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8 [ ] Gilda de Mello e Souza e Souza Acadêmica Acadêmica Prêmio Prêmio Excelência Excelência cadêmica Gilda de Mello 2016 Gilda de Mello e Souza e Souza Acadêmica Acadêmica Prêmio Prêmio Excelência Excelência cadêmica Gilda de Mello 2016
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Jan 26, 2019

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Gilda de Mello e Souzae SouzaAcadmica

Acadmica

Prmio PrmioExcelncia

ExcelnciaAcadmicaGilda de Mello

2016

Gilda de Mello e Souzae SouzaAcadmica

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Prmio PrmioExcelncia

ExcelnciaAcadmicaGilda de Mello

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AcadmicaGilda de Mello

AcadmicaGilda de Mello

3 Prmio Gilda de Mello e Souza Apresentao dos artigos premiados

com muita satisfao que apresentamos nesta Edio Especial de dObra[s] os artigos selecionados para o 3o Prmio Gilda de Mello e Souza, em cada um dos GTs no 11o Colquio de Moda 8a Edio Internacional, realizado na Universidade Positivo, em Curitiba (PR).

Os Grupos de Trabalho (GTs) tm se demonstrado uma excelente oportunidade de apresentao, divulgao e debate acadmico, enriquecido por pesquisas em tem-ticas diversas de acordo com os eixos tericos que o evento tem por escopo. A cada ano so novos trabalhos e maravilhosas surpresas com que nos deparamos, o que s refora a nossa crena de que continuamos no caminho certo do estmulo leitura e da pesquisa em Moda e Design de Moda.

Agradecemos a voc e boa leitura!

Joana Bosak nos traz um instigante parecer sobre sua pesquisa realizada no MARGS (Museu de Arte do Rio Grande do Sul), intitulada Pedro Weingrtner, pintor da vida moderna e a moda nos museus. O museu tradicionalmente aborda suportes e temas mais acadmicos, e mais recentemente tem-se aberto a exposies com cura-dorias menos convencionais, evidenciando algum interesse pelo design e pela indu-mentria; alm de outras iniciativas como palestras e cursos sobre esses temas, an-teriormente vistos como secundrios. Entretanto, observa a autora, para que a moda, a indumentria e o txtil possam ser introduzidos em um museu cuja trajetria histrica e ainda mais convencional, necessria uma abordagem mais didtica, que seduza a equipe do museu sobre a possibilidade de constituir uma ponte mais apro-fundada que permita o dilogo entre a histria da indumentria e da moda, o que j existe em seu acervo, por meio da cultura visual e material representada pelas suas colees de arte. A reflexo e a narrativa visual a que autora se props esto voltadas para a compreenso de uma identidade do sul-rio-grandense o gacho como tipo social histrico, criado e recriado pela literatura do Rio da Prata e do Rio Grande do Sul, principalmente, em sua pinacoteca, onde se encontra um maior nmero de peas retratando uma histria da moda do Rio Grande do Sul, desde o fim do sculo XIX at meados do sculo XX.

Considerando as transformaes sofridas pelo gnero entre as dcadas de 1920 e 1960, o artigo Teatro de revista e representao social do feminino no incio do sculo XX, de Renata Cardoso da Silva, aborda os trajes de cena usados por coristas e vede-tes como norteadores da sua investigao, bem como das companhias de teatro de revista europeias que mais influenciaram o gnero no Brasil. A autora faz notar que, no espao de construo do iderio urbano, o teatro de revista era alimentado pelo cotidiano, ao mesmo tempo que era capaz de ditar modas e influenciar fortemente o dia a dia dos espectadores. Marcada por um alto grau de improvisao, a relao entre pblico, atores e vedetes formava um jogo interessante. Guardando uma relao muito ntima com os anseios e desejos de sua poca, o gnero evoluiu em paralelo aos eventos citadinos, tornando-se uma espcie de projeo dos assuntos em voga no momento de sua apresentao.

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Anacleia Christovam Hoffmann nos traz parte da pesquisa concluda junto ao programa de ps-graduao em Educao, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, intitulada Performance Fluxo e Refluxo: moda e modos de existncia. O resultado do estudo das manifestaes da arte na contemporaneidade e das discusses apoia-das por imagens deu origem criao de uma interveno, a ttulo de laboratrio sobre a produo dos modos de vida, bem como a produo no corpo de modos de existir por meio da moda, apresentada sob forma de performance Fluxo e Refluxo. As representaes (comportamentos e modos de vestir) que esto ligadas s relaes de poder e formao de identidades, ao agirem no interior dessas prticas, tanto so-ciais como subjetivas, nos levam a refletir sobre aquilo que Foucault denominou de Microfsica do Poder.

Envolvida com a sua prtica docente em Sociologia da Moda na Universidade de Buenos Aires (Argentina), Laura Zambrini, instigada pelos vrios grupos de alunos que chegam todos os anos, moas em maior quantidade e rapazes, em menor nme-ro, motivou-se a refletir sobre a questo de gnero e oportunamente explorar esse exerccio acadmico em Olhares sobre moda e design a partir de uma perspectiva de gnero. A autora afirma sua inteno de pesquisa com base em um olhar integrado na disciplina sobre a questo de gnero, que permitiu estabelecer as ferramentas apro-priadas para compreender, criticamente, por um lado, a formao sociocultural dos esteretipos de gnero; e, por outro, as hierarquias histricas entre homens e mulhe-res, entendidas como hierarquias de poder, que posicionaram de forma desfavorvel o feminino no sentido amplo.

Maria Alice Vasconcelos Rocha demonstra, em seu artigo, um resultado de pes-quisa intitulada Reflexes sobre a inerncia do corpo, do estilo de vida e da identidade no design de moda-vesturio. A autora explica que os mtodos e tcnicas para o de-senvolvimento de produtos de moda-vesturio precisam incluir elementos tangveis e intangveis, sob pena de se distanciar das reais expectativas dos consumidores. Assim pensando, o estudo props-se a reflexo de trs dimenses essenciais a identidade, o estilo de vida e a condio corprea por meio dos indicadores para o consumo de roupas. Com isso nos apresenta o modelo CEvI, cujo intuito reduzir o nmero de variveis a considerar no design, sem perder preciso no que tange ao levantamento de necessidades e alternativas. A pesquisa teve como objetivo revelar que as prefe-rncias comportamentais para o consumo de moda-vesturio so consistentemente influenciadas por diversos fatores, sejam eles individuais ou coletivos, como viso de mundo ou envelhecimento da populao.

A relao entre designers de moda e artesos na perspectiva da educao emanci-patria, proposta por Emanuelle Kelly R. Silva, reflete a sua recente pesquisa doutoral no programa de ps-graduao em Educao da Universidade Federal do Cear sobre as relaes de saberes entre designers e artesos no interior desse estado. A meto-dologia adotada para o desenvolvimento da pesquisa foi a observao participativa, uma vez que a autora enquanto pesquisadora atuou com os artesos como designer e compartilhou experincias com outros designers que desenvolviam aes junto aos artesos. Esses profissionais assumem a responsabilidade de repassar os conhecimen-tos relacionados ao design de produto para os artesos, aes baseadas no interesse em fazer com que estes passem a desenvolver produtos condizentes com as demandas de moda e mercado, e para isso importante a aquisio de habilidades relacionadas ao manuseio de ferramentas de design, conforme observado ao longo da pesquisa de campo realizada. Disso decorreu a funo pedaggica do designer no contexto do tra-balho com os artesos, funo esta que , na maioria das vezes, ofuscada pela prtica do processo de desenvolvimento do produto, como conclui a autora.

Breno Tenrio Ramalho de Abreu em BioStudio: tingimento e estamparia de tecidos orgnicos utilizando bactrias inova ao trazer uma discusso original. O au-tor esclarece que o biodesign utiliza organismos vivos na composio de produtos e servios oferecidos sociedade. Diante da necessidade de pesquisas que promovam inovao em processos de fabricao txtil na rea de tingimento e design de super-fcies, esse estudo interdisciplinar surgiu com o objetivo de relacionar o biodesign e o

3o Prmio Gilda de Mello e Souza ] APRESENTAO DOS ARTIGOS PREMIADOS

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vesturio por meio de testes de colorao de tecidos orgnicos e criao de estampas utilizando linhagens de actinobactria. A pesquisa utilizou-se de uma metodologia de carter exploratrio em laboratrios de cor e superfcie, separados, para a obteno das coloraes e estampas de actinobactrias. Os seus resultados, conclui o autor, podem despertar tanto a ateno da sociedade como da comunidade cientfica e dos designers para a execuo de novos experimentos, alm de aproximar vrias reas do conhecimento no tratamento da complexidade da vida.

Kledir Henrique Lopes Salgado e Ligia Viana em A dimenso semitica na alta-costura de Chanel apresentam, luz da semitica discursiva francesa, uma reflexo, conforme explicam os autores, sobre as estratgias discursivas que tecem a significao da alta-costura de uma renomada casa de moda, a Chanel, com o ob-jetivo de fazer um resgate dos valores estticos da marca por meio da estruturao dos arranjos dos formantes plsticos utilizados na perpetuao de seus produtos. Assim, discorrem em um texto eloquente a metodologia utilizada para a construo de sentido de um fazer interpretativo, visando reconstruir a significao de objetos e prticas, por meio das quais as interaes socioculturais tornaram-se inteligveis.

As mudanas na forma de produzir notcias no jornalismo de moda nos ltimos tempos, principalmente com o aumento de adeptos das redes sociais, propiciaram diferenas nas formas materiais de produzir e divulgar notcias (imagem e texto) nas revistas de moda, ampliando o seu relacionamento com o leitor. Com um texto claro, Dbora Elman em A revista de moda vai para a rede: uma anlise das reportagens no Instagram das revistas ELLE e Estilo na So Paulo Fashion Week nos oferece uma anli-se comparativa sobre duas revistas de moda, ELLE e Estilo, na Semana de Moda de So Paulo, realizada em abril de 2015, buscando verificar como essas duas revistas esto utilizando os novos recursos de tecnologia digital mvel no seu fazer jornalstico no aplicativo Instagram.

Elizete Menezes Messias realizou um estudo das duas primeiras colees de Stel-la McCartney e Roberto Cavalli para C&A: a construo do discurso da C&A em torno de uma moda global acessvel. Seu objetivo foi examinar os processos discursivos em questo nos diferentes materiais comunicacionais dessas parcerias no intuito de des-vendar os recursos de persuaso e de seduo que esses materiais de comunicao co-locavam em prtica para semear valores de globalidade, originalidade, exclusividade e bom gosto no imaginrio do consumidor. Para isso respaldou-se em um referencial terico e conceitual capaz de dar suporte s hipteses desse estudo envolvendo um conjunto de autores apreciadores dos valores da moda e do consumo contempor-neos, como Diana Crane, Gilles Lipovetsky, Colin Campbell e Enrico Cietta, segundo o qual os consumidores de hoje adquiriram o hbito de consumir transversalmente aos segmentos do mercado (CIETTA, 2010, p. 23). Dessa forma, observamos que o consumidor no mais submetido aos ditames de marcas notrias, esquecendo-se da imagem do indivduo que entra em uma loja e sai do estabelecimento inteiramente vestido de uma nica grife. Agora, a construo da aparncia pode ser feita por meio da mistura de peas de diferentes marcas, e estas podem estar posicionadas indepen-dentemente da divergncia do segmento.

Sobre histria da moda: entrevista com Christopher Breward, importante confe-rencista do 11o Colquio de Moda entrevistado por Maria Claudia Bonadio e Carlos Eduardo Prates. Dentre outros objetivos, quiseram conhecer e divulgar para o leitor de lngua portuguesa um pouco da trajetria desse historiador, sua opinio acerca do desenvolvimento dos estudos sobre histria da moda nas ltimas duas dcadas, bem como a respeito do ensino superior na rea de moda. Com formao em Histria da Arte e do Design, Breward desenvolve pesquisas sobre cultura de moda, a relao entre as cidades e a moda, e histria da moda masculina desde meados dos anos 1990. Atual-mente diretor do Edinburgh College of Art (Esccia), vice-diretor da rea de Indstria Criativa e Artes Performticas e Professor de Histria Cultural na mesma instituio.

Dra. Maria de Ftima Mattos e Cyntia Tavares Marques de QueirozPresidente e Vice-presidente do Colquio de Moda