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Hilda Hilst

Mar 28, 2016

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Dado Motta

Programa para peça de Teatro
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  • Que te devolvam a almaHomem do nosso tempo.Pede isso a DeusOu s coisas que acreditas terra, s guas, noiteDesmedida,Uiva se quiseres,Ao teu prprio ventreSe ele quem comandaA tua vida, no importa,Pede mulherquela que foi noiva que se fez amiga,Abre a tua boca, ululaPede chuvaRugeComo se tivesses no peitoUma enorme feridaEscancara a tua bocaRegouga: A ALMA. A ALMA DE VOLTA.

    Poemas aos Homens do Nosso Tempo

  • O projeto teatral HILDA HILST O Esprito da Coisa nasceu de madrugada... Domingo de 1998... Um telefonema da amiga querida, atriz e hoje tambm di-retora Imara Reis. Inspirada por uma matria de jornal sobre Hilda, ela teve a percepo brilhante e generosa, como s Imara pode ter, da ressonncia e do encanta-mento que desde jovem tenho pelo temperamento arts-tico da escritora e por seu universo apaixonante e apai-xonado. Naquele perodo, final dos anos noventa, ainda no havia sido lanada a reedio da obra de Hilda nem a sua distribuio pela Editora Globo, o que efetivamente aconteceu a partir de 2001, melhorando a proximidade do leitor com sua obra e minimizando a tristeza que eu sentia por Hilda no ter ainda seu trabalho conhecido pelo grande pblico, embora sempre exaltado e admira-do pela crtica especializada que concedeu-lhe inmeros prmios.

    A necessidade e o desejo de homenage-la, resgatar um pouco da vida e da vasta, vertiginosa e imortal obra desta grande mulher e escritora brasileira tomaram conta de mim!

    Quem foi Hilda Hilst? Qual a importncia da obra de Hilda para a literatura? Hilda sempre foi reconhecida pela crtica como grande inovadora da escrita e sua mis-tura de gneros e seu constante fluxo de pensamentos e imaginao garantiram uma obra profunda e peculiar, nica! Hilda dzima, polifonia literria. Iniciei en-to minha pesquisa naquele mesmo ano, (re)visitando o pouco que havia disponvel de sua obra e de informaes sobre sua vida nas livrarias, sebos e internet. Panorama que mudou muito nestes quase dez anos passados desde que a idia do projeto foi concebida.

    De que forma levaria ao teatro essa mulher e multi-facetada escritora que faz reflexes imprescindveis sobre os grandes temas universais e que certamente traria ao palco um sopro de energia potica que chegaria ao pbli-co com a fora e o encantamento natural dos grandes au-

    A Idia

  • tores? Encomendar um texto de ou-tro escritor para falar sobre ela e seu universo, encenar uma de suas nove peas a maioria ainda inditas , pensar na adaptao de um s de seus textos em prosa ou apresentar um re-cital de poesia, pareceu-me reduzir a possibilidade de navegar pela rique-za de sua herana de palavras, sons, sentidos mltiplos e ambivalentes. Ir alm me parecia fundamental.

    Para traar um perfil de seu uni-verso pessoal e literrio compreendi que ningum seria melhor do que a prpria Hilda. Sua palavra j lapidada em seus trabalhos, as declaraes de seus parceiros e amigos mais prxi-mos e as entrevistas concedidas por ela a vrios meios de comunicao eram imprescindveis. Separar a obra de Hilda e sua pessoa, impraticvel!

    O material que selecionei para o texto da pea deveria ento ser com-pilado como um dilogo entre cria-dor e criatura de forma a revelar as diversas faces da escritora que ressal-tariam aspectos essenciais da pessoa e da mulher. Minha vontade era no s a de expor a riqueza da experincia esttica da escritora ou o esprito ou-sado da mulher - que sempre esteve muito alm do seu tempo - que des-denhou literal e figurativamente das vrgulas; mas fazer-se ouvir uma voz extrema e humana carregada de uma lucidez capaz de nos atingir a medula; fazer ressoar sua palavra, sua viso de mundo muitas vezes transcendente e metafsica, afirmada por todos os questionamentos que marcam muito de sua vida e de seu trabalho; radio-grafar sua alma e revel-la atravs

    de um jogo de luz e sombra onde os opostos se atrairiam. Reapresent-la aos que j a conheciam e admiravam e apresent-la aos que ainda no ti-nham o privilgio de conhecer a bele-za de sua Grande Face!

    Como atriz, mais do que fazer um trabalho de composio ou um retrato de Hilda Hilst, era meu de-sejo transportar para o palco as vo-zes de sua voz, as faces de sua face, a alma de sua alma. Ilumin-la em sua essncia pessoal e literria, esti-mular e promover o reencontro do pblico com sua obra e mostr-la em seus mais altos vos da livre expresso criativa. Desejos mais do que afeitos arte teatral.

    Ao longo destes ltimos anos a pesquisa foi iniciada, o material colhido, o texto escrito, vrias ativi-dades paralelas pensadas, mas todas as tentativas feitas na captao dos recursos para a realizao do projeto foram negadas... Esta uma outra estria triste, alis, velha conhecida de todos os heris que fazem cultura neste pas! Mas, como Hilda mesmo nos diz, no h silncio bastante para o meu silncio.

    Impossvel silenciar uma das maiores e mais geniais vozes da lite-ratura brasileira!

    Seus escritos proporcionaro ao espectador o que j acontece com seus leitores um profundo mergu-lho nas inquietaes da alma huma-na. Hilda Hilst ser sempre lida nos vos e desvos de cada um de ns, pois encontrou a imortalidade de seu esprito atravs da palavra! Assim foi. Assim !

  • Amiga eterna, de rara inteligncia e habilidades mltiplas, mulher das letras e das artes a quem procurei no final de 1999 para partilhar deste trabalho. Amante ardorosa do universo hilstiano e sempre minha maior incentivadora, tornou-se minha primeira parceira. Mas com sua morte repentina e precoce em 2001, no nos foi nem possvel comear a trabalhar na primeira parte do material que eu j vinha colhendo. Maria Lcia dei-xou-me imensa saudade e o legado exemplar de paixo e dedicao arte dramtica e ao teatro paulista. Sen-sibilizada por essa perda, arquivei o projeto por alguns anos e retomei o trabalho de pesquisa em meados de 2005. Ao final deste mesmo ano fiz contato com Jos Luis Mora Fuentes, escritor, presidente do Instituto Hilda Hilst e amigo pessoal da escritora, que me es-tendeu a mo afetuosa, permitindo meu acesso a todo o acervo de Hilda e da Casa do Sol e suas encantadoras estrias. A grandeza, o humor e o refinamento de seu esprito, no pertencem a este mundo! Sem essa ddiva concedida, pelo hoje j amado amigo e tambm nosso consultor literrio e por sua esposa, a artista plstica

    O Caminho Compar tilhadoDedico este trabalho memria de Maria Lcia Pereira (1949-2001).

  • Olga Bilenky, que ainda nos honra com a beleza de sua arte, nada disso seria possvel.

    Continuando na busca por novos parceiros, entre encontros e desencontros, veio em seguida Jos Ant-nio de Souza; escritor e dramaturgo imprescindvel, amigo verdadeiro, mestre primeiro! Z com sua sabe-doria e olhar agudo, logo traduziu a minha proposta de trabalho, apresentando-me Gaspar Guimares; fi-lsofo, roteirista e editor de vdeo que sob sua coorde-nao daria contorno ao vasto material, que ento eu j havia selecionado. Gaspar no s fez a dramaturgia, como mergulhou profundamente nos escritos de Hilda trazendo novas e estimulantes propostas. Finalmente, no incio de 2008, chegou Ruy Cortez, sutilssimo amado, grande amigo e companheiro! Jovem diretor que traz flor da pele e deposita sobre o trabalho san-gue, beleza, profundidade, requinte, delicadeza, apuro e um talento e sensibilidade imensurveis. Atributos dos verdadeiros e grandes artistas. A presena de Ruy neste projeto essencial no s pela inspirao e transpira-o dedicadas sua concretizao, mas tambm por sua inestimvel contribuio na fase final de pesquisa e re-viso. Trabalhador srio e incansvel seja na criao ou na produo, ainda nos brindou com a participao de alguns dos profissionais que hoje integram esta equipe brilhante, a quem devo sem dvida, a realizao deste sonho perseguido por tanto tempo e que agora pode ser compartilhado com todos vocs e com Maria Lcia Pereira. Que onde quer que esteja, ela possa receber minha gratido e amor eterno!

    Rosaly PapadopolSo Paulo/ Abril de 2009.

  • Isso de mim que anseia despedida(Para perpetuar o que est sendo)

    No tem nome de amor. Nem celesteOu terreno. Isso de mim marulhoso

    E tenro. Danarino tambm. Isso de mim novo: Como quem come o que nada contm.

    A impossvel oquido de um ovo.Como se um tigre

    Reversivo,Veemente de seu avessoCantasse mansamente.

    No tem nome de amor. Nem se parece a mim.Como pode ser isto? Ser tenro, marulhoso

    Danarino e novo, ter nome de ningumE preferir ausncia e desconforto

    Para guardar no eterno o corao do outro.

    Cantares do Sem Nome e de Partidas

    Desenho e anotaes de Hilda Hilst

  • Nasceu em Ja, So Paulo, em 21 de abril de 1930. Em 1948, entrou para a Faculdade de Direito da Universidade de So Paulo (Largo So Francisco), formando-se em 1952. Em 1966, mudou-se para a Casa do Sol, uma chcara prxima a Campinas (SP), onde hoje est instalado o Instituto Hilda Hilst Centro de Estudos Casa do Sol [www.hildahilst.com.br], presidido pelo escritor e amigo pessoal de Hilda, Jos Luis Mora Fuentes. Ali dedicou todo seu tempo criao literria. Poeta, dramaturga e ficcionista, Hilda Hilst escreveu por quase cinqenta anos, tendo sido agraciada com os mais importantes prmios literrios do pas. Participou, desde 1982, do Programa do Artista Residente, da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP. Entre poesia, fico, crnicas e teatro teve 41 livros publicados. Ningum escreve como Hilda Hilst!, proclamou o crtico literrio Lo Gilson Ribeiro. Seu arquivo pessoal foi comprado pelo Centro de Documentao Alexandre Eullio Instituto de Estudos de Linguagem (IEL), da UNICAMP, em 1995, estando aberto a pesquisadores do mundo inteiro. Alguns de seus textos foram traduzidos para o francs, ingls, italiano e alemo. Em maro de 1997, seus textos Com os meus olhos de co e A obscena senhora D foram publicados pela editora Galli-mard, com traduo de Maryvonne Lapouge, que tambm tra-duziu Grande Serto: Veredas, de Guimares Rosa. Hilda Hilst faleceu em Campinas, no dia 4 de fevereiro de 2004.

    Hilda Hils t (1930 - 2004)

  • Poesia:Pressgio. So Paulo: Revista dos Tribunais, 1950. Ilustraes de Darcy Penteado. Balada de Alzira. So Paulo: Edies Alarico, 1951. Ilustraes de Clvis Graciano.Balada do festival. Rio de Janeiro: Jornal de Letras, 1955.Roteiro do Silncio. So Paulo: Anhambi, 1959.Trovas de muito amor para um amado senhor. So Paulo: Anhambi, 1959 e So Paulo: Mas-sao Ohno, 1961.Ode fragmentria. So Paulo: Anhambi, 1961.Sete cantos do poeta para o anjo. So Paulo: Mas-sao Ohno, 1962. Prmio PEN Clube de So Paulo. Ilustraes de Wesley Duke Lee. Poesia (1959/1967). So Paulo: Livraria Sal, 1967.Jbilo, memria, noviciado da paixo. So Paulo: Massao Ohno, 1974.Poesia (1959/1979). So Paulo: Quron/INL, 1980. Ilustrao de Bastico.Da Morte. Odes mnimas. So Paulo: Massao Ohno, Roswitha Kempf, 1980. Ilustraes da autora.Cantares de perda e predileo. So Paulo: Mas-sao Ohno/M. Ldia Pires e Albuquerque Edi-tores,1980. Prmio Jabuti/Cmara Brasileira do Livro. Prmio Cassiano Ricardo/Clube de Poesia de So Paulo. Poemas malditos, gozosos e devotos - SP: Massao Ohno/Ismael Guarnelli Editores, 1984.Sobre a tua grande face. So Paulo: Massao Ohno, 1986.Amavisse. So Paulo: Massao Ohno, 1989.Alcolicas. So Paulo: Maison de vins, 1990.Do desejo. So Paulo: Pontes, 1992Buflicas. So Paulo: Massao Ohno, 1992. De-senhos de Jaguar.Cantares do sem nome e de partidas. So Paulo: Massao Ohno, 1995.Do amor. So Paulo: Edith Arnhold/Massao Ohno, 1999.

    Fico:Fluxo-Floema. So Paulo: Perspectiva, 1970. Qads. So Paulo: Edart, 1973.Fices. So Paulo: Quron, 1977. Prmio APCA. Melhor livro do ano.

    Tu no te moves de ti. So Paulo: Cultura, 1980.A obscena senhora D. So Paulo: Massao Ohno, 1982.Com meus olhos de co e outras novelas. So Paulo: Brasiliense, 1986. Ilustraes da au-tora.O caderno rosa de Lori Lamby. So Paulo: Massao Ohno, 1990. Ilustraes de Millr Fernandes.Contos descrnio/Textos grotescos. So Paulo: Siciliano, 1990.Cartas de um sedutor. So Paulo: Paulicia, 1991.Rtilo nada. Campinas: Pontes 1993. Prmio Jabuti/Cmara Brasileira do Livro.Estar sendo. Ter sido. So Paulo: Nankin, 1997. Ilustraes de Marcos Gabriel. Cascos e carcias: crnicas reunidas (1992/1995). So Paulo: Nankin, 2000.

    Antologias poticas:Do desejo. Campinas: Pontes, 1992.Do amor. So Paulo: Massao Ohno, 1999.

    Participaes em coletneas:Agenta corao. In: Flvio Moreira da Costa. Onze em campo e um bando de pri-meira, p. 39-40. Rio de Janeiro: Relume Du-mar, 1998. Canto Terceiro, XI (Balada do Festival). In: Milton de Godoy Campos. Antologia poti-ca da Gerao de 45, pp. 114-115. So Paulo: Clube da poesia, 1966.Rtilo nada. In: Renata Pallotini. Antho-logie de la posie brsilienne, p. 373-381. Paris: Chandeigne, 1988. Traduo de Isabel Meyrelles.Gestalt. In: talo Moriconi. Os cem melho-res contos brasileiros do sculo, p. 332-333. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000. Do desejo (fragmentos), Alcolicas (frag-mentos). In: talo Moriconi. Os cem melho-res poemas brasileiros do sculo, p. 289-290 e p. 293-295. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.Do desejo (poema XLIX). In: Jos Neu-manne Pinto. Os cem melhores poetas brasi-leiros do sculo, p. 230. So Paulo, 2001.

    Obras da Au tora

  • Poeti brasiliani contemporanei. Prefcio e seleo de Silvio Castro. p.64-75. Veneza: Centro Internazionale della Grfica di Vene-zia, 1997.

    Em parceria:Renina Katz: serigrafias. Poema de Hilda Hilst. So Paulo: Cesar, 1970.

    Teatro :A possessa, 1967.O rato no muro, 1967.O visitante, 1968.Auto da barca de Camiri, 1968.O novo sistema, 1968.As aves da noite, 1968.O verdugo, 1969. Prmio Anchieta - Conse-lho Estadual de Cultura, 1970.A morte do patriarca, 1969.Teatro reunido (volume I), 2000 Nota: com exceo da pea O verdugo, to-das as obras so inditas.

    Desde 2001 a Editora Globo reedita e distri-bui toda a sua obra.

    Tradues:Para o alemoBriefe eines Verfhrers. (Cartas de um sedutor, fragmento). Traduo de Mechthild Blum-berg. Stint. Zeitschrift fr Literatur, Bremen, n.27, ano 15, p. 28-30, out. 2001.Funkelndes Nichts (Rtilo nada). Traduo de Mechthild Blumberg Stint. Stint. Zeitschrift fr Literatur, Bremen, n.29, ano 15, p.54-66, 2001.Vom Tod. Minimale Oden (Da morte. Odes Mnimas). (Odes I, IV, V, VI, VIII, XII, XIX e poemas I e III de tua frente. Em vaidade. Traduo de Curt Meyer-Clason. In: Mo-dernismo Brasileiro und die brasilianische Lyric der Gegenwart. Berlim, 1997.

    Para o espanholRtilo nada. Traduo de Liza Sabater. De azur, p. 49-59, jun/ago, 1994.

    Para o francsContes sarcastiques - fragments rotiques. Paris: Gallimard, 1994.Lobscne madame D suivi de le chien. Paris: Gallimard, 1997.Da morte. Odes mnimas / De la mort. Odes minimes. So Paulo: Nankin Editorial /

    Montreal, Le Norot, 1998 (edio bilinge portugus / francs). Ilustraes da autora. Para o italianoIl quaderno rosa di Lori Lamby. Roma: Son-zogno, 1992.

    Para o inglsGlittering Nothing. Traduo de David Willian Foster. In: Cristina Ferreira Pinto. Urban voices - contemporary short stories from Brazil. Nova Iorque: University Press of America, 1999.Two Poems. Traduo de Eloah F. Giacomelli. The Antagonish Review - Scotia, n. 20, p. 61, out. 1975.

    Prmios:1962, Hilda Hilst recebe o Prmio PEN

    Clube de So Paulo, por Sete cantos do poeta para o anjo (Massao Ohno Editor, 1962).

    1969, a pea O Verdugo arrebata o prmio Anchieta, um dos mais importantes do pas na poca.

    A Associao Paulista dos Crticos de Arte (Prmio APCA) considera Fices (Edies Quron, 1977) o melhor livro do ano.

    1981, Hilda recebe o Grande Prmio da Crtica para o Conjunto da Obra, pela mes-ma APCA.

    1984, a Cmara Brasileira do Livro conce-de o Prmio Jabuti a Cantares de perda e pre-dileo (Massao Ohno - M. Ldia Pires e Al-buquerque editores, 1983), e, no ano seguinte, a mesma obra recebe o Prmio Cassiano Ri-cardo (Clube de Poesia de So Paulo).

    1993, Rtilo Nada. A obscena senhora D. Qads, (Pontes - 1993) recebe o Prmio Ja-buti como melhor conto.

    2002, Hilda agraciada com o Prmio Moinho Santista - 47 edio, categoria po-esia.

    2003 consagrada pela Associao Paulista de Crticos de Arte (APCA), na rea de lite-ratura, com o Grande Prmio da Crtica pela reedio de suas Obras completas.

    Todos os dados aqui reunidos foram obtidos em livros da e sobre a autora, websites e nos Cadernos de Literatura Brasileira Hilda Hilst, do Instituto Moreira Salles (nmero 8, outubro de 1999).

  • Concepo e atuao: Rosaly PapadopolDireo: Ruy CortezParticipao especial: Antonio Abujamra (voz em off de Apolnio, pai de Hilda Hilst)Dramaturgia: Gaspar GuimaresCoordenao de dramaturgia: Jos Antnio de SouzaConsultoria literria: Jos Luis Mora FuentesCenografia: Andr CortezFigurino: Anne CerruttiIluminao: Fbio Retti Direo Musical: TunicaMsica especialmente composta: dson TobinagaMsicos: Daniel Collaneri, Tarcsio de Arruda Paes e dson Tobinaga Visagismo: Westerley DornellasCenotecnia e adereos: Csar RezendePesquisa: Rosaly Papadopol (colaboradores: Gaspar Guimares e Ruy Cortez)Arte grfica: Dado MottaIlustrao para material grfico: Olga BilenkyFotografia: Joo CaldasGravao em vdeo/teaser/clip: Gustavo HaddadAssessoria de imprensa: Adriana MonteiroOperao de luz: Eduardo GonzagaOperao de som: Solange MendesAssistncia de produo e logstica: Barbara ThireDireo de produo: Maria Betania Oliveira Realizao: Samadhi Produes

    Ficha Tcnica do Espe tculo

  • Deus pode ser uma negra noite escura, masTambm um flambante sorvete de cerejas.

    Crnicas

    P.S. - Se voc no compreendeu teu corpo nem meu texto , rent a pig.Crnicas

    Machucou-se, leitor? Escandalizou-se, leitor?(coitaaado!).

    Crnicas

  • Trao nesta lousa/O que em mim se faz/E no repousa... Sem recorrer ao fetiche de transportar os objetos pes-soais de Hilda Hilst para uma exposio, como normal-mente ocorre em homenagens pstumas, o desafio desta curadoria foi pensar em formas de traduo desse espao ntimo para o espao expositivo. Para traduzir o esprito da Casa do Sol, as fotografias de Rochelle Costi. Para traduzir a Hilda mulher estou amando! estou amando! , as gravuras de Leya Mira Brander. Os textos de Hilda so interpreta-dos por sua amiga pessoal, a pintora Olga Bilenky, que ilustra o livro de poemas A via espessa. Todos projetos foram desenvolvidos especialmente para a exposio, que acolhe tambm uma pequena biblioteca com textos de Hilda e materiais correlatos, disponibili-zando-os para leitura.

    O vdeo criado por Elaine Csar com ima-gens da Casa do Sol e uma compilao de escritos, desenhos e fotos do acervo do Instituto Hilda Hilst e do Centro de Do-cumentao Cultural Alexandre Eullio (CEDAE), da Unicamp, complementa a exposio.

    Exercci os para uma exposio

    Curadoria: Graziela KunschArtistas convidadas: Leya Mira Brander, Olga Bilenky e Rochelle CostiAssessora de montagem: Anna Luiza MarquesVdeo: Elaine CsarIluminao: Fbio Retti Ambientao sonora: Edson Tobinaga e TunicaApoio cultural: Instituto Hilda Hilst

    Ficha Tcnica da Exposio

    Trapezista de Olga Bilenky.

  • E eu deliquescida: amor, amor,Antes do muro, antes da terra, devo

    Devo gritar a minha palavra, uma encantadaIlharga

    Na clida textura de um rochedo. Devo gritarDigo para mim mesma.

    Preldios-intensos para os desmemoriados do amor.

    E se eu ficasse eterna?Demonstrvel

    Axioma de pedra.Da Morte. Odes Mnimas

    Quem s? Perguntei ao desejo.Respondeu: lava. Depois p. Depois nada.

    Do Desejo

    Interveno de Rochelle Costi nos jardins da Casa do Sol a partir de retrato de Apolnio de Almeida Prado Hilst

    foto

    : Roc

    helle

    Cos

    ti

  • O espetculo teatral HILDA HILST O Esprito da Coisa, baseado na vida e obra desta escritora, estreou no dia 8 de maio de 2009 no Teatro do Centro da Terra e abriu a programao do projeto homnimo.

    Dia 8 de Maio de 2009 Sexta s 21 horas Estria do Espetculo Hilda Hilst O Esprito da Coisa

    Dia 8 de Maio de 2009 Sexta s 18 horas Abertura da Exposio Hilda Hilst O Esprito da Coisa Dia 16 de Maio - Sbado s 18 horas Ciclo de Palestras O Porco no Corpo: A Escrita Ob-scena de Hilda Hilst com Eliane Robert Moraes

    Ciclo de Palestras Hilda Hilst: Uma Potica da Trans-gresso com Cludio Willer

    Dia 23 de Maio - Sbado s 18 horas Ciclo de Palestras A Poesia Hilstiana: Do Profano ao Sagrado com Nelly Novaes

    Dia 30 de Maio - Sbado s 18 horas - Recital de Msica Preldios-intensos para os desmemoriados do amorCom o msico e compositor Edson Tobinaga e participa-o da cantora Marina Alves

  • Dia 06 de Junho Sbado, s 18 horas - Cine HildaCurta de Fico convidado Lori Lamby de Sung SfaiCurta Documentrio convidado Simplesmente, Hilda de Ricardo Dias Picchi Dia 13 de Junho - Sbado s 18 horas - Leitura Dramtica O Caderno Rosa de Lori Lamby com Iara Jamra Dia 20 de Junho - Sbado s 18 horas - Leitura Dramtica Agda com Gisele Petty, Sandra Pestana e Vernica Fabrinni

    Dia 25 de Junho - Quinta s 21horasEspetculo Convidado A Obscena Senhora D - Com Susan Damasceno Dias 27 e 28 de Junho - Sbado s 18 horas e Domingo s 17horas Espetculo Convidado Jozu, O Encantador de Ratos Com Carla Tausz

    8 de maio 28 de junhoTeatro Centro da Terra

    Rua Piracuama, 19, Sumar | www.centrodaterra.com.br

  • Quero agradecer particularmente a algumas pessoas: Barbara Thi-re, amiga de infncia, pelo apoio e carinho incondicional. Ao Felipe Moreau pela atitude fraterna e co-movente generosidade. Ao Rodri-go, meu companheiro de viagem amorosa e espiritual h 20 anos, por quem tenho profundo amor e gratido. Seus atos de bondade no decorrer de cada dia, sua paci-ncia e perseverana so exemplos encorajadores! Ao Mestre amado Paramahansa Yogananda pela ins-pirao e fora nos momentos mais difceis de falhas e limitaes!

    Rosaly Papadopol

    Agradecimentos especiais

    Alain Rosio, Angela Cunha Lima, Antnio Abujamra, Ariel Moshe, Augusto Canto, Bia Venturini, Brech Roupita, Calu (ASSAOC), Camila Sartorelli, Camila Tancredi, Carlinha Catap, Carlos Cirne, Caroline Harari, Celso Cury, Cid Pimentel, Clvis Torres, Dayane Porto, Dia Hotz, Duda Aruk, Edinho Rodrigues, Eduardo Reyes, Elder Fraga, Elias Andreatto, Escola Recriarte, Fbio Carignani, Ftima Leo Farkas, Fauzi Arap, Fernando Padilha, Gndia, Geondes, Gilda Nomacce, Gisela Wajskop, Giuliana (SESC), Guilherme Bonfanti, Gustavo Hadad, Henrique Mariano, Imara Reis, Imprensa Oficial, Ivo Szterling, Joo Farkas, Jos Mindlin, Jurandy Valena, Leo de Leo, Lo Pelliciari, Lcia Pagliato, Luciene Balbino, Luiz Arthur Nunes, Luiz Fernando Simonetti, Luque Daltrozo, Marcelo Pestana, Mrcia Marques, Marco An-tonio Pmio, Marlia Simes, Marina Mesquita, Mrio Srgio Loschiavo, Mathias (Teatro Commune), Mauro Holanda, Mor Theo, Myrian Christofani, Narjara Me-deiros, Nilton Bicudo, Oficina Cultural Oswald de Andrade, Patrcia Barlach, Paula Pripas, Rafael Zolko, Renan Costa Lima, Rodolfo Dias, Rubens Ewald Filho, Sabrina Flechtman, Tadeu di Pietro, Teatro Comunne, Valdir Rivaben e Vera Barbosa.

    A todos que nos ajudaram, nossos agra-decimentos:

    Meu agradecimento a Rosaly Pa-padopol, essa artista incrvel, amiga verdadeira e companheira incansvel que me apresentou e presenteou com as vastides da beleza de Hilda Hilst. A esta equipe brilhante de infant terribles e craques, parceiros sem os quais nada seria possvel... A Mora Fuentes e Olga, dois presentes que a vida me deu neste ano, meu carinho e amizade eternos a vocs. Aos meus pais, Ruy e Mrcia Cortez, a quem tanto amo, obrigado pelo apoio in-condicional recebido desde sempre. E tambm presena sempre ins-piradora do meu dramaturgue non oficiel e brilhante parceiro Antnio Salvador. Agradeo especialmente ao professor Hubert Alqueres, pro-fessora Vera Lcia Wey e aos ami-gos Marcelo Pestana, Carlos Cirne e Dayane Porto por toda a fora, apoio e prontido imediatas. Sua devoo arte continuam e continuaro im-prescindveis.

    Ruy Cortez

  • Idealizao: Rosaly PapadopolCuradoria: Jos Luis Mora Fuentes, Rosaly Papadopol e Ruy CortezGravao em vdeo: Gustavo HaddadIdentidade visual e projeto grfico: Dado MottaBlog: Camila SartorelliAssistente de produo e logstica: Barbara ThireDireo de produo: Maria Betania OliveiraAssessoria de imprensa: Adriana MonteiroRealizao: Samadhi ProduesApoio cultural: Instituto Hilda Hilst

    Ficha Tcnica do Projeto

    www.pro jetoh i ldah i l s t .b logspot .comwww.h i ldah i l s t .com.br

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