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Dec 13, 2018

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Gnero e Diversidade na Escola:que papo esse?

Este material contempla o contedo:

Parte I. Diversidade: um incio de conversa.

Docente responsvel: Mestrando Wagner Antonio Jr

Carga horria deste mdulo 15 horas

Parte I. Diversidade: um incio de conversa.

Prezado(a) cursista,

Iniciamos nossa segunda semana de curso. Nosso tpico ser Diversidade: um inciode conversa. Teremos esse texto-base com os recortes mais polmicos sobre o assunto,alm de textos complementares e vdeos.

Reflitam sobre os principais aspectos desse assunto e quais os impactos disso noReflitam sobre os principais aspectos desse assunto e quais os impactos disso nombito escolar. Na medida do possvel, pensem nos possveis links com sua prpriaprtica!!!

Os textos e vdeos convergem para outras reas, mas mostram muito bem a amplitudedesse tema. Reflitam por esse prisma.

Desejamos todos um timo estudo!

Abraos

Prof. Wagner

2222______________________________________________________________________Material adaptado por Prof. Esp. Wagner Antonio Junior - 2012

Diferentes, mas no desiguais!Diferentes, mas no desiguais!Diferentes, mas no desiguais!Diferentes, mas no desiguais!Diferentes, mas no desiguais!Diferentes, mas no desiguais!Diferentes, mas no desiguais!Diferentes, mas no desiguais!

Viva a diferena!!!Viva a diferena!!!Viva a diferena!!!Viva a diferena!!!Viva a diferena!!!Viva a diferena!!!Viva a diferena!!!Viva a diferena!!!

Esses dois slogans ilustraram campanhas de organizaes de movimentos pela igualdade racial eabriram unidades didticas sobre a diversidade. Fazem parte do conjunto de campanhas e aes dedenncia de que nem sempre as diferenas so vistas como riqueza em nosso pas, apesar de oBrasil apresentar, em sua face externa, a imagem do pas da diversidade.

Por vezes, e no em poucos casos, algumas diferenas viram sinnimos de defeitos em relao aum padro dominante, considerado como parmetro de normalidade. Quando o assunto diversidade, h sempre um mas, um tambm. Um jovem gay, agredido porque andava de mosdiversidade, h sempre um mas, um tambm. Um jovem gay, agredido porque andava de mosdadas com seu companheiro, pode ouvir, mesmo dos que reprovam aes violentas, frases do tipo:Tudo bem ser gay, mas precisa andar de mos dadas em pblico, dar beijo?!

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Material adaptado por Prof. Esp. Wagner Antonio Junior - 2012

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Uma mulher vtima de estupro, ao sair de uma festa, poder ouvir: Mas tambm... o que esperavaque acontecesse, andando na rua noite e de minissaia?. Numa outra situao, uma jovem negraque, mesmo possuindo as qualificaes necessrias para uma vaga, no consegue o emprego sob aalegao de no preencher o critrio subjetivo de boa aparncia (abolido legalmente dos annciosdos jornais, mas no do imaginrio das equipes de recursos humanos), certamente ouvir de pessoasmuito prximas: Tambm, voc precisa dar um jeito nesse cabelo. Assim, ruizinho, crespo, fica difcilconseguir um emprego melhor! Esses mas e tambm trazem uma caracterstica antiga, quando asconseguir um emprego melhor! Esses mas e tambm trazem uma caracterstica antiga, quando asdiferenas e as desigualdades vm tona: de que os/as discriminados/ as so culpados/as pelaprpria discriminao; so culpados/as pelo estado no qual se encontram.

Este curso pretende contribuir para que se supere essa construo, a nosso ver equivocada, de queos grupos discriminados favorecem a discriminao. Somos convidados a superar as ideias que nosisentam de responsabilidades na transformao da sociedade.

Convidamos vocs, educadores e educadoras, a serem responsveis, a darem respostas para que arealidade de discriminaes seja alterada.

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Material adaptado por Prof. Esp. Wagner Antonio Junior - 20124444

1. Uma definio de cultura

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Material adaptado por Prof. Esp. Wagner Antonio Junior - 2012

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1. Uma definio de cultura

No passado ou no presente, nas mais diversas partes do globo, homens e mulheres nunca deixaramde se organizar em sociedade e de se questionar sobre si e sobre o mundo que os rodeia. Uma aurade mistrio sempre rodeou os stios arqueolgicos das grandes civilizaes do passado: os relevosdas pirmides mesoamericanas, os calendrios dos povos do altiplano andino, os hierglifosencontrados nas famosas tumbas dos faras do Egito... Todos so descobrimentos que tmestimulado a imaginao dos homens e mulheres do presente, que colocam muitas questes em tornoestimulado a imaginao dos homens e mulheres do presente, que colocam muitas questes em tornodos povos do passado, mas que no deixam a menor dvida quanto sofisticao do pensamento, daviso de mundo e das manifestaes estticas e culturais desses povos.

No precisamos recuar tanto no tempo para encontrar diferentes formas de organizao social emanifestaes culturais: nossos antepassados agiam e pensavam de forma muito diversa da nossa.Num passado no muito distante, a situao da mulher no Brasil, por exemplo, era bastante distinta daatual. Os costumes de muitas famlias da nossa oligarquia rural exigiam que os pais escolhessemaquele que desposaria sua filha. Uma srie de fatores influa na deciso dos pais e mes: desdeaquele que desposaria sua filha. Uma srie de fatores influa na deciso dos pais e mes: desdealianas antigas entre as famlias, obrigaes recprocas, promessas feitas, s vezes, antes donascimento dos filhos e filhas, at mesmo questes como o dote e os interesses econmicos,contando muito pouco o desejo dos filhos e das filhas. Hoje as coisas so bem diferentes e, emborauma srie de elementos de diversas ordens interfira na escolha do/a parceiro/a, o desejo individual representado pela coletividade como decisivo.

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Material adaptado por Prof. Esp. Wagner Antonio Junior - 2012

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A diversidade das manifestaes culturais se estende no s no tempo, mas tambm no espao.

Se dirigirmos o olhar para os diferentes continentes, encontraremos costumes que nos parecero, luz dos nossos, curiosos ou aberrantes. Do mesmo modo que os povos falam diferentes lnguas, elesexpressam das formas mais variadas os seus valores culturais. O nascimento de uma criana serfestejado de forma variada se estivermos em So Paulo, na Guin-Bissau ou no norte da Sucia: a ummesmo fato aparente o nascimento diferentes culturas atribuem significados distintos que somesmo fato aparente o nascimento diferentes culturas atribuem significados distintos que soperceptveis por meio de suas manifestaes.

No Brasil, nos deparamos com uma riqueza cultural extraordinria: 200 povos indgenas falando mais de 180 lnguas diferentes.

Cada nao indgena possui a sua maneira particular de ver o mundo, de organizar o espao, deconstruir a sua casa e de marcar os momentos significativos da vida de uma pessoa. Longe deconstiturem um todo homogneo, os povos indgenas possuem particularidades culturais de cadaconstiturem um todo homogneo, os povos indgenas possuem particularidades culturais de cadagrupo, embora haja uma srie de caractersticas que os aproximem quando comparados com asociedade nacional.

H mais de 2.200 comunidades remanescentes de quilombos no Brasil, com caractersticas geogrficas distintas, com diferentes meios de produo e de organizao social.

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Material adaptado por Prof. Esp. Wagner Antonio Junior - 2012

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A surpresa pode marcar um olhar mais cuidadoso para o interior da nossa prpria sociedade: secompararmos o campo com o meio urbano ou as diferentes regies do pas, nos daremos conta dasdiversidades existentes entre os seus habitantes. Falamos a mesma lngua, porm com umaacentuada diferena tanto no que se refere ao vocabulrio, quanto ao sotaque. Essa diferena, muitasvezes, pode criar dificuldades na comunicao entre homens e mulheres do campo e da cidade, ouentre pessoas de regies distintas.

Noes como espao e tempo tambm so marcadamente diferenciadas nocampo e na cidade.

A imensido com a qual se deparam o sertanejo e a sertaneja ao se defrontarem com a paisagemlocal ser marcante, da mesma forma que moradores de uma cidade como So Paulo, por exemplo,tero seu horizonte nublado por arranha-cus e viadutos. No campo, a relao com as estaes doano d uma outra dimenso ao tempo: o sucesso na colheita, a poca do plantio ou da procriao doano d uma outra dimenso ao tempo: o sucesso na colheita, a poca do plantio ou da procriao dorebanho so definidos pelos perodos de chuva ou seca, no caso de grande parte do Brasil, ou pelasestaes do ano, no caso dos pases frios e temperados.

As estaes do ano criam, no campo, um outro calendrio: temos festas relacionadas com ascolheitas ou com as chuvas que chegam aps uma longa estiagem, ou seja, na cidade ou no campo, aao de homens e mulheres est presente, interferindo no espao e o carregando de significado.

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Material adaptado por Prof. Esp. Wagner Antonio Junior - 2012

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A cidade contempornea, por outro lado, longe de ser o lugar da homogeneidade cultural, marcada pelo encontro e pelo conflito de diferentes grupos. As diferenas so fruto no apenasdas desigualdades sociais, j que encontramos mais diferenas do que as divises entre as classessociais. A religio pode ser um bom exemplo: uma criana ou um/a jovem criado/a por pai e/ou mecatlicos que frequentam uma Comunidade Eclesial de Base ter uma viso de mundo e um estilomarcado pelo fato de pertencerem a um dado grupo religioso, que certamente muito difere

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