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Manejo reprodutivo na pecuária de leite e corte prof. hugo 2016 2

Feb 08, 2017

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  • 14/10/2016

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    Manejo Reprodutivo na pecuria de Leite e Corte

    Prof. Hugo Shisei Toma

    Produo de Ruminantes IManejo Reprodutivo na

    pecuria de Corte

    avanos tecnolgicos novos conhecimentos cientficos aprimoramento das tcnicas de criao animal

    gerenciamento inadequado falta de organizao administrativa das propriedades

    ineficincia operacional

    O que se pretende por intermdio do maior e melhor conhecimento a aplicao das

    tcnicas pecurias avanadas e intensificar as paries, de forma que cada vaca, em idade reprodutiva, produza um bezerro por ano e

    este deva ser criado de forma sadia e desmamado com bom peso.

    Quais seriam as prticas de manejo para aumentar a eficincia reprodutiva de um rebanho de corte?

    PRTICAS DE MANEJO: Identificao dos animais e registro de ocorrncias

    Escolha do perodo de monta

    Escolha do sistema de acasalamento

    Preparo de novilhas para reposio

    Diagnstico de gestao e descarte

    Determinao da idade desmama

    Atendimento s exigncias nutricionais

    Controle Sanitrio do rebanho

    Registro de ocorrncias

    Marcao individual dos animais Abortos Diagnstico de gestao Peso da cria, ano de nascimento Peso a desmama Outros

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    Aspectos gerais da reproduo

    Puberdade: -machos espermatozides viveis(utilizao acima de 18-24 meses)

    -fmeas primeiro cio

    Puberdade mais relacionada a peso que a idade (300 a 350kg na primeira cobertura - fmeas)

    Fmeas com fraca ossatura e baixo desenvolvimentono devem ser cobertas cedo

    Ciclo estral polistrica anual (primavera vero maior

    nmero de cios)

    Inverno falta de pastagem (anestro fisiolgico)

    Ciclo de 21 dias

    Estro ou cio 18 - 24 horas (perodo para a cobertura) Europias at 30 horas Zebunas 18-24 horas

    Ovulao: depois do estro (cobertura no final do cio)

    Regrinha: cio de manh insemina tardecio tarde insemina na manh seguinte

    Idade primeira cobertura: 70 a 75% peso adulto 300-350 kg

    Gestao: mdia de 283 dias

    Intervalo entre partos: ideal 365 dias (1 parto/ano)

    IP = 365 dias

    Gest = 283 dias

    Sobram 82 dias (perodo de servio e cobertura)

    Idade a primeira cria quanto mais nova, melhor*

    Escolha do perodo de monta

    Sistema de Monta Contnuo Desvantagens: Nascimento ao longo do ano pocas

    inadequadas;

    Desenvolvimento prejudicado dos bezerros;

    Baixa fertilidade das matrizes aumento do intervalo entre partos

    Dificuldade no controle zootcnico e sanitrio

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    Estao de monta ou Perodo de monta

    Vantagens:

    Identificar animais infrteis

    Concentrao dos partos

    Melhor adequao do calendrio sanitrio

    Melhor planejamento nutricional do rebanho

    Desmamar animais mais pesados

    SAZONALIDADE DA PRODUO FORRAGEIRA

    poca e durao da estao de monta

    75 90% Produo Forrageira /Primavera e Vero 6 7 meses/ano

    Produo de forragem X exigncia nutricional Estao de Monta para Novilhas

    Incio: mnimo de 30 dias antes da EM de vacas. Durao: 45 - 60 dias

    Mais tempo para recuperao aps a 1 cria

    Vacas adultas: 60 a 90 dias Essa antecipao visa, principalmente, a proporcionar s

    novilhas, por estarem ainda em crescimento e lactao, tempo suficiente para a recuperao do seu estado fisiolgico e iniciar o segundo perodo de monta, junto com as demais categorias de fmeas

    Estao de Monta para Novilhas

    O peso ideal novilhas Nelores: 290-300 kg/vivo,

    (criaes extensivas = 26-30 meses)

    Pastagens melhoradas = 28-24 meses

    Novilhas com sangue europeu = 300-320kg/vivo

    Idade: apartir dos 14-18 meses

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    Limitaes da E.M.

    Aumento do nmero de touros pode utilizar tambm a I.A. (qualidade maior)

    Concentrao nascimentos (corte s uma poca do ano) diviso em lotes com tratamentos diferentes:

    a) animal a pasto

    b) pasto + suplementao inverno

    c) pasto + suplementao + confinamento

    Limitaes da E.M.

    Dificulta o manejo inicial da cria pela concentrao de nascimentos

    Mudana no estabelecimento lenta e causa transtornos (reduz bezerros no ano seguinte)

    Perodos da E.M.

    Vero outubro, novembro e dezembro Nascimento em julho, agosto e setembro Desmame em fevereiro, maro e abril

    Inverno abril, maio e junho Nascimento em janeiro, fevereiro e maro Desmame em agosto, setembro e outubro

    JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

    DESMAMA NASCIMENTO ESTAO MONTA

    JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

    NASCIMENTO ESTAO MONTA DESMAMA

    ESTAO DE MONTA DE VERO

    ESTAO DE MONTA DE INVERNO

    E.M. de vero

    Vacas bem alimentadas ciclos regulares, boa fertilidade

    Nascimento em perodo com baixa incidncia de miase e doenas

    No nascimento, o bezerro depende mais do leite do que forragem cuidado com a vaca (escore corporal)

    Na desmama, mas fcil suplementar bezerro do que a vaca

    E.M. de inverno

    Maior peso ao nascer (pouco considervel)

    Desmame no vero melhor qualidade pastos

    DESVANTAGEM: suplementao para a vaca para no reduzir a

    fertilidade do rebanho

    Lactao no inverno Aumenta incidncia de doenas miases, etc

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    Estabelecimento da E.M.

    Deve-se definir:

    Meses da E.M. vero ou inverno

    Providenciar diviso pasto

    Aumentar nmero touros

    2 maneiras diferentes:

    Estabelecimento da E.M.

    Primeira maneira gradativamente

    Inicialmente com seis meses

    Nos outros anos retira um ms, ou dois, at chegar a 3 meses

    Estabelecimento da E.M.

    Segunda maneira gradualmente

    Primeiro ano: E.M. de nove meses (retira 3 meses inverno)

    Segundo ano: E.M. de seis meses

    Terceiro ano: estao de monta de trs meses

    Fertilidade dos Touros:

    - Exame Androlgico completo;

    - Exame Fsico: defeitos de aprumos, cond.corporal, incidncia de doenas, problemas respiratrios e dentio;

    - Exame do Trato Reprodutivo: anormalidades dos rgos genitais;

    - Avaliao das caractersticas do smen;

    - Avaliao da libido;

    - Capacidade de Monta e relao touro/vaca

    Exame androlgico

    Avaliao geral

    Desempenho reprodutivo

    Sistema locomotor

    rgos genitais

    Aspectos fsicos e morfolgicos do smen

    Comportamento sexual

    Circunferncia escrotal

    Correlao negativa com idade puberdade Parmetro reprodutivo fcil de ser mensurado Correlaciona-se com o peso testicular

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    Circunferncia escrotal

    Bom indicador do potencial de produo espermtica

    Correlaes genticas para esta caracterstica Utilizada no processo de seleo de reprodutores

    bovinos

    Mensurao da circunferncia escrotal

    Avaliao do epiddimo

    Avaliao dos cordes espermticos e mobilidade testicular

    Classificao androlgica de touros zebu, baseada no permetro escrotal (cm)

    Parmetros

    Classificao

    Excelente Muito bom Bom Questionvel

    Motilidade espermtica

    Vigor 5 430

    Permetro escrotal (idade em meses)

    7 a

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    O melhoramento gentico realizado por meio do uso de smen de reprodutores de comprovado valor zootcnico e da sua utilizao em rebanhos selecionados, pelo processo de inseminao artificial.

    Apesar de sua simplicidade, a inseminao artificial requer um criterioso e rgido controle de suas diferentes etapas, que vai desde a seleo do reprodutor doador de smen, passando pelo processamento tecnolgico deste, seleo e controle do rebanho, chegando at o treinamento do inseminador (Ohashi, 2002).

    INSEMINAO ARTIFICIAL VANTAGENS:

    Facilitar a seleo e variabilidade gentica do rebanho, possibilitando ao criador trabalharcom vrias linhagens de reprodutores.

    Maior controle reprodutivo dos animais Permitir maior aproveitamento de reprodutores que

    apresentam caractersticas melhoradoras. Em condies de monta natural, um touro produz at 50 bezerros/ano, enquanto que com a inseminao artificial, pode produzir 5.000 ou mais bezerros/ano.

    INSEMINAO ARTIFICIAL

    VANTAGENS: Diminuir a quantidade de touros na fazenda,

    facilitando o manejo e evitando brigas, reduzindo tambm os gastos com a aquisio e a manuteno de reprodutores.

    Assegurar ao proprietrio a possibilidade de estocar e utilizar o smen de um reprodutor, mesmo depois de morto.

    Contribuir para um maior controle sanitrio e reprodutivo do rebanho, eliminando as doenas da reproduo como campilobacteriose, brucelose eoutras.

    INSEMINAO ARTIFICIAL

    DESVANTAGEM: Manejo mais intensivo e trabalhoso Custo (questionvel) Exige pessoal habilitado, para realizar a

    correta observao do cio, alm deequipamentos especiais.

    Necessita de um inseminador capacitado, honesto e responsvel.

    INSEMINAO ARTIFICIAL

    DESVANTAGEM: Pode disseminar rapidamente caractersticas

    indesejveis quando no se conhece o reprodutor utilizado.

    Pode propagar algumas doenas, causar leses e infeces no aparelho reprodutivo da fmea quando o mtodo no utilizado corretamente.

    necessrio um manejo adequado, com boa alimentao, mineralizao correta, assistncia mdica veterinria e responsabilidade.

    INSEMINAO ARTIFICIAL

    Necessidade de touro de repasse I.A. comum

    IATF inseminao artificial em tempo fixo

    INSEMINAO ARTIFICIAL

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    Sincronizao estro

    Induo de estro e ovulao

    Planejamento prvio

    Boa alimentao e sanidade no rebanho

    Inseminadores bem treinados e smen de boa qualidade

    Vrios protocolos hormonais disponveis no mercado