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MEDIUNIDADE: Estudo e Prática
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MEDIUNIDADE: Estudo e Prática - grupoirmaoestevao.org¡tica-da-mediunidade-II.pdf · recionado à capacitação do espírita a respeito da mediunidade em geral – coloca- mos à

Nov 29, 2018

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  • MEDIUNIDADE: Estudo e Prtica

  • MEDIUNIDADE: Estudo e Prtica

    ProgrAMA I I

  • Copyright 2013 byFEDERAO ESPRITA BRASILEIRA FEB

    1 edio 1 impresso XX mil exemplares 2/2013

    ISBN 978-85-7328-769-1

    Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicao pode ser reproduz-ida, armazenada ou transmitida, total ou parcialmente, por quaisquer mtodos ou processos, sem autorizao do detentor do copyright.

    FEDERAO ESPRITA BRASILEIRA FEB Av. L2 Norte Q. 603 Conjunto F (SGAN) 70830-030 Braslia (DF) Brasil

    www.feblivraria.com.breditorial@febnet.org.br +55 61 2101 6198

    Pedidos de livros FEB Departamento EditorialTel.: (21) 2187 8282 / Fax: (21) 2187 8298

    Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)(Federao Esprita Brasileira Biblioteca de Obras Raras)

    _________________________________________________________________

    Moura, Marta Antunes de Oliveira (Org), 1946M929e

    Estudo e prtica da mediunidade. Programa II. Orientaes espritas e sugestes didticas direcionadas formao do trabalhador da mediunidade / Marta Antunes de Oliveira Moura (organizadora). 1. ed. 1. imp. Braslia: FEB, 2013.

    372p.; 25 cm

    ISBN 978-85-7328-769-1

    1. Espiritismo. 2. Estudo e ensino. 3. Educao. I. Federao Esprita Brasileira.

    CDD 133.9CDU 133.7CDE 60.00.00

    _________________________________________________________________

  • SUMrIo

    Apresentao ...................................................................................................... 9

    Esclarecimentos ................................................................................................. 11

    MDULO I: Reunies medinicas

    Plano geral do mdulo n 1 ............................................................................. 14

    Fundamentao esprita: reunies medinicas

    Roteiro 1 Reunies medinicas srias: natureza e caractersticas ........... 15

    Roteiro 2 Condies de organizao e funcionamento............................. 25

    Roteiro 3 Etapas da reunio medinica ...................................................... 33

    Roteiro 4 Critrios de participao e afastamento ..................................... 41

    Roteiro 5 Avaliao da reunio medinica ................................................. 47

    Prtica: Observaes prtica medinica .................................................. 57

    Atividade complementar Orientaes para a prtica medinica ............ 61

    Culminncia Conduta Esprita: A faculdade medinica entendida como talento concedido por Deus. ............................................... 69

    MDULO II: Os participantes da reunio medinica

    Plano geral do mdulo n 2 ............................................................................. 78

    Fundamentao esprita: Os participantes da Reunio Medinica

    Roteiro 1 Os participantes desencarnados .................................................. 79

    Roteiro 2 Os participantes encarnados ....................................................... 89

    Roteiro 3 Ausncia e impedimentos. Participantes eventuais .................. 101

    Roteiro 4 Capacitao do trabalhador da mediunidade ........................... 109

  • Prtica Observao da prtica medinica .................................................. 117

    Atividade complementar Avaliao da prtica medinica ....................... 121

    Culminncia Conduta Esprita: O comportamento do mdium perante as dificuldades do prximo ........................................... 127

    MDULO III: Mecanismo da mediunidade

    Plano geral do mdulo n 3 ............................................................................. 136

    Fundamentao esprita: Mecanismo da mediunidade

    Roteiro 1 O transe medinico ...................................................................... 137

    Roteiro 2 Mecanismos da comunicao medinica .................................. 145

    Roteiro 3 Psicofonia ....................................................................................... 155

    Roteiro 4 Psicografia ...................................................................................... 165

    Roteiro 5 Vidncia e Audincia .................................................................... 173

    Roteiro 6 Intuio........................................................................................... 181

    Roteiro 7 Tipos incomuns da mediunidade (1) ......................................... 189

    Roteiro 8 Tipos incomuns da mediunidade (2) ......................................... 197

    Prtica Experimentao medinica ............................................................. 207

    Atividade complementar Roteiro: Avaliao da prtica medinica ........ 211

    Culminncia Conduta Esprita: A necessidade da humildade na formao moral do mdium .............................................. 213

    MDULO IV: Os espritos comunicantes

    Plano geral do mdulo n 4 ............................................................................. 220

    Fundamentao esprita: Os Espritos Comunicantes

    Roteiro 1 Manifestao medinica dos Espritos ....................................... 221

    Roteiro 2 Manifestao medinica dos bons Espritos ............................. 231

  • Roteiro 3 Manifestao medinica dos Espritos Imperfeitos (1) ........... 241

    Roteiro 4 Manifestao medinica dos Espritos Imperfeitos (2) ........... 249

    Roteiro 5 Manifestao medinica dos Espritos Imperfeitos (3) ........... 257

    Roteiro 6 Identidade dos Espritos comunicantes ..................................... 267

    Prtica experimentao medinica ............................................................. 277

    Atividade complementar Roteiro: Avaliao da prtica medinica ........ 281

    Culminncia Conduta Esprita: Harmonia espiritual no trato com os Espritos .................................................................................. 283

    MDULO V: Atendimento aos espritos comunicantes

    Plano geral do mdulo n 5 .............................................................................. 292

    Fundamentao esprita: Atendimento aos Espritos Comunicantes

    Roteiro 1 Caractersticas do dilogo com os Espritos .............................. 293

    Roteiro 2 Etapas do esclarecimento doutrinrio ........................................ 303

    Roteiro 3 Esclarecimentos aos Espritos que sofrem (1) ........................... 313

    Roteiro 4 Esclarecimento aos Espritos que sofrem (2) ............................ 323

    Roteiro 5 Esclarecimento aos Espritos que sofrem (3) ............................ 331

    Roteiro 6 A prtica medinica e a influncia obsessiva ............................ 343

    Roteiro 7 Recursos desobsessivos espritas ................................................. 351

    Prtica Experimentao medinica ............................................................. 361

    Atividade complementar Roteiro: Avaliao da prtica medinica ........ 365

    Culminncia Conduta Esprita: A prtica incessante do bem ................. 367

  • APrESENtAo

    Em sequncia ao Programa I do Curso Mediunidade: Estudo e Prtica di-recionado capacitao do esprita a respeito da mediunidade em geral coloca-mos disposio do Movimento Esprita, desde maro de 2000, o Programa II.

    Este novo programa foi revisado em 2003 e 2007, seguindo sugestes forne-cidas em reunies das Comisses Regionais do Conselho Federativo Nacional, com a finalidade de adequ-lo preparao do trabalhador do grupo medinico.

    Braslia (DF), 8 de junho de 2007

  • ESclArEcIMENtoS

    O Programa II do Curso Mediunidade: Estudo e Prtica, mantm a diviso do contedo em quarto partes, assim especificada:

    Fundamentao Esprita

    Prtica Medinica

    Atividade Complementar

    Culminncia do Mdulo

    A Fundamentao Esprita contm os roteiros do estudo terico, direcio-nados para a formao do trabalhador do grupo medinico.

    A Prtica Medinica contm sugestes relativas parte experimental da mediunidade, ou seja, reunio medinica, propriamente dita. Estas orienta-es so transmitidas de forma gradual, cuidadosa, levando em considerao a inexperincia dos participantes inscritos no Curso.

    A Atividade Complementar difere, neste Programa II, da indicada no Programa anterior. Caracteriza-se pela avaliao da prtica medinica que foi realizada ao longo de cada Mdulo de Estudo.

    A Culminncia do Mdulo possui um roteiro denominado Conduta Esprita que abrange exerccios relacionados a textos que, por sua vez, se reportam s atitudes e ao comportamento do esprita.

  • MEDIUNIDADE: EStUDo E PrtIcA

    MDULO I:REUNIES MEDINICAS

  • PlANo gErAl Do MDUlo N 1 - rEUNIES MEDINIcAS

    FUNDAMENTAO ESPRITA PRTICA MEDINICA

    Roteiro 1: Reunies medinicas - natureza e caractersticas.

    Estgio em reunies medinicas (4 semanas, no mximo).

    Roteiro 2: Condies de organizao e funcionamento.

    Roteiro 3: Etapas da reunio medinica.

    Roteiro 4: Critrios de participao e afastamento.

    Avaliao do estgio: 1 reunio.Tempo disponvel: conforme a forma de estgio selecionado No mximo duas horas).Roteiro 5: Avaliao da reunio medinica.

    Tempo disponvel: 30 - 40 minutos.

    Atividade Complementar: Orientaes para a prtica medinica.Tempo disponvel: 2 horas.

    Culminncia do Mdulo: Conduta EspritaTempo disponvel: 2 horas.

  • ProgrAMA II MDUlo I

    FUNDAMENtAo ESPrItA: rEUNIES MEDINIcAS

    Roteiro 1

    ReUnIes MeDInIcas sRIas: natUReza e caRacteRstIcas

    Objetivos

    > conceituar reunio medinica.

    > analisar a natureza e as caractersticas das reunies medinicas srias.

  • SUBSDIoS Roteiro 1 rEUNIES MEDINIcAS SrIAS: NAtUrEzA E

    cArActErStIcAS

    Amados, no creiais em todo esprito, mas provai se os espritos so de Deus, porque j muitos falsos profetas se tm levantado no mundo. Joo (1 Joo, 4:1)

    1. CONCEITOA Reunio Medinica uma atividade privativa, na qual se realiza assis-

    tncia aos Espritos necessitados, integrada por trabalhadores que possuam conhecimento esprita e conduta moral compatvel com a seriedade da tarefa.

    2. NATUREZA DAS REUNIES MEDINICAS SRIASEm O Livro dos Mdiuns, Allan Kardec informa que as reunies medi-

    nicas segundo o gnero ou natureza so classificadas em: frvolas, experi-mentais e instrutivas. 8

    As reunies frvolas se compem de pessoas que s vem o lado divertido das manifestaes, que se divertem com as faccias [gracejos] dos Espritos levianos, aos quais muito agrada essa espcie de assemblia, a que no faltam por gozarem nelas de toda a liberdade para se exibirem. nessas reunies que se perguntam banalidades de toda sorte, que se pede aos Espritos a predio do futuro, que se lhes pe prova a perspiccia em adivinhar as idades, ou o que cada um tem no bolso, em revelar segredinhos e mil outras coisas de igual importncia. [...] O simples bom-senso diz que os Espritos elevados no comparecem s reunies deste gnero, em que os espectadores no so mais srios do que os atores. 9

    Outro inconveniente de tais reunies dar ao principiante esprita uma falsa idia da Doutrina Esprita. Os que s tm freqentado reunies dessa es-pcie, no podem tomar a srio uma coisa que eles vem tratar irrefletidamente pelos prprios que se dizem adeptos. Um estudo antecipado lhes ensinar a julgar do alcance do que vem, a separar o bom do mau. 17

  • 17

    Programa II

    As reunies experimentais tm particularmente por objeto a produo das manifestaes fsicas. Para muitas pessoas, so um espetculo mais curioso que instrutivo. [...] Nada obstante, as experincias desta ordem trazem uma utilidade, que ningum ousaria negar, visto terem sido elas que levaram descoberta das leis que regem o mundo invisvel e, para muita gente, cons-tituem poderoso meio de convico. Sustentamos, porm, que s por s no logram iniciar a quem quer que seja na cincia esprita, do mesmo modo que a simples inspeo de um engenhoso mecanismo no torna conhecida a mecnica de quem no lhe saiba as leis. Contudo, se fossem dirigidas com mtodo e prudncia, dariam resultados muito melhores. 10

    oportuno lembrar que as reunies experimentais foram muito comuns poca de Kardec e logo aps a sua desencarnao. Sob a orientao de pessoas esclarecidas e srias, essas reunies produziram (e produzem) bons resultados. Somente a ttulo de exemplo, recomendamos a leitura do livro Fatos Espritas, edio FEB, que relatam experincias de efeitos fsicos, sobretudo as de ma-terializaes, realizadas pelo cientista ingls William Crookes. Tais reunies ainda persistem nos dias atuais, porm despojadas do carter experimental do passado, caracterizando-se pela doao fludica (passe), irradiao mental, magnetizao da gua e prece.

    As reunies instrutivas apresentam carter muito diverso e [...] insisti-remos mais sobre as condies a que devem satisfazer. A primeira de todas que sejam srias, na integral acepo da palavra. [...] No basta, porm, que se evoquem bons Espritos; preciso, como condio expressa, que os assistentes [participantes] estejam em condies propcias, para que eles assintam em vir. Ora, a assemblias de homens levianos e superficiais, Espritos superiores no viro como no viriam quando vivos [encarnados]. 11

    A instruo esprita no abrange apenas o ensinamento moral que os Espritos do, mas tambm o estudo dos fatos. Incumbe-lhe a teoria de todos os fen-menos, a pesquisa das causas, a comprovao do que possvel e do que no o ; em suma, a observao de tudo o que possa contribuir para o avano da cincia. Ora, fora erro acreditar-se que os fatos se limitam aos fenmenos extra-ordinrios; que s so dignos de ateno os que mais fortemente impressionam os sentidos. A cada passo, eles ressaltam das comunicaes inteligentes e de forma a no merecerem desprezados por homens que se renem para estudar. Esses fatos, que seria impossvel enumerar, surgem de um sem-nmero de circunstncias fortuitas. 13

    Essas reunies so dirigidas, no plano espiritual, por Espritos esclarecidos, que definem uma programao de trabalhos, s vezes francamente percebida

  • 18

    Estudo e Prtica da Mediunidade

    pelos integrantes encarnados. comum a manifestao de benfeitores espirituais que comparecem para prestar orientaes e esclarecimentos aos encarnados, bem como acompanhar e auxiliar os sofredores, encarnados e desencarnados. H reunies instrutivas que podem ser voltadas exclusivamente para o atendi-mento aos Espritos desencarnados em estado de maior ou menor sofrimento. Ocorrem regularmente no Centro Esprita, representando a oportunidade para a educao das faculdades medinicas e da prtica da caridade, exercida de forma annima e desinteressada.

    3. CARACTERSTICAS DAS REUNIES MEDINICAS SRIASUma reunio s verdadeiramente sria, quando cogita de coisas teis,

    com excluso de todas as demais. Se os que a formam aspiram a obter fenme-nos extraordinrios, por mera curiosidade, ou passatempo, talvez compaream Espritos que os produzam, mas os outros [os srios] da se afastaro. Numa palavra, qualquer que seja o carter de uma reunio, haver sempre Espritos dispostos a secundar as tendncias dos que a componham. 12 A influncia do meio, assim como a influncia moral dos participantes, garantem ou no, a seriedade de uma reunio medinica.

    Fora erro acreditar algum que precisa ser mdium, para atrair a si os seres do mundo invisvel. Eles povoam o espao; temo-los incessantemente em torno de ns, ao nosso lado, vendo-nos, observando-nos, intervindo em nossas reunies, seguindo-nos, ou evitando-nos, conforme os atramos ou repelimos. A faculdade medinica em nada influi para isto: ela mais no do que um meio de comunicao [...]. Partindo deste princpio, supo-nhamos uma reunio de homens levianos, inconseqentes, ocupados com seus prazeres; quais sero os Espritos que preferentemente os cercaro? No sero decerto Espritos superiores, do mesmo modo que no seriam os nossos sbios e filsofos os que iriam passar o seu tempo em semelhante lugar. Assim, onde quer que haja uma reunio de homens, h igualmente em torno deles uma assemblia oculta, que simpatiza com suas qualidades ou com seus defeitos, feita abstrao completa de toda idia de evocao. [...] Se, numa assemblia ftil, chamarem um Esprito superior, este poder vir e at proferir algumas palavras ponderosas, como um bom pastor que acode ao chamamento de suas ovelhas desgarradas. Porm, desde que no se veja compreendido, nem ouvido, retira-se, como em seu lugar o faria qualquer de ns, ficando os outros com o campo livre. 5

  • 19

    Programa II

    Importa considerar que nem [...]sempre basta que uma assemblia seja sria, para receber comunicaes de ordem elevada. H pessoas que nunca riem e cujo corao, nem por isso, puro. Ora, o corao, sobretudo, que atrai os bons Espritos. Nenhuma condio moral exclui as comunicaes espritas; os que, porm, esto em ms condies, esses se comunicam com os que lhes so semelhantes [...]. 6 Percebe-se, pois, a enorme influncia do meio sobre a natureza das comunicaes medinicas. Em resumo: as condies do meio sero tanto melhores, quanto mais homogeneidade houver para o bem, mais sentimentos puros e elevados, mais desejo sincero de instruo, sem idias preconcebidas. 7

    A moral dos participantes imprime significativa influncia na seriedade da reunio medinica. Os mdiuns fazemos referncias, aqui, a qualquer membro do grupo medinico, sem exceo moralizados fazem bom uso das suas faculdades psquicas. Em sentido oposto, os que [...] delas fizerem mau uso, sero punidos duplamente, porque tm um meio a mais de se esclarecerem e o no aproveitam. Aquele que v claro e tropea mais censurvel do que o cego que cai no fosso. 2 A propsito, esclarece Allan Kardec:

    Se o mdium, do ponto de vista da execuo, no passa de um instrumento, exerce, todavia, influncia muito grande, sob o aspecto moral. Pois que, para se comunicar, o Esprito desencarnado se identifica com o Esprito do mdium, esta identificao no se pode verificar, seno havendo, entre um e outro, simpatia e, se assim lcito dizer-se, afinidade. A alma exerce sobre o Esprito livre uma espcie de atrao, ou de repulso, conforme o grau da semelhana existente entre eles. Ora, os bons tm afinidade com os bons e os maus com os maus, donde se segue que as qualidades morais do mdium exercem influncia capital sobre a natureza dos Espritos que por ele se comunicam. Se o mdium vicioso, em torno dele se vm grupar os Espritos inferiores, sempre prontos a tomar o lugar aos bons Espritos evocados. As qualidades que, de preferncia, atraem os bons Espritos so: a bondade, a benevolncia, a simplicidade do corao, o amor do prximo, o desprendimento das coisas materiais. Os defeitos que os afastam so: o orgulho, o egosmo, a inveja, o cime, o dio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixes que escravizam o homem matria. 4

    O mdium moralizado segundo as diretrizes evanglicas transforma-se em pessoa de bem, apta a exercer seus dons psquicos com retido e honradez, em benefcio prprio e da coletividade. por isso que [...] mediunidade e Evangelho tm que andar juntos. imprescindvel que assim seja, pois o mundo est subvertido pelo materialismo, convulsionado pelo egosmo, envenenado

  • 20

    Estudo e Prtica da Mediunidade

    por teorias anticrists. A humanidade continua sofrendo e seus sofrimentos iro ao desespero, se no se voltar para o Cristo. 18

    Nas reunies medinicas de atendimento a Espritos necessitados de auxlio, usuais da Casa Esprita, manifestam Espritos portadores dos mais diferentes tipos de problemas, alguns graves (suicidas, homicidas, obsessores etc.). Entretanto, a seriedade de propsitos permite que o trabalho transcorra em clima harmnico, apesar da evidente perturbao dos comunicantes, uma vez que os integrantes do grupo medinico esto sintonizados com o bem, com o esprito de solidariedade e de fraternidade. O mdium psicofnico transmite o sofrimento, as carncias e necessidades do Esprito, guardando, porm, o equilbrio ao se exprimir, auxiliando o necessitado desencarnado com bondade e firmeza.

    O mdium, pois, que queira produzir em reunies medinicas srias deve estudar e melhorar-se moralmente, continuamente, segundo as seguintes elu-cidaes do Esprito Emmanuel:

    O mdium tem obrigao de estudar muito, observar intensamente e trabalhar em todos os instantes pela sua prpria iluminao. Somente desse modo poder habilitar-se para o desempenho da tarefa que lhe foi confiada, cooperando eficazmente com os Espritos sinceros e devotados ao bem e verdade. 21

    A primeira necessidade do mdium evangelizar-se a si mesmo antes de se entregar s grandes tarefas doutrinrias, pois, de outro modo poder esbarrar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua misso. 20

    Em sntese, podemos dizer que so caractersticas das reunies medi-nicas srias:

    Cogita de coisas teis, so exclusivamente voltadas para a prtica do bem, jamais so utilizadas para obteno de fenmenos extraordinrios, comopassatempo ou diverso. 12

    H um esforo coletivo, no grupo, de neutralizar as ms influncias e as imperfeies pessoais, sobretudo o orgulho e o egosmo 3,11,4. Os partici-pantes procuram instruir-se e desenvolver sentimentos elevados, favor-veis homogeneidade. 1,4

    A equipe tem conscincia da necessidade do estudo, a fim de que os Espritos encontrem no crebro do mdium recursos que lhes facilitem

  • 21

    Programa II

    a manifestao, ainda que estas tragam a forma e o colorido pessoal de cada medianeiro. 1, 20

    A reunio privativa e sem nmero excessivo de participantes, onde possvel desenvolver um clima de recolhimento e comunho de idias. 16

    A reunio [...] um ser coletivo, cujas qualidades e propriedades so a resultante das de seus membros e formam como que um feixe. Ora, esse feixe tanto mais fora ter, quanto mais homogneo for. 15

    Os mdiuns no devem se sentir constrangidos com a anlise das comu-nicaes recebidas por seu intermdio. Todo mdium que sinceramente deseje no ser joguete da mentira, deve, portanto, procurar produzir em reunies srias [...], aceitar agradecido, solicitar mesmo o exame crtico das comunicaes que receba. Se estiver s voltas com Espritos enganadores, esse o meio mais seguro de se desembaraar deles, provando-lhes que no o podem enganar. 14

    As tarefas medinicas pedem assiduidade, pontualidade, fidelidade a Jesus e Kardec. 19

  • 22

    Estudo e Prtica da Mediunidade

    REFERNCIAS1. KARDEC, Allan. O livro dos mdiuns. Traduo de Guillon Ribeiro. 78.ed. Rio de

    Janeiro: FEB, 2006, segunda parte. Cap. 19, item 225, p. 278.2, ___. Cap. 20, item 226, pergunta 3, p. 295.3. ___.Item 226, pergunta 11, p. 298.4. ___. Item 227, p. 299.5. ___. Cap. 21, item 232, p. 306-307.6. ___. Item 233, p. 307.7. ___. p. 308.8. ___. Cap. 29, item 324, p. 421.9. ___. Item 325, p. 442.10. ___. Item 326, p. 442-443.11. ___. Item 327, p. 443.12. ___. p. 443-444.13. ___. Item 328, p. 444.14. ___. Item 329, p. 446.15. ___. Item 331, p. 447.16. ___. Item 332, p. 448.17. O que o espiritismo. 54. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 2 (Noes elementares

    de Espiritismo), item 5 : Observaes preliminares, p. 169.18. MENDES, Idalcio. Rumos doutrinrios. 3. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Captulo:

    Do mdium e da mediunidade, item: Mediunidade viga mestra do Espiritismo, p.113.

    19. PERALVA, Martins. Mediunidade e evoluo. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. Item: Evangelho, espiritismo e mediunidade, p. 17.

    20. XAVIER, Francisco Cndido. O consolador. Pelo Esprito Emmanuel. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Questo 387, p. 215.

    21. ___. Questo 392, p. 218.

  • Os Espritos atestam sua presena de diversas maneiras, conforme sua

    aptido, vontade e maior ou menos grau de elevao.

    Allan Kardec Revista Esprita. Janeiro de 1858, p. 28

  • ProgrAMA II MDUlo I

    FUNDAMENtAo ESPrItA: rEUNIES MEDINIcAS

    Roteiro 2

    cOnDIes De ORganIzaO e fUncIOnaMentO

    Objetivo

    > Relacionar as principais caractersticas de organizao e funcionamento da reunio medinica.

  • SUBSDIoS Roteiro 2 coNDIES DE orgANIzAo E

    FUNcIoNAMENto

    Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demnios; de graa recebestes, de graa dai. Jesus (Mateus, 10:8)

    As condies de organizao e funcionamento de uma reunio medinica abrangem aspectos gerais, caractersticas do recinto das reunies medinicas (local, mobilirio, equipamentos) e etapas de realizao da sesso medinica. Neste roteiro estudaremos os dois primeiros aspectos. Importa considerar, todavia, que um [...] grmio esprita cristo deve ter, mais que tudo, a carac-terstica familiar, onde o amor e a simplicidade figurem na manifestao de todos os sentimentos. 16

    1. CONDIES GERAIS1.1 Privacidade

    As reunies medinicas devem ser privativas, tendo as portas chaveadas para se evitar a entrada de participantes atrasados ou de pessoas estranhas ao trabalho. No se justifica retardar o comeo da reunio para aguardar a chegada de algum atrasado, visto que a equipe espiritual j est presente e no se atrasa. Partindo do princpio que a atuao da equipe dos encarnados necessita ser feita em conjunto, os retardatrios no devem ser aceitos porque, alm de no terem participado da preparao inicial, ainda podero interferir na concentrao dos demais, com rudos e movimentao. Doutrina Esprita, na essncia, uni-versidade de redeno. E cada um dos seus profitentes ou alunos, por fora da obrigao no burilamento interior, obrigado a educar-se para educar. 19 Assim, o fechamento da porta da reunio ocorrer no horrio determinado para o incio da reunio, antes da leitura preparatria. recomendvel que todo participante da equipe chegue mais cedo, cerca de quinze minutos antes do incio da reunio. 14

    1.2 Os participantes da reunio

    fundamental que o trabalhador do grupo medinico esteja integrado em outra atividade regular na Casa Esprita. Faz-se necessrio tambm que tenha

  • 27

    Programa II

    sido previamente preparado para a execuo da tarefa e seja conhecedor das finalidades da reunio medinica. Deduz-se, portanto, que os participantes devam ter conhecimento e preparao evanglico-doutrinria. O aprimora-mento moral contribui para que, na condio de mdiuns, de receptores da Espiritualidade, afinizemos com princpios elevados. O estudo e a fixao do ensino esprita coloca-nos em condies de mais amplo discernimento da vida, dos homens e dos Espritos. 10

    A quantidade de participantes est limitada ao tamanho da sala, no excedendo, porm, a 25 pessoas. Andr Luiz recomenda o nmero de cator-ze pessoas. 15 J Lon Denis sugere dez a doze participantes 4, sobretudo nos grupos iniciantes. 4 Sendo o recolhimento e a comunho dos pensamentos as condies essenciais a toda reunio sria, fcil de compreender-se que o nmero excessivo dos assistentes constitui uma das causas mais contrrias homogeneidade. [...] Mas, tambm evidente que, quanto maior for o nmero, tanto mais difcil ser o preenchimento dessas condies. 2

    No se permitir a presena de encarnados necessitados de auxlio espiri-tual durante a fase de manifestao dos Espritos. O participante acometido de processo obsessivo deve ser afastado das atividades medinicas e encaminhado ao servio de atendimento espiritual da Casa Esprita ou pessoa respon-svel, na Instituio, por este gnero de tarefa , devendo retornar ao grupo medinico quando se revelar reequilibrado.

    fundamental que o grupo seja constitudo de elementos simpti-cos entre si, unidos pela busca de objetivos superiores e pelo desejo de se aperfeioarem moral e intelectualmente. Uma reunio um ser coletivo, cujas qualidades e propriedades so a resultante das de seus membros e formam como que um feixe. Ora, este feixe tanto mais fora ter, quanto mais homogneo for. 1

    1.3 Horrio, durao e frequncia

    Pode-se definir o horrio de at 2 horas para a realizao da reunio, abrangendo neste espao de tempo a prece de abertura, estudo (se houver), irradiaes, mensagens de benfeitores espirituais, manifestao de Espritos que sofrem, prece de encerramento e avaliao da reunio. No se recomenda mais de 60 minutos para a prtica medinica, propriamente dita. As reunies sero realizadas, sempre, nos mesmos dias e horrios, pr-estabelecidos, com periodicidade definida pela direo da Casa Esprita: semanal ou quinzenal. A freqncia ou nmero de reu- nies, geralmente, de uma vez por semana. importante lembrar que o transe uma alterao da conscincia, que no

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    Estudo e Prtica da Mediunidade

    deve ser provocado com muita freqncia, para no causar desgastes fsico e psquico aos mdiuns. 3, 6

    medida de bom senso evitar a realizao de reunies extemporneas ou ocasionais, apenas realizando-as, em carter excepcional, em atendimento a situao especial, definida pela direo da Casa Esprita e por orientao espiritual pertinente. A conduo de uma reunio nos padres evanglico--doutrinrios deve pautar pela simplicidade.

    1.4 Renovao, assiduidade e pontualidade da equipe

    A renovao freqente da equipe, [...] reclamando contnuo trabalho de fuso e assimilao da parte dos Espritos, compromete ou pelo menos demora os resultados. 4 desejvel [...] que ao menos um ncleo de antigos membros permanea compacto e constitua invarivel maioria. 4 Essa questo precisa ser vista com cuidado e bom senso: nem abrir excessivamente as portas do grupo, permitindo um vai e vem de pessoas, nem bloquear ou dificultar a entrada de novos trabalhadores. 7 Pode-se programar a entrada de novos participantes, de tempos em tempos, analisando caso a caso, considerando as possveis excees.

    H outro ponto que merece ser analisado com critrio: diz respeito evaso, falta de assiduidade e impontualidade de alguns participantes da reunio. necessrio investigar as causas que esto produzindo estas ocorrncias, com lucidez e esprito de fraternidade.

    Algumas hipteses podem ser levantadas: talvez existam rivalidades, autoritarismo, indisciplinas acentuadas, prticas doutrinrias incorretas etc. preciso estar atento que o [...] que garante a estabilidade de um bom grupo medinico [...] o equilbrio psquico, emocional, daqueles que o compem. 8

    O responsvel pela reunio, no plano fsico, deve, ento, conversar em particular com o participante faltoso, impontual ou que abandonou o gru-po, ouvindo-o atentamente para, em seguida, tomar uma deciso em que se considere o trabalho da equipe, como um todo. As ausncias e atrasos sis-temticos indicam que alguma coisa deve estar fora de controle, precisando ser reajustada, uma vez que a adeso a qualquer trabalho esprita sempre de natureza voluntria. Compreende-se, vista desses fatos, quanto neces-srio aplicar uma ateno rigorosa composio dos grupos e s condies de experimentao. 5

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    Programa II

    2. O RECINTO DAS REUNIES MEDINICAS ideal que a reunio medinica seja realizada num espao especifica-

    mente reservado para esta finalidade. O local da reunio deve ser preservado de movimentao constante, ou de rudos, de forma a favorecer a calma, o recolhimento, a concentrao, o transe, e o intercmbio medinico, elementos favorveis manifestao e atendimento de Espritos necessitados de auxlio. Durante a reunio, os telefones, BIPs e pages devem ser desligados, evitando perturbar a concentrao ou sintonia medinicas. Deve ser preservada, sempre que possvel, de rudos de trfego ou gritos vindos da rua, sons de televiso ou rdios ligados nas redondezas. 9

    prefervel que as reunies medinicas sejam realizadas no Centro Esprita. No se aconselha prtica medinica no lar, visto que nem sempre o ambiente familiar se mantm favorvel s manifestaes dos Espritos. As reunies de desobsesso, em especial, devem ocorrer na Casa Esprita.

    medida que se nos aclara o entendimento, nas realizaes de carter medinico, percebemos que as lides da desobsesso pedem o ambiente do templo esprita para se efetivarem com segurana. Para compreender isso, recordemos que, se muitos doentes conseguem recuperar a sade no clima domstico, muitos outros reclamam o hospital. Se no lar dispomos de agentes empricos a benefcio dos enfermos, numa casa de sade encon-tramos toda uma coleo de instrumentos selecionados para a assistncia pronta. No templo esprita, os instrutores desencarnados conseguem localizar recursos avanados do plano espiritual para o socorro a obsidia-dos e obsessores, razo por que, tanto quanto nos seja possvel, a, entre as paredes respeitveis da nossa escola de f viva, que nos cabe situar o ministrio da desobsesso. 11

    O mobilirio do local destinado reunio medinica deve ser constitu-do, basicamente, de mesa e cadeiras. Tais cadeiras no devem ser incmodas, ao ponto de causarem desconfortos fsicos queles que ali permanecero por perodo de tempo superior a uma hora. No conveniente que sejam excessi-vamente confortveis porque podem favorecer o sono. De uma maneira geral, o [...]recinto das reunies pede limpeza e simplicidade.12 Qualquer tentativa de realizar uma decorao mais sofisticada, como a colocao de tapetes, qua-dros, espelhos, e outras peas semelhantes, deve ser evitada. A disposio dos mveis deve favorecer o deslocamento da equipe de apoio, de forma silenciosa e sem riscos de se esbarrar em objetos ou pessoas.

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    Estudo e Prtica da Mediunidade

    Em seguida fila dos assentos, colocar-se- pequena acomodao, seja um simples banco ou algumas cadeiras para visitas eventuais. Um relgio ser colocado vista ou mo, seja numa parede, no bolso ou no pulso do diri-gente, para que o horrio e a disciplina estabelecida no sofram distores, e o aparelho para gravao de vozes, na hiptese de existir no aposento, no dever perturbar o bom andamento das tarefas e ser colocado em lugar designado pelo orientador dos trabalhos. 13

    recomendvel a existncia de dispositivo eltrico que permita a graduao da luminosidade na sala, que deve ser obscurecida durante as comunicaes medinicas. Evitar, no entanto, a obscuridade total. O vasilhame com gua a ser fluidificada ser mantido afastado da mesa dos trabalhos medinicos a fim de se evitar qualquer incidente durante as manifestaes dos Espritos. 15 Co-locados sobre a mesa da reunio, ou em local apropriado, estaro papis, lpis, cadernos de freqncia, livros para consulta ou estudo, de preferncia O Livro dos Espritos, O Evangelho segundo o Espiritismo e um volume que desenvolva o pensamento kardequiano, conjugados aos ensinamentos do Cristo. 17

    A reunio medinica sria no comporta, a rigor, improvisaes por parte dos dirigentes e colaboradores, nem descontinuidade da tarefa. Trata-se de uma atividade esprita de grande responsabilidade, direcionada ao amparo espiritual dos que sofrem, encarnados e desencarnados. Na prtica medinica esprita h

    [...] necessidade do Cristo no corao e na conscincia, para que no este-jamos desorientados ao toque dos fenmenos. Sem noo de responsabilidade, sem devoo prtica do bem, sem amor ao estudo e sem esforo perseverante em nosso prprio burilamento moral, impraticvel a peregrinao libertadora para os Cimos da Vida. 18

    Sendo a mediunidade um instrumento de progresso moral e intelectual, no deve ser relegado ao abandono, a merc dos acontecimentos fortuitos. A prtica medinica requer, ao contrrio, cuidados permanentes, caracterizados pelo estudo e pela dedicao, a fim de que se possa colaborar, ainda que de forma simples e humilde, com a tarefa de regenerao da humanidade. Assim como qualquer trabalho terrestre pede a sincera aplicao dos aprendizes que a ele se dedicam, o servio de aprimoramento mental exige constncia de esforo no bem e no conhecimento. 19

    Todos ns que estamos envolvidos com essa atividade esprita devemos, na verdade, ser praticantes da palavra e no simples ouvintes, enganando a ns mesmos, consoante o alerta existente na epstola de Tiago, captulo 1, versculo 22.

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    Programa II

    REFERNCIAS1. KARDEC, Allan. O livro dos mdiuns. Traduo de Guillon Ribeiro. 78.ed. Rio de

    Janeiro: FEB, 2006. Segunda parte, cap. 29, item 331, p. 447.2. ___. Item 332, p. 448.3. DENIS, Lon. No invisvel. Traduo de Leopoldo Cirne. 24 ed. Rio de Janeiro:

    FEB, 2006. Primeira parte. (O espiritismo experimental: as leis), cap. 9 (Condies de experimentao), p. 89-90.

    4. ___. p. 101.5. ___. p. 102.6. MIRANDA, Hermnio C. Dilogo com as sombras. 22. ed. Rio de Janeiro: FEB,

    2006. Cap. 1 (A instrumentao), item: O grupo, p. 27-49.7. ___. p. 28-29.8. ___. p. 38.9. ___. p. 39.10. PERALVA, Martins. Mediunidade e evoluo. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002.

    Cap. 7 (Estudar sempre), p. 34.11. XAVIER, Francisco Cndido e VIEIRA, Waldo. Desobsesso. Pelo Esprito Andr

    Luiz. 26.ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. 9 (Templo esprita), p. 47-48.12. ___. Cap. 10 (Recinto das reunies), p. 51.13. ___. p. 51-52.14. ___. Cap. 14 (Pontualidade), p. 64.15. ___. Cap. 17 (Iluminao), p. 73.16. ___. Cap. 20 (Componentes da reunio), p. 85.17. ___. Cap. 27 (Livros para leitura), p. 111.18. XAVIER, Francisco Cndido. _ Nos domnios da mediunidade. Pelo Esprito Andr

    Luiz. 33. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Item: Raios, ondas, mdiuns, mentes... (mensagem de Emmanuel), p.10.

    19. ___. Po Nosso. Pelo Esprito Emmanuel. 28. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 167 (Entendimento), p. 350.

  • de notar que as provas de identidade [dos Espritos] vm quase sempre

    espontaneamente, no momento em que menos se pense.

    Allan Kardec Revista Esprita. Julho de 1866, p. 295.

  • ProgrAMA II MDUlo I

    FUNDAMENtAo ESPrItA: rEUNIES MEDINIcAS

    Roteiro 3

    etapas Da ReUnIO MeDInIca

    Objetivo

    > esclarecer a respeito das etapas da reunio medinica.

  • SUBSDIoS Roteiro 3 EtAPAS DA rEUNIo MEDINIcA

    Ora, h diversidade de dons, mas o Esprito o mesmo. E h diversidade de ministrios, mas o Senhor o mesmo. E h diversidade de operaes, mas o mesmo Deus que opera tudo em todos. Paulo (1 Corntios, 12: 4-6)

    As etapas da reunio medinica podem ser resumidas no seguinte: leitura preparatria breve, prece inicial objetiva, estudo (se necessrio), comunicao dos Espritos e esclarecimento evanglico-doutrinrio, irradiaes, prece final e breve avaliao das atividades desenvolvidas. Para compreender corretamente o funcionamento dessas etapas importante saber quais so as finalidades de uma reunio medinica sria.

    1. FINALIDADES DA REUNIO MEDINICAEm qualquer estudo da mediunidade, no podemos esquecer que o pensa-mento vige na base de todos os fenmenos de sintonia na esfera da alma.[...] Verificamos no smile, que a energia mental, inelutavelmente ligada conscincia que a produz, obedece vonta- de. E, compreendendo-se no pensamento a primeira estao de abordagem magntica, em nossas relaes uns com os outros, seja qual for a mediunidade de algum, na vida ntima que palpita a conduo de todo o recurso psquico. [...] O pensamento , portanto, nosso carto de visita. Com ele representamos ao p dos outros, conforme nossos prprios desejos, a harmonia ou a perturbao, a sade ou a doena, a intolerncia ou o entendimento, a luz dos construtores do bem ou a sombra dos carregadores do mal. 11

    A par desses esclarecimentos importante que os componentes do grupo medinico estejam conscientes das seguintes finalidades da reunio medinica:

    Exercitar a faculdade medinica de forma saudvel e segura, em perfeita harmonia com os princpios da Doutrina Esprita e do Evangelho de Jesus.

    Manter intercmbio medinico com Espritos desencarnados, partici-pando do trabalho espiritual de auxlio aos que sofrem e aos que fazem

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    Programa II

    sofrer, assim como refletir a respeito das orientaes e esclarecimentos transmitidos pelos benfeitores da Vida Maior.

    Auxiliar encarnados e desencarnados envolvidos em processo de rea-juste espiritual.

    Cooperar com os benfeitores espirituais no trabalho de defesa do Centro Esprita, ante as investidas de Espritos descompromissados com o Bem.

    Exercitar a humildade, a fraternidade e a solidariedade no trato com encarnados e desencarnados em sofrimento, exemplificando, assim, o esforo de transformao moral.

    2. PARTICIPANTES Dirigente e substituto(s).

    Mdiuns ostensivos (psicofnicos, psicgrafos, videntes).

    Mdiuns esclarecedores (dialogador ou doutrinador).

    Equipe de apoio (aplicar passe, faz prece e irradiao mental).

    3. ETAPAS DE REALIZAO DE UMA SESSO MEDINICAAs atividades de uma reunio medinica comportam trs etapas bsicas:

    abertura, desenvolvimento e encerramento. A abertura comporta algumas ativi-dades necessrias harmonizao da equipe, no incio do trabalho. O desenvol-vimento da reunio est relacionado manifestao dos Espritos e ao dilogo com eles. O encerramento o momento de fechamento da reunio, caracterizado por uma irradiao mental, prece final e avaliao do trabalho realizado. Pode-se definir o horrio de at 2 horas para a realizao da reunio. No se recomenda mais de 60 minutos para a prtica medinica propriamente dita. 6

    3.1 Fase preparatria

    Leitura inicial de uma pgina evanglico-doutrinria, sem comentrios.

    O Livro dos Mdiuns e obras tcnicas correlatas no devem ser lidos nas reunies de desobsesso, mas sim em oportunidades adequadas [reunies de estudos medinicos e encontros de capacitao do trabalhador do grupo me-dinico, ambos realizados em dia diferente da prtica medinica]. 2

    Prece de abertura da reunio, clara, simples, concisa, [...] no se alon-gando alm de dois minutos. 4

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    Estudo e Prtica da Mediunidade

    Leitura e breve comentrio de pequeno trecho de uma obra esprita de referncia, [...] que no ultrapassar o tempo-limite de 15 minutos, cons-tituir- se-, preferentemente, de um dos itens de O Evangelho segundo o Espiritismo, seguindo-se-lhe uma das questes de O Livro dos Espritos [...]. 3

    3.2 Fase da manifestao dos Espritos

    o momento da manifestao dos Espritos e o dilogo que com eles se realiza. Por ser a fase mais importante da reunio, so canalizados todos os esforos da equipe espiritual e a do plano fsico para o seu xito. O tempo destinado a todas as comunicaes deve ficar em torno de sessenta minutos, repetimos. importante observar tambm:

    a) Os mdiuns psicofnicos devem alternar as comunicaes medi-nicas entre si, evitando monopolizaes. De uma maneira geral, devem limitar em duas o nmero de comunicaes psicofnicas de Espritos sofredores.

    b) Controlar o tom da voz nas comunicaes psicofnicas, no falando excessivamente alto ou baixo.

    c) Os mdiuns esclarecedores devem evitar dilogos longos ou muito rpidos.

    d) Evitar evocaes diretas dos Espritos, optando pela sua manifestao espontnea. Freqentemente, as evocaes oferecem mais dificulda-des aos mdiuns do que os ditados espontneos [...]. 1 Sendo assim, a prtica medinica deve primar pela espontaneidade, evitando-se a evocao de entidades espirituais. Cabe direo espiritual a seleo de desencarnados que devero manifestar-se na reunio.

    e) Essa fase pode ser iniciada e encerrada pela manifestao espontnea de um benfeitor espiritual. Percebemos, entretanto, que nas reunies de desobsesso, sobretudo nas em que o trabalho se reveste de certa complexidade, comum a transmisso de mensagem psicofnica de um orientador espiritual, logo no incio da prtica medinica, que esclarece a respeito do trabalho em questo.

    Essa medida necessria, porquanto existem situaes e problemas, estri-tamente relacionados com a ordem doutrinria do servio, apenas visveis a ele, e o amigo espiritual, na condio de condutor do agrupamento, perante a Vida Maior, precisar dirigir-se ao conjunto, lembrando minudncias e respondendo a alguma consulta ocasional que o dirigente lhe queira fazer, transmitindo algum aviso ou propondo determinadas medidas. Esse entendimento, no limiar do programa de trabalho a executar-se,

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    Programa II

    indispensvel harmonizao dos agentes e fatores de servio, ainda mesmo que o mentor se utilize do medianeiro to-s para uma simples orao que, evidentemente, significar tranqilidade em todos os setores da instrumentao. 5

    Aps a palavra desse benfeitor, reserva-se um tempo para a manifestao dos Espritos necessitados. Simultaneamente, podem ocorrer as manifesta-es psicogrficas.

    Nos grupos medinicos ainda iniciantes ou que no apresentem caracte-rsticas de desobsesso, a manifestao de um orientador espiritual ocorre, em geral, ao final da reunio.

    H grupos medinicos que preferem destinar um espao de tempo para a psicografia, antes da manifestao psicofnica dos Espritos necessitados. Da mesma forma, h grupos que preferem realizar irradiaes mentais antes das comunicaes medinicas, propriamente ditas. Neste roteiro, julgamos por bem colocar as irradiaes como uma atividade de encerramento da reunio, conforme orienta Andr Luiz no livro Desobesso. 7

    3.3 Encerramento

    Concludas as manifestaes dos Espritos, realizam-se as vibraes (ir-radiaes mentais), pelo dirigente ou por algum por ele indicado, seguidas da prece final, no ultrapassando o horrio de funcionamento da reunio. No momento das irradiaes os participantes podem solicitar mentalmente auxlio dos Benfeitores a favor de algum. Evitar a realizao de irradiaes e de preces longas.

    Rogando aos companheiros reunidos vibraes de amor e tranqilidade para os que sofrem, o diretor do grupo, terminadas as tarefas da desobses-so propriamente ditas, suspender a palavra, pelo tempo aproximado de dois a quatro minutos, a fim de que ele mesmo e os integrantes do crculo formem correntes mentais com as melhores idias que sejam capazes de articular, seja pela prece silenciosa, seja pela imaginao edificante. Todo pensamento onda de fora criativa e os pensamentos de paz e fraternidade, emitidos pelo grupo, constituiro adequado clima de radiaes benfazejas, facultando aos amigos espirituais presentes os recursos precisos forma-o de socorros diversos, em benefcio dos companheiros que integram o crculo, dos desencarnados atendidos e de irmos outros, necessitados de amparo espiritual a distncia. Um dos componentes da equipe, nomeado pelo diretor do conjunto, pode articular uma prece em voz alta, lembrando, na orao, os enfermos espirituais que se comunicaram, os desencarnados

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    Estudo e Prtica da Mediunidade

    que participaram silenciosamente da reunio, os doentes dos hospitais e os irmos carecentes de socorro e de alvio, internados em casas assistenciais e instituies congneres. 7

    A avaliao uma etapa da reunio que no deve, sob qualquer justificativa, ser dispensada por oferecer subsdios melhoria do trabalho. Deve estar isenta de qualquer julgamento, mas movida por um sentimento de respeito e frater-nidade. Recordamos, a propsito, a orientao de Paulo, o apstolo: Quem s tu que julgas o servo alheio? [...] Cada um esteja inteiramente seguro em seu prprio nimo. [...] De maneira que cada um de ns dar conta de si mesmo a Deus. (Romanos, 14: 4-5; 12)

    A finalidade precpua da avaliao, transcorrida num clima harmnico, promover uma reflexo sobre o contedo das comunicaes medinicas, troca de experincias e outras caractersticas prprias do trabalho. interessante que dirigente, assessores, mdiuns psicofnicos e integrantes da equipe, finda a reunio, analisem, sempre que possvel, as comunicaes havidas, indicando-se para exame proveitoso os pontos vulnerveis dessa ou daquela transmisso. 10

    A prece final semelhante que foi realizada no incio, [...] proferida pelo dirigente da reunio, obedecer conciso e simplicidade. 8 , porm, oportunidade para agradecer o aprendizado e o convvio fraterno. Terminada a prece final, o diretor, com uma frase breve, dar a reunio por encerrada e far no recinto a luz plena. Vale esclarecer que a reunio pode terminar, antes do prazo de duas horas, a contar da prece inicial, evitando-se exceder esse limite de tempo. 9

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    Programa II

    REFERNCIAS1. KARDEC, Allan. O livro dos mdiuns. Traduo de Guillon Ribeiro. 78. ed. Rio

    de Janeiro: FEB, 2006. Segunda parte, cap. 25. Item 272, p. 362-363.2. XAVIER, Francisco Cndido e VIEIRA, Waldo. Desobsesso. Pelo Esprito Andr

    Luiz. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. 27 (Livros para leitura), p. 111.3. ___. Cap. 28 (Leitura preparatria), p. 113.4. ___. Cap. 29 (Prece inicial), p. 117.5. ___. Cap. 30 (Manifestao inicial do mentor), p. 119-120.6. ___. Cap. 32 ( Manifestao de enfermo espiritual-1), p. 125.7. ___. Cap. 51 (Radiaes), p. 179-180.8. ___. Cap. 56 (Prece final), p. 197.9. ___. Cap. 57 (Encerramento), p. 199.10 ___. Cap.60 (Estudo construtivo das passividades), p. 209.11. XAVIER, Francisco Cndido. Seara dos mdiuns. Pelo Esprito Emmanuel. 18 ed.

    Rio de Janeiro: FEB, 2006. Item: Carto de visita, p. 17-18.

  • ProgrAMA II MDUlo I

    FUNDAMENtAo ESPrItA: rEUNIES MEDINIcAS

    Roteiro 4

    cRItRIOs De paRtIcIpaO e afastaMentO

    Objetivo

    > analisar os principais critrios de participao e de afasta-mento do trabalhador da reunio medinica.

  • SUBSDIoS Roteiro 4 crItrIoS DE PArtIcIPAo E AFAStAMENto

    Porque, assim como o corpo um e tem muitos membros, e todos os mem-bros, sendo muitos, so um s corpo, assim Cristo tambm. [...] Para que no haja diviso no corpo, mas, antes, tenham os membros igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro honrado, todos os membros se regozijam com ele. Paulo (1 Corntios, 12: 12; 25-26)

    1. CRITRIOS DE ADMISSO DO TRABALHADOR REUNIO MEDINICA Estar integrado em atividades da Casa Esprita e ter realizado cursos

    regulares e sistematizados, semelhantes ao Estudo Sistematizado da Doutrina Esprita e Estudo e Prtica da Mediunidade. O estudo esprita tem a vantagem, como nos alerta Allan Kardec, de [...] fundar a uni-dade de princpios, de fazer adeptos esclarecidos, capazes de espalhar as idias espritas e de desenvolver grande nmero de mdiuns. 4

    Revelar hbito de estudo e orao, realizando inclusive a reunio do evangelho no lar. O mdium tem obrigao de estudar muito, obser-var intensamente e trabalhar em todos os instantes pela sua prpria iluminao. 10 O trabalhador do grupo medinico por reconhecer os benefcios da orao, sabe que o [...] culto do Evangelho no abrigo do-mstico equivale a lmpada acesa para todos os imperativos do apoio e do esclarecimento espiritual. 8

    Participar de atividade de assistncia e promoo social. Outro aspecto de servio que os obreiros da desobsesso no podem olvidar, sem prejuzo, a assistncia aos necessitados. 9 Os servios de amor ao prximo so atividades complementares prtica medinica. Neste sentido recorde-mos Jesus:

    Ento, dir o Rei aos que estiverem sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possu por herana o Reino que vos est preparado desde a fundao do

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    Programa II

    mundo; porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na priso, e fostes ver-me.[...] E, respondendo o Rei, lhes dir: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmos, a mim o fizestes. (Mateus, 25: 34-36; 40)

    Estar em condies fsicas, emocionais e psquicas para participar da reunio medinica. A influncia moral e do meio interferem sobrema-neira na prtica medinica, como esclarece Allan Kardec em O Livro dos Mdiuns. 3 necessrio tambm verificar se a pessoa revela sinais de influncias obsessivas, fator que desaconselha a prtica medinica at que a dificuldade seja sanada. O captulo 23, da obra citada, traz preciosas informaes sobre o assunto. Na verdade, esses trs captulos de O Livro dos Mdiuns merecem ser relidos com ateno.

    Ter disciplina, pontualidade e assiduidade com o compromisso assu-mido. Neste sentido, deve aprender a superar os impedimentos natu-rais, como chuvas, visitas de ltima hora e outros contratempos. 5 As suas ausncias, comunicadas ao dirigente da reunio, so limitadas a motivos de fora maior. 7 A pontualidade deve ser naturalmente ob-servada. Pontualidade sempre dever, mas na desob- sesso assume carter solene. 6

    Esforar-se na busca da transformao moral pela vivncia do Evangelho luz do entendimento esprita. Reconhece-se o verdadeiro esprita pela sua transformao moral e pelos esforos que emprega para domar suas inclinaes ms. 1

    No estar vinculado reunio medinica de outra Casa Esprita.

    Comprometer-se com a preservao da harmonia do grupo, cultivando, incessantemente, as disposies estabelecidas por Allan Kardec em O Livro dos Mdiuns, segunda parte, item 341: 2

    Perfeita comunho de vistas e de sentimentos.

    Cordialidade recproca entre todos os membros.

    Ausncia de todo sentimento contrrio verdadeira caridade crist.

    Um nico desejo: o de se instrurem e melhorarem, por meio dos ensinos dos Espritos e do aproveitamento de seus conselhos.

    Excluso de tudo o que, nas comunicaes pedidas aos Espritos, apenas exprima o desejo de satisfao da curiosidade.

  • 44

    Estudo e Prtica da Mediunidade

    Recolhimento e silncio respeitosos, durante as confabulaes com os Espritos.

    Unio de todos os assistentes [participantes], pelo pensamento, ao apelo feito aos Espritos que sejam evocados.

    Concurso dos mdiuns da assemblia [reunio], com iseno de todo sentimento de orgulho, de amor-prprio e de supremacia e com o s desejo de serem teis.

    2. CRITRIOS RELACIONADOS AO AFASTAMENTO DO TRABALHADOR DA REUNIO MEDINICAConsiderar a possibilidade de afastamento do trabalhador do grupo me-

    dinico em situaes especficas, quais sejam:

    falta moral ou comportamento social, incompatveis com a seriedade da reunio;

    desarmonia fsica ou mental (psquica) grave;

    ausncia de compromisso com a tarefa voluntariamente assumida;

    faltas contnuas sem justificativa. Neste sentido, o dirigente da reunio medinica dever entrar em contato com o participante, procurando identificar as causas de sua ausncia.

    O afastamento do trabalhador do grupo medinico uma situao que deve ser encaminhada com bom senso e esprito de fraternidade, analisando caso a caso. O dirigente e demais integrantes do grupo devem ser colocados disposio do participante, auxiliando-o no que for possvel. Acolh-lo de volta assim que cessar a causa que provocou o seu afastamento.

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    Programa II

    REFERNCIAS1. KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Traduo de Guillon Ribeiro.

    126. ed. Rio de Janeiro: 2006. Cap. 17, item 4, p. 311.2. ___. O livro dos mdiuns. Traduo de Guillon Ribeiro. 78. ed. Rio de Janeiro:

    FEB, 2006. Segunda parte, cap. 29, item 341, p. 456-457.3. ___. Captulos 20 e 21, p. 294-304, e p. 305-308.4. ___. Obras pstumas. Traduo de Guillon Ribeiro. 39. ed. Rio de Janeiro: FEB,

    2006. Segunda parte, item: Projeto 1868 (Ensino esprita), p. 376.5. XAVIER, Francisco Cndido e VIEIRA, Waldo. Desobsesso. Pelo Esprito Andr

    Luiz. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Captulos 5 (Superao de impedimentos: chuva), 6 (Superao de impedimentos: visitas), 7 (Superao de impedimentos: contratempos) e 8 (Impedimento natural), p. 37-45.

    6. ___. Cap. 14 (Pontualidade), p. 64.7. ___. Cap. 22 (Ausncia justificada), p. 93-94.8. ___. Cap. 70 (Culto do evangelho no lar), p. 239.9. ___. Cap. 71 (culto da assistncia), p. 241.10. XAVIER, Francisco Cndido. O consolador. Pelo Esprito Emmanuel. 26 ed. Rio

    de Janeiro: FEB, 2006, questo 392, p. 218.

  • ProgrAMA II MDUlo I

    FUNDAMENtAo ESPrItA: rEUNIES MEDINIcAS

    Roteiro 5

    avaLIaO Da ReUnIO MeDInIca

    Objetivo

    > esclarecer como se realiza a avaliao da reunio medinica.

  • SUBSDIoS Roteiro 5 AvAlIAo DA rEUNIo MEDINIcA

    Mas o que sai da boca procede do corao, e isso contamina o homem. Por-que do corao procedem os maus pensamentos, mortes, adultrios, prostituio, furtos, falsos testemunhos e blasfmias. Jesus (Mateus, 15:18-19)

    1. CONCEITOS SOBRE AVALIAOEssencialmente, avaliar emitir juzo de valor. Este juzo, porm, s

    confivel se fundamentado em informaes vlidas e imparciais. A avaliao no um fim, mas um meio que permite verificar at que ponto os objetivos ou as finalidades de um trabalho esto sendo alcanados. A avaliao da pr-tica medinica deve focalizar aspectos doutrinrios espritas do trabalho e a conduta dos participantes perante a manifestao dos Espritos.

    No permita que suscetibilidades lhe conturbem o corao. D aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto voc livre para pensar como deseja. Cada pessoa v os problemas da vida em ngulo diferente. Muita vez, uma opinio diversa da sua pode ser de grande auxlio em sua experincia ou negcio, se voc se dispuser a estud-la. Melindres arrasam as melhores plantaes de amizade. Quem reclama, agrava as dificuldades. No cultive ressentimentos. Melindrar-se um modo de perder as melhores situaes. No se aborrea, coopere. Quem vive de se ferir, acaba na condio de espinheiro. 17

    2. FINS E BENEFCIOS DA AVALIAOAvaliamos para estimular uma reflexo crtica sobre as aes desencadea-

    das num trabalho ou atividade. Os resultados da avaliao permitem correo de rumos e melhoria de processos, desde que decises efetivas sejam tomadas. Revela tambm precioso instrumento de auxlio mtuo numa equipe, se utiliza-do com responsabilidade. Emmanuel, a propsito, nos esclarece com sabedoria:

    Abraando na Doutrina Esprita o clima da prpria f, lembra-te de Jesus, frente do povo a que se propunha servir. No se localiza o Divino Mestre em tribuna garantida por assessores plenamente identificados com os seus

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    Programa II

    princpios. Ele algum que caminha diante da multido. Chama aoitada pela ventania das circunstncias adversas... rvore sublime batida pelas varas da exigncia incessante... Ningum o v rodeado de colaboradores completos, mas de problemas a resolver. E, renteando com os doentes e aflitos que lhe solicitam apoio, todas as personalidades que lhe cruzam a senda representam atitudes diversas, reclamando-lhe pacincia. [...] Assim tambm, na instituio em que transitas, encontrars em quase todos os companheiros oportunidades de aprender ou de auxiliar. [...] Entretanto, se conheces o caminho exato, preciso ajudes aos que se transviam; se te equilibras, preciso socorras os que se perturbam; se te mantns firme, preciso sustentar os que caem, e, se j entesouraste leve migalha de luz, preciso auxilies os que se debatem nas trevas. 13

    3. A PRTICA MEDINICA: CRITRIOS DE AVALIAOComo foi dito no roteiro trs, a avaliao no deve ser dispensada, uma

    vez que sempre importante fazer uma reflexo sobre o contedo das comu-nicaes medinicas recebidas e as percepes e sensaes captadas pelos integrantes do grupo.

    Neste aspecto, so considerados critrios bsicos da avaliao de um grupo medinico: a) impessoalidade; b) autocrtica; c) esforo de cada participante para transformar o grupo num todo coletivo e homogneo, unidos como num feixe de varas; 2 d) anlise das comunicaes recebidas pelos mdiuns.

    So indicadores de avaliao da prtica medinica sria:

    Tem base na orientao esprita existente nas obras editadas por Allan Kardec e nas complementares a estas, de autores fiis Codificao, assim como nos preceitos morais do Evangelho de Jesus. Na reunio medinica [...] h que considerar a excelncia da codificao kardequiana; contu-do, ser sempre til a lembrana de que as reunies doutrinrias devem observar o mximo de simplicidade, como as assemblias humildes e sinceras do Cristianismo primitivo [...]. 9

    H sigilo quanto ao contedo das comunicaes medinicas relacionadas a pessoas conhecidas ou no do grupo, evitando-se manifestaes de curiosidade e cuidando-se para no expor a intimidade das pessoas. por isso que, em nossas atividades, precisamos todos de obrigao cum-prida e atitude exata, humildade vigilante e f operosa, com a caridade e a tolerncia infatigveis para com todos, sem desprezar a ningum. 14

  • 50

    Estudo e Prtica da Mediunidade

    H conscientizao de que os acontecimentos ocorridos durante a reunio medinica no devem ser comentados com pessoas estranhas ao trabalho.

    Necessrio, assim, saibamos reconhecer por ns mesmos o que seja es-sencial a fazer pelo rendimento digno da atividade geral. 8

    Revela compromisso com a tarefa pela pontualidade e assiduidade demonstradas.

    Diante das obrigaes naturais que a mediunidade impe em sua prtica, muitos companheiros trazem baila desculpas diversas que lhes justifiquem a fuga, embora demonstrem vivo interesse na aquisio de poderes psquicos. [...] No admitas possa haver construo til sem estudo e atividade, ateno e suor. [...] Mediunidade na lavoura do esprito igual a planta nobre na lavoura comum. Deus d a semente, mas, para que a semente produza, no prescinde do esforo de nossa mos. 16

    Considera medida de bom senso no fazer registros de assuntos ou acon-tecimentos relacionados a pessoas, em fichas ou cadernos. Ningum alegue conquistas intelectuais ou sentimentais como razo para desen-tendimentos com os irmos da Terra. 3

    Identifica dificuldades que possam impedir o bom andamento do trabalho, assim como as respectivas solues. Se queres que Jesus venha santificar as tuas atividades, endireita os caminhos da existncia, regenera os teus impulsos. Desfazes as sombras que te rodeiam e senti-Lo-s, ao teu lado, com a sua bno. 4

    Desestimula o excesso de entusiasmo pelo fenmeno medinico. As manifestaes medinicas no so a base essencial do Espiritismo. Des-centralizar a ateno das manifestaes fenomnicas [...] para deter-se no sentido moral dos fatos e das lies. Na mediunidade, o fenmeno constitui o envoltrio externo que reveste o fruto do ensinamento. 5

    Dificulta, firmemente, manifestaes de vaidade e evidncia pessoal. A primeira necessidade do mdium [aqui entendido como todo trabalhador do grupo medinico] evangelizar-se a si mesmo antes de se entregar s grandes atividades doutrinrias [...]. 10

    Analisa e organiza as mensagens transmitidas pelos Espritos, somente divulgando-as sob aval da direo da Casa Esprita. Kardec aconselha submeter todas as comunicaes medinicas [...] a um exame escrupu-loso, em se lhes perscrutando e analisando o pensamento e as expresses,

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    Programa II

    como de uso fazer-se quando se trata de julgar uma obra literria, rejeitando-se, sem hesitao, tudo o que peque contra a lgica e o bom senso, tudo o que desminta o carter do Esprito que se supe ser o que se est manifestando [...]. 1

    Observa atentamente o comportamento e atitudes dos participantes, sobretudo os dos mdiuns ostensivos, quanto ao controle das prprias manifestaes medinicas (bocejos, tom de voz alterado alto ou baixo demais gesticulao exagerada, respirao ofegante, uso de palavras rudes ou inconvenientes etc.). A [...] mediunidade, acima de tudo, precisa levantar-se e esclarecer-se, edificar-se e servir, com bases na educao. 15

    Reconhece a inconvenincia de consultas contnuas aos Espritos benfeitores ou das seguidas orientaes que, supostamente, tais orien-tadores transmitem aos companheiros encarnados. Admitamos que os benfeitores espirituais, por mais dedicados e evoludos, no devem interferir nos mecanismos de manifestao da lei de causa e efeito dos seus protegidos.

    O costume de tudo aguardar de um guia pode transformar-se em vcio de-testvel, infirmando as possibilidades mais preciosas da alma. Chegando-se a esse desvirtuamento, atinge-se o declive das mistificaes e das extravagncias doutrinrias, tornando-se o mdium preguioso e leviano responsvel pelo desvio de sua tarefa sagrada. 11

    Impede a utilizao de prticas e mtodos exticos ou estranhos Doutrina Esprita no atendimento aos desencarnados. Em suma, diante do acesso aos mais altos valores da vida, Jesus e Kardec esto perfeitamente conju-gados pela Sabedoria Divina. Jesus, a porta. Kardec, a chave. 12

    Considerando os fins e os benefcios do processo avaliativo, podemos represent-lo por meio deste esquema:

    Avaliao

    Correo

    ReflexoAo

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    Estudo e Prtica da Mediunidade

    4. AVALIAO DA PRTICA MEDINICA4.1 Quando deve ser realizada a avaliao no grupo medinico?

    A avaliao da prtica medinica deve ser realizada em dois momentos especficos: a) aps a prece final de cada reunio; b) em dias, horas e locais es-pecficos, previamente estipulados. importante que os participantes, dirigente, assessores, mdiuns psicofnicos e demais integrantes da equipe, [...] finda a reunio, analisem, sempre que possvel, as comunicaes havidas, indicando-se para exame proveitoso os pontos vulnerveis dessa ou daquela transmisso. 6 Esta avaliao deve ser breve, cerca de 15 minutos, no se prendendo a detalhes.

    A outra avaliao, ao contrrio, abrange um perodo maior de tempo, necessrio anlise das mensagens, da troca de idias a respeito do trabalho desenvolvido, das dificuldades surgidas e das propostas de melhoria do tra-balho. Segue um calendrio previamente definido pelo grupo, ou se rene sempre que se fizer necessrio. H situaes especficas que no necessitam a presena de todos os participantes nessas reunies. Andr Luiz destaca, nesse sentido, a reunio de mdiuns esclarecedores (dialogadores), os quais, reuni-dos periodicamente, analisam tpicos do trabalho ou apresentam [...] planos entre si com o objetivo de melhoria e aperfeioamento do grupo. Semelhantes reunies so absolutamente necessrias para que se aparem determinadas arestas da mquina em ao e se ajustem providncias a benefcio das obras em andamento. Esses ajustes, maneira de sodalcios doutrinrios, constituem, ainda, meios de atuao segura e direta dos mentores espirituais do grupo para assumirem medidas ou plasmarem advertncias, aconselhveis ao equilbrio e ao rendimento do conjunto. 7

    4.2 O que avaliar?

    Contedos e significncia das comunicaes medinicas.

    Habilidades, atitudes e comportamentos dos participantes, em relao ao atendimento dos Espritos comunicantes.

    Mtodos e critrios utilizados pelo dirigente da reunio, pelos mdiuns, pelos dialogadores e pela equipe de apoio.

    Relaes interpessoais.

    Nvel de comprometimento do participante com o trabalho medinico.

    De semelhante providncia, efetuada com apreo recproco que necessita-mos sustentar uns para com os outros, resultar que todos os componentes da

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    Programa II

    reunio se investiro, por si mesmos, na responsabilidade que nos cabe manter no estudo constante para a eficincia do grupo. 6

    4.3 Quem deve avaliar?

    Os integrantes da reunio: dirigente, assessores, dialogadores, mdiuns e equipe de apoio. 6

    4.4 Como avaliar?

    O processo avaliativo comporta, em sntese, trs etapas: avaliao de si mesmo (auto-avaliao), avaliao da conduta ou aes do outro (no se avalia a pessoa) e a avaliao que o outro faz, da nossa conduta ou das nossas aes. Assim:

    Avaliao

    2

    1

    3

    Legenda: 1. Auto-avaliao 2. Avaliar o outro 3. Ser pelo outro avaliado

    A avaliao realizada no grupo medinico deve, necessariamente, ter um carter fraterno. As observaes fraternas e desapaixonadas, nesse sentido, alertaro os companheiros da mediunidade quanto a senes que precisem evitar e recordaro aos encarregados do esclarecimento pequenas inconvenincias de atitude ou palavras nas quais no devem reincidir. 6

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    Estudo e Prtica da Mediunidade

    REFERNCIAS1. KARDEC, Allan. O livro dos mdiuns. Traduo de Guillon Ribeiro. 78. ed. Rio

    de Janeiro: FEB, 2006. Segunda parte, cap. 24, item 266, p. 344.2. ___. Cap. 29, item 331, p. 447.3. XAVIER, Francisco Cndido. Caminho, verdade e vida. Pelo Esprito Emmanuel.

    27. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 8 (Jesus veio), p. 32.4. ___. Cap. 16 (Endireitai os caminhos), p. 48.5. VIEIRA, Waldo. Conduta esprita. Pelo Esprito Andr Luiz. 30. ed. Rio de Janeiro:

    FEB, 2006. Cap. (Perante o fenmeno), p. 106.6. XAVIER, Francisco Cndido e VIEIRA, Waldo. Desobsesso. Pelo Esprito Andr

    Luiz. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. 60 (Estudo construtivo das passivi-dades), p. 209.

    7. ___. Cap. 65 (Reunies de mdiuns esclarecedores), p. 225.8. XAVIER, Francisco Cndido. Educandrio de luz. Por diversos Espritos. 2. ed. So

    Paulo: IDEAL, 1988. Cap. 5 (Conjunto: mensagem do Esprito Emmanuel), p. 22.9. ___. O consolador. Pelo esprito Emmanuel. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006,

    questo 373, p. 209.10. ___. Questo 387, p. 215.11. ___. Questo 392, p. 218.12. XAVIER, Francisco Cndido e VIEIRA, Waldo. Opinio esprita. Pelos Espritos

    Emmanuel e Andr Luiz. 4. ed. Uberaba: Comunho Esprita Crist, 1973. Cap. 2 (O mestre e o apstolo mensagem do Esprito Emmanuel), p. 25.

    13. XAVIER, Francisco Cndido. Seara dos mdiuns. Pelo Esprito Emmanuel. 18. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Item: Em tarefa esprita, p. 37-38.

    14. ___. Item: caridade e tolerncia, p. 117.15. ___. Item: Mediunidade e alienao mental , p. 136.16. ___. Item: Mediunidade e trabalho, p. 229-230.17. ___. Sinal verde. Pelo Esprito Andr Luiz. 50. ed. Uberaba: Comunho Esprita

    Crist, 2002. Cap. 23 (Melindres), p. 56-57.

  • A mediunidade curadora uma aptido inerente ao indivduo, como todos os

    gneros de mediunidade.Allan Kardec

    Revista Esprita. Setembro de 1865, p. 351.

  • ProgrAMA II MDUlo I

    Prtica:

    ObseRvaes pRtIca MeDInIca

    Objetivo

    > Oferecer aos participantes inscritos no programa II a oportunidade de acompanharem, como observadores, a realizao de reunies medinicas.

    aconselhvel que os participantes inscritos Programa II, Curso de Estudo e Prtica da Mediunidade, observem como funciona, efetivamente, uma sesso medinica esprita. Neste sentido, a direo do Curso planeja um programa de estgio que ser desenvolvido durante quatro a cinco semanas consecutivas.

    Os estudos tericos do Mdulo (Fundamentao Esprita), a Atividade Complementar e a Culminncia sero ministrados normalmente, indepen-dentemente dessa atividade prtica.

    A coordenao do Curso seleciona a melhor forma de estgio, a que for considerada mais adequada s caractersticas da Casa Esprita, onde o Curso realizado.

    importante que se faa uma avaliao do estgio, ao final.

    Apresentamos, a propsito, algumas sugestes:

    1. Dividir a turma em pequenos grupos que devero participar de sesses medinicas existentes na Casa Esprita. Nesta situao, o coordenador do Curso de Estudo e Prtica da Mediunidade elabora, em conjunto com dirigentes de grupos medinicos, o cronograma de visita, instrues que

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    Estudo e Prtica da Mediunidade

    devam ser repassadas aos visitantes (por exemplo, no lhes ser facultada a manifestao de Espritos) etc.

    2. Outra possibilidade seria o grupo medinico da Casa Esprita ir at os participantes do Curso: o coordenador do Estudo e Prtica da Medinica convida integrantes experientes das reunies medinicas da Casa Esprita para realizarem algumas sesses medinicas, no local onde ocorrem os estudos da mediunidade. Organizam-se, ento, com antecedncia, todos os detalhes da execuo do trabalho.

    3. Uma terceira alternativa seria a realizao do estgio nas turmas que se encontram na fase de concluso do Programa II do Curso. A desvantagem, neste caso, a de que nem sempre se pode contar com a presena de mdiuns ou trabalhadores da mediunidade experientes, mas com principiantes em processo de educao da prpria mediunidade.

  • 59

    Programa II

    A mediunidade faculdade inerente natureza do homem; nem uma

    exceo, nem um favor, e faz parte do grande conjunto humano.

    Allan Kardec Revista Esprita. Maio de 1865, p. 212..

  • ProgrAMA II MDUlo I

    Atividade complementar

    ORIentaes paRa a pRtIca MeDInIca

    Objetivo

    > Listar orientaes para a realizao da prtica medinica.

    Segui a caridade e procurai com zelo os dons espirituais [...]. Paulo (1 Corntios,14:1)

    1. INTRODUOA Atividade Complementar, deste Mdulo, destaca os principais itens que

    devem ser considerados no desenvolvimento da prtica medinica proposta no Curso e que, efetivamente, comea no prximo Mdulo de Estudo.

    Essa prtica tem como finalidade proporcionar condies de desenvol-vimento harmnico das faculdades psquicas, como a da mediunidade, em pessoas que ofeream condies para tal. O indivduo que tem mediunidade--tarefa (mediunidade de efeitos patentes, no dizer de Kardec) renasce com uma sensibilidade mais apurada e uma organizao fsica favorvel plena manifestao do fenmeno medinico. de notar-se, alm disso, que essa faculdade no se revela, da mesma maneira, em todos. 1

    As pessoas, nas quais a mediunidade no se revela to evidente, podem, entretanto, desenvolver suas faculdades perceptivas e intuitivas, transformando--se em instrumentos de grande valia na prtica medinica. desta forma que surgem os bons mdiuns esclarecedores (dialogadores) e os bons transmissores

  • 62

    Estudo e Prtica da Mediunidade

    de energias magnticas e irradiantes. So mdiuns que muito beneficiam os Espritos enfermos, comuns nas reunies medinicas. A palavra fraterna e esclarecedora lhes alcana o entendimento, confortando-os. As irradiaes mentais e as vibraes magnticas da prece e do passe lhes amenizam as dores, cicatrizando feridas, refazendo leses perispirituais. Entretanto, no esquea-mos: Quem d o bem o primeiro beneficiado, quem acende uma luz o que se ilumina em primeiro lugar. 18

    Percebe-se, assim, que o aperfeioamento da faculdade medinica no privilgio dos mdiuns chamados ostensivos (psicofnicos, psicgrafos, vi-dentes etc.), mas de todos os integrantes do grupo medinico. O Espiritismo cristo a revivescncia do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, e a mediu-nidade constitui de um seus fundamentos vivos. A mediunidade, porm, no exclusiva dos chamados mdiuns. Todas as criaturas a possuem, porquanto significa percepo espiritual que deve ser incentivada em ns mesmos. 17

    Apresentamos, em seguida, algumas orientaes que devem ser observadas em relao organizao e ao funcionamento da reunio medinica, na forma como so previstas nas atividades prticas do Programa II do Curso de Mediunidade.

    2. ORIENTAES PARA A PRTICA MEDINICAA parte prtica do Curso de Mediunidade realizada imediatamente aps

    os 30 - 40 minutos do estudo terico. Trata-se de uma reunio medinica que apresenta caractersticas especficas, na qual os participantes, inscritos no Pro-grama II do Curso Estudo e Prtica da Mediunidade iro constatar se possuem algum tipo de mediunidade produtiva, aprender como educ-la e utiliz-la como recurso de melhoria espiritual.

    O estudo terico, realizado na forma de uma explanao, com ou sem apoio de recursos visuais, favorece a livre participao dos inscritos. Por ser um trabalho que antecede uma prtica medinica, deve ser conduzido num clima harmnico, favorecedor de reflexes, jamais de debates ou dis-cusses acaloradas.

    Devido seriedade do empreendimento, o trabalho deve contar com a assistncia direta de monitores e de colaboradores espritas, mais experientes, integrados a um grupo medinico da Casa Esprita. desejvel que a equipe conte tambm com o apoio de um mdium psicofnico e um esclarecedor (dialogador) que fazem parte de grupos medinicos da Instituio.

    A direo deste grupo deve ser cuidadosamente selecionada. condu-zida por algum que tenha intimidade com o trabalho medinico, podendo,

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    Programa II

    inclusive, ser o mesmo monitor do estudo terico. Este cooperador deve possuir condies morais, psicolgicas e doutrinrias bsicas para saber di-rigir a reunio com proveito: liderana, disciplina, tato, bondade, pacincia e conhecimento evanglico-esprita.

    O diretor da tarefa prtica estar atento quanto diviso do tempo desti-nado reunio: incio, meio e fim. No incio da prtica medinica faz-se breve prece, com ou sem msica suave de fundo. Segue-se o momento da manifestao dos Espritos e o dilogo com eles. No encerramento faz-se breve irradiao (no mais que trs minutos), seguida da prece final, objetiva e concisa. Terminada a prece, faz-se a avaliao da reunio (cerca de 10-15 minutos).

    Nada impede de que a reunio seja realizada no mesmo local onde ocorreu o estudo terico, desde que existam condies mnimas de funcionamento: silncio favorvel introspeco e concentrao mental dos participantes; baixa luminosidade; uma mesa (para possveis pisicgrafos) e cadeiras. (Veja os roteiros 2 e 3, Mdulo I).

    Enfatiza-se observncia rigorosa do horrio de incio e trmino da reunio, que no deve ultrapassar o total de duas horas. Se a teoria e a prtica ocorrerem no mesmo local, importante que o responsvel pela parte terica limite a sua explanao em quarenta minutos. Caso a parte prtica seja realizada em outro cmodo, dever reduzir-se o tempo da teoria para 30 minutos, a fim de que os participantes possam se deslocar sem correrias ou atropelos.

    No que diz respeito ecloso da mediunidade, os participantes so conve-nientemente alertados de que o processo pode provocar-lhes alteraes org-nicas e psicolgicas: Reaes emocionais inslitas. Sensao de enfermidade, s aparente. Calafrios e mal-estar. Irritaes estranhas. 13 comum a pessoa ter vontade de chorar, num momento. Noutro tomada por uma sensao de angstia ou de tristeza. Aborrece-se com facilidade, alternando a impacincia com a calma e a serenidade. H mdiuns iniciantes que sentem dores de cabea ou presso na nuca. Outros, sobretudo os propcios a doar energias radiantes, sentem mal-estar gstrico ou dores estomacais.

    necessrio conferir se, efetivamente, h ecloso da mediunidade, pois a problemtica pode ser de outra natureza: doenas orgnicas, influncias espirituais, situao provacional, estresse existencial etc. A prece, o passe, o servio em benefcio do prximo so, em quaisquer situaes, recursos de au-xlio valoroso. Neste sentido, os participantes do Programa II da Mediunidade so orientados a:

    Desenvolver o hbito dirio da orao.

  • 64

    Estudo e Prtica da Mediunidade

    Freqentar assiduamente uma das reunies de explanao evanglico- doutrinria (palestras pblicas) da Casa Esprita.

    Receber passe sempre que sentir necessidade (em geral, aps as palestras pblicas h servio de passe).

    Realizar reunio do Evangelho no lar, sistematicamente, ainda que sozinho.

    Integrar-se a uma reunio de assistncia e promoo social e ou espiritual, quais sejam: confeco de vestimentas; preparo ou entrega de alimentos; apoio a doentes, idosos e crianas; aulas para a infncia, juventude ou adultos etc.

    Fazer leituras edificantes, usualmente.

    A equipe deve estar convencida da assistncia espiritual vigilante, orien- tadora e esclarecida, proporcionada pelos benfeitores desencarnados que, pre-viamente, assumiram compromissos com o grupo e com a tarefa. Esta convico, dever ser continuamente lembrada durante as reunies, proporcionando um ambiente de paz e serenidade, propcio manifestao dos Espritos necessi-tados e ao desenvolvimento ou educao da mediunidade.

    3. APOIO AO MDIUM PRINCIPIANTEAs orientaes doutrinrias que se seguem, existentes em O Livro dos

    Mdiuns, so referenciais para todos os participantes do grupo medinico, independentemente do tipo ou grau de mediunidade que possuam.

    O desenvolvimento da mediunidade guarda relao com o desenvolvi-mento moral dos mdiuns?

    No; a faculdade propriamente dita se radica no organismo; independe do moral. O mesmo, porm, no se d com o seu uso, que pode ser bom, ou mau, conforme as qualidades do mdium. 2

    Os mdiuns, que fazem mau uso das suas faculdades, que no se servem delas para o bem, ou que no as aproveitam para se instrurem, [...] sero punidos duplamente, porque tm um meio a mais de se esclarecerem e o no aproveitam. Aquele que v claro e tropea mais censurvel do que o cego que cai no fosso. 3

    Os Espritos, que considerais como personificaes do bem, no aten-dem de boa vontade ao apelo dos que trazem o corao manchado pelo orgulho, pela cupidez e pela falta de caridade. 4

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    Programa II

    Falsssima idia formaria do Espiritismo quem julgasse que a sua fora lhe vem da prtica das manifestaes materiais e que, portanto, obstando--se a tais manifestaes, se lhe ter minado a base. Sua fora est na sua filosofia, no apelo que dirige razo, ao bom senso. 10

    importante, pois, que os participantes que, no futuro, desejam fazer parte de um grupo medinico entendam que, antes [...] de se entrar em comu-nicao com o mundo invisvel, so indispensveis estudo prvio, preparo moral e mtodo que habilite o pesquisador [participante ou membro da equipe medinica] a um trabalho dedicado exclusivamente ao bem geral dos Espritos sofredores, quer encarnados, quer desencarnados, a fim de ficar isento do perigo das obsesses, to freqentes na atualidade. 12

    sempre oportuno lembrar que no existe meio confivel de saber, pre-viamente, que tipo de mediunidade a pessoa possui. Kardec esclarece:

    Infelizmente, at hoje, por nenhum diagnstico se pode inferir, ainda que aproximadamente, que algum possua essa faculdade. Os sinais fsicos, em os quais algumas pessoas julgam ver indcios, nada tm de infalveis. Ela se manifesta nas crianas e nos velhos, em homens e mulheres, quaisquer que sejam o temperamento, o estado de sade, o grau de desenvolvimento intelectual e moral. S existe um meio de se lhe comprovar a existncia. experimentar. 5

    Tambm no existe regra ou receita que especifique como desenvolver a mediunidade. Afirma, o Codificador, a respeito:

    Tm-se procurado processos para a formao dos mdiuns, como se tm procurado diagnsticos; mas, at hoje nenhum conhecemos mais eficaz do que os que indicamos. Na persuaso de ser uma resistncia de ordem toda material o obstculo que encontra o desenvolvimento da faculdade, algumas pessoas pretendem venc-la por meio de uma espcie de ginstica quase deslocadora do brao e da cabea. [...] Se no existirem rudimentos da faculdade, nada poder produzi-los, nem mesmo a eletrizao, que j foi empregada, sem xito, com o mesmo objetivo. 6

    O dirigente da reunio deve ficar atento aos possveis sinais fsicos de manifestao medinica, comuns aos mdiuns principiantes. Nos psicofnicos observa-se respirao ofegante, movimentao ou toro das mos e ou do corpo, bocejos, gemidos etc. Estes sinais desaparecem no mdium educado. Para os psicgrafos, Kardec sugere:

    O primeiro indcio de disposio para escrever uma espcie de frmito no brao e na mo. Pouco a pouco a mo arrastada por uma impulso que ela

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    Estudo e Prtica da Mediunidade

    no logra dominar. [...] Alguns mdiuns escrevem desde o princpio cor-rentemente com facilidade, s vezes mesmo desde a primeira sesso, o que muito raro. Outros, durante muito tempo, traam riscos e fazem verdadeiros exerccios caligrficos. Dizem os Espritos que para lhes soltar a mo. [...] Se, apesar de tudo, nenhuma alterao houver, deve o mdium parar, uma vez reconhea que nada de srio obtm. [...] A estas observaes, acrescenta um Esprito: H mdiuns cuja faculdade no pode produzir seno esses sinais. Quando, ao cabo de alguns meses, nada mais obtm do que coisas insignifican-tes, ora um sim, ora um no ou letras sem conexo, intil continuarem, ser gastar papel em pura perda. So mdiuns, mas mdiuns improdutivos[...]. 7

    Kardec destaca a grande dificuldade que os mdiuns principiantes enfren-tam: [...] o de terem de haver-se com Espritos inferiores e devem dar-se por felizes quando so apenas Espritos levianos. Toda ateno precisam por em que tais Espritos no assumam predomnio, porquanto, em acontecendo isso, nem sempre lhes ser fcil desembaraar-se deles. ponto este de tal modo capital, sobretudo em comeo, que, no sendo tomadas as precaues neces-srias, podem perder-se os frutos das mais belas faculdades. 9

    A ao desses Espritos pode ser neutralizada se o participante se cercar dos cuidados bsicos, relacionados no penltimo pargrafo do item 2 deste Roteiro (Orientaes para a prtica medinica).

    O dialogador principiante deve ter conscincia que a intuio o tipo de mediunidade utilizada pelos benfeitores espirituais no aprimoramento da capacidade de esclarecer os Espritos que sofrem, freqentadores comuns das reunies medinicas. Falar aos comunicantes perturbados e infelizes, com dignidade e carinho, entre a energia e a doura, detendo-se exclusivamente no caso em pauta. Sabedoria no falar, cincia de ensinar. 14

    Os doadores de energias magnticas, pelo passe, e irradiantes (irradiao mental e prece) desenvolvero, com apoio seguro e inestimvel dos orientadores da Vida Maior, a capacidade de expandir o seu fluido vital em benefcio dos necessitados, encarnados e desencarnados, ao longo do tempo. Reconhecer que os [...] resultados da orao, quanto os resultados do amor, so ilimitados.15 Por outro lado, o principiante da prtica medinica deve saber que quando [...] aplicar passes e demais mtodos da teraputica espiritual, fugir indagao sobre resultados e jamais temer a exausto das foras magnticas. O bem ajuda sem perguntar. 16 Por outro lado, esses benfeitores atuaro, tambm, nos canais da intuio desses mdiuns, permitindo que percepes lhes atinjam o mundo ntimo, as quais sero utilizadas em benefcio dos Espritos que sofrem e na manuteno vibratria da reunio.

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    Programa II

    4. ANLISE E DIVULGAO DAS MENSAGENS MEDINICASUm dos correspondentes da Revista Esprita perguntou a Allan Kardec,

    em certa ocasio: Devemos publicar tudo quanto os Espritos dizem? 11 Antes de prestar-lhes os esclarecimentos relativos indagao, o Codificador do Espiritismo tambm perguntou: Seria bom publicar tudo quanto dizem e pensam os homens? 11 Em seguida, explicou:

    Quem quer que possua uma noo do Espiritismo, por mais superficial que seja, sabe que o mundo invisvel composto de todos os que deixaram na Terra o envoltrio visvel. Entretanto, pelo fato de se haverem despojado do homem carnal, nem por isso os Espritos revestiram da tnica dos an-jos. Encontramo-los de todos os graus de conhecimento e de ignorncia, de moralidade e de imoralidade; eis o que no devemos perder de vista. No esqueamos que entre os Espritos, assim como na Terra, h seres levianos,estouvados e zombeteiros; pseudo-sbios, vos e orgulhosos, de um saber incompleto; hipcritas, malvados e, o que nos pareceria inexplicvel, se de algum modo no conhecssemos a fisiologia desse mundo, existem os sensuais, os ignbeis e os devassos, que se arrastam na lama. Ao lado disto, tal como ocorre na Terra, temos seres bons, humanos, benevolentes, escla-recidos, de sublimes virtudes; como, porm, nosso mundo no se encontra nem na primeira nem na ltima posio, embora mais vizinho da ltima que da primeira, disso resulta que o mundo dos Espritos abrange seres mais avanados intelectual e moralmente que os nossos homens mais esclarecidos, e outros que ainda esto abaixo dos homens mais inferiores. [...] Publicar sem exame, ou sem correo, tudo quanto vem dessa fonte, seria, em nossa opinio, dar prova de pouco discernimento. 11

    Tendo como base esses critrios, os participantes do grupo devem ser informados que as mensagens recebidas ficaro em poder da coordenao do Curso. Sero avaliadas posteriormente, e, se algumas forem consideradas relevantes, podero ser lidas nas reunies posteriores.

    A divulgao de mensagens cabe direo da Casa Esprita ou com apoio desta. Em relao a esta questo o Codificador enfatiza que tais comunicaes devem ser consideradas, na fase inicial da prtica medinica, meros exerccios. No se lhes deve dar muita importncia, visto que procedem de Espritos empregados, por assim dizer, como mestres de escrita, para desembaraarem o mdium principiante. 8

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    Estudo e Prtica da Mediunidade

    REFERNCIAS1. KARDEC, Allan. O livro dos mdiuns. Traduo de Guillon Ribeiro. 78. ed. Rio

    de Janeiro: FEB, 2006. Segunda parte, cap. 14, item 159, p. 211.2. ___. Cap. 20, item 226, pergunta 1., p. 294.3. ___. Pergunta 3., p. 295.4. ___. Pergunta 12, p. 298.5. ___. Cap. 17, item 200, p. 255.6. ___. Item 208, p. 261.7. ___. Item 210, p. 261-262.8. ___. p. 262.9. ___. Item 211, p. 262-263.10. ___. O livro dos espritos. Traduo de Guillon Ribeiro. 88. ed. Rio de Janeiro: FEB,

    2006. Concluso, item 6, p. 544.11. ___. Revista esprita. Jornal de estudos psicolgicos. Ano segundo. 1859. Traduo

    de Evandro Noleto Bezerra. Poesias traduzidas por Inaldo Lacerda Lima. 1. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004. Novembro de 1859, n.0 11. Item: Deve-se publicar tudo quanto dizem os espritos?, p.423-424.

    12. BANAL, Spartaco. Sesses prticas do espiritismo. 7. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. Cap. 1 (Como se deve praticar o Espiritismo), p. 17-18.

    13. PERALVA, Martins. Mediunidade e evoluo. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. Cap. 3 (Ecloso medinica), p. 19.

    14. VIEIRA, Waldo. Conduta esprita. Pelo Esprito Andr Luiz. 301.ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 24 (Perante os Espritos sofredores), p. 91.

    15. ___. Cap. 26 (Perante a orao), p. 97.16. ___. Cap. 28 (Perante o passe), p. 102.17. XAVIER, Francisco Cndido. Missionrios da luz. Pelo Esprito Andr Luiz. 41.

    ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 3 (Desenvolvimento medinico), p. 39.18. ___. Cap. 11 (Intercesso), p. 160.