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Caderno de Propostas - Campanha Nilton 1

Dec 21, 2014

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Caderno de propostas

NiltonTextos produzidos pela Campanha Nilton para diretor do Icict 2013, com base na Transparncia, Integrao e Participao

Ol Companheiros do ICICT! Estamos na reta final de uma experincia nica. Tivemos a oportunidade de conhecer melhor o nosso Instituto, conversar com os servidores, terceirizados e bolsistas, debatendo sobre temas importantes para o funcionamento e reflexo do ICICT. Durante a campanha, tivemos a preocupao em fazer do debate o nosso objetivo principal, como forma de construir um Instituto verdadeiramente participante, transparente e integrado. Este caderno de propostas fruto das conversas de corredores, dos bate-papos e da nossa reflexo. Pretendemos aqui apresentar nossas opinies sobre temas relevantes para o Icict, como uma proposta de continuidade da discusso que aconteceu nestas poucas semanas, porque para ns ela apenas um incio para o amadurecimento da participao coletiva. Seu voto ser bem-vindo para assegurar sua continuidade. Mas como foi afirmado em uma das reunies: J somos, todos, vitoriosos! Agradecemos o carinho e disposio em conversar conosco.

Porque me apresento como candidato a diretorNo peo seu voto. Peo que discuta os destinos do Icict ia 20 de maro foi realizada uma reunio para discutir o regimento eleitoral no Icict. Na ocasio, preocupado em debater os destinos de nossa unidade, e sem nenhuma inteno de concorrer, propus que se convocasse uma assemblia para prestao de contas da atual diretoria, para que seus servidores se informassem e tivessem condies, aps a discusso, de pensar sobre a oportunidade de compor suas chapas. O atual diretor afirmou que se candidataria, que uma assemblia de prestao de contas significaria propaganda antecipada e que eu poderia discutir o que quisesse no processo eleitoral. Perante minha argumentao de que a avaliao era fundamental para a adeso ou no a sua candidatura, me foi sugerido que lanasse uma chapa para discutir minhas posies. Vi-me ento no dilema de ou lanar chapa para discutir ou correr o risco, depois de aberto o processo eleitoral, quando no poderia mais articular outra chapa, de descobrir que no concordava com a avaliao e propostas do atual diretor para uma nova gesto. Assim, optei por participar, no de uma forma passiva, mas aceitando o desafio: me candidatando para no abrir mo da responsabilidade de participar e discutir os destinos de nossa Unidade. Caso no se lembrem, participei da articulao e campanha do atual diretor. Apesar disso, em nenhum momento, como provavelmente ocorreu com outros, tive a oportunidade de debater sobre sua gesto e os destinos do Icict, a no ser de maneira parcial, localizada e muito limitada, pois no temos acesso, a no ser de maneira formal, s reunies do CD, s decises da Diretoria e s suas justificativas. Do mesmo modo no tivemos a possibilidade de decidir sobre a participao do Icict no CD Fiocruz e nas suas relaes com a Presidncia. Na Fiocruz existe uma democracia formal, o que importante, mas que no se traduz em democracia de fato. Exatamente por isso, ao contrrio do Diretor que apoiou Gadelha, apostei e participei na campanha eleitoral para presidente da Fiocruz na candidatura de Tnia, que levantou as bandeiras de participao, integrao e transparncia. Candidatura que reacendeu o debate na Fiocruz discutindo sem medo e de maneira aberta seus problemas e perspectivas, e que terminou acolhida por aproximadamente 40% dos eleitores apesar de no ter a seu lado nenhum dos diretores de unidades e praticamente nenhuma chefia. A Campanha Eleitoral para presidncia da Fiocruz mostrou que os servidores querem,

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podem e devem intervir no destino da instituio. E que a hora de vermos o que deve mudar na Fiocruz como um todo, inclusive no Icict. Em muitos momentos, durante esta gesto, estive ao lado do atual diretor, ao qual reputo meu amigo e companheiro. Mas tenho crticas, muito menos ao que foi feito, do que sobre o que no foi feito. isso que desejo discutir, com ele e com todos os servidores do Icict. Est na hora de fazermos um balano sobre o que avanamos desde que nos transformamos em Instituto de Pesquisa. Desde ento, na gesto da Ilma, crescemos e ampliamos nossa ao em inmeras frentes, ampliamos a rea de ensino, construmos uma Ps-graduao, avanamos em nossas relaes internacionais, em nossa rede de bibliotecas.e comeamos a construir um Repositrio para a Fiocruz. No entanto precisamos mais do que isto. No conseguimos estabelecer uma relao orgnica entre o ensino e a pesquisa, e definir um projeto que unifique a ao dos laboratrios de nossa unidade. Isto ocorre, ao meu ver, porque no conseguimos nos consolidar como um Instituto, com uma identidade claramente definida onde a pesquisa seja o centro, e no uma colcha de retalhos juntando pesquisas disciplinares diversas sem uma coeso e lgica interdisciplinar que nos integre. Em lugar de nos diferenciarmos por apresentar uma identidade e especificidade como campo na pesquisa, optamos por nos diferenciar pela prestao de servios tcnicos, praticamente independentes e separados de nossa pesquisa e ensino, no sendo capazes de assumir a ponta na Fiocruz, como formuladores de polticas em nossa rea. Nossos servios de informtica, por exemplo, foram reduzidos ao seu aspecto tcnico, o que nos levou a apostar em uma abordagem tradicional das tecnologias, ficando margem, por exemplo, das tecnologias e prticas interativas, hoje amplamente demandadas na academia, na sade e na sociedade. Temos de nos reafirmar como a principal unidade da Fiocruz para formular polticas institucionais na rea de informao, informtica e comunicao, capaz de alinhar as pesquisas e fornecer subsdios Fiocruz para uma gesto inovadora nessa rea. Temos de transformar o Icict num Centro de Inovao em tecnologias, e s conseguiremos isso integrando pesquisa, educao e servios. Do mesmo modo, como Unidade, no temos sido capazes de acompanhar os ventos de transparncia e participao. Num momento em que se modifica e rompe com o paradigma anterior, onde a prestao de contas e a transparncia passam a ser a regra e no a exceo, o Icict insiste em ritos que reafirmam a prtica anterior, transformando a discusso em algo formal, afirmando lgicas de deciso em fruns

fechados e onde se consideram diretores como cargos de confiana. Apesar de desejar debater estas questes, no considervamos necessrio lanar uma candidatura, porque no consideramos que o atual diretor seja o nico responsvel de nossas debilidades. Apenas pensamos que temos que avanar para enfrentar os novos desafios que se colocam. Achvamos que poderamos avanar juntos, sem sermos obrigados a bater chapa, mas nos foi vetada esta possibilidade. Por isso nos candidatamos. Para que se estabelea a discusso e que nossa Unidade pense em seus rumos. Com a esperana ainda, de no processo eleitoral, conseguirmos recompor nossa unidade, em um nvel superior. Por isso repito, no peo seu voto, ainda que ele seja bem vindo. O que peo que se discutam nossos destinos e estou disponvel para conversar com todos, discutir suas propostas e reivindicaes, e para constituirmos, juntos, uma plataforma para consolidar nosso Instituto. Nilton Bahlis dos Santos

Texto 1: Precisamos realmente assumir o que somos: Um Instituto de Pesquisa na rea da Informao, Informtica e ComunicaoO Icict a unidade tcnico-cientfica da Fiocruz que tem por misso participar da formulao, implementao e avaliao de polticas pblicas, desenvolver estratgias e executar aes de informao e comunicao no campo da cincia, tecnologia e inovao em sade, objetivando atender s demandas sociais do Sistema nico de Sade (SUS) e de outros rgos governamentais

icict, at 2006, foi uma unidade que prestava servios de informao, informtica e comunicao para a Fiocruz, que se transformou em uma Unidade Tecnico-Cientfica. O que se espera destas unidades que elas faam pesquisa e formulem polticas para a Fiocruz e para o SUS em suas reas. No caso do Icict, isto significa assumir a responsabilidade de ser a principal unidade da Fiocruz para formular polticas institucionais na rea de informao, informtica e comunicao, sendo capaz de alinhar as pesquisas, formular polticas pblicas e fornecer subsdios Fiocruz para aes e uma gesto inovadora nessa rea. Acontece que em lugar de, principalmente, nos diferenciarmos por apresentarmos uma identidade como campo na pesquisa, optamos por nos diferenciar pela prestao de servios tcnicos, praticamente independentes e separados de nossa pesquisa e ensino. Por sua vez, as pesquisas ficaram isoladas nos limites das especificidades de cada Laboratrio, e no fomos capazes de assumir a ponta na Fiocruz, como formuladores de polticas em nossa rea. Nossos servios de informtica foram reduzidos ao seu aspecto tcnico, por exemplo, o que nos levou a apostar em uma abordagem tradicional das tecnologias, ficando margem, por exemplo, das tecnologias e prticas interativas, hoje amplamente demandadas na academia, na sade e na sociedade. Do mesmo modo no conseguimos estabelecer uma relao orgnica entre o ensino e a pesquisa, e definir um projeto que unifique a ao dos laboratrios de nossa unidade. Isto, porque no conseguimos nos consolidar como Instituto, com uma identidade claramente definida onde a pesquisa seja o centro, e no uma colcha de retalhos juntando pesquisas disciplinares diversas sem uma coeso, criada por uma lgica interdisciplinar e transversal que nos integre. No fomos capazes de refletir, enquanto Unidade, e de pensar nas profundas mudanas que

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ocorrem na rea de informao, comunicao, informtica, bibliotecas, processamento de dados ena prpria cincia, apontando novos caminhos. No conseguimos repensar e redirecionar o que j fazamos pensando as novas possibilidades que se abrem com a Internet, com as redes sociais e com as prticas colaborativas. Mas o pior que sequer pensamos em oportunidades que se abrem na rea de sade com as amplas possibilidades de processamento distribudo, com a participao de mquinas, com o desenvolvimento da