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355quica Humana Ernesto Bozzano .doc) - Humana (Ernesto Bozzano).pdf · PDF file DE ERNESTO BOZZANO METAPSIQUICA HUMANA INDICE A propósito da Introdução a...

Jan 18, 2019

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M

LIVRO

DE

ERNESTO BOZZANO

METAPSIQUICA HUMANA

INDICE

A propsito da Introduo a Metapsquica Humana

I - MAGNETISMO ANIMAL E FENMENOS ESPIRITAS

II - A PROPSITO DA MEDIUNIDADE DA SENHORA PIPER

III - ANALISE CRITICA DE UMA ALINEA SOFISTICA

IV - METAGNOMIA E HIPOTESES ESPIRITAS

V - CATEGORIAS DE FENOMENOS INEXPLICVEIS POR QUALQUER TEORIA

METAPSIQUICA

VI - A PROPSITO DOS CASOS DE IDENTIFICAO DE MORTOS,

DESCONHECIDOS DO MDIUM E DOS ASSISTENTES (Categoria 1)

VII - NOVAS HIPOTESES DE REN SUDRE PARA DE QUALQUER MODO, FUGIR DAS

DIFICULDADES INSUPERAVEIS - (Categoria II, III, IV, V)

VIII - APARIES DE MORTOS NO LEITO DE MORTE

IX FENMENOS DE XENOGLOSIA (CATEGORIA VI E VII)

X - FENMENOS DE DESDOBRAMENTO FLUIDICO OU BILOCAO NO MOMENTO

DA MORTE (CATEGORIA III)

XI - FENOMENOS DE MATERIALIZAAO

XII - CORRESPONDENCIAS CRUZADAS

XIII - AINDA UM EXEMPLO INEXPLICVEL POR MEIO DA

METAGNOMIA

XIV - RESPOSTAS A ALGUMAS OBJEES DE ORDEM GERAL

CONCLUSO

A propsito da Introduo a Metapsquica Humana

No me deterei em analisar o excelente tratado

de metapsquica publicado pelo Senhor Ren Sudre. Limitar-me-ei em notar que o autor conseguiu sintetizar, em um volume de propores normais, exposio completa, erudita e bem-feita de todas as categorias de fenmenos metapsquicos. Pode-se mesmo dizer que o trabalho no s atinge o fim que o inspirou seno que constitui tambm alguma coisa mais do que uma simples Introduo ao estudo da metapsquica.

A sua utilidade torna-se indiscutvel, mesmo para os competentes no assunto, que no teriam facilidade de encontrar disposto, com tanta clareza e xito, o imponente cabedal da fenomenologia examinada.

Quanto propaganda fecunda que um tratado como esse pode exercer nos meios cientficos, no lamentarei, sequer, o antiespiritismo superlativamente sofstico do autor, sem o qual a obra perderia, nesse sentido, toda a eficincia

naqueles meios, ainda dominados pelos preconceitos materialistas.

Sob o ponto de vista pessoal meu - que diametralmente diverge daquele em que se coloca Sudre - natural, entretanto, me disponha a analisar, discutir e refutar, uma por uma, as principais opinies e hipteses antiespritas, emitidas pelo autor, mormente por me parecer estar ele bem enfronhado no assunto e ser um pensador de talento indiscutvel. ` sem dvida alguma um valente contendor, com o qual a discusso de grande proveito ser, pois se apresenta na arena terando as armas mais formidveis dentre as que so usadas no campo em que milita.

ERNESTO BOZZANO I - MAGNETISMO ANIMAL E FENMENOS

ESPIRITAS Isto posto, comeo, sem prembulos, a minha

anlise crtica, assinalando, desde logo, uma afirmao de natureza histrica feita pelo autor a respeito dos antigos magnetizadores e que inexata. Diz ele:

Deleuze e todos os magnetizadores no acreditavam, pois, houvesse comunicao entre os seus sonmbulos e os seres invisveis. No contestavam a realidade das aparies espontneas, mas as consideravam, de conformidade com a opinio religiosa, como excepcionais, e no criam num comrcio possvel entre os vivos e os mortos. Ora, essa descrena geral se transmite aos seus pacientes, que apresentaram todos os fenmenos metapsquicos completamente desprovidos do carter esprita. (Pg. 342.)

O grifo do ltimo perodo do prprio autor e bem mostra o interesse terico que ele liga circunstncia assinalada. Ora, historicamente, essa circunstncia inexata, ou, melhor ainda, diametralmente contrria ao que supe Sudre. Se consultarmos os tratados de magnetismo animal, verificaremos, com efeito, provas evidentes das prevenes que, a tal respeito, dominavam os magnetizadores, prevenes que encontram motivo principal no temor que o conhecimento de tais manifestaes fizesse surgir novos obstculos tarefa, que lhes cabia, de aos demais convencer das curas maravilhosas, conseguidas pelas prticas magnticas. Mas no menos verdade que, no obstante tais prevenes, as manifestaes de

entidades de defuntos se davam repetidamente, pela interveno sonamblica. O prprio Deleuze, na sua correspondncia com o Doutor Billot, o reconhece e nos seguintes termos:

No vejo razo para negar a possibilidade da apario de pessoas que, tendo deixado esta vida, se ocupam daqueles que aqui amaram e a eles se venham manifestar, para lhes transmitir salutares conselhos. Acabo de ter disto um exemplo, Ei-lo . . .

E Deleuze expe o caso de uma sonmbula, cujo finado pai a ela se manifestou, por duas vezes, a fim de aconselh-la sobre o esposo que devia escolher; esses conselhos envolviam a realizao remota de um fato que se veio a realizar, precisamente, na poca indicada. (G. Billot - Correspondente Sur le Magntisme animal, t. III.)

O Doutor Billot responde a Deleuze, relatando um fato maravilhoso, com ele prprio ocorrido : o do transporte de uma planta medicinal, que veio cair sobre os joelhos da sua sonmbula, pela interveno de uma mocinha que, repetidas vezes, se manifestava por intermdio da mesma sonmbula.

Lembro, alm disto, o fato do Baro Du Potet - que, pelo Jornal do Magnetismo, provocava constantes polmicas com aqueles dos seus confrades que ousavam publicar qualquer episdio,

sobre a manifestao de pessoas falecidas - haver confessado suas ntimas convices, neste sentido, quando, em carta particular a Alphonse Cahagnet e, por este ltimo, inserta na sua obra, assim se exprimiu : Tratais, com uma antecipao de vinte anos, destas questes; a Humanidade no est ainda preparada para compreend-las.

Claro ai torna o fim oculto da sua pretendida incredulidade; temia que, no estando os homens de cincia absolutamente dispostos a tomar a srio s manifestaes dos mortos, pela interveno sonamblica, viesse divulgao dessas manifestaes criar grave obstculo tarefa j de si to difcil, de convencer o mundo cientfico das propriedades teraputicas do magnetismo animal.

Acrescentarei que o Baro Du Potet, quando do seu encontro, anos mais tarde, em Londres, com o Rev. William Stainton Moses, ao mesmo confiou, sem reservas, suas convices espritas, nascidas de fatos, por ele prprio verificados, sem qualquer provocao de sua parte.

Nessa mesma ocasio, aconteceu-lhe ter, juntamente com Stainton Moses, a viso de um homem, que se havia suicidado, algumas horas antes, atirando-se sob as rodas de um automvel.

Lembrarei, ainda, que o magnetizados Alphonse Cahagnet obteve, com a sonmbula clarividente Adle Maginot, longa srie de verdadeiros episdios de identificao de pessoas mortas, sendo para notar que essas manifestaes se revestiram de tal importncia, que Frank Podmore resolveu sobre elas fazer um longo estudo, que fez transcrever no Proceedings of the Society for Psychical Research.

Lembrarei, mais, que o Doutor Charpignon, no seu livro Physiologie, Mdecine et Mtaphysique du Magntisme, pgina 120, escreve:

A doente se acha - quero dizer, parece achar-se - em comunicao com uma entidade que ningum v, ningum ouve, ningum toca e que, no entanto, somos quase levados a crer que fala e responde. O primeiro desses fatos extraordinrio, o segundo, atordoante!

E pgina 363: O primeiro paciente magntico, que observamos,

nunca respondia a qualquer das nossas perguntas, sem primeiro dizer: Vou consultar o outro. Perguntamos quem era esse outro e foi-nos respondido: o Esprito encarregado de me guiar, de me esclarecer. E de fato esse paciente adquiria, em estado de sonambulismo, faculdades e conhecimentos que lhe eram inteiramente estranhos,

quando em estado normal, e que no podiam provir seno de uma entidade superior.

O Doutor Ricard, no seu Trait du Magntisme animal, pgina 275, diz

A sonmbula que primeiro me ofereceu alguma coisa digna de nota. nesse gnero, foi Adle Lefrey. Atingira ela o termo de sua cura, quando, por entre novas indicaes teraputicas, me disse, em tom de chamar ateno:

- Ouvis bem, que ele me ordena. - Mas quem? - perguntei-lhe. - Quem ordena? - Ele, no o ouvis? - No, nada ouo, nem vejo. - Tambm natural - retrucou - dormis; quem

est acordada sou eu... E pgina 282, o Doutor Ricard pergunta

sonmbula: - Recordai-vos do que ontem me dissestes? - Sim. - Mas quem essa personagem misteriosa? - o meu anjo da guarda. .. Vede, ele conversa

agora com o vosso. - Com o meu! porventura o meu anjo est assim

de vs to perto?

- Sim, mas ele vos est ainda mais prximo e, apesar de no o verdes, esclarecido sois pelos seus conselhos.

Lembrarei, enfim, que em La Revue Spirite, nmero de outubro, 1925, expus o interessante caso do Doutor Larkin que, tendo levado ao estado de sonambulismo uma jovem campnia, com o fim de alcanar esclarecimentos sobre o diagnstico de doentes seus, obteve longa srie de manifestaes de entidades de mortos que, em sua maioria, lhe eram desconhecidos. Delas colheu o Doutor Larkin elementos para ulteriores investigaes que, revestidas do maior rigor, lhe trouxeram demonstraes irrefutveis da autenticidade das personalidades que, por essa forma, se manifestam. Acabou por se convencer de que a sua sonmbula recebia comunicaes do mundo espiritual.

No iremos alm. Os exemplos apresentados bastam para destruir a primeira afirmativa do nosso autor, segundo a qual, no acreditando os antigos magnetizadores em um comrcio possvel entre os vivos e os mortos, essa descrena se transmitiu aos seus pacientes, que apresentaram todos os fenmenos metapsquicos completamente desprovidos do carter esprita.

Dado nos foi ver, ao contrrio, que, no obstante as prevenes dos magnetizadores, os sonmbulos da primeira metade do sculo passado viam os Espritos

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