda superior e o texto deve iniciar 2cm abaixo.

A parte introdutória abre o trabalho propriamente dito, anunciando o assunto a ser abordado.

Na seqüência é necessário delimitá-lo, isto é, indicar o ponto de vista sob o qual será tratado; situá-lo no tempo e espaço; mostrar a sua importância e apontar a metodologia empregada (pesquisa bibliográfica, pesquisa de laboratório, etc).

2.4 Desenvolvimento

Também chamado corpo do trabalho, deve apresentar o detalhamento da pesquisa realizada e comunicar seus resultados. O conteúdo pode ser subdividido em capítulos, dentro de uma estrutura lógica com que o tema foi desenvolvido.

Deve-se iniciar pelos títulos mais importantes do plano e subdividir cada um segundo o material disponível, em itens e subitens, adotando uma numeração progressiva até o final do trabalho. Esta divisão servirá de base para a realização do sumário.

Exemplo:

2 ALGODÃO

2.1 A Semente do Algodão

2.1.1 Variedades

2.2 Técnicas de produção

2.5 Conclusão

Iniciar em folha distinta apresentando um indicativo numérico, alinhado à esquerda.

Page 84: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO

Constitui o ponto de chegada, isto é, deve apresentar a resposta ao tema anunciado na introdução. Não é apropriado iniciar afirmando que vai concluir. A conclusão não é uma idéia nova ou um resumo marcante dos argumentos principais, é síntese interpretativa dos elementos dispersos pelo trabalho, ponto de chegada das deduções lógicas, baseadas no desenvolvimento.

2.6 Referências

Apresenta-se em folha distinta, título centralizado, sem indicação numérica, elemento obrigatório. ( ABNT. NBR 14724, 2002)

Todas as fontes de informação (livro, revista, fita de vídeo, home-page, CD-ROM, etc) utilizadas na elaboração do trabalho devem ser arroladas alfabeticamente em uma lista, digitadas em espaço simples, margeadas à esquerda e separadas entre si por espaço duplo.

FORMATO DE APRESENTAÇÃO DAS REFERÊNCIAS

ABNT. NBR 6028: resumos. Rio de Janeiro, 1990. 3 p

DINA, Antonio. A fábrica automática e a organização do trabalho. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1987. 132 p.

INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA - IBICT. Bases de dados em Ciência e Tecnologia. Brasília, n. 1, 1996. CD-ROM.

KRAEMER, Ligia Leindorf Bartz. Apostila.doc. Curitiba, 13 maio 1995. 1 arquivo (605 bytes). Disquete 3 1/2. Word for windows 6.0.

SANTOS, Rogério Leite dos; LOPES, José Dermeval Saraiva; Centro de Produções Técnicas (MG). Construções com bambu: opção de baixo custo. Viçosa: CPT, [1998]. 1 videocassete (65min): VHS/NTSC, son., color.

TAVES, Rodrigo França. Ministério corta pagamento de 46,5 mil professores. O Globo, Rio de Janeiro, 19 maio 1998. Disponível em:<http://www.oglobo.com.br/>. Acesso em: 19 maio 1998.

Fazer a referência de uma obra significa reunir um conjunto de dados (tais como autoria, título, editora, local e ano de publicação) sobre o documento, que permita identifica-lo de forma única. Essa descrição deve ser elaborada seguindo a normalização nacional descrita na NBR 6023:2002, produzida pela ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas.

2.7 Anexo(s)

Sugere-se apresentação em folha distinta, título centralizado, elemento opcional.

Poderão fazer parte do item "Anexos", textos ou documentos não elaborados pelo autor, que venham contribuir para ilustrar, esclarecer ou fundamentar melhor o trabalho. São exemplos de anexos: leis, mapas, fotografias, plantas etc.

Ressalta-se que no corpo do trabalho deve-se fazer citação referente ao material colocado anexo.

"Os anexos são identificados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos." (ABNT. NBR 14724, 2002, p. 5)

Exemplo:

ANEXO A – Tabela de classificação de sementes.

Fonte: www.bu.ufsc.br

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO - TCC

O que é o TCC?

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O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é o resultado do esforço de síntese, realizado pelo aluno, para articular os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo do curso com o processo de investigação e reflexão acerca de um tema de seu interesse. O TCC pode ser feito individualmente ou em grupo, sob orientação de um professor responsável.

Quando o aluno começa a realizar o TCC?

O TCC é realizado no último ano do curso, em duas etapas:

No 5° semestre: elaboração do projeto de pesquisa (como exigência da disciplina "Seminários de Pesquisa I); No 6° semestre: desenvolvimento da pesquisa - bibliográfica ou de campo - e redação final do trabalho (como exigência da disciplina "Seminários de Pesquisa II).Obs: O TCC é um dos resultados acadêmicos desenvolvidos no eixo curricular de "prática e pesquisa em educação", cujos fundamentos iniciais são trabalhados na disciplina de Metodologia Científica.

Por que a apresentação do TCC é uma atividade acadêmica pública ?

De acordo com o Projeto Pedagógico do Curso, a apresentação do TCC ocorre em sessão pública, isto é, aberta a alunos, professores e demais interessados, por diferentes razões. A primeira, porque deve obedecer ao princípio de transparência, ou seja, seus critérios de avaliação de qualidade devem ser conhecidos e apreciados pelo corpo discente e docente. A segunda razão é que o TCC não é apenas uma atividade acadêmica dos seus autores, mas de todos os demais alunos da Pedagogia, cuja participação é computada como A.A.C.C. Finalmente, porque o momento de apresentação dos TCC significa a culminância do trabalho desenvolvido por todo o corpo docente - e não de uma única disciplina - ao longo do processo de formação dos concluintes do curso de Pedagogia.

Informações úteis para a realização do TCC

Passos para o Desenvolvimento do Projeto de Pesquisa

1) Escolha do tema: o tema escolhido deverá ser pertinente a uma das três linhas de pesquisa abaixo relacionadas, relativas aos eixos curriculares do curso de Pedagogia, a saber:- aspectos teóricos do trabalho pedagógico: relativa à área de Fundamentos da Educação; - prática docente e processo ensino-aprendizagem: relativa à área de Formação para - Docência; - gestão educacional e do trabalho pedagógico: ligada à área de gestão do trabalho pedagógico. 2) Justificativa: tendo em vista sua relevância científica, educacional e social. O trabalho deverá apresentar alguma contribuição para o esclarecimento ou enriquecimento de informações sobre o assunto tratado. 3) Delimitação do problema: definição clara do problema a ser pesquisado, seu objeto, abrangência e profundidade.

4) Objetivos da pesquisa: explicitação dos aspectos a serem investigados/analisados na pesquisa, bem como sua finalidade em termos de contribuição técnica, científica e social.5) Metodologia: descrição e fundamentação dos métodos e técnicas que serão utilizados a fim de atingir os objetivos propostos; também deverá ser descrito o plano para o desenvolvimento da pesquisa, bem como os recursos – materiais e humanos - indispensáveis à execução do trabalho.6) Bibliografia Básica: elaboração de uma lista bibliográfica que contenha obras referentes aos pressupostos teóricos do tema (livros, revistas científicas, periódicos, etc...). As fontes bibliográficas devem permitir o posicionamento claro do objeto de pesquisa a partir do ponto de vista dos autores consultados, mostrando as últimas informações disponíveis a seu respeito. Esta bibliografia deve ser apresentada de acordo com as normas técnicas da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas.7) Documentação Bibliográfica: identificação das obras de referência e as de caráter específico. O aluno deverá fazer o fichamento bibliográfico sob a forma de resumo, extraindo do texto apenas as idéias principais e relacionadas ao tema, de todas as obras apresentadas como referências bibliográficas.

Estrutura de Apresentação do TCC

Introdução: a introdução não deve parafrasear ou repetir o resumo. Caracteriza-se, o problema de pesquisa e o seu objeto; detalham-se os objetivos do trabalho e as hipóteses iniciais. Em seguida, devem ser expostas as justificativas e razões para elaboração do trabalho, dando ênfase à relevância do tema proposto.

Referencial teórico e metodológico: neste item são mostradas e comentadas as referências bibliográficas que oferecem a sustentação conceitual/operacional do tema. Não se trata de um rol de citações. O autor (aluno) deve construir uma moldura conceitual do tema, fazendo a ligação entre a bibliografia pesquisada e o problema que está sendo estudado. Após caracterizar o objeto e sujeitos de pesquisa, deve-se descrever e justificar a abordagem metodológica da pesquisa, assim como as técnicas e instrumentos a serem utilizados. É importante também descrever a abordagem de análise dos dados . No caso de pesquisa quantitativa, as técnicas estatísticas; no caso de pesquisa qualitativa, as técnicas qualitativas.

Desenvolvimento: apresentação e apreciação dos dados da pesquisa propriamente dita, estabelecendo relações nítidas entre o objeto do trabalho e o referencial teórico utilizado para análise dos dados.

Análise dos resultados: Ressaltar as evidências que esclareçam cada questão levantada através de análise quantitativa e/ou qualitativa das informações e dados obtidos. Em face dos dados levantados, testar as hipóteses formuladas. Evidenciar os

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resultados em atenção aos objetivos propostos. Com apoio do referencial teórico consultado, dar significado aos resultados obtidos.

Considerações Finais: após retomar, sinteticamente, o problema e os aspectos analisados no desenvolvimento do trabalho, ressaltar as possíveis conclusões/considerações possibilitadas pelo processo de investigação. Recomendar, sempre que possível, práticas para implementação (intervenção) a partir dos resultados conseguidos. Caso conveniente, sugerir pesquisas adicionais.

Bibliografia: trata-se de parte essencial do trabalho. Não devem ser referenciadas fontes bibliográficas que não foram citadas no texto. Caso haja conveniência de referenciar material bibliográfico sem alusão no texto, isto deve ser feito em sequência à bibliografia, sob o título "Bibliografia Recomendada". As referências bibliográficas devem seguir as normas da ABNT .

Critérios de Avaliação do TCC

O TCC deverá ser entregue na 15ª semana do 6º semestre letivo, em três vias encadernadas em espiral e uma cópia em disquete. O aluno que não entregar o TCC em tempo hábil, terá nota final zero, sendo reprovado. Isto o impedirá de colar grau no curso; A banca examinadora, composta por dois professores, fará a avaliação do trabalho, juntamente com o professor orientador, nas exposições previamente marcadas para as 17ª e 18ª semanas do 6º semestre letivo. Serão eliminados os alunos que faltarem à apresentação sem justificativa legal por escrito. As notas atribuídas são individuais e terão valor de zero a dez , somadas e divididas pelo número de julgadores. A nota final do TCC resultará na média composta pelas notas de apresentação oral e escrita. Será considerado aprovado o aluno que obtiver a média final 7 (sete).

Na avaliação do TCC serão levados em consideração os seguintes aspectos:

O caráter científico do trabalho;

A apresentação sistematizada do trabalho final de acordo com as normas indicadas;

A clareza da exposição e coerência argumentativa do aluno;

A consistência dos dados e da fundamentação teórica e do trabalho;

Respeito ao tempo de apresentação.

Obs.: Os trabalhos honrados com mérito poderão ser publicados pela Instituição, se autorizados pelo autor (aluno) e pelo professor orientador.

Fonte: www.smarcos.br