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Ginecologia infanto puberal

Jun 01, 2015

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  • 1. HOSPITAL DA CRIANA CONCEIO RESIDNCIA MDICA EM PEDIATRIA SEMINRIOS DE PEDIATRIASARAH SELLA LANGER

2. CAUSAS MAIS FREQUENTES: Abuso sexual Anticoncepo Dismenorria Distbios menstruais Doena Inflamatria Plvica Doenas Sexualmente transmissveis Hiperandrogenismo Intersexo Malformaes ginecolgicas Patologias Mamrias Puberdade atrasada Puberdade normal Puberdade precoce Sangramento genital na infncia Sndrome pr Menstrual Tumores ginecolgicos Vulvovaginites 3. CAUSAS MAIS FREQUENTES: At 2 anos de idade Sinquia de pequenos lbios 2-7 anos Vulvovaginites Sangramentos Vaginais 7-8 anos Puberdade normal Puberdade precoce Puberdade atrasada Sangramentos vaginais 12-14 anos Dismenorria Sndrome Pr menstrual Sangramentos vaginais Mais de 14 anos Anticoncepo DSTs DIP 4. SINQUIA DE PEQUENOS LBIOS: DEFINIO Fuso total ou parcial dos pequenos lbios EPIDEMIOLOGIA 0,6-3% das meninas pr-pberes FISIOPATOLOGIA Hipoestrogenismo at a sexta semana raramente apresentam coalescncia pois ainda esto sob efeito do estrognio materno Inflamatria aps irritao surge processo de reepitelizao com posterior formao de membrana avascular 5. SINQUIA DE PEQUENOS LBIOS: FATORES PREDISPONENTES Vulvovaginites recorrentes ITU recorrente M higiene MANIFESTAES CLNICAS Assintomtica Disria Vulvovaginites de repetio Reteno Urinria * DIAGNSTICO Coalescncia Total superfcie plana do perneo ao clitris Coalescncia Parcial - um a dois teros dos pequenos lbios esto aderidos 6. SINQUIA DE PEQUENOS LBIOS: DIAGNSTICO 7. SINQUIA DE PEQUENOS LBIOS: TRATAMENTO Expectante Vaselina Pomada de vit A+D Estrognio conjugado creme vaginal Betametasona creme 0,05% Cirrgico* SEGUIMENTO a cada 3-6 meses antes da puberdadePROGNSTICO 23-40% recorrncia 8. AMBIGUIDADE GENITAL: DEFINIO As anomalias de diferenciao sexual so condies congnitas em que a definio do sexo cromossmico, gonadal ou anatmico atpico. CLASSIFICAO Anomalias ligadas ao cromossomo sexual Anomalias do desenvolvimento gonadal testicular e ovariano Anomalias de sntese e ao andrognica DIAGNSTICO Clara ambiguidade genital (extrofia cloacal); Genitlia com aparncia feminina com aumento clitoriano, fuso labial posterior ou massa inguinal ou labial; Genitlia com aparncia masculina com criptorquidia bilateral, micropnis, hipospdia perineal isolada ou hipospdia leve com testculos no descidos; 9. AMBIGUIDADE GENITAL: DIAGNSTICO Histria familial de ADS (insensibilidade andrognica completa); Discordncia entre a aparncia genital e o caritipo pr-natal; Genitlia de aparente aspecto masculino Gnadas no palpveis Tamanho peniano esticado abaixo de -2,5 desvios padro em relao mdia para a idade Gnadas < 8 mm de dimetro Presena de massa inguinal (que poder corresponder a trompas e tero rudimentares) Hipospdia. Genitlia de aparente aspecto feminino Dimetro clitoriano superior a 6 mm Gnada palpvel em salincia labioescrotal Fuso labial posterior Massa inguinal que possa corresponder a testculo 10. AMBIGUIDADE GENITAL: DIAGNSTICO Caritipo Avaliao Hormonal Avaliao por imagem Avaliao por anatomia patolgica TRATAMENTO Cirrgico antes dos 2 anos de idade Clnico uso de hormnios 11. AMBIGUIDADE GENITAL: 12. VULVOVAGINITES: DEFINIO Inflamao dos tecidos vulvares e vaginais FATORES DE RISCO Proximidade entre vagina e nus Pequena abertura himenal obstruindo a sada de secrees Pequenos lbios pouco desenvolvidos Ausncia de coxins adiposos vulvares e plos pubianos Vagina atrfica no estrogenizada Mucosa vulvar fina,sensvel e facilmente irritvel pH 6,5-7,5 Deficincia de anticorpos, lisossoma, lactoferrina e zinco Higiene abaixo do ideal Uso de irritantes (xampu, sabonetes) Uso de roupas ntimas apertadas e pouco absorventes Traumatismos 13. VULVOVAGINITES: SINTOMAS Descarga vaginal Vermelhido Dolorimento Coceira Disria Sangramento ETIOLOGIA Leucorria Fisiolgica secreo inodora, leitosa ou transparente, no pruriginosa e no infecciosa. Composta por clulas superficiais e exsudato vaginal Vulvovaginite Inespecfica alteraes da flora saprfita habitual causando inflamao, associada higiene fecal e urinria inadequadas Vulvovaginite Especfica germes especficos Candida sp : prurido, ardncia vulvar, secreo esbranquiada e hiperemia que pode se estender at a face interna da coxa 14. VULVOVAGINITES: ETIOLOGIA Shigella sp : secreo vaginal purulenta e/ou sanguinolenta associada diarria Enterobius vermicularis: prurido anal e vulvar a noite, eritema em forma de 8 que envolve nus e vagina Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenza, Streptococcus B hemoltico do grupo A: secreo purulenta. Estreptococo grupo A pode causar sangramento vaginal Gardnerella vaginalis: secreo amarelada com odor tpico, pode ou no indicar abuso sexual Trichomonas vaginalis: secreo esverdeada e bolhosa associada ardncia ou prurido genital, altamente suspeita mas no diagnstica de abuso sexual Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae: podem ser assintomticas, mas podem causar secreo abundante, disria e prurido. Diagnstico de abuso sexual 15. VULVOVAGINITES: ETIOLOGIA Dermatoses no infecciosas : Dermatite de contato alrgica: reao alrgica Dermatite de contato irritativa: se a barreira da pele estiver comprometida e entrar em contato com algum agente irritativo Lquen escleroso: prurido intenso, ardncia e fissuras. reas esbranquiadas at hemorragia subepitelial DIAGNSTICO Anamnese Exame Fsico Exame direto de secreo vaginal Gram Bacteriolgico Exame qualitativo de urina Urocultura Parasitolgico de fezes 16. VULVOVAGINITES: TRATAMENTO Leucorria fisiolgica orientaes Vulvovaginite inespecfica orientaes Permanganato de potssio 6% Ch de camomila Benzidamina Vit A+ D Dersani Vulvovaginite especfica Streptococcus pyogenes (Streptococo grupo A): Amoxacilina 20-40 mg /kg/dia - 3 x dia por 7 dias; Eritromicina 30mg/kg/dia 4x dia por 10 dias; Haemophilus influenzae: Amoxicilina: 20 - 40 mg/kg/dia por 7 dias; 17. VULVOVAGINITES: TRATAMENTO Vulvovaginite especfica Staphylococcus aureus: Cefalexina: 25 50 mg/kg/dia por 710 dias; Amoxicilina-clavulanato: 20 - 40 mg/Kg/d por 7-10 d; Cefuroxime suspenso: 30 mg/kg/d por 10 dias; Shigella: Sulfametoxazol + trimetropim: 50 mg +10 mg/Kg/d por 7 dias; Chlamydia trachomatis: < 45 kg: Eritromicina 50 mg/kg/dia por 14 dias; 45 kg 8 anos: Azitromicina 1g dose nica ou Doxiciclina 100 mg 2 x dia por 10 dias; Neisseria gonorrheae: < 45 kg: Ceftriaxone 125 mg IM dose nica; > 45 Kg: Ceftriaxone 250 mg IM dose nica; Trichomonas vaginalis: Metronidazol 15 mg/kg/dia por 7 dias; Enterobius vermicularis: > 2 anos: Mebendazol: 100 mg 2 x dia por 3 dias. Repetir em 2 semanas. Tratar familiares 18. VULVOVAGINITES: TRATAMENTO Vulvovaginite especfica Candida sp: Cremes tpicos de nistatina, miconazol, terconazol ou clotrimazol Fluconazol oral; Streptococcus pneumoniae: Amoxicilina 20-40 mg/Kg/d por 7 dias. 19. SANGRAMENTO VAGINAL: SANGRAMENTO GENITAL FISIOLGICO Causado pela queda de hormnios maternos na circulao fetal; SANGRAMENTO GENITAL PATOLGICO Vulvovaginites Traumatismos Parasitoses Corpo estranho Distrbios dermatolgicos Hemangioma Distrbios Urolgicos Tumores benignos Tumores malignos vaginais e vulvares Menarca Prematura Isolada 20. TRAUMATISMOS: DEFINIO Trauma fsico que atinge a genitlia externa e pode determinar leses de graus variveis podendo acometer a genitlia interna e outros rgos plvicos e intra-abdominais EPIDEMIOLOGIA Causas acidentais - impacto direto de objetos sobre a genitlia e o perneo. Pico aos 7 anos de idade Causas sinusiogenticas - leses decorrentes do intercurso sexual Causas iatrognicas decorrentes de atos mdicos propeduticos e teraputicos MANIFESTAES CLNICAS Hematomas Laceraes Perfuraes 21. TRAUMATISMOS: MANIFESTAES CLNICAS Hematomas Laceraes Perfuraes Eritema Corpo Estranho Queimadura DIAGNSTICO Anamnese + Exame fsico TRATAMENTO Hematomas Gelo Repouso AINEs e Analgsicos Abertura e hemostasia de vasos 22. TRAUMATISMOS: TRATAMENTO Laceraes Ocluso e gelo Hemostasia e sutura Antibiticos e vacina anti tetnica Eritema e equimoses Acompanhamento clnico Queimaduras Curativos Cicatrizantes Analgsicos 23. PUBERDADE PRECOCE : DEFINIO Aparecimento de caracteres sexuais secundrios antes dos 8 anos na menina e antes dos 9 anos no menino EPIDEMIOLOGIA Incidncia de 20:10000 em meninas e 5:10000 em meninos CLASSIFICAO Puberdade precoce verdadeira (completa, isossexual, central ou dependente do GnRH): decorrente da ativao precoce do eixo hipotlamo-hipfise-ovrio, levando produo de esterides sexuais pelos ovrios e desenvolvimento puberal precoce, porm com padro semelhante ao da puberdade fisiolgica. Pseudopuberdade precoce (incompleta, perifrica, iso ou heterossexual ou independente do GnRH): estmulo por esterides sexuais, ovarianos ou das supra renais, no associado produo de gonadotrofinas hipofisrias. 24. PUBERDADE PRECOCE : DIAGNSTICO Anamnese Dosagens hormonais Rx mos e punhos USG plvica e de abdomen TRATAMENTO Agonistas de GnrH Hormnio GH 25. PUBERDADE FISIOLGICA: DEFINIO Perodo de transio entre a infncia e a vida adulta durante a qual adquirida a maturidade sexual. SINAIS CLNICOS Estiro de crescimento Pubarca Telarca Menarca FUNO DO PEDIATRA Acompanhamento e orientaes 26. PUBERDADE TARDIA : DEFINIO Ausncia do desenvolvimento dos caracteres sexuais em meninas acima de 13,4 anos ou acima 2 desvios padro do esperado para a populao. CLASSIFICAO Hipogonadismo hipogonadotrfico: deficincia hipotalmicohipofisria, dosagens de FSH e LH baixas Hipogonadismo hipergonadotrfico: disfuno gonadal, dosagens de FSH e LH altas Atraso constitucional do desenvolvimento puberal DIAGNSTICO Anamnese Dosangens Hormonais Rx idade ssea USG 27. PUBERDADE TARDIA : TRATAMENTO Reposio de estrognios 28. S QUE NO... 29. ALTERAES MAMRIAS: GINECOMASTIA NEONATAL - Altos nveis de estradiol e progesterona transferidos da me para o RN, pela placenta - Bilateral - Pode acometer 90% dos RN - Auto-limitada, regride at o 6 ms de vida GINECOMASTIA PUBERAL - Pico de incidncia aos 14 a