Top Banner

Click here to load reader

Boletim nº27 ACRA

Mar 23, 2016

ReportDownload

Documents

Boletim Informativo nº 27 - Dezembro de 2010

  • S DE OR ROD AA FI ER IRC OE DD OO A LA EI NC TO ES JS OA

    S DE OR ROD AA FI ER IRC OE DD OO A LA EI NC TO ES JS OA

    P O LR AT GUA .A. .C . RA .A. .C . R

    ASSOCIAO DE CRIADORES DO RAFEIRO DO ALENTEJOBoletim Informativo n 27 - Dezembro de 2010

    Em Elvas, Juizes e Criadoresfalaram do Rafeiro do AlentejoEm Elvas, Juizes e Criadoresfalaram do Rafeiro do Alentejo

  • Rute Mouro e Marie Vieira alunas finalistas da Licenciatura em Enfermagem Veterinria da Escola Superior Agrria de Elvas

    A Eullia do Forte dElvas e o Atleta da Torre de Palma exemplaresdo Centro de Reproduo (CRRA)/Cmara Municipal de Monfortedurante o 1 Encontro de Criadores e Juzes do Rafeiro do Alentejo em Elvas

  • om o apoio de alguns e a persistncia de outros, conseguiu-se finalmente quebrar um silncio de trs anos.

    E ele a est de novo o rgo informativo da nossa Associao.

    Os impedimentos que entretanto iam surgindo eram mltiplos e de diversas origens.

    Mas o que l vai, l vai...

    Importa agora saudar um reaparecimento desde h muito desejado e congratular-mo-nos com a garantia da sua publicao at finais de 2012.

    Finalmente, ser da mais elementar justia manifestar aqui e agora, o nosso sincero e profundo reconhecimento ADERAL (Associao para o Desenvolvimeto do Espao Rural do Norte Alentejano), ADI-TC (Associao de Desenvolvimento Integrado - Terras do Condestvel) e Autarquia de Monforte.

    A todos, o nosso muito obrigado.

    NOTA DE ABERTURA

    Evaristo CutileiroSecretrio da ACRA

    C

  • NOTA DE ABERTURA

    EDITORIAL

    O QUE O RAFEIRO DO ALENTEJO

    SOMOS O QUE REPETIDAMENTE FAZEMOS

    JORNADAS ACRA DO RAFEIRO DO ALENTEJO

    CONCURSOS REGIONAIS DO RAFEIRO DO ALENTEJO-2010

    UMA JANELA PARA O FUTURO ?

    HISTORIAS DE RAFEIROS - RAFEIROS COM HISTRIA (VII)

    ANLISE DOS PRIMEIROS EXEMPLARES ESTUDADOS E A SUA

    INSERO NA EVOLUO DA RAA

    Direco: lio Machuqueiro Direco Tcnica: Evaristo Cutileiro Tiragem: 400 exemplares Design (capa e paginao): Reprografia do Municpio de MonforteImpresso e Acabamento: ToldiGrfica-Toldos e Arte Grfica, Lda ( Campo Maior)

    Edio disponvel online emwww.rafeirodoalentejo.netA responsabilidade dos artigos assinados recai sobre os seus autores

    Interdita a reproduo, mesmo que parcial, de textos, fotografias ou ilustraes sob quaisquer meios, e para quaisquer fins, inclusiv comerciais.

    Propriedade da ACRA - Associao de Criadores do Rafeiro do AlentejoApartado 347450-909 MonforteTelef./Fax: 245573620Telem.: 962 604 059e-mail: [email protected]

    ndice

    Ficha Tcnica

    Pgina

    1348

    10121719

    23

    2

  • lio MachuqueiroCanicultor - Presidente da ACRA

    EDITORIAL

    actual direco ao entrar em funes em 1 de Janeiro de 2010, definiou entre outras, as seguintes aces prioritrias:

    - Assegurar a continuidade dos concursos regionais j implementados e projectar a realizao de outros em locais de potencial interesse para a divulgao da Raa. - Garantir uma expressiva participao de exemplares na Exposio Canina de Raas Portuguesas a realizar em Santarm, no dia 10 de Junho - Dia de Portugal.- Dar seguimento s aces pedaggicas que se vm realizando com assinalvel xito nos mais diversos estabelecimentos de ensino escolar da Regio Alentejo alastrando-as, se possvel, a outros locais (exemplo: Lisboa/Jardim Zoolgico).- Tendo em vista uma maior divulgao do Rafeiro do Alentejo alm fronteiras, h que fazer um maior e melhor aproveitamento do espao de causas e movimentos existentes actualmente nas redes sociais (Facebook e outras).- A este propsito convm aqui recordar o xito que foi alcanado com o envolvimento do Rafeiro do Alentejo no Programa Vero Total, da RTP1, transmitido a partir da cidade extremenha de Mrida, Espanha. Tratou-se, na realidade, de uma ptima jornada de divulgao da raa.- E finalmente, solicitar aos associados da ACRA um maior e profcuo envolvimento na vida da Associao.

    Para todos UM BOM ANO DE 2011.

    A

    3

  • Jos Abreu AlpoimCanicultor - Presidente da Assembaleia Geral da ACRA - Juiz da Raa

    uma fria e hmida m a d r u g a d a , a c r e d i t m o s s e r

    possvel vislumbrar ao longe a poderosa e firme silhueta, a qual parece querer destacar-se da mancha esbranquiada que vem descendo a encosta.P o r e n t r e b a l i d o s e chocalhos, atravs do azinho disperso e bem na dianteira

    do rebanho amerinado, medida que a distncia se encurta, vimos surgir um

    animal de robusto porte. Pouco a pouco, damos conta que o mesmo vai dando forma a u m a h a r m o n i o s a combinao de fora e tranquilidade, que quase se confunde com vaidade, tal o compromisso de confiana, que de uma forma simples e n a t u r a l n o s c o n s e g u e transmitir.Quando os contornos se to rnam mais d is t in tos , notamos ento que num tronco quase compacto, manchas pardas raiadas de tons escuros se destacam na pelagem branca e suja, onde

    Um smbolo portugus, uma marca de prestgio to genuno e natural quanto soberbo.

    O que o Rafeiro do Alentejo?O que o Rafeiro do Alentejo?

    N(...)Sem pretendermos exacerbar

    a mais fiel imagem de um co, que constitu parte integrante de um mundo rural e antigo que se

    vai tornando raro (...)4

  • uma poderosa e macia cabea se eleva, adornada de uma mascara negra, que nos leva a duvidar se ainda existiro ursos no Alentejo.S e m p r e t e n d e r m o s exacerbar a mais fiel imagem de um co, que constitu parte integrante de um mundo rural e antigo que se vai tornando ra ro , no nos pa rece d e s c a b i d o o u s e q u e r redundante, equiparar o quadro assim traado, mais perfeita unio que possvel c r i a r en t re pu jana e segurana, impregnada de muita serenidade e simpatia.Admitimos que este facto resulta provavelmente de algum impacto que se sente, ao descobrimos que em presena do dono, e sem nunca manifestar o mnimo sintoma de agressividade, a fora e poder deste co parecem transformar-se em amizade e confiana. Ser por certo essa fora e esse poder, que lhe permite uma c o n d u t a p a c f i c a e a p a r e n t e m e n t e despreocupada, a qual lhe

    transmiti a expresso to calma, quase meiga, que i n e v i t a v e l m e n t e d e i x a transparecer no seu modo de olhar. O Rafeiro do Alentejo tendo a origem num mundo rural, essencialmente ligado pastorcia, constituiu desde sempre o mais leal e generoso companheiro do pastor, do maioral, do guarda do monte, ou seja do homem da terra a quem obedece com inteligncia e firmeza. No necessita para tal exibir grande aparato, sendo eficiente e discreto, embora reag indo sempre com coragem. Porque na realidade se a s s i s t e a a l g u m a desertificao no meio rural, tornou-se comum encontrar

    hoje este co em ambientes bem mais restritos e urbanos, conseguindo no entanto a d a p t a r - s e a o s n o v o s horizontes, sem contudo perder a sua ndole natural. Trata-se sem dvida de um co emocionalmente estvel e confivel, no manifestando a g r e s s i v i d a d e despropositada nem timidez comprometedora.Sendo considerada raa de grande porte, destinada a zelar pelos bens que esto sua guarda, pretende-se que estrutura lmente possua c o n s t r u o s l i d a e e q u i l i b r a d a , n o apresentando defeitos que possam comprometer essa capacidade.N u m a p e r s p e c t i v a morfolgica, devem ser tidas e m c o n t a a s v r i a s componentes biomtricas, que permitem caracterizar os traos especficos da raa, os quais marcam visivelmente a sua tipicidade, conforme o estalo oficial.

    (...) e sem nunca manifestar o mnimo sintoma de agressividade, a fora e poder deste co parecem transformar-se em amizade e confiana (...)

    (...) Trata-se sem dvida de um co emocionalmente estvel e confivel, no manifestando

    agressividade despropositada nem timidez comprometedora (...)

    5

  • A T I T U D E S C O M P O R T A M E N T A I S , julgamos prudente atribuir-lhes a maior relevncia, na medida em que podem esclarecer muitos aspectos no modo como poder ser o seu relacionamento com o dono e respectivo agregado familiar, facto que por vezes c o n s t i t u i m o t i v o d e p r e o c u p a o , s e considerarmos algumas si tuaes possveis de ocorrer.E m b o r a j t e n h a m o s abordado alguns aspectos relacionadas com as atitudes prprias da raa, importa acrescentar, que para tal apenas nos referimos a exemplares isentos de q u a i s q u e r t a r a s o u p e r t u r b a e s d o f o r o gent ico, propondo-nos assim enquadrar essas mesmas atitudes, mediante o u s o d e n o m e n c l a t u r a ajustada e objectiva.Tendo ainda em conta o conhecimento adquirido, no contacto que ao longo de algumas dcadas fomos acumulando, o qual nos nio

    permitiu criar e acompanhar e l e v a d o n m e r o d e exemplares Rafeiro do Alentejo, considermos oportuno dar a nossa opinio sobre o modo como podero ser classificadas as atitudes normais desta raa, no seu estado adulto.Quanto ao CARCTER, notrio uma predisposio natural para defender o que cons idera pequeno ou indefeso, de tudo quanto possa representar uma ameaa. Este facto, aliado coragem e generosidade que nos oferece, leva-nos a classificar tais atitudes como reveladoras de grande NOBREZA.N o q u e r e s p e i t a a o TEMPERAMENTO, o qual se

    manifesta naturalmente atravs do instinto, no podemos esquecer estar perante um animal de grande corpulncia, cuja principal aptido a de guardar. Exerce contudo, a sua aco vigilante, estritamente no espao que confiado, o qual considera como seu territrio. Porque executa tal tarefa de forma eficiente e calma, sabendo respeitar os limites fsicos estabelecidos, leva-nos a consider-lo um co p r e f e r e n c i a l m e n t e TERRITORIAL.A o e n c a r a m o s o

Welcome message from author
This document is posted to help you gain knowledge. Please leave a comment to let me know what you think about it! Share it to your friends and learn new things together.